Notem a importância histórica dessa vitória! É a possibilidade de desaparelhar uma reconhecida, embora inativa, entidade estadual. São as entidades de base que escreverão o próximo estatuto da UEE, e a única forma já conhecida de os estudantes universitários controlarem suas entidades é o poder exatamente das entidades de base – a fórmula é simples, pois nos foi ensinada pela Comuna de Paris, pelos Soviets, pelas Comunas Chinesas etc. Eis:
Em cada cidade, na proporção acertada, as entidades de base, que existem uma por curso no máximo, devem ter em mãos pelo menos um diretor da UEE, a quem devem indicar e depor ao seu bel prazer, em reuniões periódicas. Assim, teremos a base controlando a UEE. Teremos a UEE enraizada na base. Teremos a UEE espalhada por todo o estado. Teremos diretores da UEE falando nas rádios de cada cidade dessas. Teremos reuniões frequentes das entidades de base, que estarão também fortalecidas por esse poder de propaganda. As reuniões da UEE serão uma via de mão dupla, hoje inexistente – para lá os diretores carregarão as demandas locais, e de lá carregarão de volta os problemas estaduais, nacionais e internacionais, unificando os estudantes a nível estadual.
O aparelhamento pela UJS assim desapareceria, e nenhuma força seria capaz de aparelhar a entidade, pois nenhuma tem nem um décimo das entidades de base em mãos. Teríamos partidos livres dentro de uma entidade livre.
Obs: Esse artigo e o anterior são de minha responsabilidade pessoal, pois as notícias são frescas, ainda não se reuniu para debatê-las, e por outro lado, nos dois casos, cada segundo deve ser aproveitado.
Alex Lombello Amaral - secretário de agitação e propaganda.

