segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Trajetória do Partido Comunista Brasileiro/MG é tema do Novos Registros


Como aconteceu e quais foram as consequências da atuação do Partido Comunista Brasileiro (PCB) em Minas Gerais na década de 40? Estas e outras perguntas serão respondidas pela mestre em história e culturas políticas, Raquel Aparecida Pereira, na palestra “Bandeiras Vermelhas nas Ruas da Cidade: comunismo e espaço público em Belo Horizonte (1945-1951)”, que acontece no Auditório Itaú do Museu Histórico Abílio Barreto (Av. Prudente de Moraes, 202), na próxima terça-feira, dia 27, às 19 horas. O evento tem entrada gratuita e faz parte do projeto “Novos Registros - Banco de Teses sobre BH e MG”, promovido pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura e realizado pelo Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte.

A dissertação discute a atuação do Partido Comunista Brasileiro (PCB) em Minas Gerais, principalmente no que diz respeito às manifestações públicas realizadas em Belo Horizonte entre os anos de 1945 e 1951. Raquel apresenta uma releitura desta organização política com base nas estratégias de ocupação do espaço público adotadas à época.

Durante o período enfocado no estudo, o PCB deparou-se com questões importantes para sua organização. Após o fim do Estado Novo, o partido foi legalizado e tornou-se uma alternativa para a população brasileira dentro do processo político democrático, fato esse que exigiu o desenvolvimento de novas estratégias de mobilização. Com a cassação do Partido (1947) e a destituição dos mandatos de parlamentares comunistas (1948), ao contrário do que se podia esperar, o grupo não se afastou da cena política, criando novos recursos para transmitir suas idéias e seus objetivos. Essa estrutura ramificada do PCB, com células e comitês instalados em diversos pontos da cidade, produziu uma relação diferenciada com o espaço urbano, permitindo a identificação de uma cartografia política da atuação do Partido em Belo Horizonte.

Na pesquisa que deu origem à dissertação, além de uma extensa análise histórica sobre o PCB, foram utilizados também materiais como panfletos, recortes de jornal, cartazes, correspondências, fotografias, relatórios policiais e processos, em sua maioria, oriundos do acervo do extinto Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), hoje sob a guarda do Arquivo Público Mineiro.

Após a apresentação de Raquel, haverá um debate com os espectadores. O trabalho pode ser acessado no Banco de Teses do APCBH, em sua Sala de Consultas, na rua Itambé, 227, bairro Floresta.

Sobre a palestrante

Raquel Aparecida Pereira é historiadora, mestre em História e Culturas Políticas pela Universidade Federal de Minas Gerais (2007), onde defendeu a dissertação "Bandeiras vermelhas nas ruas da cidade: comunismo e espaço público em Belo Horizonte (1945-1951)". Possui experiência com processamento técnico de acervos documentais, pesquisa arquivística, elaboração e análise de projetos culturais.

Ela atuou na área de preservação do patrimônio histórico nacional como analista do Programa Monumenta, do Ministério da Cultura, onde desenvolveu atividades de elaboração e acompanhamento de editais de apoio a projetos culturais. Atualmente, ocupa o cargo de Analista em Ciência e Tecnologia da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior/CAPES- MEC.

Novos Registros
Palestrante: Raquel Aparecida Pereira
Tema: "Bandeiras vermelhas nas ruas da cidade: comunismo e espaço público em Belo Horizonte (1945-1951)"
Data: 27 de outubro, às 19h
Local: Museu Histórico Abílio Barreto (Auditório Itaú)

Mais informações: Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte – (31) 3277-4665

Fonte: http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/noticia.do?evento=portlet&pAc=not&idConteudo=32994&pIdPlc=&app=salanoticias


domingo, 25 de outubro de 2009

Declaração Política do XIV Congresso do PCB



Outros outubros virão!

(Declaração Política do XIV Congresso do PCB)

Rio de Janeiro, outubro de 2009

Nascemos em 1922 e trazemos marcadas as cicatrizes da experiência histórica de nossa classe, com seus erros e acertos, vitórias e derrotas, tragédias e alegrias. É com esta legitimidade e com a responsabilidade daqueles que lutam pelo futuro que apresentamos nossas opiniões e propostas aos trabalhadores brasileiros.

Os comunistas brasileiros, reunidos no Rio de Janeiro, nos dias 9 a 12 de outubro, no XIV Congresso Nacional do Partido Comunista Brasileiro (PCB), avaliamos que o sistema capitalista é o principal inimigo da humanidade e que sua continuidade representa uma ameaça para a espécie humana. Por isso, resta-nos apenas uma saída: superar revolucionariamente o capitalismo e construir a sociedade socialista, como processo transitório para emancipação dos trabalhadores, na sociedade comunista.

Uma das principais manifestações dos limites históricos do capitalismo é a atual crise econômica mundial, que revelou de maneira profunda e didática todos os problemas estruturais desse sistema de exploração de um ser humano por outro: suas contradições, debilidades, capacidade destruidora de riqueza material e social e seu caráter de classe. Enquanto os governos capitalistas injetam trilhões de dólares para salvar os banqueiros e especuladores, os trabalhadores pagam a conta da crise com desemprego, retirada de direitos conquistados e aprofundamento da pobreza.

Mesmo feridos pela crise, os países imperialistas realizam uma grande ofensiva para tentar recuperar as taxas de lucro e conter o avanço dos processos de luta popular que vêm se realizando em várias partes do mundo. Promovem guerras contra os povos, como no Iraque e no Afeganistão, armam Israel para ameaçar a população da região e expulsar os palestinos de suas terras. Na América Latina, desenvolvem uma política de isolamento e sabotagem dos governos progressistas da região, com a reativação da IV Frota e a transformação da Colômbia numa grande base militar dos Estados Unidos. Toda essa estratégia visa a ameaçar Venezuela, Bolívia, Equador, Cuba e até mesmo países cujos governos não se dispõem a promover profundas mudanças sociais, como é o caso do Brasil, tudo para garantir o controle das extraordinárias riquezas do continente, entre elas o Pré-Sal, a Amazônia, a imensa biodiversidade e o Aquífero Guarani.

A escalada de violência do imperialismo contra os povos, agravada pela crise do capitalismo e por sua necessidade de saquear as riquezas naturais dos países periféricos e emergentes acentua a necessidade de os comunistas colocarmos na ordem do dia o exercício do internacionalismo proletário. Episódios recentes, como a tentativa de separatismo na Bolívia, os covardes crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza, o golpe em Honduras, as ameaças ao Irã e à Coreia do Norte somam-se ao permanente bloqueio desumano a Cuba Socialista, a uma década de manobras com vistas à derrubada do governo antiimperialista na Venezuela e à ocupação do Iraque e do Afeganistão.

O PCB continuará no Brasil com sua consequente solidariedade aos povos em suas lutas contra o capital e o imperialismo, independentemente das formas que as circunstâncias determinem. O papel ímpar do PCB na solidariedade aos povos em luta se radica na sua independência política com relação ao governo brasileiro e na sua visão de mundo internacionalista proletária.

A crise demonstra de maneira cristalina a necessidade de os povos se contraporem à barbárie capitalista e buscarem alternativas para a construção de uma nova sociabilidade humana. Em todo o mundo, com destaque para a América Latina, os povos vêm resistindo e buscando construir projetos alternativos baseados na mobilização popular, procurando seguir o exemplo de luta da heróica Cuba, que ficará na história como um marco da resistência de um povo contra o imperialismo.

Nós, comunistas brasileiros, temos plena consciência das nossas imensas responsabilidades no processo de transformação que está se desenvolvendo na América Latina, não só pelo peso econômico que o Brasil representa para a região, mas também levando em conta que vivemos num país de dimensões continentais, onde reside o maior contingente da classe trabalhadora latino-americana. Consideramo-nos parte ativa desse processo de transformação e integrantes destemidos da luta pelo socialismo na América Latina e em todo o mundo.

Nesse cenário, o Estado brasileiro tem jogado papel decisivo no equilíbrio de forças continentais, mas na perspectiva da manutenção da ordem capitalista e não das mudanças no caminho do socialismo. Tendo como objetivo central a inserção do Brasil entre as potências capitalistas mundiais, o atual governo, em alguns episódios, contraria certos interesses do imperialismo estadunidense. No entanto, estas posturas pontualmente progressistas buscam criar um terceiro pólo de integração latino-americana, de natureza capitalista. Ou seja, nem ALCA, nem ALBA, mas sim a liderança de um bloco social-liberal, em aliança com países do Cone Sul, dirigidos por forças que se comportam também como uma "esquerda responsável", confiável aos olhos do imperialismo e das classes dominantes locais, contribuindo, na prática, para aprofundar o isolamento daqueles países que escolheram o caminho da mobilização popular e do enfrentamento.

O respaldo institucional a alguns governos mais à esquerda na América Latina tem sido funcional à expansão do capitalismo brasileiro, que se espalha por todo o continente, onde empresas com origem brasileira se comportam como qualquer multinacional. Como o objetivo central é a inserção do Brasil como potência capitalista, o governo Lula não hesita em adotar atitudes imperialistas, como comandar a ocupação do Haiti para garantir um golpe de direita, retaliar diplomaticamente o Equador para defender uma empreiteira brasileira ou promover exercícios militares com tiro real na fronteira com o Paraguai, para defender os latifundiários brasileiros da soja diante do movimento camponês do país vizinho e manter condições leoninas no Tratado de Itaipu.

O capitalismo brasileiro é parte do processo de acumulação mundial e integrante do sistema de poder imperialista no mundo, ressaltando-se que as classes dominantes brasileiras estão umbilicalmente ligadas ao capital internacional. A burguesia brasileira não disputa sua hegemonia com nenhum setor pré-capitalista. Pelo contrário: sua luta se volta fundamentalmente na disputa de espaços dentro da ordem do capital imperialista, ainda que se mantenha subordinada a esta, inclusive no sentido de evitar a possibilidade de um processo revolucionário, no qual o proletariado desponte como protagonista.

Apesar de ainda faltarem condições subjetivas – sobretudo no que se refere à organização popular e à contra-hegemonia ao capitalismo – entendemos que a sociedade brasileira está objetivamente madura para a construção de um projeto socialista: trata-se de um país em que o capitalismo se tornou um sistema completo, monopolista, capaz de produzir todos os bens e serviços para a população. Uma sociedade em que a estrutura de classes está bem definida: a burguesia detém a hegemonia econômica e política, o controle dos meios de comunicação e o aparato estatal, enquanto as relações assalariadas já são majoritárias e determinantes no sistema econômico. Formou-se, assim, um proletariado que se constitui na principal força para as transformações sociais no País.

Do ponto de vista político e institucional, o Brasil possui superestruturas tipicamente burguesas, em pleno funcionamento: existe um ordenamento jurídico estabelecido, reconhecido e legitimado, com instituições igualmente consolidadas nos diferentes campos do Estado, ou seja, no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. Formou-se também uma sociedade civil burguesa, enraizada e legitimada, que consolidou a hegemonia liberal burguesa, mediante um processo que se completa com poderosa hegemonia na informação, na organização do ensino, da cultura, elementos que aprimoram e fortalecem a dominação ideológica do capital no país.

Portanto, sob todos os aspectos, o ciclo burguês já está consolidado no Brasil. Estamos diante de uma formação social capitalista desenvolvida, terreno propício para a luta de classes aberta entre a burguesia e o proletariado. De um lado, está o bloco conservador burguês, formado pela aliança entre a burguesia monopolista associada ao capital estrangeiro e aliada ao imperialismo, a burguesia agrária com o monopólio da terra, a oligarquia financeira, com o monopólio das finanças, além de outras frações burguesas que permeiam o universo da dominação do capital.

Esta hegemonia do bloco conservador adquiriu maior legitimidade para implantar as políticas de governabilidade e governança necessárias à consolidação dos interesses do grande capital monopolista, com a captura de um setor político, representante da pequena burguesia e com ascendência sobre importante parte dos trabalhadores, uma vez que se tornava essencial neutralizar a resistência destes e das camadas populares, através da cooptação de parte de suas instituições e organizações.

Do outro lado, está o bloco proletário, hoje submetido à hegemonia passiva conservadora. Ainda que resistindo, encontra-se roubado de sua autonomia e independência política, acabando por servir de base de massa que sustenta e legitima uma política que não corresponde a seus reais interesses históricos. Constituído especialmente pela classe operária, principal instrumento da luta pelas transformações no país, pelo conjunto do proletariado da cidade e do campo, pelos movimentos populares e culturais anticapitalistas e antiimperialistas, por setores da pequena burguesia, da juventude, da intelectualidade e todos que queiram formar nas fileiras do bloco revolucionário do proletariado, em busca da construção de um processo para derrotar a burguesia e seus aliados e construir a sociedade socialista.

O cenário da luta de classes no âmbito mundial e suas manifestações em nosso continente latino-americano, o caráter do capitalismo monopolista brasileiro e sua profunda articulação com o sistema imperialista mundial, as características de nossa formação social como capitalista e monopolista, a hegemonia conservadora e sua legitimação pela aliança de classes de centro-direita, os resultados deste domínio sobre os trabalhadores e as massas populares no sentido da precarização da qualidade de vida, desemprego, crescente concentração da riqueza e flexibilização de direitos nos levam a afirmar que o caráter da luta de classes no Brasil inscreve a necessidade de uma ESTRATÉGIA SOCIALISTA.

São essas condições objetivas que nos permitem definir o caráter da revolução brasileira como socialista. Afirmar o CARÁTER SOCIALISTA da revolução significa dizer que as tarefas colocadas para o conjunto dos trabalhadores não podem ser realizadas pela burguesia brasileira, nem em aliança com ela. Estas tarefas só poderão ser cumpridas por um governo do Poder Popular, na direção do socialismo. O desenvolvimento das forças materiais do capitalismo no Brasil e no mundo permite já a satisfação das necessidades da população mundial, mas está em plena contradição com a forma das relações sociais burguesas que acumulam privadamente a riqueza socialmente produzida, cujo prosseguimento ameaça a produção social da vida, a natureza e a própria espécie humana.

A forma capitalista se tornou antagônica à vida humana. Para sobreviver, o capital ameaça a vida; portanto, para manter a humanidade devemos superar o capital. É chegada a hora, portanto, de criar as condições para a revolução socialista.

Nas condições de acirramento da luta de classes em nosso país, as lutas específicas se chocam com a lógica do capital. A luta pela terra não encontra mais como adversário o latifúndio tradicional, mas o monopólio capitalista da terra, expresso no agronegócio. A luta dos trabalhadores assalariados se choca com os interesses da burguesia, acostumada às taxas de lucros exorbitantes e à ditadura no interior das fábricas. A luta ecológica se choca com a depredação do meio ambiente, promovida pelo capital. As lutas dos jovens, das mulheres, dos negros, das comunidades quilombolas, índios, imigrantes e migrantes se chocam com a violência do mercado, seja na desigualdade de rendimentos, no acesso a serviços elementares, à cultura e ao ensino, porque o capital precisa transformar todas as necessidades materiais e simbólicas em mercadoria para manter a acumulação, ameaçando a vida e destruindo o meio ambiente.

A definição da estratégia da revolução como socialista não significa ausência de mediações políticas na luta concreta, nem é incompatível com as demandas imediatas dos trabalhadores. No entanto, a estratégia socialista determina o caráter da luta imediata e subordina a tática à estratégia e não o inverso, como formulam equivocadamente algumas organizações políticas e sociais. Pelo contrário, os problemas que afligem a população, como baixos salários, moradia precária, pobreza, miséria e fome, mercantilização do ensino e do atendimento à saúde, a violência urbana, a discriminação de gênero e etnia, são manifestações funcionais à ordem capitalista e à sociedade baseada na exploração. A lógica da inclusão subalterna e da cidadania rebaixada acaba por contribuir para a sobrevida do capital e a continuidade da opressão.

O que hoje impede a satisfação das necessidades mais elementares da vida em nosso país não é a falta de desenvolvimento do capitalismo. Pelo contrário, nossas carências são produto direto da lógica de desenvolvimento capitalista adotado há décadas sob o mesmo pretexto, de que nossos problemas seriam resolvidos pelo desenvolvimento da economia capitalista. Hoje, a perpetuação e o agravamento dos problemas que nos afligem, depois de gerações de desenvolvimento capitalista, são a prova de que este argumento é falso.

Portanto, nossa estratégia socialista ilumina a nossa tática, torna mais claro quem são nossos inimigos e os nossos aliados, permite identificar a cada momento os interesses dos trabalhadores e os da burguesia e entender como as diferentes forças políticas concretas agem no cenário imediato das lutas políticas e sociais. Esse posicionamento também busca sepultar as ilusões reformistas, que normalmente levam desorientação ao proletariado, e educá-lo no sentido de que só as transformações socialistas serão capazes de resolver os seus problemas.

No Brasil, nosso partido trabalha na perspectiva de constituir oBloco Revolucionário do Proletariado, como instrumento de aglutinação de forças políticas e sociais antiimperialistas e anticapitalistas para realizar as transformações necessárias à emancipação dos trabalhadores. Nosso objetivo é derrotar o bloco de classe burguês e seus aliados que, mesmo com disputas e diferenciações internas, impõem a hegemonia conservadora e buscam a todo custo desenvolver a economia de mercado, mantida a subordinação ao capital internacional, ao mesmo tempo em que afastam os trabalhadores da disputa política, impondo um modelo econômico concentrador de renda e ampliador da miséria, procurando permanentemente criminalizar os movimentos populares, a pobreza e todos aqueles que ousam se levantar contra a hegemonia do capital. Para consolidar o poder burguês e legitimá-lo, colocam toda a máquina do Estado a serviço do capital.

Por isso mesmo, não há nenhuma possibilidade de a burguesia monopolista, em todos seus setores e frações, participar de uma aliança que vá além do horizonte burguês e capitalista. Isso significa que a nossa política de aliança deve se materializar no campo proletário e popular. A aliança de classes capaz de constituir o Bloco Revolucionário do Proletariado deve fundamentalmente estar estruturada entre os trabalhadores urbanos e rurais, os setores médios proletarizados, setores da pequena burguesia, as massas trabalhadoras precarizadas em suas condições de vida e trabalho que compõem a superpopulação relativa. Isso significa que a nossa tática deve ser firme e ampla. Ao mesmo tempo em que não há alianças estratégicas com a burguesia, todo aquele que se colocar na luta concreta contra a ordem do capital será um aliado em nossa luta, da mesma forma que aqueles setores que se prestarem ao papel de serviçais subalternos da ordem, se colocarão no campo adversário e serão tratados como tal.

A principal mediação tática de nossa estratégia socialista é, portanto, a criação das condições que coloquem os trabalhadores em luta, a partir de suas demandas imediatas, na direção do confronto com as raízes que determinam as diferentes manifestações da exploração, da opressão e da injustiça, ou seja, a ordem capitalista.

Assim, estamos propondo e militando no sentido da formação de uma frente de caráter antiimperialista e anticapitalista, que não se confunda com mera coligação eleitoral. Uma frente que tenha como perspectiva a constituição do Bloco Revolucionário do Proletariado como um movimento rumo ao socialismo.

A constituição do proletariado como classe que almeja o poder político e procura ser dirigente de toda a sociedade é um projeto em construção e não existem fórmulas prontas para torná-lo efetivo politicamente. Como tudo em processo de formação, a constituição desse bloco exige que o PCB e seus aliados realizem um intenso processo de unidade de ação na luta social e política, de forma que cada organização estabeleça laços de confiança no projeto político e entre as próprias organizações.

Reafirmamos a necessidade da conformação da classe trabalhadora como classe e, portanto, enquanto partido político, não pela afirmação dogmática, arrogante e pretensiosa de conformação de vanguardas autoproclamadas, mas pela inadiável necessidade de contrapor à ordem do capital - unitária e organizada por seu Estado e cimentada na sociedade por sua hegemonia - uma alternativa de poder que seja capaz de emancipar toda a sociedade sob a direção dos trabalhadores.

Sabemos que este é um momento marcado por enorme fragmentação e dispersão das forças revolucionárias, que corresponde objetivamente ao momento de defensiva que se abateu sobre os trabalhadores, mas também acreditamos que, tão logo o proletariado se coloque em movimento, rompa com a passividade própria dos tempos de refluxo e inicie uma ação independente enquanto classe portadora de um projeto histórico, que é o socialismo, as condições para a unidade dos revolucionários serão novamente possíveis.

Desde o XIII Congresso, o PCB vem se mantendo na oposição independente ao governo Lula, por entender que este governo trabalha essencialmente para manter e fortalecer o capital, restando à população apenas algumas migalhas como compensação social, por meio de programas que canalizam votos institucionalizando a pobreza e subordinando a satisfação das necessidades sociais ao crescimento da economia capitalista, verdadeira prioridade do governo.

O governo atual se tem pautado pela cooptação de partidos políticos e movimento sociais, buscando amortecer e institucionalizar a luta de classes, desmobilizando e enfraquecendo os trabalhadores em sua luta contra o capital. As antigas organizações políticas e sociais, que nasceram no bojo das lutas do final dos anos 70, se transformaram em partidos e organizações da ordem, ainda que guardem referência sobre a classe e abriguem militantes que equivocadamente, alguns de maneira sincera, ainda procuram manter ou resgatar o que resta de postura de esquerda. Desta forma, estas organizações acabaram por perder a possibilidade histórica de realizar o processo de mudanças sociais no país. Transformaram-se em organizações chapa-branca, base de sustentação de um governo que, vindo do campo de esquerda, disputou as eleições com uma proposta de centro esquerda, construiu uma governabilidade de centro direita e acabou por implementar um projeto que corresponde, na essência, aos interesses do grande capital monopolista, aproximando-se muito mais de um social liberalismo do que de uma social democracia.

É necessária, por isso, uma reorganização dos movimentos populares, especialmente do movimento sindical. O PCB trabalhará pela reorganização do sindicalismo classista e pela unidade dos trabalhadores, através do fortalecimento de sua corrente Unidade Classista e da Intersindical (Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora), atuando nesta para recompor o campo político que a originou e ampliá-lo com outras forças classistas. A função principal da Intersindical é a de ser, a partir da organização e das lutas nos locais de trabalho, um espaço de articulação e unidade de ação do sindicalismo que se contrapõe ao capital, visando à construção, sem açodamento nem acordos de cúpula, de uma ampla e poderosa organização intersindical unitária, que esteja à altura das necessidades da luta de classes. Nesse sentido, o PCB reitera a proposta de convocação, no momento oportuno, do Encontro Nacional da Classe Trabalhadora (ENCLAT), como consolidação deste processo de reorganização do movimento sindical classista.

Também iremos trabalhar com afinco para a reorganização do movimento juvenil, especialmente pelo resgate da União Nacional dos Estudantes como instrumento de luta e de ação política da juventude, como foi ao longo de sua história. Mas a reconstrução do movimento estudantil brasileiro não se dará através da mera disputa pelos aparelhos e cargos nas organizações estudantis, tais como a UNE, a UBES e demais. Será necessária a incisiva atuação dos comunistas nas entidades de base, nas escolas e universidades, para que o movimento estudantil retome sua ação protagonista nas lutas pela educação pública emancipadora e pela formação de uma universidade popular, capaz de produzir conhecimento a serviço da classe trabalhadora e contribuir para a consolidação da contra-hegemonia proletária. Ou seja, o movimento estudantil brasileiro precisa ser resgatado da sua letargia para assumir o papel de organizador da juventude que quer lutar e construir o socialismo no Brasil.

Procuraremos desenvolver também laços com todos os movimentos populares, na resistência cotidiana dos trabalhadores em seus bairros e locais de trabalho, de forma a estabelecermos uma relação mais estreita com a população pobre e os trabalhadores em geral, ajudando-os a se organizarem para a luta.

A luta pela terra no Brasil se choca diretamente com a ordem capitalista que deve ser enfrentada, não apenas para se garantir o acesso à terra mas para a mudança profunda do modelo de desenvolvimento agrícola contra a lógica mercantil, monopolista e imperialista do agronegócio. A aliança de classes necessária à construção de uma estratégia socialista para o Brasil passa pela união entre os trabalhadores do campo e da cidade, dos pequenos agricultores e assentados na luta por um Poder Popular comprometido com a desmercantilização da vida e o fim da propriedade, empenhados na construção de uma sociedade socialista. O Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST)conta com nossa irrestrita solidariedade e nossa parceria, em sua necessária articulação com o movimento sindical, juvenil e popular.

O PCB se empenhará também pela criação de um amplo e vigoroso movimento que venha às ruas exigir, através de um plebiscito e outras formas de luta, uma nova Lei do Petróleo, que contemple a extinção da ANP, o fim dos leilões das bacias petrolíferas, a retomada do monopólio estatal do petróleo e aREESTATIZAÇÃO DA PETROBRÁS (como empresa pública e sob controle dos trabalhadores), de forma a preservar a soberania nacional e assegurar que os extraordinários recursos financeiros gerados pelas nossas imensas reservas de recursos minerais sejam usados para a solução dos graves problemas sociais brasileiros e não para fortalecer o imperialismo e dar mais lucros ao grande capital.

Da mesma forma, daremos importância especial à frente cultural, estreitando os laços com artistas e intelectuais. Desde sempre a arte que se identifica com o ser humano é também a que denuncia a desumanidade do capital e da ordem burguesa. Desenvolvendo um trabalho contra a mercantilização da arte e do conhecimento, na resistência ao massacre imposto pela indústria cultural capitalista, o PCB apoiará a luta em defesa da plena liberdade de produção artística, intelectual e cultural e pela criação de amplos espaços para as manifestações artísticas e culturais populares, como parte inseparável de nossa luta pela emancipação humana.

Devido ao caráter fundamental da participação de intelectuais comprometidos com a luta pela emancipação do proletariado e pela hegemonia ideológica, política e cultural, o PCB jogará grande peso na tarefa permanente de formação, aperfeiçoamento e atualização teórica e política de seus militantes e na relação com intelectuais que detêm a mesma perspectiva revolucionária.
Nosso Partido vem realizando um intenso esforço no sentido de se transformar numa organização leninista, capaz de estar à altura das tarefas da Revolução Brasileira. Realizamos, no ano passado, a Conferência Nacional de Organização, na qual reformulamos o estatuto, trocamos o conceito de filiado pelo de militante, reforçamos a direção coletiva e o centralismo democrático. Estamos desenvolvendo um trabalho de construção partidária a partir das células, nos locais de trabalho, moradia, ensino, cultura e lazer, com o critério fundamental do espaço comum de atuação e luta, preferencialmente nos locais onde a população já desenvolve sua atuação cotidiana. O XIV Congresso Nacional coloca num patamar superior a reconstrução revolucionária do PCB.

O PCB, como um dos instrumentos revolucionários do proletariado, quer estar à altura dos desafios para participar da história de nossa classe na construção dos meios de sua emancipação revolucionária. Mais do que desejar ser uma alternativa de organização para os comunistas revolucionários, para os quais as portas do PCB estão abertas, queremos ser merecedores desta possibilidade, por buscarmos traçar estratégias e caminhos que tornem possível a revolução brasileira.

O PCB trabalhará de todas as formas e empregará todos os meios possíveis para contribuir com a derrota da hegemonia burguesa no Brasil, visando socializar os meios de produção capitalistas e transferi-los para o Poder Popular, assim como construir uma nova hegemonia política, social, econômica, cultural e moral da sociedade, de forma a que a população brasileira possa usufruir plenamente de uma nova sociabilidade, baseada na solidariedade, na cooperação entre os trabalhadores livres e emancipados do jugo do capital. Por criarem toda a riqueza os trabalhadores têm o direito de geri-la de acordo com suas necessidades, única forma de construir um novo ser humano e chegar a uma sociedade sem classes e sem Estado: uma sociedade comunista.

Viva o Internacionalismo Proletário!
Viva a Revolução Socialista!
Viva o Partido Comunista Brasileiro!

XIV Congresso Nacional do PCB, Rio de Janeiro, outubro de 2009

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Aécio e o maior vão livre da história!

O vídeo abaixo não foi produzido por nós, nem por nenhuma outra organização "de esquerda", ou movimento social, nem pelo Brasil de Fato, nem pela Telesur. Ele foi produzido e está sendo veiculado pelos tucanos, pois o recolhemos no blog do PSDB de São João del-Rei. Nota-se que é um palácio, um castelo. O vídeo não revela quanto está sendo gasto, mas as proporções gigantescas da obra são suficiêntes.

Deve-se notar que Aécio Neves, governador de Minas Gerais, é um dos governadores "de direita" que entraram na justiça alegando não poderem pagar o piso salarial mínimo nacional para os professores. Minas Gerais é hoje o penúltimo estado da federação em gastos com saúde, ganhando somente de outra tucana, Yeda, do Rio Grande do Sul.

O vídeo destaca em sua chamada e em seu conteúdo que o tal castelo terá o maior vão livre da história da arquitetura! Ora, sejamos sinceros, Aécio Neves é mestre em vãos livres, ou seja, em espaços vazios. A Estrada Real é um vão livre genial. Não foi contruído nem um metro de estrada, pois a estrada real são caminhos supostamente usados a trezentos anos, com algumas passagens ainda de terra. Ou seja, a Estrada Real é somente uma enorme campanha publicitária, que se justifica para atraír turismo para a região abrangida pelo projeto, mas leva de carona o próprio governador, como autor da "obra".

O choque de gestão é outro vão livre. Mais uma vez o conteúdo é vazio, o estado continua devedor, somente arrumou tudo no papel de forma a parecer que as contas estão em dia. Os impostos aumentaram e alguns foram inventados ou ampliados para quem antes não os pagava. As empresas públicas foram colocadas para dar lucro, que é uma forma indireta de cobrar impostos, de forma que hoje os mineiros pagam a energia elétrica mais cara do país.

Se a saúde e a educação estão na situação descrita acima, o estado continua devedor e os impostos aumentaram, com que está sendo gasto o dinheiro dos mineiros? Com o maior vão livre da história... da arquitetura e da política:

sábado, 17 de outubro de 2009

PCB apóia o MST

MST Minas Informa

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST-MG), vem por meio
desta informar, que na manhã do dia 15 de outubro de 2009 por volta das
11hs da manhã, 100 famílias ocuparam o saguão do INCRA (Instituto
nacional de Colonização e Reforma Agrária) em Belo Horizonte em
solidariedade aos funcionários públicos federais da casa que estão
defendendo a reestruturação do INCRA, concurso publico e defesa da
reforma Agrária. A ocupação também fez parte do dia de luta contra a
criminalização do MST e á favor da reforma agrária.
Também na tarde do dia 15, foi realizado um ato na praça 7, centro de
Belo Horizonte, com a participação de 350 militantes, representantes
dos SINDSEP (Sindicato dos Servidores Públicos Federais), SINDPETRO
(Sindicato dos Petroleiros), AMS, CTB, Marcha Mundial de Mulheres, FUP
(Federação única dos Petroleiros), Ministério Público de Minas Gerais,
professores e alunos PUC-MG, PCR, PCB, Brigadas Populares, Ocupaçao
Dandara, SINDSAÚDE, Intersindical e RENAP (Rede Nacional de Advogados
Populares).
O ato foi vitorioso, pois todos/as presentes defenderam a reforma
agrária e se solidarizaram com o MST diante da tentativa de
criminalização por parte da grande mídia burguesa, e bancada ruralista
do congresso, todos/as reafirmaram a importância da ação na
multinacional CUTRALE, pois revelou ao Pais, a grilagem de terras
publicas.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Retrospectiva XIV Congresso Nacional do PCB: Fotos e fatos











A ESQUERDA PALESTINA E LIBANESA EM DEBATE NO RIO DE JANEIRO
DIA 8 - 17:00 - ABI

O Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro participa da convocação da palestra pública que se realizará no dia 8 de outubro as 17:00 na ABI - organizada no Seminário Internacional que o PCB está realizando por ocasião de seu Congresso. Abaixo o calendário completo do Seminário. (Mais dicas: outro evento imperdível é o do dia 9 - Mesa da América Latina)

Sem dúvida, é uma excelente oportunidade de discutir com companheiros da esquerda palestina e do Oriente Médio os desafios e as perspectivas das lutas que levam diariamente contra o imperialismo e seu aliado sionista no campo militar e político.

PARTICIPE DO SEMINÁRIO INTERNACIONAL!
você é nosso convidado.

A RESISTÊNCIA DO POVO PALESTINO E AS CONTRADIÇÕES NO ORIENTE MÉDIO

17:30 às 19:00 hs, com palestrantes das seguintes organizações:
- Frente Democrática de Libertação da Palestina
- FDLP;- Frente Popular de Libertação da Palestina
– FPLP;- Partido Comunista Libanês;
- Comitês de Solidariedade à Luta do Povo Palestino;
- Ricardo Costa (PC Brasileiro – PCB).

VEJA E DIVULGUE O BLOG : SOMOSTODOSPALESTINOS.BLOGSPOT.COM
(Hoje foi postado uma declaração da FDLP sobre a não divulgação pela ANP do relatório sobre os crimes de guerra em Gaza.)

CALENDÁRIO DO SEMINÁRIO INTERNACIONAL:
O OLHAR DOS COMUNISTAS SOBRE A CONJUNTURA INTERNACIONAL
AS PERSPECTIVAS DA LUTA PELO SOCIALISMO

Seminário Internacional
Promoção: Fundação Dinarco Reis, Partido Comunista Brasileiro (PCB) e União da Juventude Comunista (UJC)na ABI (Associação Brasileira de Imprensa) - Rua Araújo Porto Alegre, 71

DIA 8 DE OUTUBRO DE 2009 (quinta-feira)

OS COMUNISTAS FRENTE AO NEOFASCISMO NA EUROPA
14:00 às 17:15 hs, com os seguintes palestrantes:
- ALEMANHA - Günter Pohl (PC Alemão - DKP);
- GRÉCIA - Nikos Seretakis (PC Grego – KKE);
- ESPANHA - Maria Dolorez Jimenez (PC dos Povos de Espanha - PCPE);
- FRANÇA - Daniel Antonini (Partido do Renascimento Comunista Francês – PRCF);
- PORTUGAL – Alexandre Pereira (PC Português – PCP)
- Antonio Carlos Mazzeo e Eduardo Serra (PC Brasileiro – PCB).

Convite
O PCB se sentirá honrado com a sua presença no Ato Público de Abertura de seu XIV Congresso Nacional 09 de Outubro de 2009 (sexta-feira), às 18:30hs.ABI (Associação Brasileira de Imprensa) Auditório do 9° Andar, Rua Araujo Porto Alegre, 71. rio de janeiro (RJ)


QUINTA-FEIRA

Maria Antonia, do PC Cubano, destaca os 50 anos da revolução e agradece ao PCB por sua solidariedade

A conselheira política da embaixada de Cuba, Maria Antonia Ramos, esteve presente à Associação Brasileira de Imprensa (ABI) nesta quinta-feira para proferir a palestra “50 anos do Triunfo da Revolução Cubana: conquistas e desafios (1959-2009)”.
Também representante do Partido Comunista Cubano, Maria Antonia aproveitou a ocasião para agradecer “a solidariedade do Partido Comunista Brasileiro” para com a ilha revolucionária, no seminário “O olhar dos comunistas sobre a conjuntura internacional”, evento que precede o XIV Congresso do PCB.
Maria Antonia aproveitou a ocasião para lembrar os 42 anos do assassinato de Che Guevara, e reafirmar o exemplo do “médico, guerrilheiro, dirigente político” para os comunistas. E lembrou as dificuldades que Cuba enfrentou após a devastação dos furacões Ike e Gustav: o país perdeu cerca de 20% de seu PIB.
“Estamos dando prioridade absoluta ao crescimento da produção e dos serviços”, afirmou, para em seguida lembrar que “o bloqueio é o principal obstáculo ao desenvolvimento do país”. Mas nada que não possa ser solucionado por um povo educado e capaz: “Não temos petróleo (ainda), mas o principal fruto da revolução cubana, o nosso petróleo, é nosso ‘capital humano’”, comentou.
Antes da palestra da representante do PC Cubano, foi transmitido um vídeo com momentos marcantes desses 50 anos de revolução cubana, como o assalto ao quartel Moncada, a tomada do poder, a invasão à Baia dos Porcos, as tentativas de sabotagem e o terrorismo do imperialismo e, ainda, as dificuldades do chamado “período especial”, pós-queda da União Soviética, que confirmou ao mundo o vigor e a coragem tenaz do povo cubano em seguir construindo o socialismo.


SEXTA-FEIRA

DIA 9 DE OUTUBRO DE 2009 (sexta-feira)

A OFENSIVA IMPERIALISTA E AS MUDANÇAS SOCIAIS NA AMÉRICA LATINA

10:00 às 13:00 hs, com os seguintes palestrantes:
- ARGENTINA – Solana López (PC Argentino – PCA)
- CHILE – Pablo Reimers (PC de Chile - PCCh);
- MÉXICO - Pavel Blanco (Partido dos Comunistas Mexicanos);
- PARAGUAI - Guillermo Verón (PC Paraguaio);
- PERU – Roberto de La Cruz (PC Peruano);
- Edmilson Costa (PC Brasileiro – PCB).

14:30 às 18 hs, com os seguintes palestrantes
- BOLÍVIA - Ignacio Mendoza (PC Boliviano - PCB);
- VENEZUELA - Carollus Wimmer (PC de Venezuela – PCV);
- COLÔMBIA – Nelson Raul Marulanda (PC Colombiano – PCC)
- Coordenadora Continental Bolivariana- Miguel Urbano Rodrigues (jornalista português);
- Ivan Pinheiro (PC Brasileiro – PCB).


SEXTA-FEIRA

Está aberto o XIV Congresso do PCB

Sexta-feira 09 de outubro de 2009, auditório da ABI, no Rio de Janeiro. Começava oficialmente o XIV Congresso Nacional do Partido Comunista Brasileiro, o PCB, e os militantes presentes sentiam: “É um momento histórico para o Partido”.
Seja pela representatividade da mesa, que abrigou representantes das mais variadas correntes políticas e movimentos sociais,seja pela expressiva presença de delegações estrangeiras, o ato de abertura deixava claro que o PCB vive seu melhor momento pós-racha com os liquidacionistas, o que também aumenta sua responsabilidade.
“Temos que ser merecedores dessa possibilidade de crescimento, não o conseguiremos por fatalidade histórica”, afirmou o secretário-geral do PCB, Ivan Pinheiro. Fato é que o PCB conseguiu, nas palavras do delegado do Partido Comunista da Venezuela, Carolus Wimmer, “construir pontes”, trabalhar com diferentes segmentos da esquerda para levar à cabo sua política, de construir o socialismo no Brasil sem deixar de olhar para as necessidades de nossos povos irmãos.
Agora que se consolidam os debates, iniciados há meses entre os militantes em suas bases, que os delegados ao XIV Congresso solidifiquem essas pontes, proletárias e internacionalistas. Bom trabalho a todos!

SÁBADO

XIV CONGRESSO: Delegados Aprofundam Debate

O sábado foi repleto de debates para os delegados presentes ao XIV Congresso do PCB. Divididos em grupos, os cerca de 300 camaradas aprofundaram as discussões em torno das teses encaminhadas pelo Comitê Central: O capitalismo hoje; Socialismo: balanço e perspectivas; e A estratégia e a tática da revolução socialista no Brasil.
Neste domingo, os participantes votarão os destaques apresentados pela Comissão de relatoria, e definirão a nova linha política do PCB.
Duas boas notícias foram dadas antes da formação dos grupos de discussão, durante a instalação da mesa que comanda os trabalhos do Congresso: o lançamento da revista teórica Novos Temas, do Instituo Caio Prado Jr.; e da Agenda 2010 da Fundação Dinarco Reis, que em suas páginas traz momentos vividos pelo PCB entre os anos de 1935 e 1947.


DOMINGO

XIV CONGRESSO: Delegados aprovam formação de frente anticapitalista e anti-imperialista

Os delegados presentes ao XIV Congresso do PCB aprovaram neste domingo,entre outros temas, a formação de uma frente anticapitalista e anti-imperialista para a construção da revolução brasileira.Os debates se aprofundaram ao longo de todo o dia e por pouco não adentraram a madrugada, mas o cansaço foi vencido pela determinação do plenário em deliberar sobre todos os itens em discussão.Nesta segunda-feira ocorre a eleição do Comitê Central que estará à frente do Partido nos próximos anos.


SEGUNDA-FEIRA

XIV CONGRESSO elege novo Comitê Central

O XIV Congresso do PCB se encerrou nesta segunda-feira, com a aprovação de moções e a eleição de um novo Comitê central que dirigirá o Partido nos próximos anos. E o novo CC se reuniu no mesmo dia para encaminhar a redação das resoluções congressuais.
Após meses de discussões, que envolveram todo o coletivo do PCB a partir de suas bases, o XIV Congresso se encerra de forma vitoriosa e atualiza a linha política do Partido para as lutas presentes e vindouras.
Como afirmado no ato de lançamento do evento, na ABI, agora o momento é de fazer com que o Partido seja merecedor das possibilidades de avanço que a conjuntura apresenta.

Boas lutas a todos!
E viva o Partido Comunista Brasilero!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Congresso Estadual do PCB Minas em foco: dois momentos históricos


Os delegados, suplentes, observadores e amigos e amigas do PCB (Partido Comunista Brasileiro) regressaram a pouco do seu XIV Congresso Nacional realizado na cidade do Rio de Janeiro. Estamos selecionando algumas fotos do congresso para que os companheiros que não puderam estar presentes neste que foi, sem dúvida alguma, um momento histórico na trajetória do PCB, que trará indubitáveis reflexos na luta dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o país, possam observar o registro fotográfico produzidos pelos camaradas de Juiz de Fora, Rafael Pimenta e Luiz Carlos (Kaizim), que inclusive filmou o congresso e posteriormente o Partido produzirá um vídeo com estas e outras imagens. As teses do congresso, agora resoluções políticas, foram profundamente discutidas com qualidade, trazendo o olhar dos camaradas deste imenso Brasil, tão singular e ao mesmo tempo tão prisioneiro de um mesmo processo nefasto que transforma as particularidades em mercadorias, numa brutal lógica desumanizadora. Findo o congresso, estas resoluções serão aplicados de forma decidida e consciente pela militância comunista em todo o país.
Porém, gostaríamos de registrar aqui dois momentos que marcaram, entre outros, a etapa estadual do Congresso do PCB em Minas Gerais. O primeiro diz respeito à presença da companheira Diva Moreira, liderança histórica do movimento negro brasileiro e uma das camaradas que construíram o Partido durante um período histórico e por razões políticas, em meio às disputas travadas pelos divisionistas derrotados de 92 e os revolucionários, que apesar de todas as dificuldades existentes mantiveram o Partido vivo, trilhou outros caminhos, mas que agora se faz presente em nosso meio, não como militante orgânica mas como uma ativista política que vê o PCB como aliado estratégico na construção da necessária transformação social, considerando-o em outro patamar político e organizativo. Este exemplo é apenas um, entre tantos companheiros e companheiras, lutadores sociais valorosos de todo o país que tomam em conta o PCB e seu atual programa como uma resposta concreta para a complexidade da revolução socialista brasileira.
O segundo momento é uma justa homenagem ao camarada Evandro Dantas, militante deste Partido há 70 anos, que nunca se afastou da construção do socialismo, apesar das lutas e conjunturas conturbadas e ditatoriais do seu tempo, e que veio a falecer dois meses antes do congresso nacional . Como muitos camaradas, Evandro é a síntese da resistência comunista deste bárbaro, porém rico de ensinamentos, século XX. Sua prática política e memória serão fonte de inspiração para todos os camaradas que seguirão firmes construindo a revolução socialista no século XXI. Na foto acima, observado pela filha de ambos, sua também aguerrida companheira Maria do Carmo, camarada do Partido há décadas, ela também uma imprescindível, como nos ensina Brecht, recebe das mãos da direção estadual, os camaradas Fábio e Túlio, uma placa simbólica, pois nos como disse Maiakovski, um comunista não busca estátuas em praça pública, mas a felicidade do seu povo trabalhador, e não foi outra coisa senão por isso que sempre lutou este gigante humilde, que nunca ocupou cargos de direção, mas foi o militante mais presente em toda e qualquer tarefa assumida.

Viva o camarada Evandro!
Viva o Partido Comunista Brasileiro!
Viva o XIV Congresso do PCB!
Viva a Revolução Socialista Brasileira!

Daniel Oliveira
Base de trabalhadore(a)s em educação do PCB/MG

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Ato em defesa do MST e contra a criminalização dos movimentos sociais - 15 de Outubro


O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST-MG), juntamente com o sindicato do Serviço Público, Via Campesina MG, realiza no dia 15 de outubro de 2009, um ato em defesa do MST e em defesa da reforma agrária. Com concentração na praça 7 a partir das 15hs, o ato traz como lema à luta do MST pela democratização da propriedade da terra, cada vez mais concentrada em nosso país.
O resultado do Censo de 2006, divulgado recentemente, revelou que o Brasil é o país com a maior concentração da propriedade da terra do mundo. Menos de 15 mil latifundiários detêm fazendas maiores de 2,5 mil hectares que somadas possuem 98 milhões de hectares. Cerca de 1% de todos os proprietários controlam 46% das terras brasileiras, sendo que no país, são mais de 90 mil famílias lutando por um pedaço de terra.
O Censo de 2006 também revelou outra verdade, de que a agricultura familiar é a maior responsável pela produção de alimentos destinados ao consumo da população brasileira. Os dados do IBGE apontam que, em 2006, a agricultura familiar foi responsável por 87% da produção nacional de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do milho, 38% do café , 34% do arroz, 58% do leite , 59% do plantel de suínos, 50% das aves, 30% dos bovinos e, ainda, 21% do trigo. A cultura com menor participação da agricultura familiar foi à de soja com (16%). O valor médio da produção anual da agricultura familiar foi de R$ 13,99 mil e mais é responsável por 75% da mão-de-obra no campo.

Para mais informações:
Vanderlei (MST-MG)
31-9299-4764

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

XIVº Congresso Nacional do PARTIDÃO

XIV CONGRESSO NACIONAL DO PCB:

O OLHAR DOS COMUNISTAS SOBRE A
CONJUNTURA INTERNACIONAL

AS PERSPECTIVAS DA LUTA PELO SOCIALISMO
Seminário Internacional

Promoção: Fundação Dinarco Reis, Partido Comunista Brasileiro (PCB) e União da Juventude Comunista (UJC)
na ABI (Associação Brasileira de Imprensa) - Rua Araújo Porto Alegre, 71

DIA 8 DE OUTUBRO DE 2009 (quinta-feira):

OS COMUNISTAS FRENTE AO NEOFASCISMO NA EUROPA:

14:00 às 17:15 hs, com os seguintes palestrantes:
- ALEMANHA - Günter Pohl (PC Alemão - DKP);
- GRÉCIA - Nikos Seretakis (PC Grego – KKE);
- ESPANHA - Maria Dolorez Jimenez (PC dos Povos de Espanha - PCPE);
- FRANÇA - Daniel Antonini (Partido do Renascimento Comunista Francês – PRCF);
- PORTUGAL – Alexandre Pereira (PC Português – PCP)
- Antonio Carlos Mazzeo e Eduardo Serra (PC Brasileiro – PCB).

A RESISTÊNCIA DO POVO PALESTINO E AS CONTRADIÇÕES NO ORIENTE MÉDIO:
17:30 às 19:00 hs, com palestrantes das seguintes organizações:

- Frente Democrática de Libertação da Palestina - FDLP;
- Frente Popular de Libertação da Palestina – FPLP;
- Partido Comunista Libanês;
- Comitês de Solidariedade à Luta do Povo Palestino;
- Ricardo Costa (PC Brasileiro – PCB).

Ato Público: “50 ANOS DO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO CUBANA – CONQUISTAS E DESAFIOS”

Palestra de Maria Antonia Ramos (PC Cubano – PCC).

8 de outubro, às 19:30 hs, também na ABI.
Promoção:
- Associação Nacional dos Cubanos Residentes no Brasil;
- Associação Cultural José Marti;
- Casa da América Latina;

Coordenação:
- Prof. Zuleide Faria de Melo (ACJM e PCB).



DIA 9 DE OUTUBRO DE 2009 (sexta-feira):


A OFENSIVA IMPERIALISTA E AS MUDANÇAS SOCIAIS NA AMÉRICA LATINA:

10:00 às 13:00 hs, com os seguintes palestrantes:
- ARGENTINA – Solana López (PC Argentino – PCA)
- CHILE – Pablo Reimers (PC de Chile - PCCh);
- MÉXICO - Pavel Blanco (Partido dos Comunistas Mexicanos);
- PARAGUAI - Guillermo Verón (PC Paraguaio);
- PERU – Roberto de La Cruz (PC Peruano);
- Edmilson Costa (PC Brasileiro – PCB).


14:30 às 18 hs, com os seguintes palestrantes

- BOLÍVIA - Ignacio Mendoza (PC Boliviano - PCB);
- VENEZUELA - Carollus Wimmer (PC de Venezuela – PCV);
- COLÔMBIA – Nelson Raul Marulanda (PC Colombiano – PCC)
- Coordenadora Continental Bolivariana
- Miguel Urbano Rodrigues (jornalista português);
- Ivan Pinheiro (PC Brasileiro – PCB).




Convite

O PCB se sentirá honrado
com a sua presença no
Ato Público de Abertura de
seu XIV Congresso Nacional

09 de Outubro de 2009 (sexta-feira), às 18:30hs.
ABI (Associação Brasileira de Imprensa)
Auditório do 9° Andar, Rua Araujo Porto Alegre, 71.
rio de janeiro (RJ)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Mercedes Sosa PRESENTE!




Cantora Mercedes Sosa morre, aos 74 anos, em Buenos Aires


A cantora argentina Mercedes Sosa morreu hoje, aos 74 anos, no hospital em Buenos Aires onde estava internada há cerca de um mês. Sosa foi internada por conta de um problema hepático que piorou com complicações pulmonares. Nos últimos dias, ela respirava com a ajuda de aparelhos.
"Ela viveu plenamente seus 74 anos, fez praticamente tudo o que quis, não teve nenhum tipo de barreira nem medo. Viveu uma vida muito plena, que foi dolorosa, pelo exílio", disse.
A cantora já havia sido hospitalizada em março deste ano, devido a um quadro de pneumonia e desidratação.
A saúde frágil da cantora a impediu de lançar oficialmente seu álbum duplo "Cantora", que traz participações de Caetano Veloso, Shakira e Joan Manuel Serrat, entre outros artistas.
Com uma carreira de mais de quatro décadas, Mercedes Sosa foi uma das vozes mais representativas da música popular argentina e da América Latina.

Acidente de trabalho na CSN

O MAB - Movimento dos atingidos por Barragens de Minas Gerais está solidário às famílias das vítimas do acidente ocorrido nesta quinta-feira (dia 1º de outubro) na CSN - Companhia Siderúrgica Nacional em Congonhas.

Segundo informações dos bombeiros que compareceram ao local, os seis homens montavam a estrutura de um transportador de correia, nome técnico de uma espécie de esteira que transporta minério, quando parte desta estrutura metálica desabou de uma altura de 20 metros levando junto os seis operários. Três deles morreram na hora e outros três ficaram gravemente feridos.

Morreram André Ferreira Dutra, de 29 anos, Leandro Francisco da Silva, de 24, e Carlos Alberto Pereira, de 47 e os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Conselheiro Lafaiete. Flávio Roberto da Silva, de 46 anos, Geraldo Magela Lourenço Ferreira, de 22 e Marcos Vinícius dos Santos, de 21 anos, ficaram gravemente feridos e foram encaminhados aos hospitais de Congonhas e BH.

O MAB, a Via Campesina e Sindicatos da região há muito vêm discutindo os riscos da expansão desenfrada de empresas mineradoras na região do Alto Paraopeba que ameaçam o meio ambiente e a vida das comunidades com a ganância da produção capitalista que valoriza o lucro acima de qualquer segurança para a vida humana.

O MAB manifesta solidariedade aos familiares dos trabalhadores e convoca a todos para a luta em favor da vida...

MAB/MG
(31) 3817 2303

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

XIVº CONGRESSO DO PCB – RECONSTRUÇÃO REVOLUCIONÁRIA: ETAPA ESTADUAL


MINAS GERAIS - A militância comunista protagonizou no final de semana dos dias 19 e 20 de setembro a Etapa Estadual do XIVº Congresso Nacional do Partido Comunista Brasileiro – PCB.
Contando com a presença de camaradas, amigos (as) e simpatizantes de várias cidades e regiões do estado de Minas Gerais a atividade foi marcada pelo aprofundamento das discussões contidas nas Teses e na Tribuna de Debates ao XIVº Congresso Nacional. Após várias rodadas de discussões e defesa de propostas a plenária elegeu uma delegação composta por 18 camaradas e seis suplentes que irão participar da etapa nacional.
A plenária também aprovou por aclamação a reeleição do Comitê Regional do PCB (recomposto em Março de 2009 durante uma Conferência Extraordinária de Organização).
Durante os trabalhos no sábado dia 19, os presentes renderam homenagem ao Camarada Evandro de Souza Dantas que faleceu no mês de agosto. A camarada Maria do Carmo e a filha de Evandro receberam uma placa em homenagem aos 74 anos de militância comunista.
Ainda neste final de semana, postaremos as fotos do evento.
É força, ação, aqui é o Partidão!
De norte a sul, e no país inteiro, viva o Partido Comunista Brasileiro!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Partidão!

PCB NA TV:NESTA QUINTA-FEIRA
Dia 1º de outubro (quinta-feira)
De 20:30 às 20:35 h
- Crise do capitalismo e atualidade do socialismo;
- Frente anti-capitalista;
- Reestatização da Petrobrás;
- União da Juventude Comunista;
- XIV Congresso Nacional do PCB;
- Solidariedade Internacional.
Pronunciamentos de Ivan Pinheiro (Secretário Geral), Mauro Iasi (Comitê Central), militantes e convidados.
- cadeia nacional de TV aberta: de 20:30 às 20:35;
- cadeia nacional de rádio: de 20:00 às 20:05 h

Programas Futebol e Política do Canal do Jornal O Poder Popular.

Programas Futebol e Política do Canal do Jornal O Poder Popular.  Camaradas; Segue os links dos Programas Futebol e Política do Can...