domingo, 31 de outubro de 2010

"Tríplice Aliança Burguesa" derrotada nas urnas em 2010


A derrota dos tucanos nas urnas também representa neste momento a derrota da Rede Globo, Revista Veja e outros meios de comunicação sob poder da elite burguesa em nosso país.

Charge de Pedro Rennó, a "Tríplice Aliança Burguesa" derrotada!


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A POSIÇÃO DO PCB SOBRE O SEGUNDO TURNO

Entrevista, ao vivo, com Ivan Pinheiro

Entrevistador: Paulo Passarinho

Programa Faixa Livre – Rádio Bandeirantes- Rio de Janeiro



Dia 22-10-2010





Paulo Passarinho – Eu tenho a honra de anunciar, para os nossos ouvintes, a presença aqui na ponta da linha, do candidato do Partido Comunista Brasileiro, PCB, à Presidência da República nas últimas eleições, Ivan Pinheiro. Bom dia.



Ivan Pinheiro – Bom dia, Paulo. Bom dia, ouvintes do Faixa Livre.



Paulo – Vamos conversar hoje a respeito, inicialmente, dos resultados do 1º turno. Como você avalia estes resultados? Cá para nós, eu acho que a esquerda sofreu uma bela derrota, hein, Ivan?



Ivan – Foi uma vitória da direita, que tentou e conseguiu excluir a esquerda revolucionária, a esquerda socialista, a esquerda que não se rendeu, de qualquer possibilidade de aparecer, inclusive na televisão, em jornalões e tal.

No nosso caso, a chapa própria não era o plano A, que era fazer uma grande frente que ultrapassasse, inclusive, os partidos registrados no TSE, no campo da esquerda, para tentar criar uma alternativa permanente, uma frente permanente. Mas isso não sendo possível, optamos pela chapa própria. E você é testemunha e os ouvintes também que, desde o primeiro momento do registro, nós dissemos que não estávamos fazendo uma campanha propriamente eleitoral, mas uma campanha política. E que íamos analisar o resultado não apenas do ponto de vista matemático, mas do ponto de vista político, do saldo que deixou. E nós achamos que, apesar desta derrota numérica, o saldo foi positivo. E eu acho que esta fragmentação pode ter ensinamentos para as forças de esquerda; já estão surgindo condições para entendimentos, para possibilidades futuras.



Paulo – Agora, Ivan, é verdade que a esquerda que não se rendeu, conforme você apontou, teve muito pouco espaço nos meios de comunicação, particularmente o PCB, o PSTU...



Ivan – E o PCO também.



Paulo – Agora, o que eu ia falar é que, destes partidos, o PSOL teve um espaço, não idêntico, evidentemente, aos três candidatos defendidos pela grande imprensa, o Serra, a Dilma e a Marina. Mas o Plínio teve uma exposição. É interessante! Nas eleições de 2006, a Heloísa Helena teve quase 7% dos votos. Agora, o Plínio não conseguiu, inclusive sendo um nome muito respeitável, não conseguiu sequer 1% dos votos. Você não acha que isso é muito grave, não só para o PSOL, mas para toda essa esquerda que, conforme você disse, não se rendeu?



Ivan – Realmente, a votação do PSOL este ano ficou bem aquém em relação à de quatro anos atrás. Mas tem que levar em conta que, há quatro anos atrás, quando foi a Heloísa Helena, além de ter sido uma frente ampla, de várias forças políticas, havia toda uma emoção em torno da candidatura dela. Ela tinha pontificado naquela CPI do mensalão, que todos assistimos, até de madrugada, aqueles debates... Então, ela tinha uma mística. Heloísa Helena, eu acho que foi um fenômeno eleitoral. Esses partidos (PSOL, PCB e PSTU) já não tinham voto naquela eleição. Quem teve voto foi a Heloísa Helena. Igual ao PV agora. O PV não tem 19% de votos. Eu acho que a Marina foi, em 2010, o fenômeno eleitoral que a Heloísa foi, em 2006. Realmente o Plínio teve mais espaço. Até porque tem um dispositivo recente na legislação, que o favoreceu. As emissoras de televisão podem convidar todos os candidatos, mas só são obrigadas a convidar os dos partidos que tem representação eleitoral.

Eu acho, Paulo, que a burguesia brasileira conseguiu o que queria, o seu sonho. Eles americanizaram as eleições brasileiras. Se você pensar bem, essa polarização que vai acontecer agora no dia 31 já existe há 16 anos no Brasil. Em 2006, o PCB, um mês depois das eleições, alertou a esquerda: “olha, em 2010 vai acontecer a mesma coisa”. E não deu outra. Estamos diante de um segundo turno anunciado.



Paulo – E é de acordo, inclusive, com o interesse de setores que apostam que os tucanos possam retornar ao governo depois de um 1º turno, onde, inclusive, alguns órgãos que apoiavam o José Serra haviam admitido a própria derrota do mesmo. E aí, eu quero saber, justamente, essa posição do PCB, onde há muita gente aqui... Eu ouço aqui no programa, contestando. Eu acho que a posição que o PCB defende, talvez seja igual à da maioria do PSOL, que se diferencia da posição do PSTU. Agora, eu queria que você colocasse aqui para os nossos ouvintes a posição do Partido Comunista Brasileiro.



Ivan – É uma boa oportunidade nesse espaço democrático e para esse público progressista. Nós somos e continuaremos a ser oposição ao governo petista. Os oito anos de governo Lula não têm nada de socialista. A política econômica é a mesma: é um governo que serve ao capital. Ele ganha de FHC, inclusive, em índices macroeconômicos. Talvez ele tenha alavancado mais o capitalismo que ninguém no Brasil.

Mais ainda existem algumas diferenças entre PT e PSDB. Na nossa leitura, elas estão se diluindo, estão cada vez menores. Mas ainda existem algumas diferenças que nos fazem indicar Dilma no segundo turno, sem qualquer entusiasmo. Não é um apoio acrítico, como a esquerda reformista está dando, sem qualquer reparo, sem qualquer crítica. O que é um absurdo! Convalidam todos os oito anos de governo Lula e dão um cheque em branco para a Dilma continuar ou piorar esse projeto social-liberal.

Essas diferenças que ainda vemos são as seguintes, Paulo. Uma delas é a questão da política externa. Não é que a política externa do Lula seja anti-imperialista, socialista. Não, nada disso. Ela é apenas menos ruim que a política externa que faria o Serra. As restrições que este tem à política externa do Lula são à direita. As nossas são à esquerda. Nós achamos que essa política externa é a mesma velha política da burguesia brasileira para transformar o Brasil numa grande potência capitalista. Só que os dois lados operam esta política de uma maneira diferente. A do Serra, a do PSDB, é pior, porque expressa setores burgueses mais integrados ao imperialismo norte-americano. No governo Lula, a política externa teve mais independência, para favorecer outros setores burgueses que vem se expandindo em outros países. De certa forma. Lula ajudou a enterrar a ALCA. Mas, por outro lado, ele boicota a ALBA.

Na questão da privatização, também há diferenças. Serra privatizaria mais que Dilma, como FHC privatizou mais que Lula. Mas tem que ser dito que o governo Lula também é privatizante. Implantou as PPPs, a ANP continuou funcionando; dos dez leilões do petróleo, seis foram feitos no governo Lula. Esse marco regulatório do petróleo que está sendo saudado aí nas ruas pelo lulismo, ele é apenas um pequeno avanço com relação ao anterior, pois só garante à Petrobrás 30% do pré-sal.

Agora, há uma diferença importante, que temos que levar em conta. Diz respeito à luta de massas: a criminalização dos movimentos populares e da pobreza, a questão democrática. Nesse tema, não restam dúvidas. Num governo Serra, a criminalização vai ser intensa. Tanto é assim que ele vai para a televisão e diz que quer um campo sem boné do MST. O PCB hipoteca a sua mais irrestrita solidariedade ao MST. Este é um ponto que nos sensibiliza muito. Ambos os projetos são do campo do capital, mas a candidatura Serra é da direita política. Agora, deixando claro: o nosso voto é contra o Serra. É um voto crítico na Dilma.



Paulo – É. Fica perfeitamente entendido. Inclusive, vocês tem uma palavra de ordem que eu achei muito interessante que é “derrotar Serra nas urnas e depois derrotar Dilma nas ruas”. É sobre isso que eu queria explorar. Com esta situação da esquerda, da esquerda que não se rendeu, me parece que esse isolamento dessa esquerda não se dá apenas no plano eleitoral. Ele se dá no plano dos movimentos sociais. Você pode ponderar que o governo Lula tem uma política de cooptação espetacular. O problema é o seguinte: esta é a vida que nós estamos tendo. O que fazer?



Ivan – Há um sentimento, nessa esquerda que não se rendeu, inclusive no PCB, de que o próximo governo, seja qual for, vai ser pior que o governo Lula. Na nossa avaliação, também levamos em conta isso. Um governo Serra pode ser pior ainda, mas o governo Dilma pode ser pior que o governo Lula, do ponto de vista da esquerda. A crise do capitalismo está se agravando, está se espalhando pela Europa. Por mais que no Brasil se diga que aqui a crise não vai chegar, você sabe melhor do que eu que há um risco sério. Num governo Dilma, o PMDB vai ter um peso maior que no governo Lula. O vice-presidente do Lula é o José de Alencar, que fica só reclamando de juros. Enquanto o vice da Dilma é da máquina do PMDB, que já tem seis ministérios no governo Lula. Imagine quantos terá num governo Dilma.

Mas queremos dizer o seguinte: nós, do PCB, estamos muito mais próximos dos companheiros que estão com o voto nulo do que os que estão com o voto acrítico em Dilma. Nós respeitamos, como legítima, a posição dos companheiros que estão propondo o voto nulo, mas achamos que neste caso estão incorretos. A maioria dos documentos propondo o voto nulo tem uma contradição. Começam dizendo assim: não queremos que os tucanos voltem, o FHC foi um terror e tal. Reclamam do governo Lula, com toda a razão, e concluem com o voto nulo. Se não queremos que voltem os tucanos, usando uma expressão italiana, vamos “tampar o nariz” e votar na Dilma.

Nós achamos que quanto pior, pior; não quanto pior, melhor. É disso que se trata.

Os companheiros da esquerda que estão com o voto crítico ou com o voto nulo estarão muito mais próximos de nós, nas lutas, nas ruas, do que os que estão com o voto acrítico em Dilma. Porque estes, se Dilma vencer, vão continuar conciliando, babando o ovo do governo, que é um governo social-liberal.



Paulo– Bem, é isso, Ivan. Acho que ficou absolutamente bem entendida a posição do Partido Comunista Brasileiro e eu te saúdo por este esforço que você fez aí, à frente do PCB, para manter uma campanha presidencial no 1º turno, que nós sabemos que foi bastante difícil. Espero que a gente possa colher frutos num futuro próximo. Confesso que me preocupa muito a situação brasileira.



Ivan – Mas veja só, Paulo Passarinho. Se estivéssemos na França, na Espanha, há um ano atrás, também não estaríamos desanimados? E olha o povo nas ruas... Porque a crise do capitalismo vai se agravar e a luta de classes vai voltar com força, o sindicalismo também. Eu não tenho a menor dúvida. Eu só queria, se você me permite, dizer como o PCB opera este apoio crítico à Dilma. É absolutamente unilateral. Não conversamos com ninguém. E não participamos da campanha, dessa campanha acrítica, que vai para as ruas, em passeatas, louvando o governo Lula e dando um cheque em branco ao eventual governo Dilma. Não! Nós deixamos claro que estamos votando no menos ruim. E que vamos continuar na oposição, lutando por uma frente anticapitalista e anti-imperialista permanente.



Paulo – Obrigado, Ivan. Um abraço.



Ivan – Obrigado, Paulo.















Transcrição: Maria Fernanda M. Scelza

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

NOVOS TEMAS 2

ENTRE OUTRAS IMPORTANTES MATÉRIAS, TRAZ UMA ENTREVISTA EXCLUSIVA COM O SOCIÓLOGO MICHEL LӦWY.

ALÉM DE ARTIGOS DE GRANDE IMPORTÂNCIA, COMO O DE LEILA ESCORSIM NETTO, "AS PRIMEIRAS POLÊMICAS SOBRE MARIÁTEGUI", NA SEÇÃO FUNDAMENTOS, ONDE SÃO PUBLICADOS TEXTOS CLÁSSICOS, TEMOS O FAMOSO TEXTO DO JOVEM MARX, "GLOSAS CRÍTICAS MARGINAIS AO ARTIGO O REI DA PRÚSSIA E A REFORMA SOCIAL: DE UM PRUSSIANO", MUITO ELUCIDATIVO PARA O MOMENTO EM QUE VIVEMOS.

A NOVOS TEMAS PODE SER ENCONTRADA NA LIVRARIA CORTEZ.
Para maiores informações, consultar o sítio http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Alex Lombello: agradecimentos e informações

Amigos,

como lhes incomodei com e-mails pedindo votos, venho agora agradecer aos que confiaram no Partido Comunista e em mim. Foram 1.163 votos 2121 espalhados por 199 cidades de Minas Gerais, com propaganda quase somente no horário gratuito e na internet. Os votos 21, na legenda, para deputado federal foram mais de 5 mil e quinhentos espalhados por uma quantidade ainda maior de municípios.

Aproveito para informar sobre a continuidade de nosso trabalho político. Finda nossa participação direta nas eleições, finda minha candidatura, volto a cuidar da Secretaria de Comunicação do PCB em Minas Gerais , e já estou providenciando a fundação de um jornal estadual, conforme os comunistas não têm em Minas Gerais desde a década de 1960, assassinados que foram na década de 70 os principais jornalistas comunistas do Brasil. Sobre essa e outras atividades comunistas, os interessados podem acompanhar os detalhes nos nossos blogs, como o http://expressovermelho.blogspot.com/ e o http://saojoaodelpueblo-pcb.blogspot.com/.

Aproveito também para informar que retomo minhas atividades acadêmicas. Já no início desse mês de Novembro darei na X Semana de História da UFSJ um mini-curso sobre as Eleições no Império do Brasil (1875-1889), que é resultado de minha pesquisa de mestrado cuja fonte foram os jornais de São João del-Rei da época. Essa Semana é aberta ao público em geral.

Um abraço,

Alex


ONU aprova fim do embargo norte-americano a Cuba

Documento foi aprovado com 187 votos a favor, 2 contra e 3 abstenções

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nessa terça-feira a suspensão do embargo norte-americano imposto a Cuba, em vigor desde 1962. Essa é a 19ª vez consecutiva em que o órgão coloca em votação a questão do bloqueio promovido pelos EUA contra a ilha caribenha, em que o colegiado de todas as nações que compõem a ONU aprovam o fim do bloqueio financeiro e comercial ao país.

O documento que decide pelo fim imediato do bloqueio a Cuba foi aprovado com 187 votos a favor, 2 contra (Estados Unidos e Israel) e 3 abstenções (Ilhas Marshall, República de Palau e Estados Federados da Micronésia - satélites dos EUA, mas que ainda assim não repetiram o voto contra, se abstendo no pleito).

Estimativas oficiais do governo cubano indicam que o embargo imposto há 48 anos causa prejuízos que somavam cerca de US$ 751,3 bilhões até dezembro de 2009. O bloqueio envolve restrições econômicas, financeiras, políticas e diplomáticas; sobrevivendo às custas de interesses das máfias e cartéis reacionários e fascistas, que empregam além do embargo citado, também táticas sujas de desestabilização e terrorismo para derrubar o Estado Cubano.

Para as autoridades cubanas e a comunidade internacional, o governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não demonstra boa vontade para recuar na adoção do embargo. Assim como parte de suas promessas de campanha, como o fim das guerras, Obama se "esqueceu" de levantar as asfixiantes restrições que partem do seu governo contra a população cubana, e oferece a Cuba a mesma mão que Bush e seus antecessores: um punho cerrado segurando um punhal.

Daniel Oliveira - com fontes internacionais (Agência Lusa e Xinhua)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Todo apoio à luta dos trabalhadores franceses

O Partido Comunista Brasileiro - PCB se solidariza com os trabalhadores, aposentados e o povo Francês que luta contra os avanços do capital sobre seus direitos. No rastro da crise cíclica do capitalismo, que colocou às claras os meandros da acumulação do capital e da rapina que os grandes bancos e instituições financeiras fazem à população de todo o mundo, os Estados se prontificaram a salvar o capitalismo, injetando volumosos recursos nas instituições do capital – bancos e empresas privadas que foram e estão sendo salvas pelos Estados, às custas de aumento da arrecadação tributária e de cortes nos recursos dos trabalhadores.

Por outro lado, esse mesmo Estado, que na França tem à frente a direita mais atrasada representada por Sarkozy, quer reduzir os direitos dos trabalhadores que foram conquistados com duras lutas durante décadas de greves e manifestações. Neste momento em que a grande contradição de classe reaparece claramente, os trabalhadores franceses, reagindo ao rotineiro conluio da burguesia com o Estado, ocupa as ruas, as portas das fábricas e as universidades para fazer valer os seus direitos e avançar na organização dos trabalhadores pelo seu objetivo político.

O PCB apóia essa luta de classe e de massa que se desenvolve na França, com a esperança e o firme engajamento de que essa luta se transforme em uma luta permanente anti-capitalista e pelo socialismo.

É importante registrar que, apesar da vitória do governo de direita na França (por exígua margem de votos - 177 a 153) - que aprovou seu plano para aumento da idade mínima para aposentadoria, de 60 para 62 anos, e de 65 para 67, para que o trabalhador receba o benefício integral, dentre outras medidas -, os trabalhadores e a juventude da França deram mostras da capacidade de organização e mobilização popular contra os ataques a seus direitos, desgastando politicamente o governo francês e servindo de exemplo para os trabalhadores de toda a Europa (que se mobilizam em vários países) e de todo o mundo.

Comissão Política Nacional

PCB – Partido Comunista Brasileiro


 






Resultado do PLEBISCITO POPULAR

1.VOCÊ CONCORDA QUE AS GRANDES PROPRIEDADES DE TERRA NO BRASIL DEVEM TER UM LIMITE MÁXIMO DE TAMANHO ?


93% - SIM
5,2% - NÃO
1,8% - Brancos/Nulos.
 
2. VOCÊ CONCORDA QUE O LIMITE DAS GRANDES PROPRIEDADES DE TERRA NO BRASIL POSSIBILITA AUMENTAR A PRODUÇÃO DE ALIMENTOS SAUDÁVEIS E MELHORAR AS CONDIÇÕES DE VIDA NO CAMPO E NA CIDADE?

93,7% - SIM
4,7% - NÃO
1,6% - Brancos/Nulos.

Região Metropolitana 14.143

Norte de Minas 10.889

Jequitinhonha 3.105

Vale do Aço 3.038

Triangulo 413

Rio Doce 102

Zona da Mata 1015

Sul 403

Total de votantes em Minas Gerais - 33.108



sexta-feira, 22 de outubro de 2010

#GLOBOMENTE


Há 45 anos a população brasileira é vítima das mentiras criadas pela mídia burguesa! E quase sempre tudo isso é perceptível para todos nós. Só não enxerga quem não quer!
Diretamente do Trend Topics Brasil no Twitter: #GLOBOMENTE



quinta-feira, 21 de outubro de 2010

COMO FHC E SERRA VENDERAM O BRASIL

O Sr. José Serra, do PSDB, tocava o programa de privatização e era o responsável pela vendas das estatais brasileiras, quando foi ministro do planejamento do governo FHC. Em matéria da revista Veja de 03/05/1995, o Ministro Serra disse: “Estamos fazendo todo o possível para privatizar em alta velocidade”.

Assim, Serra bateu o martelo em leilões de privatização. A cada batida de martelo, bilhões do patrimônio público nacional eram retirados da mão do povo brasileiro e entregues a investidores privados. Um crime de lesapátria.

José Serra bateu o martelo durante o leilão da companhia de eletricidade, a ESCELSA, em 1995, e da venda da companhia de eletricidade LIGHT. (Revista Veja do dia 29/05/1996)

Em matéria na Revista Veja do dia 03/05/1995, o artigo narra o que disse FHC para Serra: "É preciso dizer sempre em todo lugar que esse governo não retarda privatização, não é contra NENHUMA PRIVATIZAÇÃO, e vai vender tudo o que der para vender".

Na Revista Veja do dia 07/02/1996, José Serra garante a privatização da Vale do Rio Doce: “A descoberta dessa mina não altera em nada o processo de privatização. Só o preço, que poderá ser maior.”

Olhe o vídeo em que o FHC afirma que o Serra foi o que mais lutou a favor da privatização da Vale:
http://www.youtube.com/watch?v=grbeuBaY9Kk

OBS: Como sabemos, a Vale do Rio Doce foi vendida por $ 3,2 bilhões de Dólares. Esse valor corresponde ao lucro da empresa em apenas um semestre. Hoje, seu valor no mercado é de $ 196 bilhões de Dólares, ou seja, entregaram de graça um patrimônio público. Quem fez isso não pode ser a favor do Brasil.



Relação de empresas estatais brasileiras, privatizadas (entregues) pelo do governo neoliberal de FHC e José Serra, junto com governos estaduais da época, principalmente o do ex-governador Geraldo Alckmin:
- AES SUL (CEEE Distribuição) - vendida para a empresa americana AES;
- BANDEIRANTE Energia - vendida para o grupo Português EDP;
- CELPE - vendida ao grupo espanhol Iberdrola;
- CEMAR - vendida ao grupo americano Ulem Mannagement Company;
- CESP TIETE - vendida para a empresa americana DUKE;
- CETEEP - vendida para a empresa estatal Colombiana ISA;
- COELBA - vendida ao grupo espanhol Iberdrola;
- CONGÁS - vendida ao grupo britânico British Gas/Shell;
- COSERN - vendida ao grupo espanhol Iberdrola;
- CPFL - vendida para o grupo brasileiro VBC;
- ELEKTRO - vendida para a empresa americana ENRON;
- ELETROPAULO - vendida para a empresa americana AES;
- ESCELSA - vendida ao grupo português GTD Participações, juntamente com o consorcio de Bancos Iven S.A.
- GERASUL - vendida para empresa Belga Tractebel;
- LIGHT- vendida ao grupo francês e americano EDF/AES;
- RGE - vendida para o grupo brasileiro VBC;
- BAMERINDUS - vendido ao grupo britânico HSBC;
- BANCO BANESPA - vendido ao grupo espanhol Santander;
- BANCO MERIDIONAL - vendido para o Banco Bozano;
- BANCO REAL - vendido ao grupo ABN-AMRO, hoje sob o controle do grupo Santander;
- BEA (Banco do Amazonas S.A.) - vendido ao Bradesco;
- BEG (Banco de Goiás) - vendido ao Itaú;
- CARAIBA - Mineração Caraíba Ltda
- CIA. VALE do RIO DOCE;
- PQU (Petroquímica União S.A);
- Empresas de Telecomunicação do grupo TELEBRAS:
EMBRATEL, TELESP, TELEMIG, TELERG, TELEPAR,
TELEGOIÁS, TELEMS, TELEMAT, TELEST, TELEBAHIA,
TELERGIPE, TELECEARÁ, TELEPARÁ, TELPA, TELPE, TELERN,
TELMA, TELERON, TELEAMAPÁ TELAMAZON, TELEPISA,
TELEACRE, TELAIMA, TELEBRASÍLIA, TELASA. A maioria vendida a grupos internacionais: espanhol, italiano, mexicano e, algumas a um grupo brasileiro.

O que foi exposto ilustra claramente qual é a política econômica a ser adotada, caso José Serra seja presidente. Uma política de venda do patrimônio público, sem nenhum pudor.
Se Serra for o próximo presidente poderá bater o martelo para vender o que restou de nossas empresas: Petrobras, BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Furnas, Chesf, Eletronorte, Eletrosul, dentre outras.
Ele só precisa de mais quatro anos de governo para concluir o serviço que começou com o governo FHC. José Serra é o candidato da aliança partidária PSDB, DEM e PPS.
As privatizações comprovam que eles são os entreguistas do Brasil.

II OUTUBRO VERMELHO - Sábado 23/10/2010 - 16 Horas - Local : IHG

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Olhem como está ficando o Expresso Vermelho de papel


Essas são as páginas 4 e 1, e as de baixo são as páginas 2 e 3, ou seja, é o verso.

Notem que os poemas estão jogados, porque ainda não sei o lugar em que vou colocá-los. Aliás, tudo ainda pode mudar de lugar. Isso vai dependendo do que vou recebendo para publicar. Na página 3, o título Outubro Vermelho se repete, o que terá que ser modificado. O quadro de sites do Partido terá que ser ampliado, ou teremos que colocar outro quadro com outros sites, de contatos, organizações sindicais, culturais etc.

Notem que não temos nenhum segredo na composição desse jornal. Nada do que temos a dizer é segredo.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Jornal dos USA confirma esquema golpista com a turma de FHC . Entenda aqui.

Aqui o link: http://www.tiwy.com/news.phtml?id=171
Em seguida, artigo traduzido
NOTE OS PARÁGRAFOS RESSALTADOS. UMA BOMBA!
Elections in Brazil and the US Intelligence Community
Print version
http://www.strategic-culture.org

It seemed suspicious recently that Washington which tends to denigrate the “immature” democracies of Latin America and the Caribbean without restraint made serious efforts to demonstrate respect for Brazil. G. Bush's Administration bracketed as “immature” the Latin American states with populist regimes and, generally, any countries showing a measure of defiance defending their national interests under the US pressure. Brazil never allowed to call its right to sovereignty and independent position in international politics into question over the eight years of Luiz Inácio Lula da Silva's presidency, and it was widely expected that G. Bush's Administration would eventually run out of patience and try to tame the Brazilian leader. Nothing of the kind happened, though, evidently because the US felt too burdened with problems with Venezuela to get locked in an additional conflict in Latin America.

Talking to the diplomats and intelligence agents at the US Embassy in Brazil in March, 2010, US Secretary of State H. Clinton stressed: “In the Obama Administration, we are trying to deepen and broaden our ties with a number of strategic countries and Brazil is at the top of the list. This is a country that really does matter. And it’s a country that is trying very hard to fulfill its promise to its own people of a better future. And so, together, the United States and Brazil have to lead the way for the people of this hemisphere.”

It is noteworthy that H. Clinton credited Brazil with nothing less than the right to show the way to other nations, albeit hand in hand with Washington. For the latter, the way is to suppress any socialist initiatives across the continent, to abstain from joining regional integration projects unless they are patronized by the US, to oppose the populists' efforts aimed at forming a Latin American defensive bloc, and to impede the escalating Chinese economic expansion.

The US appointed former head of Department of State's Bureau of Western Hemisphere Affairs and a diplomatic heavyweight with a hawkish reputation Thomas A. Shannon as a new ambassador to Brazil on the eve of the elections in the country. He tried hard to convince Brazil's president to align the country with the US and to adopt less independent policies internationally. Washington offered Brazil perks like wider cooperation in renewable fuel production, consented to establishing a division of Boeing in the country, and signed a number of deals with the Brazilian defense industries including the commission of 200 Toucan aircrafts for the US airforce.

President da Silva has not given in. He stubbornly maintained the partnership with H. Chavez and J. Morales, showed up in Havana and Tehran, condemned the pro-US coup in Honduras, and even pledged to develop a national nuclear energy sector. He proposed Dilma Rousseff – a candidate one would expect to steer a similarly independent course - as his successor. Alarmingly for Washington, Rousseff used to be close to the communist party and was a member of the Vanguardia Armada Revolucionaria - notably, with the pseudonym of Jeanne d'Arc- in the 1970ies. She was betrayed by a government agent, arrested, tortured using the CIA methods taught at the School of the Americas, and had to spend three years in jail. Consequently, even decades later Rousseff is not the person realistically expected to be a big fan of the US.

Rousseff's campaign gradually gathered momentum and polls started giving her a place in the race ahead of the rightists' candidate José Serra. US-friendly journalists and CIA agents probed into her readiness to forge a secret deal with Washington and predictably found out that the plan stood no chance as Rousseff firmly pledged allegiance to president da Silva's course. The CIA reacted by attempting to smear Rousseff, and the media immediately floated a myth about her extremism. They unearthed police informants who posed as “witnesses” of her involvement in bank robberies meant to grab money to support terrorism in Brazil. The conservative media waged a war of ratings and touted in a chorus the pro-US José Serra as the uncontested front-runner and Rousseff – as a purely nominal rival. The situation nevertheless stabilized and Rousseff eventually emerged as the campaign leader thanks to president da Silva's personal support.

Rousseff's score fell 3-4% short of making her the winner in the first tour of the elections. The outcome of the runoff will largely depend on the supporters of the Green Party's Marina Silva Vaz de Lima who polled third in the elections with 19% of the vote. The battle over the supporters of the Green Party in underway, and Shannon's shadowy team will no doubt do its best to broker an alliance between Serra and Silva.

Rousseff's flock visibly shed their initial triumphalism – the runoff is a difficult game, and their candidate's opponents are implicitly backed by the powerful and resourceful Empire which is known to have routinely propelled hopeless candidates to victory. Brazil's media – the O'Globo media holding, the Abril publishers, influential papers like Folha de Sao Paulo, and the Veja magazine - are busily brainwashing the country's electorate.

Shannon's team is facing the mission of helping “fresh forces” less prone to defiance in dealing with Washington get a grip on power in Brazil. From this standpoint, just the right player is the Green Party where the CIA agents have long gained serious positions as the US was traditionally interested in the ecological problems of the Amazon basin. At the moment the CIA is courting the Greens' leaders and activists and, parallelly exacting promises of positions for them in the coming government from Serra's campaign managers. Washington must be doing a rush job considering that Silva and her entourage plan to decide on October 10 on which side of the scales to throw their weight in the runoff. Rousseff, on the other hand, also has the potential to attract the Green Party's supporters considering that Silva was a member of president da Silva's government till 2008.

The CIA employs former Brazilian policeman fired from their posts for various reasons to do the field work like surveillance, apartment penetrations, computer data thefts, and blackmail. In the majority of cases, these are individuals with ultra-rightist leanings who regard Serra as their candidate. Brazil's ministries, intelligence community, and military-industrial complex are heavily infiltrated by US agents. The US Embassy and consulate staff in Brazil includes some 40 CIA, DEA, FBI, and army intelligence agents, and Washington plans to open 10 new consulates in Brazil's major cities such as Manaos in Amazonia.

While the US Department of State is downsizing the diplomatic representation worldwide in an effort to to cut budgetary spending, Brazil remains an exception from the rule. The country has a potential to establish itself as a geopolitical counterforce to the US in the western Hemisphere withing the coming 15-20 years and the US Administrations – under Republicans and Democrats alike – are preoccupied with the task of preventing it from taking the role.
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TRADUÇÃO:
Pareceu-me recentemente que Washington suspeita que tende a denegrir os "imaturas" democracias da América Latina e Caribe sem restrição, embora feito sérios esforços para demonstrar o respeito para para com o Brasil. A administração de G. Bush enquadra como "imaturo" os estados latino-americanos com regimes populistas e, em geral, todos os países que mostram um ato de desafio defender os seus interesses nacionais, sob a pressão dos EUA. O Brasil nunca pediu permissão para chamar o seu direito à soberania e à posição de independência na política internacional em causa ao longo dos oito anos da presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, e era amplamente esperado que G. Bush acabaria por perder a paciência e tentar domar o Líder brasileiro. Nada disso aconteceu, embora, evidentemente, porque os EUA se sentiram sobrecarregados demais com problemas com a Venezuela para ficar trancado em um conflito adicional na América Latina.
Falando aos diplomatas e agentes de inteligência na Embaixada dos EUA no Brasil em março de 2010, a Secretária de Estado, H. Clinton enfatizou: "na administração Obama, estamos tentando aprofundar e alargar as nossas relações com um certo número de países estratégicos e o Brasil está no topo da lista. Este é um país que realmente importa. E é um país que está tentando muito duro para cumprir a sua promessa ao seu povo de um futuro melhor. E assim, juntos, os Estados Unidos e o Brasil tem que liderar o caminho para os povos deste hemisfério. "

Vale ressaltar que H. Clinton credita ao Brasil com nada menos do que o direito de mostrar o caminho para outras nações, embora de mãos dadas com Washington. Para este último, o caminho é o de suprimir as iniciativas socialistas em todo o continente, de se abster de juntar projetos de integração regional a menos que sejam patrocinados pelos EUA, para se opor aos esforços dos populistas que visam formar um bloco latino-americano de defesa, e para impedir a crescente expansão econômica chinesa.

Os EUA nomeou o ex-chefe do Departamento de Estado de Assuntos do Hemisfério Ocidental e um passaporte diplomático, com uma reputação dúbia Thomas A. Shannon como novo embaixador para o Brasil às vésperas das eleições no país. Ele se esforçou para convencer o presidente do Brasil para alinhar o país com os EUA e a adotar políticas internacionais menos independentes. Washington ofereceu vantagens ao Brasil como maior cooperação na produção de combustíveis renováveis, consentiram em que estabelece uma divisão da Boeing no país, e assinou uma série de acordos com as indústrias de defesa brasileira, incluindo a comissão de 200 aviões Tucano para a Força Aérea dos EUA.

O presidente Lula não aceitou. Ele teimosamente manteve a parceria com a H. Chavez e Morales J. esteve em Havana e Teerã, condenou o golpe pró-EUA em Honduras, e até mesmo se comprometeu a desenvolver um setor nacional de energia nuclear. Ele propôs Dilma Rousseff - uma candidata séria, para esperar para orientar um curso da mesma forma independente - como seu sucessor. É alarmante para Washington, Dilma era membro do Partido Comunista e foi membro da Armada Revolucionária Vanguardia - nomeadamente, com o pseudônimo de Joana d'Arc, na década de 1970. Ela foi traída por um agente do governo, presa, torturada e usando os métodos da CIA ensinou na Escola das Américas, e teve que passar três anos na cadeia. Por isso, mesmo décadas depois Rousseff não é a pessoa da qual se possa esperar que seja um grande fã dos EUA.

A campanha de Dilma ganhou força gradualmente e as sondagens começaram a dar-lhe um lugar na corrida à frente do candidato de direita "de José Serra. jornalistas amigos-da-américa e agentes da CIA sondaram a sua disponibilidade para forjar um acordo secreto com Washington e então descobriu-se que o plano não teve chance porque Rousseff firmemente prometera fidelidade ao curso do presidente Lula. A CIA reagiu a tentativa de manchar Rousseff, e os meios de comunicação de imediato lançou um mito sobre o seu extremismo. Encontraram informantes da polícia, que posou como "testemunhas" de seu envolvimento em assaltos a banco para os quais pretendia pegar o dinheiro para apoiar o terrorismo no Brasil. A mídia conservadora travara uma guerra de classificações e elogios em coro pró-EUA, José Serra como o incontestado favorito e Dilma - como um rival puramente nominal. A situação, no entanto, estabilizada e Dilma Rousseff finalmente emergiu como a líder da campanha, graças a um apoio pessoal do Presidente Lula.

A pontuação de Rousseff caiu 3-4% negativos, tirando um pouco de chance de fazê-la o vencedor da primeira turnê das eleições. O resultado do segundo turno dependerá em grande parte os defensores da Marina da Silva Vaz de Lima do Partido Verde, que ocupou o terceiro lugar nas eleições, com 19% dos votos. A guerra entre os suportadores do PV está declarada e Shannon irá tentar de todos os meios para quebrar uma aliança entre Serra e Silva.
O time de Dilma visivelmente derramou o seu triunfalismo inicial - o segundo turno é um jogo difícil, e o adversário de seu candidato está implicitamente apoiado pelo império poderoso e cheio de recursos que é conhecido por ter impulsionado rotineiramente candidatos à esperança para a vitória. A mídia no Brasil - o O'Globo (exploração da mídia), as editoras Abril, trabalhos influentes, como Folha de S. Paulo e a revista Veja - estão ocupados em lavagem lavagem cerebral para o eleitorado do país.

A equipe de Shannon está enfrentando a missão de ajudar "novas forças" menos propenso a desafiar a lidar com Washington a obter um controle sobre o poder no Brasil. Deste ponto de vista, apenas um jogador da direita é o Partido Verde, onde os agentes da CIA durante muito tempo ganhou posições graves como os EUA era tradicionalmente interessados nos problemas ecológicos da bacia amazônica. No momento em que a CIA está cortejando os líderes dos Verdes e ativistas e, paralelamente exigentes promessas de cargos para eles no futuro governo de gerentes de campanha de Serra. Washington deve estar fazendo um trabalho urgente, considerando que Silva e sua comitiva para decidir plano em 10 de outubro de qual lado da balança para lançar o seu peso no segundo turno. Rousseff, por outro lado, também tem o potencial de atrair simpatizantes do Partido Verde, considerando-se que Silva era um membro do governo do presidente Lula até 2008.

A CIA emprega ex-policiais brasileiros demitidos de seus cargos por várias razões: para fazer o trabalho de campo como a vigilância, as penetrações em apartamentos, roubos de dados de computador, e chantagem. Na maioria dos casos, estes são os indivíduos com tendências ultra-direitistas que consideram Serra como seu candidato. Ministérios do Brasil, comunidades de inteligência e complexo militar-industrial estão fortemente infiltradas por agentes dos EUA. A embaixada dos EUA e do pessoal do consulado no Brasil inclui cerca de 40 dentre a CIA, DEA, FBI, agentes de inteligência e do exército, e têm planos para abrir 10 novos consulados nas principais cidades do Brasil, como Manaus na Amazônia.

Embora o Departamento de Estado dos EUA se empenha para reduzir o tamanho da representação diplomática no mundo em um esforço para cortar a despesa orçamental, o Brasil continua sendo uma exceção à regra. O país tem um potencial para se estabelecer como uma força contrária geopolítica para os EUA no Hemisfério Ocidental dentro dos próximos 15-20 anos e das administrações dos EUA - comp republicanos e democratas - estão preocupados com a tarefa de impedi-la de assumir o papel.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Expresso Vermelho no papel - Última chamada de artigos

O Expresso Vermelho está sendo composto, para usar um termo antigo. Em breve será rodado no número exato pedido pelas bases.

Aceitamos artigos pemanentemente, com um máximo de 3.500 dígitos, para análise e possível publicação na edição que desejarmos.

Cada base do Partido deve contribuir com um mínimo de R$ 25,00, para receber 50 exemplares do Expresso Vermelho. Se precisar de 100 exemplares, R$ 50,00, e assim por diante. Não se trata da contribuição para o Partido, pois o jornal tem que se auto-sustentar.

Também pessoas de fora do Partido podem contribuir para o Expresso Vermelho, financeiramente e recebendo jornais para distribuir. Como temos o gasto do Correio, o mínimo de jornais que podemos enviar é 25, a R$ 15,00.

sábado, 16 de outubro de 2010

Cultura - A Batalha por Moscou. (Subtitulada em espanhol)

*Extraído do blog http://blogln.ning.com/forum/topics/a-batalha-por-moscou

Para comemorar os 65 anos do final da Segunda Guerra Mundial, A Grande Guerra Patriótica dos soviéticos, encerrada em nove de maio de 1945, uma apresentação, em duas partes, desta superprodução soviética de 1985. Inicialmente postei a primeira parte, sob forma de lista de reprodução, que está subdividida em duas. Depois acrescentei os vídeos restantes da segunda parte, também subdividida em dois. Pena que não encontrei essa segunda parte, na forma condensada de uma lista de reprodução, fica um pouco longa a postagem, mas deixo os 18 vídeos da segunda parte. São mais de 5 horas, recomendo que assistam em capítulos.

Pretendo postar outros vídeos, não só sobre ação militar, para retratar o episódio mais dramático do século XX. Ao homenagear o soldado soviético pelo papel principal na derrota do fascismo, procuro trazer a compreensão de que, a Segunda Guerra Mundial foi uma extraordinária frente histórica de repúdio à barbárie. Reconhecer o destaque do Exército Vermelho não significa diminuir a importância de seus aliados. Ao lado dos comunistas combateram diferentes forças políticas, de amplo espectro ideológico: social-democratas, republicanos, liberais, democratas, até mesmo conservadores e variados nacionalistas; homens e mulheres de todas as classes sociais, de pobres camponeses à aristocratas; ao lado de ateus se reuniram pessoas de fé, católicos, protestantes, judeus e cristãos ortodoxos.

O objetivo também será discutir um pouco as consequências históricas, da frente política que se reuniu para banir o fascismo, responsável por nova ordem mundial, que ainda permanece. O capitalismo está de novo envolvido em grave crise, nas dimensões da que levou o fascismo ao poder. Depois de muitos conquistas populares alcançadas no pós-guerra, atravessamos um longo período de retrocesso, representado pela vaga neoliberal, uma ideologia de ricos, com propósitos de destruir a esfera pública, no intuito de conter o declínio da taxa de lucro do capitalismo. Seria importante fazer um balanço político e histórico do período pós-guerra.

Fiquem com:

битвы за Москву / Bitva za Moskvu / A Batalha por Moscou

http://www.youtube.com/watch?v=pHoPbqPVDdo&feature=player_embedded

Direção e roteiro: Iúri Ozerov

Elenco:

Yakov Tripolsky ............... Iosif Vissarionovich Stalin
Mikhail Ulyanov ............... Georgy Konstantinovich Zhukov
Aleksandr Goloborodko ..... Konstantin Rokossovskiy
Bruno Frejndlikh .............. Boris Mikhailovitch Shaposhnikov
Nikolai Zasukhin .............. Vyacheslav Mikhailovich Molotov
Anatoli Nikitin ................. Mikhail Ivanovich Kalinin
Vladimir Troshin .............. Kliment Yefremovich Voroshilov
Stepan Mikoyan .............. Anastas Hovhannesi Mikoyan
Vyacheslav Yezepov ......... Alexei Shcherbakov
Juozas Budraitis .............. Richard Sorge
Mikk Mikiver .................. Ivan Stepanovich Konev
Gennadi Sajfulin ............. Dmitry Danilovich Lelyushenko
Olegar Fedoro ................ Minister (as Oleg Fedorov)
Lev Prygunov ................. Lev Mikhailovich Dovator
Konstantin Stepankov ....... Ivan Vasilyevich Panfilov
Nikolai Volkov Ml. ............ Mikhail Petrovich Kirponos
Leonid Kulagin ................ Gurkayev
Irina Shmeleva ............... Zoya Anatolyevna Kosmodemyanskaya
Achim Petri .................... Adolf Hitler
Ernst Heise .................... Fedor von Bock
Gerd Michael Henneberg ... Karl-Heinz Keitel
Joachim Tomaschewsky .... Kluge
Erik Veldre ..................... Heinz Wilhelm Guderian
Ekkehard Becker ............. Klausen
Nikolai Kryuchkov ............ Velho
Irina Gubanova ............... Mãe de Zoya Kosmodemyanskaya
Aleksandr Voyevodin ........ Klockov

Elenco restante em ordem alfabética:

Josef Barta ... Deputado
Miroslav Bezdicek Gorskov
Lena Birková ............. Mulher em prantos #1
Hana Brejchová ......... Mulher em prantos #2
Emma Cerná ............. Sra. Rokossovskaya
Jaroslav Drbohlav ....... Coronel Soviético
Karel Hábl ................. Ajudante de campo
Jirí Holý .................... Hopkins
Ervin Knausmyuller ...... Oficial Alemão
Svatopluk Matyás ........ Vilkov
Martin Stropnický ........ Tenente
Jana Viscaková ........... Mulher em prantos #3
Gabriela Wilhelmová .... Estenotipista



Bitva Za Moskvu "Tifón". (Parte I - Subtitulada al Español).

http://www.youtube.com/watch?v=zrru9g5MVEg&feature=player_embedded

Bitva Za Moskvu "Tifón". (Parte II - Subtitulada al Español).

http://www.youtube.com/watch?v=P4Yk8Xg0L8s&feature=player_embedded

Bitva Za Moskvu "Tifón". (Parte III - Subtitulada al Español).

http://www.youtube.com/watch?v=79vLb0Q2Hv8&feature=player_embedded


Bitva Za Moskvu "Tifón". (Parte IV - Subtitulada al Español).

http://www.youtube.com/watch?v=aFPfKhEWphA&feature=player_embedded

Bitva Za Moskvu "Tifón". (Parte V - Subtitulada al Español).

http://www.youtube.com/watch?v=DXn4uQlqfjM&feature=player_embedded


Bitva Za Moskvu "Tifón". (Parte VI - Subtitulada al Español).

http://www.youtube.com/watch?v=_dIxjIc5yUw&feature=player_embedded

Bitva Za Moskvu "Tifón". (Parte VII - Subtitulada al Español).

http://www.youtube.com/watch?v=uM3vj4nfPxc&feature=player_embedded

Bitva Za Moskvu "Tifón". (Parte VIII - Subtitulada al Español).

http://www.youtube.com/watch?v=WNF8E88j_8E&feature=player_embedded

Bitva Za Moskvu "Tifón". (Parte IX - Subtitulada al Español).

http://www.youtube.com/watch?v=ShAPsP7m750&feature=player_embedded


Bitva Za Moskvu. "Tifón". 2a Parte (Sub. Español I).

http://www.youtube.com/watch?v=dM4_Ob4DBFA&feature=player_embedded

Bitva Za Moskvu. "Tifón". 2a Parte (Sub. Español II)

http://www.youtube.com/watch?v=uwtt1J2gvVQ&feature=player_embedded


Bitva Za Moskvu. "Tifón". 2a Parte (Sub. Español III).

http://www.youtube.com/watch?v=QqwerNmW148&feature=player_embedded

Bitva Za Moskvu. "Tifón". 2a Parte (Sub. Español IV)

http://www.youtube.com/watch?v=zFOKKVFD3Yo&feature=player_embedded

Bitva Za Moskvu. "Tifón". 2a Parte (Sub. Español V)

http://www.youtube.com/watch?v=1oLPjDyqTSA&feature=player_embedded

Bitva Za Moskvu. "Tifón". 2a Parte (Sub. Español VI)

http://www.youtube.com/watch?v=_SlFvhqDqCc&feature=player_embedded

Bitva Za Moskvu. "Tifón". 2a Parte (Sub. Español VII)

http://www.youtube.com/watch?v=6CXRqmPLAW0&feature=player_embedded


Bitva Za Moskvu. "Tifón". 2a Parte (Sub. Español VIII)

http://www.youtube.com/watch?v=2tR6fDb-s9E&feature=player_embedded

Bitva Za Moskvu. "Tifón". 2a Parte (Sub. Español IX)

http://www.youtube.com/watch?v=zCHqwviEujU&feature=player_embedded

Cultura - A batalha de Moscou

Por Almeida*

Prezado Fuhgeddaboudit™, (só com com ctrl C e ctrl V)

Não preciso perguntar a nenhum russo, eles não tinham escolha, a guerra foi levada para dentro de suas casa por um inimigo com intenção de escravizá-los, num primeiro momento, e dizimá-los a seguir.

Sobre o heroismo russo, eu o convido a assistir "A Batalha por Moscou" (Subtitulada em espanhol), que postei aqui: http://blogln.ning.com/forum/topics/a-batalha-por-moscou

Fique abaixo com o canto de lamento do soldado russo, "Ê, Estrada!"

Обнять и спасибо.

http://www.youtube.com/watch?v=d1JFKJtPVlQ&feature=player_embedded

*Extraído do blog http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-batalha-de-moscou?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Plenária do Comitê Mineiro do Fórum Social Mundial

18 de outubro de 2010

18 horas e 30 minutos

Local:
 Centro Cultural da UFMG
Av. Santos Dumont esquina com Rua da Bahia.

Pauta: 10 anos do Comitê Mineiro do Fórum Social Mundial

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

COMO FHC E SERRA VENDERAM O BRASIL


O Sr. José Serra, do PSDB, tocava o programa de privatização e era o responsável pela vendas das estatais brasileiras, quando foi ministro do planejamento do governo FHC. Em matéria da revista Veja de 03/05/1995, o Ministro Serra disse: “Estamos fazendo todo o possível para privatizar em alta velocidade”.

Assim, Serra bateu o martelo em leilões de privatização. A cada batida de martelo, bilhões do patrimônio público nacional eram retirados da mão do povo brasileiro e entregues a investidores privados. Um crime de lesapátria.

José Serra bateu o martelo durante o leilão da companhia de eletricidade, a ESCELSA, em 1995, e da venda da companhia de eletricidade LIGHT. (Revista Veja do dia 29/05/1996)

Em matéria na Revista Veja do dia 03/05/1995, o artigo narra o que disse FHC para Serra: "É preciso dizer sempre em todo lugar que esse governo não retarda privatização, não é contra NENHUMA PRIVATIZAÇÃO, e vai vender tudo o que der para vender".

Na Revista Veja do dia 07/02/1996, José Serra garante a privatização da Vale do Rio Doce: “A descoberta dessa mina não altera em nada o processo de privatização. Só o preço, que poderá ser maior.”

Olhe o vídeo em que o FHC afirma que o Serra foi o que mais lutou a favor da privatização da Vale:

OBS: Como sabemos, a Vale do Rio Doce foi vendida por $ 3,2 bilhões de Dólares. Esse valor corresponde ao lucro da empresa em apenas um semestre. Hoje, seu valor no mercado é de $ 196 bilhões de Dólares, ou seja, entregaram de graça um patrimônio público. Quem fez isso não pode ser a favor do Brasil.



Relação de empresas estatais brasileiras, privatizadas (entregues) pelo do governo neoliberal de FHC e José Serra, junto com governos estaduais da época, principalmente o do ex-governador Geraldo Alckmin:
- AES SUL (CEEE Distribuição) - vendida para a empresa americana AES;
- BANDEIRANTE Energia - vendida para o grupo Português EDP;
- CELPE - vendida ao grupo espanhol Iberdrola;
- CEMAR - vendida ao grupo americano Ulem Mannagement Company;
- CESP TIETE - vendida para a empresa americana DUKE;
- CETEEP - vendida para a empresa estatal Colombiana ISA;
- COELBA - vendida ao grupo espanhol Iberdrola;
- CONGÁS - vendida ao grupo britânico British Gas/Shell;
- COSERN - vendida ao grupo espanhol Iberdrola;
- CPFL - vendida para o grupo brasileiro VBC;
- ELEKTRO - vendida para a empresa americana ENRON;
- ELETROPAULO - vendida para a empresa americana AES;
- ESCELSA - vendida ao grupo português GTD Participações, juntamente com o consorcio de Bancos Iven S.A.
- GERASUL - vendida para empresa Belga Tractebel;
- LIGHT- vendida ao grupo francês e americano EDF/AES;
- RGE - vendida para o grupo brasileiro VBC;
- BAMERINDUS - vendido ao grupo britânico HSBC;
- BANCO BANESPA - vendido ao grupo espanhol Santander;
- BANCO MERIDIONAL - vendido para o Banco Bozano;
- BANCO REAL - vendido ao grupo ABN-AMRO, hoje sob o controle do grupo Santander;
- BEA (Banco do Amazonas S.A.) - vendido ao Bradesco;
- BEG (Banco de Goiás) - vendido ao Itaú;
- CARAIBA - Mineração Caraíba Ltda
- CIA. VALE do RIO DOCE;
- PQU (Petroquímica União S.A);
- Empresas de Telecomunicação do grupo TELEBRAS:
EMBRATEL, TELESP, TELEMIG, TELERG, TELEPAR,
TELEGOIÁS, TELEMS, TELEMAT, TELEST, TELEBAHIA,
TELERGIPE, TELECEARÁ, TELEPARÁ, TELPA, TELPE, TELERN,
TELMA, TELERON, TELEAMAPÁ TELAMAZON, TELEPISA,
TELEACRE, TELAIMA, TELEBRASÍLIA, TELASA. A maioria vendida a grupos internacionais: espanhol, italiano, mexicano e, algumas a um grupo brasileiro.

O que foi exposto ilustra claramente qual é a política econômica a ser adotada, caso José Serra seja presidente. Uma política de venda do patrimônio público, sem nenhum pudor.
Se Serra for o próximo presidente poderá bater o martelo para vender o que restou de nossas empresas: Petrobras, BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Furnas, Chesf, Eletronorte, Eletrosul, dentre outras.
Ele só precisa de mais quatro anos de governo para concluir o serviço que começou com o governo FHC. José Serra é o candidato da aliança partidária PSDB, DEM e PPS.
As privatizações comprovam que eles são os entreguistas do Brasil.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Derrotar Serra nas urnas e depois Dilma nas ruas


O PCB apresentou, nas eleições de 2010, através da candidatura de Ivan Pinheiro, uma alternativa socialista para o Brasil que rompesse com o consenso burguês, que determina os limites da sociedade capitalista como intransponíveis. As candidaturas do PCO, do PSOL e do PSTU também cumpriram importante papel neste contraponto.

Hoje, mais do que nunca, torna-se necessário que as forças socialistas busquem constituir uma alternativa real de poder para os trabalhadores, capaz de enfrentar os grandes problemas causados pelo capitalismo e responder às reais necessidades e interesses da maioria da população brasileira.

Estamos convencidos de que não serão resolvidos com mais capitalismo os problemas e as carências que os trabalhadores enfrentam, no acesso à terra e a outros direitos essenciais à vida como emprego, educação, saúde, alimentação, moradia, transporte, segurança, cultura e lazer. Pelo contrário, estes problemas se agravam pelo próprio desenvolvimento capitalista, que mercantiliza a vida e se funda na exploração do trabalho. Por isso, nossa clara defesa em prol de uma alternativa socialista.

Mais uma vez, a burguesia conseguiu transformar o segundo turno numa disputa no campo da ordem, através do poder econômico e da exclusão política e midiática das candidaturas socialistas, reduzindo as alternativas a dois estilos de conduzir a gestão do capitalismo no Brasil, um atrelando as demandas populares ao crescimento da economia privada com mais ênfase no mercado; outro, nos mecanismos de regulação estatal a serviço deste mesmo mercado.

Neste sentido, o PCB não participará da campanha de nenhum dos candidatos neste segundo turno e se manterá na oposição, qualquer que seja o resultado do pleito. Continuaremos defendendo a necessidade de construirmos uma Frente Anticapitalista e Anti-imperialista, permanente, para além das eleições, que conquiste a necessária autonomia e independência de e dos trabalhadores para intervirem com voz própria na conjuntura política e não dublados por supostos representantes que lhes impõem um projeto político que não é seu.

O grande capital monopolista, em todos os seus setores - industrial, comercial, bancário, serviços, agronegócio e outros - dividiu seu apoio entre estas duas candidaturas. Entretanto, a direita política, fortalecida e confiante, até pela opção do atual governo em não combatê-la e com ela conciliar durante todo o mandato, se sente forte o suficiente para buscar uma alternativa de governo diretamente ligado às fileiras de seus fiéis e tradicionais vassalos. Estrategicamente, a direita raciocina também do ponto de vista da América Latina, esperando ter papel decisivo na tentativa de neutralizar o crescimento das experiências populares e anti-imperialistas, materializadas especialmente nos governos da Venezuela, da Bolívia e, principalmente, de Cuba socialista.

As candidaturas de Serra e de Dilma, embora restritas ao campo da ordem burguesa, diferem quanto aos meios e formas de implantação de seus projetos, assim como se inserem de maneira diferente no sistema de dominação imperialista. Isto leva a um maior ou menor espaço de autonomia e um maior ou menor campo de ação e manobra para lidar com experiências de mudanças em curso na América Latina e outros temas mundiais. Ou seja, os dois projetos divergem na forma de inserir o capitalismo brasileiro no cenário mundial.

Da mesma forma, as estratégias de neutralização dos movimentos populares e sindicais, que interessa aos dois projetos em disputa, diferem quanto à ênfase na cooptação política e financeira ou na repressão e criminalização.

Outra diferença é a questão da privatização. Embora o governo Lula não tenha adotado qualquer medida para reestatizar as empresas privatizadas no governo FHC, tenha implantado as parcerias público-privadas e mantido os leilões do nosso petróleo, um governo demotucano fará de tudo para privatizar a Petrobrás e entregar o pré-sal para as multinacionais.

Para o PCB, estas diferenças não são suficientes qualitativamente para que possamos empenhar nosso apoio ao governo que se seguirá, da mesma forma que não apoiamos o governo atual e o governo anterior. A candidatura Dilma move-se numa trajetória conservadora, muito mais preocupada em conciliar com o atraso e consolidar seus apoios no campo burguês do que em promover qualquer alteração de rumo favorável às demandas dos trabalhadores e dos movimentos populares. Contra ela, apesar disso, a direita se move animada pela possibilidade de vitória no segundo turno, agitando bandeiras retrógradas, acenando para uma maior submissão aos interesses dos EUA e ameaçando criminalizar ainda mais as lutas sociais.

O principal responsável por este quadro é o próprio governo petista que, por oito anos, não tomou medida alguma para diminuir o poderio da direita na acumulação de capital e não deu qualquer passo no sentido da democratização dos meios de comunicação, nem de uma reforma política que permitisse uma alteração qualitativa da democracia brasileira em favor do poder de pressão da população e da e trabalhadora organizada, optando pelas benesses das regras do viciado jogo político eleitoral e o peso das máquinas institucionais que dele derivam.

Considerando essas diferenças no campo do capital e os cenários possíveis de desenvolvimento da luta de classes - mas com a firme decisão de nos mantermos na oposição a qualquer governo que saia deste segundo turno - o PCB orienta seus militantes e amigos ao voto contra Serra.

Com o possível agravamento da crise do capitalismo, podem aumentar os ataques aos direitos sociais e trabalhistas e a repressão aos movimentos populares. A resistência dos trabalhadores e o seu avanço em novas conquistas dependerão muito mais de sua disposição de luta e de sua organização e não de quem estiver exercendo a Presidência da República.

Chega de ilusão: o Brasil só muda com revolução!

PCB – PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO

COMITÊ CENTRAL

Rio de Janeiro, 13 de outubro de 2010

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Mineiro boliviano resgatado terá casa e emprego em seu país, diz Morales

O presidente boliviano Evo Morales anunciou que o mineiro boliviano Carlos Mamani, que será resgatado nesta terça-feira junto com outros 32 chilenos presos desde 5 de agosto na mina San José, no norte do Chile, terá trabalho e moradia assegurados em seu país.

"Aqui já garantimos um trabalho seguro e estamos tentando garantir uma moradia", disse Morales em declarações concedidas a correspondentes estrangeiros.

O desejo da esposa de Mamani de ter "uma casinha e um trabalho em Cochabamba (centro do país), vai ser realizado pelo governo (porque) a situação do irmão Mamani é muito dramática", disse o mandatário.

Morales irá de avião presidencial ao povoado mineiro de Copiapó para repatriar Mamani, de 23 anos, que estará entre os cinco primeiros a serem içados para a superfície.

"Se os médicos [chilenos] permitirem que [Mamani] retorne comigo, vamos retornar, vamos receber nosso irmão mineiro", anunciou Morales.

O mineiro repatriado terá um emprego na empresa estatal de petróleo YPFB, enquanto o ministro de Obras Públicas, Walter Delgadillo, ficou encarregado de procurar um terreno onde será construída uma casa como parte de um plano de casas próprias do governo.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Todo apoio às OCUPAÇÕES URBANAS em BH!

Companheiras, companheiros,

         A luta pela reforma urbana, pela moradia, pela descriminalização da pobreza e dos movimentos sociais, é luta de todos nós. Nossa tarefa principal agora é, portanto, apoiar e defender os moradores das valorosas Ocupações Dandara, Camilo Torres, Irmã Dorothy, Torres Gêmeas. Há indicadores de que haverá ofensiva para efetivar o despejo de todas as ocupações depois das eleições. Haverá também resistência.
         Precisamos, então, nos organizar em um forum permanente de apoio à Dandara, Camilo Torres, Irmã Dorothy, Torres Gêmeas.
        Neste sentido, fizemos uma reunião no Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania, no dia 04/10/2010, às 18:30, com a presença de quinze companheiras e companheiros dos seguintes movimentos e entidades: Associação dos Geógrafos do Brasil/AGB-BH; Comitê de Amigos do MST-Itália, Partido Comunista Brasileiro; Rede de Solidariedade das Ocupações Dandara, Irmã Dorothy e Camilo Torres; Brigadas Populares; D.A. FaE/UEMG; Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.
        Este coletivo propõe uma reunião ampliada com os movimentos de direitos humanos, as esquerdas, os sindicatos, as centrais sindicais, o movimento estudantil, o movimento popular.
         O objetivo da reunião é construir uma rede de apoio às ocupações. A proposta de pauta é a seguinte:

criar organicidade com a Rede de Solidariedade das Ocupações, já existente, representada pela Rosário - reforçar o núcleo de direitos humanos desta rede;

reforçar a solidariedade internacional;

avaliar a possibilidade de acionar a Corte Interamericana de Direitos Humanos;

amarrar o apoio político e material para respaldar a luta das ocupações;

criar uma rede alternativa de comunicação (blog e outros canais).

Chamamos a reunião para:

Dia 14/10/2010, 5a feira;

18:30 horas;

Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - Rua Hermilo Alves, 290 Santa Tereza (onibus 9210 / 9103; circulares 01 / 03; metrô Estação Santa Efigênia).

Aguardamos a confirmação e contamos com a presença de todas e todos.

Saudações libertárias, abração. Assinam esta convocação:

Associação de Geógrafos do Brasil / AGB-BH
Brigadas Populares
Comitê de Amigos do MST-Itália
Comitê Mineiro do Forum Social Mundial
D.A. FaE-UEMG
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania
Partido Comunista Brasileiro
União da Juventude Comunista
Rede de Solidariedade das Ocupações Dandara, Irmã Dorothy e Camilo Torres

Abaixo a repressão, abaixo Márcio Lacerda e Anastasia, os inimigos do povo!

Viva a resistência urbana e popular!

Todo o nosso apoio às Ocupações Dandara, Camilo Torres, Irmã Dorothy, Torres Gêmeas!

Pela reforma agrária e urbana, já!

Cultura - Rage Against The Machine dedica música para o MST

Sábado 09 de outubro. Itu, São Paulo, festival pelo meio ambiente chamado SWU. Independente da qualidade da maioria dos artistas brasileiros, a maioria não dão a mínima aos movimentos sociais e, um artista americano, em nosso país dizendo "this song is for our brothers and systers of MST: People of the Sun", ou seja, está música é uma dedicatória ao MST: People of the Sun, mostra que existe ainda mentes e corações abertos a uma uma nova sociedade e ficamos felizes em saber que a nossa luta é reconhecida.

Confira o som abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=KS_q5iZ63Ho&feature=player_embedded#!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

PCB perseguido na "Justiça" e pela "Justiça" em diferentes estados do Brasil

Acabo de saber que também em Goiás o PCB foi perseguido na e pela "Justiça". Eis o relato de nosso candidato a deputado federal Paulo Maskote:

"Desde o início da campanha temos sido perseguidos por meios de comunicação como o Diário da Manhã que tenta nos desqualificar a todo momento, pelo candidato Marconi Perillo que moveu mais de 70 ações na justiça contra o PCB e por último pelo TRE - Tribunal Regional Eleitoral que excluiu meu nome e foto no dia das eleições.

Realmente o TRE pediu a impugnação de minha candidatura pelo fato de eu não ter votado no Referendo do Desarmamento em 2005, mas já paguei a multa por tal ausência, e estou regular com minhas obrigações eleitorais. O TRE recebeu a prestação de contas parcial de minha candidatura, manteve meu programa de TV até o último dia e nos surpreendeu ao retirar nossa foto, nome e possibilidade de voto na legenda do PCB neste dia 03 de outubro.

A justiça não é imparcial, mantém a foto e nome do candidato Renner(PP) ao Senado mesmo após ele dizer que não é mais candidato, mantém também o nome de Adib Elias do PMDB após este ser impugnado pelo TSE por ser ficha-suja. Porém quando se trata de um partido de esquerda, o qual não se curva ao jeito “tradicional” de fazer política a história é outra.

Vamos todos juntos recorrer na justiça e acima de tudo nos manter nas ruas, nas lutas cotidianas."


Essa agressão do Estado e dos políticos capitalistas contra o Partido Comunista vem se somar aos vários processos de Aécio Neves e Anastasia contra o PCB em Minas Gerais e aos processos de Serra contra o PCB em São Paulo e a cassação de nossas candidaturas em São Paulo:
http://pcb-campinas.blogspot.com/2010/10/nota-da-cpr-sp-sobre-apuracao-de-votos.html . 

terça-feira, 5 de outubro de 2010

I CICLO DE PALESTRAS SOBRE AMÉRICA LATINA



Instituto Cultural Latino-Americano de Estudos e Pesquisas – CASA LATINA, a Brigada Nossa América – MG, o professor da Disciplina de Direito Internacional da PUC José Luiz Quadros de Magalhães, o Circulo Boliviano de MG e diferentes movimentos sociais que apóiam esta iniciativa, fazemos o convite para participar do “I CICLO DE PALESTRAS SOBRE AMERICA LATINA”“A BOLIVIA COMO ESTADO PLURINACIONAL”, as mudanças sociais e políticas e o desenvolvimento do país com a nova constituição.

Este projeto tem por objetivo discutir a realidade da América Latina, procurando ampliar a visão política e social do nosso continente, como estreitar os laços entre as instituições e movimentos sociais dos povos irmãos, e estimular à reflexão sobre a importância cada vez mais urgente da integração e a luta pela defesa da soberania dos povos, a cada dia mais ameaçada. O evento será realizado nos dias 7 e 8 de outubro, nas universidades da UFMG e PUC de Belo Horizonte e o dia 8 sexta feira as 18.30 horas habera um encontro entre os representantes dos movimentos sociais e políticos mais atuantes de BH com a companheira Shirley Orozco representante do governo da Bolivia, no Auditorio do Sitraemg, rua Euclides da Cunha, 14, Prado, (pela Av. Amazonas dois quarteiroes apos a Contorno á direita). Inicia com a exposição de documentarios sobre a Bolivia.

Os movimentos que trabalhamos pela integração de nosso Continente no estado de Minas Gerais – Brasil, aguardamos a sua participação no encontro.

Atentamente,

CASA LATINA - ICLAEP

COMIÇÃO ORGANIZADORA

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Camaradas e simpatizantes do PCB

Camaradas e Simpatizantes do PCB:



Neste fim de semana, vai se reunir, no Rio de Janeiro, o Comitê Central do PCB.

Dentre vários outros assuntos, vamos fazer um balanço da conjuntura, incluindo a campanha eleitoral, o movimento de massas, a situação internacional, o nosso Partido.



Será posteriormente divulgada a opinião do coletivo dirigente, a partir dos ricos debates que se darão. Decisões serão adotadas.



Seria inadequado se me antecipasse à reunião do órgão máximo de direção do PCB, para fazer algum balanço pessoal a respeito da campanha que se encerra, na qual o Partido me atribuiu importante tarefa. Procurei fazer o que estava ao meu alcance.



Só escrevo aqui para dizer que estamos todos prontos para novas batalhas e testemunhar que, em todos os cantos por onde andei, encontrei uma militância firme ideologicamente e consciente dos nossos objetivos na campanha, sobretudo o contraponto ao consenso burguês, a reconstrução revolucionária do PCB e os esforços para a criação de uma frente permanente, anticapitalista e antiimperialista.



Aos que aceitaram a tarefa de serem candidatos e aos que deram o melhor dos seus esforços na campanha, deixo aqui a minha cada vez mais convicta saudação comunista.



Um abraço.

Ivan Pinheiro

Programas Futebol e Política do Canal do Jornal O Poder Popular.

Programas Futebol e Política do Canal do Jornal O Poder Popular.  Camaradas; Segue os links dos Programas Futebol e Política do Can...