terça-feira, 30 de novembro de 2010

CARTA DO ENCONTRO REGIONAL DE BLOGUEIROS PROGRESSISTAS DE JUIZ DE FORA E ZONA DA MATA


Reunidos em Juiz de Fora, MG, nos dias 25, 26 e 27 de Novembro de 2010, em decorrência do I Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, blogueiros de Juiz de Fora e Zona da Mata Mineira, em seu primeiro encontro regional, deliberam o seguinte:



- As transformações promovidas pela INTERNET em todo o processo de comunicação, perceptíveis em momentos decisivos da História de nossos dias e desde o final do século XX e esse início do século XXI, apontam para a importância dessa ferramenta como fator de transformações políticas, econômicas e sociais.



- Todas as contradições do capitalismo, em sua versão neoliberal, se mostram plenas na chamada rede mundial de computadores, numa forma de exposição de suas vísceras, permitindo que a luta popular por um mundo alternativo gere condições objetivas para a construção de um contraponto que possibilite a emergência de novas formas de comunicação social.



- Ao mesmo tempo a Internet abre perspectivas de romper barreiras da comunicação restringindo o alcance e a influência da chamada grande mídia, ou mídia privada, instrumento de dominação das elites políticas e econômicas em todos os sentidos, permitindo a construção de canais de comunicação capazes de integrar campos diferenciados das forças populares em torno de princípios e ideais comuns.



- Os blogueiros discutiram a INTERNET no plano geral, o seu caráter revolucionário e as perspectivas de criação de uma ferramenta unificadora plural, progressista e solidária, capaz de incorporar uma rede de correspondentes pelo Brasil afora, visando à socialização das informações por eles geradas, que se preste a construir um processo de informação que resulte em formação, consciência e ação, levando em conta o tempo e o espaço que vivemos no mundo, particularmente na América Latina.



- Os blogueiros deste primeiro encontro entendem que devem ser privilegiadas as informações e lutas de suas cidades, compreendendo-as como realidade imediata de cada um e parte decisiva da luta do povo brasileiro.



- A integração de forças populares dentro desse espectro e por meio dessa ferramenta, abarcando companheiros de diferentes tendências, mas unidos em torno de objetivos comuns - a defesa da revolução bolivariana, dos novos rumos de países como o Uruguai, o Paraguai, a Argentina e países da América Central, dos governos progressistas da Nicarágua e El Salvador, da importância e peso de todo o processo da revolução cubana, bem como a resistência ao golpe militar contra o governo Zelaya em Honduras e às ações contrárias ao governo Chávez - todo esse conjunto de fatores dentro do processo político mundial aponta para a busca da unidade e da solidariedade entre os povos latino-americanos, percebendo o Brasil sua importância dentro dessa realidade, privilegiando a informação em contraponto à mídia privada.



- Assumimos o compromisso de combater sem tréguas os erros, omissões e manipulações que vêm caracterizando a ação da mídia privada. Exemplo de omissão é o silêncio diante dos genocídios na Palestina, no Iraque, no Afeganistão etc. Ao mesmo tempo denunciamos o processo de criminalização dos movimentos sociais e a discriminação de governos populares, rotulados de ditatoriais, procedimento padrão dessa mídia monopolizada, que comete crimes de lesa humanidade ao estimular a violência e preconceitos diversos.



- Repudiamos de maneira veemente o projeto de lei do Senador Eduardo Azeredo, PL 84/99, considerando-o um verdadeiro “AI-5 digital”, uma vez que cerceia o direito de informação e tolhe a liberdade de expressão, assegurando o monopólio da mídia privada.

O quadro de desmantelamento da potência imperialista e a gravidade do momento vivido em todo o mundo, os riscos de ações militares, a partir da instalação de bases militares norte-americanas em vários países da América Latina, nos levam, num país como o Brasil, a deliberar que a luta na INTERNET deve agregar e juntar forças populares, mesmo que diferenciadas, num enfrentamento organizado e sistematizado, mas generoso na abrangência, provocando debate e organizando a luta, dentro e fora da INTERNET.


Juiz de Fora, 27 de Novembro de 2010

SEMINÁRIO DE SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL


Nesta sexta-feira, 26 de novembro de 2010, a União da Juventude Comunista realizou em Belo Horizonte o Seminário de Solidariedade Internacional. A atividade aconteceu nos marcos dos eventos preparatórios para o XVIIº Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes que ocorrerá no mês de dezembro na África do Sul.

O Seminário de Solidariedade Internacional teve três atividades sendo duas mesas redondas e um painel temático. O objetivo principal do Seminário foi proporcionar ao público de estudantes, jovens trabalhadores, militantes sociais, pesquisadores e interessados em geral, um espaço de reflexão, informação e orientação prática para à participação em ações coordenadas no terreno da Solidariedade Internacional promovidas por entidades brasileiras.

Com o lema do XVIIº Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes – África do Sul: “Por um mundo de paz, solidariedade e transformações sociais. Derrotemos o imperialismo!” foi composta a mesa número um do Seminário de Solidariedade Internacional.

Na próxima semana uma série de atividades marcará o Dia Internacional de Solidariedade à Palestina no Brasil (29 de novembro). Em Belo Horizonte , Jadallah Safa membro do CAPAI (Comitê Árabe Palestino de Apoio à Intifada) e coordenador do Comitê Democrático Palestino – Brasil esteve presente na primeira mesa do seminário apresentando uma análise marxista da atualidade da questão palestina.

A professora Dirlene Marques, coordenadora do Comitê Mineiro do Fórum Social Mundial também apresentou suas reflexões sobre a construção da Frente Anticapitalista e Antiimperialista.O Comitê Mineiro do Fórum Social Mundial completou neste ano 10 anos de atividades e planeja organizar entre os dias 21 e 24 de abril de 2011 o V Fórum Social Mineiro com a temática da “Unidade dos Movimentos Sociais”.

A jornalista Mirian Gontijo - Presidente da Associação Cultural José Martí – Minas Gerais apresentou seu artigo sobre o papel do jornalismo na integração latino americana. A entidade é promotora das tradicionais Brigadas de Solidariedade e das Convenções Nacionais de Solidariedade a Cuba.

Na coordenação da mesa, Valmiria Guida – secretária geral da Casa da América Latina, entidade sediada no Rio de Janeiro, apresentou as atividades desenvolvidas pela CAL, com a parceria de entidades sindicais e associações, em solidariedade ativa aos povos latinos americanos e informações sobre como participar da referida entidade.

“O papel da juventude na luta antiimperialista” foi o tema central discutido na segunda mesa do evento. Kélem Rosso da Juventude Comunista Avançando – JCA ligada a Corrente Comunista Luís Carlos Prestes apresentou a plataforma de luta de sua organização, Wellington representando a Juventude do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – Via Campesina – Brasil apontou as principais tarefas desenvolvidas pelo movimento em nível nacional e internacional, o núcleo de BH da Marcha Mundial das Mulheres foi representado pela estudante Zi Vieira. A coordenação ficou a cargo da camarada Suzana da União da Juventude Comunista ligada ao Partido Comunista Brasileiro. Estudantes angolanos ligados ao Movimento Popular de Libertação da Angola também prestigiaram o evento e teceram considerações acerca da atual situação Angolana.

O Painel sobre o “XVIIº Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes e os 65 anos da Federação Mundial das Juventudes Democráticas - FMJD” contou com a presença do professor José Angelo, ex-membro da União da Juventude Comunista, tendo o mesmo participado nos anos oitenta do Festival realizado na República Popular Democrática da Coréia. No painel o camarada Túlio Lopes repassou as informações sobre a mobilização e preparação para o XVIIº Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes – África do Sul – Dezembro de 2010. A atividade foi gravada e será editada em DVD para os militantes e interessados que não puderam comparecer ao local do evento.



“Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros.”



Ernesto Che Guevara

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

WWW.SEMINARIODESOLIDARIEDADEINTERNACIONAL.BLOGSPOT.COM


SEMINÁRIO DE SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL

SEXTA–FEIRA - 26 DE NOVEMBRO DE 2010

LOCAL:

Instituto de Ciências Exatas (perto da Praça dos Serviços) – UFMG – Campus Pampulha.

INSCRIÇÕES:

As inscrições podem ser feitas por e-mail: semsolidariedadeinternacional@gmail.com ou no dia e local do Seminário de Solidariedade Internacional.

PROGRAMAÇÃO:

09 horas – APRESENTAÇÃO.

09 horas e 30 minutos –

MESA 1 – Por um Mundo de Paz, Solidariedade e Transformações Sociais, derrotemos o imperialismo!

Professora Dr. Dirlene Marques - Comitê Mineiro do Fórum Social Mundial.

Jornalista Mirian Gontijo - Associação Cultural José Martí de Minas Gerais.

Jadallah Safa - Comitê Democrático Palestino - Brasil.

Coordenação - Valmiria Guida - Casa da América Latina.

13 horas e 30 minutos –

MESA 2 – O papel da juventude na luta antiimperialista

Neto - MST - Juventude da Via Campesina - Brasil

Kelen Rosso - Juventude Comunista Avançando

Zi Reis - Marcha Mundial das Mulheres

Coordenação – Luis Fernando - União da Juventude Comunista

16 horas e 30 minutos –

PAINEL: XVIIº Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes - África do Sul e 65 anos da Federação Mundial das Juventudes Democráticas.

Expositores:
Hugo e José Ângelo.
Coordenação - Túlio Lopes

REALIZAÇÃO:
União da Juventude Comunista – Brasil.

APOIO:
Associação Cultural José Martí - MG

Comitê Mineiro do Fórum Social Mundial

Casa da América Latina

Diretório Acadêmico do ICEX - UFMG

Diretório Acadêmico da FAE - UEMG

Fundação Dinarco Reis

Instituto Caio Prado Junior

Márcio Lacerda privatiza 81 bens públicos de Belo Horizonte e o governo de MG sucateia Copasa

Minas Livre - [Carlos Alberto Cândido] Está no noticiário, mas ninguém parece ter se dado conta da importância do fato nesta cidade de imprensa submissa: o prefeito Márcio Lacerda (PSB) vai promover a maior privatização de imóveis públicos que Belo Horizonte e talvez qualquer cidade brasileira já viu. Serão 81 imóveis municipais, que irão a leilão, inclusive o Mercado Distrital da Barroca e a mansão residencial do prefeito, localizada às margens da Lagoa da Pampulha, próximo do Museu de Arte, e que tem um painel de Guignard. A informação é que o painel será retirado, mas até que isso aconteça, é melhor desconfiar.
O pior, porém, é ver dezenas de terremos desocupados, com tamanhos variando entre 1 mil e 10 mil metros quadrados, segundo notícia do Estado de Minas, se transformarem em mais espigões. Se tem uma coisa de que Belo Horizonte não precisa hoje é que áreas públicas se transformem em empreendimentos imobiliários. Muito melhor seria ver esses lotes virarem praças e parques, para lazer da população, com muitas árvores para ajudar a despoluir o ar. Ao contrário do que se diz, Belo Horizonte tem pouquíssimas áreas verdes; tem muitas árvores, mas elas estão nos passeios.

Em Belo Horizonte é impossível até andar nos passeios, tomados por lixos, lixeiras, postes, árvores, canteiros, carros e motos estacionados, obras de construção, mesas de bar, cocôs de cachorro, orelhões, caixas de correio e uma infinidade de obstáculos. Áreas públicas são uma necessidade nas grandes cidades. Quando as pessoas moram em casas, têm quintais e conhecem os vizinhos, a vida comunitária se forma assim. Quando casas são substituídas por edifícios, esse convívio desaparece juntamente com espaços privados.

É preciso, portanto, criar praças, parques, espaços de lazer, com bastante verde, para que as pessoas convivam e façam caminhadas, para que crianças brinquem e idosos possam sair dos apartamentos. O prefeito, que mora num condomínio em Nova Lima e se considera moderno, que é rico e já viajou o mundo inteiro, deveria saber disso, pois as grandes metrópoles mundiais estão preocupadas com espaços públicos. Mas não, sua política é de privatizar os espaços públicos e administrar a cidade como se fosse uma empresa lucrativa.

Foi o que fez com a Praça da Estação, cujo uso agora só se dá mediante pagamento de aluguel. Para que um artista se apresente na Praça 7, agora tem que ter alvará, como mostra notícia publicada neste portal. O prefeito gosta também de transformar áreas verdes em empreendimentos imobiliários, como está fazendo com a Mata do Isidoro, que será transformada na Vila da Copa, visando a abrigar delegações para a Copa da Fifa.

A privatização dos espaços públicos será certamente a marca do mandato do prefeito empresário, que tenta administrar Belo Horizonte como uma empresa: o que não dá lucro – cultura, por exemplo – não tem serventia. Não à toa recebeu vaia monumental do maior auditório da cidade, o Palácio das Artes, durante o Festival Internacional de Teatro (FIT), em agosto passado. Já tinha passado por isso na festa de encerramento do festival Comida di Buteco, em maio.

Empresário da cidade, o prefeito atua como auxiliar do capital, que destrói rapidamente todos os espaços vazios da cidade, derruba casas, escolas e até clubes – como acontecerá, ao que tudo indica, com o centro de lazer do América, no Bairro Ouro Preto – para erguer no lugar enormes edifícios.

É dever da prefeitura conter a especulação imobiliária, em defesa da qualidade de vida para os belo-horizontinos. Em vez disso age ela também a favor da deterioração do município. A intenção, diz a notícia, é fazer um caixa de R$ 200 milhões. O mercado vale no mínimo R$ 19,5 milhões; a casa do prefeito, R$ 1 milhão (só? Este é o preço de um apartamento na zona sul…). O governo FHC mostrou o que acontece com dinheiro de privatizações: desaparece sem trazer nenhum benefício social.

É incrível que nenhum representante dos belo-horizontinos, nenhum vereador, nenhuma organização da sociedade tenha ainda se levantado contra a realização desse crime contra o patrimônio público, movendo, inclusive, uma ação na justiça.



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Anastasia e Aécio Neves devem ser denunciados por desvio de recursos

Minas Livre - [Fabricio Menezes] Sob a grave acusação de desvio de R$ 4,3 bilhões do orçamento do Estado de Minas Gerais e que deveriam ser aplicados na saúde pública, a administração Aécio Neves/Antônio Anastasia (PSDB) – respectivamente ex e atual governador mineiro – terá que explicar à Justiça Estadual qual o destino da bilionária quantia que supostamente teria sido investida em saneamento básico pela Copasa entre 2003 a 2009.

Devido à grandeza do rombo e às investigações realizadas pelo Ministério Público Estadual (MPE) desde 2007, por meio das Promotorias Especializadas de Defesa da Saúde e do Patrimônio Público, o escândalo saiu do silêncio imposto à mídia mineira e recentemente foi divulgado até por um jornal de âmbito nacional.

Se prevalecer na Justiça o conjunto de irregularidades constatadas pelo MPE na Ação Civil Pública que tramita na 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual sob o número 0904382-53.2010 e a denúncia na ação individual contra os responsáveis pelo rombo contra a saúde pública, tanto o ex-governador Aécio Neves, quanto o candidato tucano Antônio Anastasia, o presidente da Copasa, Ricardo Simões, e a contadora geral do Estado poderão ser condenados por improbidade administrativa.

Dos R$ 4,3 bilhões desviados, R$ 3,3 bilhões constam da ação do MPE, que são recursos supostamente transferidos pelo governo estadual (maior acionista da Copasa) para investimento em saneamento básico, na rubrica saúde, conforme determina a lei, entre 2003 e 2008. Como a Justiça negou a liminar solicitada pela promotoria no ano passado, para que fossem interrompidas as supostas transferências, a sangria no orçamento do Estado não foi estancada.

De acordo com demonstrativos oficiais da Secretaria de Estado da Fazenda, somente em 2009 a Copasa recebeu mais de R$ 1,017 bilhões do governo Aécio/Anastasia para serem aplicados em ações e serviços públicos de saúde para cumprimento da Emenda Constitucional nº 29/2000, à qual os estados e municípios estão submetidos, devendo cumpri-la em suas mínimas determinações, como, por exemplo, a aplicação de 12% do orçamento em saúde pública (a partir de 2004), considerada a sua gratuidade e universalidade. Em 2003 a determinação era que se aplicasse o mínimo de10% da arrecadação.

Da mesma forma que não se sabe o destino dos R$ 3,3 bilhões questionados pelo MPE, também não se sabe onde foi parar esses R$ 1,017 supostamente transferidos para a Copasa em 2009.

O cerco do MPE às prestações de contas do governo estadual iniciou-se em 2007, quando os promotores Josely Ramos Ponte, Eduardo Nepomuceno de Sousa e João Medeiros Silva Neto ficaram alertas com os questionamentos e recomendações apresentadas nos relatórios técnicos da Comissão de Acompanhamento da Execução Orçamentária (CAEO), órgão do Tribunal de Contas do Estado (TCE), desde a primeira prestação de contas do governo Aécio. Chamou-lhes a atenção, também, o crescimento, ano a ano, a partir de 2003, das transferências de recursos à Copasa para aplicação em saneamento e esgotamento sanitário.

Os promotores Josely Ramos, Eduardo Nepomuceno e João Medeiros querem que a administração do governo de Minas e da Copasa, conduzida na gestão Aécio Neves/Anastasia, devolva ao Fundo Estadual de Saúde os R$ 3,3 bilhões que é objeto da Ação Civil Pública que tramita na 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual e que segundo eles podem ter sido desviados da saúde pública.

No pedido de liminar na ação, os promotores já antecipavam e solicitavam à Justiça que “seja julgado procedente o pedido, com lastro preferencial na metodologia dos cálculos apresentados pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, para condenar os réus, solidariamente ou não, à devolução de todos os valores transferidos à COPASA do orçamento vinculado às ações e serviços de saúde que não foram utilizados em saneamento básico entre os anos de 2003 e 2008, totalizando R$ 3.387.063.363,00 (três bilhões, trezentos e oitenta e sete milhões, sessenta e três mil e trezentos e sessenta e três reais), a serem depositados no Fundo Estadual de Saúde.”

Como o MPE encurralou o governo e Copasa

Para encurralar o governo do Estado e a Copasa, o MPE se valeu de sua autonomia investigativa e requereu às duas instituições as provas que pudessem revelar como foram aplicados os recursos públicos constantes das prestações de contas do Executivo e nos demonstrativos financeiros da empresa.

O que os promotores constataram foi outra coisa ao analisarem os pareceres das auditorias externas realizadas durante esse período: “Além disto, as empresas que realizaram auditoria externa na COPASA, durante o período de 2002 a 2008, não detectaram nos demonstrativos financeiros da empresa os recursos públicos que deveriam ser destinados a ações e serviços da saúde.”

As discrepâncias contidas nas prestações de contas do Estado levaram os promotores a consultar a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), à qual a Copasa deve apresentar seus demonstrativos financeiros e balanços anuais.

Em sua resposta à consulta, a CVM respondeu ao Ministério Público Ofício que “após análise de toda a documentação, não foram encontrados evidências da transferência de recursos da saúde pública para investimentos da COPASA, nos termos da Lei Orçamentária do Estado de Minas Gerais e na respectiva prestação de contas do Estado de Minas Gerais, conforme mencionado na consulta realizada por esta Promotoria de Justiça”.

Na página 26 das 30 que compõem a ação, os promotores afirmam o seguinte sobre a ausência das autoridades convocadas para prestar esclarecimentos sobre o assunto:

“Ressalte-se que a COPASA recusou-se a prestar informações ao Ministério Público sobre os fatos aqui explicitados. Notificado a comparecer na Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde, seu Presidente apresentou justificativa na data marcada e não compareceu.A Contadora Geral do Estado também notificada a prestar esclarecimentos, na condição de técnica que assina a Prestação de Contas, também apresentou justificativa pífia e não compareceu na data marcada. Finalmente, a Auditora Geral do Estado, que também assina as Prestações de Contas do Estado, que poderia e até deveria colaborar com a investigação, arvorou-se da condição de servidora com status de Secretário de Estado, por força de dispositivo não aplicável à espécie, contido em lei delegada estadual (sic) e não apresentou qualquer esclarecimento ao Ministério Público.”

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

II Seminário Estadual do Instituto Caio Prado Junior - Seção Minas Gerais

http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/





CICLO DE CONFERÊNCIAS SOCIALISMO E EDUCAÇÃO - PROGRAMAÇÃO

22 e 23 de novembro de 2010 - Faculdade de Educação - UFMG



22/11 segunda-feira - Auditório Neidson Rodrigues

8:30hs – Ato de abertura com execução de “A Internacional”



9:00hs - Lênin: a política como educação revolucionária

Prof. Dr. Antônio Carlos Mazzeo (Unesp-Marília), presidente do Instituto Caio Prado Jr.

Prof. Sérgio Miranda (ex-deputado federal)

Prof. Dr. Antônio Júlio de Menezes Neto (UFMG), coordenador da mesa



14:00hs - O marxismo na América Latina: Caio Prado Jr., Paulo Freire e José Carlos Mariátegui

Prof. Dr. Antônio Júlio de Menezes Neto (UFMG)

Prof. Dr. Pablo Luiz de Oliveira Lima (UFMG)

Mestrando Fernando Conde UFMG), coordenador da mesa



18:00hs – Atividade cultural: apresentação da peça “Estômago” pela Cia. Crônica de teatro

Lançamento da revista do Instituto Caio Prado Jr. Novos Temas Número 2



23/11 terça-feira - Auditório Neidson Rodrigues

08:30hs - Gramsci e a escola unitária; Althusser e os aparelhos ideológicos.

Profa. Dra. Rosemary Dore (UFMG)

Prof. Dr. Walter Evangelista (UFMG)

Doutoranda Adilene Gonçalves Quaresma (UFMG), coordenadora da mesa



14:00hs - Marx, trabalho, práxis e educação

Prof. Dr. Hormindo Pereira de Souza Júnior (UFMG)

Prof. Ms. Paulo Denisar Fraga (UNIFAL-MG - Universidade Federal de Alfenas)

Graduanda em Pedagogia Aryanne Martins Oliveira (UFMG), coordenadora da mesa



18:00hs – Coquetel de encerramento



Realização:

Núcleo de Estudos sobre Trabalho e Educação (NETE-UFMG)

Linha de Pesquisa Política, Trabalho e Formação Humana do Programa de Pós-Graduação em Eduacação da FaE-UFMG

Instituto Caio Prado Jr. - Seção Minas Gerais

Associação dos Geógrafos do Brasil – AGB-BH

Diretório Acadêmico Walquíria Afonso Costa – FaE-UFMG



Apoio:

CENEX – FaE-UFMG



As inscrições serão feitas no site do evento, ainda em construção. Inscrições prévias podem ser feitas pelo email plolima@yahoo.com. Envie somente o nome completo, instituição onde trabalha/estuda, organização política em que milita, se for o caso, e RG

A arte vence a repressão

Trabalhador artístico do Rio de Janeiro quase é impedido de exercer sua profissão. Felizmente a arte venceu a repressão. Vejam o vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=rWwEaTYddOo&feature=share

domingo, 14 de novembro de 2010

A Zona na Mata do Krambeck


Trailer de desenho animado produzido em Juiz de Fora, no qual colaboraram nossos camaradas Kaizim e Rubens.

Para quem não sabe, a Mata do Krambeck é a maior reserva particular de mata atlântica existente em meio urbano que se tem notícia – no caso, no meio da cidade de Juiz de Fora/MG. Até pouco tempo esteve sob a ameaça de ter um condomínio de luxo em uma de suas partes.

O curta trata de dois amigos que tentam explicar e mobilizar a população (fauna) local para evitar esta ocorrência.

Saibam mais em http://www.azonanamata.info/ .

SEMINÁRIO DE SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL

BELO HORIZONTE – SEXTA-FEIRA – 26 DE NOVEMBRO DE 2010

PROGRAMAÇÃO:

09 HORAS – APRESENTAÇÃO:

09 HORAS E 30 MINUTOS - MESA 1 – Por um Mundo de Paz, Solidariedade e Transformações Sociais, derrotemos o imperialismo!

Jadallah Safa - Comitê Democrático Palestino - Brasil.

Professora Dr. Dirlene Marques - Comitê Mineiro do Fórum Social Mundial.

Jornalista Mirian Gontijo - Associação Cultural José Marti de Minas Gerais.

Coordenação: Representante da Casa da América Latina.


13 HORAS E 30 MINUTOS – MESA 2 – O papel da juventude na luta antiimperialista.

Organizações convidadas:

Juventude da Via Campesina – Brasil.

Juventude Comunista Avançando – Brasil.

Marcha Mundial das Mulheres.

Coordenação: Representante da União da Juventude Comunista.


16 HORAS E TRINTA MINUTOS – PAINEL sobre o XVII Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes – África do Sul.

REALIZAÇÃO:
União da Juventude Comunista – Brasil.

APOIO:
Diretório Acadêmico do ICEX – UFMG.
Diretório Acadêmico da FAE – UEMG.
Associação Cultural José Marti – MG.
Comitê Mineiro do Fórum Social Mundial.
Casa da América Latina.
Instituto Caio Prado Junior.
Fundação Dinarco Reis.

INSCRIÇÕES:
E-mail: semsolidariedadeinternacional@gmail.com. Envie somente o nome completo, instituição onde trabalha/estuda, organização política em que milita, se por o caso, e o número do telefone.

Maiores Informações: 31-32016478 / 31-84157977

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

INTERSINDICAL


Instrumento de Luta dos Trabalhadores Brasileiros

O momento em que se realiza esse Encontro da Intersindical representa um ponto de retomada das lutas da classe trabalhadora em todo o mundo. Na Europa, a retomada das lutas surge como resposta aos projetos da burguesia de fazer com que as massas paguem o preço da crise pela imposição de um conjunto de contra-reformas. Para sanar a crise do capital, os governo da União Européia, inclusive aqueles que nominalmente se dizem socialistas ou social-democratas (caso da Espanha e Grécia), apresentam como saída um profundo corte nos gastos públicos, cujos impactos se farão sentir na demissão de funcionários públicos e em uma nova reforma de previdência social que dificultará ainda mais o acesso à aposentadoria. É em reação a tais planos de ajuste que os trabalhadores europeus, especialmente os da França e Grécia, têm protagonizado grandes lutas de massa, realizando em curto período de tempo várias greves gerais.



É importante considerarmos que a magnitude dos ataques contra os trabalhadores pode representar o começo do fim das ilusões com a social-democracia e com a construção de um Estado de bem-estar social. Esse movimento poderá abrir uma nova conjuntura mundial onde os trabalhadores, em reação aos ataques sofridos, adquiram um protagonismo capaz de oferecer saídas alternativas a ordem capitalista. Em outras palavras, dentro da impossibilidade do capital superar a crise sem retirar direitos, podemos estar assistindo o aparecimento de uma retomada das lutas operárias de orientação anticapitalista.



Mas os ataques do capital não se resumem apenas ao âmbito da esfera econômica e na retirada de direitos dos trabalhadores. A crise também aumenta a agressividade do capitalismo, que tendo à frente o imperialismo norte-americano, acena com a possibilidade de novas guerras como forma de manter a produção aquecida e, assim, superar a crise. Tais fatos demonstram que o capitalismo a cada dia se torna uma ameaça à existência da espécie humana, precisando ser urgentemente derrotado para não sucumbirmos num aumento ainda maior da barbárie e de uma crise de dimensões ainda maiores.



No Brasil, a crise econômica não atingiu o mesmo nível das economias centrais. Nem por isso os ataques aos trabalhadores foram menores. As demissões, a rotatividade da força de trabalho como forma de reduzir salários e direitos, as terceirizações e as mudanças na legislação trabalhista continuam se aprofundando, com os argumentos oportunistas de que são medidas “necessárias para fazer frente e defender a economia brasileira da crise internacional”. Isso deixa claro que para o capital, quem sempre deve pagar o preço de sua crise são os trabalhadores. Além das demissões, os efeitos da crise no Brasil foram sentidos pelos trabalhadores de outra forma, pela intensificação, para os que ficaram na produção, do ritmo de trabalho e no grau de exploração.



Enquanto o capital recebeu gordos benefícios por parte do Estado para não verem seus lucros diminuídos, aos trabalhadores restou amargar o desemprego, a intensificação da exploração e medidas paliativas como o aumento de parcelas do seguro desemprego. Isso mostra que tanto no Brasil como no mundo, a ação do Estado capitalista, no sentido de salvar o lucro das empresas, jogou por terra toda a cantilena neoliberal do Estado mínimo. Diante da crise o Estado foi máximo, agindo para salvar os interesses do capital.



A nova presidente eleita já demonstrou que aprofundará as medidas de ajuste fiscal e de medidas macroeconômicas de interesse do capital, podendo também aprofundar a já precária condição do trabalho em nosso país, dando continuidade ao ciclo de contra-reformas que poderão atingir a previdência social, os direitos trabalhistas e aprofundar ainda mais as precárias condições para a venda da força de trabalho.



Esse quadro de ataque aos nossos direitos previsto para o próximo período encontra o movimento sindical dividido e fragmentado. De um lado, o campo abertamente governista, formado por centrais sindicais pelegas e neopelegas (CUT, Força Sindical, UGT, CTB e NCST), cuja lealdade ao governo é garantida pela repartição que este faz com as centrais do dinheiro do imposto sindical. Estas centrais, durante a crise, foram cúmplices e participantes ativos dos ataques promovidos pelo capital contra os trabalhadores, ao assinarem acordos que rebaixavam direitos, como salários, em nome da manutenção dos empregos. De outro, há um campo antigovernista, (formado pela Intersindical, pela Conlutas, e por organizações sindicais ligadas ao Psol) herdeiro de uma concepção classista e combativa, que busca reorganizar o movimento da classe, mas que se encontra dividido e fragmentado.



Os trabalhadores brasileiros, em sua rica história de lutas, vivenciaram diversas experiências organizativas. Todas essas experiências refletiram o momento histórico vivido pela luta dos trabalhadores e o seu grau de organização. Tiveram o seu surgimento, existência e desaparecimento condicionados pela necessidade histórica de os trabalhadores construírem as suas organizações para enfrentar o capital, naquele estágio da luta de classes.



A superação dos limites organizativos impostos pelo Estado, com a circunscrição dos sindicatos à representação das respectivas categorias, sempre foi bandeira do movimento sindical em nosso país. A luta pela liberdade e autonomia sindicais sempre esteve presente na pauta da classe trabalhadora.



Do bojo da CUT surgem duas experiências organizativas dos trabalhadores no país: a Intersindical e a Conlutas. A Intersindical foi fundada pelos setores que romperam com a CUT no processo congressual dessa entidade no ano de 2006. A Intersindical surgiu como um instrumento de organização e luta dos trabalhadores. Participaram de sua fundação a Unidade Classista - PCB, a ASS e as correntes do PSOL que não faziam parte da Conlutas: a APS, o Enlace e o Csol. Mesmo sem organização em todos os estados, a Intersindical teve um papel relevante nas lutas do último período.



Em 2008, no II Encontro Nacional da Intersindical, em São Paulo, após um profundo debate sobre a oportunidade ou não de se criar a Central Sindical naquele momento, precipitou-se uma fissura nesse encontro, tendo como eixo norteador a continuidade da Intersindical ou a unificação com a Conlutas. As correntes do PSOL optaram pela estratégia de unificação com a Conlutas, o que redundou na convocatória para o Congresso de Santos, em 05 e 06 de junho deste ano. Por outro lado, os comunistas, a ASS e independentes optaram por reforçar a Intersindical como instrumento de organização e luta dos trabalhadores.



O Congresso de Santos, que teria como objetivo principal a unificação da Conlutas com as correntes do PSOL que reivindicam a Intersindical, terminou com a retirada dessas correntes, juntamente com Unidos pra Lutar e do Movimento Avançando Sindical. O fracasso da tentativa de unificação tem causas que transcendem o Congresso e evidenciam as contradições de concepção de central, da metodologia de sua construção e de condução do processo em si.



A UC contrapôs à concepção de central sindical e popular defendida pela Conlutas, a necessidade de uma organização que expresse a intervenção dos trabalhadores enquanto classe, tendo como mote a contradição capital-trabalho. Os movimentos contra a opressão – anti-racismo, gênero, diversidade sexual – devem ser entendidos pelo ponto de vista de classe. Essas questões são importantes, mas são dimensões da exploração e da opressão do capital sobre o trabalho. Sem essa compreensão, os movimentos contra a opressão se tornam movimentos de busca por melhores condições de participação na dinâmica do sistema capitalista.



Todas as experiências organizativas dos trabalhadores brasileiros refletiram uma necessidade colocada pelo grau de mobilização do movimento operário. Apesar de lutas significativas de diversos ramos e categorias, a mobilização da classe trabalhadora não possui ainda um caráter nacional. A necessária unidade de ação do conjunto da classe é uma tarefa para este momento. Para tal, a ação da central supera o puro e simples economicismo. Ultrapassa, também, as manifestações espontâneas dos trabalhadores. A ação econômica, sem politização, descamba no peleguismo e na adaptação do movimento operário ao jogo da concorrência capitalista. Ou seja, não bastam conquistas salariais e de melhores condições de trabalho. Também é importante superar o obreirismo, evitando a divisão entre setor público e privado, situação formal ou informal, lutas da cidade e do campo.



O patamar da luta de classes no Brasil coloca para os trabalhadores a necessidade da construção de uma Central Sindical Classista. O maior patrimônio do movimento operário é a sua unidade. Mas essa unidade não pode ser construída burocraticamente. Promover essa unidade de ação é responsabilidade dos setores que se reivindicam de vanguarda. Nós da UC estamos dispostos a participar de todas as discussões necessárias à construção da unidade de ação e do programa capazes de nortear o caminho para a efetiva criação da Central Sindical Classista, uma central autônoma frente ao governo e ao patronato, que tenha centro nas organizações sindicais da classe trabalhadora. A construção dessa central não pode ser fundada por mero ato de vontade. Sua concepção tem que ser debatida a fundo entre as organizações da classe e não pode se submeter apenas às disputas entre partidos e correntes. A Central surgirá como uma construção da luta dos trabalhadores em nosso país, juntamente com a sua vanguarda, organizada na unidade de ação.



Nesse sentido, fortalecimento da Intersindical - instrumento de organização e luta dos trabalhadores – passa pela firme determinação de ampliar a luta dos trabalhadores, contra o capital, desde a base, e com todas aquelas organizações sindicais classistas que, nesse difícil momento, lutam para resistir aos ataques do capital e para avançar nas conquistas. Para o fortalecimento da Intersindical, devemos buscar garantir a participação de todas as organizações que entendem a necessidade de construção de uma Central Sindical Classista surgida da ação e do debate entre as diversas forças representativas da classe trabalhadora, que se dedicam de fato à unidade e à organização da classe no enfrentamento ao capital e na perspectiva da construção da sociedade socialista em nosso país.



UNIDADE CLASSISTA/PCB

Entre em Contato

www.pcb.org.br / pcb@pcb.org.br

III ENCONTRO NACIONAL INTERSINDICAL

terça-feira, 9 de novembro de 2010


O Grupo de Estudantes Angolanos em comemoração ao 35º Aniversário da Independência da República de Angola vem pelo presente convidá-los para o Workshop com o tema: Angola, passado, presente e desafios futuros rumo ao desenvolvimento.







- Abertura com apresentação cultural: Grupo Dikanza



- A mesa será composta pelos seguintes oradores: António Chimuco e Alberto Macaia (médicos angolanos) e como moderador Nuno Barroso (estudante angolano).



- Encerramento com dança típica angolana por estudantes angolanas.











Local do Evento: FAE , sala : 4102



Data : 09/11/10



Horário: 16h ás 19h



Realização: Grupo de Estudantes Angolanos



Apóio: Universidade Federal de Minas Gerais

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

LULISMO E O MOVIMENTO SOCIAL

Conferencista: Rudá Ricci

Debatedores:

Representantes do PCB (Partido Comunista Brasileiro), PSTU, PSOL, PCR, PCO e do IHG.

Local: Centro Cultural da UFMG – Av. Santos Dumont, 174

Dia 8 de novembro de 2010, às 18,30h

sábado, 6 de novembro de 2010

Seminário sobre Marxismo na FACE - UFMG

O grupo de pesquisa em Economia Política Contemporânea do Cedeplar-UFMG promoverá nos próximos dias 11 e 12 de novembro o seminário A Linha Geral. O evento tem por objetivos de debater diferentes visões e interpretações da crítica da economia política de Marx e discutir alguns aspectos da transformações contemporâneas do capitalismo. Para tanto, contamos com a presença de especialistas convidados e a participação de todos os interessados.

Data: 11 e 12 de novembro de 2010
Local: Auditório 1 - FACE-UFMG

A inscrição e a grade de horários se encontra no site http://www.cedeplar.ufmg.br/pos-em-economia/seminarios/a-linha-geral.php .

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Manifestação em defesa das comunidades ameaçadas de despejo forçado


A capital de Minas Gerais poderá ser palco de um verdadeiro massacre contra milhares de famílias que vivem nas comunidades Camilo Torres (Barreiro), Irmã Dorothy I (Barreiro), Irmã Dorothy II (Barreiro), Conjunto Águas Claras (Barreiro), Dandara (Céu Azul), Recanto UFMG (av. Antônio Carlos) e Torres Gêmeas (Santa Tereza). O tribunal de Justiça de Minas Gerais, ofendendo as leis e a própria Constituição, determinou que a Polícia Militar jogasse nas ruas as famílias que moram nessas ocupações, demolindo suas casas, sem oferecer nenhuma alternativa digna. Por outro lado, a prefeitura e o governo estadual lavaram as mãos como se não tivessem nada a ver com o problema habitacional e com a penúria em que vive o povo pobre de periferia. Resumindo, as autoridades mineiras tratam a luta das organizações populares e dos movimentos sociais como caso de polícia, negando-se ao diálogo e ao entendimento. Diante disso, na sexta-feira – dia 05/11 às 16 horas concentração na Praça Sete em Belo Horizonte faremos um ato em defesa das comunidades ameaçadas.

Neste dia será lançado o Manifesto em defesa das comunidade ameaçadas de despejo forçado. Segue em anexo convocatória e o manifesto.

Contra as remoções forçadas, em luta pelo Direito à Cidade!

FORÚM PERMANENTE DE SOLIDARIEDADE ÀS OCUPAÇÕES_BH

Contatos: solidariedadeocupacoesbh.wordpress.com

Para assinar o manifesto envie um e-mail para: solidariedadeocupacoesbh@gmail.com

Apoie essa causa você também!

Participe!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

NEGOCIAÇÃO SIM!DESPEJO NÃO!

Manifesto em defesa das comunidades ameaçadas de despejo forçado

FORÚM PERMANENTE DE SOLIDARIEDADE ÀS OCUPAÇÕES_BH



Ao povo de Belo Horizonte, do Brasil e do mundo:



A capital de Minas Gerais poderá ser palco de um verdadeiro massacre contra milhares de famílias que vivem nas comunidades Camilo Torres (Barreiro), Irmã Dorothy I (Barreiro), Irmã Dorothy II (Barreiro), Conjunto Águas Claras (Barreiro), Dandara (Céu Azul), Recanto UFMG (av Antônio Carlos) e Torres Gêmeas (Santa Tereza). O tribunal de Justiça de Minas Gerais, ofendendo as leis e a própria Constituição, determinou que a Polícia Militar jogasse nas ruas as famílias que moram nessas ocupações, demolindo suas casas, sem oferecer nenhuma alternativa digna. Por outro lado, a prefeitura e o governo estadual lavaram as mãos como se não tivessem nada a ver com o problema habitacional e com a penúria em que vive o povo pobre de periferia. Resumindo, as autoridades mineiras tratam a luta das organizações populares e dos movimentos sociais como caso de polícia, negando-se ao diálogo e ao entendimento. Diante disso, é preciso esclarecer essa situação para que a população de Belo Horizonte não permita que mais uma grande injustiça manche a História da nossa cidade e do nosso estado.



1º – Essas comunidades foram construídas e organizadas em imóveis e terrenos que estavam completamente abandonados, com grande dívida de impostos e sem cumprir a função social da propriedade (CF/88, art. 5º, inc. XXIII). Por isso, são áreas que poderiam perfeitamente ser desapropriadas mediante indenização e destinadas para fins de moradia popular, conforme prevê a lei;



2º – O direito à moradia e à segurança da posse está acima do direito de propriedade, sobretudo quando o direito de propriedade é exercido em prejuízo da coletividade. As áreas onde se localizam as comunidades Camilo Torres, Irmã Dorothy I, Irmã Dorothy II, Águas Claras, Dandara e Recanto UFMG serviam aos interesses da especulação imobiliária que tanto domina e prejudica nossa cidade;



3º – A atual política habitacional da Prefeitura e do Governo estadual é excludente e não contempla as reais necessidades. É essa política que os movimentos e organizações populares pretendem transformar por meio de sua luta legítima. Atualmente, mais de 90% das famílias sem casa possui renda mensal abaixo de 3 salários mínimos. Sabe quantas unidades habitacionais foram construídas em BH pelo Programa Minha Casa, Minha Vida para essa faixa de renda mais pobre da população? NENHUMA!



4º – A cidade de Belo Horizonte está cada vez mais refém da lógica de expulsão massiva dos pobres para as periferias mais distantes da região metropolitana. Com a Copa do Mundo isso pode piorar muito. Somando as famílias que vivem nas comunidades citadas com as famílias no entorno do Anel Rodoviário (ex.: Vila da Paz, Vila da Luz, etc.) e outras comunidades que a Prefeitura e o Estado pretendem remover (ex.: Conjunto União- Serra Verde, Novo Lajedo, Vila São Bento etc.), chegamos ao número absurdo de mais de 20.000 (vinte mil) pessoas que poderão perder suas casas nos próximos meses na cidade de Belo Horizonte. É importante salientar que em Belo Horizonte e região metropolitana existe um déficit habitacional de 173 mil unidades, segundo pesquisa realizada pela Fundação João Pinheiro.



5º – As mulheres ocupantes, além de se sujeitarem a dupla e tripla jornada de trabalho, têm de lidar com a responsabilidade de, muitas vezes, serem as únicas responsáveis por lutar por moradia e todos os direitos de sua família. As mulheres ainda sofrem com a violência, com a humilhação e opressão em todos os níveis. Fundamental ressaltar é a presença massiva e combativa de todas elas na linha de frente da batalha pela garantia do direito fundamental à moradia e pela construção de uma nova sociedade na qual nem elas nem a classe trabalhadora sejam oprimidas de tal forma.



6° – As famílias que vivem nas comunidades Camilo Torres, Irmã Dorothy I, Irmã Dorothy II, Águas Claras, Dandara, Recanto UFMG e Torres Gêmeas exigem respeito e cobram a abertura imediata de mesas de negociação com o Poder Público tendo em vista as inúmeras possibilidades de solução digna do conflito. Caso contrário, estamos diante de um MASSACRE ANUNCIADO, pois essas famílias estão dispostas a doarem suas vidas para não abrir mão de sua dignidade.



Por tudo isso, as entidades, organizações, movimentos e pessoas que assinam esse manifesto reforçam o grito de protesto contra os despejos e apelam para que o diálogo e o entendimento prevaleçam sobre a intolerância e o descaso.



Contra as remoções forçadas, em luta pelo Direito à Cidade!



Assinam este Manifesto do Fórum Permanente de Solidariedade às Ocupações_BH:



AGB-BH; AMES-BH; ANEL / Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre; Brigadas Populares; Casa de Candomblé Omokorins do Ile de Oxaguian; Centro Cultural Manoel Lisboa de Moura; Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de Minas Gerais; Comissão de Direitos Humanos da OAB-MG; Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos; Comitê de Amigos do MST-Itália; Comitê Catarinense Pró-memória; Comitê Mineiro do Fórum Social Mundial; CSP-Conlutas nacional (Central Sindical e Popular nacional); Coordenação do Quilombo do Papagaio 2010; CTB; Central Única dos Trabalhadores / CUT; D.A. Carlos Drummond de Andrade (Letras – UFMG); D.A. Design UEMG; D.A. Face-UFMG; D.A. FaE-UEMG; DCE Anhanguera; DCE UNA-BH; Diretoria de Universidades Públicas da UNE; FSDM (Federação Sindical e Democrática dos Metalúrgicos de Minas Gerais); Fórum Metrô/Fórum Metropolitano de Educação de Jovens e Adultos de BH; Forum Mineiro de Direitos Humanos; Grupo de Beco; Grupo de amigos e famílias de pessoas em privação de liberdade; Grupo Tortura Nunca Mais – RJ; Instituto de Direitos Humanos; Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania / IHG; Mães de Maio – SP; Metabase de Congonhas e Ouro Preto; MLB; Movimento Quilombo Raça e Classe; Movimento Mulheres em Luta – MML; Movimento Nacional de Direitos Humanos – Regional Minas Gerais; Movimento Negro Unificado / MNU-MG; MTST; Observatório das Violências Policiais-SP; Partido Comunista Brasileiro – PCB; Partido Comunista Revolucionário – PCR; Programa Pólos de Cidadania; PSOL-Bauru; Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado – PSTU; Rede de comunidades e movimentos contra a violência-RJ; Rede de Solidariedade das Ocupações Dandara Irmã Dorothy e Camilo Torres; Sind-Massas – Contagem; Movimento Luta de Classes; SIND-REDE; SIND-UTE-MG; SINDEESS-BH;Síndess de Itajubá; Síndess Divinópolis; Sindicato dos Metalúrgicos de Araxá; Sindicato dos metalúrgicos de Divinópolis; Sindicato dos metalúrgicos de Governador Valadares; Sindicato dos metalúrgicos de Itabira; Sindicato dos metalúrgicos de Itajubá e Paraisópolis; Sindicato dos metalúrgicos de Itaúna; Sindicato dos metalúrgicos de Ouro Preto; Sindicato dos metalúrgicos de Pirapora; Sindicato dos metalúrgicos de São João Del Rei; Sindicato dos metalúrgicos de Três Marias; Sindicato dos metalúrgicos de Várzea da Palma; Sindicato dos metalúrgicos dePatos de Minas; Sindicato servidores públicos de Várzea da Palma; Síntend Divinópolis; Sindicato dos Advogados de Minas Gerais; Tribunal Popular: o Estado no banco dos réus; União da Juventude Comunista / UJC; União da Juventude Rebelião / UJR.



Contatos: solidariedadeocupacoesbh.wordpress.com



Para assinar o manifesto envie um e-mail para: solidariedadeocupacoesbh@gmail.com



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