quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Contra as ameaças imperialistas à Síria

(Nota Política do PCB)
Estamos assistindo ao auge do cinismo do imperialismo nesta campanha pelo domínio do Oriente Médio. Comparemos o que está acontecendo em dois países.
No Egito, praticamente só há manifestações contra o governo militar: majoritárias, pacíficas, autênticas, espontâneas e constantes. Nenhuma manifestação a favor do governo.
O imperialismo faz vista grossa à violência estatal que, só nesta semana, assassinou mais de cinqüenta manifestantes e feriu milhares. A mídia e os líderes das grandes potências não falam em “ajuda humanitária”, “direitos humanos”, “sanções”, “ditadores”, “rebeldes”. Pedem o “bom senso” dos dois lados, como se o poder de fogo fosse igual. Depois da maior manifestação do povo egípcio, na última sexta-feira, o governo ianque pressiona os militares a entregarem o governo a civis, é claro que do mesmo campo político. Uma solução mediada por cima no Egito também dá legitimidade ao imperialismo para isolar e invadir a Síria.
Claro. O governo egípcio é aliado dos Estados Unidos e da OTAN. É o segundo país que mais recebe “ajuda militar” norte-americana, depois de Israel, de quem o Egito é grande aliado ajudando a sufocar os palestinos na sua fronteira com a Faixa de Gaza.
Na Síria, as maiores manifestações são em defesa do governo civil. Tendo começado exigindo mudanças econômicas, sociais e políticas, hoje elas têm como eixo central o repúdio à crescente ameaça de invasão militar imperialista. São milhões de pessoas, desfraldando a bandeira contra a intervenção estrangeira.
As manifestações contrárias ao governo, infinitamente inferiores às favoráveis, são manipuladas e superdimensionadas pela mídia. Mercenários super armados pela CIA, o M16 e o MOSSAD, com o apoio das oligarquias árabes, infiltram-se pelas fronteiras da Turquia e da Jordânia, que fazem o jogo do imperialismo. O confronto entre provocadores e franco atiradores e as forças militares e policiais fazem vítimas dos dois lados e acabam provocando vítimas civis. Este cenário é utilizado para justificar a intervenção militar no país.
Já sobre a Síria, os círculos imperialistas, mal disfarçando suas garras, já falam em “zona de exclusão”, “corredor humanitário”, “rebeldes”, “forças de paz”, “sanções”, enfim toda a cantilena preparatória das ocupações militares. Porta-aviões dos Estados Unidos já se encontram na costa síria; crescem as sanções para estrangular o país e os tradicionais apelos para que abandonem a Síria os estrangeiros das grandes potências que pretendem invadir o país.
Claro. A Síria é um dos maiores obstáculos aos intentos expansionistas do imperialismo e do sionismo. É um dos poucos países com que os palestinos têm podido contar. Tem localização estratégica para o projeto expansionista chamado Grande Israel e cria condições para agressão em seguida ao Irã e talvez o Líbano, para ajudar a completar a limpeza étnica que o sionismo leva a efeito na Palestina e a hegemonia imperialista em todo o Oriente Médio.
Na Líbia, o governo “rebelde”, aplaudido por uma certa esquerda pautada pela mídia, se ocupa agora de entregar o petróleo aos vencedores e transformar o país numa enorme base militar imperialista para dominar o continente africano.
Com que moral os Estados Unidos e a OTAN - que já mataram, torturaram e feriram nos últimos anos mais de um milhão de pessoas, a imensa maioria civis, em diversos países – pode falar em direitos humanos?
Com que moral a Arábia Saudita, os emirados e monarquias árabes, os regimes mais conservadores e autoritários do mundo, podem falar em democracia?
Por isso, o PCB não vacila. A luta de classes tem sempre lado. O nosso lado é o dos trabalhadores e daqueles que lutam contra o imperialismo.
Por isso, conclamamos o governo brasileiro a rever seu voto na ONU, de condenação à Síria, e aos trabalhadores brasileiros a se manifestar em solidariedade ao povo sírio.
Por isso, toda a nossa solidariedade à esmagadora maioria dos egípcios e sírios.

Rio, 28 de novembro de 2012
PCB - Partido Comunista Brasileiro
Comissão Política Nacional

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Solidariedade à luta do Povo Palestino - 29 de novembro






Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do RJ e Comunidade Síria

Em 1977, a Assembléia Geral da ONU, através da Resolução nº 32/40, determinou que fosse celebrado, todos os anos, em 29 de novembro, o Dia Internacional de Solidariedade para com o Povo Palestino. Nesta data, no ano de 1947, a própria Assembléia Geral da ONU aprovou a Resolução 181, que dividiu o território Palestino, estabelecendo o Estado de Israel.
29 de novembro: mais que um dia de celebração, é a data que gritamos para nunca esquecermos seu significado: a tragédia de um povo que vive há 64 anos sob uma ocupação criminosa.
Durante mais de 15 anos, os Comitês de solidariedade à luta do povo palestino brasileiros, organizados nos Estados, organizam, nesta data, eventos de solidariedade ao heróico povo palestino que há 64 anos resiste heroicamente ante todas as arbitrariedades (genocídios diários, bombas proibidas pelas convenções, humilhações, prisões, perseguições políticas, torturas legalizadas, destruição de seus bairros e vidas...) cometidas pelo Estado terrorista de Israel.
Este ano, ao lembramos da Palestina, não podemos esquecer de prestar nossa solidariedade militante, aos povos do Oriente ameaçados pelo imperialismo e pelo sionismo, como a Síria, o Líbano e o Irã.
O destino de todos os povos do oriente estão, neste momento, em situação gravíssima de risco humanitário. A ameaça concreta de uma guerra contra a Síria e o Irã, se bem sucedida, poderá abalar de forma perigosa a unidade antimperialista que sustenta a luta da resistência em todo o oriente, em particular na Palestina.
Nesse sentido, chamamos todos os comitês a organizarem o dia 29 de novembro, Dia internacional de Solidariedade à Palestina, como um dia de apoio as resistência antimperialista!
AGENDA NACIONAL PARTICIPE E DIVULGUE!
BRASÍLIA:
Sessão Solene em comemoração ao “Dia do Povo Palestino”
Dia: 1º de dezembro de 2011 – quinta-feira
Hora: 19 horas
Local: Câmara Legislativa do Distrito Federal
SIG QD 02 LOTE 5
PRAÇA MUNICIPAL – DF
Informações: nasserretook@bol.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
CORUMBÁ – MS
Evento em Solidariedade ao Povo Palestino Palestra e debate com Antar Mohammed, membro da Sociedade Árabe-Palestino de Corumbá e Alejandro Iturbe, membro da Comissão Política da LIT-QI e Editor da Revista Correio Internacional
Dia: 26 de novembro de 2011 – sábado
Hora: 19 horas
Local: Centro de Convenções Ramon Gomes
Rua Domingos Sahib, s/nº - Porto Geral – (área do Casario do Porto) -
Corumbá - MS
Informações: jadalasafa@hotmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
schabibhany@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
FLORIANÓPOLIS – SC
Sessão Solene em comemoração ao “Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino”
Dia: 29 de novembro de 2011 – terça-feira
Hora: 19 horas
Local: Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina
Palácio Barriga Verde - Rua Doutor Jorge Luz Fontes, 310, Centro - Florianópolis – SC
Informações: kaderothman@hotmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
comitepalestinasc@yahoo.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
SANTA MARIA - RS:
Sessão Solene em comemoração ao “Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino”
Dia: 29 de novembro de 2011 – terça-feira
Hora: 19 horas
Local: Câmara de Vereadores
Rua Vale Machado, 1415 Santa Maria - RS
Informações: abdel5900@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
SÃO PAULO – SP
Ato Público e Sessão Solene em comemoração ao “Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino”
Dia: 28 de novembro de 2011 – segunda-feira
Hora: 20 horas
Local: Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo
Av. Pedro Álvares Cabral, 201, São Paulo – SP
Informações: frentepalestina@yahoo.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
informaçã o@palestinaja.org Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Rio de Janeiro
Ato Público na Cinelândia:
Fora Sionismo da Palestina e Tire as garras da Síria
Dia: 29 de novembro
Horário: 17 horas
Oragnização: Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do RJ e Comunidade Síria
Agenda Nacional será sempre atualizada com o ingresso de novos eventos de comemoração ao Povo Palestino – 29 de novembro!
Escreva para nós e nos informe de outros eventos!
Juntos na construção da Palestina Livre

domingo, 27 de novembro de 2011

CHICOTE DIGESTÃO

A notícia do jornal Folha de São Paulo colocando MG como o pior salário do Brasil pago aos professores foi o motivo que levou o governo DE Anastasia a romper o acordo com o sindicato e professores. O governo num ato de ditadura está impondo o subsídio e está tentando salvar a candidatura do senador carioca (Aécio) e enganar os brasileiros dizendo que MG paga o piso nacional.
Anastasia não está se importando se está prejudicando e retirando direitos e vantagens de centenas de milhares de profissionais da educação. Para este governo nada é mais importante do que a candidatura de Aécio Neves. Este governo de MG não governa para o povo, governa para a candidatura de Aécio Neves.

O PSDB vive de mentiras e enganações e estão querendo vender para os brasileiros uma falsa imagem de Minas Gerais.
Retirado do Jornal O tempo Online - Comentários
23/11/2011 - 10h16
Imagens: Blog do Euler - 22/11/2011

domingo, 20 de novembro de 2011

Comunicado 001-VI Congresso Nacional da União da Juventude Comunista

Mensagem destinada a todos os militantes da UJC



A Coordenação Nacional da UJC, reunida nos dias 13 e 14 de novembro de 2011 no Rio de Janeiro, convoca o VI Congresso Nacional da UJC com o seguinte cronograma:
Até 31 de dezembro- Envio para a secretaria nacional de comunicação contribuições dos núcleos e das coordenações estaduais sobre temas referentes aos temas do VI Congresso a serem utilizados ou não na escrita das pré-teses congressuais a serem feitas pela CN. Repasse das coordenações estaduais do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina com informações objetivas sobre as condições para a realização do congresso. Confirmação, por parte da CN sobre a data e o local do VI Congresso. 29 de Janeiro- Repasse por parte das coordenações estaduais, o recadastramento dos MILITANTES da UJC. A Coordenação Nacional enviará para as estaduais, até o final do ano de 2011, o modelo do cadastro. 27 de Fevereiro- Divulgação das pré-teses congressuais. Março/Abril- Congressos dos núcleos / estaduais Maio/Junho - VI Congresso Nacional da UJC Novembro de 2011, Coordenação Nacional da União da Juventude Comunista - Brasil

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

PETROLEIROS EM MOVIMENTO!

A greve dos petroleiros iniciada ontem ganhou força nessa quinta (17)



Destaque para a adesão ao movimento das importantes refinarias da Bahia, em Mataripe, e de São Paulo, em Cubatão. No Rio de Janeiro, os terminais da Baía de Ilha Grande (TEBIG) e o Aquaviário da Baia de Guanabara (TABG) também se somaram. O Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro ainda organizou nessa manhã um ato em frente a um dos prédios administrativos da Petrobrás no centro do Rio. O trancaço no Edifício Torre Almirante atrasou por mais de uma hora a entrada dos trabalhadores, esquentou a greve no Rio com uma multidão se aglomerando em frente ao prédio e se solidarizando à luta. Até Polícia Militar interviu para acelerar o encerramento do ato.



A revolta dos petroleiros em greve se explica pelo fato de que os grandes lucros da empresa e a descoberta do pré-sal não chegam até os trabalhadores. Por isso, exigem aumento do salário e melhoria das condições de trabalho daqueles que dedicaram e ainda dedicam sua vida à construção da Petrobrás. A Frente Nacional dos Petroleiros (FNP) e o Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro prometem greve por tempo indeterminado até que a gerência de Recursos Humanos dialogue efetivamente com a pauta de negociação da categoria.



A direção do Sindipetro-RJ avalia que a greve está numa crescente. O diretor Emanuel Cancella mostra-se indignado com a truculência da Petrobrás e com a intransigência da empresa em repassar ganhos reais aos trabalhadores:



- Vamos fortalecer a mobilização de luta dos petroleiros em todo o Brasil. Essa mobilização no Rio de Janeiro vai continuar todos os dias até que a empresa avance nas negociações – afirma o coordenador da Secretaria Geral do sindicato.



Os petroleiros, entre outros pontos, reivindicam aumento real (percentual incidindo sobre o salário básico), melhorias na AMS (assistência médica) e mais segurança no trabalho. Em 2011, a companhia já computa 16 mortos em acidentes de trabalho. A luta pelo monopólio estatal do petróleo e pela Petrobrás 100% pública e estatal também fazem parte das bandeiras do movimento.



Veja abaixo o quadro atualizado do 2º dia da greve nacional dos petroleiros:



SINDIPETRO RJ



No estado do Rio de Janeiro, os petroleiros do TEBIG, em Angra dos Reis, encontram-se com adesão de cerca de 80% à greve entre turno e administrativo. Desde ontem realiza-se assembleias a cada troca de turno para avaliar o movimento. Com truculência, a empresa determinou que a vigilância comunicasse aos grevistas a proibição da entrada para almoçar no refeitório da companhia.



No TABG estão sendo realizadas paralisações de duas horas em cada turno. A maioria do administrativo e do turno aderiu. Também estão realizando o corte da emissão de PT (permissão de trabalho), assim nem os terceirizados estão conseguindo trabalhar.



Nos prédios administrativos, no centro do Rio, foram realizados trancaços de uma hora e meia (entre as 7h e 8h30). O Sindipetro-RJ realizou um grande ato no Edita, edifício da Petrobrás no Centro do Rio, retardando em mais de uma hora a entrado dos trabalhadores. Juntou-se um grande contingente de petroleiros na porta do prédio. No final da atividade, aplaudiram o movimento de luta e o Sindicato. A Polícia Militar chegou com armamento pesado ao final do ato forçando seu encerramento.



SINDIPETRO DO LITORAL PAULISTA



Os petroleiros do Litoral Paulista entraram no segundo dia de greve por tempo indeterminado.



Nesta quinta-feira (17/11), os trabalhadores fizeram novas concentrações na porta das unidades e, logo em seguida, voltaram para as suas casas. Todas as unidade de terra na região foram afetadas pelo movimento.



Na RPBC, em Cubatão, a adesão foi de 100% do turno e de 80% do administrativo. Em represália ao movimento, a gerência da refinaria cortou o transporte dos grevistas. A justificativa apresentada foi de que a companhia não poderia liberar os ônibus para os trabalhadores, pois a empresa estaria colaborando com o movimento. No entanto, esta é a primeira vez que a RPBC adota esta medida.



No Terminal Alemoa, repetindo o quadro do primeiro dia de greve, a adesão foi de 100%, atingindo os trabalhadores do turno, ADM e terceirizados. Desde ontem (16/11), por volta das 16 horas, houve corte de rendição na troca de turno. Agora, está nas instalações da unidade apenas o grupo de contingência da empresa. O Terminal Alemoa também enfrenta uma greve de petroleiros terceirizados. Desde sexta-feira (11/11), os trabalhadores da empresa TQM reivindicam melhores salários. Em Pilões, a greve ganhou corpo e teve a participação do Turno, ADM e petroleiros terceirizados. A adesão foi de praticamente 100%.



Nas duas unidades da Petrobrás no Litoral Norte – Tebar (São Sebastião) e UTGCA (Caraguatatuba) – todos os trabalhadores do Turno participaram da greve. No ADM, cerca de 90% dos empregados aderiram ao movimento. Já em Itanhaém, mais uma vez os diretores do Sindicato estiveram presentes no aeroporto para debater com os petroleiros embarcados os próximos passos da campanha nas plataformas de Merluza e Mexilhão.



SINDIPETRO BAHIA



continua a GREVE POR TEMPO INDETERMINADO, com paralisação em todas as áreas operacionais, RLAM, FAFEN e outras áreas, (instalações de piquetes na capital e interior); Todas as unidades estão sendo afetadas pelo movimento, que já ganha peso nacional e repercussão positiva em outras bases. Prova disso é a antecipação da reunião do Conselho Deliberativo da Federação Única dos Petroleiros para amanhã (18/11), que está sendo solicitada pelo Sindipetro Bahia com o apoio do Sindipetro-RN.



SINDIPETRO AL/SE



SERGIPE: Atalaia, Sede da Rua Acre, FAFEN, Carmópolis (Jordão, Siriri, Riachuelo e base de CP) a greve continua forte, com paralisação das obras na FAFEN. ALAGOAS: Porto (Transpetro AL) houve uma trancaço, está em greve com 70% de adesão, corte de rendição de 90% dos trunos, Estação do Pilar realizaram atraso de tres horas,



SINDIPETRO SÃO JOSÉ DOS CAMPOS



Em São José dos Campos, a greve continua, desde às 15 horas de ontem (16/11) houve corte de rendição nos grupos de turno. A proposta da empresa esta sendo rejeitada.



SINDIPETRO PA/AM/MA/AP



No Sindipetro-PA/AM/MA/AP, os trabalhadores estão intensificando os atrasos nas unidades. Nesta quinta-feira (17/11), a entrada dos trabalhadores do prédio administrativo de Manaus foi atrasada em duas horas e meia.



Fonte: Agência Petroleira de Notícias, com informações do Sindipetro-LP e da FNP.

Saudação ao Povo Negro

 FOTO - CAMARADA MINERVINO DE OLIVEIRA

O Partido Comunista Brasileiro associa-se às celebrações pela passagem do Dia da Consciência Negra.
O comprometimento de nosso partido para com as lutas pela valorização do negro brasileiro vem de longa data. Já em julho de 1930 denunciávamos a persistência de elementos de escravidão na situação real experimentada pelos negros do país, não obstante a tão propalada Abolição da Escravatura. Neste mesmo ano, nas eleições presidenciais, apresentamos ao povo a candidatura de Minervino de Oliveira, militante de nosso partido, que se tornou então o primeiro negro e o primeiro operário a disputar a presidência da república.
Em nossa Primeira Conferência Nacional de julho de 1934, realizada na mesma época em que se iniciava a propagação da tese da “democracia racial brasileira”, denunciávamos o racismo das classes dominantes e nos comprometíamos a apoiar todas as lutas pela igualdade de direitos econômicos, políticos e sociais de negros e índios.
Ainda em meados da década de 30, o intelectual comunista baiano Edison Carneiro iniciava uma vasta e significativa obra de investigação e resgate da cultura afro-brasileira, tornando-se um dos pioneiros em tal campo de estudos e uma referência fundamental até os dias de hoje. Este mesmo Edison Carneiro, com o apoio de outros intelectuais comunistas como Jorge Amado e Aydano do Couto Ferraz, criava, no ano de 1937, a União de Seitas Afro-Brasileiras, a primeira entidade criada no país com o objetivo de proteger e cultivar os valores e as tradições religiosas de matriz africana.
Na década de 1940, o PCB solidificou seu engajamento na luta contra o racismo e em defesa da cultura afro-brasileira. Sob sua legenda elegeu-se, em 1945, Claudino José da Silva, primeiro negro a exercer mandato parlamentar e primeiro constituinte negro da história do Brasil. Durante os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte de 1946, coube ao escritor e deputado comunista Jorge Amado a elaboração do projeto da primeira lei federal que estabeleceu a liberdade para a prática das religiões afro-brasileiras. Este período registra também a criação do Teatro Experimental do Negro, que tem como um de seus principais expoentes o ator, poeta e teatrólogo comunista Francisco Solano Trindade, que marcaria com sua atividade intensa a arte popular brasileira das décadas seguintes. Alguns anos mais tarde, apareceram os primeiros trabalhos de Clóvis Moura, então vinculado ao PCB, cuja produção aportaria uma importante contribuição aos estudos históricos e sociológicos sobre o negro no Brasil.
Se no passado nós comunistas estivemos presentes em praticamente todos os momentos relevantes da trajetória do povo negro brasileiro, no presente continuamos a apoiar e nos envolver com essas lutas. Apoiamos as reivindicações imediatas e conquistas parciais do movimento negro como o estabelecimento de reservas de vagas das universidades públicas, a titulação das terras das comunidades remanescentes de quilombos e o Estatuto da Igualdade Racial. No entanto, compreendemos que nenhuma destas conquistas parciais estará assegurada no futuro enquanto perdurarem: a) o esvaziamento e sucateamento das universidades públicas, a privatização e a mercantilização do ensino; b) o controle do Estado pelos grandes proprietários fundiários e a subordinação da política agrária do governo aos interesses do agro-negócio; c) a hegemonia dos interesses do grande capital nacional e internacional no interior da sociedade brasileira e a subordinação das necessidades do povo à lógica da acumulação capitalista.
Para que as atuais conquistas sejam mantidas e aprofundadas e para que novas sejam alcançadas é essencial que as lutas do povo negro, sem prescindir de sua especificidade, estejam combinadas às lutas gerais do povo e dos trabalhadores brasileiros. É necessário somar esforços aos movimentos em defesa de uma universidade pública gratuita e de qualidade, voltada para a resolução dos problemas nacionais e para a promoção social das classes populares, apoiar as ações contra o monopólio da propriedade da terra pelos grupos latifundiários e por uma reforma agrária ampla e radical, mobilizar-se enfim, por um poder político que seja a encarnação da vontade de negros e negras, trabalhadores das cidades e dos campos, pequenos proprietários urbanos e rurais, artistas e intelectuais avançados.

Salve o Dia da Consciência Negra!

PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO (PCB)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Alfonso Cano, Herói da Colômbia

Por Miguel Urbano Rodriguês

Alfonso Cano, comandante-chefe das Forças Armadas Revolucionarias da Colombia caiu combatendo no dia 4 de Novembro.

Alfonso Cano bateu-se pela libertação da Colombia durante mais de quatro décadas. De origem burguesa, rompeu com sua classe na Universidade de Bogotá quando estudava Antropologia. Dirigente da Juventude comunista conquistou ali o respeito de professores e colegas pelo seu talento, cultura e firmeza de carácter. Era um intelectual brilhante que tinha dos clássicos do marxismo e da História do seu país um conhecimento profundo quando aderiu às FARC.

Terá sido com Jacobo Arenas um dos mais criativos ideólogos da organização revolucionária. Não supreendeu, portanto, a sua nomeação para comandante-chefe quando Manuel Marulanda morreu.

Como era de esperar chovem agora sobre o presidente Juan Manuel Santos felicitações dos dirigentes dos países imperialistas. O crime é por eles transformado em grande vitória da democracia contra o terrorismo.

Os media do sistema já elaboraram e divulgaram uma extensa lista dos «crimes» cometidos pelo «terrorista» e «narcotarfiante» morto.

Omitem obviamente que Alfonso Cano foi o responsável do projecto que as FARC enviaram à ONU e ao governo colombiano nos anos 90, propondo a erradicação da cultura da coca num prazo de 10 anos do município de Cartagena del Chairá, o maior produtor da planta maldita no país. Essa experiência piloto exigiria apenas o modesto financiamento de 10 milhões de dólares. A iniciativa foi, porém imediatamente vetada pelo governo de Bogotá, considerado por Washington modelo de democracia e o seu melhor aliado na América do Sul.

A oligarquia colombiana festejou, naturalmente, com entusiasmo a morte do líder das FARC. A organização guerrilheira define o regime, desde a presidência de Uribe, como fascizante. E não exagera no qualificativo.

O Presidente Juan Manuel Santos, ministros e generais deslocaram-se a Popayan, capital do Departamento do Cauca onde foi assassinado Cano, para ver o seu cadáver, em exposição, condecorar os matadores e celebrar o crime em ambiente de entusiasmo. Os militares esclareceram que no acampamento onde se travou o ultimo combate foram encontrados os computadores do comandante e que o seu conteúdo «será estudado». A notícia logo correu mundo. Tudo indica que o governo, repetindo o uso que fez dos computadores manipulados do comandante Raul Reyes, tornará em breve públicas revelações sensacionais sobre a sua descoberta.

O comandante Alfonso Cano, como outros membros do secretariado do Estado-maior central das FARC tinha a cabeça a premio por mais de um milhão de dólares. É incómodo para Santos e os seus epígonos reconhecer que na Operação «Odisseia» - insulto ao herói grego de Homero - montada para a abater o comandante das FARC participaram 2300 oficiais sargentos e soldados, aviões Super Tucano e muitos helicópteros.

No início do ano o governo de Bogotá divulgou notícias segundo as quais Alfonso Cano se encontraria no Oriente, próximo da fronteira da Venezuela. Eram falsas.

O secretariado das FARC, no momento em que escrevo, ainda não se pronunciou sobre as circunstâncias do crime.

Mas o simples facto de as selvas do oriente do país distarem cerca de 800 quilómetros do município de Suarez, no Cauca, onde ele morreu, após dois bombardeamentos maciços e um cerco montado por tropas especiais convida à reflexão. Duas cadeias de gigantes andinos da Cordilheira Oriental e da Central separam essas frentes de combate.

Ignoro por onde se movimentou Cano nos últimos meses. As declarações ao diário El Tiempo dos militares que o mataram não inspiram confiança. Num ponto coincidem todas: Alfonso Cano caiu combatendo!

A capacidade estratégica e a mobilidade dos guerrilheiros das FARC, cruzando montanhas, rios e florestas, em travessias que a História registou e inspiraram poetas e novelistas somente encontram precedente na saga de Bolívar galgando os Andes, durante a campanha de libertação de Nova Granada (a actual Colombia).

Alfonso Cano, como Jorge Briceño, Jacobo Arenas e Manuel Marulanda souberam pelo seu exemplo, como revolucionários comunistas, conquistar em vida o respeito de milhões de compatriotas. Mortos, os seus nomes permanecerão na História como heróis da América Latina.

Foram duríssimos os golpes recebidos nos últimos anos pela organização guerrilheira mais antiga do Continente, que se bate há mais de quatro décadas por uma Colombia democrática, livre, progressista, enfrentando um exército de 300 000 homens, armado e financiado pelos EUA.

Mas a hierarquia da Igreja e inclusive a oligarquia crioula estão conscientes de que não há solução militar para o trágico conflito que ensanguenta a nação.

A euforia de Juan Manuel Santos – protector de paramilitares assassinos - não consegue ocultar a sua certeza de que o combate das FARC vai prosseguir. Ele próprio reconheceu já essa evidência. Os media oficiais avaliam em 10 000 o numero actual de guerrilheiros das FARC.

A luta continua na Colombia!

Vila Nova de Gaia, 5 de Novembro de 2011

DECLARAÇÃO PÚBLICA DAS FARC-EP

Declaração Pública

FARC-EP

Ouvimos da oligarquia colombiana e seus generais o anúncio oficial da morte do Camarada e Comandante Alfonso Cano. Ainda ressoam suas alegres gargalhadas e seus brindes de entusiasmo. Todas as vozes do sistema coincidem em que isso significa o final da luta guerrilheira na Colômbia.
A única realidade simbolizada pela queda em combate do camarada Alfonso Cano é a imortal resistência do povo colombiano, que prefere antes morrer do que viver de joelhos a mendigar. A história das lutas deste povo está repleta de mártires, de mulheres e de homens que jamais deram o seu braço a torcer na busca da igualdade e da justiça.
Não será esta a primeira vez que os oprimidos e explorados da Colômbia choram um dos seus grandes dirigentes. Nem tão pouco a primeira em que o substituirão com a coragem e a convicção absoluta na vitória. A paz na Colômbia não nascerá de nenhuma desmobilização guerrilheira e sim da abolição definitiva das causas que dão origem ao levantamento. Há uma política traçada e é essa que será continuada.
Morreu o Camarada e Comandante Alfonso Cano. Caiu o mais fervoroso convencido da necessidade da solução política e da paz. Viva a memória do comandante Alfonso Cano!
Secretariado do Estado Maior Central das FARC-EP
Montanhas da Colômbia, 5 de Novembro de 2011
O original encontra-se em
http://anncol.info/index.php?option=com_content&view=article&id=652

sábado, 5 de novembro de 2011

Camarada Marighella, Presente!

Hoje, um pequeno comando fez história

05 Novembro 2011

Milton Pinheiro*

Hoje, como sempre nos últimos anos, um grupo de militantes históricos da luta armada, familiares, personalidades da esquerda revolucionária e alguns poucos transeuntes, participaram de um ato na Alameda Marighella, em resgate da memória desse grande dirigente comunista. Digo Alameda Marighella, porque um pequeno comando, bem ao estilo do GTA pensado pelo seu comandante, na madrugada de hoje fez uma justa homenagem, colocando novas placas que substituiram o nome da Alameda Casa Branca, nas diversas transversais.
Era cedo, atravessei a Avenida Paulista e desci pela lateral do Parque Siqueira Campos. Logo na primeira esquina percebi com muita emoção a homenagem simbólica, feita provavelmente por velhos camaradas, na madrugada fria desse histórico 04 de novembro, quando há 42 anos atrás, o aparato fascista da ditadura burgo-militar assassinava, numa emboscada covarde, o comandante de lutas e sonhos.
O ato em si, mantém o mesmo roteiro. A emoção de todos ao redor de Clara Sharf e do pequeno monumento, que fica ao canto do prédio número 815. As flores vermelhas trazidas por mãos que ainda lutam, são colocadas ao pé do monumento. As conversas prosseguem, o ato ocorre, mas hoje, tivemos um dia diferente; afinal, pela ação de um pequeno comando, estávamos todos na Alameda Carlos Marighella.
Dias como este nos fazem pensar no nosso papel na história e hoje, lembro-me, da velha camarada Ana Montenegro, primeira mulher exilada pela ditadura militar, dos nossos constantes encontros, na sua casa, ou nos diversos atos de que participávamos. Mas, principalmente das suas lembranças sobre o "mulato baiano", ela que teve sua ficha de filiação ao PCB abonada por Marighella em 02 de julho de 1945, em Salvador.
Ana Montenegro, que de seu exílio em Berlim recebeu uma trágica notícia, cito aqui a historiadora e poetisa comunista:
Muito cedo, o telefone soou e um amigo francês me dizia: "Mataram um brasileiro que me parece uma pessoa importante, Carlos...
... Carlos...
Que Carlos?
Mari ... dela ...
Marighella?
Sim, isso mesmo!
"Desliguei o telefone. Olhei o outono, lá fora, envolvendo as árvores já meio despidas, o rio, o céu. O trem, os apartamentos novos, os velhos prédios marcados pelo tempo e pela guerra, e os pássaros se preparando para a fuga, em busca do calor. Uma paisagem de sombras. Sem contorno. Sem rosto. Sem nariz. Sem boca. Sem olhos. Uma paisagem amortalhada pelo outono. Uma paisagem que não poderia ser pintada pelos impressionistas.
Naquele dia, um dia de novembro, eu queria enterrá-lo, seguindo a máxima do Evangelho, "deixai que os mortos enterrem os seus mortos", porque eu morria, chegando o outono. Eu queria também ler o poema que acabara de escrever, mas ele não escutaria, porque há mortos que, mesmo mortos, não estão em seus enterros".

Em seu enterro não havia velas:
Como acendê-las sem a luz do dia?
Em seu enterro não havia flores:
Onde colhê-las, nesta manhã fria?
Em seu enterro não havia povo:
Como encontrá-lo, nessa rua vazia?
Em seu enterro não havia gestos:
Parada inerte, a minha mão jazia
Em seu enterro não havia vozes:
Sob censura, estavam as salmodias.
Mas luz e flor, e povo e gesto e
canto
responderão "presente", chegada a primavera,
Mesmo que tardia.

Camarada Marighella, Presente!



*Milton Pinheiro é membro do Comitê Central do PCB.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Maior sirerúrgica do mundo suspende investimento de US$ 1,2 bilhão para duplicar a Unidade de João Monlevade - Minas Gerais

Crise engaveta expansão da ARCELOR

A crise na Europa começou a forçar a suspensão dos investimentos na indústria de base mineira, repetindo o que ocorreu durante a retração econômica nos anos 2008 e 2009. A ArcelorMittal informou, ontem, que suspendeu por tempo indeterminado a duplicação da unidade de João Monlevade, na região central do Estado. Seria US$ 1,2 bilhão para dobrar a produção de aço bruto, que chegaria a 2,4 milhões de toneladas ao ano no terceiro bimestre de 2012. No pico das obras, a estimativa era de uma geração de 6 mil postos de trabalho.
(...)
O grupo anglo-luxemburguês ARCELOR-MITTAL, maior siderúrgica do mundo, confirmou a suspensão em nota.
(...)
Na semana passada, a CSN, embora não tenha feito menção à crise, também informou a suspensão de desembolsos bilionários em Congonhas, na região Campos das Vertentes.

FONTE: Jornal Hoje em Dia - 04-11-2011.

Indústria mineira prevê queda na produção e demissões

Os efeitos da crise na Europa já afetam o planejamento do parque industrial mineiro, que prevê redução no ritmo de produção e demissões. Em setembro, os empresários mineiros alegaram que, além do menor ritmo de atividade, os estoques aumentaram e as perspectivas para os próximos seis meses é de ampliação dos maus resultados.

Os dados são da pesquisa Sondagem Industrial, realizada pela FIEMG. A entidade adiantou que, diante dos resultados, vai revisar para baixo a projeção de crescimento da produção industrial do Estado para este ano, de 3,18% para algo próximo de 1%.

Parceiros Econômicos importantes do Estado, como a União Européia e o Japão, deverão registrar crescimento econômico inferior a 1%, o que terá impacto direto nas exportações de Minas. China, principal comprador de Minas Gerais, também reduziu as importações e a economia americana permanece enfraquecida.

FONTE: JORNAL HOJE EM DIA - 04 de novembro de 2011.

KKE - Partido Comunista Grego

O povo deve provocar um boomerang à chantagem




por KKE



O anúncio do governo de um referendo está no centro dos desenvolvimentos políticos na Grécia, com a propaganda dominante a ajudar a plutocracia que procura fazer com que o povo aceite a sua bancarrota e se submeta às medidas anti-povo. Além disso, as contradições e as tensões entre os vários sectores da plutocracia, dos partidos burgueses e do governo são intensificadas diante dos impasses da gestão burguesa da crise capitalista.



A reunião que teve lugar ontem do lado de fora da Cimeira do G20 assinalou a escalada da guerra e das chantagens. Segundo as declarações dos presidentes da França e da Alemanha, após a reunião com o primeiro-ministro grego, foi discutido separar o referendo do novo contrato de empréstimo enquanto era postulada a questão de o referendo assumir a forma "a Grécia permanecerá ou não na Eurozona".



À vista destes desenvolvimentos o KKE tomou a seguinte posição através de uma declaração do Gabinete de Imprensa do CC do KKE:



"O dilema Euro ou dracma é enganoso para o povo. O interesse do povo é o desligamento da UE com poder e economia do povo, a qual cancelará unilateralmente toda a dívida e devolverá ao povo a riqueza que ele produz – a qual os monopólios dele roubam com a assistência do PASOK, da ND e dos partidos burgueses – através da socialização dos meios de produção.



Neste contexto, o KKE apela à classe trabalhadora e aos estratos populares a que digam NÃO ao referendo; a que exijam a queda do governo e eleições nas quais darão uma forte bofetada no apodrecido sistema político burguês votando pelo KKE.



Caso o referendo se verifique, o povo deveria nele participar de um modo militante e votar NÃO, o qual será um forte NÃO à política da "UE estrada de sentido único", ao memorando, ao programa de médio prazo, ao contrato de empréstimo, uma exigência de outro caminho de desenvolvimento da sociedade grega. O interesse do povo trabalhador que não concorda com a posição sobre o desligamento da UE mas resiste às bárbaras medidas anti-povo da UE, do governo e da plutocracia é compartilhar esta linha de luta.



O KKE apela ao povo trabalhador para que não se submeta à chantagem, a que provoque um boomerang aos dilemas do PASOK, da ND e seus sequazes. É imperioso o desenvolvimento mais decisivo do movimento popular em todo lugar de trabalho e bairro, de um objectivo que aponte para a derrubada do poder dos monopólios".

03/Novembro/2011

O original encontra-se em http://inter.kke.gr/News/news2011/2011-11-03-oxi-sto-dillima/

Esta declaração encontra-se em http://resistir.info/ .


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Cuba: o bloqueio e a imoralidade dos EUA

La Jornada, editorial de 26.10.2011



A política do actual governo de Washington em relação a Havana em nada se distingue da do seu antecessor. Com o prosseguimento do embargo o actual mandatário estado-unidense, distinguido há dois anos com o prémio Nobel da Paz, atropela os mais elementares princípios éticos, humanos e civilizacionais, e age em sentido contrário ao sentimento maioritário da ONU.



Pelo vigésimo ano consecutivo, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU)



condenou, por esmagadora maioria – 186 votos a favor, dois contra, três abstenções – o bloqueio que os Estados Unidos mantêm há meio século contra Cuba. O resultado da votação de ontem é elucidativo acerca do isolamento diplomático da superpotência face a este prolongado conflito: com a excepção dos votos contrários do acusado e de Israel – cujo governo necessita do apoio estado-unidense para perpetuar esse outro atropelo ao direito internacional que é a ocupação ilegal dos territórios palestinos – e das abstenções das ilhas Marshall, Micronésia e Palaos, mais de 90 por cento dos estados membros da ONU – cujos governos provêm das mais diferentes ideologias económicas, políticas e sociais, e muitos dos quais têm sido aliados tradicionais de Washington e críticos do regime cubano – rejeitaram o intervencionismo, a imoralidade, a pretensão à extraterritorialidade e o anacronismo que constitui o embargo contra a nação caribenha.



É pertinente insistir-se em que, independentemente das opiniões que existam acerca do sistema político e económico cubanos, o bloqueio imposto pelos EUA é insustentável do ponto de vista legal, moral, humano e político: nas cinco décadas que já decorreram desde o seu início, esta medida prejudicou gravemente a nação caribenha, dificultou a alimentação, a saúde e a prosperidade do povo da ilha e provocou um enorme dano à sua economia. Segundo afirmou ontem o chanceler de Cuba, Bruno Rodriguez, o bloqueio já custou ao país caribenho uns 975mil milhões de dólares, fundamentalmente pela necessidade de adquirir alimentos, medicamentos, reagentes, sobressalentes para equipamentos médicos, instrumentos e outros bens em mercados distantes e, em muitas ocasiões, com recurso a intermediários, em consequência da proibição de negociar com empresas estado-unidenses e inclusivamente com associadas suas noutros países.



Para cúmulo, a persistência da medida constitui uma contradição com os acordos de livre comércio que Washington tem imposto em outras latitudes do continente e do mundo, uma vez que priva as empresas dos Estados Unidos e de outros países de legítimas oportunidades de negócio e de investimento na economia cubana.



Por outro lado nesta sessão da ONU voltou a brilhar a dupla moral que caracteriza a postura de Washington em relação à ilha com a insistência, formulada pelo representante desse país vizinho na ONU, Ron Godard, de que “o nosso objectivo (através do embargo) é alcançar um ambiente mais aberto em Cuba, melhorar os direitos humanos e as liberdades fundamentais”: para além de dever assinalar-se que tais exigências ofendem o princípio da não intervenção e os princípios básicos do respeito pela soberania e autodeterminação dos povos, que autoridade tem para as colocar um governo que tem tolerado e apoiado regimes tão insuportáveis como o da Arábia Saudita, o de Marrocos e o de Israel – entre muitos outros -, reconhecidamente regimes de carácter opressor e violadores sistemáticos dos direitos humanos.



Em resumo, com a continuidade da política que tem suscitado a rejeição por parte de praticamente toda a comunidade internacional, a administração encabeçada por Barack Obama acentuou a percepção do fracasso em cumprir as promessas de mudança com que se apresentou. Para além da eliminação de algumas das restrições a viagens e transferências de divisas impostas por George W. Bush, a política do actual governo de Washington em relação a Havana em nada se distingue da do seu antecessor. Com o prosseguimento do embargo o actual mandatário estado-unidense, distinguido há dois anos com o prémio Nobel da Paz, atropela os mais elementares princípios éticos, humanos e civilizacionais, e age em sentido contrário ao sentimento maioritário da ONU.



(La Jornada, http://www.jornada.unam.mx/2011/10/26/edito )

Programas Futebol e Política do Canal do Jornal O Poder Popular.

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