terça-feira, 25 de junho de 2013

Frente anticapitalista para avançar!

Frente antifascista para evitar o retrocesso!
(Declaração Política do PCB)
A opção dos governos petistas pela governabilidade institucional burguesa e pelo “neodesenvolvimentismo” capitalista é a principal responsável pela explosão de indignação de setores heterogêneos da sociedade brasileira.
A opção por alianças com a direita para garantir a governabilidade fez do governo refém dessas forças conservadoras, levando a que, em dez anos, não se produzisse uma medida sequer de natureza socializante. Pelo contrário, o próprio setor petista do governo foi o protagonista das medidas de caráter antipopular e contrárias aos trabalhadores.
Os resultados disso são a retomada das privatizações em grande escala, a reforma da previdência e a imposição da previdência complementar aos funcionários públicos (FUNPRESP), a generalização das parcerias púbico-privadas, a entrega de nossas reservas de petróleo, a opção pelo agronegócio – em detrimento da reforma agrária e da agricultura familiar –, pelo sistema financeiro e grandes monopólios, a desoneração do capital e a precarização do trabalho (criando mais e piores empregos), a política de superávit primário com o sucateamento do serviço público, o endividamento crescente das famílias, a falta de perspectiva para a juventude, o descrédito na política e nos partidos políticos.
Em dez anos de governo, em nenhum momento os trabalhadores foram chamados a intervir de forma independente e autônoma para alterar a correlação de forças em favor de medidas de caráter popular e em defesa de seus direitos, atacados pela ofensiva do capital e pela contrarreforma do Estado, sob comando do petismo, que impôs a cooptação e o apassivamento da maioria dos movimentos sociais.
A pouco mais de um ano do fim do governo Dilma, e após terem perdido o contato com as ruas em troca da permanência nos gabinetes, vemos o esforço tardio e desesperado dos grupos que o apoiam, levantando às pressas as tímidas bandeiras reformistas abandonadas desde a primeira posse de Lula. Este esforço agora se dá numa conjuntura desfavorável para romper a aliança com a direita moderada e superar a política econômica de continuidade neoliberal.
A movimentação de rua, que começou por iniciativa popular, está agora em disputa, pois a direita tenta sequestrar e carnavalizar o movimento, canalizando-o para seus objetivos; essa é uma tática recorrente das classes dominantes, que sequestraram movimentos iniciados pela esquerda e os levam para o pacto de elites, como foram os casos das Diretas Já e do Fora Collor.
Valendo-se da justa indignação da população com o governo, os partidos de sua base de sustentação e demais partidos da ordem, que manipulam as demandas populares e dos trabalhadores para fins eleitorais e depois viram as costas paras estas demandas, a direita mais ideológica e reacionária, que não foi comprada pela máquina governamental petista, traveste-se de apartidária e joga as massas desorganizadas e alienadas pela mídia contra a esquerda socialista, estimulando a desordem para, em seguida, exigir a ordem.
Precisam tirar das ruas a verdadeira esquerda e suas propostas revolucionárias para, assim, se apoderar das manifestações e não ter o contraponto organizado e popular quando de suas investidas desestabilizadoras, que contam com o apoio logístico e o olhar benevolente de seus colegas fardados em horário de serviço.
No momento, a hegemonia do movimento é do campo moralista, antipartidário e “nacionaleiro” da classe média, com palavras de ordem difusas e setoriais. Soma-se a isso a compreensível explosão de setores da população tornados invisíveis pelo até então enganoso discurso ufanista do governo: indivíduos que em sua maioria saem de comunidades proletárias, cansados de apanhar da polícia. Valem-se do tumulto para se apoderar de bens de consumo que cobiçam nos anúncios na televisão, mas que não podem comprar.
As forças fascistas, reduzidas em número, mas com o apoio da grande mídia a seu discurso patrioteiro e antipartidário, aproveitam-se dessa tendência para tentar conduzir o movimento na direção de alguma forma de golpe institucional “de massas” e dentro da ordem legal, deixada intacta pelos governos petistas. Como os golpes com tanques nas ruas estão desatualizados, poderão tentar formas golpistas no parlamento e/ou no judiciário ou acumular para vencer as eleições de 2014.
É no mínimo instigante a facilidade com que participantes das manifestações, nenhum dos quais de organizações de esquerda, atacaram e ocuparam simbolicamente a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e, em Brasília, o Palácio Itamaraty e a cúpula do Congresso Nacional. Esses confrontos ocorreram, na maioria dos casos, entre a polícia fardada e a polícia à paisana, incluindo grupos paramilitares e organizações fascistas.
Anuncia-se, a partir de agora, a concentração das bandeiras da direita em torno da luta contra a corrupção e pelo restabelecimento da ordem, quebrada com a desordem provocada por eles próprios. É necessário lembrar que a corrupção é inerente ao capitalismo e que, ironicamente, a bandeira “contra a corrupção” já serviu à direita para a eleição de Fernando Collor e à falsa esquerda nos antigos discursos do PT.
Os setores da massa que hostilizam os partidos de esquerda ainda não percebem a diferença destes em relação aos partidos sem rosto que as conduzem e que deveriam ser o objeto da revolta popular; os que agridem fisicamente os partidos de esquerda são paramilitares, não manifestantes.
A hostilidade contra os partidos de esquerda é  reforçada, ainda, pela profunda despolitização e conservadorismo de um novo senso comum que, mesmo levantando-se contra os efeitos mais evidentes da ordem capitalista em crise, se mostra incapaz de ver as determinações mais profundas dessa crise, relacionadas ao funcionamento do próprio sistema. O senso comum conservador impede que se perceba a atualidade e necessidade de uma luta anticapitalista que aponte para uma alternativa socialista e revolucionária, fazendo com que as pessoas caiam no movimento pelo movimento e sem horizontes definidos, o que tem levado ao impasse manifestações semelhantes à dos indignados na Europa ou oOccupy nos EUA.
O “ovo da serpente” adquire visibilidade. Por trás dessa movimentação, estão também militares de direita insatisfeitos com os rumos da Comissão da Verdade, a Opus Dei preocupada com a vinda do Papa e um conservadorismo religioso que quer se aproveitar da situação para fazer retroceder as conquistas na luta contra as discriminações.
Essa direita é tão conservadora e pró-imperialista que não aceita nem terceirizar o governo a forças reformistas que agem a serviço delas, com competência e com a vantagem de serem agentes apassivadores dos trabalhadores e proletários. Poderá haver, portanto, divergências nas classes dominantes entre aqueles que, com lucidez, estão confortáveis com os governos petistas e os que querem assumir eles próprios o poder.
As forças de direita podem estar se valendo da conjuntura desfavorável criada na América Latina após a morte de Chávez, a vinculação da Colômbia à OTAN e o golpe no Paraguai, assim como da onda de protestos diferenciados que varrem o mundo, para acabar com a terceirização dos reformistas e assumir o poder diretamente, a fim de restringir mais ainda a já restrita democracia burguesa e impor a barbárie de um capitalismo sem mediações e políticas compensatórias, intensificando a exploração capitalista.
Com o agravamento da crise do capitalismo, o imperialismo pode querer se descartar da aliança tácita com os reformistas e acabar com a concorrência até agora consentida. Não é coincidência a nomeação da nova embaixadora norte-americana no Brasil, ligada ao sionismo, à USAID e ao Pentágono e que foi embaixadora na Nicarágua durante a luta contra os sandinistas, na Colômbia no auge da ofensiva de Uribe contra a insurgência e o movimento popular, e na Bolívia durante a tentativa de separatismo e de desestabilização do governo Evo Morales.
Há uma tendência do movimento a partir de agora bifurcar-se entre atos convocados pelo campo popular e pela direita, de preferência em espaços, datas e trajetos diferentes. As frentes com as forças populares e as de esquerda socialista terão que ser forjadas na luta e em articulações a partir dos espaços comuns de luta, dos municípios e dos estados, como condição para possíveis unidades nacionais.
O PCB reafirma sua linha estratégica baseada no caráter socialista da revolução brasileira e sua oposição pela esquerda ao governo petista que nem é mais reformista, mas refém da direita e a serviço do capital.  Diante dos ataques dos setores golpistas mais à direita, cerraremos fileiras ao lado dos trabalhadores contra nosso inimigo comum.
Não daremos apoio a qualquer tentativa de salvar o governo Dilma e reafirmamos que é deste a responsabilidade maior pela existência dos protestos e sua guinada à direita, uma vez que o governo em nenhum momento acena para uma real alteração de sua coalizão com a burguesia. Pelo contrário, vemos ser reforçados os apelos à “ordem” e à “tranquilidade” e anunciada a proposta de “união nacional”, com a convocação de uma reunião com governadores e prefeitos, iniciativas governistas que apenas preservam ostatus quo político em degenerescência.
Travestida de recuo, a outra solução apontada para fazer calar o clamor provocado pelo estopim da revolta – o preço das passagens de ônibus – só faz reeditar o mesmo princípio que move o governo: aumentar subsídios para as empresas, desviando o fundo público para o lucro privado. Tais medidas são vergonhosamente anunciadas em aparições de TV que unem PT e PSDB para que, no monopartidarismo bicéfalo até então dominante no Brasil, ninguém apareça “mal na foto”, pensando nas futuras eleições.
Nossa eventual unidade numa frente antifascista conjuntural se dará com identidade própria, responsabilizando o governo pelos riscos de fascismo, colocando nossas críticas e propostas táticas e estratégicas. Quem tem que ser protegido não é o governo, mas os trabalhadores, diante do risco de retrocesso criado pelo impasse político de uma coalizão de forças que os desarmou contra seus reais inimigos, ao se aliar a eles na ilusão de um desenvolvimento capitalista que deveria fazer o impossível: atender às demandas de todos (burguesia e trabalhadores).
Apesar da atual hegemonia conservadora sobre o movimento, está longe de ser resolvida essa disputa. Mas o fascismo só será derrotado e a orientação do movimento só pode vir a ter uma vocação socialista se vierem para o palco de luta os trabalhadores e o proletariado em geral, de forma organizada, através de sindicatos e movimentos populares combativos e avessos à ordem vigente.
A única forma de abortar o germe fascista é fortalecer uma real alternativa à esquerda e socialista para o Brasil que abandone as ilusões de um desenvolvimento pactuado com a burguesia monopolista e o fetiche de uma ordem democrática abstrata que interessa a ambas as classes em disputa, reafirmando a necessidade de um governo popular.
Para qualquer cenário, de avanço ou retrocesso, a frente de esquerda socialista e anticapitalista deve construir um programa comum, formalizar uma articulação unitária, privilegiando seus esforços de unidade nas ações no movimento de massas, para deixar de ser apenas mera coligação eleitoral. Quando falamos de frente de esquerda socialista e anticapitalista não temos como critério exclusivo o registro eleitoral, mas incluímos as organizações políticas revolucionárias não institucionalizadas e movimentos sociais contra-hegemônicos.
O eixo central para estabelecermos um diálogo com o movimento de massas que expressa caoticamente seu descontentamento não pode ser uma abstrata defesa da “ordem e tranquilidade” e uma continuidade do mesmo com “mais diálogo”, mas a incisiva afirmação de que as demandas por educação, saúde, moradia, transporte, contra os gastos da Copa, as remoções, a violência policial, a privatização desenfreada, o endividamento das famílias, a precarização das condições de trabalho e a perda de direitos dos trabalhadores não são explicadas pela afirmação moralista contra a “corrupção”, mas efeitos esperados da opção pelo desenvolvimento capitalista e o mito de que o crescimento desta ordem poderia levar ao mesmo tempo aos lucros dos monopólios e à satisfação das demandas populares.
É hora de afirmar que a vida não pode ser garantida pelo mercado: saúde, educação, moradia, transporte e outros serviços essenciais não podem ser mercadorias, são direitos e devem ser garantidos pelo fundo público que está sendo utilizado prioritariamente para subsidiar e apoiar os grandes monopólios capitalistas e os grandes bancos.
Esta mudança exige superar os limites desta democracia burguesa que agora se desmascara, não com uma mera reforma política para manter os mesmos que sempre mandaram no poder, mas pelo estabelecimento de um verdadeiro governo popular que se fundamente em formas de democracia direta e dê voz de fato à maioria da sociedade e, principalmente, aos trabalhadores.
O PCB, que não se intimida com ameaças da direita, não sairá das ruas, ao lado das forças de esquerda anticapitalistas e populares e levantará bem alto suas bandeiras:
- O fascismo não passará!
- Não à criminalização dos movimentos populares!
- Desmilitarização da polícia!
- Pela estatização dos transportes públicos, da saúde e da educação, sob controle dos trabalhadores!
- O petróleo é nosso!
- Por uma frente da esquerda anticapitalista!
- Por um governo Popular!
Rio de Janeiro, 23 de junho de 2013
PCB – Partido Comunista Brasileiro
Comitê Central

sexta-feira, 21 de junho de 2013

MANIFESTO DE UNIDADE E DE LUTA !

Milhares de manifestantes que tem participado dos históricos atos populares que estão desmascarando as contradições sociais que o povo brasileiro tem enfrentado há anos. Ressaltamos que esse grandioso movimento é fruto de um acúmulo de lutas que os trabalhadores(as) e movimentos sociais vem travando nesses últimos anos agravados pela crise econômica e pela total falta de respeito dos governantes que governam para os empresários, banqueiros e latifundiários, enquanto aumenta a miséria e a violência contra os pobres.
O Estado é o agente direto desse estado de barbaridade em que se encontra o país, reprimindo manifestações legítimas, criminalizando os movimentos sociais que lutam por moradia, por educação de qualidade, por investimento em saúde e melhoria do transporte público, negando direitos básicos àqueles que são os mais sacrificados pelo sistema.
A repressão polícial é o principal instrumento utilizado para sufocar e perseguir os movimentos sociais e todos aqueles que lutam contra as desigualdades geradas pelo sistema, aumentando em grande escala o desrespeito a direitos básicos, a violência contra os mais pobres e a criminalização dos movimentos.
As obras da Copa são o melhor exemplo de abusos contra o povo, pois bilhões de reais em recursos públicos foram investidos para atender as exigências da FIFA, desalojando milhares de famílias, impactando mais ainda o caótico trânsito das grandes cidades com obras faraônicas visando apenas o lucro de empresas privadas que serão as grandes beneficiadas dos negócios gerados com esses investimentos.,
Nossos adversarios estão no poder e usam de todas as formas para nos explorar e dividir; numa clara ação fascista jovens ligados ao PSDB e outras forças da direita, formentam gangues que se misturam aos manifestantes para promover brigas e segregar militantes que sempre lutaram em defesa de nosso povo. Por isso não é hora de dividirmos a nossa luta e nem fazermos de nós mesmos inimigos de nossas reivindicações. Nosso inimigo é o sistema que nos oprime e mata nosso povo e seus governos capachos da elite que ignora nossa voz.
A unidade das organizações abaixo assinado se faz na luta e por isso chamamos a toda a sociedade para se unirem aos estudantes e trabalhadores(as) nessa histórica jornada que deve crescer e se organizar para efetivar nossa indignação em conquistas reais.
*Redução imediata das tarifas! Passe Livre Já!
*Por aumento dos investimentos em saúde, educação e moradia;
*Pelo fim do aparato repressivo e pelo fim da PM.
*Não a criminalização das organizações e movimentos sociais.
*Que as centrais sindicais levem a frente as jornadas de luta em todo o país.
*Independência frente a todos os Governos.
*Libertação dos manifestantes presos em todas as cidades.
AGB sessão local BH
Associação Cultural José Marti
ANEL
CRESS-MG
COMITÊ ANTI-COPA
Rede Feminista de Saude
CSP-Conlutas
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania
LER-QI
MLB
MST
PCB
PCR
PSOL
PSTU
UJC
UJR
Unidade Classista

Toda força ao movimento popular! Não ao fascismo!


imagem
Por todo o país, centenas de milhares de pessoas, em sua maioria jovens, vêm ocupando as ruas para demonstrar insatisfação com o aumento do preço das passagens, dos alimentos e dos serviços públicos em geral, além de outras questões, provocadas pela ofensiva do capitalismo contra nossos direitos, como o desmonte da saúde e da educação, as privatizações, a brutalidade policial, a corrupção, a desigual distribuição da renda, a precarização do trabalho, a falta de perspectivas para a maioria dos jovens e, sobretudo, o sentimento de traição do governo e a farsa da democracia burguesa.
O crescimento do movimento fez com que governos municipais e estaduais recuassem da sua postura inicial de intransigência e reduzissem as tarifas. Ao fazê-lo, no entanto, anunciaram que, para compensar a queda do preço das passagens, teriam que retirar verbas de outras áreas, insinuando cortes em setores sociais. Trata-se de claro falseamento dos fatos, pois esses e outros recursos para resolver problemas sociais podem ser obtidos das obras desnecessárias e superfaturadas, como a do Maracanã, do pagamento de juros aos banqueiros, do superávit primário.
Partido Comunista Brasileiro (PCB) e a União da Juventude Comunista (UJC) participam ativamente dos atos em todo o país, com seus militantes, apoiadores e aliados, suas bandeiras e propostas para a solução dos problemas apontados pelos manifestantes. As ruas são o espaço propício para o exercício da ação política, a livre manifestação das vontades e ideias dos indivíduos e dos grupos organizados em partidos, sindicatos e outras formas políticas e sociais que contribuem para a reflexão e o encaminhamento das lutas. Foi nas ruas que os comunistas, as esquerdas e outros setores sociais venceram a campanha “O Petróleo é Nosso” nos anos 50 e derrotaram a ditadura na década de 1980. É nas ruas que lutamos por melhores condições de vida e trabalho e por uma sociedade igualitária, sem exploradores nem explorados.
Com o crescimento das manifestações, segmentos da direita tentam impedir que partidos, sindicatos e outras organizações políticas e sociais se manifestem. Ocorrem também atos de violência, como depredações de prédios públicos, promovidos por provocadores, sobretudo grupos de direita. A desproporcional violência policial, exatamente a mesma em todos os países capitalistas onde os povos se levantam, se encontra com a dos provocadores, dando à mídia burguesa oportunidade para exigir que as manifestações sejam nacionalistas, ordeiras e sem os partidos de bandeiras vermelhas. Tentam sequestrar o movimento, jogando a massa despolitizada contra os partidos de vocação socialista.
O PCB repudia veementemente essas duas faces da violência e propõe às organizações políticas e movimentos do campo popular a se unirem nas ruas e para além dessas manifestações. Vamos garantir a livre manifestação popular e barrar o antipartidarismo, que só interessa à direita. O movimento é suprapartidário, com pessoas, partidos e organizações diversas em sua composição. Mas não pode ser apartidário.
É preciso fortalecer as lutas populares, com a presença dos trabalhadores organizados, apontando para a estatização do sistema de transportes, sob controle da população, mostrando que só assim poderemos conquistar a tarifa zero; é preciso lutar pela desmilitarização das polícias, avançar na defesa da saúde e da educação públicas, dentre outras lutas. Mas temos que chamar a atenção para as raízes dos problemas que nos afligem, não apenas suas consequências: quanto mais capitalismo, mais desigualdade e mais exclusão. Nossa luta é contra o sistema capitalista e em defesa do socialismo. Vamos formar uma ampla frente anticapitalista, combativa, para, com unidade de ação, avançar por amplas conquistas do movimento popular e pela sociedade socialista.
NÃO BASTA SE INDIGNAR: É PRECISO MUDAR O SISTEMA!
Secretariado Nacional
PCB - Partido Comunista Brasileiro

COPA DAS MANIFESTAÇÕES - MARIANA - MINAS GERAIS

A MANIFESTAÇÃO HOJE (21) É EM MARIANA - MG
Concentração às 16 h na Praça da Sé (Centro Histórico).
A redução da tarifa do transporte coletivo público.
O monopólio da única empresa privada, são a referência de aglutinação.
Mas vamos colocar TEMPERO e COR nesta manifestação?
Traga seu movimento, seu sindicato, seu partido, sua associação...
Traga todos aqueles que há décadas lutam neste país!
O que as lutas tem em comum? A crise, no mundo inteiro!
“Mas não é a crise. É o capitalismo”.
Todos à rua! Todos à Marcha!
Prof. André Mayer (CDC-UFOP) www.cdc.ufop.br

quarta-feira, 19 de junho de 2013

PROGRAMAÇÃO DA COPA DAS MANIFESTAÇÕES:

1) quinta às 17h na praça Sete em direção à prefeitura;
2) sábado às 10h na praça Sete rumo ao Mineirão;
3) domingo, nova assembleia às 15h debaixo do viaduto Santa Tereza.
 

NÃO BASTA SE INDIGNAR: É PRECISO MUDAR O SISTEMA!

O PCB (Partido Comunista Brasileiro) saúda e se engaja de forma militante no vigoroso movimento surgido a partir de uma manifestação em São Paulo contra o aumento das tarifas de ônibus urbanos.
A estúpida violência policial aos manifestantes repete-se no Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte e em cada vez mais cidades brasileiras, independente do partido político do Governador ou do Prefeito. Na defesa da institucionalidade burguesa, não há repressão mais ou menos “democrática”.
Reparem que esta violência é exatamente a mesma em todos os países capitalistas onde os povos se levantam contra os cortes de direito e a fascistização do estado, necessária para garanti-los. Os mesmos uniformes de gladiadores, as mesmas armas cinicamente chamadas de “não letais”: balas de borracha, gás de pimenta e lacrimogêneo.
No Brasil, a crescente fascistização do estado tem a ver com a opção do governo por evitar a crise do capitalismo com mais capitalismo. É preciso muita repressão para aprofundar a privatização do nosso petróleo, dos portos, aeroportos, rodovias, para expulsar os índios de suas terras, “flexibilizar” direitos, adotar um Código Florestal para o agronegócio, desonerar e favorecer o capital.
Em nosso país, a explosão popular demorou a aparecer, em função das ilusões semeadas em 10 anos de um governo que se diz de “esquerda”, mas cuja principal preocupação é alavancar o capitalismo brasileiro.
Aqui, a fascistização do estado se acentuou para que o país acolha “em paz” o novo Papa e os megaeventos (Copas das Confederações e do Mundo, Olimpíadas).
É evidente que o aumento das tarifas foi apenas uma faísca para um movimento que tende a crescer e que tem raízes numa insatisfação sistêmica. Teve o mesmo efeito catalizador das árvores da Praça Taksim, na Turquia. Mas na raiz da indignação, estão o desmonte da saúde e da educação, as privatizações, a brutalidade policial, a corrupção, a injusta distribuição da renda, a inflação, a precarização do trabalho, a falta de perspectivas para a maioria dos jovens e sobretudo o sentimento de traição do governo e a farsa da democracia burguesa.
Não foi gratuita a vaia à Presidente na abertura da Copa das Confederações e o aparecimento de uma nova e vigorosa bandeira para as manifestações. Tratando-se o futebol de um esporte popular no Brasil, fica mais evidente a vocação capitalista desse governo, que promoveu, através de um Ministro dos Esportes que se diz “comunista”, a privatização dos estádios e da própria seleção brasileira (patrocinada por um banco e uma fábrica de bebidas) e a elitização do acesso aos estádios, tornando o futebol uma mercadoria de luxo.
Mas é importante chamar a atenção para as raízes dos problemas que nos levam a indignar e não apenas para as causas. Quanto mais capitalismo, mais injustiça, mais exclusão. O centro da luta tem que ser contra o sistema capitalista e por uma sociedade socialista.
PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO

OCUPEMOS AS RUAS! TODO APOIO AOS PROTESTOS POPULARES CONTRA O AUMENTO DAS PASSAGENS!



Nas últimas semanas, o povo trabalhador brasileiro, em especial a juventude, vem protagonizando uma série de atos contra o aumento das passagens de ônibus. O que seria uma série de manifestações locais transformou-se em uma onda de protestos populares no Brasil. A União da Juventude Comunista além de apoiar, vem participando de todos os protestos, ombro a ombro com a juventude, as classes populares e as suas diversas formas de organização.
A resposta dos governos e os monopólios midiáticos é a sistemática tentativa de criminalizar os movimentos, a fim de legitimar a repressão aos protestos populares. Tal repressão foi tão descabida que até repórteres foram arbitrariamente atacados durante os atos. Em um período de organização de grandes eventos internacionais no Brasil, este tipo de ação policial, tão comum no cotidiano dos bairros populares, é apenas uma amostra do trato político que as reivindicações dos trabalhadores terão se não estiverem de acordo com o interesse dos monopólios e da acumulação capitalista.
Os governantes dos mais distintos partidos políticos da ordem tentam veicular a ideia de que os protestos seriam apenas contra um irrisório aumento de 0,20 centavos. Eles dizem também que os protestos são produto da ação de algumas organizações e partidos que tentam tumultuar a ordem do país diante dos mínimos efeitos da crise mundial. No entanto, estes governantes vinculados ao projeto burguês para o país, que são de partidos como o DEM, PSDB, PMDB, PT e suas forças auxiliares, esquecem que cerca de 40% do orçamento doméstico dos trabalhadores são destinados a pagar estas tarifas de transporte. Um serviço sem qualidade, no qual a juventude e os trabalhadores são tratados como gado – ou pior.  Tal serviço tem como objetivo apenas promover altos lucros para as empresas de ônibus, grandes financiadoras das campanhas eleitorais desses partidos da ordem.
Portanto, esta luta contra o aumento e por um transporte público de qualidade é uma demanda sentida na pele por milhões de brasileiros e brasileiras. Uma demanda por melhores condições de vida para a população. E como os governos e partidos comprometidos com os interesses dos empresários respondem a esta demanda? Reprimindo, criminalizando e menosprezando a luta deste movimento.
Nós da União da Juventude Comunista, não temos dúvida de que lado da trincheira estamos nestas lutas. Estamos ombro a ombro com a juventude e o povo trabalhador em movimento. Devemos aprofundar não só as mobilizações, mas a organização permanente das demandas destes protestos. Na atual conjuntura, lutar contra o aumento das passagens e por um melhor transporte público é lutar contra a mercantilização da vida e contra a natureza privatista de um direito humano fundamental que o capitalismo nos nega: o direito de ir e vir.
Esta luta mostra para os trabalhadores que, apesar da “democratização” do consumo via crédito, demandas estruturais para a classe trabalhadora (como saúde pública estatal e de qualidade, educação pública, reforma agrária e urbana, transporte público de qualidade e conquista de direitos sociais básicos) não serão conquistados por partidos e governos que compactuam com a atual ordem do capital. Estamos certos de que a luta pela defesa da vida humana é mais importante que a preservação dos interesses particulares da acumulação capitalista. Por isso, ocupemos as ruas! A vida é mais importante que lucros do grande capital!

-Redução das tarifas já! Pela estatização das empresas de ônibus, visando a criação da tarifa zero! Transporte público e de qualidade para o povo trabalhador!
-Contra a criminalização e repressão dos movimentos sociais! Questão social não é caso de polícia!
-Passe livre já! Para estudantes secundaristas, universitários e para os desempregados!
-Pela organização dos fóruns populares sobre transporte público e mobilidade urbana! Construindo o poder popular!
-Abaixo os governos do grande capital! Contra a mercantilização da vida!


Coordenação Nacional da União da Juventude Comunista
 

Programas Futebol e Política do Canal do Jornal O Poder Popular.

Programas Futebol e Política do Canal do Jornal O Poder Popular.  Camaradas; Segue os links dos Programas Futebol e Política do Can...