domingo, 30 de outubro de 2016

NOTA POLÍTICA DO PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO - CONTAGEM/MG SOBRE O SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES


O PCB de Contagem orienta o voto nulo no segundo turno das eleições de Contagem. As candidaturas que se apresentam para a eleição do dia 30 de outubro são, cada qual ao seu modo, adversárias da classe trabalhadora e não devem receber a confiança do cidadão de Contagem.
De um lado temos o atual prefeito Carlin Moura, do PCdoB. Carlin, devemos reconhecer, foi responsável pela urbanização de diversas áreas de vilas e favelas de Contagem, inaugurou linhas de ônibus e construiu aparelhos de saúde em locais historicamente abandonados pelo poder municipal. Ainda assim, sua administração é marcada por diversos conluios contra o trabalhador contagense. Carlin inaugurou uma nova UPA enquanto fechou uma antiga, ao invés de manter ambas em funcionamento, além de não contratar profissionais suficientes para operacionalizar os novos centros de saúde. Escolas foram fechadas nos quatro anos de seu governo, e o transporte das crianças realocadas para outros colégios é muito deficiente e alvo de constantes reclamações. As novas linhas de ônibus operam em horários reduzidíssimos e a tarifa segue aumentando, mesmo com sucessivos incentivos fiscais e perdões de impostos atrasados. A urbanização das periferias foi acompanhada de projetos sociais privados nebulosos, e muitas dessas obras da prefeitura foram abandonadas sem manutenção após sua inauguração - além da completa ineficiência ao lidar com as ocupações urbanas, como na sua total imobilidade em dar uma solução para a situação da ocupação William Rosa. Para o segundo turno, piorando ainda mais sua situação, Carlin Moura está aliado com ninguém menos que Newton Cardoso e Ademir Lucas, figuras carimbadas da política de Contagem e comprovadamente inimigos dos trabalhadores!
Do outro temos Alex de Freitas, do PSDB. Em sua campanha no primeiro turno, Alex se apresentou como um gestor moderno e experiente. Alex apresenta algumas ideias aparentemente sedutoras em sua campanha. Seu programa protocolado no TSE é ambicioso, bem aparado e traz propostas importantes. O que Alex esquece de mencionar é que, graças a uma emenda constitucional apoiada pelo seu partido, suas propostas serão impraticáveis. Existem limitações objetivas a esse projeto de governo sendo colocadas pelos próprios correligionários do candidato. Alex de Freitas parece estar mentindo para o eleitor de Contagem, ou talvez o candidato não tenha a mais pálida ideia do que seus colegas tentam implantar no país com a PEC 241. Ambas as possibilidades o descredenciam completamente para comandar uma cidade tão importante quanto Contagem. Em seu discurso - disponível na página de sua candidatura no Facebook - após a confirmação de sua ida para o segundo turno, Alex critica candidatos que prometem coisas que não podem cumprir, enquanto ele próprio também apresenta propostas inviáveis. Alex de Freitas é um tucano escolhido a dedo para concorrer à prefeitura, não devemos nos enganar. Sua indicação para a disputa em uma cidade importante e estratégica como Contagem certamente foi chancelada pelas principais figuras do PSDB de Minas Gerais, e a imagem que ele tenta construir não deve confundir o cidadão das reais intenções que estão por trás de sua candidatura!
Os próximos quatro anos serão difíceis para os trabalhadores de Contagem, independente do resultado das urnas daqui três semanas. Devemos seguir organizando a população da cidade para resistir aos ataques que virão da prefeitura, do governo estadual e do governo federal.
Contagem, 21 de outubro de 2016

Nota do MAIS e PCB para o segundo turno em Juiz de Fora

As eleições em todo país foi pautada pela abstenção, fortalecimento da direita tradicional e desmoralização do PT.
O Governo Temer e sua ampla base aliada tiveram uma grande vitória eleitoral, em 25 capitais, os partidos da direita e centro-direita conquistaram a primeira posição em 23. O PT, que era o único partido brasileiro que aumentava o número de vereadores e prefeitos eleitos a cada eleição, nesse ano despencou de 635 prefeituras para 256, de 5067 vereadores para 2795.
Em Juiz de Fora, semelhante ao restante do país, a eleição municipal apresentou alguns elementos. A direita tradicional apresentou em Juiz de Fora quatro candidatos: Noraldino, Lafaiete, Bruno e Rezato, obtendo 75% dos votos. Margarida teve sua pior votação, caindo de 37,19% em 2012 para 22,38%. Os votos nulos e brancos passam de 15%, ampliando em quase 5% das eleições municipais de 2012.
Neste cenário, a Frente Popular Socialista Esquerda (PSOL, MAIS, PCB, NOS e Brigadas Populares) sai fortalecida com 2.744 votos para prefeito e 1017 para vereador. Uma campanha feita nos bairros, nas portas das fábricas e escolas, diferenciando-se das demais candidaturas, ao construir seu programa em debates amplos e próximos ao movimento. Tivemos muitas dificuldades em virtude da lei antidemocrática aprovada pelo deputado Eduardo Cunha, recentemente cassado e preso por corrupção. Lei que diminuiu os direitos democráticos para a apresentação de nossas propostas, retirando quase todo o tempo de TV e impedindo a nossa participação nos debates.
Nossas organizações em Juiz de Fora ainda são pequenas, e encontramos algumas dificuldades no desenvolvimento da campanha, porém, mesmo com tudo isto, agradecemos aos trabalhadores e trabalhadoras, à juventude, e demais lutadores e lutadoras que estão no combate ao machismo, o racismo e a LGBTfobia. À todos e todas que apostaram na independência dos empresários para construção de uma alternativa socialista para transformação de nossa cidade.
A eleição no segundo turno:
Bruno, candidato do PMDB, atualmente possui índice de rejeição significativo. A cidade está abandonada e não há investimento que combata ou modifique a realidade desigual e violenta que Juiz de Fora se encontra. A taxa de morte dos jovens negros e periféricos permanece alta, greve dos professores e professoras, caos na saúde, falta de merenda em escolas municipais, albergue para moradores em situação de rua interditado por condições insalubres, e inúmeras outras questões demonstram isso. Ao mesmo tempo, os bairros nobres contam com massivo investimento, obras, policiamento e segurança. Essas diferenças expressam verdadeiramente uma divisão de classe expressa em nosso cenário urbano. Bruno, que faz parte do partido que propôs, através do presidente interino, um Projeto de Emenda Constitucional (PEC 241) que visa congelar os gastos com saúde e educação durante 20 anos no Brasil, demonstra cada vez mais que governa para as classes dominantes. Um prefeito que aceita representar um partido que defende essa postura, estaria apto para defender os interesses da população Juizforana?
Se não podemos, em hipótese alguma, render apoio ao PMDB, também seria um equívoco creditar ilusões na política petista expressa na chapa Margarida-Chico Evangelista. Devemos tirar as melhores lições do projeto fracassado do PT para o Brasil: um governo que, a partir de uma dita aliança entre ricos e pobres, conservadores e “progressistas”, deseducou os trabalhadores ao não manter independência das grandes empresas. Vimos que ao “governar para todos”, quando a crise chega não é bem assim. E, ao desmobilizar os trabalhadores brasileiros e se aliar ao capital financeiro, o PT cavou sua própria cova.
Inclusive a candidata Margarida, cumprindo o papel de deputada federal, infelizmente, votou no congresso a favor de ataques aos nossos diretos. Com sua ajuda foram aprovadas medidas como: pós-graduação pagas nas universidades federais e ataques ao PIS/PASEP e seguro-desemprego, que ferem os direitos dos trabalhadores. Em nome das contas públicas ou da governabilidade, o PT abriu caminho para os ataques promovidos no governo Temer.
Ao escolher Chico Evangelista do PROS como vice, o PT reproduz todos os erros do seu projeto político. Sabem das posições reacionárias deste político, pois votou contra o aumento de salários dos professores; defende a escola sem partido e demais pautas combatidas pela esquerda. O PROS virou-se contra o PT na votação do impeachment e mostrou a lealdade que se pode esperar destes partidos.
Enquanto sentimos na pele as piores consequências de tal aliança, fica tudo esquecido ou relevado pelo PT, mais uma vez em nome da tal governabilidade, abandonando o projeto de fortalecer uma posição à esquerda.
Olhando o cenário de Juiz de Fora, nos posicionamos pelo voto nulo. Voto que representa uma crítica à direita tradicional, representada pelo PMDB que vem atacando os nossos direitos, na figura de Bruno Siqueira; e a conciliação de classes com a burguesia promovida pelo PT em seus anos de governo, na figura de Margarida.
Canalizamos nosso esforço militante para construção do projeto trabalhadores/as e juventude construindo o Fora Temer. A resistência aos ataques dos nossos direitos, a luta dos secundaristas na cidade e no país e retornando aos bairro com Joquei 3, palco de importante manifestação neste mês que não contou com apoio de nenhuma das outras candidaturas.
A Frente de Esquerda representa um terceiro campo, um espaço em estágio embrionário, cujo fortalecimento expressa a unidade dos setores da esquerda que não se renderam à conciliação de classes petista, tampouco à desmoralização oriunda da rearticulação da direita. A vitoriosa intervenção unitária que realizamos nas eleições deve prosseguir nas lutas e nas mobilizações em defesa dos nossos direitos e pelo “Fora Temer”.
Entendemos que a política não pode ser construída de decisões imediatistas, pensando somente com a lógica do “menos pior”. Nossa tarefa agora é dar continuidade à Frente de Esquerda nas lutas sociais sem apoiar politicamente o PMDB ou o PT, construindo um terceiro campo. Não podemos ir na contramão das necessidades políticas no país, por isso, mesmo após o fracasso dos governos petistas, temos que construir uma alternativa socialista a direita tradicional e a conciliação com a burguesia. A falência do projeto do PT, que a direita tenta imputar a toda a esquerda, corresponde à ousadia de construir uma verdadeira alternativa de massas, completamente independente do PT e da direita, para impulsionar as lutas e oferecer uma saída progressista à crise política e econômica que vivemos no país.
Juiz de Fora, outubro de 2016

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Frente de Esquerda BH Socialista

UNIFICAR AS LUTAS E OS MOVIMENTOS SOCIAIS DE BH EM DEFESA DOS NOSSOS DIREITOS E CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA CIDADE
O segundo turno da eleição em Belo Horizonte apresenta um cenário difícil para as lutadoras e lutadores da cidade. As duas opções João Leite (PSDB) e Alexandre Kalil (PHS) integram o governo golpista e ilegítimo de Michel Temer e estão juntos para atacar o povo brasileiro: as trabalhadoras e os trabalhadores, a população LGBT, a periferia e sua juventude marginalizada, os indígenas e quilombolas.
O PSDB de João Leite, através de Aécio e Anastasia, implementou medidas que destruíram os serviços públicos, atacou os direitos de servidores no Estado de Minas Gerais enquanto reforçou a militarização das cidades e reprimiu toda e qualquer manifestação popular. No Congresso Nacional tem encaminhado propostas que destroem os direitos sociais adquiridos desde a redemocratização, que congelam por vinte anos os gastos em setores prioritários como saúde e educação (PEC 241) e entregam as riquezas do país para o capital internacional, como fez na última semana votando pelo desmantelamento da Petrobrás e privatização do pré-sal. No município a política de João Leite pretende aprofundar a privatização da cidade e entrega do patrimônio público municipal através de empresas como a PBH Ativos S/A, marca do governo Lacerda (PSB).
Alexandre Kalil tenta se passar por alguém de fora da política, aproveitando a crescente indignação da população e a crise de representatividade, mesmo sendo coadjuvante do processo golpista nos bastidores da política. Juntamente com o PSDB, tem pautado as mesmas medidas de retirada de direitos sociais, trabalhistas e humanos. Kalil é uma figura que sonega impostos como o IPTU e FGTS e ainda quer convencer a população de que representa alguma mudança. Junto com seus aliados, participa do processo nacional de destruição de direitos e entrega do patrimônio aos estrangeiros.
Nenhum e nem outro representa os anseios da maioria da população belo-horizontina, uma maioria diversa que deseja a construção de uma outra política no país.
Nesta conjuntura, não podemos nem enganar, nem decepcionar as eleitoras e eleitores da Frente de Esquerda BH Socialista. Seja qual for o resultado do 2° turno, infelizmente, a cidade não viverá as transformações necessárias, pois os dois candidatos e seus respectivos partidos estão unidos na aplicação do ajuste fiscal e da retirada de direitos e representam os interesses dos ricos e poderosos.
Diante disso, a Frente de Esquerda BH Socialista se define pelo voto nulo no segundo turno em Belo Horizonte: “Nem João Leite, nem Kalil, nosso voto é Izidora!”. Acreditamos que a saída é ocupar as ruas, por isso convocamos a militância social e o conjunto da população a construir a resistência local aos ataques aos nossos direitos unificando as lutas em curso rumo a uma greve geral no país para derrubar o governo ilegítimo de Temer, Aécio, Renan e Cunha.
Aqui em Beagá a ação mais urgente de resistência é impedirmos o despejo e criminalização das Ocupações Urbanas, em especial das 30.000 pessoas que vivem na região da Izidora. O governo Pimentel (PT) tem ameaçado diariamente a população das Ocupações com ações violentas, desumanas e irresponsáveis de despejo, atirando bombas e balas de borracha contra famílias e crianças. Foi conivente e responsável por um dos maiores crimes do Estado: o derramamento de lama da Samarco/BHP/Vale, tendo se posicionado ao lado das mineradoras e ainda aprovado a flexibilização da legislação ambiental para o extrativismo. Além disso, anunciou o parcelamento de salários de servidores sucateando o serviço público e deixando os trabalhadores e trabalhadoras de mãos atadas frente à perda de valor do salário e à inflação.
Nem João Leite! Nem Kalil! Nosso voto é Izidora!
Nenhum direito a menos! Nenhum despejo a mais!
Temer Jamais! Lacerda Nunca Mais!
Frente de Esquerda BH Socialista
PSOL - PCB - BP - UP

Programas Futebol e Política do Canal do Jornal O Poder Popular.

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