sexta-feira, 5 de maio de 2017

Os comunistas a GREVE GERAL (28 de abril de 2017) e o primeiro de maio em Minas Gerais.


Os comunistas do PCB estiveram presentes em diversas manifestações, protestos e lutas em Minas Gerais no dia 28 de abril de 2017, dia da primeira GREVE GERAL do século XXI no Brasil e do primeiro de maio. O EXPRESSO VERMELHO - Informativo do PCB - Minas Gerais divulga neste blog os informes provenientes das células e coletivos do PCB em Minas. 

BELO HORIZONTE
Camaradas do PCB, UJC, Unidade Classista e Coletivo Ana Montenegro em BH
28 de abril em BH
O Partido Comunista Brasileiro (PCB), a juventude Comunista (UJC), a corrente sindical UNIDADE CLASSISTA e o Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro (CAM) marcaram presença nos atos, protestos, piquetes e paralisações em várias cidades de Minas Gerais. Em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, foi realizado um significativo ato unificado na praça Sete de Setembro que contou com mais de 50 mil pessoas debaixo de uma forte chuva. Na madrugada do dia 28 de abril os petroleiros da Refinaria Gabriel Passos em Betim cruzaram os braços. Os sindicatos dos rodoviários e dos metroviários pararam as garagens de ônibus e o metrô de BH. A Frente de Esquerda Socialista (PCB, PSOL, UP, BP, MAIS, NOS e LPS), a Frente Povo Sem Medo, a Frente Brasil Popular, a Frente Mineira Popular em defesa da Previdência Social, e os movimentos sociais, culturais e populares marcharam juntas com as centrais sindicais: Força Sindical (FS), União Geral dos Trabalhadores(UGT), Central Única dos Trabalhadores(CUT), Central Geral dos Trabalhadores Brasileiros (CGTB), Nova Central Sindical dos Trabalhadores(NCST), INTERSINDICAL - Central da Classe Trabalhadora, Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB) e da Central Sindical e Popular - (CSP-CONLUTAS).   

BARREIRO/CONTAGEM – REGIÃO METROPOLITANA
Unidade Classista presente na paralisação no Barreiro

Vallourec-Mannesmann em Belo Horizonte amanhece fechada em dia de greve geral
Nesta sexta-feira (28) o sindicato dos metalúrgicos de Belo Horizonte/Contagem e diversos apoiadores, entre elas a corrente sindical UNIDADE CLASSISTA, organizaram um piquete na usina de tubos da Vallourec-Mannesmann na região do Barreiro. Ao fim do ato, a maioria dos participantes se dirigiu para o centro de Belo Horizonte para a construção da manifestação na Praça da Estação.

IPANTINGA – VALE DO AÇO

Aconteceu em Ipatinga/MG no dia 28/04/2017 uma manifestação da Greve Geral. Participaram do ato: PCB, Unidade Classista, Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro, CUT, Intersindical, Varios sindicatos, UJS, UNE, Levante da Juventude, MST, Brigadas Populares, Coletivo BIL, Sindute, Simtserp, Seci, Sintrocell, Metasita, Sindipa dentre outras organizações. O ato teve alguns momentos de tensão, quando os policiais tentarem impedir que os manifestantes ocupassem a BR 381, inclusive apontando armas para o povo que seguia pela BR. Haviam aproximadamente 1.000 pessoas no ato do dia 28/04, que concentrou na Praça do Iguaçu e seguiu ate o Centro da cidade de Ipatinga/MG.  

JUIZ DE FORA – ZONA DA MATA


Dia 28 de abril foi histórico para a cidade de Juiz de Fora. A greve parou 100% do transporte público e grande parte do comércio, indústria e serviços. À partir das 00h os piquetes feitos por trabalhadores e estudantes impediram a saída dos ônibus urbanos das garagens. Esses piquetes permaneceram até às 15h, período em que a cidade parou, os empresários do setor de transportes saíram de suas casas e tentaram intimidar seus funcionários e os manifestantes. A polícia teve atuação ameaçadora em algumas garagens e solidária em outras. Às 9h, cerca de 40 mil pessoas se reuniram na praça da estação, de onde saíram pelas ruas do centro, em marcha, num ato que durou até às 15h. O Partido garantiu quatro falas no ato, PCB, Ana, UJC e UC, Avalia-se que o dia 28 gerou prejuízo econômico para os empresários e boa visibilidade, além de significativa adesão popular.

SABARÁ – REGIÃO METROPOLITANA

Fórum Municipal de Lutas de Sabará
Nesse 28 de abril, dia de Greve Geral em todo o país, a população sabarense assistiu à manifestação contra as reformas da previdência, trabalhista e a terceirização realizada pelo Fórum Municipal de Lutas, espaço que congrega diversas entidades e organizações de luta do município. Realizada no centro histórico da cidade, a atividade reuniu estudantes, trabalhadores e aposentados de diversas organizações e entidades. Dentre as quais, o Partido Comunista Brasileiro, a União da Juventude Comunista e o Partido Socialismo e Liberdade; também endossaram o ato representantes de entidades como o Sind-UTE, Sintsprev, Sindeess, Sind-REDE, Apubh e o Grêmio do IFMG – Campus Sabará.

SÃO JOÃO DEL REI – CAMPO DAS VERTENTES





Em São João Del Rei, o dia 28 de Abril, dia de Paralisação Nacional, começou com o Trancamento da Viação de ônibus Presidente desde 5 horas da manhã até meio dia. Nas primeiras horas da manhã, houve o fechamento do acesso à BR-265 próximo ao trevo do Tejuco e o fechamento da entrada da UFSJ no Campus Dom Bosco. O PCB participou dessas atividades junto com a frente Povo Sem Medo (PCB-PSOL e Brigadas Populares) além do Sindicato dos Metalúrgicos (SINDMETAL), CSP-Conlutas, professores e representantes do Sind-UTE, servidores dos Correios e universitários da UFSJ. Por volta de 16 horas, um grande ato chamado pelos sindicatos da cidade se concentrou na praça do Coreto e caminhou pelas ruas históricas do centro da cidade até chegar ao Largo São Francisco, às 18:30 horas. Foi o segundo maior ato de rua da história de São João Del Rei atrás apenas das manifestações de Junho de 2013. Aqui, o PCB e a Frente Povo Sem Medo (PCB-PSOL e Brigadas) participaram junto com a CSP-Conlutas e a Frente Brasil Popular da CUT. Além deles, os seguintes sindicatos marcaram presença: Sindicato dos Metalúrgicos (SINDMETAL), Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) Sindicato dos Servidores (SindServ) de São João Del Rei e da vizinha Santa Cruz de Minas, Sindicato dos Professores Particulares (SINPRO), Sindicato dos Professores (ADUFSJ) e de Servidores (SINDS) da UFSJ e o Sindicato da Construção Civil (SINTICON). A massa do ato se constituiu, principalmente, de professores e servidores da rede e da Universidade junto com alunos secundaristas e universitários além de um grande contingente diverso de descontentes com a Reforma da Previdência.

UBERABA – TRIÂNGULO MINEIRO





PCB, UJC, CFCAM e Unidade Classista presentes!
28 de março de 2017, atendendo ao chamado nacional de Greve Geral, posta em marcha para barrar o conjunto de ataques às trabalhadoras e aos trabalhadores brasileiros, em especial as propostas de Contrarreformas Trabalhista e da Previdência, o Partido Comunista Brasileiro-PCB de Uberaba-MG esteve presente no ato realizado no centro da cidade e consequente marcha pelas ruas centrais do município. Representado pela Unidade Classista-UC, pela União da Juventude Comunista-UJC e pelo Coletivo Feminista-Classista Ana Montenegro-CFCAM, os e as comunistas uberabenses participaram da construção do ato, na composição com o Fórum dos Trabalhadores Unificado-FTU, e no dia da atividade teve papel fundamental em seu sucesso. Os e as camaradas fizeram piquete na porta da Garagem da Líder, empresa responsável pelo transporte público do município, impedindo os ônibus de circularem, sendo que até às 09h nenhum coletivo pôde trafegar, o que foi fundamental para o bom desenvolvimento da paralisação. No local do ato propriamente, houve falas de todos os coletivos do PCB-URA, os quais têm se destacado no seio da luta de classes em curso, pela postura combativa e por não recuar diante dos ataques.

01 de maio em Contagem.

O PCB esteve presente na tradicional manifestação após a missa do trabalhador na praça da CEMIG no bairro cidade industrial em Contagem. Pela primeira vez após o processo de reconstrução revolucionária do PCB iniciado em 1992 os comunistas contam com uma célula organizada em Contagem, importante cidade polo industrial brasileira. A concentração popular reuniu cerca de 5000 pessoas. A atividade foi organizada pela Pastoral Operária e contou com a presença do Sindicato dos Metalúrgicos de BH e Contagem (filiado a CUT), da Oposição Metalúrgica CHÃO DE FÁBRICA (ligada a CSP-CONLUTAS) e do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Contagem, que levou sua Kombi garantindo as intervenções políticas dos representantes políticos e sindicais presentes. Além do PCB outras organizações políticas estiveram presentes como o PSTU, MRT, PcdoB e MAIS. A celebração e o protesto teve como pauta principal a luta contra às reformas do Governo Temer. Houve a distribuição com ótima aceitação do Manifesto do PCB aos trabalhadores e à juventude.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Fortalecer a unidade e intensificar as lutas para derrotar o governo Temer



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Nota Política do Partido Comunista Brasileiro – PCB
A nomeação do ministro Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal é parte de um processo de desmoralização completa do governo ilegítimo de Michel Temer e aumenta o nível de degradação das instituições brasileiras. Na mesma linha de ação, dias antes, Temer nomeou Moreira Franco para a Secretaria-Geral do governo, um cargo com status ministerial e foro privilegiado, objetivando claramente salvá-lo da Operação Lava a Jato. Estes dois fatos demonstram que a ousadia da quadrilha de corruptos que usurpou o poder em Brasília não tem limites. Agindo em favor de seus interesses imediatos e com o propósito maior de aprovar medidas antipopulares, a serviço do grande capital nacional e internacional, o governo golpista demonstra que tais práticas espúrias irão continuar, pois não tem compromisso algum com o atendimento das necessidades da população e está disposto a aceitar a impopularidade advinda de suas medidas neoliberais que não possa ser contornada pela manipulação da grande mídia.
Como é provável sua aprovação no Senado, Moraes se tornará o revisor da Lava a Jato e, portanto, vai julgar não só o presidente, seu chefe até há pouco tempo, mas também toda a cúpula do Parlamento, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de quem também foi subordinado, além de seus atuais colegas no Ministério da Justiça e os políticos do PSDB, partido ao qual pertence, do DEM e de outros partidos envolvidos com corrupção. Que isenção terá esse ministro para julgar seus amigos? Com essa decisão, Temer na verdade está escalando Moraes para cumprir a missão que Romero Jucá já tinha indicado nas gravações vazadas para a imprensa, ou seja, costurar um grande acordo para salvar os corruptos das penas da lei e evitar o aprofundamento de qualquer tipo de investigação.
Alexandre de Moraes não reúne as mínimas condições para ser ministro do Supremo Tribunal Federal. Primeiro, porque ele próprio, em sua tese acadêmica, defendia corretamente que quem estava exercendo ou tinha exercido cargo de confiança no Poder Executivo não poderia assumir cargos no Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo levando em conta que um advogado não escolhe as causas que vai defender, é no mínimo estranho o fato de Moraes ter sido advogado da Transcooper, uma cooperativa acusada de ligações com lavagem de dinheiro do narcotráfico ou que seu escritório de advocacia tenha trabalhado para a JHSF, empresa investigada na Operação Acrônimo, o que resultou em honorários de R$ 4 milhões. Ou ainda que tenha sido advogado do deputado Eduardo Cunha. Um currículo como este deveria inviabilizar a escolha de alguém para ocupar um cargo da mais alta instância da Justiça no país, no qual poderá ficar por 25 anos.
Quando era Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Moraes também ficou conhecido pela truculência com que reprimiu os estudantes secundaristas que ocupavam as escolas no Estado, os jornalistas e manifestantes em geral, o que resultou em dezenas de feridos por estilhaços de bomba, sendo que um deles ficou cego; pelo aumento do número de mortes de pretos e pobres na periferia de São Paulo; pela incompetência na recente crise nas penitenciárias, cujo resultado foram os massacres de presos em vários Estados. Moraes no STF representa o triunfo da impunidade, das relações de compadrio e das práticas espúrias em favor das classes dominantes, que têm sido a tônica desse governo usurpador.
Mas o governo Temer é muito mais que um governo corrupto. A situação do país é realmente grave e a paciência da população está chegando ao limite. A economia brasileira está em frangalhos, com a maior recessão de sua história moderna; o desemprego já atinge 13 milhões de trabalhadores com carteira assinada e mais cerca de 7 milhões que já desistiram de procurar emprego, além do arrocho salarial e a queda na renda da população. A crise financeira dos Estados e Municípios está levando o caos aos serviços públicos, provocando a precarização do atendimento à saúde, o atraso de salários e a demissão de funcionários públicos, processo muito claro na crise nas penitenciárias brasileiras, cuja face mais visível são os massacres ocorridos em vários Estados.
Trata-se de uma administração que vem realizando um ataque brutal aos trabalhadores, à juventude e à população em geral, mediante o ajuste fiscal, as reforma trabalhista e da previdência, a reforma do ensino médio e a entrega do pré-sal e do Aquífero Guarani para as multinacionais, além das privatizações do patrimônio público, tudo isso para favorecer o capital monopolista, os banqueiros e o agronegócio. Um governo completamente desmoralizado perante a opinião pública, mas que ainda se sustenta porque está realizando o trabalho sujo para o grande capital nacional e internacional.
A ofensiva contra os trabalhadores, as negociatas, os escândalos diários e o mar de lama da corrupção são tamanhos que a maioria da população ainda está perplexa diante da crise. Mas é necessário acabar com o desânimo, sacudir a poeira e dar a volta por cima, retomar as manifestações de rua, as greves e as lutas nos locais de trabalho, moradia e estudo para derrubar o governo usurpador. Só teremos condições de mudar a atual correlação de forças e construir uma nova realidade, na qual as instituições estejam voltadas a atender os interesses populares, se as massas forem à luta contra o governo. Portanto, é hora de reunir forças para derrotar o governo Temer e reverter as medidas tomadas contra os trabalhadores, a juventude e a população em geral.
Para realizar essa tarefa é necessário construir a unidade de todos aqueles interessados na luta contra o governo ilegítimo. O PCB, além da participação nas atividades programadas pelas centrais sindicais contra a reforma trabalhista e previdenciária, propõe um calendário de reuniões com organizações da esquerda socialista e dos movimentos sociais, assim como as entidades nacionais da luta sindical, popular e democrática, visando à articulação de um espaço de lutas mais amplo, para além dos blocos e frentes da esquerda socialista, pois, em razão das ameaças às liberdades democráticas e à soberania nacional, há um vasto campo progressista que poderá ser atraído para engrossar e fortalecer as lutas anticapitalistas e contra os ataques aos direitos dos trabalhadores.​
No entanto, sabemos pela própria experiência histórica que nem todos os componentes desse processo de lutas têm os mesmos objetivos que a esquerda socialista e classista. Por isso, é imprescindível que, no interior do campo unitário, se fortaleça a esquerda socialista e classista, com vistas a constituir uma frente política permanente, um campo alternativo à política de conciliação de classes e à direita, capaz de garantir que os interesses dos trabalhadores não sejam trapaceados por quem visa apenas canalizar a insatisfação popular para as eleições em 2018. Quanto mais forte esse bloco estiver, maiores serão as possibilidades para se avançar no rumo das conquistas populares.
Por um Bloco de Lutas anticapitalista, na perspectiva do poder popular e do socialismo.
Comissão Política Nacional do PCB

Programas Futebol e Política do Canal do Jornal O Poder Popular.

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