terça-feira, 24 de julho de 2018

PCB apresenta plataforma política pelo Poder Popular

O Poder Popular
Nesta sexta, dia 20/07, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) realiza sua Convenção Nacional para formalizar o apoio político à pré candidatura de Guilherme Boulos e Sônia Guajajara para a presidência da república. Tais candidatos expressam a frente política e social que reúne PCB, PSOL, Mídia Ninja, MTST, Movimento Indígena e outros movimentos populares.
Num grande ato político, que contará com a presença de pré candidatos do PCB de vários estados brasileiros, convidados do PSOL e representantes de organizações de luta e movimentos sociais, o PCB apresenta a sua contribuição política ao programa da Frente de Esquerda, cujos termos divulgamos a seguir. Vamos sem medo de mudar o Brasil!
RECONSTRUIR O BRASIL NA DIREÇÃO DO SOCIALISMO
Por que o PCB apoia, nas eleições, a frente política e social liderada por um sem teto e uma indígena?
Primeiro porque temos uma política amadurecida de construção de frentes políticas de esquerda como condição fundamental para reconstruir um novo rumo para o Brasil. Segundo porque a candidatura Boulos-Guajajara nasceu a partir de baixo e representa uma união avançada não só dos partidos políticos de esquerda mas também dos movimentos sociais, com perspectiva de se manter unida para além das eleições.
Para compreender nossa decisão, é fundamental avaliarmos que vivemos uma conjuntura instável, incerta e complexa tanto em nível nacional quanto internacional. O aprofundamento da crise sistêmica do capitalismo, das disputas interimperialistas e o acirramento da luta de classes intensificam os ataques aos direitos sociais, políticos e democráticos da classe trabalhadora em todo o mundo. No Brasil, na América Latina e em diversos países, crescem movimentos e partidos de extrema direita e fascistas cada vez mais como opções políticas viáveis para os grandes monopólios administrarem a barbárie capitalista.
Em nosso país, para dar continuidade ao programa ultraliberal, antipopular e antinacional do governo golpista, setores reacionários da classe dominante brasileira cada vez mais apostam e simpatizam com a candidatura de extrema direita. Em tempos de crise e disputas no andar de cima, o programa do grande capital no Brasil está claro, independente dos candidatos: radicalização na retirada de direitos trabalhistas, reforma da previdência, privatização de empresas estratégicas e recursos naturais, desnacionalização econômica, entrega do pré-sal para grandes petrolíferas internacionais, subordinação aos interesses dos EUA no continente, restrição das liberdades democráticas, criminalização dos movimentos populares e intolerância aos direitos das mulheres, negros e LGBTs.
Por outro lado, ainda prevalecem no campo popular e progressista ilusões quanto ao caráter reacionário e entreguista da classe dominante brasileira, cujos projetos desembocam em candidaturas de conciliação que não enfrentam os interesses e privilégios históricos da burguesia brasileira. Na atual quadra histórica, em especial após o golpe jurídico parlamentar de 2016, a mensagem da Casa Grande é clara para o conjunto dos explorados: não há mais espaço para conciliação e tolerância. A prisão arbitrária do ex-presidente Lula é o grande símbolo desta mensagem.
Nesse sentido, o PCB participa juntamente com o PSOL, MTST, APIB, Mídia Ninja e outros movimentos populares da única frente política e social de esquerda nestas eleições que possui um programa e uma prática cotidiana que reúne condições de se apresentar enquanto uma alternativa aos ataques da burguesia e às ilusões conciliatórias com essas classes dominantes. Por se tratar de uma frente, sabemos que se constrói a partir de uma ampla unidade de baixo para cima. Sabemos também da existência de importantes e saudáveis divergências entre distintos setores que constroem a campanha, no entanto, para os comunistas brasileiros, o momento é de valorizar as convergências e a unidade até agora conquistadas.
O PCB manterá seu programa anticapitalista e anti-imperialista, a defesa da atualidade do socialismo, seus símbolos e valores históricos. Contudo, valorizamos e reconhecemos pontos estratégicos de convergência no programa construído pela candidatura Boulos-Guajajara. Tal programa representa a apresentação de propostas concretas emergenciais para a melhoria das condições de vida dos trabalhadores brasileiros, assim como de alguma forma aponta para a reorganização política e ideológica da esquerda brasileira para além da lógica eleitoral e da conciliação de classes. Listamos alguns elementos que valorizamos e com os quais contribuímos, a saber:
1 – A convocação de plebiscitos para revogar as contrarreformas do governo golpista, como a reforma trabalhista, a PEC do teto dos gastos públicos e a PEC da Desvinculação de Receitas da União (DRU), Lei das Terceirizações, entre outras. Criação de um sistema nacional de democracia direta, a fim de fortalecer a organização dos trabalhadores e o poder popular. Democratização da mídia e enfrentamento aos grandes monopólios midiáticos. Proposta de um pacto nacional contra a violência à mulher, enfrentando o feminicídio, que atinge principalmente as mulheres trabalhadoras, além da defesa da legalização do aborto e a ampla assistência à saúde da mulher. Combate rigoroso a todas as formas de opressão, à violência e a todo tipo de preconceito, seja de classe, étnico, religioso ou sexual. Defesa da possibilidade de adoção para casais homoafetivos, de uma política de empregabilidade para a população de travestis e transexuais e do ensino de educação sexual nas escolas públicas.
2 –  A defesa das liberdades democráticas, da livre organização dos trabalhadores, movimentos populares e revolucionários. Apuração dos crimes hediondos da ditadura civil militar e punição dos responsáveis por torturas, assassinatos e desaparecimentos de presos políticos. Democratização e controle social do poder judiciário e a defesa de uma reforma política que crie mecanismos de controle popular dos políticos e preserve os partidos políticos ideológicos.
3 – A crítica ao tripé macroeconômico, isto é, câmbio flutuante, metas de inflação e superávit primário. Tripé que estrutura a política econômica do estado burguês brasileiro desde os anos de 1990. A proposta de revogação da lei de responsabilidade fiscal é fundamental no enfrentamento aos interesses do capital financeiro. Ao mesmo tempo a proposta de auditoria da dívida pública, sua renegociação, reestruturação e queda dos juros representa um aporte importante para que se possa ter recursos para financiamento das políticas sociais. Reestatização e reestruturação, sob controle popular, da Petrobrás e do monopólio estatal na exploração do petróleo, a revisão das privatizações das reservas de pré-sal e da política de preços da Petrobrás.
4 – Defesa de uma reforma tributária progressiva que taxe à grande propriedade, ganhos de capital e financeiros e grandes heranças. Defesa do pleno emprego e de um plano de obras públicas para geração de empregos. Defesa dos direitos e garantias dos trabalhadores, recomposição dos salários e uma política para reduzir radicalmente o desemprego. A defesa de uma reforma agrária popular, fortalecimento da agricultura familiar e implementação imediata do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos. Defesa das demarcações de terras dos povos indígenas e quilombolas, além de ampliar os direitos sociais e econômicos destes povos. Na cidade, o enfrentamento à especulação imobiliária e ampliação de programas sociais de moradia popular.
5 – Combate à privatização do SUS, ampliando seu financiamento de acordo as demandas sociais e regulamentação do setor privado. A defesa de um SUS 100% estatal, público e sob controle dos trabalhadores. Defesa da escola e universidade pública, estatal, laica, gratuita e de alta qualidade que atendam as demandas populares e o desenvolvimento nacional. Implementar os 10 % do orçamento público para a educação pública. No campo da segurança pública, o questionamento a política de guerra às drogas que extermina milhares de jovens, em sua maioria negros, nas periferias do país. A defesa da desmilitarização da segurança pública, focando na prevenção, inteligência, combate ao tráfico de armas e à onda de homicídios em todo o país.
6 – A defesa de uma política externa anti-imperialista e independente, a partir de mecanismos de integração econômica, financiamento de políticas sociais e cultural latino-americana como a Unasul, Celac, Alba, Banco do Sul e a defesa de um Mercosul para além da integração comercial. Assim como defesa da soberania dos povos e da paz no continente, se posicionando claramente contra à instalação de bases norte americanas e da IV frota na região, de golpes jurídicos parlamentares no continente e às ameaças militares, cerco econômico e midiático contra o povo venezuelano e a revolução bolivariana.
PLATAFORMA POLÍTICA PELO PODER POPULAR
(EIXOS PROGRAMÁTICOS DAS CANDIDATURAS DO PCB)
O Partido Comunista Brasileiro, nas eleições de 2018, lançará candidatos em praticamente todos os estados do país. Nesse sentido, os comunistas brasileiros apresentam suas principais propostas e eixos políticos anticapitalistas e anti-imperialistas. Dadas as especificidades e desigualdades regionais, sociais e culturais, acreditamos que nossas candidaturas terão enorme potencial em conseguir dialogar a partir de demandas concretas das massas populares e propagar didaticamente a denúncia do capitalismo e a atualidade do socialismo sem vanguardismos, visando ao crescimento político, social e eleitoral de nossas propostas.
Primeiro Eixo: Um programa anticapitalista e anti-imperialista para desmercantilizar a vida.

A luta contra a mercantilização da vida tem que se expressar programática e praticamente contra o modo de vida próprio da ordem burguesa, contra seus valores, sua ideologia e sua cultura, afirmando um novo modo de vida, o que implica no desenvolvimento de novos valores, novas formas de ser e de uma nova forma de consciência social. Por isso, para nós, uma alternativa anticapitalista é inseparável da necessidade de construção da alternativa socialista.
No campo anti-imperialista, nossas candidaturas serão defensoras firmes da soberania nacional, contra a privatização das estatais e a entrega de nossas riquezas, profundamente solidárias às lutas dos povos em todo o mundo. Denunciaremos a ofensiva em curso do imperialismo, em especial estadunidense, na América Latina. Sem cair num nacionalismo ufanista, denunciaremos o caráter entreguista e associado da burguesia brasileira ao imperialismo.
Segundo eixo: A necessidade e urgência da alternativa socialista para garantir a vida.
Afirmamos que uma alternativa socialista para o Brasil não é apenas possível, ela é necessária. Nosso país conta com um conjunto de meios, uma base natural e econômica, um elevado grau de desenvolvimento das forças produtivas e força de trabalho que permitem a produção social da vida e o atendimento às demandas essenciais do conjunto da população. O que impede isso é a acumulação privada da riqueza socialmente produzida e a inserção subordinada do Brasil no sistema capitalista internacional.
Terceiro eixo: A construção do poder popular.
A alternativa socialista deve se constituir, na luta contra a ordem burguesa, como um poder que se apresente como poder político (que não advém do controle de instituições políticas, como bem sabe a burguesia) e com capacidade de organização e generalização das demandas particulares, para que ganhem a consistência de demandas universais e que expresse, na ação e nos valores nelas manifestados, uma nova consciência social, capaz de transformar os trabalhadores em classe hegemônica, dirigente e protagonista da construção de uma nova sociedade, radicalmente oposta à ordem do capital. Chamamos isso de Poder Popular.
Quarto eixo: Resistir, retomar as garantias e avançar por mais direitos da classe trabalhadora.
A intransigente defesa dos direitos humanos aponta para a superação das formas econômicas, sociais e culturais próprias da ordem burguesa que têm de ser superadas na direção de uma verdadeira emancipação humana. A defesa e garantia dos direitos sociais e políticos, da vida e da dignidade humana começa pela luta implacável contra a exploração da classe trabalhadora, das diversas opressões de gênero, sexo, regionalidade e etnia, funcionais à ordem burguesa, mas incompatíveis com uma sociedade emancipada.
Os 21 pontos programáticos para a campanha do PCB:
Medidas de emergência para reconstruir o Brasil
1) Revogação de todos os atos do governo Temer e combate rigoroso aos corruptos e corruptores, entendida a corrupção como fenômeno endêmico ao sistema capitalista.
2) Criação de um vasto programa de emprego baseado nos investimentos públicos e, emergencialmente, a constituição das Frentes de Trabalho Urbana e Rural para reduzir o desemprego, enquanto a dinâmica da economia não absorver toda a força de trabalho desempregada. Tabelamento dos gêneros de primeira necessidade e expropriação dos imóveis abandonados ou ociosos para abrigar os sem teto. Pela criação de uma rede de restaurantes e mercados populares, a preço de custo, nos bairros, para atender emergencialmente os trabalhadores e a população de baixa renda. Defender o transporte gratuito para todos os desempregados e suas famílias, estudantes e para todos os componentes das frentes de trabalho, na perspectiva da tarifa zero para todos.
3) Defesa do abono salarial para todos os que ganham salário mínimo, inclusive Bolsa Família, aposentados e seguro desemprego. Desenvolvimento de uma política de garantia do emprego, com estabilidade no emprego para todos os trabalhadores, e fim das terceirizações.
4) Defesa da auditoria da dívida interna e criação de uma Comissão da Verdade para analisar todo o processo de constituição da dívida, ressaltando-se que, durante esse período, também estará suspenso o pagamento dos juros. Pela renegociação e reestruturação da dívida dos estados com a União. Revogação da Lei de Responsabilidade Fiscal, da DRU (Desvinculação das Receitas da União) e das desonerações e renúncias fiscais.
5) Pela criação de uma nova política tributária, com redução ou isenção da tributação sobre o consumo de bens e produtos de primeira necessidade e implementação de uma política de impostos progressivos de acordo com a renda de cada pessoa ou agente econômico, além de um imposto especial sobre as grandes fortunas e ganhos de capital, visando a criar um Fundo para o Desenvolvimento Social, de forma a melhorar as condições de vida da população. Isenção da cobrança do imposto de renda para todos os trabalhadores que ganham até 5 mil reais e criação de uma nova tabela do imposto de renda na qual os que ganhem mais pagarão mais impostos, dentro do princípio de que quem ganha mais paga mais, quem ganha menos paga menos e quem não ganha nada não paga nada.
6) Regularização imediata dos assentamentos e uma nova política de incentivo à produção de alimentos saudáveis, com medidas para redução dos agrotóxicos nas plantações, bem como incentivo à agricultura familiar. Soberania, demarcação e titulação imediata de todas as terras indígenas, quilombolas e ribeirinhas. Garantia a todos de políticas públicas nas áreas de educação, saúde e previdência.
7) Por uma nova política de comunicações, com revisão das concessões, quebra dos monopólios midiáticos, especialmente a Rede Globo e outros monopólios midiáticos e obrigatoriedade de espaço na grade das televisões e rádios para os partidos políticos, movimentos sociais e populares, enquanto não se elabora uma nova política de comunicação, que venha a disciplinar e reestruturar as comunicações no país.
8) Combate firme a todas as formas de opressão, como o racismo, o preconceito étnico, religioso e a violência e o preconceito contra as comunidades LGTBs e garantias de seus direitos específicos. Garantia dos direitos e elaboração de políticas específicas para as mulheres, incluindo a legalização do aborto, salário igual para trabalho igual, além de políticas públicas de proteção contra a violência, o feminicídio, assédio moral e sexual e o machismo.
Ousar e defender medidas de transição para um novo Brasil
Medidas políticas
9) Estímulo à criação das instâncias do Poder Popular, com formação dos Conselhos Populares eleitos em todos os locais de trabalho, moradia, estudo, lazer e cultura, de forma a se instituir e desenvolver uma cultura de democracia direta no seio da população e fortalecer a organização do povo. Abertura do Parlamento aos movimentos sociais e garantia de realização de plebiscitos e referendos sobre temas relevantes de interesse nacional. Constituição de um Parlamento unicameral, com representatividade de acordo com o contingente da população dos Estados. Garantia de revogação dos mandatos por parte da população.
10)  Democratização e controle social dos meios de comunicação, com uma nova Lei Nacional das Comunicações. Defender a criação de uma rede pública de comunicação social, envolvendo todos os meios de difusão e ampla liberdade para que os partidos políticos e organizações sociais e populares possam construir livremente seus meios de informação em todas as áreas da comunicação social. Reforma do judiciário, com reorganização geral da justiça brasileira, incluindo desde novas regras e prazos de mandatos para as instâncias superiores até a constituição de Juntas Populares de Justiça para pequenas causas.
11)  Abertura imediata de todos os arquivos da ditadura, com o objetivo de mapear plenamente os atos de repressão, envolvendo prisões, torturas, mortes e desaparecimentos políticos ainda não revelados, com rigorosa punição aos torturadores e seus mandantes. Instituição de uma nova política militar no país, com democratização das Forças Armadas, nova formação militar baseada na defesa dos interesses nacionais e respeito aos interesses populares, modernização dos equipamentos militares e retomada do programa nuclear brasileiro, com o objetivo de garantir a soberania nacional contra agressões de qualquer tipo. Nova política de segurança, com desmilitarização da Segurança Pública, focando sua atuação na prevenção, inteligência, combate ao tráfico de armas e à onda de homicídios em todo o país. Questionamento à política de guerra às drogas que extermina milhares de jovens, em sua maioria pobres e negros, nas periferias do país.
Medidas econômicas
12)  Defesa da estatização e do controle público das instituições financeiras, dos oligopólios ligados aos insumos e produtos essenciais básicos, além das empresas estratégicas e dos meios de produção essenciais à vida, como água, luz elétrica, transporte, saúde, educação, petróleo e infraestrutura, passando sua direção para um Conselho de Trabalhadores e redução das remessas de lucro das multinacionais. Reestabelecimento do monopólio estatal do petróleo, da produção e distribuição de energia elétrica, com reestatização plena da Petrobrás e todas as empresas e recursos naturais que foram privatizados; extinção das agências reguladoras e anulação de todos os contratos de risco, leilões e parcerias público-privadas realizados em território brasileiro. Essas medidas visam a colocar a espinha dorsal da economia a serviço da população brasileira.
13) Estruturação de uma nova política industrial e tecnológica com o objetivo de modernizar o parque industrial brasileiro, desenvolver ou criar setores de ponta, especialmente nas tecnologias da informação, eletroeletrônica, robótica, biotecnologia, engenharia genética e nanotecnologia, de forma a possibilitar suprir o mercado interno de forma autossustentada e obter ganhos competitivos no mercado internacional; desenvolver uma agressiva política de incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento, envolvendo os institutos de pesquisas governamentais, universidades e empresas públicas. Incentivo especial às micro, pequenas e médias empresas e à agricultura familiar, colocando o BNDEs e os Bancos Públicos como instrumentos de fomento do desenvolvimento econômico em favor das reais necessidades da população e não dos lucros dos monopólios capitalistas.
Medidas sociais
14)  Por uma política de valorização do salário mínimo e um programa de recuperação do poder de compra dos salários, discutido com os sindicatos, de forma a alcançar o valor do salário estipulado pelo Dieese. Redução da jornada de trabalho para 35 horas sem redução do salário, visando a ampliar o emprego e a renda da população e obrigatoriedade de formação de comissões de empresa em todos os estabelecimentos com mais de 50 trabalhadores.
15) Reforma agrária sob o controle das entidades dos trabalhadores, com a desapropriação de todos os latifúndios improdutivos, das fazendas com trabalho escravo e as que não estejam cumprindo a função social. Criação de uma nova política agrícola sustentável ecologicamente, visando a produzir alimentos saudáveis. Estímulo à formação de grandes cooperativas agropecuárias para racionalizar o sistema produtivo e ampliar a oferta de produtos básicos. Reforma urbana, com a desapropriação de todos os terrenos vazios para a construção de habitações populares, praças, parques e locais de lazer, acompanhada de uma campanha de plantação de árvores nas grandes cidades.
16)  Estatização do sistema privado de saúde, incluindo rede assistencial (hospitais, serviços ambulatoriais, de apoio diagnóstico e terapêutico), setores de pesquisa e de produção de fármacos, imunobiológicos, hemoderivados e de insumos e indústrias de material médico-hospitalar e de equipamentos. Organizar o Sistema de Saúde a partir da atenção primária à saúde, evoluindo até os níveis de maior complexidade, conjugando ações de promoção, prevenção, cura e reabilitação. Ampliação da rede assistencial, com construção de unidades básica de saúde e hospitais nos bairros populares, de modo a garantir a atenção à saúde a todas as pessoas o mais próximo de seus locais de moradia e trabalho.  Exercício do Poder Popular com a criação de Conselhos Populares de Saúde para controle do Sistema de Saúde em todos os seus níveis.
17)  Estatização de todo o sistema de ensino nacional, especialmente das universidades privadas e escolas particulares e nova regulação para as entidades confessionais, com a implantação de uma ampla reforma na educação que possibilite, no médio prazo, a criação de uma escola pública e popular de qualidade para todos, da educação infantil ao ensino superior, além da pós-graduação. Campanha nacional para a erradicação do analfabetismo no prazo de dois anos, utilizando-se dos métodos universalmente testados e exitosos em Cuba, na Venezuela e na Bolívia. Construção e ampliação dos espaços comunitários de esporte e lazer, com uma política de fomento à prática esportiva, especialmente nos bairros populares.
18)  Previdência social pública e universal, com teto de 60 anos para homens e 55 para as mulheres; recuperação das perdas salariais e aumento real dos proventos e pensões, restabelecendo-se o princípio solidário amplo da seguridade social. Desenvolvimento de uma política sustentável de meio ambiente, com garantia de demarcação e manutenção das terras indígenas, quilombolas e ribeirinhas. Defesa da Amazônia, dos aquíferos em território nacional e o Aquífero Guarani, em conjunto com países com os quais o compartilhamos; defesa da biodiversidade, dos diversos recursos naturais brasileiros e revitalização do Rio São Francisco como forma de garantir a transposição de suas águas.
19)  Desenvolvimento de uma política cultural para o país de resgate da identidade nacional, de forma a envolver os intelectuais e os artistas numa produção voltada para os interesses populares, para o incentivo às manifestações do povo, para a construção de um amplo movimento cultural com capacidade de inovar estética e politicamente o panorama cultural brasileiro, buscando romper com os interesses dominantes dos oligopólios nacionais e internacionais e da mercantilização da cultura e das artes.
Soberania e solidariedade internacional 
20)  Respeito à autodeterminação dos povos e a seu direito de resistência frente à opressão e à dominação estrangeira; lutar pela retirada da 4ª Frota e das bases estadunidenses da América Latina e do Caribe. Promoção de esforços no sentido de criação de espaços comuns de integração voltados a fortalecer os vínculos econômicos, sociais e culturais e de comunicação entre os povos da região.
21) Revogação do acordo militar Brasil/Estados Unidos; retirada das tropas brasileiras do Haiti e sua substituição por médicos, engenheiros e professores; luta pela democratização da ONU. Solidariedade irrestrita à Revolução Socialista Cubana e aos processos de mudanças na Bolívia, Venezuela e outros países; devolução do arquivo da Guerra do Paraguai ao seu povo. Luta pelo fim da agressão imperialista ao Afeganistão, Iraque, Síria e das ameaças ao Irã, Coréia Popular, Venezuela e outros países; apoio à construção do Estado Palestino democrático, popular e laico.
Comissão Política Nacional do PCB

quinta-feira, 5 de julho de 2018

BIOGRAFIA DO PROFESSOR TÚLIO LOPES

Professor Túlio Lopes


Professor Túlio Lopes 
Pré-candidato ao Senado Federal pela Frente Minas Socialista (PCB-PSOL!

VIDA
Sou Túlio Lopes, 36 anos, pai, professor, torcedor do América Futebol Clube, nasci em Belo Horizonte.


ESTUDO



Sou formado em Técnico em Contabilidade pelo Colégio Padre Eustáquio. Graduado em História pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), especialista em História e Cultura Política, Mestre em Educação e Inclusão Social e Doutorando em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).


TRABALHO
Como Técnico em Contabilidade formado no turno noturno do Colégio Padre Eustáquio, fiz meu estágio na Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) onde me deparei com o desemprego em decorrência do processo de privatização da CVRD. Fui professor de Cidadania no Cursinho Popular do Movimento Sem Universidade (MSU) – Bairro Jaqueline-BH, de História e Atualidades no Projeto Pleno Viver da Faculdade de Políticas Públicas Tancredo Neves da UEMG, de História e nas oficinas de Atualidades na Escola Estadual Pedro II, também fui professor de História na Educação de Jovens e Adultos da Escola Estadual Cândido Portinari na regional Oeste, e na Escola Estadual Doutor Aurino de Moraes no Barreiro. Fui professor substituto de História nas escolas municipais de Contagem: Isabel do Nascimento, Francisco Salles, José Ovídio Guerra, Maria do Amparo, Ricardo Gomes, Domingos e Professor de História na Escola Municipal Maria de Paula em Vespasiano. Fui professor universitário da UEMG – Unidade Ibirité, trabalhando com estudantes dos cursos de Pedagogia, Ciências Biológicas, Letras, Matemática e Educação Física. E, fui professor da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – Campus JK, em Diamantina no Vale do Jequitinhonha.   

LUTA

Participo há vinte anos da luta política da classe trabalhadora e da juventude mineira. Fiz minha graduação em História na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) onde participei dos órgãos colegiados (Assembleia Departamental de História e Conselho Universitário da UFOP. Participei ativamente do Movimento Estudantil integrando o Centro Acadêmico de História e o Diretório Central dos Estudantes da UFOP. Em 2004, fui eleito Secretário Geral da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais (UEE-MG). Em 2005, participei da Comissão Nacional Provisória da UJC e fui eleito Secretário Geral da União da Juventude Comunista (UJC) no seu III Congresso, realizado em Belo Horizonte em junho de 2006. Participei de atividades da Federação Mundial das Juventudes Democráticas (FMJD) em vários países como Colômbia, Cuba, Chile, Venezuela, África do Sul e Rússia. Participei de atividades do Comitê Mineiro do Fórum Social Mundial, do Comitê Mineiro de Solidariedade à Palestina, da Casa da América Latina e da Associação Cultural José Marti de solidariedade a Cuba. Participei também das atividades do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sub-sedes Contagem e Vespasiano),  da fundação da Associação dos Docentes das Universidade do Estado de Minas Gerais – ADUEMG e da Coordenação Nacional da UNIDADE CLASSISTA.

SÓ VITÓRIAS

Professor Túlio Lopes (Pré-candidato a Senador) e Professora Dirlene Marques (Pré-candidata a Governadora)

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Diário de Luta I - 30 de maio de 2018.

Sempre é muito importante registrar nossa luta ao lado da classe trabalhadora. Hoje, estive na portaria da Refinaria Gabriel Passos em Betim no protesto em apoio e solidariedade a greve dos petroleiros e petroleiras, das professoras da Educação Infantil e dos/as metroviários/as. A camarada Renata Regina do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro também estava presente. O petróleo tem que ser nosso!

Betim, 30 de maio de 2018.
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Nota do Comitê Central do PCB

Unidade para combater Temer, Parente e o oportunismo de extrema direita





O governo Temer é escancaradamente antipopular. Sua base de apoio no Congresso, seus ministros e o próprio presidente são corruptos notórios. A bandeira da moralidade na política – levantada pelos conservadores em 2016 para justificar o golpe que encerrou o pacto social petista – não tem mais a mesma conveniência para os setores que apoiam o governo federal.
Nesse sentido, a pauta que verdadeiramente aglutina a burguesia e sempre esteve por trás do movimento pelo impeachment de Dilma Roussef ficou bastante clara nos últimos dois anos: a saída à direita para a crise econômica, com o congelamento de gastos públicos, as contrarreformas trabalhista e da previdência, a ampliação das terceirizações e o aprofundamento das privatizações.
De acordo com as classes dominantes e seus “especialistas”, as “medidas de austeridade” de Michel Temer e Henrique Meirelles estariam retirando o Brasil da recessão, recuperando a economia e preparando o país para um novo ciclo de crescimento. Caberia ao povo, segundo eles, confiar no governo, ter paciência e compreender que “ajuste fiscal”, no fundo, era para o bem de todos os brasileiros.
Contudo, não demorou para que as falácias neoliberais fossem desmascaradas pela realidade. A política econômica que o governo federal apresentou como se fosse do interesse de toda a população demonstrou ser favorável apenas aos grandes capitalistas.
Isso ficou nítido em diversos setores, principalmente no setor de energia. Ajoelhado diante do mercado, o homem de Temer na Petrobras, Pedro Parente, efetivamente sabotou a empresa. Determinou a redução das atividades nas refinarias nacionais, que têm operado muito abaixo da capacidade.
Parente passou a destinar mais petróleo a empresas estrangeiras, que refinam o óleo no exterior e depois vendem o produto final a preços mais altos no Brasil. Além disso, aboliu o controle interno de preços, submetendo os preços dos combustíveis à variação diária do mercado internacional para agradar os investidores estrangeiros.
Ao anunciar seu plano de vender quatro refinarias e diversos terminais, a diretoria da Petrobras deixou claro que sua real intenção é preparar o terreno para entregar a empresa, ou seja, privatizá-la por completo. Portanto, os responsáveis pela grave crise de abastecimento em curso no país têm nome e sobrenome: Michel Temer e Pedro Parente.
O estratagema de classificar a greve legítima dos caminhoneiros, em sua maioria autônomos, como locaute não irá enganar a classe trabalhadora. O movimento dos transportadores é heterogêneo e, de fato, uma parte entre os assalariados adere à paralisação pelas mãos de empresários que buscam se aproveitar da indignação da categoria para obter vantagens fiscais. Também existem alguns setores oportunistas de extrema direita que tentam se utilizar do movimento para defender “intervenção militar” e outras propostas reacionárias. Didaticamente, a luta de classes mostra quem está do lado de quem: o Exército tão aclamado por alguns oportunistas é o principal instrumento do governo golpista para reprimir e desorganizar a greve.
Nada disso, porém, interfere na justeza de uma causa que certamente tem o apoio de todos os trabalhadores: a redução e o controle dos preços dos combustíveis.
Esse, inclusive, é um dos principais pontos da pauta de reivindicação dos petroleiros, categoria que decidiu paralisar suas atividades a partir do dia 30 de maio. A greve nacional de 72 horas é uma advertência ao governo Temer: os trabalhadores não aceitarão o desmonte e a privatização da Petrobras. Os petroleiros exigem: a redução do preço dos combustíveis, a manutenção dos empregos, a retomada da produção nas refinarias, o fim das importações de derivados do petróleo e a demissão de Pedro Parente.
Devemos nesse momento condenar veementemente a criminalização do movimento e a mobilização das forças armadas contra o próprio povo. É fundamental prestar solidariedade concreta à greve dos caminhoneiros, não permitindo que os oportunistas de extrema direita, tão vendidos ao imperialismo quanto o atual governo, continuem iludindo parte destes importantes membros da classe trabalhadora.
É preciso também repudiar as empresas de transporte que querem aproveitar a crise para arrancar redução de impostos não se importando com as condições de trabalho da maioria daqueles que operam o setor.
O dever de todas as forças populares, democráticas e revolucionárias neste momento é buscar unificar as expressões de revolta e indignação da classe trabalhadora, na perspectiva da greve geral contra a austeridade, o entreguismo da Petrobras e encarecimento do custo de vida provocados pelo governo ilegítimo. É assim que lutamos contra o oportunismo de extrema direita.
Portanto, propomos a articulação urgente das centrais sindicais e frentes populares para fortalecer os trabalhadores no enfrentamento ao governo Temer e consolidar a pauta que de fato atende aos interesses dos caminhoneiros, dos petroleiros e do conjunto da classe, para além de medidas paliativas, como corte de impostos sobre os combustíveis.
Por uma Petrobras 100% estatal, voltada para as necessidades do povo brasileiro.
O petróleo tem que ser nosso!

sexta-feira, 16 de março de 2018

15 de março - DIA DE LUTA - Santana do Paraíso - Vale do Aço

No dia de hoje, 15-03-18, trabalhadores e estudantes se mobilizaram para apoiar a greve da educação em uma escola estadual na cidade de Santana do Paraíso no Vale do Aço Mineiro. A Corrente Sindical Unidade Classista, a União da Juventude Comunista e o Coletivo Classista Feminista Ana Montenegro estiveram presente.



Programas Futebol e Política do Canal do Jornal O Poder Popular.

Programas Futebol e Política do Canal do Jornal O Poder Popular.  Camaradas; Segue os links dos Programas Futebol e Política do Can...