terça-feira, 27 de maio de 2008

O Petróleo é nosso - Pela Reestatização da PETROBRÁS!

Nota política do Comitê Central do PCB

O PETRÓLEO É NOSSO:
PELA REESTATIZAÇÃO DA PETROBRÁS!


O Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB), reunido no Rio de Janeiro, vem a público saudar a Petrobrás pelas grandes descobertas de jazidas de petróleo e gás natural nos campos de Tupi, Parati, Bem-te-vi, Júpiter e Carioca, cujo volume está estimado em cerca de 40 bilhões de barris. Uma vez confirmadas essas expectativas, o Brasil será elevado à condição de detentor de uma das maiores reservas mundiais de petróleo. O PCB quer saudar ainda os trabalhadores da Petrobrás, que desenvolveram de maneira autônoma a sofisticada e pioneira tecnologia de exploração de petróleo em águas ultra-profundas e demonstraram estar na vanguarda do conhecimento geológico mundial.

Estas descobertas, que deverão ser acompanhadas de outras nos blocos a serem pesquisados, representam o resultado do esforço de 50 anos de pesquisas realizadas pela Petrobrás e um grande feito histórico para o Brasil, para as antigas, atuais e futuras gerações, além de significar também um novo patamar na exploração de hidrocarbonetos no País. Nesse sentido, o PCB manifesta seu respeito e solidariedade à tradição de luta dos sindicatos dos trabalhadores petroleiros de todo o País e, em outra importante esfera de atuação, da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET), cujo trabalho de defesa da estatal e da soberania nacional é reconhecido por todos os brasileiros que almejam uma pátria justa e soberana.

Esta vitória do povo brasileiro só não é completa porque os entreguistas do País vêm conspirando há anos contra os interesses nacionais. O governo FHC impôs, através de uma nova lei do petróleo (9478/97), a criação da ANP e o fim do monopólio estatal, antes exercido pela Petrobrás, privatizando, com a imposição de leilões, o acesso às bacias sedimentares. Este processo seguiu seu curso no governo Lula, através de seu apoio à manutenção dessa legislação e à implementação de leilões pela ANP de blocos em quantidade e extensão mais elevadas que as próprias exigências legais, o que levou a Petrobrás a associar-se a multinacionais estrangeiras para a exploração do petróleo no Brasil. Vale ressaltar que a participação dessas empresas é apenas para favorecer o grande capital internacional, uma vez que a Petrobrás não precisa de sócios nem concorrentes, pois detém o conhecimento técnico, geológico e geofísico, além de possuir também recursos financeiros suficientes para realizar a exploração e a produção do petróleo em toda a extensão do território nacional.


Portanto, o Brasil não precisa desses sócios parasitários, que não detêm suficiente conhecimento geológico do País, e que vêm ao Brasil apenas para controlar parte das riquezas nacionais. Para se ter uma idéia, no campo Carioca, o mais promissor de todos, a Petrobrás só detém 45% de participação; a British Gás possui 30% e a Repsol 25%! Essas empresas são donas desse percentual de riqueza descoberta e podem dispor do petróleo da maneira que quiserem, independentemente dos interesses nacionais. Além disso, deve-se registrar ainda o papel nocivo que a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) vem desempenhando nos últimos anos, o que a tem transformado numa espécie de quinta coluna no interior do governo, porta-voz dos interesses anti-nacionais. Aliás, cabe destacar que a criação das agências reguladoras foi uma imposição do FMI, com o objetivo de aprofundar a privatização e esvaziar o papel do Estado na economia.

Vale destacar ainda que fragilizou-se de maneira profunda a autonomia da Petrobrás, com a venda de parte da participação acionária da União Federal e do BNDES, permitindo a negociação de cerca de 40% das ações da empresa na Bolsa de Nova York, o que transferiu imensas parcelas da propriedade da empresa e de seus generosos lucros para mãos estrangeiras. Além do mais, a Petrobrás foi obrigada a passar para a ANP, e esta repassou para concorrentes multinacionais, dados geológicos e geofísicos de imenso valor estratégico, que deveriam ser preservados. Essas medidas tinham como objetivo a privatização total e a desnacionalização da empresa, fato que só não foi consumado em função da forte reação da sociedade brasileira. Um dos presidentes da Petrobrás tentou até mudar o nome da empresa para
Petrobrax, de forma a descaracterizá-la e tornar mais fácil a sua privatização.

Todas essas medidas privatizantes, que submetem a Petrobrás e a atividade petroleira no Brasil à lógica predatória do "mercado" e objetivam fazer da estatal uma empresa capitalista como outra qualquer, têm como conseqüência uma problemática aceleração da exploração das bacias brasileiras, prejudicando uma adequada administração de nossas reservas, num quadro de um rápido processo de esgotamento das reservas mundiais e de elevação acentuada dos preços do petróleo. O risco é o Brasil vender hoje o petróleo que nos faltará amanhã, quando então teremos de comprá-lo a preços muito mais elevados do que os de hoje. Enquanto a maioria dos países produtores de petróleo preservam suas riquezas minerais, o Brasil queima rapidamente suas reservas de petróleo, como queima a Amazônia e a nossa biodiversidade, na ânsia do choque de capitalismo promovido pelo governo Lula, custe o que custar, inclusive direitos trabalhistas e previdenciários.

Contrariando as expectativas populares, o governo Lula não tem adotado iniciativas firmes e efetivas para reverter as nefastas mudanças adotadas no governo anterior no setor de petróleo. Pelo contrário, manteve a ANP e os leilões em que absurdamente a Petrobrás tem que disputar blocos com concorrentes e ainda pagar caro pelo direito à exploração de nosso próprio petróleo. As riquezas nacionais têm que estar a serviço dos interesses populares. Ao invés de irem para o bolso dos especuladores, os lucros do nosso petróleo têm que ser usados para assegurar saúde, educação, alimentação, habitação, saneamento e outros benefícios sociais para o povo brasileiro, como já começa a acontecer em países como Bolívia e Venezuela. E isso é possível. Só o campo de Tupi,
um dos muitos a serem delimitados e postos a produzir, tem reservas estimadas, ainda não confirmadas, de 8 bilhões de barris de petróleo. Calculado por baixo o preço do barril de petróleo a U$100, teríamos U$800 bilhões de faturamento, um montante do mesmo nível de grandeza da metade do nosso PIB atual.

Diante disso, o Partido Comunista Brasileiro propõe às forças populares e anti-imperialistas a criação de um amplo e vigoroso movimento que venha às ruas exigir uma nova Lei do Petróleo, que contemple a extinção da ANP e de todas as agências reguladoras, o fim dos leilões das bacias petrolíferas, a retomada do monopólio estatal do petróleo e a REESTATIZAÇÃO TOTAL DA PETROBRÁS (como empresa pública e sob controle social), de forma a preservar a soberania nacional e assegurar que os extraordinários recursos financeiros gerados pelas nossas imensas reservas de recursos minerais sejam usados para a solução dos graves problemas sociais brasileiros e não para fortalecer o imperialismo e dar mais lucros ao grande capital.

COMITÊ CENTRAL DO PCB
Rio de Janeiro, 25 de maio de 2008

sábado, 24 de maio de 2008

I Encontro Estadua dos Estudantes da UJC

CONVOCATÓRIA:
A Coordenação Estadual da União da Juventude Comunista convoca seus membros, amigos e simpatizantes para participarem do primeiro encontro estadual de movimento estudantil da UJC, etapa preparatória para o primeiro encontro nacional de movimento estudantil da UJC que se realizará em São Paulo-SP nos dias 13 e 14 de junho. O Encontro Estadual será subdividido em quatro tempos com os temas: Conjuntura, Educação, Movimento Estudantil e Organização.
Primeiro Encontro Estadual de Movimento Estudantil da UJC
Belo Horizonte – 01 de junho de 2008.
Local:
DCE UFMG – Rua dos Guajajaras, 697 (Entre as ruas Rio de Janeiro e São Paulo) – Centro.

Programação:
09h00min – Apresentação.
09h30min – Primeiro tempo: Debate de Conjuntura.
11h00min – Segundo tempo: Debate sobre Educação.
13h00min – Almoço.
13h30min – Terceiro tempo: Debate sobre Movimento Estudantil.
15h00min – Quarto tempo: Organização.
TESE disponível no site: www.ujc.org.br
Contatos: (31) 3201-6478 (UJC-BH) / (31) 9235-4508 – Thiago Camargos.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

PALESTRA SOBRE CUBA SOCIALISTA!

A Associação Cultural José Martí-MG convida para a palestra:
A Atualidade de Cuba no Contexto Latino-americano e luta pela libertação dos 5 heróis
Palestrante: Pedro Mosquera- embaixador de Cuba no Brasil
Dia 15 de maio, quinta- feira, 19 horas
Auditório da Assembçeia Legislativa - R. Rodrigues Caldas, 30- Santo Agostinho-BH

-- Associação Cultural José Martí -MG
"Com todos e para o bem de todos"
R. Carijós,136 sala 904 Centro - BH-MG
Fone:(31) 88059701

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Solidariedade ao Paraguai: Uma dívida Histórica.

O novo presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, que tomará posseem 15de agosto de 2008, apresentou como um dos principais pontos de suacampanhaa disposição de renegociar os termos do acordo que criou a binacionalItaipu, sobretudo no que se refere ao preço pago pelo Brasil na compradoexcedente de energia gerada.Com uma população estimada de 6.100.000 habitantes, a economia doParaguaibaseia-se, principalmente, nas atividades agropecuárias que representammaisde 70% de suas exportações que, pelo fato de o país não possuirsaída para omar, são escoadas pelo Rio da Prata, que lhe permite acesso ao oceanoAtlântico. Desse modo, a sua dependência em relação ao Prata temimposto aopaís uma subordinação aos interesses das duas principais economias daregião: Brasil e Argentina. Uma subordinação derivada, no passado, deuma"paz de cemitério".Em meados do século XIX, o Paraguai conquistou uma posição dedestaque nocontinente. O analfabetismo havia sido erradicado, fábricas foraminstaladascom subsídio estatal, uma reforma agrária fora implantada. Diante dosriscos, a emergente potência regional buscou desenvolver uma forçamilitarque lhe oferecesse garantias para um possível enfrentamento.Valendo-se de divergências regionais e da subserviência do Brasil e daArgentina, bem como de suas pretensões em se constituir hegemônica nocontinente, a coroa britânica não se esquivou em incentivar os doispaíses apraticarem o estrangulamento da economia paraguaia, impondo o fim dalivrenavegação no rio da Prata. Diante desse cerco, a guerra erainevitável.A Guerra do Paraguai constituiu um dos maiores massacres já cometidosnaAmérica do Sul. A Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai),financiadapelo capital inglês, foi responsável pelo extermínio de 300 milparaguaios,entre civis e militares, para uma população de 500 mil, além da totaldesarticulação de sua economia. Como conseqüência, o país passou aconvivercom a instabilidade política de golpes de estado, renúncias forçadasemortes de presidentes nunca explicadas, culminando com a ditadura dogeneralAlfredo Stroessner, a mais longa da América Latina (1954 a 1989),subserviente aos interesses do grande capital, já em mãosnorte-americanas,em vista do deslocamento do eixo dinâmico do capitalismo mundial.Foi justamente nessa conjuntura de total falta de liberdades políticas-tanto no Brasil quanto no Paraguai - que, em 1966, iniciam-se asconversações bilaterais para a construção da Usina Hidrelétrica deItaipu.Em 1971, o consórcio formado pelas empresas IECO (USA) e ELC (Itália)iniciou as obras. Em 26/04/1973, os dois países assinaram o Tratado deItaipu, que regulamentaria o aproveitamento hidrelétrico do rioParaná, paravigorar por 50 anos, ou seja, até 2023! Praticamente dez anos depois,em1984, entrou em operação a primeira unidade geradora da Usina. Em todaafase de negociação, planejamento e execução reinava, em ambos ospaíses, ocerceamento da liberdade de expressão, o que inviabilizava não só odebatetécnico como o debate político a respeito da questão.Dessa forma, quando o novo presidente paraguaio, Fernando Lugo,reivindica arenegociação contratual do preço da energia vendida ao Brasil, o fazcom alegitimidade de buscar realizar um debate sobre novas bases históricas.Ogoverno brasileiro não pode se valer de subterfúgios burocráticos,poispermanecerá fazendo o jogo dos interesses do grande capital e ignorandoasmazelas sociais latino-americanas sobre as quais, no caso do Paraguai,temosenorme responsabilidade histórica.O *Partido Comunista Brasileiro (PCB)* conclama o governo brasileiro asairda simples retórica da integração continental e passar para a ação,aceitando uma renegociação com o Paraguai a respeito do acordo deItaipu,sob pena de se posicionar à imagem e semelhança dos paísesimperialistas. Aintegração da América Latina não deve seguir a lógica do mercado,mas, aocontrário, estar voltada para a superação das diferenças sociais,tantoentre os países como dentro de cada um deles.Assim sendo, o *PCB* presta irrestrita solidariedade militante ao povoparaguaio, em sua luta por soberania e justiça social, fazendo votos deque,com o respaldo e a pressão do movimento de massas, o novo governo possacumprir suas promessas de campanha eleitoral, inclusive no que se refereaofim da presença militar do imperialismo norte-americano no territóriodoParaguai, que tem como objetivos estratégicos, entre outros, o controledachamada Tríplice Fronteira (Argentina, Brasil e Paraguai) e de uma dasmaiores reservas de água doce do mundo, o Aqüífero Guarani.
*COMITÊ CENTRAL*
*Partido Comunista Brasileiro (PCB)*
Maio de 2008

quinta-feira, 1 de maio de 2008

2º Encontro Nacional da INTERSINDICAL

INTERSINDICAL: 2º ENCONTRO FAZ AVANÇAR SUA ORGANIZAÇÃO NACIONAL

Nos dias 12 e 13 de abril, em São Paulo, realizou-se o 2º Encontro Nacional da Intersindical. Contando com a participação de mais de 800 delegados e inúmeros observadores das mais diversas categorias profissionais (de operários industriais a trabalhadores do serviço público e do setor de serviços) de inúmeros estados do Brasil, o 2º Encontro da Intersindical trouxe avanços consideráveis para sua organização. A presença de categorias profissionais as mais diversas, revela que a Intersindical vem se tornando uma alternativa de organização às entidades sindicais que buscam retomar a prática de um sindicalismo classista e de luta. Do mesmo modo, a presença de delegados vindos de vários estados, com destaque para o Nordeste, também aponta para a existência de um movimento nacional que busca se inserir em espaços mais amplos de articulação sindical. Esses fatos demonstram que a Intersindical, em sua curta existência, deu um significativo salto nacional.

Significativa presença da Unidade Classista
É importante destacar a significativa presença da Unidade Classista no Encontro da Intersindical. Esta corrente, que agrupa sindicalistas e trabalhadores de orientação socialista e comunista, foi uma das primeiras a propor a formação da Intersindical. É uma das correntes que impulsiona, desde a primeira hora, a formação da Intersindical. Com a presença de cerca de 120 delegados de diferentes categorias e dos mais variados estados da federação, a Unidade Classista era uma das maiores bancadas presentes no Encontro. Não só sua presença numérica, mas, do mesmo modo, a qualidade de suas intervenções nos grupos e nas plenárias, chamou a atenção dos presentes. A participação quantitativa e qualitativa dos militantes da Unidade Classista ao Encontro, reflete o acerto na linha política do PCB nos últimos anos. Ao final do Encontro, uma plenária dos militantes da Unidade Classista, tirou como tarefas a construção da Intersindical nos estados e a criação de uma coordenação nacional e regional. Do mesmo modo, ficou aprovada a confecção de um boletim nacional da Unidade Classista e a realização de conferências estaduais.

Divisão de opiniões sobre o papel da Intersindical
O 2º Encontro Nacional da Intersindical foi marcado por um debate que dividiu a plenária. Seu centro é sobre a abertura imediata de conversações com a Conlutas, com vistas a se criar uma nova central sindical. Defendida pelas correntes sindicais vinculadas ao PSOL, a proposta de criação de uma nova central sindical imediatamente, atende à decisão deste partido, que em sua Conferência Sindical aprovou uma resolução que aponta nesse sentido. Os militantes da Unidade Classista e da Alternativa Sindical Socialista, defendem uma visão oposta, qual seja, a de não se criar agora uma nova central. Entendem que a crise do movimento sindical, aberta pela completa capitulação da CUT ao governo Lula e ao capital, ainda requer um tempo para melhor decantação. Em outras palavras, é preciso que as forças políticas e sindicais que compõem a Intersindical, não tenham pressa para a formação de uma nova central sindical. Devem, ainda, saber trabalhar com sindicatos combativos e de luta que ainda não fizeram o debate em suas bases sobre o papel da CUT. Para a construção de uma unidade orgânica, é necessária a experiência de unidade de ação, calcada em uma plataforma comum de lutas com todos os setores em oposição ao capital e ao governo. Se esse pressuposto não for cumprido, a nova central corre o risco de se tornar uma instância burocrática, administrando uma falsa unidade. Em suma, compreendem que antes de qualquer debate acerca da formação de uma nova central, a Intersindical ainda tem de cumprir o papel original que ela se propõem, qual seja: ser um instrumento de luta e de organização da classe trabalhadora, bem como ser capaz de construir "Uma Intersindical construída com aqueles que ainda militam dentro da CUT, mas que não capitularam a proposta de conciliação de classes e com aqueles que já se distanciaram ou deixaram a Central, que se encontram dispersos, mas com disposição para darem o salto de qualidade na superação da fragmentação". Na plenária final, a proposta de abertura de um debate foi colocada em votação. Porém, as bancadas da Unidade Classista e da ASS não participaram da votação, nem tampouco se retiraram do plenário. Simplesmente não votamos em qualquer opção: sim, não ou abstenção. Entendemos que a aprovação e responsabilidade pela abertura do debate sobre a formação imediata de uma nova central, cabem, assim inteiramente às correntes do PSOL que participam da Intersindical. Infelizmente, a mesa coordenadora dos trabalhos demonstrando completa inabilidade no encaminhamento da votação, não reconheceu a existência de uma posição compartilhada por metade do plenário, que se recusou a participar da votação. Tentou afirmar que o 2º Encontro da Intersindical aprovava a abertura de conversas com vistas à formação da nova central. Nesse momento, instalou-se uma grande confusão, cujo final deu-se quando as diversas correntes formularam uma solução de consenso, que reconhece a existência de visões opostas dentro da Intersindical sobre o tema em questão.

As intervenções dos militantes da Unidade Classista
A participação da militância da Unidade Classista foi marcante, tanto quantitativa como qualitativamente. O camarada Igor Grabois, secretário nacional sindical do PCB e membro da coordenação nacional da Unidade Classista, afirmou que "temos 86 anos de vida. Que o movimento operário brasileiro não começou com as greves do ABC no final dos anos 1970 e nem começa agora. Ele tem uma história longa, da qual a Unidade Classista é parte integrante, assumindo todos os erros e todos os seus acertos". O camarada Sidnei, do Sepe do Rio de Janeiro, destacou que antes de se pensar na construção de organizações de nível nacional, "é necessário que a Intersindical ganhe musculatura, faça um trabalho de organização das bases para, aí sim, pensar na formação de uma central sindical. Queimar essa etapa é repetir a prática cupulista e burocrática que tem marcado o movimento sindical brasileiro nos últimos anos". Por fim, uma das intervenções mais aplaudidas foi a da camarada Sofia Manzano, da base do Sinpro de São Paulo. Ela apontou que "a experiência da Intersindical não pode ser abandonada. Ela se tornou uma referência de luta para todos os trabalhadores brasileiros. O nível político e teórico do debate que ela produz, não tem paralelo em outras organizações sindicais no Brasil". Por fim, apontou que "não se pode pensar na construção de uma nova central, se sua independência e autonomia políticas estão comprometidas, já que muitos companheiros que defendem essa posição, estão de olho no dinheiro do imposto sindical". A Unidade Classista sai do Encontro da Intersindical como referência no movimento sindical brasileiro. Construída por inciativa do PCB, a Unidade Classista se propõe a congregar sindicalistas e trabalhadores, do PCB ou não, que querem superar a burocratização, o cupulismo e o economicismo. A Unidade Classita estará envidando todos os seus esforços para construir a unidade de ação necessária para a retomada das lutas dos trabalhadores em nosso país. A UC propõe a realização de um Enclat, que reúna o setor combativo do movimento sindical, e signifique um salto de qualidade na mobilização dos trabalhadores no Brasil.

Bolívia UNIDA!!

Bolivia unida e indivisible
Reinaldo Bolívar

*** LA REPÚBLICA DE BOLIVIA fue fundada por Simón Bolívar que le dio su primera constitución. Su primer nombre fue República de Bolívar en homenaje al Libertador. Inició su existencia con un vasto territorio que alcanzaba parte del desierto de Atacama. Su primer presidente fue el Libertador y luego Antonio José de Sucre. En el desierto de Atacama había y hay numerosas riquezas minerales codiciadas por las empresas transnacionales. Así en 1879, el ejército chileno, patrocinado por Inglaterra, invade Antofagasta, ciudad entonces boliviana. Se provoca la Guerra del Pacífico en la que Bolivia pierde 158.000 Kms cuadrados, quedando sin salida el mar. Pocos saben que la mitad del hoy territorio chileno perteneció a los bolivianos. Paradojas de la vida, Eduardo Abaroa Hidalgo, el gran héroe boliviano de la Guerra del Pacífico, nació en Antofagasta, hoy pujante ciudad chilena. Bolivia fue siempre codiciada. En la Guerra del Acre (1899 – 1903) pierde con Brasil, que practicaba la política de "fronteras móviles", 191.000 Kms cuadrados.
*** LA REIVINDICACION POR EL LITORAL históricamente ha unido a los bolivianos. Incluso, durante gobiernos de derecha y pro imperialistas juntos han reclamado su salida el mar, injustamente perdida por la desigual Guerra del Pacífico y por acuerdos entre el gran capital en Perú y Chile. Apenas nace la ONU, Bolivia solicita la salida al mar; lo hace igualmente ante la OEA. Pero simultáneamente, la predilecta de Simón Bolívar era empobrecida y desvastada, mientras que los territorios con litoral recibían grandes inversiones para garantizar que su población, ni por asomo, quisiera regresar a ser parte de Bolivia en caso de presentarse consultas sobre el tópico. Por supuesto, como la historia la escriben los vencedores, las oligarquía chilenas acuñaron la especie, en libros y manuales de historia, de la violación por parte de Bolivia del tratado de demarcación y cooperación de 1874, en la que ésta última permitía el libre uso de sus puertos en el desierto de Atacama a Chile y que por tanto éste se vio obligado a retomar sus posesiones. Pero, hasta ellos sabían que no era cierto y así lo reconocían como lo hizo, en su tiempo, el Ministro de Relaciones Exteriores chileno, José Manuel Balmaceda *** EL CAPITALISMO DE NUEVO CONTRA LA INTEGRIDAD BOLIVIANA. Bolivia perdió territorio por la codicia de las empresas del gran capital. Resulta además absurdo que un país sea privado de su salida al mar, y de los ingentes recursos marítimos. Ahora, con un gobierno progresista, el capitalismo ve amenazado su uso y abuso de la tierra, de las riquezas naturales. En Santa Cruz de la Sierra abundan los hidrocarburos, y las tierras agrícolas en manos de menos de veinte familias. Las elites bolivianas no quieren un gobierno central que administre las riquezas naturales para el pueblo, esas oligarquías quieren mantener negocios directos con el gran capital, con las transnacionales. La primera gran batalla para dividir a Bolivia fue el saboteo contra la constituyente que presentó un proyecto de constitución que de aplicarse dotaría a los bolivianos de un marco jurídico a favor del pueblo, con una democracia directa, con más participación para las regiones pero dentro de la integridad y soberanía nacional y no en pequeñas republiquitas o estados tapones como ahora pretenden que llevarían a la pobreza extrema a la mayoría de la población que ya comenzaba a cristalizar sus esperanzas. En el 2004, la elite santacruzana comienza la campaña por las autonomías.
*** EL IMPERIO CONTRAATACA. Saben que una invasión a lo Irak o Afganistán es muy costosa tanto económica, como políticamente. El método que parece darle resultados más rentables son las secesiones o separaciones. Lo hicieron con Yusgolavia, cuya última expresión ha sido Kosovo, a la que la comunidad internacional no reconoce. Quisieran hacerlo con Taiwán y Tibet para debilitar a China. Quieren hacerlo en donde haya petróleo y recursos naturales en abundancia. En este momento, se concentran en Bolivia. La estrategia consiste en conseguir en sus lacayos nacionales, comprados por el gran capital, le hagan el trabajo. En Bolivia los externos saqueadores de los pueblos lo apuestan todo, saben que la comunidad internacional no los apoya, pero buscan el gran conflicto, acabar con la paz boliviana que es golpear los procesos de integridad como el ALBA y desestabilizar la región sudamericana. *** A LEVANTARSE BOLIVIANOS Y BOLIVARIANOS. Esos somos, bolivarianos, de la Republica Bolivariana de Venezuela, de los pueblos liberados por Simón Bolívar, el gran unificador. Todo lo que está en nuestra gran Patria es y debe ser Bolivariano, es nuestra esencia nacional, nuestra vida, nuestra historia y gratitud común *** POR BOLIVIA unida e inseparable *** VOY QUE CORTO.-- Salud Siempre
Reinaldo

Primero de mayo

MENSAJE DE LOS PRESOS POLÍTICOS COLOMBIANOS:
PRIMERO DE MAYO: DIA DE LA CLASE OBRERA
PRISIÓN DE PALO GORDO (Colômbia)



Compañeros y compañeras, reciban de parte de los Presos Políticos de la Prisión de Palo Gordo, Girón, un fervoroso y combativo saludo, ratificándoles nuestro compromiso con la causa popular y nuestra condición de hermanos proletarios, constructores de nuevo país.

Le expresamos nuestro agradecimiento al darnos participación en esta importante jornada de lucha, para poderles hacer llegar nuestro mensaje hoy, en el día Internacional de la Clase Obrera.

Los felicitamos por haber concurrido al llamado a participar en esta jornada.

Es la movilización popular la expresión de la capacidad de lucha de las organizaciones del pueblo, la manera directa de confrontar las políticas del régimen, de medir el desarrollo y la conciencia del pueblo luchador.

Se viven tiempos difíciles para el movimiento sindical y popular, las políticas neoliberales vienen siendo implementadas a sangre y fuego por medio del terrorismo de Estado desarrollado por sus fuerzas armadas, policiales, organismos de seguridad, brigadas y batallones paramilitares.

La avaricia del capitalismo no tiene límites, la burguesía no tiene corazón ni sentimiento de patria.

La matanza y persecución de dirigentes sindicales y líderes populares, de defensores de derechos humanos, no se detiene; los 4 millones de desplazados urbanos y rurales, las políticas antisindicales, demuestran la voracidad y la rapiña de los grandes monopolios y gremios capitalistas aliados al capital transnacional para devorarse los bienes, las empresas, las instituciones y los recursos naturales de la Nación.

A pesar de las políticas represivas del Estado, el movimiento sindical, el movimiento estudiantil universitario, el movimiento popular, el movimiento campesino, el movimiento de género, la expresión de las minorías de Santander se ha mantenido en pie y junto con las otras regiones del país le viene dando nuevo impulso a la protesta popular.

En norteamerica, donde se encuentra el estado mas terrorista y criminal del mundo, se han levantado voces de protesta del sindicalismo, de organizaciones de Derechos Humanos, de Medios de Comunicación, de políticos, contra el régimen fascista de Uribe Vélez bloqueándole el nefasto y antipatriótico tratado de libre comercio, el que no es otra cosa que un golpe mortal para la industria y la producción nacional, la entrega de nuestra soberanía y la perdida de nuestras seguridad energética y alimentaria.

Uribe Vélez pasara a la historia no como político ni gobernante, sino como un criminal de guerra, narcotraficante y mafioso y será juzgado por sus mismos socios internacionales.

El régimen Uribista se va quedando solo y aislado en la región, los países vecinos también lo han enfrentado y confrontado sus políticas fratricidas y proimperialistas. Uribe Vélez es el Judas de Latinoamérica (con el perdón de Judas).

Los pueblos latinoamericanos que se encaminan hacia nuevos espacios democráticos y socialistas, se han solidarizado con el pueblo colombiano que resiste en las calles, en los barrios, en las fabricas, en las Universidades, en los campos, en las montañas.

El régimen Uribista está sumido en una profunda e irreversible crisis de legalidad, de gobernabilidad, de legitimidad, su careta de falsa democracia y reformador ya se le cayó, quedando al descubierto su cara mafiosa, narcotraficante, paramilitar y genocida.

La pugna por el poder del Estado entre las mismas mafias los esta llevando a su propia destrucción.

El "descuadernamiento" de la culpa del régimen es irreversible. Todos los vínculos narcoparamilitares conducen a Uribe Vélez y sus secuaces parapolíticos.

El asesor presidencial y primo de Uribe Vélez y de Pablo Escobar, José Obdulio Gaviria, ha sido censurado hasta por los congresistas norteamericanos, el otro primo Mario Uribe fundador del partido Colombia democrática junto con Uribe Vélez, expresidente del senado, socio delincuencial de Uribe Vélez, ha caído preso de la manera más cobarde y vergonzosa, luego de intentar asilarse en la embajada de Costa Rica, siendo narcotraficante, cabecilla paramilitar y jefe de parapolíticos.

La corte suprema de justicia no se ha dejado amedrentar ni confundir por las amenazas y las cortinas de humo de la casa de Nariño, cuartel general de las mafias, narcotraficantes, paramilitares, parapolíticos que azotan nuestro país.

Al régimen Uribista solo lo sostienen las Bandas Armadas estatales y paraestatales y los medios de comunicación como las cadenas radiales, los noticieros de televisión y los periódicos burgueses.

Cuando el pueblo colombiano se dé cuenta de la falsa popularidad del Narco parapolitico Uribe Vélez y le pierda el miedo a la tiranía que los sostiene. Cuando el pueblo se dé cuenta de su propio poder se movilizará saldrá a las calle y tumbará al régimen criminal, culpable de los males y la pobreza que estamos viviendo.

Compañeras y compañeros, los presos políticos también nos mantenemos en pie de lucha, sin caer en el engaño de las ofertas de desmovilización desde las prisiones. La "ley de justicia y paz" es un arreglo entre socios y sea entre los ricos de Colombia y los paramilitares que son sus criminales a sueldo.

Los verdaderos presos políticos somos auténticos revolucionarios y no somos ni seremos, ni sapos, ni traidores, seguiremos actuando con dignidad y patriotismo hasta el final.

Nuestra condición de prisioneros es temporal a pesar de las largas condenas y estaremos pues disponibles una vez en libertad a retornar al seno del pueblo al que pertenecemos, dispuestos a continuar con nuestra labor revolucionaria y liberadora, acompañando sus luchas, sus jornadas, sus movilizaciones…

LOS PRESOS POLÍTICOS NO SOMOS DELINCUENTES… SOMOS LUCHADORES DEL PUEBLO.


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RED DE HERMANDAD Y SOLIDARIDAD - COLOMBIA

Programas Futebol e Política do Canal do Jornal O Poder Popular.

Programas Futebol e Política do Canal do Jornal O Poder Popular.  Camaradas; Segue os links dos Programas Futebol e Política do Can...