sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Armando Ziller


O centenário de nascimento de Armando Ziller

Os comunistas (PCB) comemoram neste mês de setembro de 2008, o centenário de nascimento do líder sindical, deputado estadual (1947) e comunista Armando Ziller. Armando Ziller nasceu em setembro de 1908 em Minas Gerais, seu pai era austríaco e sua mãe italiana. Ziller teve forte influência do cristianismo realizando parte dos seus estudos em um seminário protestante em Juiz de Fora. Suas primeiras experiências de organização política ocorreram já na década de 30 no estado de São Paulo. Em Juiz de fora, manteve contato com o PCB, através de Luiz Zudio (morto pela repressão naqueles anos). Em setembro de 1933, Armando Ziller entrou para o Banco do Brasil, mediante concurso; no mesmo dia sindicalizou-se, em Santos - São Paulo. Em 34 já atuava no Comitê de Greve da categoria em Santos. Em 35, por motivos familiares, foi para Curitiba onde entrou para a Aliança Nacional Libertadora. Em 37 foi eleito para a diretoria do sindicato dos bancários daquela cidade e 38 tornou-se seu presidente.
Em 40 Ziller foi para Belo Horizonte, e juntando-se a Aristides Lisboa e Affonso Dolabella, passou a participar da rearticulação de uma oposição bancária à influência patronal dentro do sindicato. Esse trabalho ampliou-se, com uma maior liberdade de movimentação no final da 2º Guerra Mundial e o fim da Ditadura Varguista, despontando sua liderança em duas frentes: a luta antifascista e a sindical. Foi secretário da Sociedade dos Amigos da América e ajudou a fundar os comitês dos bancários de apoio à FEB – Força Expedicionária Brasileira. Ajudou também a reorganizar o movimento sindical em Minas Gerais, representando os bancários no I Congresso Trabalhista de Minas Gerais, em 1944. A luta antifascista, de frente ampla, tornou-o conhecido dos bancários, abrindo caminho para o sindicato.
Em 1945 Armando Ziller foi eleito para presidente do Sindicato dos Bancários de Minas, tornando-se, a partir de então, a principal liderança dos bancários mineiros. Nesse período entrou também para o PCB, engajando-se clandestinamente em sua reorganização. Em pouco tempo tornou-se um nome importante do Partido. Em 45 já era seu secretário Regional e integrante da sessão sindical do partido em Minas. Foi eleito deputado estadual pelo PCB em 1947.
“A eleição do deputado Armando Ziller assinalou a presença de uma força política e social nova no Legislativo mineiro. Embora em condição solitária, como único representante de seu partido, Ziller trabalhou ativamente ao longo de 1947, tendo logrado aprovar na Constituinte sua proposta de supressão do latifúndio. Líder sindical, presidente do Sindicato dos Bancários de Minas (cargo que acumulava com o de deputado estadual), destacou-se na tribuna por seus discursos em defesa das causas trabalhistas e sindicais. E também por sua defesa do Partido Comunista, que enfrentava um processo na Justiça Eleitoral que logo o remeteria de volta à ilegalidade”. (DULCI, Otávio Soares e FARIA, Maria Auxiliadora. Diálogo com o tempo).
Em sua primeira gestão no sindicato dirigiu a greve de 46 e participou da fundação da confederação dos trabalhadores do Brasil, proibida por lei. Em conseqüência, em 47, foi destituído do cargo de presidente do sindicato pelo governo. A partir de 55 “o grupo do Ziller” voltou ao comando do movimento sindical dos bancários em Belo Horizonte. Armando Ziller ampliou sua liderança para além das montanhas de minas. Foi um dos fundadores da Federação dos Bancários de Minas Gerais e Goiás, em 1956, sendo seu secretário em 1957 e presidente entre 59 a 64, Participou ativamente da criação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimento de Crédito - CONTEC, em 1958, organismo que passou a coordenar a luta dos bancários a nível nacional, sendo eleito seu 1º vice-presidente, em 1961. Contribuiu para o aumento da solidariedade e organização do sindicalismo mineiro e nacional, sendo secretário geral do CET – Comando Estadual dos Trabalhadores, a partir de 1963.
“Os sindicatos não devem ser apenas órgãos de defesa dos interesses econômicos de uma corporação, mas escolas de esclarecimentos, de cultura, de educação política”. (Jornal Folha Bancária, 1945).
Quando ocorreu o golpe militar de 1964 Ziller se encontrava na Europa atuando como membro do Comitê Executivo da Federação Sindical Mundial, ficou exilado então na Tcheco-Eslovaquia até 1980, quando anistiado voltou para o Brasil. Retornou à militância no PCB, tornando-se um dos seus principais representantes em Belo Horizonte foi presidente do Diretório, candidato à vice-prefeito de Belo Horizonte (1985) e a Deputado Federal (1986). Participou ativamente do Movimento Nacional em Defesa do PCB sendo um dos seus porta-vozes a nível do movimento sindical internacional. Em 17 de maio de 1992 faleceu Armando Ziller. O Partido Comunista Brasileiro segue sua luta pelo socialismo e nossa principal homenagem a Armando Ziller é manter viva a luta em defesa dos trabalhadores.
Viva o Partido Comunista Brasileiro!
Viva Armando Ziller!

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