sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Conferência Estadual

Tese Conjuntura Nacional para a Conferência Estadual Extraordinária do PCB MG

1- A formação sócio-econômica brasileira nasceu umbilicalmente atrelada às nações dominantes no século XVI, integrada e subordinada ao fluxo internacional do capital mercantil europeu, característica que vem marcando a história econômica do Brasil.
2- Ao longo de todo o período colonial, a nossa economia funcionou como uma bomba de sucção de recursos nacionais para a Metrópole portuguesa e desta para a Inglaterra. Com o fim da colonização, assumiu uma monarquia arcaica e escravocrata, que manteve o país no atraso e na dependência. A proclamação da República, apesar de depor a velha monarquia, representou um arranjo entre as classes dominantes locais e o capital inglês, o que deixou o Brasil por quase meio século como uma nação agrário-exportadora, dependente de um único produto expressivo de exportação, o café, sob o qual foi estruturada a economia do período.
3- Ao contrário do capitalismo clássico, a industrialização brasileira foi realizada mediante o tripé: capital privado nacional, capital privado internacional e capital estatal, ressaltando-se que até o final da década de 80 o Estado brasileiro foi o comandante-em-chefe do processo de industrialização, responsável pela construção da infra-estrutura (estradas, portos, hidroelétricas, telecomunicações, siderurgia, entre outros) e por um conjunto de empresas públicas, inclusive no setor financeiro, que representavam quase a metade do Produto Interno Bruto.
4- Em função dessa formação tardia, da dependência em relação ao capital estrangeiro, além da ausência de uma revolução burguesa que tivesse realizado as tarefas clássicas desta classe, não se viabilizou a formação no país de uma burguesia com um projeto autônomo de nação. Na verdade, a burguesia não teve interesse em se estabelecer enquanto classe nacional, nem mesmo com o auxílio de seus antagonistas históricos que advogavam uma revolução nacional-democrática. Os setores burgueses estruturaram-se de maneira subordinada aos centros internacionais do capital, orbitaram em torno de sua lógica e cumpriram internamente a tarefa de linha auxiliar do capital internacionalizado.
5- A crise dos anos 90, apesar de inserida no ciclo de estagnação da economia brasileira do início dos anos 80, marca uma mudança de qualidade no processo de acumulação de capital e uma nova forma de relacionamento entre o grande capital internacional, a grande burguesia associada e o Estado. Nos anos 90, consolidou-se, no plano internacional, o poder dos blocos de forças sociais mais ligados ao capital financeiro.
6- Esses setores, hoje hegemônicos na economia mundial, são os principais impulsionadores da globalização financeira e da especulação mundial. A exemplo do que ocorreu nos países centrais, no Brasil também houve uma recomposição das alianças entre classes dominantes, cuja expressão política foi o governo Fernando Henrique Cardoso e tem sua continuidade no governo Lula. Trata-se de um bloco de forças sociais que, após vários anos de crise, conseguiu articular um projeto capaz de unificar a burguesia associada e disciplinar eventuais setores do capital industrial prejudicados com a nova ordem.
7- O Brasil realizou seu processo de industrialização num período muito rápido, muito embora bastante atrasado em relação aos países centrais. O ciclo da industrialização brasileira, que começou na década de 30, com a revolução tenentista, amadureceu na década de 50 e se esgotou em 1980. Neste período, as taxas de crescimento econômico médio anual, especialmente após a Segunda Guerra Mundial, foram de cerca de 7% ao ano. A partir de 1981, com a introdução de políticas ortodoxas, orientadas a partir do FMI, a sociedade passou a viver um longo ciclo de estagnação econômica que já dura 26 anos, período em que as taxas de crescimento ficaram por volta de apenas 2,5% ao ano, contrastando com meio século de crescimento anterior.
8. Contraditoriamente, enquanto findava-se um ciclo longo da economia brasileira, iniciava-se nas entranhas do capitalismo brasileiro um novo ciclo de lutas sociais: a partir do final da década de 70 e inicio dos anos 80, o movimento operário e sindical emergiu com uma força extraordinária, a partir das greves de São Bernardo do Campo, que posteriormente se alastrariam por todo o País, representando um dobre de finados para a ditadura militar e, ao mesmo tempo, inaugurando um processo no qual o Partido dos Trabalhadores passou a hegemonizar a luta social e política no Brasil e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) a comandar o movimento sindical.
9. Esses fenômenos ocorriam numa conjuntura em que a globalização e o neoliberalismo implementavam a sua hegemonia nos países centrais, a partir dos quais se irradiaria esse novo modelo de dominação do capital para o resto do mundo. A década de 90, no Brasil, foi marcada pelo início das políticas neoliberais, com o governo Collor/Itamar e, posteriormente, aprofundada nos dois governos Fernando Henrique Cardoso, período no qual a economia e a sociedade brasileira foram impactadas de maneira radical pelo neoliberalismo. Reformas constitucionais, da previdência, da legislação trabalhista, abertura da economia, privatizações generalizadas e ofensiva contra os direitos e garantias dos trabalhadores marcaram a hegemonia neoliberal no Brasil.
10. O neoliberalismo reagrupou a burguesia associada brasileira, agora sob a hegemonia do setor ligado aos interesses da especulação financeira e, ao mesmo tempo, proporcionou à burguesia industrial subordinada, mediante altas taxas de juros e facilidades creditícias e institucionais, instrumentos para manter e ampliar seus lucros no mercado financeiro, nas privatizações e na contenção dos salários dos trabalhadores, fatores que acomodaram eventuais interesses contrariados.
11. O processo de globalização e a política neoliberal dele resultante mudaram qualitativamente a luta de classes no País, gerando um ambiente onde as classes dominantes realizam uma grande ofensiva contra direitos e garantias dos trabalhadores. Esses conjuntos de elementos passados e presentes configuram um quadro conjuntural complexo e dinâmico que precisa ser avaliado com profundidade para que o Partido Revolucionário possa estruturar uma tática que possibilite galvanizar a formação do Bloco Histórico do Proletariado, entender a dinâmica da luta de classes e as perspectivas da revolução brasileira.
12- A crise que se abateu sobre o governo Lula, o Partido dos Trabalhadores e seus aliados, representou o fim do ciclo da hegemonia do PT nas lutas sociais e políticas entre os trabalhadores. Este partido perdeu a possibilidade histórica de liderar as transformações revolucionárias no Brasil. Conseqüentemente, abriu-se um novo ciclo para a esquerda: num primeiro momento, a crise de degeneração do PT e de seus aliados está produzindo uma grande desorientação entre os militantes e uma enorme dispersão entre os lutadores sociais. No entanto, podem-se se observar fortes elementos estruturais de acirramento da luta de classe no país, elementos embrionários da retomada da luta social, e uma perspectiva de atuação unitária por parte das forças que lutam pelo socialismo.
13. A eleição de Lula poderia ter representado uma ruptura a esse modelo, mas o presidente operário traiu os trabalhadores e aprofundou a política neoliberal, chegando ao ponto de degeneração tal em que passou a declarar como herói e aliado um dos segmentos dos setores mais atrasados da sociedade brasileira, o agronegócio. A chegada de Lula e do PT ao poder também serviu para desmascarar, aos olhos dos trabalhadores mais conscientes, a social-democracia retardatária, uma vez que a crise que envolveu o governo e seu partido fechou também um ciclo na luta política no País e acabou com as ilusões de muitos lutadores que imaginavam poder realizar as transformações revolucionárias fora do marxismo e da ideologia proletária.
14. A partir da crise, o PT e seu braço sindical, a CUT, perderam a possibilidade histórica de continuar representando os trabalhadores. O PT se transformou num partido da ordem, com os mesmos vícios e práticas dos partidos burgueses. Mas esta crise também abre imensas possibilidades para que as forças revolucionárias possam reagrupar os lutadores sociais e políticos, construir um programa unitário de transformações sociais e formar o Bloco Histórico do Proletariado.
15- Essa análise nos leva à constatação de que os movimentos sociais que eram ligados ao PT estão também em crise e agora tenderão a buscar novas alternativas políticas. Mesmo desorientados num primeiro momento, esses movimentos, que estavam de certa forma travados em função da chegada do PT ao governo, podem ganhar novas energias e emergir da letargia política com mais força e experiência de luta. Portanto, ao contrário do que se possa imaginar, está se abrindo uma imensa avenida para o ascenço do movimento social no Brasil.
16. Alguns elementos de recomposição do movimento social já estão se estruturando embrionariamente, rompendo com a CUT como ocorreu com os ativistas ligados atualmente à CONLUTAS e à INTERSINDICAL. Recentemente, a Corrente Sindical Classista também decidiu romper com CUT e criar uma nova central, enquanto outros setores à esquerda do campo majoritário ainda permanecem na Central, apesar das divergências políticas com sua direção hegemônica. Mas esta conjuntura aponta no sentido da reconstrução do movimento operário e sindical no médio prazo.
17- Se observarmos do ponto de vista mais global, poderemos avaliar que o neoliberalismo está em crise e começa a enfrentar resistências, por ter produzido brutal concentração de renda em nível mundial, o aumento da pobreza, a precariedade dos serviços sociais básicos, a redução dos salários, dos direitos e garantias dos trabalhadores, a barbárie social, além de uma enorme regressividade histórica nas relações capital-trabalho.
18. Por isso mesmo, está sendo contestado em várias partes do mundo. Seus instrumentos institucionais estão desmoralizados, como o FMI e o Banco Mundial. Como o imperialismo não tem mais condições de impor a hegemonia por consenso, promove guerras contra os países que não se subordinam aos seus interesses, como na Iugoslávia, no Iraque e no Afeganistão. Mas essas guerras, em vez de fortalecerem as posições imperialistas, estão também levando-os a enfrentar cada vez mais dificuldades militares e políticas. Isso não significa que o imperialismo é um tigre de papel, mas a insatisfação generalizada aponta no sentido da construção de lutas em todas as regiões contra a política imperialista.
19- O segundo mandato do governo Lula tem se caracterizado, em essência, pela continuidade do primeiro governo, especialmente no que se refere à área econômica, mas com algumas contradições. Enquanto internamente retomou as privatizações das rodovias, privatizou um banco estadual, lançou as Parcerias Público Privadas (PPPs), desmembrou o IBAMA, editou a nova lei das falências, a draconiana lei de greve para os funcionários públicos e ainda buscou criminalizar a pobreza com a criação da Força Nacional, além de manter a política neoliberal na área econômica, vem desenvolvendo esforços para retomar o crescimento econômico, muito embora o carro-chefe do crescimento, o Programa de Ação Econômica (PAC) tenha como objetivo muito mais beneficiar os setores empresariais prejudicados com a política de favorecimento ao capital financeiro do que aos trabalhadores.
20- No plano internacional, a contradição também é a marca do governo Lula: enquanto enviou tropas para o Haiti, numa medida de clara subserviência ao imperialismo americano, por outro tem tido um comportamento correto em relação à crise do gás boliviano, levando-se em conta que os setores de direita do País desenvolveram uma grande campanha para que o governo tomasse uma medida drástica contra a Bolívia quando este país nacionalizou o gás. Também o governo Lula tem tido uma posição correta em relação ao governo Chavez: mesmo não apoiando abertamente a revolução bolivariana, o governo não tem cedido ao imperialismo nem à reação no que se refere à tentativa de isolamento que estas forças querem impor ao processo revolucionário.
21- Os rearranjos que estão ocorrendo nos movimentos sociais ou no interior da CUT são produto da crise instaurada em 2005 e que ainda não manifestou plenamente todos os resultados políticos e orgânicos. Esta crise terá longa duração até que os atores sociais e políticos encontrem uma organização e uma plataforma que possam galvanizar novamente uma perspectiva classista para os trabalhadores. Vale ressaltar que as crises estão configuradas dentro da dialética social e política. Se, por um lado, provocam, como no caso do Brasil, um grande estrago no patrimônio da esquerda, por outro, abrem também enormes possibilidades para os lutadores sociais e políticos e para a construção de uma perspectiva revolucionária. Afinal, os tempos de calmaria são caracterizados por gerarem poucas novidades, enquanto as crises são as responsáveis pelas grandes mudanças. Todas as grandes transformações, todas as grandes mudanças foram gestadas nos períodos de grandes crises.
22. Portanto, o momento está maduro para a reflexão e a ousadia política. Torna-se mais do que necessária a elaboração de uma plataforma política e social unitária a ser construída por um novo bloco histórico de forças sociais e políticas e para um novo ciclo da esquerda no país, de forma que possamos colocar novamente o povo em movimento e resgatar a esperança de milhares e milhares de lutadores sociais e políticos, frustrados com a prática política do Partido dos Trabalhadores. Esta é a palavra de ordem de agora em diante: reagrupar as forças revolucionárias em torno de um partido que tenha capacidade de cumprir as tarefas da revolução brasileira.
23- Ao rompermos com o etapismo, desatamos as armadilhas que nos amarravam com uma concepção equivocada de alianças e da própria realidade brasileira e construímos uma estratégia na qual o caráter da revolução é socialista, em função tanto da configuração da burguesia associada brasileira, umbilicalmente ligada aos interesses do capital estrangeiro, como também diante do impacto no Brasil do processo de globalização, no qual o grande capital internacional sepultou todas as ilusões em relação a eventuais revoluções nacionais-democráticas ou nacionais-desenvolvimentistas no Brasil. Além disso, reafirmamos a necessidade de unificação dos comunistas no seu leito histórico, a partir de um processo de unidade de ação, para avançarmos na construção do poder popular.
24-A grande maioria dos partidos de esquerda no Brasil transformou-se em partido da ordem, tipicamente institucionais. Estão prisioneiros dos interesses pragmáticos ou eleitoreiros, da política institucional e da esperteza das classes dominantes, uma vez que optaram por participar privilegiadamente de um jogo institucional sem futuro, no qual não têm possibilidades de influir e muito menos dar as cartas. Trata-se de um caminho tão degenerativo que as organizações que optaram por privilegiar essa via terão enormes dificuldades de retornar ao leito da revolução.
25- Deve saltar aos olhos de quem se considera de esquerda a necessidade de se tentar criar uma alternativa à bipolaridade conservadora ou ao consenso burguês. A primeira coisa é abandonar a ilusão de uma candidatura "de esquerda" do PT à sucessão de Lula (que nem é "de esquerda"), até porque qualquer candidatura do PT só terá alguma possibilidade se aprovada pelo PMDB. Aliás, pode acontecer de o PMDB oferecer a Vice ao PT em 2010, pois, com a crise econômica, a tendência é que Lula, na ocasião, já não desfrute mais do atual índice de popularidade.
26- A segunda questão é reconhecer que a frente de esquerda formada em 2006 é absolutamente insuficiente para se auto-proclamar alternativa de poder. Não se trata aqui de analisar a questão somente pelo resultado eleitoral dos três partidos que a compuseram (PCB, PSOL e PSTU), que foi abaixo da expectativa, sobretudo no caso do PSOL, partido-frente, herdeiro de uma tradição eleitoral da antiga esquerda do PT, portador de quatro mandatos no Congresso Nacional.
27- Os resultados matemáticos desses partidos foram fracos, principalmente pela desigualdade de condições frente aos partidos burgueses e reformistas, que dispõem de recursos fabulosos dos setores do capital que os financiam. Mas o fato é que esses três partidos, mesmo juntos, não se tem apresentado como uma real alternativa de poder.
28- Tanto é que a frente de esquerda não se reproduziu nacionalmente nestas eleições exatamente porque em 2006 não passou de uma coligação eleitoral, sem sequer um programa, sem continuidade, sem se transformar numa FRENTE POLÍTICA real, permanente. Uma frente de esquerda tem que apresentar um projeto político alternativo, para além das eleições, e não ser um mero expediente para eleger parlamentares e dar musculatura a máquinas partidárias.
29- A criação de uma alternativa real de poder em 2010 não pode ser apenas um ato de vontade da esquerda. Se o movimento de massas não se reanimar, a reedição de uma frente de esquerda desses três partidos em 2010 será apenas um gesto burocrático, mais uma coligação eleitoral, fadada novamente à derrota.
30- O que precisamos é constituir uma FRENTE POLÍTICA, baseada num programa comum e na unidade de ação, uma frente mais ampla do que esses três partidos citados e que incorpore outras organizações e movimentos populares, até para enfrentar as conseqüências da crise do capitalismo, que certamente recairão nas costas dos trabalhadores e do povo em geral.
31- Mas não pode ser uma frente política apenas para disputar eleições, mas para unir, organizar e mobilizar os setores populares num bloco histórico para lutar por uma alternativa de esquerda para o país, capaz de galvanizar os trabalhadores pelas transformações econômicas, sociais e políticas, na construção de uma sociedade fraterna e solidária.
32- As experiências recentes na América Latina mostram que a esquerda socialista só tem possibilidade de se tornar alternativa de poder e de realizar mudanças a partir de eleições, se a vitória eleitoral for produto do avanço do movimento de massas e se vier a enfrentar os inimigos de classe e romper os limites da legalidade burguesa.
33- A firmeza de princípios do PCB, sua coerência ideológica, sua linha política e sua história de lutas estão nos possibilitando a condição de nos transformarmos na referência da esquerda revolucionária no Brasil. Nossa trajetória tem gerado enorme simpatia junto à esquerda. Muitos militantes de outras organizações em todo o País estão se incorporando às fileiras do PCB.
34- Acreditamos que a conjuntura está nos oferecendo novamente uma oportunidade histórica para a reconstrução da vanguarda revolucionária no Brasil. Nesse sentido, o Partido precisa corresponder às exigências desse momento histórico, melhorar sua organização e sua atuação política, de forma a construir uma vanguarda numerosa, constituída de militantes experimentados, dispostos a liderar a revolução no Brasil.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Conferência Estadual do PCB

Tese sobre a Conjuntura Estadual para a Conferência Estadual Extraordinária do PCB - Minas Gerais.

Conjuntura Estadual.
1. O resultado das eleições em Minas Gerais representou mais uma grande vitória das elites, configurada na reeleição de Aécio Neves e do aumento na Assembléia Legislativa dos partidos da base do Governo. A vitória eleitoral de Aécio Neves só veio a coroar toda a teia de apoios sistemáticos a que o Governador obteve durante todo o 1º mandato. A população por sua vez foi submetida a uma overdose de propagandas positivas sobre Governo Aécio, todas sempre fazendo alguma alusão à importância de Minas no cenário nacional.
2. A composição política entre o PT, PMDB e PCdo B, a chamada “oposição oficial”, procurou disputar com o Governo Aécio dentro dos parâmetros da competência em administrar a máquina pública e poucas vezes chegou a fazer críticas mais consistentes ao neoliberalismo implementado no Estado. Não era por menos, o próprio PT teria dificuldades em criticar as reformas que o “Choque de gestão” promoveu sob o funcionalismo do Estado e não explicar as contradições da reforma da Previdência e a tentativa de reforma trabalhista, ambas de caráter neoliberal, encaminhadas pelo Governo Lula ao Congresso.
3. Para sacramentar essa falsa oposição, a aliança feita entre o PT e o PMDB, entorno da candidatura de Newton Cardoso ao senado, só revelou a perda dos princípios e da coerência que este partido pregou durante décadas e que o pragmatismo eleitoreiro enterrou de vez.
4. O próprio PT optou por fazer uma política de boa vizinhança com o Governo Aécio, em seu primeiro mandato, pois este também procurou estabelecer uma relação amena com o Governo Lula, mesmo nos momentos mais difíceis que o mesmo enfrentou. Não se verificou nenhuma crítica mais dura ao Governo em nenhum grande veículo de informação seja ele televisivo ou escrito, nem tão pouco os chamados partidos de oposição com grande expressão no Estado, ou seja: PT e PC do B, através dos sindicatos que dirigem não imprimiram uma campanha forte de denúncias e de oposição ao modelo de governo gerido nestes últimos quatro anos.
5. O fato é que as políticas de arrocho salarial sobre o funcionalismo público e ataques aos direitos trabalhistas, materializados no “choque de gestão” continuaram com mais intensidade em seu 2º mandato. O que a própria população não percebeu é que a médio prazo, todo o sistema público será aos poucos sucateado, precarizando mais ainda a já debilitada assistência social que o Estado deveria promover.
6. As diferenças entre PT e PSDB no que diz respeito à macro-economia e aplicação de algumas medidas de gestão do Estado são mínimas e ambos gozam da confiança do capital financeiro e produtivo para a aplicação das reformas neoliberais necessárias ao acúmulo de riquezas.
7. As eleições brasileiras em 2006 deixaram transparecer que o que vem se constituindo no Brasil é a disponibilização para a burguesia de dois grandes partidos que disputam entre si a preferencialidade do capital, que de acordo com a conjuntura, essa mesma burguesia poderá utilizar um governo de estilo mais social-liberal com concessões específicas, ou um governo mais liberal e conservador.
8. Esse cenário nos revela que há uma crise significativa de referência na esquerda e uma hegemonia não absoluta mais significativa da burguesia sob o status quo da política em Minas, pois além de contar com Partidos oficiais da representatividade de seus interesses de classe, tais como o PSDB, PMDB, DEMOCRATAS entre outros, passa a contar com partidos que mantém uma perspectiva gerencial da crise a favor da manutenção da ordem do capital, com acento nos movimentos sociais e ou na intelectualidade e na classe média, tais como o PT, PDT, PSB.
9. Pela primeira vez em Minas e no Brasil, as organizações do campo marxista conseguiram formar uma frente eleitoral que apesar de não conseguir construir um programa unitário entre os partidos que a compunham, conseguiu pelo menos qualificar a crítica ao modelo de governo operado na gestão de Aécio Neves e apresentar medidas que recolocavam em debate o modelo de sociedade e de Estado que é necessário construir, através de um manifesto a população mineira. .A formação da Frente de Esquerda Socialista por sua vez foi uma importante iniciativa das organizações do campo socialista apesar das limitações na sua composição pois esta não conseguiu reunir setores importantes que atuam nos movimentos sociais contra as mazelas do capitalismo no campo e na cidade. Além da falta de um programa político claro para o Estado e para o Brasil, a ausência da participação de importantes organizações políticas e dos movimentos sociais, a debilidade financeira e o pouco tempo de exposição na mídia prejudicaram muito o contato e o diálogo com a classe trabalhadora.
10. As lutas políticas e sociais durante todo o ano de 2007, demonstraram a possibilidade e a importância da unidade das forças de esquerda e progressistas a partir dos movimentos sindicais, estudantis, sociais e populares, como no Encontro Mineiro dos Movimentos Sociais, na jornada nacional de luta de 23 de maio, na jornada nacional em defesa da educação pública e no plebiscito popular pela reestatização da Vale. No entanto a referida unidade das forças de esquerda e progressistas em Minas, não se consubstanciou em torno de um projeto político e sim somente através de pautas e bandeiras específicas.
11. As eleições municipais em 2008 foram determinadas, em grande parte, pelo discurso da competência administrativa e de apoio ou não às políticas do Governo do Estado e do Governo Federal. Em geral as campanhas foram despolitizadas em sua essência, ficando reservado a algumas poucas candidaturas de esquerda a denuncia das contradições do neoliberalismo e os efeitos nefastos do capitalismo sobre a sociedade.
12. Nossa participação nas eleições 2008 em Minas Gerais logrou conquistar para o PCB uma maior presença no interior do Estado. Participamos ativamente das eleições municipais 2008 em Minas Gerais. O PCB conquistou seus primeiros mandatos desde 1992, a professora Cidinha Costa foi eleita com 3,3% dos votos válidos para vereadora em Borda da Mata (Sul de Minas) e o camarada Sílvio Rodrigues como vice-prefeito da cidade na coligação com o candidato eleito Edmundo (PT). Com destacada atuação na área da Educação o mandato da professora Cidinha Costa será mais uma trincheira de luta em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras e da juventude. Advogado Trabalhista no Sul de Minas, membro do Comitê Regional e ex-candidato a senador pelo PCB Sílvio Rodrigues teve destacada participação nas eleições em Borda da Mata e buscara ampliar o trabalho do Partido no fortalecimento da organização e luta dos trabalhadores e trabalhadoras da região. Em Juiz de Fora, o PCB apresentou juntamente com o PSOL a candidatura do camarada Rafael Pimenta que obteve 2% dos votos válidos na disputa pela prefeitura da cidade. A campanha de Rafael Pimenta potencializou a construção do Partido na cidade, construiu o campo da Oposição Socialista, apresentou um programa de governança comunista e teve forte diálogo com os movimentos sociais e populares e a juventude. Na capital, o PCB apoiou a candidatura de Sérgio Miranda (PDT) no primeiro turno, este obteve 3,4% dos votos válidos. A candidatura Sérgio Miranda apresentou-se como uma alternativa às candidaturas conservadoras, agregando várias organizações em torno de seu projeto e se colocando no campo da oposição independente. Em Governador Valadares, o PCB em conjunto com o PSOL apresentou a candidatura do camarada advogado Jó tendo o camarada professor Fernandão como candidato a vice-prefeito, Obtemos cerca de 1% dos votos válidos. Em Ibirité, região metropolitana de BH, o partido apoiou a candidatura do professor Enos pontes (0,8%) do PSOL. Em todos os municípios onde o partido participou das eleições procuramos apresentar o programa do Partido. O PCB apresentou candidaturas a vereador em Juiz de Fora (KAIZIN), Belo Horizonte (Fabinho do PCB), Pouso Alegre (Luiz Jesus), Ibirité (Professor Jorge) além de outros três candidatos em Santa Luzia. Apoiamos candidaturas do PCdoB (Alfenas), PT (Pouso Alegre e Poços de Caldas) e construímos uma candidatura da Frente de Esquerda (PSOL-PSTU-PCB) em São João Del Rey.
13. Com o desenvolvimento da crise econômica mundial alguns setores de peso na economia mineira, tais como a metalurgia, a indústria automobilística e a mineração já demitiram mais de dez mil trabalhadores, o que afeta um conjunto significativo da cadeia produtiva no Estado e tem levado diversos sindicatos a recuarem diante das pressões dos sindicatos patronais.
14. Esse cenário tem colocado na ordem do dia a necessidade do debate aberto com o conjunto da classe trabalhadora sobre as causas da crise e quais os seus efeitos perante os trabalhadores; situação que não ocorre em muitas categorias devido a conciliação de classe, operado pelas diretorias sindicais e ou federações ou centrais sindicais.
15. A própria Assembléia Legislativa e o Governo Estadual já estão sob o alvo de pressões da FIEMG para que reformas sejam feitas a fim de salvaguardar os interesses das grandes empresas que estão perdendo lucratividade com a crise econômica mundial.
16. Esse cenário não está desassociado do restante do país, mas desenvolverá situações mais agudas em Minas, pelo fato do complexo parque industrial do Estado e pelo papel que Minas possui no cenário político nacional, principalmente há pouco mais de um ano e meio das eleições de 2010.
17. Os desafios que se colocam aos comunistas nesse processo são conseguir desempenhar um papel de vanguarda na defesa dos direitos trabalhistas e na conscientização das massas trabalhadoras dos limites dos acordos lesivos aos trabalhadores, ao mesmo tempo em que se deve buscar constituir novos agentes de organização e representatividade no mundo do trabalho. O acentuado grau de alienação, o forte refluxo que o processo de aumento do desemprego gera no meio sindical, somado a ação de políticas de colaboração de classe e desarme ideológico que muitos sindicatos e centrais sindicais promovem, são consideráveis obstáculos que se colocam nesse processo.
18. O cenário da crise imprime aos comunistas a necessidade de ampliar e diversificar sua política de comunicação e organização junto às categorias que mais serão afetadas, assim como pensar políticas de organização de base que privilegiem as regiões do Estado que são estratégicas para o desenvolvimento econômico e a sustentação da produção industrial.
19. É importante destacar que alguns setores dos movimentos de massa, que ora foram atraídos, pelas políticas compensatórias do Governo Lula, já começaram a rever sua estratégia e buscam retornar as lutas diretas por conquistas sociais e de denuncia de políticas neoliberais ainda presentes no Governo Federal. O desenvolvimento dos efeitos da crise no Estado poderá também desenvolver a luta de classes a um patamar que essas organizações assim como muitas entidades sindicais que até então estavam em “compasso de espera” frente ao Governo, comecem a se movimentar para posições mais críticas e ofensivas.
20. O quadro sucessório para o Governo de Minas Gerais começa a ganhar contornos políticos mais definidos. A direita tradicional se organiza em torno do Governador Aécio Neves e seus aliados de primeira mão PP, PTB, Democratas (ex-PFL) e PPS. O PSDB Mineiro se articula para a disputa estadual principalmente através do vice-governador Anastasia. Este bloco da direita tradicional ainda conta com o Deputado Federal Danilo de Castro e o presidente da Assembléia Legislativa de Minas Gerais Deputado Estadual Alberto Pinto Coelho. Seus aliados de segunda mão como PDT e PSB ainda podem apresentar-se ao lado do bloco PT-PCdoB embora dificilmente se contraponham ao projeto do Governador Aécio Neves.
21. O PMDB se apresenta como alternativa de Centro-Direita no quadro político mineiro devido sua forte presença nos municípios, sua bancada expressiva de deputados estaduais e federais e lideranças políticas como o Ministro das Telecomunicações Hélio Costa. O PMDB pode ainda se aliar com um dos dois principais campos em disputa PT-PCdoB e PSDB-DEM.
22. O Partido dos Trabalhadores embora tenha se enfraquecido em Belo Horizonte cresceu e se consolidou em várias regiões do Estado. Anda goza de forte influência no movimento operário sindical, junto à juventude e nos movimentos sociais e populares do campo e da cidade. O grupo de Fernando Pimentel e Virgílio Guimarães disputa com Patrus Ananias e Luiz Dulce a liderança do PT em Minas.
23. O PSB também cresceu no Estado, principalmente através de sua vitória eleitoral em Belo Horizonte. O PSB não se configura como um partido de Centro-Esquerda em Minas Gerais.
24. O PDT se apresenta dividido com uma minoria representada por partidários ligados ao Ex-deputado Federal Sérgio Miranda (ilhada na capital) e uma maioria ligada a parlamentares do Partido e ao Secretário de Governo Manuel Costa (no conjunto do estado). O PDT faz parte da Base de sustentação política do Governo Aécio Neves.
25. O PCdoB embora tenha crescido no Estado, manteve sua política de corrente auxiliar do PT. Fortaleceu sua influência no Movimento Sindical a partir da formação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB mantém a hegemonia (através da completa passividade) nas principais entidades estudantis do estado, possui influência no movimento comunitário em várias cidades e tem presença no movimento de solidariedade internacionalista.
26. A Ultra Esquerda se enfraquece em Minas Gerais. O Partido da Causa Operária tendem cada vez mais a se isolar e apenas manter sua base social junto aos trabalhadores e trabalhadoras dos Correios. A Liga Operária embora tenha presença significativa no movimento sindical em BH não logrou ampliar sua esfera de influência no movimento operário nem no movimento camponês através da Liga Internacional dos Camponeses Pobres.
27. O PSTU ampliou sua influência no Movimento Estudantil e no Movimento Operário Sindical em Minas. Embora tenha se enfraquecido na disputa político-eleitoral, se fortaleceu via construção da Coordenação Nacional de Lutas (Central Sindical. Popular e Estudantil). O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados vem acumulando três candidaturas ao governo de Minas sendo a última em coligação com Partido Socialismo e Liberdade. Suas candidaturas não apresentam um contraponto no debate político a nível estadual se resumindo a uma propaganda do programa socialista do Partido.
28. O PSOL se apresenta bastante heterogêneo no Estado, com pouca influência nos movimentos sociais e populares e não goza de lideranças parlamentares como no plano nacional. Em várias cidades possui um caráter eminentemente eleitoral, possui poucas tendências organizadas no estado com destaque para a Corrente Socialista dos Trabalhadores (Direção Municipal de BH) e o ENLACE (Direção Estadual) e no interior possui ainda influência no triângulo mineiro (através do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade).
29. O PCB deve buscar manter contatos com as organizações políticas que mantém seu foco na organização e formação do mundo do trabalho no sentido da luta contra as contradições do capitalismo e os efeitos mais nocivos da crise econômica para os trabalhadores. O PCB deve se fortalecer como alternativa partidária seja no cenário eleitoral ou no movimento de massas, para a classe trabalhadora, e os diversos grupos sociais que a compõem.
30. No processo eleitoral de 2008, o PCB se afirmou como uma força política presente em várias regiões do Estado. O PARTIDÃO está organizado e participou do processo eleitoral no Sul de Minas (Alfenas, Poços de Caldas, Pouso Alegre e Borda da Mata), na Zona da Mata (Juiz de Fora), na região do Campo das Vertentes (São João Del Rey), no Vale do Rio Doce (Governador Valadares) e na Região Metropolitana (Belo Horizonte e Ibirité).
31. O PCB deve se preparar diante dos desafios postos pela conjuntura. No nível da disputa eleitoral temos que nos esforçar para garantir um espaço político de agitação e propaganda através da participação direta na disputa para o Governo de Minas em 2010, o senado federal, a câmara dos deputados e o legislativo estadual. Para apresentarmos tal projeto teremos que buscar desde já trabalhar na perspectiva de construir um programa político para o Governo de Minas (na perspectiva da Governança Comunista), firmar contatos políticos com organizações dos movimentos sindicais, sociais e populares e dialogar com as correntes políticas de esquerda no Estado (com ou sem registro eleitoral).
32. Somente construiremos esta alternativa se o PCB retomar sua influência no movimento de massas, em especial no movimento sindical e junto à juventude. Nesse sentido o PCB deve buscar compreender seus limites ora em curso, a nível organizativo, financeiro, de formação e de agitação e propaganda, para superar essas amarras se inserindo como uma organização à altura das necessidades históricas que se colocam para o conjunto da classe trabalhadora. A estruturação do Partido deve ser planejada frente a uma conjuntura adversa e desfavorável aos trabalhadores, mas que abre possibilidades de resgate de uma ação mais abrangente do PCB junto aos trabalhadores e trabalhadoras.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009


Juventude Trabalhadora em Marcha

Saimos em marcha, como tantos antes de nós já fizeram. E em nossas fileiras, entre nossas bandeiras e nossa força, seguimos pelas ruas de Belo Horizonte. Desesseis quilômetros foram cortados pelos pés firmes dos jovens, denunciando a navalha da crise e lutando pela soberania brasileira. Desenhava-se em nossa marcha a indignação das trabalhadoras e dos trabalhadores. Os olhos que ela via traziam esperança e coragem. Partimos do bairro operário, Barreiro. Partimos da frente da transnacional Vallourec & Manesman. Nossas gargantas lembravam as demissões e férias impostas pela empresa, e jamais esqueceram sua milícia assassina, tampouco seus latifúndios de eucalipto. Nossos braços se erguiam em frente ao Bradesco. Ali se encontrava a imagem de uma das irregularidades jurídicas do leilão da Companhia Vale do Rio Doce. Em 1997, arrancaram de forma escusa uma parte da soberania do povo brasileiro.

E nossa voz não se cala frente ao Batalhão de Choque. Não treme ao encenar o papel repressor da polícia, não se cansa de mostrar a criminalização da luta dos movimentos sociais. Assiste a nossa representação àqueles que tanto nos reprimem. Exatamente os mesmo que disseram que não conseguiríamos chegar ao fim de nosso objetivo. Na avenida Amazonas, diante de toda sua grande circulação diária, a chuva recebe a juventude. E a anima, dando inspiração para vencer o cansaço. Ainda faltam muitos quilômetros para chegar à Ferrovia Centro Atlântica, no centro de Belo Horizonte, empresa pertencente ao grupo da Vale.
No caminho, os agitadores que conversavam com o povo percebiam nele a mesma indignação e a esperança simbolizadas na marcha, e nela se identificava. O exemplo de sacrifício desta pedagógica marcha convoca os trabalhadores a somar numa grande luta que realmente marque o fim do neoliberalismo, apontando para um projeto popular democrático para o país. Marchamos negando os privilégios e poder da burguesia, almejando que a necessária unidade da esquerda marche em luta nesse momento de crise. Por cima do viaduto Santa Tereza, as mãos são dadas. O passo acelerado sabe que está perto do fim da marcha. Em frente à Vale, a mesma Vale que prendera 120 jovens em 2007 em um ato pela anulação do leilão, os jovens se reuniram novamente. Se outrora a radicalidade estivesse expressa nas algemas que prendiam, agora o laço abraçava a Vale, dizendo que não vamos abandonar a luta. E venceremos.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009


Juventude da classe trabalhadora em Luta contra as demissões, em defesa dos direitos e da Soberania do país!

A Vale é Nossa!! A Crise Não!!


A atual crise econômica, a pior dos últimos 80 anos, que assola a economia mundial e já afeta gravemente o Brasil demonstra a falência deste sistema econômico que além de não permitir uma vida digna à grande maioria, gera de tempos em tempos as crises que aumentam ainda mais as desigualdades. Ao contrário do que afirmam a mídia e os governos as crises não são obra do acaso ou responsabilidade de apenas alguns investidores. As crises são conseqüência do próprio desenrolar do sistema capitalista. Ou seja, o próprio capitalismo é responsável pelas crises que se apresentam ao final de cada ciclo de expansão econômica. Depois de lucrar muito nos períodos de crescimento, as empresas querem, nos momentos de crise, penalizar os trabalhadores com desemprego e perda de direitos. Não produzimos essa crise e não devemos pagar por ela. Não podemos permitir as demissões, as perdas de direitos e precisamos cobrar do Estado uma posição que favoreça os trabalhadores e não os banqueiros e empresários.

Um dos exemplos mais marcantes do absurdo que significa cobrar a conta da crise dos trabalhadores é o da ex-estatal Vale. A empresa lucrou nos últimos 6 anos 40 bilhões de dólares (cerca de 80 bilhões de reais), o lucro registrado pela empresa em 2008 é o 3° maior da história do país. Apesar dos anos dourados tamanha riqueza não foi repartida com os verdadeiros produtores, nos últimos 10 anos o que se viu foram irrisórios reajustes salariais e perda de direitos pelos trabalhadores, além de aumento do ritmo de trabalho. Nos últimos 12 anos a Vale reduziu os custos da mão de obra de 16% para 2,8 % . A Vale divulgou que possui reserva de 15 bilhões de dólares, esse dinheiro é suficiente para pagar o salário de todos s trabalhadores da empresa por 10 anos. Porque então os trabalhadores precisam pagar a fatura da crise?

O setor de mineração em Minas Gerais , que tem como maior representante a Vale, foi e continua sendo símbolo do saque das riquezas de nosso país e é o melhor retrato do quão nefasto é este modelo econômico, que neste momento de crise revela sua verdadeira cara. O ouro extraído aqui no período colonial foi enviado para a Europa sem nenhum retorno concreto ao Brasil. Da mesma forma nossos minérios têm sido enviados hoje ao exterior deixando aqui apenas a devastação ambiental. Minas Gerais é líder do setor no Brasil, com 44% de participação. Quase 50% da produção nacional de ouro têm origem em Minas, que é responsável por aproximadamente 53% da produção brasileira de minerais metálicos e 71% de minério de ferro. A cadeia produtiva mineral representa 30% do PIB estadual. A maior parte de toda essa riqueza é produzida e exportada sob o controle de grandes empresas transacionais, cujos lucros são destinados ao exterior. Essas empresas são beneficiadas de isenções tributárias como a garantida pela lei Kandir que determina que as atividades primário-exportadora s sejam isentas de pagamento de ICMS(18%). Além disso, os royalties pagos pelo setor são irrisórios. Em 2007 quando as exportações do setor somaram R$ 16 bilhões foram pagos apenas R$ 153 milhões em royalties, ou seja, menos de 1%.



A Juventude está mobilizada junto aos Movimentos Populares e Sindicais para conclamar o povo brasileiro a neste momento de crise se levantar e Lutar! Nossa luta é para construir uma sociedade melhor, onde a riqueza seja repartida para os que realmente a produzem: os trabalhadores e as trabalhadoras do campo e da cidade.

Denunciamos:

1- As respostas à crise que penalizam os trabalhadores: Por todo o país as empresas anunciam férias coletivas, suspensão de contratos e acenam aos trabalhadores com propostas que sugerem redução de salários, flexibilização dos contratos de trabalho com perda de direitos, planos de demissões “voluntárias” e demissões em massa. O exemplo da Vale é simbólico, 7.300 trabalhadores da empresa estão em férias coletivas e as demissões podem chegar a 9 mil entre trabalhadores diretos e terceirizado.

2- A crise em Minas: Em Minas as grandes empresas situadas no estado como a Vale, V&M, Fiat, Acelor Mittal, Usiminas, Gerdau entre outras anunciaram férias coletivas da maior parte dos seus funcionários e acenam aos sindicatos com a “necessidade” de demissões. As demissões no estado já totalizam 6,7 mil. Denunciamos a grave situação de Itabira onde já foram demitidos 1, 8 mil trabalhadores. Gravíssima, também, é a situação de Sete Lagoas, onde os cortes realizados nos últimos dois meses somam 3,6 mil, em uma base que antes era de 11 mil trabalhadores. Na Grande BH as filas do seguro desemprego aumentaram assustadoramente, o crescimento foi de 57% em Belo Horizonte , números parecidos são encontrados em Betim e Contagem. As respostas dadas pelo governo estadual são insatisfatórias e auxiliam apenas aos grandes empresários.

3- A Privatização da Vale: Neste momento de crise, no qual anuncia demissões e retirada dos direitos dos trabalhadores, a Vale mostra mais uma vez que não está a serviço dos interesses dos trabalhadores e do país, é preciso mais do que nunca denunciar a vergonhosa doação da empresa. A Privatização da então Companhia Vale do Rio Doce foi cercada de questões ilícitas e vem sendo questionada por inúmeras ações judiciais. Apontamos algumas irregularidades na privatização: o BRADESCO participou do consórcio de avaliação da venda da CVRD, montou o edital de venda da companhia e mais tarde tornou-se um de seus controladores (o que é proibido por lei). O atual presidente da empresa, Roger Agnelli, dirigiu o Bradesco por 20 anos. Foram demitidos 11 mil trabalhadores no processo de privatização. Além disso, a CVRD foi vendida por um preço irrisório de R$ 3,3 bilhões perto do patrimônio da empresa e do seu valor estratégico para o país. A VALE é um complexo econômico de 64 empresas. É a 2°maior mineradora do mundo, 1° produtora de ferro do mundo, maior do mundo em variedades minerais, está presente em 13 estados brasileiros e uma área de 23 milhões de hec, sob esse domínio territorial estão incalculável riqueza em minérios, biodiversidade e água. Podemos mensurar o quão criminoso foi a privatização apontando que hoje a VALE lucra ,em média, por ano 6 vezes seu valor de venda. Atualmente 60% do controle acionário da empresa está nas mãos do capital internacional.

4- A ausência de uma política efetiva de Reforma Agrária no país: Estamos indignados com a situação da Reforma Agrária no Brasil. Dados consolidados apontaram 2007 como o pior ano da Reforma Agrária na história do país. Os dados de 2008 são absurdos e tendem a ser ainda pior , em MG foram assentadas apenas 50 famílias!!! Neste momento de crise é um verdadeiro crime privilegiar o agronegócio em detrimento de uma política séria de Reforma Agrária, que gera muito mais empregos.

5- Questão Energética: Durante os últimos anos o discurso do “Estado mínimo” permitiu a privatização de empresas estatais entre elas as fornecedoras de energia. Os preços pagos pelas famílias desde então elevou-se enormemente, nos últimos 10 anos o aumento chega a 600%. A VALE é a maior consumidora de energia do Brasil, consome 5% de toda a energia produzida pelo país. Possui inúmeras hidrelétricas e algumas distribuidoras de energia. Acaba de fechar um contrato com empresas Estatais para pagar R$ 3,3 por cada 100kwatt/h, 20 vezes menos do que pagamos em nossas casas.



Sairemos em Marcha por Belo Horizonte para demonstrar nossa disposição em Lutar e Resistir pelos interesses dos Trabalhadores.

Marchamos!


Contra as demissões e perdas de direitos pelos trabalhadores! As empresas lucraram muito nos últimos anos e não repartiram com os trabalhadores, pelo contrário o que vimos foram ataques aos direitos trabalhistas. Não é justo que no momento de crise elas penalizem os trabalhadores.

Pela redução da jornada de Trabalho! Sem redução de salários e perda de Direitos ! Essa medida seria efetiva na manutenção e criação de postos de trabalho.

Pela anulação do leilão da Companhia Vale do Rio Doce! Doada em 1997 ao capital internacional! O vergonhoso leilão precisa ser anulado como forma de devolver ao povo brasileiro uma empresa de caráter estratégico para a economia e soberania nacional.

Pelo fortalecimento da Reforma Agrária! Neste momento de crise uma medida essencial é o fortalecimento de uma política incisiva de Reforma agrária no seu sentido pleno, não restrito à entrega de lotes. Exigimos o assentamento das 150 mil famílias acampadas em todo o Brasil. Exigimos a imediata atualização dos índices de produtividade ora utilizados, que ainda são de 1975, de acordo com a proposta do MDA de 2005. Confiamos que esta medida contribui enormemente para agilizar o processo das desapropriações em diversos estados brasileiros e é um ponto central da luta pela Reforma Agrária.

Pela Soberania Alimentar! Não comemos eucalipto! Este momento de crise econômica coincide com uma crise dos alimentos. O que vemos é uma alta absurda dos preços dos alimentos. Um dos motivos dessa crise é a destinação das terras para o plantio de agrocombustiveis e para as monoculturas de exportação. Que o governo estadual construa uma política de reforma agrária a partir das terras devolutas no estado e que não renove o contrato com as empresas plantadoras de eucalipto, como a Votorantin, Acesita, V&M, Cenibra, e outras.

Pela imediata desapropriação da fazenda Nova Alegria de propriedade do Sr. Adriano Chafik Luedy, mandante e executor do massacre de Felizburgo, em 20 de novembro de 2004, em Minas Gerais. O processo já percorreu todos os trâmites burocráticos e encontra-se há mais 1 ano na mesa do Presidente da República aguardando somente sua assinatura.

Pela desapropriação imediata da Usina Ariadinópolis, no Sul de MG, que é um símbolo de uma estrutura agrária atrasada que excluiu milhões de camponeses ao longo da história do Brasil. As dívidas da usina ultrapassam os 180 milhões de reais para com a União, o que a obrigou a abrir falência em 1993. Há 11 anos cerca de 400 famílias Sem Terra estão acampadas e produzindo nos mais de 6000 ha de terras de Ariadnópolis antes vazias. Já sofreram 6 reintegrações de posse. Não há justificativas para a não destinação de Ariadnópolis para a Reforma Agrária.

6° EIV- Estágio Interdisciplinar de Vivência de MG
ABEEF - Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal
FEAB - Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil
ENEB - Executiva Nacional dos Estudantes de Biologia
ENEV- Executiva Nacional dos Estudantes de Veterinária
REPED – Rede Popular dos Estudantes de Direito
FEMEH – Federação do Movimento Estudantil de História
ABEF – Associação Brasileira dos Estudantes de Filosofia
DCE /UFJF - Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Juiz de Fora- MG
DCE /UFJM - Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal dos Vales Jequitinhonha e Mucuri-MG
DCE /UFU - Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal Uberlândia-MG
DCE /UFV - Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal Viçosa-MG
DCE- UNEMAT/- Diretório Central dos Estudantes da Universidade do Estado do Mato Grosso
DAMAR – Diretório Acadêmico Marina Andrade Resende /UFMG
DA-ICB/Diretó rio Acadêmico do Instituto de Ciências Biológicas/UFMG
DATEM/Diretório Acadêmico de Enfermagem/PUC- Betim
DATO/ Diretório Acadêmico de Terapia Ocupacional/ UFMG
DAFAFICH - UFMG
DA Geografia UFJF
CA Química UFLA
CA Livre Geografia UFES
CA de Historia UECE
CA ENQ UFV
CA Bio UFSCar São Carlos
CAFil UFOP
Coletivo Amar e Mudar as Coisas UFOP
CA Ed Fisica UFV
CA Economia UFV
CALE Centro Acad. Livre de Economia UFSJ
DA Bio UESB
DA Veterinária UFMG
DA Geografia UFJF
CA Psi UFSJ
CA de Cooperativismo UFV
DA Serviço Social UFJF
DA Medicina UFU
CACOM - UFV
CAFIL – UFSJ
DA- Engenharia Elétrica da UFMG
CAFIL – UFOP
CAPMMOL - Fisioterapia UFVJM
Campo Reconquistar a UNE - Oposição
Espaço Saúde - UFMG
Coletivo Ciranda Liberdade - UFMG
Contra Mola - UFLA
Fé e Politica UFSJ
GAASC
Coletivo Piracema
Coletivo Aroeira ICA/UFMG
RED de Comercio Justo - MCC (Mov Campesino de Córdoba)
Yanapaqui (Corporacion Trabajo con comunidades en Colombia
Assembléia Popular-MG
Intersindical
Conlutas-MG
CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
SINPRO-MG
MTD-Movimento dos Trabalhadores Desempregados
CPT-Comissão Pastoral da Terra
Movimento das Serras e Águas de Minas
UJC- União da Juventude Comunista
Movimento dos Sem Universidade - MSU
BP - Brigadas Populares
MMM -Marcha Mundial de Mulheres
MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
MAB- Movimento dos Atingidos por Barragens
Via Campesina

sábado, 17 de janeiro de 2009

Palestina!

LULA DEVE CHAMAR IMEDIATAMENTE NOSSO EMBAIXADOR EM ISRAEL:
Estado terrorista passa de todos os limites e ataca a ONU, jornalistas e hospital. Exatamente no dia de ontem, em que a resistência palestina admitiu pontos para um cessar fogo, o Estado terrorista israelense fez mais de 100 ataques aéreos ao Gueto de Gaza. Zombando do mundo, foram bombardeados simbolicamente a sede da ONU (onde estava a ajuda humanitária), um hospital e dois prédios em que ficam os jornalistas estrangeiros. Os recados do sionismo ao mundo foram claros:
- NÃO QUEREMOS PAZ;- NÃO QUEREMOS DIVULGAÇÃO DE NOSSAS ATROCIDADES;
- NÃO QUEREMOS AJUDA HUMANITÁRIA E ASSISTÊNCIA ÀS VÍTIMAS.
Até hoje, era admissível que o governo brasileiro não tivesse adotado qualquer atitude diplomática contra Israel. Afinal, o Ministro das Relações Exteriores está no Oriente Médio, para tentar ajudar a mediação da paz. Mas agora não dá mais para esperar! As toneladas de produtos que o Brasil mandou para Gaza, como ajuda humanitária, queimaram na fogueira insana. Por muitos menos, Lula convocou a Brasília o Embaixador brasileiro no Equador. Apenas por que aquele país amigo não pagou a uma empreiteira brasileira o serviço que ela não fez. Agora não dá mais para conciliar! O Presidente Lula deve imediatamente convocar nosso Embaixador em Tel Aviv e, em seguida, romper relações diplomáticas com o governo israelense, caso continue o genocídio do povo palestino e o desrespeito às decisões da ONU.

16 de janeiro de 2008
Ivan Pinheiro Secretário Geral do PCB

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Palestina!





Nesta Quinta Feira, 15 de Janeiro de 2009, os Camaradas Militantes do PCB participaram do Ato em Solidariedade a Palestin, realizado em Belo Horizonte-MG. O Partido Comunista Brasileiro compõe o Comitê Mineiro de Solidariedade a Palestina.O Ato iniciou na Praça Sete, Centro da Capital Mineira, por volta das 15:00h, o microfone estava aberto para intervenções de quem quisesse contribuir com o debate do massacre na Faixa de Gaza. Representantes das diversas Entidades que incorporam o Comitê, descendentes de Palestinos e Palestinos deram suas palavras para que a população mineira ficasse ciente do que ralmente acontece em Gaza.
O Ato seguiu em marcha até a Federação Israelense, localizada na Rua Rio Grande do Norte. Tendo em vista todos os aspectos problemáticos que envolvem o conflito, os militantes abordaram de uma forma crítica e chamativa para que o interesse dos movimentos sociais em acabar com a conduta imperialista dos países desenvolvidos sobre os países menos favorecidos economicamente, se torne o interesse da população em geral.Por que marchamos?Acreditamos na luta, por isso marchamos!

Por Pedro Rennó - EXPRESSOVERMELHO - JANEIRO DE 2009

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Palestina!


Ato em repúdio a agressão militar do Estado de Israel contra a Faixa de GAZA!
Belo Horizonte - 15 de janeiro - 15 horas - Praça SETE

PARTICIPE!
Atenção: A militância do PCB, da UJC e da Corrente Sindical Unidade Classista se encontrará às 14:30 minutos na sede do Comitê Regional do PCB - Rua Curítiba, Nº656 - 6º andar.

Palestina!

PELO FIM IMEDIATO DOS CRIMES DE GUERRA NA FAIXA DE GAZA!
PELA CONDENAÇÃO DOS CRIMINOSOS!

(Nota política do PCB)

O PCB saúda o Conselho de Direitos Humanos da ONU, por sua inequívoca condenação a Israel, por ampla maioria, pela violação de leis internacionais, com a designação de uma missão especial para investigar os crimes de guerra praticados, como assassinato indiscriminado de civis, utilização de armas e produtos químicos proibidos e bombardeios contra comboios com ajuda humanitária.

Neste caso, consideramos positiva a postura do Brasil, votando a favor dessas resoluções, ao lado de Rússia, China e de todos os países da América Latina que participam do organismo. Esta posição se insere na tradição da política externa brasileira de contribuir para a paz mundial e a multipolaridade, tendo como objetivo central a abertura de mercados para a burguesia brasileira e a afirmação do Brasil como potência, nos marcos das disputas interimperialistas.
Nesta lógica, há casos em que a ação brasileira é positiva, como neste e no de Cuba, e outros em que é de natureza imperialista, como os emblemáticos casos do Haiti e do Paraguai, entre outros.

Finalmente, após um longo período de omissão do governo, o Ministro Celso Amorim foi instado a dirigir-se ao Oriente Médio, onde cumpre profícua agenda pela paz, manifestando-se em solidariedade ao povo palestino, inclusive reclamando o imediato cumprimento das resoluções da ONU ignoradas por Israel, Estado fora da lei que se garante nos vetos e no apoio político e logístico de seu verdadeiro comandante, o imperialismo estadunidense.

Nos próximos dias, a agressividade israelense tende a aumentar. Pelo seu cronograma original, a resistência palestina já deveria ter se rendido. O plano era ocupar a Faixa de Gaza, de forma rápida e inconteste, antes da posse de Obama, para evitar que este, precocemente, tenha que revelar que suas garras são exatamente iguais às de Bush, atrapalhando o projeto de mostrar um rosto novo e brando do império. Outro possibilidade para garantir uma posse tranqüila a Obama é um conluio das superpotências para tentar impor à resistência palestina uma paz de cemitério.

Diante destes riscos, deve-se reforçar no mundo a mobilização contra o holocausto promovido por Israel e em solidariedade aos palestinos, ampliando as ações de massa e a pressão sobre governos cúmplices, omissos ou vacilantes.

Por outro lado, a importante decisão do Conselho de Direitos Humanos da ONU legitima a possibilidade, em âmbito mundial, de as organizações sociais e políticas e personalidades solidárias à Palestina e defensores da paz entre os povos iniciarem imediatamente uma ampla campanha internacional para levar ao banco dos réus dos Tribunais Internacionais os governantes israelenses, que não passam de criminosos contra a humanidade.

- PELO FIM IMEDIATO DOS CRIMES DE GUERRA NA FAIXA DE GAZA!
- PELA CONDENAÇÃO DOS CRIMINOSOS!
- PELA RETIRADA DAS TROPAS ISRAELENSES!
- PELO RECONHECIMENTO DO ESTADO PALESTINO!

Rio, 14 de janeiro de 2009
PCB – Partido Comunista Brasileiro

domingo, 11 de janeiro de 2009

Palestina!


MANIFESTO DE SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO

Os Movimentos Sociais, Entidades de Classe e Partidos abaixo assinados, vem a público manifestar seu repúdio ao massacre criminoso e genocida que está ocorrendo na Faixa de Gaza, promovido pelo Estado sionista (racista) de Israel. Sob o pretexto de combater o terrorismo do grupo palestino Hamas, assassina pessoas indefesas, em sua grande maioria, crianças e mulheres.
O Governo Israelense promove, mais uma vez, a tática de “ataques preventivos” adotadas pelo Governo Bush, como tem sido no Iraque e no Afeganistão, aumentando a violência contra o povo palestino, que há décadas, tem sua nação dividida e usurpada pela partilha imperialista de seu legítimo território (ver mapa no verso). No caso da Faixa de Gaza vem agravar o estado de privações, de todo o tipo, devido ao criminoso embargo promovido pelo governo israelense, levando a um confinamento total da população.
Os ataques ocorridos nessas últimas semanas já mataram e feriram milhares de pessoas. Toda a infraestrutura foi destruída, afetando o funcionamento de hospitais, escolas, comunicações e as demais necessidades básicas.
Pela dimensão do ataque e a generalização inescrupulosa do bombardeio, este já é um dos maiores genocídios praticados por armamento de guerra nesse século; Utiliza-se de armas condenadas por convenções internacionais, como bombas de fósforo e urânio empobrecido.
O terrorismo de Estado promovido pelo governo israelense, financiado pelo EUA, longe de por fim à crise estabelecida na região, apenas a aprofundará. Deve-se ressaltar que parte da população israelense não concorda com essa política do seu Governo.

As entidades abaixo assinadas condenam veementemente a carnificina promovida pelo Estado de Israel contra a população palestina exigindo:
1- Cessar fogo imediato e abertura da fronteira para a entrada de remédios, alimentos e de ajuda médica na Faixa de Gaza.
2- Pela autodeterminação do povo palestino e o reconhecimento de seus legítimos representantes eleitos.
3- Pela criação do Estado da Palestina e o fim das ocupações de Israel em seu território.
4- Pelo rompimento diplomático e comercial do Governo brasileiro com o Estado terrorista de Israel.


Dia 15/01/2009 – 15 h – Participe! Divulgue!
Concentração na Praça SETE


COMITÊ MINEIRO DE SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO

Abraço-MG (Assoc Bras Radiodifusão Comunitária)
AMES-BH (Associação Municl Estud Secundários)
Anadefi (Aliança Nacional dos Deficientes Físicos)
Asttra-BH e região (Aposentados e Pensionistas)
Assoc Trabalhadores em Transporte Rodoviário
Cellos-MG (Centro Luta pela Livre O. Sexual)
CCML (Centro Cultural Manoel Lisboa)
Consulta Popular
CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil)
Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas)
CUT-MG (Central Única dos Trabalhadores)
DCE-UFMG (Diretório Central dos Estudantes)
FSM (Fórum Social Mineiro)
Força Sindical/ MG
Fearab (Federação Entidades Árabe-Brasileiras)
Fetaemg (Federação Trabalhadores da Agricultura)
Fitert (Fed Interest Trab Empr Radiodifusão e TV)
Fórum Mineiro de Saúde Mental
Fórum de Moradia do Barreiro
Grupo Fé e Política Paróquia S Dimas V Jatobá
Grupo “Gay” da Bahia
Guna (Assoc Nacional dos Universitários Prouni)
Instituto 25 de Março
Instituto Mineiro das Relações do Trabalho
InterSindical/MG
Jornal A Verdade
MLB (Movimento Libertário Brasileiro)
MLC (Movimento Luta de Classes)
MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra)
PCB (Partido Comunista Brasileiro)
PCO (Partido da Causa Operária)
PCR (Partido Comunista Revolucionário)
PSTU (P. Socialista dos Trabalhadores Unificado)
PSOL (Partido do Socialismo e Liberdade)
PT (Partido dos Trabalhadores)
RC (Refundação Comunista)
Sindicato dos Jornalistas de MG
Sindicato dos Securitários de MG
SindRede-BH (Sind Trab Educ R Públ Municipal)
Sind-UTE/MG (Sindicato Único Trab Educação)
Sintect/MG (Sind Trab Empr Correios Telégrafos)
Sindieletro-MG (Sind Interm Trab Ind Energética)
Senalba-MG (Sind Empregados Entid Culturais)
Sindeess (Sind Trab Hosp Privados)
Sind-Saúde-MG (Sind Único dos Trab da Saúde)
Sindpol-MG (Sindicato Servidores da Polícia Civil)
Sinfarmig-MG (Sindicato dos Farmacêuticos)
Sinpro-MG (Sindicato dos Professores)
Sintert-MG (Sind Trab Empr Radiodifusão e TV)
Sitraemg (Sind Trab Poder Judiciário Federal)
UBES (União Brasileira Estudantes Secundários)
UJC (União da Juventude Comunista)
UJR (União da Juventude Rebelião)
UJS (União da Juventude Socialista)

sábado, 10 de janeiro de 2009

Israel!

A matança em Gaza continua. Centenas de palestinos foram assassinados, milhares estão feridos, os ataques aéreos causaram devastação e famílias inteiras estão desabrigadas. Os civis do sul de Israel se encontram prisioneiros de um governo que mente e abusa deles. A destruição e as mortes em Gaza não assegurarão seu futuro e poderá levá-los a mais violência e crimes.Sábado, dia 3 de janeiro se realizou dois grandes protestos em Israel, organizados por uma coalização de forças pacifistas e o Partido Comunista de Israel a a frente Hadash, em Tel-Aviv; em Sakhnin esteve o Comité de Cidadania Árabes-Palestinos em Israel. Ambos se manifestaram contra a matança de Gaza. Juntos chamaram a "Parar a matança! Não ao estado de sitio! Sim a a vida para ambos povos!" Nestes dias escuros, aderimos a esta mensagem: "Judeus e árabes nos negamos a ser inimigos!" Nossa demanda: "Uma trégua completa e o fim do assédio a Gaza AGORA!"Israel tem sido capaz de qualquer coisa para assegurar que o mundo não saiba da amplitude dos crimes contra a humanidade dentro de Gaza. Em Israel mesmo, há protestos contra a guerra. Milhares de pessoas se congregam para protestar diariamente em Tel Aviv, Jerusalén, Haifa, Nazaret, Um el-Fahem, Tira, Taybe e outras cidades. Muitos cidadãos que foram chamados como reservistas para o assalto terrestre a Gaza se negaram, e correm o risco de serem presos. Nenhum deles foi entrevistado pelos meios de comunicação dos EUA ou da Europa, que têm respaldado o ataque israelense.Como Dov Khenin, membro do Parlamento por Hadash e dirigente do Partido Comunista disse numa entrevista com Amy Goodman na Democracia Agora: "Bom, o mais importante é que deram conta que existe uma oposição dentro de Israel contra a guerra e contra o que sucede atualmente em Gaza. Está posição é Judeu-Árabe. Na noite de sábado houve uma mobilização em Tel Aviv de 2000 jovens, majoritariamente de judeus, e muitas outras manifestações conjuntas entre judeus e árabes está ocorrendo em toda Israel contra a política de guerra do atual governo. Está oposição tem crescido constantemente. É muito importante saber disso e entender que existem outras vozes na sociedade israelense que se opõe a guerra, e que crê que haja uma alternativa melhor e igualitária para israelenses e palestinos".Na sexta-feira (02/01/09), um grupo de poetas de Tel Aviv organizaram uma vigília com leitura de poemas, protestando contra a Operação Gaza em frente do luxuoso Akirov Towers, onde o Ministro de Defesa Ehud Barak (líder do Partido Laborista) tem um apartamento. Vinte jovens poetas leram trabalhos pacifistas em um alto-falante, denominando o ato "um protesto contra a destruição. Ehud Barak está semeando a destruição sobre os moradores do sul enquanto dorme em sua cômoda cama do trigésimo primeiro andar". Ibtisam Marahna, o nº 12 da lista de Meretz no Parlamento, falou no protesto e anunciou sua renúncia do Meretz por este apoiar a guerra. Dez organizações de Direitos Humanos chamaram a Ehud Barak para renovar urgentemente a provisão de combustíveis na Faixa de Gaza. Os grupos, que incluíam a B'Tselem, Gisha e a Assossiação de Direitos Civis de Israel, escreveram que a destruição massiva da infraestrutura, seguida da ação israelense, aumentaram a necessidade de combustível para operar "equipes humanitárias como filtros para depurar água e para o sistema de saúde". Estes grupos escreveram que desde que Israel vem reduzindo o fornecimento de combustível para a Faixa de Gaza desde outubro de 2007, e já se esperava uma escassez seguida de uma operação militar.O membro do Parlamento por Hadash, Mohammad Barakeh pediu ao Primeiro Ministro Ehud Olmert que o serviço de segurança Shin Bet pare de interrogar os políticos árabes e os ativistas de esquerda que protestam contra a operação Gaza. "Se o governo está preocupado com a onda de protestos contra os crimes de Gaza,´então é melhor parar de perseguir líderes políticos e ativistas do setor árabe", disse Barakeh.
Material enviado pelo PARTIDO COMUNISTA DE ISRAEL

Minas na luta!

Mobilização contra a Crise: Itabira (MG) para contra demissões.

No dia 09 de janeiro as manchetes dos dois principais jornais de Minas Gerais apresentaram a mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras da Vale (Companhia Vale do Rio Doce) contra as demissões de mais de 1500 trabalhadores desde o início da Crise Financeira.
Itabira localizada a 110 quilômetros de Belo Horizonte com cerca de 105 mil habitantes é o berço da mineração em Minas Gerais. Mais de 70% da arrecadação do município gira em torno da atividade mineradora. Em Itabira, existem 7200 empregados diretos e terceirizados da Vale. Os sindicatos calculam que 1560 trabalhadores já foram demitidos e que poderá haver novas demissões.
Durante o dia 08 de janeiro a Frente em Defesa do Emprego e das Cidades Mineradoras – formada pelos movimentos sindicais, populares, entidades civis, Igrejas e autoridades públicas – organizaram uma jornada de lutas com as seguintes bandeiras:
Nenhuma demissão, estabilidade no emprego para os trabalhadores da Vale e os terceirizados. Pela readmissão dos demitidos.
Pela manutenção dos direitos conquistados pelos trabalhadores em décadas de luta.
Redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais, sem redução de salário, para que todos possam trabalhar.
Manter a produção em níveis normais e compensação financeira da Vale aos municípios mineradores, para manter a arrecadação atual.
Se a Vale recusar garantir a estabilidade e demitir em massa que seja reestatizada, sem indenização.
Criação de Frentes de Trabalho para a absorção dos desempregados.

Na parte da manhã o Sindicato METABASE junto com representantes de partidos de esquerda, sindicalistas e militantes de movimentos sociais e populares tentaram paralisar a Mina de Conceição da Vale em Itabira realizando um protesto com cerca de 150 pessoas. Com forte aparato policial e muita intimidação feita aos operários a Diretoria da Vale em Itabira conseguiu abortar a paralisação.
Durante o protesto o camarada Túlio Lopes, representando o Comitê Estadual do PCB e a União da Juventude Comunista - UJC saudou os trabalhadores e as trabalhadoras da Vale de Itabira, seu sindicato de luta e as entidades dos movimentos sociais e populares que construíram a mobilização e disse que “os trabalhadores devem responder os efeitos da Crise Econômica Mundial com unidade, mobilização e muitas lutas”.
Na parte da tarde os manifestantes se reuniram na Praça Acrísio onde houve uma concentração Cívica com Atividades artísticas e Culturais e uma Tribuna Popular aberta às entidades dos movimentos sindicais, populares, religiosos, culturais, e demais segmentos da sociedade civil.
No final da tarde os manifestantes (mais de duas mil pessoas) marcharam até a Praça da Rodoviária onde houve um ato público promovido pela Frente em Defesa do Emprego e das Cidades Mineradoras.
Segundo Paulo Soares de Souza (Presidente do Sindicato METABASE) “além das demissões a Vale quer flexibilizar direitos trabalhistas e reduzir salários”. A mobilização contou, dentre outras organizações, com a presença da Central Única dos Trabalhadores, da Coordenação Nacional de Lutas e do Movimento Nacional das Fábricas Ocupadas.

Por César Dias - EXPRESSO VERMELHO – Janeiro de 2009.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Palestina!

A criminosa omissão do governo brasileiro diante do holocausto palestino

(Ivan Pinheiro*)

O Presidente Lula e Dona Marisa continuam curtindo as bucólicas praias privativas da Marinha brasileira. Saíram há dias de Fernando de Noronha e, neste momento, estão no paradisíaco litoral baiano, perto de onde passaram alguns dias o Presidente Sarkosy e Carla Bruni, a nova primeira dama francesa.
Apesar do perfil de revista Caras (um playboy e uma modelo), o romântico casal francês terminou cedo suas férias. Anteontem, Sarkozy estava em Ramallah, território palestino da Cisjordânia, em reunião com Mahmoud Abbas, o Presidente da Autoridade Nacional Palestina. Nos últimos dias, passou pela Síria, por Israel, pelo Líbano e o Egito. Largou o calção de banho e sua camisa listrada e saiu por aí, roubando a cena, num quadro mundial em que prevalece o silêncio cúmplice dos governos frente à chacina que promove Israel na Faixa de Gaza. Sarkozy está capitalizando, para si e para os interesses imperialistas que representa, uma paz de cemitério, para legitimar a progressiva ocupação israelense dos territórios palestinos. Israel morde e ele assopra.
Enquanto Hugo Chávez tenta corajosamente uma contra-ofensiva mundial em solidariedade à Palestina, Lula só volta da praia no dia 12! Quinze Ministros aproveitaram a ausência do chefe para esticar o feriadão. O governo entrou em férias coletivas, deixando uma equipe de plantão.
É lamentável que tenham ficado apenas na retórica as declarações de Lula, na emoção do réveillon, quando criticou corretamente a ONU por se render ao veto unilateral dos Estados Unidos, apesar de só ter reclamado do "exagero" da reação israelense, como se fosse possível pedir ao leão que seja razoável ao atacar seus rivais na floresta.
Imaginem o peso político que poderia jogar o Brasil, num cenário em que só uma ampla pressão mundial é capaz de deter a mortífera máquina de guerra imperialista israelense, que fez do Gueto de Gaza um imenso Carandiru (**), onde as tropas que vigiavam os presos resolveram entrar atirando.
Ontem chegou a cem o número de crianças assassinadas.
É para isso que Lula sonha com uma cadeira para o Brasil no Conselho de Segurança da ONU? Ou será que esta criminosa omissão é o preço de um prêmio por bom comportamento?

* Ivan Pinheiro é Secretário Geral do PCB.

** Carandiru – penitenciária brasileira desativada, em que a polícia acabou com uma rebelião matando centenas de presos.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Palestina!

DECLARAÇÃO CONJUNTA DA ESQUERDA PALESTINA

Nesta quinta feira, dia 1 de janeiro de 2009, a direção da Frente de Esquerda, da qual participam a Frente Democrática para Libertação da Palestina, a Frente Popular para Libertação da Palestina e o Partido do Povo Palestino, se reuniu para analisar o modo de enfrentar e resistir à criminosa agressão sionista contra o nosso povo e declarou o seguinte:Continua o brutal ataque contra nosso povo; aumenta o número de mártires entre as crianças, mulheres e idosos; se multiplica, indiscriminadamente, a destruição das casas dos palestinos.
Mas, por nossa vez, a resistência palestina representada pela unidade popular, com participação de todas as organizações e braços armados continua atuando e lutando! Saudamos nosso povo e saudamos nossos aguerridos lutadores!
Hoje o povo palestino escreve uma página de glória que demanda lealdade e responsabilidade ante estes sacrifícios, assim como responder à urgente necessidade de consolidar a Resistência e unir suas fileiras para poder enfrentar o agressor.
Reiteramos, uma vez mais, nossos chamamentos para solucionar a divisão interna e convocamos ao diálogo nacional para recuperar a unidade. No dia de ontem, recebemos dos irmãos Mahmoud Abbas, presidente palestino, e Ismail Haniyeh, respostas positivas neste sentido. Acolhemos com alegria a aceitação e disposição de ambas as partes ao diálogo e a reconciliação e de prevalecer as contradições com o inimigo sionista.
É tempo de sangue e sacrifício; não é suficiente repetir palavras; estes tempos exigem fatos concretos, um movimento urgente e passos precisos e sérios que conduzam ao imediato e desejado diálogo.

Aos filhos de nosso querido povo:
Ainda que hoje estejam marcando o mais valioso exemplo de resistência e sacrifício, convocamos todos a:
1 - Levar a cabo a coordenação local através de um posto de mando unido entre os diferentes braços armados, sem exceção, para que se logre organizar a resistência de forma unida frente ao agressor.
2 - Criar comitês populares nos acampamentos e bairros, nas cidades e aldeias. Que sejam incluídas nessas fileiras todas as forças políticas, organizações da sociedade civil e personalidades nacionais que desejem colaborar para que estas estruturas sejam as que organizem todas as formas de solidariedade e socorro para os necessitados.
3 - Ditos comitês terão a tarefa de coordenar e manter a comunicação com a UNRWA e as sedes municipais e outras instituições oficiais com o objetivo de unir o trabalho e garantir um alto nível de solidariedade e apoio que se faz necessário.

Saudamos o nosso querido povo!
Glória aos nossos mártires!
Vitoria para a Resistência!
Partido do Povo Palestino
Frente Popular para a Libertação da Palestina
Frente Democrática para a Libertação da Palestina
1° de janeiro de 2009

Programas Futebol e Política do Canal do Jornal O Poder Popular.

Programas Futebol e Política do Canal do Jornal O Poder Popular.  Camaradas; Segue os links dos Programas Futebol e Política do Can...