II Assembléia Popular assume plebiscito pelo limite da terra
Para Vanderlei Martini, representante da Via Campesina e membro da coordenação nacional do MST, este é o momento de se debater e pautar na sociedade o limite da pripriedade da terra, este um tema tão atual na conjuntura Brasileira.
por Assessoria de Comunicação FNRA
Como resultado da Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade da terra promovida pelo Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA), que desde o ano 2000 vem dialogando com a sociedade a respeito do tema, em setembro, entre os dias 01 e 07, junto com o Grito dos Excluídos, será realizado o Plebiscito Popular pelo limite da terra. A quarta consulta à sociedade articulada pelas organizações de classes do campo e das cidades e assumida também durante a II Assembleia Popular (AP), que ocorreu entre os dias 25 e 28 de maio em Luziânia (GO).
Para Vanderlei Martini, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e representante da Via Campesina, este é um debate muito importante para o conjunto das organizações que fazem parte da AP, pois se trata de um debate atual. "O plebiscito do limite da propriedade da terra é louvável e é acertada a decisão da Assembleia popular em acampar mais esta campanha", declarou.
Martini destacou que só possível a realização de uma verdadeira reforma agrária a partir do momento em que for possível mexer na estrutura fundiária do Brasil e por isso a discussão sobre o limite se torna essencial na atual conjuntura. "Mas não é só discutir o tamanho da propriedade, mas também o que vamos produzir no meio rural brasileiro, qual é o modelo de desenvolvimento que nós queremos? Quando discutimos o limite, nós também queremos debater o modelo de produção de alimentos saudáveis, com a força do trabalho familiar, respeitando o meio ambiente e produzindo prioritariamente para o povo brasileiro."
De acordo com o membro da coordenação nacional do MST, a realização de plebiscitos populares massifica debates relevantes, primeiro dentro das organizações que compõe a AP, e depois no conjunto da sociedade como um todo. "O tema do limite não diz respeito somente aos povos que vivem no meio rural, mas também diz respeito a toda população brasileira", lembrou.
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