BRASILEIRO ESTÁ FORA DA OEA
A Organização dos Estados Americanos (OEA) destituiu seu representante especial no Haiti, o brasileiro Ricardo Seitenfus, informou ontem uma fonte diplomática. A destituição ocorreu depois da publicação no jornal suíço Le Temps de declarações atribuídas ao diplomata nas quais ele questiona o papel da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH), presente no país desde 2004, e a política da comunidade internacional para a nação caribenha. Seitenfus afirmou na entrevista, divulgada no dia 20, que a Organização das Nações Unidas (ONU) impôs a presença de suas tropas no Haiti, apesar de o país não viver uma situação de guerra civil. "O Haiti não é uma ameaça internacional. Não estamos em situação de guerra civil. O Haiti não é nem o Iraque nem o Afeganistão. E, no entanto, o Conselho de Segurança, diante da falta de alternativa, impôs a presença dos 'capacetes azuis' desde 2004, depois da saída do presidente (Jean-Bertrand Aristide)", afirmou o brasileiro.
CUBA VAI ENVIAR AJUDA
O Haiti vai receber 60 "ajudantes sanitários" cubanos para combater a epidemia de cólera que tem afetado o país desde outubro e já matou mais de 2,5 mil pessoas desde então. Cuba mantém uma brigada de socorro no Haiti desde que a nação caribenha foi devastada por um terremoto, há quase um ano. A equipe é formada por 501 médicos, 404 enfermeiros, 244 técnicos e 86 membros de apoio, segundo o jornal oficial cubano, Granma. Recentemente, o ex-presidente cubano Fidel Castro disse que a missão médica cubana no país "atende quase 40% dos afetados por cólera". Ele ainda ponderou que não estão entrando nas estatísticas oficiais de mortes as pessoas que falecem sem receber atendimento médico ou em centros de saúde.

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