quinta-feira, 7 de abril de 2011

Congresso Sindical debate 35 horas de trabalho semanal


Atenas está hoje virtualmente ocupada pelos mais de 800 delegados de todo o mundo que participarão até o próximo domingo do XVI Congresso Sindical Mundial, e por centenas de cartazes nas principais ruas da milenária cidade.Posters em grego, inglês, espanhol, francês e árabe estão pregados em diferentes ruas como Syntagma, onde se encontra o Parlamento Helênico, o que torna quase impossível aos quase quatro milhões de atenienses e visitantes se abstrair do fórum operário.

Alguns dos participantes, especialmente os latino-americanos que tiveram que cruzar o Atlântico para assistir ao encontro, esqueceram ontem à noite o cansaço e conversaram animadamente sobre os desafios da Federação Sindical Mundial (FSM), criada em outubro de 1945.

De acordo com os organizadores espera-se na inauguração cantos e danças dos diferentes continentes, além de saudações de delegados e sindicatos nacionais.

Como parte dos preparativos, na terça-feira se realizou uma reunião do Conselho Presidencial da FSM, na qual seu presidente, Mohamed Shaaban Azouz, denunciou as consequências devastadoras do capitalismo por todo mundo e a divisão que tem implicado entre os povos o hegemonismo dos grandes centros de poder.

Conforme documentos circulados previamente à reunião, a duodécima que organizam os europeus, os participantes deverão fixar estratégias contra a guerra, um dos propósitos que motivaram sua fundação em Paris há 66 anos.

O Pacto de Atenas, um dos textos que se debaterão amanhã no fórum, põe o dedo na ferida ao denunciar os crescentes índices de desemprego tanto nos países subdesenvolvidos como nos desenvolvidos.

Os organizadores propõem a adoção no evento ateniense de uma campanha internacional para reivindicar 35 horas de trabalho semanalmente, cinco dias com sete horas cada, e o melhoramento dos salários.

Depois da inauguração com música tradicional grega, os participantes debaterão no Estádio da Paz e Amizade, no porto do Pireo,temas como globalização, a crise econômica do capitalismo e o papel dos sindicatos.

Além da eleição das novas lideranças para os próximos cinco anos, se falará sobre greves, lutas na Europa e também serão feitas exigências de trabalho decente e do movimento sindical contra o poder das multinacionais. (Com a Prensa Latina)

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