quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Greve nos Correios

Manifestação no Distrito Federal

Funcionários dos Correios em Minas continuam em greve mesmo após determinação do TST

Rumos da greve no estado serão decididos em assembleia nesta quinta-feira

Funcionários dos Correios em Minas Gerais decidiram continuar com a greve que já dura quase um mês, apesar da ordem do TST (Tribunal Superior do Trabalho) que determina a volta da categoria ao trabalho a partir desta quinta-feira. A continuidade do movimento em Minas foi confirmada no fim da tarde desta quarta-feira pelo Sindicato dos Trabalhadores Empresa Correios e Telégrafos (Sintect) da capital.
Bancários e Fenaban se reúnem para tentar acabar com a greve O secretário-geral do sindicato, Robson Silva, disse que os funcionários vão se reunir em assembleia amanhã às 14h para decidir se mantêm a greve. Grevistas de outros estados também farão assembleias para decidir se voltam ao trabalho. Eles vão colocar em pauta a proposta apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) que foi aceita pela estatal, mas rejeitada pelos trabalhadores.
A volta dos funcionários ao trabalho foi determinada pelo TST nessa terça-feira. No julgamento do dissídio coletivo pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC), os ministros autorizaram a empresa a descontar no salário dos grevistas o equivalente a sete dias de greve e os demais 21 dias de paralisação devem ser compensados com trabalho extra nos fins de semana. No caso de descumprimento da determinação, a multa diária estabelecida foi R$ 50 mil.
Em relação às cláusulas financeiras, os ministros determinaram que sejam cumpridos os pontos do acordo firmado na primeira audiência de conciliação entre as partes, que prevê o aumento real de R$ 80 a partir de 1º de outubro e reajuste linear do salário e dos benefícios de 6,87% retroativo a 1º de agosto.
Os Correios instauraram o dissídio coletivo no TST no fim de setembro, depois da falta de acordo entre a empresa e os trabalhadores sobre os termos do acordo coletivo. Foram realizadas duas audiências de conciliação mediada pelo TST e uma reunião com o ministro relator. Na primeira audiência, as duas partes chegaram a um consenso, mas a proposta foi rejeitada pelos 35 sindicatos da categoria. Nos outros dois encontros, não foi possível chegar a um acordo, por isso, a questão foi julgada pela SDC.
A última greve dos Correios ocorreu em 2009, e durou 12 dias. A maior greve foi em 1994, quando os trabalhadores ficaram parados por 32 dias, e a questão também foi decidida pelo TST

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