sábado, 19 de maio de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Em memória de todos os que tombaram contra a ditadura
(Nota Política do PCB)
A Comissão Política Nacional (CPN) do
Partido Comunista Brasileiro (PCB) vem a público saudar a Articulação
Nacional pela Memória Verdade e Justiça - uma entidade que congrega
organizações políticas, movimentos sociais, sindicatos, coletivos de
juventude, grupos artísticos e familiares de mortos e desaparecidos - e
manifestar seu apoio ao trabalho que vem sendo desenvolvido no sentido
de construir um grande movimento de massas para que se apurem os crimes
da ditadura, se estabeleçam as ligações entre os grupos empresariais,
funcionários públicos e a máquina da tortura no Brasil e crie condições
para que se possa punir os torturadores e assassinos de toda uma geração
de jovens, trabalhadores, camponeses, sindicalistas e militantes
sociais e políticos que lutaram contra a ditadura no Brasil.
A CPN avalia como positiva a instalação
da Comissão da Verdade pelo governo. Lembramos, todavia, que foi preciso
uma condenação do Brasil por parte da OEA para que o governo pudesse
tomar essa medida, que protelava para não melindrar as Forças Armadas e
os setores conservadores de sua base de sustentação. Mas alertamos que
esta comissão tem uma composição heterogênea e não possui sequer
representantes dos familiares dos mortos e desaparecidos. É um sinal de
que a Comissão foi composta para uma conciliação nacional, ou seja,
“virar esta página da história” e o Brasil seguir em frente na direção
de se transformar numa potência capitalista.
Por isso, é necessária a organização de
um grande movimento social, envolvendo organizações sindicais,
estudantis e de bairro, manifestações de rua em todo o País, para que o
resultado dos trabalhos não se transforme numa conciliação com os
algozes de nosso povo. O PCB, como uma das organizações que mais
brutalmente foi reprimida pela ditadura - basta dizer que um terço de
seu Comitê Central foi assassinado na tortura e desaparecido - se
compromete a levar esta luta até o fim, em homenagem não apenas aos
nossos mortos e torturados, mas também a todos que sofreram e tombaram
na luta contra a ditadura.
A CPN também avalia que este não é o
momento de privilegiar o debate das divergências sobre as formas de
lutas das organizações de esquerda durante a ditadura, até mesmo porque a
ditadura prendeu, torturou e assassinou camaradas de todas as
organizações. Este é o momento de reverenciar todos os que lutaram
contra o regime militar, especialmente aqueles que rubricaram com sangue
a luta contra a ditadura. São todos eles nossos heróis, desde os que se
alçaram em armas nas cidades, os guerrilheiros de Caparaó e do
Araguaia, até aqueles que desenvolveram silenciosamente um paciente
trabalho de organização dos trabalhadores nas fábricas e nos sindicatos,
aqueles que organizaram a população nos bairros, os jovens nas
organizações estudantis, os intelectuais e o mundo da cultura em geral.
Continuaremos a sua luta e não daremos trégua aos inimigos do nosso
povo.
As recentes informações de um agente da
ditadura de que os corpos de vários companheiros foram incinerados em um
forno de uma usina de açúcar em Campos chocaram a opinião pública e
mostraram a bestialidade com que os facínoras da ditadura agiam contra
os prisioneiros políticos. Entre os corpos incinerados estariam os de
quatro camaradas do PCB: Davi Capistrano, João Massena, Luiz Maranhão e
José Roman.
Associamo-nos à correta iniciativa do
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no sentido de que
esta fazenda de Campos seja desapropriada para fins de reforma agrária e
que sua sede sejatransformada em um memorial da tortura e da
brutalidade da ditadura. Ali se encontra o verdadeiro cemitério de
nossos heróis, independente da organização a que pertenciam.
Para reforçar esta luta, achamos
fundamental que a Articulação Nacional pela Memória Verdade e Justiça
organize um expressivo e unitário ATO NACIONAL na fazenda onde foram
incinerados os nossos camaradas, com ocupação de suas terras, para
honrarmos a trajetória de lutas desses nossos heróis.
A Comissão Política Nacional do PCB
manifesta sua solidariedade a todos os familiares dos presos, mortos e
desaparecidos e às entidades que se constituíram para denunciar os
crimes da ditadura e reafirma que esta luta não foi em vão e que todo
trabalho de denúncia, investigação, de acúmulo e documentação realizado
nestes anos será não só um precioso aporte para a memória dos nossos
heróis mortos e desaparecidos, mas também um importante testemunho para
as novas gerações.
Não silenciaremos enquanto toda a verdade não for apurada!
Não silenciaremos enquanto a justiça não for feita!
São Paulo, 13 de maio de 2012
(Comissão Política Nacional do PCB)
quinta-feira, 17 de maio de 2012
15 DE MAIO de 1948 – NAKBA - A tragédia palestina ampliada para o Mundo Árabe e a solidariedade da esquerda brasileira
Neste dia, inicia-se, com a fundamental
conivência do imperialismo, cujo centro ainda era a Inglaterra, a
política de limpeza étnica na Palestina, quando centenas de sionistas
armados e organizados em milícias mercenárias entram na Palestina
trazendo o terror, a violência e a morte para mais de 675 vilarejos
palestinos; milícias assassinas cujos nomes a história jamais esquecerá:
Irgun, Stern, Hanagá – esta última deu origem ao atual Exército de
Defesa de Israel.
A estratégia de terror adotada na
ocupação das terras palestinas para a construção de um Estado Judeu foi
deliberadamente planejada tendo em vista os interesses geopolíticos da
emergente nação estadunidense, no Mundo Árabe.
“Em 7 de março de 1949, um memorando do
chefe do Estado-Maior da Força Aérea norte-americana dirigido ao
Estado-Maior conjunto sobre “os interesses estratégicos dos Estados
Unidos em Israel” requeria um ajuste nesse sentido: “O equilíbrio dos
poderes no Oriente Próximo e no Oriente Médio foi radicalmente alterado.
Em troca de seu apoio a Israel, os Estados Unidos podem agora tirar
vantagens estratégicas da nova ordem política”. Com base nesses
cálculos, o chefe do Estado-Maior da Força Aérea recomendou que a
formação e a cooperação militares fossem reconsideradas e,
especialmente, que a influência soviética sobre o novo Estado fosse
neutralizada.”.
Veja texto in: http://www.diplomatique.org.br/artigo.php?id=1031&PHPSESSID=7344ed5e82e51d5534f731688bd394681
Já se passaram 64 anos desde maio de
1948, e se lançarmos um olhar histórico para a região podemos ver
claramente a crescente importância desta “poderosa base militar” para a
estratégia dos EUA no Mundo Árabe e seu entorno.
Nesses 64 de Nakba, a tragédia, o
genocídio e a ocupação militar, política, cultural e econômica foi
reproduzida e ampliada como principal meio de dominação imperialista
sobre a região árabe e seu entorno, como o Afeganistão e a Líbia.
Os países cujos governos estão dispostos
à cooperação político-militar-econômica tem o apoio irrestrito do
sionismo para manter seus povos sob controle ditatorial e não admitem
oposição, que a rigor são tratadas como terroristas, ou seja: prisões,
torturas e assassinatos seletivos. Caso da Arábia Saudita, Bahrein,
Qatar e o Iêmen.
Os Estados que se insurgem contra a
dominação imperialista têm suas soberanias destruídas, os Estados
desmontados e seus povos dizimados, caso trágico do Iraque; do
Afeganistão, desde a Guerra Fria, quando os EUA financiam e armam a Al
Qaeda (velhos amigos) e da Líbia destruída pelo exército de mercenários
pagos pelo Qatar; acessória britânica e sionista; a Al Qaeda e a
poderosa OTAN. Os povos desses países sentem na carne, como nenhum
outro, o benefício da R2P, a Responsabilidade Para Proteger, da
democracia capitalista!
Com a ajuda da CCG – Conselho de
Cooperação do Golfo – entidade que reune Arábia Saudita, Bahrein, Catar,
Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã – aliados incondicionais dos EUA e
de Israel, países como a França, a Inglaterra, EUA e o Estado sionista
introduzem muitas armas israelenses e grupos mercenários, milícias
armadas e assassinas, que investem contra a população civil numa
tentativa furiosa de desestabilizar o Estado sírio, conhecido na região
pelo seu irrestrito apoio às resistências antiimperialistas do Oriente
Médio, em particular a da Palestina e do Líbano. Nesses macabros e
terríveis episódios de terror contam com a presença marcante da
Irmandade Muçulmana nos bárbaros e explosivos acontecimentos que
ameaçam e matam a população civil síria e que exigem a intervenção
militar imperialista à Síria, sem o menor constrangimento.
Mas, as coisas não estão saindo
exatamente como o esperado: O povo sírio se unificou em torno das
mudanças democráticas dirigidas pelo governo; tomou para si o destino do
país e luta diariamente nas ruas, numa demonstração bravíssima de
resistência antiimperialista, para que seu país não tenha o mesmo
desfecho que se deu na Líbia, em que a aliança da OTAN, leia-se países
imperialistas, com o fundamentalismo “islamofascista” conseguiu destruir
e fragmentar de tal forma o Estado que a vida do seu povo foi reduzida à
barbárie.
No Egito, a fim de frear a ofensiva
antiimperialista e antissionista do povo árabe, essa quadrilha financia e
dá suporte político e institucional à dócil e aliada Irmandade
Muçulmana, organização pró-ocidental, que concorrerá às eleições através
de seu braço político, o Partido Liberdade e Justiça. Mas na praça
Tahrir, símbolo da ofensiva, a massa incansável segue se organizando em
sindicatos independentes e organizações políticas e não desiste, apesar
de toda repressão. Na Tunísia, o grosso do investimento com a mesma
finalidade vai para organização Annahda.
A luta não foi vencida, mas tão pouco foi ganha!
Por trás da estratégia de acalmar os
ânimos das massas egípcias, está o interesse de manter o domínio
econômico das grandes corporações multinacionais: bancos, agronegócios,
indústrias e os negócios das armas e o domínio político do Egito,
importantíssimo para que não se quebre o frágil equilíbrio mantido pelo
imperialismo no Mundo Árabe.
O Egito, o coração e a alma do Mundo
Árabe; mais de 80 milhões de habitantes; a mais importante classe
operária; vizinho da Palestina pela Faixa de Gaza , maior “campo de
extermínio” a céu aberto do mundo; vizinho de Israel e dono de uma
força militar significativa na região joga um papel determinante na
manutenção do status quo.
A intenção do imperialismo/sionismo não
se esgota aí; ameaçam chegar até a Pérsia e definir geopoliticamente sua
supremacia mundial, abalada pela crise sistêmica que varre o planeta e
abala a acumulação do capital, através da rapina das riquezas minerais,
no caso o petróleo e da GUERRA que fomentará mais a economia desse
sistema que se alimenta e se amplia com o terror.
A situação é muito complexa e envolve
inclusive altíssimos investimentos em ONGs de Direitos Humanos, a
associação destas com o National Endowment for Democracy (NED); ONGs
cujos projetos e programas “inofensivos” escondem a colaboração destas
com os interesses sionistas, da OTAN e do imperialismo.
Veja o texto “Las organizaciones de derechos humanos fomentan las guerras”
Não haverá paz no Mundo Árabe, não
haverá justiça social enquanto existir essa poderosa base militar
nuclear (Israel) em seu seio, sustentada financeiramente pela burguesia
imperialista, pelos grandes grupos coorporativos, pelo capital
financeiro e bélico e politicamente pelos Estados imperialistas,
incluindo os da Europa.
Essa compreensão me leva a ousar dizer
que a solidariedade internacionalista com a luta do povo palestino deve
estar à altura das necessidades dessa nova conjuntura internacional;
sendo assim, a defesa da causa palestina, após 64 anos, não pode mais
ser vista de forma isolada, por que verdadeiramente não é solidariedade
internacionalista, dessa forma.
A Palestina não é uma ilha fechada com
seus problemas políticos internos; ao contrário, 64 anos de ocupação
sionista na Palestina significaram, na prática, a ampliação da política
de terror para outros países árabes, para todo o povo árabe, significou a
ampliação da dominação política-econômica-cultural no Mundo Árabe. Da
mesma forma, o desfecho da luta no Egito e na Síria, cada qual com suas
realidades específicas, afetará diretamente a luta do povo palestino,
para o bem ou para o mal. São partes da mesma luta, da mesma intifada,
da mesma dominação; por isso, encerram uma forte relação dialética.
Neste ponto temos um grave problema a superar na esfera da solidariedade internacionalista.
As correntes e organizações políticas
que transitam nos movimentos sociais e sindicais, comprometidas com a
política externa do governo brasileiro, e alinhadas com as posições da
Al Fatah, fazem campanhas reproduzindo a falsa discussão da
possibilidade dos dois estados
(vide texto “E os palestinos? O que pensam sobre um Estado para todos, Ou, dois Estados. http://old.kaosenlared.net/noticia/palestina-laica-livre-soberana-para-todos )
Por óbvio, essa discussão no seio da
solidariedade internacionalista gerou e gera uma certa tensão, mas, até
aqui, não impediu a prática da unidade na ação, toda vez que o movimento
de solidariedade brasileiro, em seu conjunto, foi chamado a ir às ruas
ou fazer declarações conjuntas. Em diversos momentos, apesar das
dificuldades que essa diferença estratégica levanta, o conjunto amplo da
esquerda brasileira trabalhou junto na defesa da causa palestina,
apesar das diferenças táticas, de nossas filiações partidárias e dos
alinhamentos com as organizações políticas árabes/palestinas.
Mas, lamentavelmente, a partir da
investida da contra-revolução na Líbia, e em seguida, na Síria, um setor
importante da solidariedade internacionalista passa a apoiar
abertamente os setores árabes ligados ao imperialismo; a generalizar os
levantes numa mesma análise e sob uma mesma bandeira; a ter como base de
informações ONGs ligadas aos Direitos Humanos; a citar fontes como a Al
Jazeera, emissora reconhecidamente comprometida com o “ocidente”; a
reconhecer como verdadeiras as informações da mídia nacional hegemônica
e, por fim, a fazer um chamado para o envio de armas para os já bem
armados grupos mercenários..... é estarrecedor !!!
Não acreditamos na possibilidade de
estarmos do mesmo lado na solidariedade à luta de um povo com grupos que
trabalham para fortalecer os inimigos desse mesmo povo (e da
humanidade) em outro cenário.
Essa não é uma diferença qualquer. A
unidade necessária para o bom encaminhamento da solidariedade
internacionalista em defesa da causa palestina foi quebrada.
A base segura da solidariedade
internacionalista à luta dos povos requer uma análise marxista
aprofundada que leve em conta todos os elementos da realidade, incluindo
as contradições que gera, as posições tiradas destas análises são
pautada pelo cenário que mais fortaleça a luta dos trabalhadores ,
desses povos, por um mundo mais justo, contra o capital.
Sinceramente, não consigo ver no
horizonte uma solução capaz de superar esse gravíssimo problema
político, mas isso não significa que a esquerda brasileira perdeu o
passo do internacionalismo; por sorte, temos a maioria. Importantes
forças, organizações sociais e partidos políticos de esquerda do nosso
país estão firmes na defesa intransigente da luta do povo palestino e do
povo árabe, de caráter antiimperialista e antissionista. Em particular,
sinto-me à vontade para citar a atuação dos Comitês de Solidariedade
organizados nos Estados.
VIVA A UNIDADE DO POVO SÍRIO CONTRA O IMPERIALISMO!
VIVA A LUTA ANTIIMPERIALISTA DO POVO EGÍPCIO!
VIVA A LUTA DO POVO DO BAHREIM CONTRA A DITADURA !
VIVA A RESISTÊNCIA LIBANESA !
VIVA A PALESTINA LIVRE!
*Maristela R.Santos Pinheiro (militante do PCB-RJ)
http://somostodospalestinos.blogspot.com.br/2012/05/15-de-maio-de-1948-nakba-tragedia.html
sábado, 12 de maio de 2012
OCUPAÇAO ELIANA SILVA, PRESENTE!
Eu ia escrever um artigo relatando o que ocorreu na
desocupaçao Eliana Silva, a partir do olhar de quem esteve la desde as 4 horas
da manha. O belissimo artigo do Frei Gilvander abaixo,
me satisfaz plenamente. Assim, escrevo algo mais pessoal.
Provavelmente, voces
nunca viram 350 familias lutarem
pelo direito minimo de um ser humano: ter onde morar. A ausencia deste
direito,
retira nossa dignidade, nossa referencia, nosso chao. Sem isto, sem
endereço
nao se encontra trabalho. Nao se
consegue identidade. Nao existe. Em apenas 21 dias de ocupaçao,
vivenciamos a
mudança de comportamento das pessoas: solidarias, seguras de seus
direitos,
constroem um coletivo. Se sentiam como GENTE com direitos e deveres. Sao
estas
pequenas vitorias que mostram como os povo trabalhador ao conseguir pela
luta seus direitos, se transformam. Nao ficam esperando doaçoes de
caridade ou do Estado. A maioria das familias ficaram anos na fila de
programas de moradia. Agora ja sabem que um pais que dedica 45% de seu
orçamento para pagar o sistema
financeiro e apenas 2,9% para educaçao, 3,9% saude (dados de 2010), nao
é um pais serio.
E, de outro lado,
estamos vendo o Brasil se transformar na 6ª economia do mundo. E,
divulgar que tem um dos homens mais rico do mundo que, a partir de
2011mais cinco homens brasileiros passam a compor o rol dos 500 mais
ricos do mundo. Nao é preciso ir longe para ver mansoes, carros luxuosos
com
motoristas. Este seguramente, nao é o país de nossos sonhos.
E, fico com uma
tristeza imensa quando vejo a maior parte dos antigos companheiros de luta, que
acreditavam em um mundo diferente, assumirem a ordem capitalista, destruindo o
que estas familias construiram, jogando-as nas ruas. Esquecem suas historias
quando nos anos 60, 70, 80 e 90 faziam estas mesmas lutas. Se esquecem que
varios petistas atuais, moram em ocupaçoes conquistadas naquela epoca. A
tristeza de ver do outro lado da barricada, bancando a inflexibilidade do
estado, apoiando as forças policiais pessoas que ja acreditaram no movimento
social.
Outra questao chocante, é a noticia de que nao houve violencia.
O que é a violencia? É a morte, a lesao
fisica?
Eu vi violencias
inimaginaveis. Depois de ter convivido com estas familias durante o periodo de
construçao dos barracos, vi como se desenvolvia ali novas relacoes embasada
pela solidariedade. Vivenciamos o desenvolvimento de uma comunidade. Isto é que foi destruido. Esta é uma violencia
inimaginavel.
Mas, vi outras violencias: um casal de 79 anos que tinha
ali colocado sua esperança de ter uma casinha sua, sendo colocado ao relento.
Varias jovens maes, com bebes no colo, enfrentando a policia. Vi uma mulher que
indignada quando levaram o botijao e o fogao da cozinha coletiva, correu atras e tomou o botijao e,
so nao foi espancada mais porque todos entraram no meio. Vi os apoiadores
da comunidade Camilo Torres e de outros movimentos sociais, fazerem uma
manifestaçao e serem agredidos, recebendo spray de pimenta nos olhos atingindo inclusive
varias crianças que estavam pertos.
A violencia de ficar durante todo um dia e a noite, cercada por todos os lados com a policia a
cavalo, batalhao de choque, Gate (Grupamento de açoes taticas especiais), helicoptero
equipado para a açao e dando voos razantes. Cercaram toda a comunidade. Nao
podia entrar nem sair. Assim, até o direito burgues de ir e vir, foi cerceado. Foi
procurando valer este direito que vivenciei dois atos de violencia fisica.
O primeiro, em torno
de 9horas quando o companheiro pataxo
Jean Carlos Pereira e eu retornavamos à Comunidade Eliana Silva, de onde
tinhamos
saido as 7 horas da manha e onde era o nosso lugar. Ao insistirmos em
entrar algemaram
e prenderam o indio Jean. Como eu estava junto, entrei no meio e
perguntei
porque o prendiam. Resposta: desacato a autoridade. Mas, era a mesma
situaçao
minha? Entrei na frente, tomei os dados do Jean, argumentei mas, o
levaram. Prisao provocada pela discriminaçao: indio, negro e pobre neste
pais nao tem vez.
O segundo, quando
dezenas de apoiadores que estavam de
fora, resolveram buscar um caminho alternativo para entrar na
comunidade. A policia percebeu o movimento, foi e barrou. Porem, 4 de
nos
conseguimos passar. Ao chegarmos por tras, os policiais que estavam
dentro da comunidade, nos
cercaram. Como insistiamos em ficar, 2 policiais me jogaram no chao,
subiram em
cima de mim, forçando minha cabeça no chao e com as maos para tras, para
colocar a algema. Imediatamente, todos que estavam la, incluindo os
advogados,
parlamentares e o Frei Gilvander entraram e conseguiram me resgatar.
Fiquei com
o corpo todo doendo, com os braços arranhados, a roupa imunda e o oculos
quebrado.
ISTO NAO TUDO NAO É VIOLENCIA?
Mais do que nunca precisamos fortalecer a
rede de solidariedade, pois derrubaram as barracas mas nao retiraram a vontade de luta. As pessoas permanecem no local.
TODO APOIO AO MLB, MOVIMENTO QUE COORDENA A OCUPAÇAO
VIVA A LUTA DO POVO QUE RESISTE!!!
VIVA A OCUPAÇÃO ELIANA SILVA!!!
VIVA A LUTA DO POVO QUE RESISTE!!!
VIVA A OCUPAÇÃO ELIANA SILVA!!!
Em Belo Horizonte, caveirão
para os pobres que lutam.
Cerca de 300 famílias jogadas ao relento sob uma noite
fria.
Gilvander Luís Moreira[1]
Ai
daqueles que pisam nos pobres, que tripudiam sobre a dignidade de crianças
recém-nascidas, de idosos, de deficientes e indefesos, todos
pobres!
Eu vi e nunca esquecerei. Vi
e dou testemunho.
Vi os pobres se organizarem
durante meses buscando se libertar da cruz do aluguel, que come no prato do
pobre, que é veneno para quem ganha só salário-mínimo.
Vi os cansados da humilhação
de sobreviver de aluguel dar um grito de liberdade: Pátria Livre!
Venceremos!
Vi na madrugada do dia 21 de
abril de 2012 cerca de 350 famílias sem-terra e sem-teto ocuparem um terreno que
estava abandonado há mais de 40 anos.
Vi as cerca de 1.500 pessoas
resistirem bravamente e não serem despejadas já no primeiro dia.
Via o MLB – Movimento de
Libertação nos Bairros, Vilas e Favelas – coordenar a Ocupação Eliana
Silva[2] com idoneidade, com participação ativa e paixão
pelo próximo.
Vi durante três
semanas, quase todos os dias, o povo, melhor dizendo, a comunidade que estava se
formando na Ocupação Eliana Silva, grande lutadora da Ocupação Corumbiara,
em Belo
Horizonte.
Vi a sensatez da Dra. Moema,
juíza de plantão, negar dia 21/04/2012, a reintegração de posse à prefeitura de
Belo Horizonte, porque a área ocupada não tem registro, nem matrícula e nem está
averbada. Até 1992 era terra devoluta do Estado de Minas Gerais.
Vi com tristeza da juíza
Luzia – que deveria gerar luz, mas gerou trevas –, da 6ª Vara de Fazenda Pública
Municipal, cancelar a decisão da juíza de plantão e, mesmo sem a prefeitura de
Belo Horizonte comprovar ser a legítima proprietária e ter posse do terreno, em
uma decisão ilegal mandou reintegrar a prefeitura na Posse do terreno,
autorizando a polícia a usar a força, sem oferecer uma alternativa digna para as
350 famílias. A juíza se sensibilizou ao ouvir que a prefeitura tem a intenção
de formar ali um Parque Municipal, mas não sabe ela que na região há um parque
municipal que está abandonado.
Vi, acreditando na
sensibilidade da juíza Luzia, ela pedir o cadastro das famílias e prometer fazer
Audiência de Conciliação, mas não cumpria a promessa de buscar a conciliação.
Sem deliberar sobre Embargos de Declaração, exigiu que o despejo fosse feito com
urgência. Lá não havia coisas, mas seres humanos que precisam ser respeitados na
sua dignidade.
Não vi, mas ouvi que o
prefeito de BH, sr. Márcio Lacerda e seu procurador Geral, sr. Marco Antônio,
pressionaram fortemente a juíza e desembargadores para que o despejo covarde
fosse feito sem piedade.
Vi, às 01:20h da madrugada
quando um oficial militar ligou no meu celular e, dizendo que não podia se
identificar me disse: “Frei Gilvander,
sou oficial militar.Estou chorando, não consigo dormir. Por um dever de
consciência estou ligando para lhe informar que um fortíssimo aparato repressivo
da PM cumprirá reintegração de posse e despejará a Ocupação Eliana Silva, do
Barreiro, hoje cedo. Estou temendo que possa haver derramamento de
sangue.”
Vi, após passar toda a
madrugada em claro, às 07:00h da manhã do dia 11/05/2012, a polícia militar
chegar e congelar toda a área no entorno da Ocupação Eliana Silva. Durante o dia
inteiro quem saísse era proibido de voltar e quem vinha para se fazer solidário
era proibido de entrar.
Vi chegar mais de 400
policiais da polícia militar e tropa de choque de MG.
Vi chegar ao lado da
Ocupação Eliana Silva um Caveirão – um tanque de guerra -, que eu só tinha
visto, via televisão, fazendo incursões em comunidades pobres do Rio de Janeiro.
Vi centenas de policiais
armadas até os dentes, com gás lacrimogêneo, cães, cavalaria. Muita truculência
e prepotência.
Vi e ouvi policiais dizendo
que sem-terra e sem-casa devem ser moídos no cacete.
Vi, após 2 horas de
tentativa de negociação, a tropa de choque atropelar algumas pessoas: mães com
crianças; o Paulo, que levou uma cacetada na cabeça; a Dirlene Marques
(economista da UFMG), que foi agredida por policiais ao tentar entrar na
Ocupação simplesmente para ser solidária.
Vi, aliás, centenas de
pessoas que vieram de longe para ser solidárias com as 350 famílias da Ocupação
Eliana Silva serem barradas durante o dia inteiro sem poder ter acesso ao
epicentro da operação de guerra que se desenvolvia.
Vi por várias vezes o
helicóptero da PM fazendo vôos rasantes sobre a Ocupação com metralhadoras
apontadas para o povo. Vi centenas de crianças chorarem e se abraçarem às mães
com pavor daquele “pássaro” que ameaçava atirar nelas.
Vi muitas mães serem
barradas pela polícia ao pedir para entrar na ocupação para pegar remédios para
dar seus filhos que padeciam alguma doença.
Vi o povo da Ocupação Eliana
Silva, sob a liderança do MLB, resistir bravamente de forma pacífica. Sentados
todos diziam e repetiram o dia inteiro: “Daqui não sairemos. Só se for presos e
algemados.”
Vi, com uma punhada no meu
coração, policiais, garis e funcionários da prefeitura de BH quebrarem 350
barracas de lona preta que era a única casinha que as famílias tinham construído
com muito carinho. Ao serem questionados, alegavam constrangidos: “Tenho que
cumprir ordens, pois senão serei desempregado.”
Vi, com os olhos do meu
coração, o prefeito de BH, sr. Márcio Lacerda, o Governador de Minas, sr.
Anastásia, a PM de Minas, a juíza Luiza, o TJMG e muitos comparsas pisarem,
tripudiarem, cuspirem no rosto dos pobres que têm a ousadia de não ser só força
de trabalho para as classes média e dominante, mas lutarem, de forma organizada,
para viverem com dignidade.
Vi vários veículos de a
grande imprensa ouvirem só a versão da polícia que, com a maior desfaçatez diz:
“Está tudo na normalidade. Estamos
simplesmente cumprindo ordem. O povo vai ser levado para um lugar digno...”
Isso é querer tapar o sol com a peneira. Pisar na dignidade dos pobres é
normalidade? Tão bom seria se os pobres parassem de trabalhar para seus
opressores! Cumprem ordem, sim, mas ordem injusta, imoral. Levar para “abrigos”,
que na prática são campos de concentração, é levar para lugar digno? Por que os
2 mil irmãos em situação de rua em BH preferem sobreviver nas ruas do que ir
para os abrigos da prefeitura?
Não vi, mas penso, nessa
segunda madrugada sem dormir, que os que autorizaram o covarde despejo da
Ocupação Eliana Silva, sem alternativa digna, devem estar dormindo tranqüilos em
quartos e mansões confortáveis, enquanto cerca de 300 famílias que não se
vergaram estão passando essa noite fria ao relento no meio dos escombros de onde
por 21 dias estavam vivendo felizes, em comunidade, com muita ajuda mútua,
solidariedade e espírito fraterno de luta.
Vi também a luz e a força de
tanta gente que se fez solidário.
Vi, sob uma noite fria, o
povo como ossos ressequidos clamando por ressurreição.
Vi que fizeram uma grande
sexta-feira da paixão dia 11/05/2012 aqui em Belo Horizonte com a
Ocupação-comunidade Eliana Silva, mas sei que o amor é mais forte que egoísmo e,
por isso, um domingo de ressurreição será gestado.
Vi o “presente” que as mães
da Ocupação Eliana Silva receberam: repressão. Aliás, há 15 dias uma Comissão na
Ocupação já estava planejando fazer um almoço especial para as mamães da
Ocupação Eliana Silva. Mas poderosos ofereceram fel às mães da Ocupação Eliana
Silva.
Vi clamores que interpelam
nossa consciência e os registrei em nove entrevistas que, em vídeos, estão em
www.gilvander.org.br (Galeria de vídeos). A quem não viu sugiro ver essas
entrevistas. Eu sugeri à juíza Luzia que as visse, mas ...
Vi muita coisa que me marcou
indelevelmente, inclusive, caveirão para os pobres de Belo Horizonte.
Vi e verei sempre que a luta
por libertação integral e pela conquistas de direitos humanos- e ecológicos -
continuará sempre até depois da vitória.
Belo Horizonte, às 01:10h madrugada do dia
12/05/2012, véspera do dia das mamães, expressão infinita do amor
infinito.
[1] Frei e padre carmelita; mestre em Exegese Bíblica;
professor do Evangelho de Lucas e Atos dos Apóstolos, no Instituto Santo Tomás
de Aquino – ISTA -, em Belo Horizonte – e no Seminário da Arquidiocese de
Mariana, MG; assessor da CPT, CEBI, SAB e Via Campesina; e-mail: gilvander@igrejadocarmo.com.br – www.gilvander.org.br – www.twitter.com/gilvanderluis - facebook: gilvander.moreira
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Semana da Ciência da Tecnologia do ICEx e Calourada
Os dias 15, 16 e 17 de maio vai ter a Semana da Ciência e Tecnologia do ICEx, promovida pelo DAICEx - UFMG. As informações estão abaixo e a entrada é franca, sendo que não é necessário inscrição:
Dia 15/05, terça feira, às 17:30h
Crise da Licenciatura
Palestra sobre a crise que se desenvolveu na licenciatura, suas implicações e
causas.
Palestrante: Doutor Pablo Lima - FAE UFMG - Licenciatura indígena
Crise da Licenciatura
Palestra sobre a crise que se desenvolveu na licenciatura, suas implicações e
causas.
Palestrante: Doutor Pablo Lima - FAE UFMG - Licenciatura indígena
Dia 16/05, quarta feira, às 17:30h
Software Livre
Palestra sobre a teoria e alguns exemplos.
Palestrante: Doutor Loic Cerf - DCC UFMG - Mineração de Dados
Software Livre
Palestra sobre a teoria e alguns exemplos.
Palestrante: Doutor Loic Cerf - DCC UFMG - Mineração de Dados
Dia 17/05, quinta feira, às 14:00h
As Contradições do Pré - Sal
Palestrante: Doutor Ildo Sauer - Instituto de Eletrotécnica e Energia - USP, ex Diretor
Executivo da Petrobrás, responsável pela Área de Negócios de Gás e Energia
As Contradições do Pré - Sal
Palestrante: Doutor Ildo Sauer - Instituto de Eletrotécnica e Energia - USP, ex Diretor
Executivo da Petrobrás, responsável pela Área de Negócios de Gás e Energia
Local: Instituto de Ciências Exatas da Universidade Federal de Minas Gerais.
Todas as atividades serão no auditório 3.
Realização: Diretório Acadêmico Francisco de Assis Magalhães - DAICEx
Apoio: DA Compsi
Todas as atividades serão no auditório 3.
Realização: Diretório Acadêmico Francisco de Assis Magalhães - DAICEx
Apoio: DA Compsi
Mais informações, consulte: http://daicex.com.br/?p=116
Sábado, dia 19 de maio, no Music Hall, vai ter a Calourada Unificada, DAICEx - DA ICB, sendo que os ingressos custarão 10 reais (até o dia 18 de maio, os preços no dia 19 no Music Hall serão mais caros). Mais informações, consulte: http://daicex.com.br/?p=110
Entrevista - JOSE RENATO sobre a COLÔMBIA
Portal do PCB entrevista Jose Renato
André Rodrigues, membro do Comitê Central do PCB que esteve presente na
Marcha Patriótica, na Colômbia. Nessa conversa, José Renato explica as
reivindicações da Marcha e fala um pouco sobre a realidade colombiana.
- Qual sua percepção sobre esses dias na Colômbia? Como se desenvolve a luta de classes no país, pelo que você pode observar?
Pude ver muita mobilização e ação das forças anticapitalistas da cidade e do campo, além do movimento estudantil.
- A violência estatal se faz presente nas cidades?
Sim.Há muitos policiais nas ruas, me
parece que a polícia é subordinada ao Exército e funciona como uma
Guarda Nacional. Talvez por isso os camaradas colombianos tenham tido
muito cuidado com nossa segurança, os estrangeiros que ali estávamos,
principalmente com os europeus. Nós brasileiros, e outros
latino-americanos, nos confundíamos com os colombianos. O Estado
colombiano é um estado militarizado, e as burguesias o olham como modelo
de segurança publica.
- A Marcha Patriótica abarcou que setores da sociedade?
Indígenas, afrodescendentes, mulheres,
estudantes, camponeses e outros. Nas cidades ocorre o problema da
criminalização e perseguição das lideranças sindicais, além da cooptação
de parte do movimento sindical urbano. A CUT, central unitária dos
trabalhadores, está cooptada pelo governo, o atual vice-presidente foi
do movimento sindical. As medidas de impacto, que prometem emprego,
habitação e consumo, conseguem confundir uma parcela das classes
trabalhadoras urbanas.
- Quais as principais reivindicações da Marcha? E os encaminhamentos por ela tirados?
A Marcha aponta para a solução dos reais
problemas econômicos das grandes massas trabalhadoras colombinas, a
ampliação de direitos sociais, o fim da política privatista como a
expansão do ensino privado e a demarcação das terras indígenas. Além
disso, pede o fim das discriminações de todo tipo, liberdade para os
presos políticos, respeito aos Direitos Humanos, a construção de
habitações populares e a remoção de famílias das regiões de risco, além
da ampliação dos serviços médicos, de transportes, o crédito ao pequeno
agricultor.
Há ainda a cobrança de uma solução
política para o conflito colombiano e o reconhecimento das FARC-EP como
força beligerante. Somado a tudo isso o pedido de retirada das bases dos
Estados Unidos e o fim dos acordos militares da Colômbia com o
imperialismo.
- De que forma o capitalismo brasileiro está presente na Colômbia?
Através de um acordo militar, o Brasil
vem fornecendo armas como os aviões Tucano às Forças Armadas
colombianas, que utilizam o equipamento para assassinar trabalhadores.
Há ainda acordos e troca de informações nas áreas de segurança, como
entre o Estados do Rio de Janeiro e as cidades de Medellín e Bogotá.
Basta ver a proliferação das milícias no
Grande Rio, e grupos de extermínio na Baixada Fluminense. São exemplos
desta mesma "política" de segurança que é aplicadas lá. Não há ausência e
sim conivência do Estado com estes grupos, tanto lá quanto aqui.
Pelas informações divulgadas na
imprensa, podemos saber ainda de contratos com empresas brasileiras e
muitos acordos entre os empresários dos dois países para expandir os
interesses comuns e fortalecer ambas as burguesias.
- Houve algum tipo de repressão ou represália? E intimidações de forças paramilitares?
Sim. Enquanto estivemos lá um dirigente
da Marcha Patriótica desapareceu, e pelo que sei continua desaparecido.
Além disso, assassinaram um dos seguranças do camarada do Partido
Comunista Colombiano, o Carlos Lozano.
- De que forma o PCB pode contribuir para a luta por paz com justiça social na Colômbia?
O PCB possui um longa tradição
internacionalista. Roberto Morena,David Capistrano, Dinarco Reis e
outros saíram do Brasil para lutar na Guerra Civil Espanhola contra os
fascistas. De lá lutaram na Resistência Francesa. O nosso partido esteve
na linha de frente contra o envio dos soldados brasileiros à Guerra da
Coréia. Temos ainda nossa participação na solidariedade ao Vietnã, Cuba e
Nicarágua.
Agora, na questão colombiana, não
podíamos estar de fora, mesmo que custe a imprensa burguesa nos acusar
por conta de nossa solidariedade ao povo colombiano, como acontece
muitas vezes. Estamos construindo com outros segmentos a Agenda
Colômbia-Brasil, estamos lutando para articular os diversos segmentos
para sensibilizar a opinião publica a buscar uma solução política para o
conflito colombiano, estamos de corpo e alma com a nossa militância na
solidariedade internacionalista ao povo colombiano.
domingo, 6 de maio de 2012
REUNIÃO DA FRENTE
PSOL, PCB, PCR E MOVIMENTOS
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Companheiros e companheiras,
Realizamos
a nossa primeira reunião dia 24 de abril e agora conforme combinado
daremos mais um passo em nossa organização para nossa boa participação
das eleições.
Será
no dia 09 de maio, quarta-feira, pois na terça teremos uma importante
reunião sobre as ocupações de Belo Horizonte e é essencial que
participemos.
Na quarta estamos propondo a seguinte pauta:
- Primeiros passos na formação do COMITÊ DE CAMPANHA
-
Formação dos grupos de trabalho que cuidarão do nosso programa. Neste
ponto pretendemos iniciar pelos temas EDUCAÇÃO, MOBILIDADE
URBANA/TRANSPORTE, DIREITOS FUNDAMENTAIS, ETC.
- Organização do setor de COMUNICAÇÃO.
- Organização do setor de FINANÇAS.
Além dos temas acima discutiremos também a política, como essência da nossa PARTICIPAÇÃO nas
eleições.
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LOCAL DA REUNIÃO
SINDSEP-MG – Rua Curitiba, 689 – 12 andar – 18:30 HORAS
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