quinta-feira, 28 de março de 2013

91º aniversário do PCB comemorado sábado na AMI

O 91º aniversário do Partido Comunista Brasileiro foi comemorado em Belo Horizonte com ato político na sede da Associação Mineira de Impresa. A abertura foi do secretário do Comitê Municipal de Belo Horizonte Magela Medeiros. Seguiu-se a intervenção de Fábio Bezerra, do Comitê Central do PCB, fazendo uma análise  da situação política internacional, com as crises da Europa, inclusive a da ilha do Chipre, dos Estados Unidos e abordando a campanha eleitoral na Venezuela,com a candidatura de Nicolás Maduro Moro à Presidência da República no próximo dia 14. 


Também falaram Túlio Lopes, em nome do Comitê Estadual e da Unidade Classista, Alex, do Comitê Municipal de Belo Horizonte e o secretário-político do PCB na capital, José Francisco Neres. 

Este último abordando a necessidade de criação da Comissão da Verdade do Partido no Estado. Houve  também intervenções de Pablo Lima, do Instituto Caio Prado Júnior, e Antonio Almeida, o candidato a vice-prefeito pelo PCB nas últimas eleições, além dos depoimentos de Joaquim Goulart, sobre o espião norte-americano Dan Mitrione e sua atuação em Sabará, e Arutana Cobério, ex-prefeito de Belo Horizonte pelo PCB e ex-juiz de Direito em Nanuque.

Foi lembrada, durante o ato a atuação do ex-vereador Anélio Marques Guimarães no movimento comunista mineiro e no sindicalismo.
  1. Luiz Fernando, do PCB de Sabará


Daniel Oliveira, escritor 

Alex , da Juventude Comunista
Túlio Lopes, do Comitê Regional do PCB
Fábio Bezerra, Magela Medeiros e José Francisco Neres
Joaquim Goulart, do PCB de Sabará
Pablo Lima, presidente do Instituto Caio Prado Júnior em Minas
Fábio Bezerra, do Comitê Central do PCB
                                                                                                       

NOVA MANIFESTAÇÃO PÚBLICA NA PRAÇA SETE!



A Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça - MG
convoca:
NOVA MANIFESTAÇÃO PÚBLICA NA PRAÇA SETE!
ATO EM REPÚDIO AOS 49 ANOS DO GOLPE MILITAR DE 1º DE ABRIL DE 1964. DITADURA NUNCA MAIS!
Nem perdão, nem esquecimento, nem reconciliação: punição para os responsáveis 
por torturas, mortes e desaparecimentos durante a ditadura militar!
SEGUNDA-FEIRA, DIA 1º DE ABRIL DE 2013.
HORÁRIO: DE 16H ÀS 18H.
LOCAL: PRAÇA SETE, CENTRO, BH/MG.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Dez Anos da Criminosa Invasão ao Iraque.

Nesse 20 de Março, completa-se dez anos de uma das maiores atrocidades ocorridas nesse século. A invasão ao Iraque pelas tropas de guerra dos EUA apoiadas pela Reino Unido iniciaram um processo de expansão beligerante do imperialismo decadente na região do Oriente Médio.

Diante da eminente escassez de petróleo, combustível fóssil fundamental para o funcionamento da indústria norte-americana e a sensibilidade da opinião pública à “guerra ao terror” após os ataques de 11 de Setembro de 2001, George W Bush, encontrou todas as condições favoráveis para terminar aquilo que seu pai quando presidente dos EUA em 1991 não conseguirá, ou seja, invadir e ocupar o 2º maior produtor de petróleo do mundo e país estratégico na região do Oriente Médio devido as fronteiras e proximidades com regiões instáveis e ou estratégicas para a dominação econômica e política na região.

Sob a argumentação de combate a armas químicas e biológicas - que nunca foram encontradas- e contrariando a decisão do conselho de segurança da ONU, que não havia aprovado a invasão, a coalizão formada pelos EUA, Reino Unido e Espanha investiram o que havia de mais alta tecnologia bélica e após cerca de três meses de violentos combates e bombardeios a invasão ao território iraquiano se fazia por completo.

Apesar de todo o arsenal ideológico revestido entorno da invasão imperialista, em todo o mundo milhares de manifestações marcaram o repúdio a agressão imperialista e mesmo no Iraque não foram poucos os heróicos exemplos de resistência de um povo que compreendeu o julgo ao qual estavam prestes a serem submetidos. A batalha de Faluja, talvez tenha sido o melhor exemplo da destemida resistência iraquiana.

Passados cerca de 10 anos ficaram um rastro de mais de 120 mil mortes de civis iraquianos apenas nos dois primeiros anos de conflitos, atingidos diretamente pelos ataques das forças imperialistas ou pelos conflitos armados desencadeados pela disputa de poder entre etnias e grupos religiosos, alguns financiados pela CIA para manter o grau de instabilidade e justificar dessa forma a manutenção das tropas norte- americanas.

Além da subjugação militar, o povo iraquiano ainda se viu humilhado em cenas de torturas e agressões morais nos presídios ocupados pelas forças militares invasoras onde eram promovidas por soldados e oficiais norte-americanos em especial, as mais diversas violações aos direitos humanos e excrecências morais à dignidade humana.

As reservas de petróleo passaram a ser administradas em pouco tempo por empresas britânicas e estadunidenses e o modelo de governo importado e imposto ao povo iraquiano elegeu um parlamento e um governo subserviente aos ditames do imperialismo norte-americano.

Além disso o trabalho de reconstrução do Iraque seguiu a risca o velho modelo de guerra de destruição produtiva, pois centenas de acordos bilionários foram firmados entre o governo do Iraque imposto, com empreiteiras francesas, britânicas, japonesas e norte-americanas para reconstruir pontes, viadutos, portos, refinarias, estradas e tudo aquilo que garante a logística de funcionamento da produção e distribuição de petróleo no país.

O saldo dessa que foi a marca de uma nova série de ações imperialistas no Oriente Médio e que ainda continuam atualmente através de exércitos mercenários na Líbia e Síria, foi a marca surpreendente de mais de 1,5 milhões de iraquianos mortos nessa década e mais de 3.2 milhões de refugiados de guerra e dos conflitos que se seguiram em todo o pais.

O PCB desde o início desse ataque denunciou o caráter imperialista e os reais motivos econômicos e políticos por detrás dessa aberração histórica; apoiamos e participamos de todos os atos contra a guerra genocida e prestamos toda a nossa solidariedade militante ao povo árabe, pois essa agressão ao Iraque na realidade foi uma agressão a soberania e a auto determinação do povo árabe na região.

Os ataques aos quais nesse instante o povo sírio enfrenta, assim como o povo palestino enfrenta a décadas são a expressão contínua de uma mesma lógica perversa de dominação imperialista na região tendo nos EUA e em Israel seus principais condutores.

Nesse 20 de Março reafirmamos nosso compromisso militante em combater e denunciar aonde quer que seja, as agressões imperialistas e as contradições do sistema capitalista que se agudizam com a crise e aumentam a pressão e a subjugação sobre os povos trabalhadores em todo o mundo.

Reafirmar nossa solidariedade ao povo árabe em geral e em especial ao povo iraquiano, palestino, iraniano e sírio, que tem sofrido em ações diversas e concomitantes, investidas contra sua liberdade e autonomia se torna imperativo a todos nós que desejamos uma sociedade livre do julgo do capital e que fazemos da solidariedade internacionalista instrumento de ação e consciência de classe de que a resistência e a luta é de todos nós.

Fábio Bezerra.
Secretário Político do PCB-MG.

sexta-feira, 8 de março de 2013

8 de março, dia internacional das mulheres !

Nossa atividade unificada inicia a partir das 13h. com concentração em diversos espaços. Voce pode escolher um deles: Assembleia Legislativa, Praça Maria da Penha (antiga Praça Afonso Arinos) ao lado da Escola de Direito da UFMG,  Praça da Rodoviaria, Praça da Estaçao e no Viaduto Santa Tereza. As 16 h todos estes blocos estarão chegando no Tribunal de Justiça,  as 17h. na PBH e as 17,30h, na Praça 8 de março (antiga Praça Sete). Nos vamos estar na praça Maria da Penha, com o tema da Violencia Domestica. Esperamos por vocês. 

A morte do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foi recebida com pesar por diversos movimentos sociais e sindicatos, partidos e demais organizações populares no continente.



Presente na marcha unificada das centrais sindicais em Brasília, Jairo Nogueira Filho, secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), diz que haverá uma homenagem a Chávez durante a marcha. “Foi uma grande perda para todo que acredita no socialismo, num mundo melhor para todos no planeta. O Chávez representava isso, e continua representando, porque a esperança não vai acabar com sua morte”, defende.

Joaquin Piñero, do setor de relações internacionais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), concorda com a dimensão da perda. “Foi uma perda irreparável para todos nós dos movimentos sociais da América, que viemos nesse processo de resistência ao modelo neoliberal. A liderança de Chávez e a luta do povo venezuelano no final dos anos 80 e início dos anos 90 trouxeram uma luz importante para as lutas que foram acontecendo em outros países. A figura de Chávez cumpriu um papel importantíssimo, porque, aliado a Cuba e aos governos que foram sendo eleitos no continente, formou uma espécie de barreira contra as políticas imperialistas na região”, aponta.

Joaquin acredita que há várias possibilidades de continuidade do governo Chávez. “Quem viveu na Venezuela, quem convive com pessoas de lá, quem tem acompanhado mais de perto a transformação do país, sabe que, ao contrário dos que muitos pensam, existe um processo construído. Chávez teve um papel formador importantíssimo, e foi muito hábil ao utilizar os meios de comunicação para fazer a intermediação entre as propostas de seu governo com o povo”, afirma. Além da formação e politização do povo venezuelano, Joaquin aponta que foram constituídas novas lideranças no país, e cita Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional, com bom trânsito nos setores militares; Jorge Rodríguez, que modernizou o sistema de votos no país; Juan Carlos Loyo, ministro da Agricultura e Terras; o ministro da economia Jorge Giordano, e o atual vice-presidente Nicolás Maduro, quadro do setor sindical, que teve importante papel nos processos de integração regional.

“São quadros que estão à frente das mudanças na Venezuela. Aliado ao processo de formação do povo, a luta segue. Mas é importante que nós dos movimentos sociais fiquemos muito atentos à possibilidade de um processo desestabilizador, porque a direita golpista não dá ponto sem nó. Conhecemos o modus operandi deles, precisamos ficar alertas e prestar toda solidariedade ao povo venezuelano e ao governo provisório, para que a revolução bolivariana siga em frente”, diz.

João Pedro Stedile, do MST e da Via Campesina, declarou, em nota: “Chávez nos fará falta! Mas com a intensidade de um líder verdadeiro, colocou as bases fundamentais na sociedade venezuelana para que o projeto tenha continuidade. Seu exemplo e lucidez servirão de ânimo para toda militância social da América Latina, para todas as forças populares e para os governos progressistas para que se possa seguir construindo processos de verdadeira libertação popular. Processos de verdadeira integração continental”. Leia a nota completa aqui.

O Consulado da República Bolivariana da Venezuela em São Paulo vai realizar hoje, às 17h, um ato ecumênico em homenagem a Hugo Chávez. 


Manifestações 

A Articulação Continental de Movimentos Sociais da Alba lançou nota de pesar, em que afirma: “Nesses momentos de tristeza, os movimentos sociais e populares de Nossa América acompanhamos o povo venezuelano nessa dor infinita, que é também nossa, e reafirmamos nosso compromisso solidário e ativo com a Revolução Bolivariana, que já é, a essa altura do caminho percorrido por um novo paradigma da integração continental, a revolução dos povos da América, a Revolução Latinoamericana. (....). Hugo Chávez foi uma pessoa excepcional. Dedicou toda sua vida a cultivar as sementes de uma Pátria Grande, livre e soberana. Hoje, milhões de pessoas em todo o mundo, em particular no nosso continente, rendemos a única homenagem possível nesse momento: redobrar nosso compromisso de continuar a luta de forma firme e não trair jamais as bandeiras do socialismo”.

O Partido Comunista Brasileiro (PCB), por meio de seu comitê central, também manifestou “profundo pesar pelo falecimento do comandante da revolução bolivariana”. “O Partido Comunista Brasileiro reafirma sua confiança de que os trabalhadores e o povo venezuelanos saberão construir a unidade, ampliar a organização, derrotar as forças conservadoras e defender de maneira firme e combativa o processo de transformações que vem ocorrendo atualmente no País e avançar no sentido da construção do socialismo”, consta trecho da nota. “Desde o Brasil, os comunistas sabem que a melhor maneira de honrar a memória de Chavez é construir em cada País as condições para o avanço da luta popular e do processo revolucionário na América Latina”, conclui a nota.

O Partido dos Trabalhadores (PT) também lamentou a morte do presidente e destacou o que Lula disse a Chávez em 2012: “tua luta é nossa luta, tua vitória será nossa vitória”. “Hoje, neste momento de tristeza e dor, abraçamos os familiares, amigos, colegas de farda e camaradas de crença de Chávez, e dizemos: contem conosco, contem com o Partido dos Trabalhadores, para dar prosseguimento às grandes conquistas políticas e sociais iniciadas pelo governo de Hugo Chávez.”

quinta-feira, 7 de março de 2013

PARA ALÉM DA LUTA POR DIREITOS: ORGANIZAR PARA A RUPTURA COM O CAPITALISMO


imagemCMAM


A comunista alemã, Clara Zetkin, no II Congresso Internacional das Mulheres Socialistas, em Copenhagen (1910), propõe a existência de uma data para a lembrança/comemoração das lutas das mulheres. A data nos remete às operárias têxteis de Nova York (EUA) que, em 1857 (ou em 1910, para algumas historiadoras, em função das greves por igualdade salarial e melhores condições de trabalho para homens e mulheres, foram mortas, por intolerância patronal, em um incêndio na fábrica na qual trabalhavam. O dia 8 de março também remete às trabalhadoras russas, que contribuíram com a revolução soviética, em suas campanhas pelo direito ao voto, contra as discriminações, a fome, a guerra, a exploração entre os anos de 1911 e 1917.
As mulheres trabalhadoras organizadas vão, ao longo da história, construindo na luta essa data – o Oito de Março – desde 1921/1922 (reconhecida oficialmente pela ONU apenas em 1975), já que a dominação e a exploração sobre as mulheres é um processo que assumiu diferentes formas ao longo da história da humanidade.
Para nós, do COLETIVO ANA MONTENEGRO, a questão central, aquela que guia nossas análises e nossa ação, é luta contra a exploração do trabalho assalariado, contra o trabalho não remunerado, a demissão imotivada, em síntese, a contradição capital-trabalho, concebendo o Feminismo como sujeito político, com protagonismo das mulheres nessas lutas.
Debatemos o papel feminino na política, articulando a luta das mulheres com a luta pela emancipação da classe trabalhadora, aprofundando o debate e a luta contra o caráter social e histórico da opressão das mulheres inseridos na exploração de classe, uma vez que ambos compõem elementos da mesma totalidade: o modo de produção e reprodução social capitalista. Nesse sentido, o socialismo é a resposta mais possível para a questão da violência contra a mulher!
Trabalhamos dialogando, no âmbito do movimento feminista, em parceria com os demais movimentos sociais que acumulam e ampliam ações de ruptura com as instâncias que perpetuam as desigualdades sociais e econômicas e estruturam os pilares da dominação patriarcal capitalista na contemporaneidade. Atuamos em conjunto com aqueles e aquelas que reivindicam a unificação da luta das mulheres num processo de transformação radical das relações sociais em sua totalidade, a partir da luta anticapitalista e anti-imperialista.
A crise econômica mundial, sistêmica no capitalismo, presente no Brasil, atinge sobretudo as mulheres, em suas precárias relações de trabalho, sob o tacão do capital, que lança uma ofensiva contra os trabalhadores e as trabalhadoras, através do ACE (Acordo Coletivo Especial) proposto pelo outrora combativo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, pretendendo autorização legislativa para negociar as relações de trabalho, flexibilizando ainda mais a legislação e os direitos trabalhistas, com o beneplácito do Governo Dilma. Soma-se a isso a violência de gênero e classe, o assédio no ambiente de trabalho em função das relações assimétricas de poder postas pelo capitalismo, a sobrecarga de responsabilidades não socializadas com a casa e família. Não há perspectivas para as mulheres nos marcos do capitalismo, porque o modo de produção não se limita à atividade econômica imediata, atingindo a vida social, o modo de existência, o cotidiano das mulheres.
O caráter de classe do estado brasileiro, os laços entre o governo brasileiro e o capital , a forma de atuação hoje nem mesmo dissimulada, na perspectiva de manutenção da ordem capitalista, com seu ciclo burguês plenamente consolidado, parte integrante do processo de acumulação mundial, se escancara: no trabalho das mulheres, no aprofundamento do descompasso entre a produtividade e os salários (aumento da produtividade do trabalho sem que os salários sigam a mesma proporção), nos ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários, nas tentativas de controle sobre a gravidez das mulheres, na não legalização do aborto, na privatização das creches e serviços de saúde, na concentração de terras pelo agronegócio, no endividamento das famílias, na concessão dos veículos de comunicação sem marco regulatório, permitindo a formação de verdadeiros impérios fortalecedores da dominação ideológica no país, que insistem em desrespeitar a imensa diversidade étnico-cultural dos trabalhadores e das mulheres brasileiras.
O imperialismo atinge todos os povos, homens e mulheres, com guerras, ameaças e, principalmente, saqueando as riquezas naturais dos países periféricos e emergentes. Daí a necessidade do exercício do internacionalismo proletário, com a nossa solidariedade às mulheres do mundo contra a opressão, especialmente as do mundo árabe, com particular atenção para com o povo palestino, massacrado pelo Estado terrorista de Israel, da Somália, do Sahara Ocidental. Toda solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras europeus, com destaque para gregos e irlandeses, que bravamente lutam contra a crise do capital e, na América Latina, ao Haiti ocupado, a Cuba socialista, que continua sofrendo os embargos econômicos impostos pelos EEUU, aos lutadores da Colômbia, que buscam a paz com igualdade social. Estendemos especial solidariedade aos homens e mulheres da Venezuela, neste momento de extrema comoção popular pela morte de Hugo Chávez, mantêm-se alertas em defesa da Revolução Bolivariana.
É preciso atenção para com a vaga reacionária em curso no mundo, de caráter fascista, que criminaliza os movimentos sociais, que pratica a homo e a lesbofobia, que age com discriminação e violência contra os imigrantes expulsos de seus países em função do caráter exckudente do capitalismo. Também presente no Brasil, a onda conservadora traduz-se no aumento da humilhação e do assédio às mulheres no trabalho (a exemplo das operadoras de telemarketing), na revivência do trabalho escravo (no norte do país e, em São Paulo, com as mulheres bolivianas na indústria e comércio de roupas; em canteiros de obras e no campo, em propriedades do latifúndio assassino). Definitivamente: o capitalismo não oferece solução aos problemas da humanidade.
As feministas do PCB queremos a construção de uma sociedade livre da exploração do trabalho pelo capital, em um estado laico. Na luta de classes, levamos em conta as demandas específicas das mulheres: direito a uma vida sem violência, com políticas públicas efetivas de não violência contra a mulher, com moradia digna e reforma agrária, fim da mercantilização do corpo da mulher, prevenção e atenção à saúde integral da mulher com a legalização do aborto, garantia de trabalho, redução da jornada de trabalho sem redução salarial, não demissão imotivada, não ao ACE (acordo coletivo especial pelo qual o negociado prevalece sobre o legislado), socialização do trabalho doméstico com a criação de espaços como restaurantes e lavanderias públicas e creches de qualidade, medidas que promovam a conscientização e a participação política das mulheres, ensino público, laico, de qualidade, não sexista, não racista e não lesbofóbico, desmascaramento dos processos de higienização social que ocorrem no país ditados pelos interesses capitalistas (escondidos sob falsas campanhas gigantescas, como shows pirotécnicos, copas esportivas, lutas contra as drogas ou simplesmente especulação imobiliária), nos quais o Estado afasta de forma brutal e violenta as mulheres de suas casas.
Queremos e formaremos com as feministas revolucionárias um bloco histórico, a partir da unidade de ação, respeitando os ritmos e cultura de cada organização, buscando avançar na realização do poder popular, na construção de uma hegemonia econômica, política, cultural, filosófica e moral socialista, enfim, uma verdadeira contra-hegemonia ao modo de produção e de vida capitalista, criando condições de luta pelo fim da exploração e opressão sobre as mulheres e sobre a humanidade.
Ousar lutar, ousar vencer!
Coletivo Ana Montenegro
08. 03.2013
http://coletivomulheranamontenegro.blogspot.com.br/

PARA ALÉM DA LUTA POR DIREITOS: ORGANIZAR PARA A RUPTURA COM O CAPITALISMO


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A comunista alemã, Clara Zetkin, no II Congresso Internacional das Mulheres Socialistas, em Copenhagen (1910), propõe a existência de uma data para a lembrança/comemoração das lutas das mulheres. A data nos remete às operárias têxteis de Nova York (EUA) que, em 1857 (ou em 1910, para algumas historiadoras, em função das greves por igualdade salarial e melhores condições de trabalho para homens e mulheres, foram mortas, por intolerância patronal, em um incêndio na fábrica na qual trabalhavam. O dia 8 de março também remete às trabalhadoras russas, que contribuíram com a revolução soviética, em suas campanhas pelo direito ao voto, contra as discriminações, a fome, a guerra, a exploração entre os anos de 1911 e 1917.
As mulheres trabalhadoras organizadas vão, ao longo da história, construindo na luta essa data – o Oito de Março – desde 1921/1922 (reconhecida oficialmente pela ONU apenas em 1975), já que a dominação e a exploração sobre as mulheres é um processo que assumiu diferentes formas ao longo da história da humanidade.
Para nós, do COLETIVO ANA MONTENEGRO, a questão central, aquela que guia nossas análises e nossa ação, é luta contra a exploração do trabalho assalariado, contra o trabalho não remunerado, a demissão imotivada, em síntese, a contradição capital-trabalho, concebendo o Feminismo como sujeito político, com protagonismo das mulheres nessas lutas.
Debatemos o papel feminino na política, articulando a luta das mulheres com a luta pela emancipação da classe trabalhadora, aprofundando o debate e a luta contra o caráter social e histórico da opressão das mulheres inseridos na exploração de classe, uma vez que ambos compõem elementos da mesma totalidade: o modo de produção e reprodução social capitalista. Nesse sentido, o socialismo é a resposta mais possível para a questão da violência contra a mulher!
Trabalhamos dialogando, no âmbito do movimento feminista, em parceria com os demais movimentos sociais que acumulam e ampliam ações de ruptura com as instâncias que perpetuam as desigualdades sociais e econômicas e estruturam os pilares da dominação patriarcal capitalista na contemporaneidade. Atuamos em conjunto com aqueles e aquelas que reivindicam a unificação da luta das mulheres num processo de transformação radical das relações sociais em sua totalidade, a partir da luta anticapitalista e anti-imperialista.
A crise econômica mundial, sistêmica no capitalismo, presente no Brasil, atinge sobretudo as mulheres, em suas precárias relações de trabalho, sob o tacão do capital, que lança uma ofensiva contra os trabalhadores e as trabalhadoras, através do ACE (Acordo Coletivo Especial) proposto pelo outrora combativo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, pretendendo autorização legislativa para negociar as relações de trabalho, flexibilizando ainda mais a legislação e os direitos trabalhistas, com o beneplácito do Governo Dilma. Soma-se a isso a violência de gênero e classe, o assédio no ambiente de trabalho em função das relações assimétricas de poder postas pelo capitalismo, a sobrecarga de responsabilidades não socializadas com a casa e família. Não há perspectivas para as mulheres nos marcos do capitalismo, porque o modo de produção não se limita à atividade econômica imediata, atingindo a vida social, o modo de existência, o cotidiano das mulheres.
O caráter de classe do estado brasileiro, os laços entre o governo brasileiro e o capital , a forma de atuação hoje nem mesmo dissimulada, na perspectiva de manutenção da ordem capitalista, com seu ciclo burguês plenamente consolidado, parte integrante do processo de acumulação mundial, se escancara: no trabalho das mulheres, no aprofundamento do descompasso entre a produtividade e os salários (aumento da produtividade do trabalho sem que os salários sigam a mesma proporção), nos ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários, nas tentativas de controle sobre a gravidez das mulheres, na não legalização do aborto, na privatização das creches e serviços de saúde, na concentração de terras pelo agronegócio, no endividamento das famílias, na concessão dos veículos de comunicação sem marco regulatório, permitindo a formação de verdadeiros impérios fortalecedores da dominação ideológica no país, que insistem em desrespeitar a imensa diversidade étnico-cultural dos trabalhadores e das mulheres brasileiras.
O imperialismo atinge todos os povos, homens e mulheres, com guerras, ameaças e, principalmente, saqueando as riquezas naturais dos países periféricos e emergentes. Daí a necessidade do exercício do internacionalismo proletário, com a nossa solidariedade às mulheres do mundo contra a opressão, especialmente as do mundo árabe, com particular atenção para com o povo palestino, massacrado pelo Estado terrorista de Israel, da Somália, do Sahara Ocidental. Toda solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras europeus, com destaque para gregos e irlandeses, que bravamente lutam contra a crise do capital e, na América Latina, ao Haiti ocupado, a Cuba socialista, que continua sofrendo os embargos econômicos impostos pelos EEUU, aos lutadores da Colômbia, que buscam a paz com igualdade social. Estendemos especial solidariedade aos homens e mulheres da Venezuela, neste momento de extrema comoção popular pela morte de Hugo Chávez, mantêm-se alertas em defesa da Revolução Bolivariana.
É preciso atenção para com a vaga reacionária em curso no mundo, de caráter fascista, que criminaliza os movimentos sociais, que pratica a homo e a lesbofobia, que age com discriminação e violência contra os imigrantes expulsos de seus países em função do caráter exckudente do capitalismo. Também presente no Brasil, a onda conservadora traduz-se no aumento da humilhação e do assédio às mulheres no trabalho (a exemplo das operadoras de telemarketing), na revivência do trabalho escravo (no norte do país e, em São Paulo, com as mulheres bolivianas na indústria e comércio de roupas; em canteiros de obras e no campo, em propriedades do latifúndio assassino). Definitivamente: o capitalismo não oferece solução aos problemas da humanidade.
As feministas do PCB queremos a construção de uma sociedade livre da exploração do trabalho pelo capital, em um estado laico. Na luta de classes, levamos em conta as demandas específicas das mulheres: direito a uma vida sem violência, com políticas públicas efetivas de não violência contra a mulher, com moradia digna e reforma agrária, fim da mercantilização do corpo da mulher, prevenção e atenção à saúde integral da mulher com a legalização do aborto, garantia de trabalho, redução da jornada de trabalho sem redução salarial, não demissão imotivada, não ao ACE (acordo coletivo especial pelo qual o negociado prevalece sobre o legislado), socialização do trabalho doméstico com a criação de espaços como restaurantes e lavanderias públicas e creches de qualidade, medidas que promovam a conscientização e a participação política das mulheres, ensino público, laico, de qualidade, não sexista, não racista e não lesbofóbico, desmascaramento dos processos de higienização social que ocorrem no país ditados pelos interesses capitalistas (escondidos sob falsas campanhas gigantescas, como shows pirotécnicos, copas esportivas, lutas contra as drogas ou simplesmente especulação imobiliária), nos quais o Estado afasta de forma brutal e violenta as mulheres de suas casas.
Queremos e formaremos com as feministas revolucionárias um bloco histórico, a partir da unidade de ação, respeitando os ritmos e cultura de cada organização, buscando avançar na realização do poder popular, na construção de uma hegemonia econômica, política, cultural, filosófica e moral socialista, enfim, uma verdadeira contra-hegemonia ao modo de produção e de vida capitalista, criando condições de luta pelo fim da exploração e opressão sobre as mulheres e sobre a humanidade.
Ousar lutar, ousar vencer!
Coletivo Ana Montenegro
08. 03.2013
http://coletivomulheranamontenegro.blogspot.com.br/

PARA ALÉM DA LUTA POR DIREITOS: ORGANIZAR PARA A RUPTURA COM O CAPITALISMO


imagemCMAM


A comunista alemã, Clara Zetkin, no II Congresso Internacional das Mulheres Socialistas, em Copenhagen (1910), propõe a existência de uma data para a lembrança/comemoração das lutas das mulheres. A data nos remete às operárias têxteis de Nova York (EUA) que, em 1857 (ou em 1910, para algumas historiadoras, em função das greves por igualdade salarial e melhores condições de trabalho para homens e mulheres, foram mortas, por intolerância patronal, em um incêndio na fábrica na qual trabalhavam. O dia 8 de março também remete às trabalhadoras russas, que contribuíram com a revolução soviética, em suas campanhas pelo direito ao voto, contra as discriminações, a fome, a guerra, a exploração entre os anos de 1911 e 1917.
As mulheres trabalhadoras organizadas vão, ao longo da história, construindo na luta essa data – o Oito de Março – desde 1921/1922 (reconhecida oficialmente pela ONU apenas em 1975), já que a dominação e a exploração sobre as mulheres é um processo que assumiu diferentes formas ao longo da história da humanidade.
Para nós, do COLETIVO ANA MONTENEGRO, a questão central, aquela que guia nossas análises e nossa ação, é luta contra a exploração do trabalho assalariado, contra o trabalho não remunerado, a demissão imotivada, em síntese, a contradição capital-trabalho, concebendo o Feminismo como sujeito político, com protagonismo das mulheres nessas lutas.
Debatemos o papel feminino na política, articulando a luta das mulheres com a luta pela emancipação da classe trabalhadora, aprofundando o debate e a luta contra o caráter social e histórico da opressão das mulheres inseridos na exploração de classe, uma vez que ambos compõem elementos da mesma totalidade: o modo de produção e reprodução social capitalista. Nesse sentido, o socialismo é a resposta mais possível para a questão da violência contra a mulher!
Trabalhamos dialogando, no âmbito do movimento feminista, em parceria com os demais movimentos sociais que acumulam e ampliam ações de ruptura com as instâncias que perpetuam as desigualdades sociais e econômicas e estruturam os pilares da dominação patriarcal capitalista na contemporaneidade. Atuamos em conjunto com aqueles e aquelas que reivindicam a unificação da luta das mulheres num processo de transformação radical das relações sociais em sua totalidade, a partir da luta anticapitalista e anti-imperialista.
A crise econômica mundial, sistêmica no capitalismo, presente no Brasil, atinge sobretudo as mulheres, em suas precárias relações de trabalho, sob o tacão do capital, que lança uma ofensiva contra os trabalhadores e as trabalhadoras, através do ACE (Acordo Coletivo Especial) proposto pelo outrora combativo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, pretendendo autorização legislativa para negociar as relações de trabalho, flexibilizando ainda mais a legislação e os direitos trabalhistas, com o beneplácito do Governo Dilma. Soma-se a isso a violência de gênero e classe, o assédio no ambiente de trabalho em função das relações assimétricas de poder postas pelo capitalismo, a sobrecarga de responsabilidades não socializadas com a casa e família. Não há perspectivas para as mulheres nos marcos do capitalismo, porque o modo de produção não se limita à atividade econômica imediata, atingindo a vida social, o modo de existência, o cotidiano das mulheres.
O caráter de classe do estado brasileiro, os laços entre o governo brasileiro e o capital , a forma de atuação hoje nem mesmo dissimulada, na perspectiva de manutenção da ordem capitalista, com seu ciclo burguês plenamente consolidado, parte integrante do processo de acumulação mundial, se escancara: no trabalho das mulheres, no aprofundamento do descompasso entre a produtividade e os salários (aumento da produtividade do trabalho sem que os salários sigam a mesma proporção), nos ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários, nas tentativas de controle sobre a gravidez das mulheres, na não legalização do aborto, na privatização das creches e serviços de saúde, na concentração de terras pelo agronegócio, no endividamento das famílias, na concessão dos veículos de comunicação sem marco regulatório, permitindo a formação de verdadeiros impérios fortalecedores da dominação ideológica no país, que insistem em desrespeitar a imensa diversidade étnico-cultural dos trabalhadores e das mulheres brasileiras.
O imperialismo atinge todos os povos, homens e mulheres, com guerras, ameaças e, principalmente, saqueando as riquezas naturais dos países periféricos e emergentes. Daí a necessidade do exercício do internacionalismo proletário, com a nossa solidariedade às mulheres do mundo contra a opressão, especialmente as do mundo árabe, com particular atenção para com o povo palestino, massacrado pelo Estado terrorista de Israel, da Somália, do Sahara Ocidental. Toda solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras europeus, com destaque para gregos e irlandeses, que bravamente lutam contra a crise do capital e, na América Latina, ao Haiti ocupado, a Cuba socialista, que continua sofrendo os embargos econômicos impostos pelos EEUU, aos lutadores da Colômbia, que buscam a paz com igualdade social. Estendemos especial solidariedade aos homens e mulheres da Venezuela, neste momento de extrema comoção popular pela morte de Hugo Chávez, mantêm-se alertas em defesa da Revolução Bolivariana.
É preciso atenção para com a vaga reacionária em curso no mundo, de caráter fascista, que criminaliza os movimentos sociais, que pratica a homo e a lesbofobia, que age com discriminação e violência contra os imigrantes expulsos de seus países em função do caráter exckudente do capitalismo. Também presente no Brasil, a onda conservadora traduz-se no aumento da humilhação e do assédio às mulheres no trabalho (a exemplo das operadoras de telemarketing), na revivência do trabalho escravo (no norte do país e, em São Paulo, com as mulheres bolivianas na indústria e comércio de roupas; em canteiros de obras e no campo, em propriedades do latifúndio assassino). Definitivamente: o capitalismo não oferece solução aos problemas da humanidade.
As feministas do PCB queremos a construção de uma sociedade livre da exploração do trabalho pelo capital, em um estado laico. Na luta de classes, levamos em conta as demandas específicas das mulheres: direito a uma vida sem violência, com políticas públicas efetivas de não violência contra a mulher, com moradia digna e reforma agrária, fim da mercantilização do corpo da mulher, prevenção e atenção à saúde integral da mulher com a legalização do aborto, garantia de trabalho, redução da jornada de trabalho sem redução salarial, não demissão imotivada, não ao ACE (acordo coletivo especial pelo qual o negociado prevalece sobre o legislado), socialização do trabalho doméstico com a criação de espaços como restaurantes e lavanderias públicas e creches de qualidade, medidas que promovam a conscientização e a participação política das mulheres, ensino público, laico, de qualidade, não sexista, não racista e não lesbofóbico, desmascaramento dos processos de higienização social que ocorrem no país ditados pelos interesses capitalistas (escondidos sob falsas campanhas gigantescas, como shows pirotécnicos, copas esportivas, lutas contra as drogas ou simplesmente especulação imobiliária), nos quais o Estado afasta de forma brutal e violenta as mulheres de suas casas.
Queremos e formaremos com as feministas revolucionárias um bloco histórico, a partir da unidade de ação, respeitando os ritmos e cultura de cada organização, buscando avançar na realização do poder popular, na construção de uma hegemonia econômica, política, cultural, filosófica e moral socialista, enfim, uma verdadeira contra-hegemonia ao modo de produção e de vida capitalista, criando condições de luta pelo fim da exploração e opressão sobre as mulheres e sobre a humanidade.
Ousar lutar, ousar vencer!
Coletivo Ana Montenegro
08. 03.2013
http://coletivomulheranamontenegro.blogspot.com.br/

PARA ALÉM DA LUTA POR DIREITOS: ORGANIZAR PARA A RUPTURA COM O CAPITALISMO


imagemCMAM


A comunista alemã, Clara Zetkin, no II Congresso Internacional das Mulheres Socialistas, em Copenhagen (1910), propõe a existência de uma data para a lembrança/comemoração das lutas das mulheres. A data nos remete às operárias têxteis de Nova York (EUA) que, em 1857 (ou em 1910, para algumas historiadoras, em função das greves por igualdade salarial e melhores condições de trabalho para homens e mulheres, foram mortas, por intolerância patronal, em um incêndio na fábrica na qual trabalhavam. O dia 8 de março também remete às trabalhadoras russas, que contribuíram com a revolução soviética, em suas campanhas pelo direito ao voto, contra as discriminações, a fome, a guerra, a exploração entre os anos de 1911 e 1917.
As mulheres trabalhadoras organizadas vão, ao longo da história, construindo na luta essa data – o Oito de Março – desde 1921/1922 (reconhecida oficialmente pela ONU apenas em 1975), já que a dominação e a exploração sobre as mulheres é um processo que assumiu diferentes formas ao longo da história da humanidade.
Para nós, do COLETIVO ANA MONTENEGRO, a questão central, aquela que guia nossas análises e nossa ação, é luta contra a exploração do trabalho assalariado, contra o trabalho não remunerado, a demissão imotivada, em síntese, a contradição capital-trabalho, concebendo o Feminismo como sujeito político, com protagonismo das mulheres nessas lutas.
Debatemos o papel feminino na política, articulando a luta das mulheres com a luta pela emancipação da classe trabalhadora, aprofundando o debate e a luta contra o caráter social e histórico da opressão das mulheres inseridos na exploração de classe, uma vez que ambos compõem elementos da mesma totalidade: o modo de produção e reprodução social capitalista. Nesse sentido, o socialismo é a resposta mais possível para a questão da violência contra a mulher!
Trabalhamos dialogando, no âmbito do movimento feminista, em parceria com os demais movimentos sociais que acumulam e ampliam ações de ruptura com as instâncias que perpetuam as desigualdades sociais e econômicas e estruturam os pilares da dominação patriarcal capitalista na contemporaneidade. Atuamos em conjunto com aqueles e aquelas que reivindicam a unificação da luta das mulheres num processo de transformação radical das relações sociais em sua totalidade, a partir da luta anticapitalista e anti-imperialista.
A crise econômica mundial, sistêmica no capitalismo, presente no Brasil, atinge sobretudo as mulheres, em suas precárias relações de trabalho, sob o tacão do capital, que lança uma ofensiva contra os trabalhadores e as trabalhadoras, através do ACE (Acordo Coletivo Especial) proposto pelo outrora combativo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, pretendendo autorização legislativa para negociar as relações de trabalho, flexibilizando ainda mais a legislação e os direitos trabalhistas, com o beneplácito do Governo Dilma. Soma-se a isso a violência de gênero e classe, o assédio no ambiente de trabalho em função das relações assimétricas de poder postas pelo capitalismo, a sobrecarga de responsabilidades não socializadas com a casa e família. Não há perspectivas para as mulheres nos marcos do capitalismo, porque o modo de produção não se limita à atividade econômica imediata, atingindo a vida social, o modo de existência, o cotidiano das mulheres.
O caráter de classe do estado brasileiro, os laços entre o governo brasileiro e o capital , a forma de atuação hoje nem mesmo dissimulada, na perspectiva de manutenção da ordem capitalista, com seu ciclo burguês plenamente consolidado, parte integrante do processo de acumulação mundial, se escancara: no trabalho das mulheres, no aprofundamento do descompasso entre a produtividade e os salários (aumento da produtividade do trabalho sem que os salários sigam a mesma proporção), nos ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários, nas tentativas de controle sobre a gravidez das mulheres, na não legalização do aborto, na privatização das creches e serviços de saúde, na concentração de terras pelo agronegócio, no endividamento das famílias, na concessão dos veículos de comunicação sem marco regulatório, permitindo a formação de verdadeiros impérios fortalecedores da dominação ideológica no país, que insistem em desrespeitar a imensa diversidade étnico-cultural dos trabalhadores e das mulheres brasileiras.
O imperialismo atinge todos os povos, homens e mulheres, com guerras, ameaças e, principalmente, saqueando as riquezas naturais dos países periféricos e emergentes. Daí a necessidade do exercício do internacionalismo proletário, com a nossa solidariedade às mulheres do mundo contra a opressão, especialmente as do mundo árabe, com particular atenção para com o povo palestino, massacrado pelo Estado terrorista de Israel, da Somália, do Sahara Ocidental. Toda solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras europeus, com destaque para gregos e irlandeses, que bravamente lutam contra a crise do capital e, na América Latina, ao Haiti ocupado, a Cuba socialista, que continua sofrendo os embargos econômicos impostos pelos EEUU, aos lutadores da Colômbia, que buscam a paz com igualdade social. Estendemos especial solidariedade aos homens e mulheres da Venezuela, neste momento de extrema comoção popular pela morte de Hugo Chávez, mantêm-se alertas em defesa da Revolução Bolivariana.
É preciso atenção para com a vaga reacionária em curso no mundo, de caráter fascista, que criminaliza os movimentos sociais, que pratica a homo e a lesbofobia, que age com discriminação e violência contra os imigrantes expulsos de seus países em função do caráter exckudente do capitalismo. Também presente no Brasil, a onda conservadora traduz-se no aumento da humilhação e do assédio às mulheres no trabalho (a exemplo das operadoras de telemarketing), na revivência do trabalho escravo (no norte do país e, em São Paulo, com as mulheres bolivianas na indústria e comércio de roupas; em canteiros de obras e no campo, em propriedades do latifúndio assassino). Definitivamente: o capitalismo não oferece solução aos problemas da humanidade.
As feministas do PCB queremos a construção de uma sociedade livre da exploração do trabalho pelo capital, em um estado laico. Na luta de classes, levamos em conta as demandas específicas das mulheres: direito a uma vida sem violência, com políticas públicas efetivas de não violência contra a mulher, com moradia digna e reforma agrária, fim da mercantilização do corpo da mulher, prevenção e atenção à saúde integral da mulher com a legalização do aborto, garantia de trabalho, redução da jornada de trabalho sem redução salarial, não demissão imotivada, não ao ACE (acordo coletivo especial pelo qual o negociado prevalece sobre o legislado), socialização do trabalho doméstico com a criação de espaços como restaurantes e lavanderias públicas e creches de qualidade, medidas que promovam a conscientização e a participação política das mulheres, ensino público, laico, de qualidade, não sexista, não racista e não lesbofóbico, desmascaramento dos processos de higienização social que ocorrem no país ditados pelos interesses capitalistas (escondidos sob falsas campanhas gigantescas, como shows pirotécnicos, copas esportivas, lutas contra as drogas ou simplesmente especulação imobiliária), nos quais o Estado afasta de forma brutal e violenta as mulheres de suas casas.
Queremos e formaremos com as feministas revolucionárias um bloco histórico, a partir da unidade de ação, respeitando os ritmos e cultura de cada organização, buscando avançar na realização do poder popular, na construção de uma hegemonia econômica, política, cultural, filosófica e moral socialista, enfim, uma verdadeira contra-hegemonia ao modo de produção e de vida capitalista, criando condições de luta pelo fim da exploração e opressão sobre as mulheres e sobre a humanidade.
Ousar lutar, ousar vencer!
Coletivo Ana Montenegro
08. 03.2013
http://coletivomulheranamontenegro.blogspot.com.br/

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