Nas ruas e nas eleições - POR UMA FRENTE DE OPOSIÇÃO DA ESQUERDA SOCIALISTA
Minas, tem sido governada, há décadas, por grupos conservadores,
representantes das elites que manipulam e usufruem do poder para atender
os interesses de classe de multinacionais, latifundiários e oligarquias
locais, acentuando cada vez mais os privilégios e a consecutiva
desigualdade, miséria e violência.
Nos últimos anos, apesar de toda a propaganda midiática, a
qualidade dos serviços públicos piorou. A saúde, a educação, o
saneamento básico sofreram com os cortes de recursos para atender às
exigências do Banco Mundial, aumentando com isso, a precariedade e as
mazelas causadas pelo neoliberalismo.
O Choque de Gestão, implantado nos Governos do PSDB, foi o
principal veículo de desmonte do Estado e retirada de direitos de
trabalhadores. As recentes greves da educação (2011 e 2012), polícia
civil, saúde entre outros, são a expressão da falência desse modelo
privatista, pois desmascararam as mentiras do Governo e sua política de
sucateamento.
Enquanto as mineradoras seguem lucrando com a exploração do
minério- nosso principal bem- praticamente com total isenção de
impostos, o latifúndio avança seu domínio no campo, pela ausência de uma
real reforma agrária, aumentando a dependência e a exclusão, as leis
ambientais são desrespeitadas e os direitos sociais mais básicos,
ignorados. O Governo Anastasia/Aécio, ignora a voz que vem das ruas e
mantém, firmemente, esse projeto de ataque aos direitos da juventude e
da classe trabalhadora.
O PT, de Fernando Pimentel e Dilma, apresentam-se em Minas, como
oposição e alternativa ao modelo tucano, mas não possuem compromisso com
as necessárias mudanças estruturais que devem ser feitas, para mudar,
de fato, o quadro de miséria, pois aplicam a nível federal a mesma
politica de retirada de direitos dos trabalhadores. Ou seja, mantém
estreitas alianças políticas com a mesma elite secular que está no
poder.
Com a Copa, privatizaram aeroportos, desalojaram milhares de
pessoas e endividaram o Estado, privilegiando contratos superfaturados
com empreiteiras que não raro são as principais financiadoras de
campanhas eleitorais.
Compreendemos que a unidade das forças do campo da esquerda, da
oposição socialista, ao neoliberalismo é a única possibilidade possível
para, nas eleições, apresentar um projeto de novo tipo, que corresponda
aos interesses históricos da classe trabalhadora.
Em Junho de 2013, as ruas mostraram a insatisfação da juventude e
dos trabalhadores (as) com todo o descaso e desrespeito aos seus
direitos. Nenhuma das pré-candidaturas postas tem respostas efetivas a
esse clamor, ao contrário, respondem com mais repressão, mais
discriminação social e criminalização dos movimentos populares.
Por isso propomos a construção de uma Frente de Esquerda
Socialista em Minas Gerais, que unifique todas as organizações e
movimentos sociais que lutam contra a ordem burguesa e as políticas
neoliberais, para construir um programa político e uma candidatura de
oposição socialista, alternativa ao pacto PT/PSDB e seus aliados, que
corresponda à altura das necessidades imediatas do povo mineiro,
necessário para travar o debate sobre que sociedade necessitamos e que
Governo queremos.
Acreditamos que essa frente deve ser construída de forma democrática e com todos os setores que estão luta em nosso estado, com debates programáticos que reflitam as reivindicações históricas da classe trabalhadora e respeito ao peso dos partidos e as figuras públicas que a compõem.
Acreditamos que essa frente deve ser construída de forma democrática e com todos os setores que estão luta em nosso estado, com debates programáticos que reflitam as reivindicações históricas da classe trabalhadora e respeito ao peso dos partidos e as figuras públicas que a compõem.
Belo Horizonte, 07 de Abril de 2014
Partido Socialismo e Liberdade – PSOL;
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados- PSTU;
Partido Comunista Brasileiro- PCB.
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados- PSTU;
Partido Comunista Brasileiro- PCB.

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