sexta-feira, 3 de julho de 2020

Programas Futebol e Política do Canal do Jornal O Poder Popular.

Programas Futebol e Política do Canal do Jornal O Poder Popular. 

Camaradas;

Segue os links dos Programas Futebol e Política do Canal do Jornal O Poder Popular. 

Foram cinco rodadas debatendo futebol e política e analisando as manifestações antifascistas no Brasil. 

Assistam, comentem, curtam e se inscrevam no Canal do Jornal O Poder Popular. 

Saudações Comunistas!

Professor Túlio Lopes 
31 - 992038181 


quinta-feira, 14 de maio de 2020

Sobre a ação política da Classe Operaria - ENGELS


Um debate importante que devemos travar é sobre a ação política proletária. Nesta complexa conjuntura marcada pela CRI$E agravada pela pandemia global do Covid-19, a ação política do partido do proletariado é cada vez mais necessária. Em seu discurso sobre a ação política da Classe Operária[1] Friedrich Engels, pronunciado na Conferência de Londres[2], em setembro de 1871, da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), destaca que:
A abstenção absoluta em matéria política é impossível; por isso, todos os jornais abstencionistas fazem política. Trata-se apenas de como se a faz e de qual. Quanto ao resto, para nós, a abstenção é impossível. O partido operário existe já como partido político na maior parte dos países. Não nos compete arruiná-lo, pregando a abstenção. A experiência da vida atual, a opressão política que lhes é imposta pelos governos existentes para fins quer políticos quer sociais, forçam os operários a ocuparem-se de política, quer eles queiram quer não. Pregar-lhes a abstenção seria empurrá-los para os braços da política burguesa. A seguir à Comuna de Paris sobre­tudo, que pôs a ação política do proletariado na ordem do dia, a abstenção é completamente impossível.
Nós queremos a abolição das classes. Qual é o meio de a ela chegar? A dominação política do proletariado, e quando todas as partes estão de acordo com isso, pedem-nos para não nos metermos em política! Todos os abstencionistas se dizem revolucionários e mesmo revolucionários por excelência. Mas a revolução é o ato supremo da política; quem a quer tem de querer o meio, a ação política, que a prepara, que dá aos operários a educação para a revolução, e sem a qual os operários, no dia a seguir à luta, serão sempre os enganados pelos Favre e pelos Pyat. Mas a política que é preciso fazer é a política operária; é preciso que o partido operário seja constituído não como a cauda de qualquer partido burguês mas como partido independente que tem o seu objetivo, a sua política própria. As liberdades políticas, o direito de reunião e de associação e a liberdade de imprensa, eis as nossas armas; e deveríamos cruzar os braços e abstermo-nos se no-las querem tirar? Diz-se que todo o ato político implica que se reconheça o estado existente das coisas. Mas quando esse estado das coisas nos dá meios para protestar contra ele, usar esses meios não é reconhecer o estado existente.



[1] Discurso Sobre a Ação Política da Classe Operária [Pronunciado na Conferência de Londres] - Friedrich Engels - 21 de Setembro de 1871 - Transcrição autorizada: Edições Avante. Primeira Edição: Publicado pela primeira integralmente na revista Internacional Comunista, n.° 29, 1934. Fonte: Obras Escolhidas em três tomos, Editorial "Avante!"Tradução: José BARATA-MOURA (Publicado segundo o manuscrito.Traduzido do francês.) Transcrição e HTML: Fernando A. S. Araújo, Setembro 2008.
Direitos de Reprodução: © Direitos de tradução em língua portuguesa reservados por 
Editorial "Avante!" - Edições Progresso Lisboa - Moscovo, 1982.
[2] Conferência de Londres da I Internacional teve lugar entre 17 e 23 de Setembro de 1871. Foi convocada sob o clima de repressão brutal que se abateu sobre os membros da Internacional após a queda da Comuna de Paris, e o número de participantes foi bastante restrito: 22 delegados com voto deliberativo e 10 com voto consultivo. Os países que não puderam enviar delegados seus foram representados pelos secretários correspondentes do Conselho Geral. Marx representava a Alemanha, Engels a Itália.
A questão da acção política da classe operária foi o principal tema dos trabalhos da Conferência de Londres e foi analisada em todos os aspectos nos discursos de Marx e Engels. A Conferência aprovou a resolução «Sobre a Ação Política da Classe Operária», cuja parte principal foi, por decisão do 
Congresso da Haia, incluída nos Estatutos Gerais da Associação Internacional dos Trabalhadores. Várias resoluções da Conferência visavam os bakuninistas, que tentavam cindir a Internacional.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Barrar a política genocida e golpista do Governo Bolsonaro/Mourão!

5 de Maio de 2020

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Comissão Política Nacional do PCB

A pandemia do novo coronavírus continua a ceifar milhares de vidas em todo o mundo. Com mais de 200 mil mortes e cerca de três milhões e meio de infectados, segundo dados oficiais, a epidemia segue em seu caminho de devastação, expondo as vísceras do regime capitalista e suas políticas criminosas para trabalhadores e trabalhadoras, ao destruir os serviços públicos e sistemas de atendimento às necessidades elementares das populações, através das privatizações, desmonte da saúde pública e retirada de direitos históricos da classe trabalhadora, para beneficiar unicamente os interesses dos monopólios privados e os lucros dos capitalistas.
Nos Estados Unidos, são mais de 70 mil mortos e mais de um milhão infectados, atingindo principalmente as comunidades negras e latinas, os pobres, sem teto e sem assistência, em razão da inexistência de um sistema público de saúde, da ação deletéria de Trump ao negar inicialmente a pandemia e, na sequência, priorizar salvar bancos e empresas, no lugar da vida dos trabalhadores e desvalidos.
Por isso o imperialismo estadunidense tenta desviar atenção da opinião pública mundial, por meio de aventuras bélicas e ameaças de invasões à Venezuela, mobilizando recursos e apoios de governos subservientes na região para financiar terroristas e mercenários. Além disso, mantém o bloqueio assassino a Cuba, que impede a entrada no país de medicamentos e produtos necessários ao combate à pandemia. Mesmo assim, Cuba Socialista mantém sua campanha internacional de solidariedade aos países atingidos pelo Covid-19, comprovando que somente o Socialismo é capaz de enfrentar com eficácia e radicalidade a barbárie imposta pelo capitalismo.
No Brasil, segundo dados mais recentes do próprio Ministério da Saúde, o país registra mais de 100 mil infecções confirmadas e mais de 7 mil mortes, podendo em breve se tornar o novo epicentro mundial do novo coronavírus. Até o dia 03 de maio, o Brasil se tornou o 9º país com mais casos confirmados, ocupando, por ora, a 7ª posição em mortes, ultrapassando já há dias o total de casos e de vítimas da China, onde vivem mais de 1,4 bilhão de pessoas. Cada brasileiro infectado já transmite o vírus para quase 3 pessoas. Nos Estados Unidos, a taxa é de 0,98; no Reino Unido, de 0,72; na Alemanha, de 0,8.
FORA GOVERNO BOLSONARO E MOURÃO, GENOCIDA E GOLPISTA!
Os números alarmantes indicam também a falência do sistema público de saúde no Brasil, em decorrência das políticas ultraliberais de desmantelamento dos serviços públicos e dos direitos sociais e trabalhistas, aprovadas durante o governo Temer, como a contrarreforma trabalhista e a PEC da Morte, que congelou os investimentos em programas sociais, aprofundadas pelos ataques do Governo Bolsonaro, com a reforma da previdência e medidas provisórias na pandemia, permitindo reduções salariais, demissões e suspensões de contratos de trabalho, favorecendo apenas os empresários e banqueiros.
Como se isso não bastasse, Bolsonaro segue desrespeitando as normas necessárias de proteção às pessoas na pandemia, promovendo passeios, manifestações públicas e estimulando atos de agressão a profissionais da saúde e jornalistas, ao avançar na sua cruzada contra as liberdades democráticas no Brasil.
Nas últimas semanas, após demitir Mandetta e Sérgio Moro, Bolsonaro recompôs internamente seu quadro de aliados políticos, reforçando as relações com os militares e recolocando Paulo Guedes – que chegou a transparecer ser a “bola da vez” – no centro das ações do governo. Bolsonaro volta a avalizar o Superministro da Economia, que desqualificou o miniplano “keynesiano” do General Braga Neto, retomando o discurso e as propostas voltadas ao ajuste fiscal, ao corte de gastos públicos e direitos dos trabalhadores, ao avanço no rumo das privatizações e outras medidas como forma de enfrentar a crise na perspectiva dos interesses do grande capital.
Ao mesmo tempo em que o Senado aprova pacote que, em troca do socorro aos estados, congela os salários de servidores públicos por um ano e meio – fazendo aumentar ainda mais as perdas daqueles que já têm seus vencimentos congelados há anos –, continuam as pressões de grandes empresários e comerciantes pela retomada plena das atividades econômicas, o que representa uma ameaça concreta à vida de trabalhadores e trabalhadoras, aqueles que de fato sofrerão as consequências com o fim do isolamento social, ao passo que a burguesia se mantém protegida em seus apartamentos luxuosos e carros blindados. De igual modo, as filas quilométricas nas portas das agências da Caixa Econômica Federal denunciam o caos social em que vivemos: milhões de pessoas não têm como sobreviver na crise sanitária e recorrem à ajuda do governo, que tudo faz para retardar e dificultar o acesso ao benefício, além de ter causado a redução do quadro de funcionários da CEF nos últimos meses.
Além de intensificar a política de retirada de direitos sociais e ataques às organizações da classe trabalhadora (sindicatos e partidos), sendo diretamente responsável por ampliar de forma exponencial o desemprego no país, Bolsonaro e aliados ameaçam explicitamente as liberdades democráticas duramente conquistadas nos embates contra a ditadura empresarial-militar, representadas nas leis e instituições erigidas com a Constituição de 1988. A radicalização do discurso golpista, expressa na frase “Não tem mais conversa, chegamos ao limite”, as ações no sentido de controlar a Polícia Federal para evitar o avanço das investigações sobre o clã Bolsonaro, os atos exigindo o retorno da ditadura e as agressões das hordas fascistas que ocupam as ruas sob incentivo do chefe miliciano indicam haver a possibilidade de estar em curso um golpe do núcleo dirigente do Executivo contra aquilo que a extrema direita considera ser um conjunto de amarras institucionais a dificultar sua ação autocrática em plenitude.
O governo antipopular, antinacional e antidemocrático de Bolsonaro, Mourão e Guedes, na sua dimensão institucional, é igualmente um governo ilegítimo, constituído a partir das transgressões à legislação eleitoral e das manipulações jurídicas e propagandísticas promovidas durante a campanha eleitoral de 2018. Por isso a bandeira central do PCB é “FORA BOLSONARO/MOURÃO”, pois entendemos a necessidade de cassação de toda a chapa presidencial para barrar a sua política de terra arrasada e destruição de direitos. Ao mesmo tempo, compreendemos a correlação de forças existente na sociedade e consideramos válidas todas as iniciativas que venham contribuir para o desgaste cada vez maior desse governo genocida, iniciativas que poderão tomar forma através de um processo de impeachment ou de renúncia sob pressão popular.
NÃO VAMOS ARRIAR NOSSAS BANDEIRAS!
No entanto, lutar em defesa das liberdades democráticas não significa em hipótese alguma arriar as bandeiras da classe trabalhadora em prol dos direitos sociais e trabalhistas e em favor da construção de um programa político anticapitalista e anti-imperialista, no rumo do poder popular e do socialismo. Rejeitamos enfaticamente a proposta de “Frente Ampla de Salvação Nacional”, que nada mais é do que um projeto de salvação do próprio capitalismo no Brasil.
Consideramos inaceitável a atitude das centrais sindicais e partidos que resolveram transformar o Primeiro de Maio em palco para inimigos dos trabalhadores como FHC, Doria e Rodrigo Maia. A conciliação de classes pavimentou o caminho das derrotas da classe trabalhadora e dos setores populares no último período. Portanto, somente a reorganização da classe trabalhadora tomando por base um programa anticapitalista e anti-imperialista será capaz de superar essa política desastrosa de submissão aos interesses da burguesia.
A necessária unidade de ação contra as medidas ultraliberais, o golpe às liberdades democráticas e as ameaças fascistas exige, mais do que nunca, a independência política da classe trabalhadora. Precisamos responder à conjuntura buscando organizar, mesmo na quarentena, grupos, comitês e espaços que potencializem a construção de um programa da classe trabalhadora e da contraofensiva popular, na perspectiva do Encontro Nacional da Classe Trabalhadora e da alternativa anticapitalista no Brasil.
Devemos apoiar as iniciativas de auto-organização dos trabalhadores e trabalhadoras, por meio da formação de brigadas de solidariedade, comitês populares de luta por direitos e de autodefesa contra o fascismo, além de fortalecer associações e movimentos populares, entidades estudantis e sindicatos classistas.
Devemos ainda fortalecer o Fórum Sindical Popular e da Juventude por Direitos e pelas Liberdades Democráticas, formando ou consolidando as coordenações estaduais e divulgando amplamente as ações da Coordenação Nacional do Fórum, tais como a Rádio Fórum e o Programa Emergencial de combate à pandemia na ótica da classe trabalhadora.
FORA BOLSONARO E MOURÃO!
EM DEFESA DOS DIREITOS DA CLASSE TRABALHADORA E DAS LIBERDADES DEMOCRÁTICAS!
PELO PODER POPULAR NO RUMO DO SOCIALISMO!

terça-feira, 28 de abril de 2020

Viva o 1º de Maio! Abaixo o capitalismo!


O Partido Comunista Brasileiro (PCB) se associa a todos(as) os(as) trabalhadores(as) do mundo neste Primeiro de Maio, um dia de luta que nos remete às batalhas da classe trabalhadora mundial contra a exploração do trabalho pelo capital ao longo da história. É necessário fazermos dessa data um dia de enfrentamento contra a barbárie capitalista, para atuarmos com firmeza no quadro em que nos situamos hoje no Brasil. É hora de construir e consolidar a solidariedade entre os trabalhadores no enfrentamento à conjuntura atual e para que, mais unidos, organizados e mobilizados, passada a pandemia, tenhamos força para exigir a reconstrução do Brasil em outras bases, avançando na luta pelo poder popular, rumo ao socialismo.
Não podemos esquecer que o Primeiro de Maio, Dia internacional dos Trabalhadores, é uma homenagem aos lutadores que foram presos e condenados à morte após participarem de uma manifestação em defesa da jornada de oito horas, num sábado, no primeiro dia de maio de 1886, nos Estados Unidos. Naquele dia, milhares de trabalhadores e trabalhadoras haviam ido às ruas lutar pela redução das jornadas de trabalho, sem redução de salários. As jornadas chegavam, na época, a 16 horas por dia nos EUA. Por isso a palavra de ordem “Um dia de oito horas sem corte no pagamento” foi a senha para grandes manifestações, que desembocariam numa greve geral. A luta por jornadas de trabalho de até oito horas, por salários e remunerações dignas, melhores condições de trabalho, garantia de oferta empregos e de seguridade social sempre estiveram presentes nas lutas dos sindicatos e das organizações de trabalhadores, no enfrentamento ao capital e ao patronato, que detêm os meios de produção, as fábricas e as empresas e vivem da exploração do trabalho, apropriando-se da maior parte da riqueza produzida pela classe trabalhadora.
O capitalismo mata!
O contexto internacional de crescimento alarmante do número de infectados e mortos pelo COVID-19 demonstra a face perversa do capitalismo, responsável, na maioria dos países, pela adoção das políticas liberais, que destruíram legislações sociais e trabalhistas e desmantelaram os sistemas públicos de saúde e de bem-estar para unicamente favorecer os interesses e lucros das empresas nacionais e internacionais. Mesmo neste cenário, o imperialismo continua afiando suas garras e ameaçando os povos, como na América Latina, ao reforçar o criminoso bloqueio a Cuba Socialista e almejar agredir militarmente a Venezuela, desrespeitando o direito internacional e pondo em risco a paz na região.
Em contrapartida, a rápida e eficaz resposta dada no combate à pandemia pelos países de economia planificada e de poderosa rede de proteção social como a China, bem como aqueles que, apesar das imensas dificuldades, priorizam efetivamente o atendimento às necessidades primordiais de seus povos, como o Vietnã, a Venezuela e Cuba Socialista, demonstram a correta afirmação de que não há alternativa à barbárie capitalista senão o caminho de luta pelo Socialismo. O governo e o povo cubanos devem ainda ser reverenciados pelo exemplo da solidariedade internacionalista, uma marca presente na história da Ilha desde a Revolução de 1959 e de sua opção pela construção da sociedade socialista.
No Brasil, as práticas de austeridade, ajuste fiscal, corte de gastos, privatizações e ataques aos direitos sociais historicamente conquistados levaram ao sucateamento e extrema fragilidade dos sistemas públicos, com ênfase na saúde, deixando a imensa maioria da população em condições extremamente precárias de sobrevivência. A situação agravou-se ainda mais com a emergência da crise sanitária provocada pelo coronavírus, cujo enfrentamento impõe a defesa da vida, mediante o isolamento social e um conjunto de medidas que protejam trabalhadores e trabalhadoras, informais, precarizados em geral, desempregados(as), sem teto, sem terra, povos indígenas e o pessoal da saúde.
Apesar de o Congresso ter aprovado uma renda emergencial de R$ 600,00 para os informais e desempregados (a proposta inicial do ultraliberal Ministro da Economia era de míseros R$ 200,00), o governo boicota, retarda e impõe dificuldades para a entrega desses recursos, deixando os(as) trabalhadores(as) no desespero, provocando filas imensas nas portas das agências da Caixa Econômica Federal, cujos funcionários e funcionárias se desdobram e colocam em risco sua saúde e vida para atender milhões de pessoas, as quais de igual forma estão expostas aos riscos de contaminação com o vírus, em virtude da forma como o governo definiu a entrega desta ajuda irrisória. Mais de 30 milhões de trabalhadores(as) já recorreram ao auxílio, porém, cerca de 46 milhões estão de fora, por não se enquadrarem nas estúpidas exigências burocráticas. A situação demonstra claramente a profunda crise econômica que já existia antes da pandemia, acirrada pelas iniciativas de destruição de direitos com a aprovação das contrarreformas, o que só fez aumentar ainda mais o desemprego, a carestia, a fome e a miséria no país.
Enquanto a crise se aprofunda, o governo Bolsonaro/Mourão vem promovendo o caos, com incentivo à quebra do isolamento, às aglomerações, à abertura do comércio, às carretas da morte, de forma a produzir um ambiente de desorganização social no qual imagina que possa colher frutos para suas aventuras reacionárias. Por trás das ações de Bolsonaro está a defesa dos interesses dos banqueiros, dos grandes empresários, do agronegócio, dos rentistas e dos monopólios internacionais. O PCB denuncia os crimes contra a humanidade cometidos pelo Governo Bolsonaro, pelos quais deve ser punido, e defende a mais ampla unidade de ação em defesa das liberdades democráticas, dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras e pela vida.
Por um Primeiro de Maio Vermelho!
Nesse Primeiro de Maio mais uma vez defendemos a unidade e organização dos(as) trabalhadores(as) e a luta por uma nova sociedade, sem miséria, sem fome, sem desemprego, sem crianças e idosos abandonados, sem pessoas obrigadas a morar na rua em virtude da situação de pobreza. Uma sociedade em que todos tenham emprego, bons salários, saúde e educação pública e gratuitas, uma previdência universal com aposentadorias dignas, enfim, uma sociedade sem explorados nem exploradores, uma sociedade da abundância e da felicidade humana, a sociedade socialista.
Repudiamos a decisão das centrais sindicais que resolveram transformar as atividades do Dia Internacional da Classe Trabalhadora em palco para inimigos dos trabalhadores como FHC, Doria, Witzel, Maia etc. Foi a conciliação de classes que pavimentou o caminho para as derrotas do último período, portanto, a reorganização da classe trabalhadora exige a superação dessa política desastrosa de subserviência à burguesia. Não se pode combater o governo Bolsonaro se aliando a quem ajudou a elegê-lo e tem o mesmo programa econômico contrário aos trabalhadores.
O PCB não apenas não participará de atos com representantes políticos da burguesia, como irá denunciar junto à classe trabalhadora a capitulação das entidades sindicais que dizem representá-la desta forma. Entendemos que o campo classista do movimento sindical deve construir um ato unitário, sem concessões à direita. A Unidade Classista irá realizar uma programação de Primeiro de Maio Vermelho na parte da tarde, enfatizando a necessidade de unidade do campo classista do movimento sindical e da reorganização da classe trabalhadora, sem conciliação, com independência em relação aos patrões e governos.
Devemos fortalecer a construção do Fórum Sindical Popular e da Juventude por Direitos e pelas Liberdades Democráticas nos estados, formando ou consolidando suas coordenações estaduais e divulgando amplamente as ações da Coordenação Nacional do Fórum, tais como a Rádio Fórum e o Programa Emergencial de combate à pandemia na ótica dos trabalhadores e das trabalhadoras.
Na luta pela superação da crise atual nos marcos dos interesses da classe trabalhadora, apoiamos as iniciativas de formação de brigadas de solidariedade e de construção de comitês populares. A auto-organização dos trabalhadores e trabalhadoras, com o fortalecimento de associações e movimentos populares, das entidades estudantis e dos sindicatos classistas, são condições necessárias para preparar a contraofensiva popular capaz de derrotar o governo ultraliberal e construir a alternativa anticapitalista e anti-imperialista no Brasil.
PRIMEIRO DE MAIO: DIA DE LUTA CONTRA O CAPITALISMO!
FORA BOLSONARO E MOURÃO!
EM DEFESA DOS DIREITOS DA CLASSE TRABALHADORA E DAS LIBERDADES DEMOCRÁTICAS!
PELO PODER POPULAR NO RUMO DO SOCIALISMO!

Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB)

sexta-feira, 24 de abril de 2020

III EDIÇÃO DA *SEXTA VERMELHA* 🔥



Nessa transmissão, teremos uma *CONEXÃO internacional* diretamente da Venezuela 🇻🇪

📍Dia: 24/04 as 19h (horário de Brasília)

➡️ Tema: *Juventude e Trabalho na Venezuela e Brasil*

Vamos discutir a *situação dos jovens trabalhadores*, bem como abordar as diferentes medidas adotadas pelo *governo da Venezuela e do Brasil* em tempos de _crise do novo coronavírus_

👊 Com Ana Juk, Junior Sumosa (JCV *Juventude Comunista da Venezuela*), Túlio Lopes e Gabriel Lazzari

Link da transmissão: https://youtu.be/-cEYAkDo5_c

Fórum dos Partidos de Esquerda de Minas Gerais


O Fórum dos Partidos de Minas Gerais manifesta veementemente seu repúdio as declarações do Presidente Jair Bolsonaro que claramente ameaça as liberdades democráticas, o regime político constitucional e as instituições dele derivadas.
As manifestações convocadas por grupelhos protofascistas, e apoiadas por Bolsonaro, vem defendendo a volta da Ditadura Militar através de uma Intervenção direta das forças armadas e do Ato Institucional número 5.
Bolsonaro ameaça a vida, as conquistas democráticas e promove a retirada de direitos das classes trabalhadoras enquanto a pandemia de novo Coronavírus se alastra pelo País e lança o povo brasileiro numa espiral de incerteza e sofrimento.
Em Minas Gerais, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde, em seu ‘Informe Epidemiológico Coronavirus’ os casos aumentam todos os dias e o pico da Pandemia é previsto para final de abril e início de maio.
Até o momento, 19 de abril, foram 1.154 casos confirmados e oitenta óbitos em investigação, 404 óbitos suspeitos (285 descartados e trinta e nove confirmados). E o total de casos suspeitos de Covid-19 é de 74.694.
O Governador Romeu Zema (Novo) se cala diante dos absurdos do Governo Federal e vem se alinhando com os disparates bolsonaristas.
O Governo Zema pretende enfraquecer o Isolamento Social, única medida de prevenção reconhecida e recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e segue atacando os direitos do povo mineiro. Ao mesmo tempo que não atende às reivindicações dos servidores públicos estaduais, estrangula os municípios, deixa a população mineira à mercê da própria sorte e criminaliza os movimentos populares.
Para enfrentar a crise sanitária pandêmica, bem como a crise econômico-social aguda, defendemos e convocamos a população mineira a ampliar o distanciamento social, a exigir condições de vida digna durante este período, a garantir que os municípios se encarreguem das políticas de prevenção e combate ao Coronavírus, a intensificar a mobilização nas redes sociais, a apoiar as ações de solidariedade promovidas pelos movimentos populares e a construir uma forte campanha para derrotar os governos ultraliberais e autoritários de Bolsonaro e Zema.
A vida vale mais que o lucro!
Belo Horizonte -Minas Gerais , 21 de abril de 2020
Assinam:
Partido Comunista Brasileiro (PCB-MG) – Túlio Lopes
Partido Comunista do Brasil (PCdoB-MG) – Wadson Ribeiro.
Partido Socialista Brasileiro (PSB-MG) – René Vilela.
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL-MG) –Maria da Consolação e Manoel Cipriano.
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU-MG)– Vanessa Portugal.
Partido da Refundação Comunista (PRC-MG) – Ronald Rocha.
Partido dos Trabalhadores (PT-MG) – Cristiano Silveira.
REDE-MG – Janaína Melo
Unidade Popular (UP-MG) – Elson Violante

sábado, 18 de abril de 2020

Elis Regina - "Travessia" (Elis Ao Vivo/1995)



Quando você foi embora
Fez-se noite em meu viver
Forte eu sou mas não tem jeito
Hoje eu tenho que chorar
Minha casa não é minha
E nem é meu este lugar
Estou só e não resisto
Muito tenho pra falar
Solto a voz nas estradas
Já não quero parar
Meu caminho é de pedra
Como posso sonhar
Sonho feito de brisa
Vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto
Vou querer me matar
Vou seguindo pela vida
Me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte
Tenho muito que viver
Vou querer amar de novo
E se não der não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço
Com meu braço o meu viver
Solto a voz nas estradas
Já não quero parar
Meu caminho é de pedra
Como posso sonhar

Programas Futebol e Política do Canal do Jornal O Poder Popular.

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