quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

O Petróleo tem que ser nosso!

A luta pela reestatização da Petrobrás continua em 2009!

No último mês, a ANP (Agência Nacional de Petróleo), dirigida por Haroldo Lima, Vice-Presidente do PCdoB, realizou mais um leilão de áreas para exploração de petróleo no Brasil, acompanhado de forte campanha publicitária, inclusive na televisão. Diversas áreas colocadas à venda foram adquiridas por consórcios formados por empresas estrangeiras, algumas em parceria com a Petrobrás que, absurdamente, tem que disputar essas áreas e pagar um preço alto por elas quando ganha a licitação.

O leilão foi repudiado por uma parte significativa da sociedade brasileira, representada por sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos do campo popular e de esquerda. No dia 17, a sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro, foi ocupada por muitos militantes que ali expressaram o seu repúdio ao leilão e exigiram a sua suspensão. Diante da apresentação de uma Liminar da Justiça Estadual, acionada pela Petrobrás, os manifestantes retiraram-se em ordem, após a realização de uma assembléia, cantando o hino nacional brasileiro, e prosseguiram com a manifestação diante da Petrobrás.


No dia 18, pela manhã, houve nova manifestação contra os leilões, desta feita diante da Agência Nacional do Petróleo – ANP – no centro do Rio. Para surpresa de todos, a Polícia Militar, por ordem da ANP, interveio de forma extremamente violenta para dissolver a manifestação, utilizando, cassetetes, gases e todo o aparato repressivo, o que resultou em um número expressivo de feridos, alguns com gravidade. Três manifestantes foram detidos, entre eles um dirigente do Sindipetro – Rio.

Este foi mais um passo no rumo da desnacionalização do setor petrolífero, que se dá justamente no momento em que são descobertas importantes reservas de óleo na camada pré-sal, em volume suficiente para garantir o crescimento da economia brasileira por muitos anos. Estas reservas têm caráter estratégico para o Brasil, face ao esgotamento iminente das reservas mundiais, fato que tem levado, nas últimas décadas, a uma intensa movimentação política e militar dos EUA – país com poucas reservas próprias – e seus aliados imperialistas na tentativa de garantir acesso ao petróleo para as suas economias, que incluem a compra de ações de empresas de outros países produtores e chegam à agressão armada a países soberanos, como foi, claramente, o caso do Iraque.

A Petrobrás é hoje uma empresa privada: somente 40% de suas ações pertencem ao governo brasileiro, e suas iniciativas recentes, como a compra de empresas petrolíferas de outros países e a intensa terceirização de seus quadros, comprovam este fato. O governo Lula, representado no setor pela Agência Nacional do Petróleo, ANP – dirigida pelo PCdoB – vem facilitando ao máximo estas operações, assim como vem protegendo os interesses dos grandes bancos e empresas industriais multinacionais, e para isso facilita a circulação dos capitais e estrangula cada vez mais os direitos dos trabalhadores, reproduzindo práticas adotadas pelos demais países e governos capitalistas, na ânsia de fazer com que o PIB brasileiro cresça a qualquer custo, para tentar obter dividendos políticos fazendo comparações com outros governos e outros países.


O Partido Comunista Brasileiro continuará na luta pela Reestatização da Petrobrás e pelo fim da ANP, pois entendemos que esta é a forma de fazer com que o petróleo volte a ser nosso, dos trabalhadores brasileiros, para que os lucros da Petrobrás possam ser investidos na geração de empregos, na saúde, na educação, para que o Brasil possa pensar soberanamente no seu futuro, nas fontes e usos da energia de que precisa e precisará. Defendemos, igualmente, uma profunda transformação do Estado brasileiro para um novo Estado que, controlado pelos trabalhadores, possa ser um instrumento de transformação da sociedade para a conquista de justiça e igualdade social.

Contra os leilões de reservas petrolíferas brasileiras!

Pela Reestatização da Petrobrás!

Rio de Janeiro, janeiro de 2009

PCB - Partido Comunista Brasileiro
Comissão Política Nacional

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

2008

Atividades em 2008
Partido Comunista Brasileiro
  • Participação nas Eleições Municipais 2008 em Belo Horizonte, Juiz de Fora, Borda da Mata, Pouso Alegre, São João Del Rey, Governador Valadares, Alfenas, Poços de Caldas, Santa Luzia e Ibirité.
  • Conferência Estadual de Organização – Fevereiro
  • Conferência Nacional de Organização – Praia Grande – SP – Março
  • IV Encontro Nacional do Fórum de Unidade dos Comunistas – Florianópolis – SC – Julho.
  • Organização da Seção Mineira do Instituto Caio Prado Junior – Agosto.

União da Juventude Comunista

  • Iº Encontro Estadual de Movimento Estudantil da UJC - Junho
  • Iº Encontro Nacional de Movimento Estudantil da UJC – São Paulo – SP - Julho
  • Ocupação da reitoria da UFMG – Abril.
  • Ocupação da reitoria da UFSJDR – Agosto.
  • Vitória nas eleições do DCE UFMG – Novembro.
  • Participação no Movimento dos Sem Universidade – MSU – MINAS.
  • Participação no Comitê Mineiro do Fórum Social Mundial.

Unidade Classista – INTERSINDICAL

  • XXXº Congresso Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação – CNTE – Brasília – Janeiro.
  • IIIº Encontro Nacional da INTERSINDICAL – São Paulo – SP – Abril.
  • Greve dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação da Rede Estadual – Minas – Agosto/Setembro.

Ações

  • 08/03 - Ato da Marcha Mundial das Mulheres.
  • 25/07 – Ato do Comitê Mineiro do FSM contra a criminalização dos movimentos sociais – Ministério Público – BH.
  • 23/08 – Ato do MST, CONLUTAS e INTERSINDICAL contra o fator previdenciário e a criminalização dos movimentos sociais – Praça sete – BH.
  • 07/09 – Gritos dos Excluídos.
  • 17/10 – Ato da Via Campesina, CONLUTAS e INTERSINDICAL contra a criminalização dos movimentos sociais e em defesa da soberania alimentar.
  • Palestra de Ivan Pinheiro sobre a situação política na Bolívia e no Paraguai.
  • Palestra de Fábio Bezerra e Igor Grabois sobre a Crise Econômica Mundial.
    Seminário Estadual sobre a Crise Econômica Mundial – organizado pela RC, PCdoB, CP, PSTU, PSOL, PCB, Esquerda Marxista, PCR e Brigadas Populares – BH
  • Comemoração do centenário de nascimento de Armando Ziller – Sindicato dos Bancários –BH.

Aqui é o PARTIDÃO!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

INTERSINDICAL

NENHUM DIREITO A MENOS.
AVANÇAR NA LUTA
NÃO AO PACTO COM O CAPITAL E SEU ESTADO

A atual crise do Capital tem proporções gigantescas, apenas vistas no inicio do século passado. Ao contrário do que dizem seus porta vozes no Estado e nos meios de comunicação, não se trata de uma crise de crédito, ou da gigantesca especulação financeira que rola no grande cassino dos mercados de ações.
Sua origem vem da super produção, ou seja, as grandes multinacionais intensificaram a exploração sob a classe trabalhadora e ao mesmo tempo investiram pesado em tecnologia, dessa forma mesmo batendo todos os recordes de produção e lucros nos últimos anos. São reféns de sua própria fórmula: ao investirem pesado em capital constante viram sua taxa de lucro despencar.As saídas que os capitalistas buscam são as mesmas e dessa vez pelo tamanho gigantesco da crise o impacto contra a classe trabalhadora será devastador: demissões, férias coletivas, Planos de Demissões Voluntárias e a principal de todas elas: a diminuição do valor da força de trabalho, aumento dos exércitos industriais de reserva.A crise que começou no coração do Império, se alastrou pela Europa e Ásia já chegou ao Brasil. Sendo assim o discurso do governo Lula caiu por terra, pois, só nos últimos 3 meses mais de R$ 200 bi já foram utilizados pelo Estado para “ajudar” as empresas. Mas essa ajuda não é a mais importante, eles precisam e querem mais. No último dia 13 o presidente da Companhia Vale em entrevista revelou sua conversa com o Presidente: reivindicou ao governo um “regime de exceção” na legislação trabalhista, ou seja, redução de direitos e salários enquanto eles se recuperam para uma nova fase de concentração de riquezas e lucros.A mesma Vale que anunciou a demissão de 5 mil trabalhadores e que agora reivindica do Estado a suspensão temporária dos direitos trabalhistas, é a mineradora que mais lucrou nos últimos anos no mundo, fruto do processo de exploração contra a classe.O presidente que só ouviu num primeiro momento, nessa semana já se colocou a disposição do empresariado para mediar mais um pacto entre empresas e sindicatos, para isso os Ministérios do Trabalho e da Previdência já preparam uma agenda para o consenso.
A CUT emitiu nota chamando a atitude dos empresários de oportunista, mas nada falou do movimento do governo em gestar mais um pacto onde os trabalhadores serão atacados, ao contrário apoiou a iniciativa do Estado em mais uma vez isentar as empresas de impostos. Ou seja, acatando o que manda o governo, a Central vai se mobilizar no sentido de imobilizar os trabalhadores.Não poderia ser diferente. A CUT tenta reeditar o episódio das Câmaras Setoriais ocorrido no inicio da década de 90. Com o argumento de defender empregos os metalúrgicos do ABC realizaram o primeiro grande pacto com o Capital que não garantiu empregos, mas sim os interesses dos empresários em diminuir o valor da força de trabalho.A partir dessa experiência a CUT foi gestora de tantos outros acordos que garantiram mais lucros aos patrões e mais derrotas aos trabalhadores: banco de horas, diminuição de salários, redução de direitos.
Os patrões irão demitir de qualquer forma, agora querem se aproveitar do período de crise para fazer os ajustes necessários para seguirem explorando mais os trabalhadores: por isso querem acordos que diminuam a jornada, com a diminuição dos salários, demitirem para terceirizar, precarizar as contratações e depois recontratar com salários menores ainda.
Por isso a única saída da classe trabalhadora segue sendo sua luta contra os ataques impostos pelo Capital.A Intersindical junto com várias organizações do movimento sindical e popular que não se renderam ao pacto com o Capital e a submissão ao governo federal está organizando desde já uma ação que começa a partir da base, dos locais e trabalho e moradia.Organizar a luta com o conjunto da classe trabalhadora para construir as mobilizações, greves e ocupações necessárias para:- Em defesa do emprego: pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário e pelas Convenções 151 e 158 da OIT.
- Por estabilidade no emprego. Ao invés de incentivos fiscais, punição para as empresas que demitem.
- Contra qualquer medida contra os direitos da classe trabalhadora: nem reformas ou regimes de exceção que visem atacar os direitos trabalhistas, previdenciários e sindicais.
- Seguir lutando como resposta concreta à criminalização do movimento sindical, popular e da pobreza, que passa por demissões dos lutadores, assassinatos, interditos proibitórios e chacinas nas cidades e no campo contra população trabalhadora.
- Não pagamento das dívidas interna e externa.- Estatização das empresas sob controle dos trabalhadores.
Nossa luta não será fácil e nem pequena, mas ao retomarmos nossa ação que extrapola as categorias e suas formas de contratação, nos enxergando como classe trabalhadora produtora de riqueza vamos ser capazes de enfrentar o Capital, seu Estado e os instrumentos criados por nós que se transformaram em seu contrário.
Contra o Pacto gestado pelas centrais sindicais pelegas com os patrões e o governo!
Não vamos garantir empregos e direitos nos rendendo aos interesses do Capital!
Construir a luta em unidade com todos aqueles que não se renderam ao Capital e seu Estado!
Organizar a partir da base nossa luta por nenhum direito a menos!

MST - 25 anos.

Vinte e cinco anos de lutas
23/12/2008


Editorial do Jornal Sem Terra


No próximo mês de janeiro, completamos 25 anos de existência. Neste um quarto de século vivido, fomos testemunhas de profundas transformações na economia e na vida dos povos de todo o mundo. A crise dos países dito “socialistas” do Leste Europeu, o fim da União Soviética e a derrota de revoluções na Nicarágua e em El Salvador deram início a um período de refluxo das lutas de massas e de retrocesso programático da esquerda em todo o mundo.Era o começo da era neoliberal, onde os seres humanos valiam muito pouco diante dos humores e desejos do Mercado. O Mercado “acordava mal-humorado”, cresciam dívidas externas, faliam países. O Estado deveria ser reduzido ao mínimo, sem serviços sociais, sem investimentos, sem empresas... A mercadoria parecia ter vida e os seres humanos é que eram mercantilizados. Talvez o melhor símbolo do neoliberalismo esteja na fronteira entre os Estados Unidos e o México, onde as empresas e produtos podem ultrapassar as fronteiras com liberdade, mas os seres humanos são recebidos a bala.No campo, estas mudanças deram origem ao que chamamos hoje de agronegócio. Grandes empresas ligadas aos bancos internacionais passaram a controlar toda a cadeia produtiva - desde as sementes até a comercialização -, serviços que pertenciam ao Estado, como a pesquisa, a assistência técnica, a regulação do comércio agrícola e o armazenamento foram privatizados ou deixaram de existir.Para a Reforma Agrária, estas mudanças significaram o total abandono do capitalismo pela democratização do acesso a terra. Aquela Reforma Agrária clássica, que estimulava o mercado interno e a produção, perdeu o sentido para os capitalistas. E se não há espaço para a Reforma Agrária neste modelo, não há espaço também para os pobres do campo que lutam por ela.Assim, em 2008, compreendemos o significado desta decisão do capital. O governo federal abandonou qualquer possibilidade de fazer a Reforma Agrária, a lentidão do Incra e a falta de vontade política do governo Lula serviram como sinal verde para que os setores mais violentos do latifúndio e mais atrasados do poder judiciário articulassem uma poderosa campanha de criminalização dos movimentos.Vinte e cinco anos depois, mais do que nunca, temos a convicção de que única Reforma Agrária possível é uma Reforma Agrária popular, obra do povo e para os interesses do próprio povo. E reafirmamos os mesmo compromissos que assumimos em Cascavel (PR), nos idos de janeiro de 1984: lutar pela terra, pela Reforma Agrária e por uma sociedade mais justa e igualitária.Porém, os próximos anos poderão abrir um novo cenário na luta de massas dos trabalhadores. Nos últimos meses temos visto a velocidade com que o projeto neoliberal tem implorado o apoio do Estado para socializar os prejuízos e garantir os lucros. A ladainha de que o Mercado resolveria os problemas da humanidade acabou. E grandes investimentos do agronegócio - como os desertos verdes da Aracruz e Votorantim ou a integração da Sadia - agora começam a falir, fruto do seu próprio modelo.Isto não significa que este modelo está completamente derrotado. As fusões de grandes bancos e empresas têm demonstrado que os setores mais fortes do Capital continuarão sobrevivendo e engolindo os menores, como é da natureza do capitalismo. Mas este momento de fragilidade, se transformado em bandeiras de luta e mobilizações de massa, poderá ser uma oportunidade histórica para a classe trabalhadora. Não haverá maneira e lugar melhores para comemorarmos nossos 25 anos que com lutas nas ruas e ocupações de latifúndios!



Coordenação Nacional do MST

O Petróleo tem que ser nosso!


Entidades repudiam violência policial durante ato contra 10ª Rodada de Leilão do Petróleo

Inúmeras entidades e cidadãos já se pronunciam em apoio à moção de repúdio à ação violenta da polícia, durante manifestações contra a 10ª Rodada de Licitação do Petróleo, no Rio.
No dia 18, por volta de meio-dia, a desastrosa ação da PM e da Guarda Municipal do Rio de Janeiro deixou cerca de 50 pessoas feridas. Para assinar, mande um e-mail para a Agência Petroleira de Notícias: agencia@apn.org.br
Dentre as primeiras organizações que manifestaram sua indignação com a violência policial contra os movimentos sociais estão o Diretório Central dos Estudantes da UFF, da UnB, da UFAL, o Núcleo de Educação da Ação da Cidadania, o Comitê de Luta contra o Neoliberalismo, o Partido Comunista Brasileiro (PCB), a União da Juventude Comunista (UJC), o Partido Comunista Marxista-Leninista Brasil, o Centro de Educação Popular e Pesquisas Econômicas e Sociais Juventude 5 de Julho, Continental Bolivariana-Capítulo Brasil, o Portal da Vida e a Comunidade de Jesus (ambos em Feira de Santana), a Rede Brasileira de Ecossocialistas, Conlutas-GO, Associação de Engenheiros da Petrobras (Aepet), Assembléia Popular-RJ, o Sindicato dos Ferroviários do Rio Grande do Norte, Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém, Rede Jubileu Sul.
Muitos cidadãos também reivindicaram sua assinatura na moção, deixando mensagens. Subscrevemos alguns trechos. O estudante Bruno Cesar destaca que “quando a violência substitui a política, está dado o caminho para a ditadura” e repudia a agressão do estado aos movimentos sociais. O sociólogo Maurício Fabião diz que “a forma como a ANP "dialoga" com a sociedade civil é inaceitável”. O servidor público Expedito Carneiro Mendonça, pergunta: “Até quando vamos nos sujeitar a tanta violência? Que os responsáveis por mais esse ato bárbaro contra a luta organizada do movimento social de massas no país sejam identificados e exemplarmente punidos!”
As manifestações de solidariedade às vítimas da violência policial chegam de todas as parte. De Lisboa, Portugal, a socióloga Camila Lamarão, fez questão de subscrever a moção. Do Brasil, chegam apoios de religiosos, como a Irmã Beth, economistas, como Thomaz Ferreira Jensen, advogados, como Américo Gomes de Almeida, de historiadores como a professora Virgínia Fonte – citamos por estarem entre os primeiros a se manifestar, de uma lista que não para de crescer. Como Eduardo Camilo Terra dos Santos, que disponibilizou o texto da moção em seu blog (azulmarinhocompequi.blogspot.com):
“Meu pai é petroleiro. Faço questão de estar junto nessa luta” – ficam aqui os primeiros registros. A luta pelo direito de expressão, de manifestação e em defesa da soberania nacional é permanente. É feito não só com os setores organizados desse país mas também com cada cidadão e cidadã consciente e participativo.

Fonte: Agência Petroleira de Notícias

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O Petróleo tem que ser nosso!





Manifestantes ocupam sede da Petrobrás e exigem cancelamento da 10ª rodada de leilões Mais de 500 pessoas acabam de ocupar a sede administrativa da Petrobrás, na Avenida Chile, Centro do Rio, nessa manhã de quarta, 17 de dezembro. Os manifestantes exigem o cancelamento dos leilões, em especial, a 10ª Rodada de Licitações do Petróleo e Gás brasileiros, que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) convocou para os dias 18 e 19 desse mês. A mudança da legislação que regula o setor de petróleo e gás, permitindo a privatização desses recursos minerais, é outra reivindicação da ocupação. Os manifestantes solicitam a realização de uma reunião com o presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, para que possam debater o cancelamento do leilão marcado para começar amanhã. Para a Campanha Nacional pelo Petróleo, o Governo Federal deve manter o compromisso de destinar os recursos do petróleo para suprir as necessidades básicas do povo brasileiro, como educação, saúde, reforma agrária e não destiná-los às multinacionais. Serão ofertados na 10ª rodada 130 blocos exploratórios em terra, dividido em oito setores, de sete bacias sedimentares: Sergipe-Alagoas; Amazonas; Paraná; Potiguar; Parecis; Recôncavo e São Francisco. No total, serão oferecidos aproximadamente 70 mil quilômetros quadrados em áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural. Atualmente, o Brasil é o país que dispõe da maior área sedimentar com potencial para petróleo e/ou gás ainda por explorar no mundo, segundo a própria ANP. Os sindicatos de petroleiros também estão ingressando na Justiça com Ações Civis Públicas, cobrando a suspensão da 10ª Rodada de Licitações da ANP. Além das manifestações, está correndo um abaixo-assinado exigindo o fim dos leilões e a recuperação da Petrobrás 100% estatal.


MST, Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD),Sindicato dos Petroleiros do Rio, FNP, FUP, Via Campesina, CONLUTAS, INTERSINDICAL, UNE-FOE, Movimento Estudantil, União da Juventude Comunista

sábado, 13 de dezembro de 2008

O petróleo tem que ser nosso!

Vigília dias 16, 17 e 18, na Candelária:
O petróleo tem que ser nosso!
Fonte: Agência Petroleira de Notícias (www.apn.org.br)

Grande ato-show, na quarta, 17, a partir das 17h, na Candelária, no Rio, e paralisações em várias unidades da Petrobrás (na terça, 16) são algumas das atividades já programadas para deter a 10ª Rodada de Licitação do Petróleo. Mas a vigília na Candelária, em frente à Agência Nacional do Petróleo (ANP), vai começar desde o dia 16, quando caravanas trazendo petroleiros de vários estados brasileiros estão sendo aguardadas. Prometem lotar a Candelária, especialmente no ato-show do dia 17, além dos petroleiros, estudantes, funcionários públicos estaduais e federais, movimentos de trabalhadores sem teto, sem terra (MST) e inúmeros outros grupos sociais. O objetivo é virar a madrugada, prolongando a vigília até o dia 18 – data marcada para o leilão/privatização do petróleo e gás.A vigília que se estenderá por três dias, em defesa da soberania nacional e dos interesses do povo brasileiro, reafirmará para a sociedade a urgência de uma nova legislação para regular o setor petróleo. Além das manifestações públicas, será impetrada uma ação civil pública, buscando a suspensão da 10ª Rodada de Leilão, por via judicial.Na terça, 16, petroleiros de vários estados vão pararPetroleiros de Pernambuco, Paraíba, Amazonas, Paraná e Santa Catarina aprovaram paralisação no dia 16, terça. Unidades dos demais estados, ainda estão realizando assembléias para decidir se param ou realizam outro tipo de manifestação.De acordo com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), em Minas Gerais, São Paulo, Mauá (SP), Campinas (SP), Espírito Santo e Rio Grande do Norte, as assembléias prosseguem, mas os resultados parciais já indicam a aprovação de paralisações. Os trabalhadores do Ceará, Bahia, Duque de Caxias e do Norte Fluminense também se mobilizarão para cobrar o cancelamento do leilão. No Rio de Janeiro e Angra dos Reis, bases do Sindipetro-RJ, o indicativo de paralisação será votada na própria terça, 16, em assembléias realizadas pela manhã. Demais bases da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) também votam paralisação.Todos ao ato-show, dia 17, às 17h. O Petróleo tem que ser nosso!
Notícias sobre audiência na ANP, 10ª Rodada do Petróleo, os planos da Exxon no pré-sal e a resistência popular Fonte: Agência Petroleira de Notícias (www.apn.org.br) A Agência Nacional de Petróleo (ANP) realizou audiência, em 14 de outubro, sobre a 10ª Rodada de Leilão do Petróleo e Gás, marcada para 18 de dezembro. Segundo divulgou a Agência Brasil, serão ofertados 130 blocos exploratórios em terra, divididos em oito setores, de sete bacias sedimentares: Sergipe-Alagoas; Amazonas; Paraná; Potiguar; Parecis; Recôncavo e São Francisco. No total serão oferecidos aproximadamente 70 mil quilômetros quadrados em áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural. Foram retirados da 10ª Rodada 32 blocos, "por motivos técnicos e ambientais" – conforme justificou a ANP. Essas mesmas restrições motivaram a exclusão de todos os 28 blocos das bacias de Araripe e de Pernambuco-Paraíba. Além disso, "por cautela, seguindo recomendação da Procuradoria Geral da ANP, também foram retirados quatro blocos da Bacia do Paraná, que estão situados a menos de 150 km da fronteira brasileira". Ainda segundo informações da ANP, o Brasil tem 29 bacias sedimentares com maior potencial para petróleo e gás, que fazem parte de um total de área sedimentar de cerca de 7,5 milhões de quilômetros quadrados. Deste total, apenas 0,3% são campos em desenvolvimento e/ou produção e 4,1% estão sob concessão. Atualmente, o Brasil é o país que dispõe da maior área sedimentar com potencial para petróleo e/ou gás ainda por explorar no mundo, segundo a ANP. Em seqüência à audiência, a ANP promoveu mais dois eventos: o Seminário Técnico-Ambiental e o Seminário Jurídico-Fiscal, ambos no Banco de Dados de Exploração e Produção (BDEP), na Urca, no Rio de Janeiro. A 10ª Rodada está confirmada para 18 de dezembro. A 10ª Rodada acontece por insistência do diretor geral da ANP, Haroldo Lima. O presidente Lula havia prometido suspender os leilões, até que fosse aprovada a nova lei do petróleo. Na prática, apenas foram excluídas do leilão as áreas localizadas nos campos do pré-sal. Essa foi a decisão tomada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O leilão vai incluir bacias localizadas em novas fronteiras exploratórias, bacias maduras e campos marginais. Questões técnicas à parte, com essa insistência do governo e dos investidores na manutenção dos leilões, o que assistimos é a sanha incontrolável do capital sobre nossas riquezas. Os jornais noticiam que a Exxon vai começar mais uma perfuração no pré-sal. Excitados, os diretores da empresa declaram que o Brasil será a sua prioridade nos próximos anos. Diante disso, não é difícil imaginar o tamanho do desafio que as forças populares têm pela frente, para enfrentar a voracidade dos oligopólios e a desfaçatez dos entreguistas e traidores de plantão. Mais informações sobre a audiência da ANP, a 10ª Rodada e os projetos da Exxon no Brasil você poderá obter na Agência Petroleira de Notícias.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Informações sobre a situação na Grécia

Dezembro 10, 2008 ·
Estimados camaradas,Algumas informações sobre o desenvolvimento dos acontecimentos na Grécia:Atividades do Partido Comunista da Grécia (KKE) e Juventude Comunista da Grécia (KNE)Desde o primeiro momento KKE e KNE se pronunciaram condenando o assassinato do menor (de 15 anos) pela polícia, e destacando as enormes responsabilidades políticas do governo do ND's e assinalando que as medidas e atitudes anti-democráticas e autoritárias, a repressão estatal, são o complemento natural da política que promove golpe após golpe para os direitos trabalhistas e sociais dos trabalhadores e da juventude.A delegação do KKE deslocou-se à sede central da polícia em Atenas no domingo e apresentou um protesto contra a morte do jovem rapaz, cujo funeral terá lugar hoje, às 3 à tarde.Ontem, 8 de dezembro, o KKE realizou uma série de protestos e manifestações nas principais cidades da Grécia contra a repressão estatal. Em Atenas, a Secretária Geral do CC (KKE) Aleka Papariga, liderou um enorme comício no centro da cidade. Ela frisou que os eventos que levaram ao assassinato do menino são uma "Crônica de uma Morte Anunciada", por uma política que considera o povo como o inimigo, por uma política que detesta a greve, a manifestação, a luta.Além disso, os deputados do KKE apresentaram uma interpelação parlamentar ao Governo sobre o caso.Ao mesmo tempo, o KKE tem chamado também os sindicatos e outras organizações de massa populares da juventude para organizar as suas próprias ações massivas de protesto, sublinhando que a repressão e o autoritarismo estatal atacam primeiro e principalmente os trabalhadores e os movimentos populares.Desde a manhã de segunda-feira, 8 de dezembro, todas as faculdades estão fechadas por iniciativa da KNE.As coordenação de estudantes ao redor de Atenas decidiram fechar todas as escolas de 8 a 10 de dezembro e tendo chamado para uma manifestação no dia 9 de dezembro, em Atenas, enquanto se fortalecem localmente protestos de estudantes ganham espaço em todo o país.Também hoje 9 de dezembro, 24 horas, greves foram declaradas pelos professores do ensino secundário e superior, enquanto os funcionários públicos irão realizar paralisação dos trabalhos após 12 hs., pelo funeral do menino assassinado.Professores do ensino superior estão cogitando uma parada de 24 horas de terça-feira indicando seu luto pela perda do menino Alexis. Kindergarten. A Federação dos Professores debate uma greve. O funeral do menino assassinado será às 15:00 no cemitério Faliron.Para quarta-feira, 10 de dezembro, a greve geral que tinha sido anunciada por pensões, salários, contra as demissões, pelo direito à educação e os cuidados de saúde, será definitivamente ligada aos acontecimentos.Sobre os motinsAo mesmo tempo, o KKE salientou aquela que é a necessidade de hoje, a condenação política do governo, de toda a rede de mecanismos de intimidação e repressão estatal, incluindo os invisíveis. A resposta ao autoritarismo estatal é a luta organizada dentro de um movimento de massas, ordenado para o fim de garantir que as verdadeiras causas não sejam ocultadas.Os contínuos, organizados e coordenados motins que assistimos paralelamente às enormes mobilizações e protestos têm pouco a ver com a espontânea expressão de raiva e ira, e cada vez mais e mais assumem a forma de abertas provocações contra a crescente onda de protestos. Em qualquer caso, a forma de reagir não reside em motins de retaliação. Pelo contrário, tais eventos são bastante cômodos para aqueles que querem impor o medo e intimidação para o povo, que estão tentando impedir o surgimento de um poderoso movimento de massas organizado e que será capaz de fazer esquecer não só o ND e quaisquer outros governos anti-populares, e preparar o caminho para uma mudança real no nível do poder em favor do povo. Eles serão usados como uma desculpa para a maior intensificação das medidas anti-democráticas e repressivas medidas e atitudes.O contexto políticoOs eventos encontram a Grécia num momento em que a agitação popular foi crescendo, e a posição do governo ND era já de completa dificuldade. As recentemente anunciadas "medidas de crise" em favor dos monopólios, das reivindicações dos industriais para maiores reversões de direitos trabalhistas e sociais - sequer falou do trabalho semanal de 4 dias! -, O orçamento do Estado, os escândalos, a subida dos pedágios, das demissões já acumularam uma insatisfação. Ao mesmo tempo centros do establishment fazem esforços concretos no sentido de rejuvenescer o sistema do bipartidarismo, alteração que foi afrouxando a confiabilidade diante dos olhos dos setores populares. Na opinião do KKE, a tarefa mais urgente é a aceleração do movimento de massas, ação organizada dos trabalhadores e do movimento popular. Só este pode oferecer uma resposta adequada às política anti-populares e às medidas repressivas, pode descobrir e isolar manobras, provocações e planos para apanhar em armadilha o radicalismo emergente, e ao mesmo tempo, pavimentar um caminho para desdobramentos positivos para o povo.
Info pela Seção Internacional
Traduzido por Dario da Silva.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Solidariedade ao povo do Equador

Nota Política do PCB – Partido Comunista Brasileiro

A Comissão Política Nacional do Partido Comunista Brasileiro (PCB) manifesta sua solidariedade ao povo e ao governo do Equador em relação ao recente litígio comercial e diplomático envolvendo os dois países. Como todos se recordam, a empreiteira brasileira Odebrecht foi responsável pela construção da hidroelétrica de San Francisco, no Equador, obra que realizou com tantas falhas técnicas que a usina, ao ser concluída, deixou de funcionar, tal o nível de rachaduras e problemas na sua estrutura.
Coerentemente, o governo do Equador expulsou a empreiteira Odebrecht do País, interrompeu os contratos suplementares que ainda existiam com esta empresa e anunciou que iria questionar o pagamento da dívida ao BNDEs, que financiou a obra, junto a um tribunal internacional de arbitragem, em conseqüência das irregularidades cometidas pela empreiteira.
Diante dessa situação, o governo brasileiro, em vez de criticar a empreiteira em função do prejuízo causado ao povo do Equador e dos danos provocados à imagem do Brasil, chamou de volta o embaixador brasileiro em Quito, numa medida truculenta e inteiramente atípica nas relações bilaterais. Agindo assim, o governo transformou um problema comercial entre o Equador e uma empresa privada numa crise diplomática.
Com esta medida, na verdade, o governo Lula cede às pressões da direita mais reacionária brasileira e da mídia vendida ao imperialismo norte-americano, que por todos os meios quer criar conflitos artificiais, desmoralizar e satanizar os governos progressistas da região, impedir a integração latino-americana e transformar o Brasil num gendarme dos países irmãos da região, tudo isso para satisfazer os interesses da política de Washington na América Latina.
O Partido Comunista Brasileiro, coerente com seu internacionalismo militante, conclama o governo Lula a rever sua posição, reconhecer o grande prejuízo que a Odebrecth causou ao povo irmão equatoriano, e buscar uma solução negociada da crise, de forma a respeitar a soberania equatoriana e dar continuidade ao processo de integração latino-americana.
Rio de Janeiro 28 de novembro de 2008

Declaração Política do XX Congresso do Partido Comunista Colombiano

"É hora de avançar rumo à democracia econômica e social, para assentar as bases de uma nova sociedade"
1 - O sistema capitalista mundial assiste a uma de suas mais profundas e agudas crises, ainda não expressada totalmente, em que os aspectos econômicos e financeiros se entrelaçam com aspectos energéticos, alimentares, sociais e ambientais, ao mesmo tempo em que também são evidentes os sinais de deterioração política e cultural. A crise mostra de maneira escancarada os limites históricos do sistema e gera novas condições para a luta mundial e para a ação coletiva organizada contra o capitalismo, assim como para a produção de novas subjetividades a favor dos ideais da emancipação humana e do socialismo. A crise conduz a uma nítida revalorização e vigência do marxismo como teoria e fundamento da ação política dos trabalhadores e das classes contra-hegemônicas.
2 - A crise coloca em questão a hegemonia imperialista estadunidense de Bush, suas pretensões de controle econômico e territorial do mundo, mas, sobretudo, sua política de intervencionismo militar de guerra preventiva com o pretexto da "luta mundial contra o terrorismo". Nesse sentido, o mandato de Barack Obama, para além das mudanças de tom e de forma na estratégia imperialista, representa a tentativa de encontrar uma saída capitalista da crise e de recompor as forças do capitalismo mundial.
3 - A crise capitalista mundial se constitui em um fator que acelera a crescente deterioração do regime de "segurança democrática" de Álvaro Uribe. Com efeito, junto aos sinais evidentes de decomposição avançada das configurações criminosas e mafiosas do regime político, aos sinais de debilitação da unidade no bloco do poder, a crise põe em questão o "modelo econômico" da ultradireita, para mostrar que os sucessos do recente processo de neoliberalização na Colômbia respondiam em realidade à conjuntura favorável do ciclo econômico. A nova situação que gerou a crise pretende minimizar-se e mostrar-se simplesmente como "uma desaceleração do crescimento econômico".
4- A crise coincide sobretudo com um movimento social e popular em ascensão, que sintetiza e estimula, através de diversas formas, os acúmulos, não só na resistência, mas nas aspirações políticas, sociais, econômicas e culturais do povo trabalhador a favor da mudança e da transformação da sociedade. Destacamos o espírito renovado da luta do povo colombiano nessas mobilizações; ressaltamos a atitude valorosa e heróica da greve dos cortadores de cana, dos trabalhadores das estatais, das ações do movimento sindical e de outras múltiplas e inumeráveis mobilizações sociais e populares. Todas elas são uma mostra a mais da deterioração do regime de "segurança democrática", e uma demonstração de que o terrorismo de Estado, e em geral, os componentes do projeto político econômico da ultradireita, que pretende se prolongar com uma segunda reeleição de Uribe, ou com a continuação do uribismo sem Uribe, podem ser derrotados se conseguirmos consolidar uma ampla mobilização social e popular organizada.
5 - O rompimento do projeto uribista não representa o final das pretensões das classes dominantes de estabelecerem um regime de excepcionalidade permanente, nem a conclusão do projeto de acumulação capitalista baseado no saque, no deslocamento forçado de milhões de colombianos e colombianas, nas violações dos direitos humanos, principalmente através de grandes projetos mineiro-energéticos, de agro-combustíveis e de infra-estrutura, e de grandes benefícios monopolistas às empresas multinacionais, ao grande empresariado capitalista, assim como à grande propriedade latifundiária e aos latifundiários. Mas sim põe em evidência a contradição fundamental da sociedade colombiana na atualidade, entre um regime autoritário, criminoso e militarista, representante dos interesses financeiros dos latifundiários e pró-imperialistas, por um lado, e os interesses e aspirações democráticas e emancipatórias da maioria da sociedade e em especial do povo trabalhador, por outro; e indica, ao mesmo tempo, para onde deve ser canalizada a ação política organizada.
6 - A tendência histórica da acumulação capitalista na Colômbia, como também as configurações atuais do regime político, impõem leituras mais complexas do conflito social e armado e de sua dinâmica, que transcendem os enfoques meramente militares, os quais levam a afirmações equivocadas no sentido de que nos encontraríamos no fim do conflito e inclusive no pós-conflito. Às causas históricas do conflito armado, se agregam atualmente outras que resultam precisamente das dinâmicas territoriais da acumulação capitalista. Nesse sentido, a necessidade do intercâmbio humanitário e de uma saída política negociada ao conflito social e armado representa uma urgência histórica e uma tarefa insubstituível. É por isso que os comunistas apoiamos toda iniciativa nessa direção e chamamos a uma ampla mobilização social e popular pela paz democrática com justiça social e econômica.
7- A constituição de um amplo movimento político a favor da paz democrática que derrote os projetos de militarização da sociedade e de uma "solução militar" ao conflito, que pretendem colocar a população como bandeira da contra-insurgência e buscam disciplinar e organizar a sociedade entre "amigos e inimigos do terrorismo", ou ainda de promover em meio aos setores democráticos teses contra-insurgentes, se constitui numa tarefa central. Os problemas da sociedade colombiana não se explicam pela persistência do conflito social e armado. Este é que se deve a eles. Deve-se entender que não há e não haverá paz na Colômbia sem mudanças políticas, econômicas e sociais.
8 – A deterioração paulatina do projeto da ultradireita num contexto de crise mundial do capitalismo, de novas dinâmicas territoriais da guerra e de um movimento social e popular em ascensão, abre possibilidades para considerar a opção de um novo poder e de um governo democrático na Colômbia. O Partido Comunista faz um chamado ao povo colombiano, às forças progressistas, democráticas e de esquerda, aos movimentos sociais e populares, indígenas e afro-descendentes, a trabalharem unidos nessa direção. Chegou a hora de sintonizar mais decididamente as lutas colombianas com os processos de mudança, transformação e de nova integração latino-americana que se adiantam por parte de alguns governos progressistas e de esquerda na América Latina. É hora de avançar rumo à democracia econômica e social, para assentar as bases de uma nova sociedade.
9 - Nesse sentido, o Pólo Democrático Alternativo adquire o maior significado. Os comunistas manifestam seu compromisso de continuar construindo o Pólo, de fazer dele uma força coerente e conseqüente da esquerda colombiana, com vontade de poder, afinado com as demandas e aspirações sociais e populares; um Pólo que aglutine as mais amplas expressões organizadas do povo colombiano, e que seja expressivo do maior esforço de unidade das forças populares, democráticas e progressistas do país. Vamos ao segundo congresso do Pólo com a aspiração de que este se constitua na força política para a transformação democrática do país. A pré-candidatura de Carlos Gaviria Díaz é um passo importante no desenvolvimento desse propósito.
10 - O Congresso do Partido Comunista faz uma saudação e expressa sua admiração aos lutadores sociais e populares, aos operários e camponeses, aos indígenas, aos afro-descendentes, aos jovens e às mulheres, aos defensores dos direitos humanos, aos presos políticos, à militância comunista, e em geral, ao povo colombiano, e os convida a não cessarem em seu empenho por construir uma nova sociedade.

Bogotá, 16 de novembro de 2008.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Palestina

PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO – PCB

Repúdio ao terrorismo do Estado de Israel!


O Comitê Central do PCB vem a público manifestar seu repúdio ao massacre criminoso que está ocorrendo na Faixa de Gaza, promovido pelo Estado sionista de Israel que, sob o pretexto de combater o terrorismo, ataca pessoas indefesas, em sua grande maioria crianças e mulheres palestinas que moram na região, vítimas de bombas jogadas sobre casas, escolas e locais de trabalho. Tecnologias militares modernas são usadas covardemente contra um povo proibido de ter forças armadas convencionais e de obter armamento para se defender.

O governo israelense promove mais uma vez a tática de "ataques preventivos" tão propalada no Governo Bush, aumentando a violência contra o povo palestino que há décadas tem sua nação dividida e usurpada pela partilha imperialista de seu legítimo território e que, no caso da Faixa de Gaza, é palco de privações de todo o tipo, devido ao criminoso embargo promovido pelo governo israelense.

Os ataques ocorridos nesses últimos dias já mataram mais de 300 pessoas e deixaram mais de 1.000 feridos, muitos em estado grave. Parte da região está sem energia elétrica afetando o funcionamento de hospitais.

Pela dimensão do ataque e a generalização inescrupulosa do bombardeio, pode-se garantir que este já é um dos maiores genocídios praticados por armamento de guerra em tão pouco tempo nesse inicio de século. O terrorismo de Estado promovido pelo governo israelense, ao invés de por fim à crise na região, só a aprofunda.

O PCB condena veementemente a carnificina promovida pelo Estado sionista de Israel contra a população palestina e conclama as entidades e organizações populares, democráticas e antiimperialistas a se manifestarem em atos públicos em solidariedade ao povo palestino. Exige também do governo brasileiro que condene com firmeza a infame agressão que, se não for detida imediatamente, pode descambar numa invasão ao território palestino, não com objetivo de ocupação (que já existe na prática), mas de provocar o extermínio desse valoroso povo, que não se curva ao sionismo e ao imperialismo e que merece a mais irrestrita solidariedade dos povos do mundo todo.

Repúdio ao terrorismo do Estado de Israel!
Pela autodeterminação do Povo Palestino!
Pela criação do Estado da Palestina!

Rio de Janeiro, 29 de Dezembro de 2008
PCB- Partido Comunista Brasileiro

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

CRI$E


Belo Horizonte - Dias 28 e 29 de novembro de 2008


Seminário Estadual


A crise econômica mundial

PROGRAMAÇÃO
Dia 28 de novembro
18h - Mesa 1
Elementos estruturantes da crise mundial. Natureza da crise.

João Antônio de Paula
Doutor em História da Economia e Professor da UFMG

Luiz Figueiras
Doutor em Economia e professor da UFBA

29 de novembro
09h - Mesa 2
Consequências Econômicas, Sociais e Políticas para o Brasil e a América Latina

Reinaldo Carcanholo
Professor do Mestrado em Políticas Sociais da UFES

Lécio Morais
Mestre em Ciências Políticas , Economista e Assessor Parlamentar

Laura Tavares
Doutora em Economia e professora da UFRJ

12:30 - Mesa 3
O quê fazer diante da crise - quais as saídas?

Mauro IASI
Doutor em Sociologia e Professor da Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo

Ronald Rocha
Sociológo e Coordenador do Instituto 25 de março

José Welmowipk
Sociólogo e Editor da Revista Marxismo Vivo

Local: Faculdade Promove
Rua Timbiras, 1514 - Lourdes - Belo Horizonte/MG


Organização:
MST, Via Campesina, MAB, AP, Sindicato dos Jornalistas, Instituto Caio Prado Jr, Instituto 25 de março, Brigadas Populares, Marcha Mundial das Mulheres, Intersindical, Conlutas, CUT, UEE, UBES, UCMG, UJC, JS/PDT, AMES, JR, IMLB, FAMEMG, SENGE - Sindicato dos Empregados no Comércio de BH, Corrente Sindical Unidade Classista

Apoio: PSOL, PCB, PSTU, PCR, PCdo B, PT, RC, CP, PDT/BH

sábado, 22 de novembro de 2008

PROLETÁRIOS DE TODO O MUNDO, UNI-VOS!

Pronunciamento de Ivan Pinheiro, Secretário Geral do PCB, em nome do Partido, no X Encontro Mundial de Partidos Comunistas e Operários

Camaradas:

O PCB, o mais antigo partido político brasileiro, fundado em 1922, saúda os comunistas do mundo todo.

Estamos em casa. Não por estarmos no Brasil. Nosso país é o mundo. Estamos em casa, porque o lugar do Partido Comunista Brasileiro é o movimento comunista internacional. Fundado sob a influência da Revolução Russa, o PCB se orgulha de ter sido solidário ao Partido Comunista da União Soviética - em que pesem algumas diferenças e críticas - até a derrocada das experiências de construção do socialismo no leste europeu. Há 50 anos nos solidarizamos com a gloriosa Revolução Cubana. Custe o que custar, o movimento comunista internacional contou e conta com o nosso Partido, nas vitórias e derrotas, nos erros e acertos.

Este Encontro não poderia ocorrer em momento mais oportuno: a mais grave crise da história do capitalismo bate às portas da humanidade, anunciando várias conseqüências negativas para o proletariado.

Para tentar sair da crise, o capital não pensa duas vezes ao saquear os cofres públicos para salvar banqueiros e oligopólios; não vacilará um minuto em atacar ainda mais os salários, os direitos sociais e trabalhistas, além de diminuir a qualidade de serviços públicos; não tergiversará um só instante ao aprofundar a exploração e a barbárie, sem se importar com o agravamento da fome e da miséria; não titubeará em recorrer a mais guerras e agressões militares nem em recrudescer a criminalização e a repressão aos movimentos sociais e às organizações populares e revolucionárias.


Esta crise, apesar de seus elementos estruturais, não é necessariamente, por si só, a crise final do capitalismo, que não cairá de podre. Mas, dialeticamente, poderá criar as condições - com o provável acirramento da luta de classes em âmbito mundial – para colocar em relevo o protagonismo do proletariado e, a depender de certos fatores, influenciar positivamente a correlação de forças, abrindo possibilidades para o avanço da luta pela superação do capitalismo, na perspectiva do socialismo.

O papel dos comunistas e o grau de sua unidade de ação e de inserção nos movimentos de massa serão decisivos, nessa difícil conjuntura que vamos enfrentar.

A crise enterra as ilusões dos que pretenderam humanizar o capitalismo. Não há mais espaço também, no capitalismo cada vez mais globalizado, para ilusões nacional-desenvolvimentistas, baseadas em alianças dos trabalhadores com as chamadas burguesias nacionais.

Cada vez mais se acentuará no mundo a contradição entre o capital e o trabalho. Não apenas nos países desenvolvidos ou emergentes, como é o caso do Brasil, que é parte subordinada do imperialismo. É só olhar para países pouco desenvolvidos, como a Bolívia e a Venezuela, para entender a ilusão de alianças com as burguesias nacionais. Vejam a violência da burguesia boliviana, diante de uma revolução que não é socialista, mas ainda democrática e cultural, e o ódio que nutre a burguesia venezuelana frente à revolução bolivariana.

No estágio atual do capitalismo, e sobretudo em decorrência de sua profunda crise, se evidenciará cada vez mais a centralidade do trabalho. Estão sendo jogados no lixo da história todos os mitos construídos pelo
neoliberalismo, como o "estado mínimo", o "livre-mercado" e o "fim da classe operária".

Ao contrário do que dizem os profetas do fim da história e os reformistas, o proletariado aumenta no mundo, em quantidade e qualidade. Nos países desenvolvidos, apesar da atual fragilidade e fragmentação do movimento operário e sindical, há grandes possibilidades de a luta de classes se intensificar.

Isto não significa subestimar as lutas dos povos de países periféricos. A América Latina, por exemplo, continuará sendo um importante palco de luta contra o capital, onde processos importantes de mudanças sociais procuram articular-se em torno da ALBA, em contraposição às frações imperialistas que disputam a hegemonia de mercados e riquezas naturais da região, inclusive setores monopolistas da burguesia brasileira.

Na América Latina, há uma questão que deve merecer a atenção solidária dos comunistas do mundo todo: a derrota do estado paramilitar e terrorista da Colômbia é parte da luta para fortalecer a defesa de Cuba Socialista e aprofundar os processos mudancistas na Venezuela, no Equador, na Bolívia e, possivelmente, no Paraguai e em outros países.

Na Colômbia, nossos esforços devem estar concentrados na busca de uma paz democrática, com justiça social e econômica, como acaba de conceituar o XX Congresso do Partido Comunista Colombiano. Além de nossa solidariedade irrestrita a este heróico Partido - que enfrenta de peito aberto a violência do terrorismo de Estado - não podemos colaborar, por omissão, com a satanização e criminalização de organizações políticas insurgentes, como as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Até porque não temos o direito de escolher as formas de luta de cada povo.


O mesmo vale para organizações insurgentes de outros países. O imperialismo precisa derrotá-las, para que não sirvam de exemplo. Não podemos esquecer que não são convencionais, mas insurgentes, as forças que resistem ao imperialismo na Palestina, no Iraque e no Afeganistão. Dependendo dos desdobramentos da crise do capitalismo, nenhuma forma de luta poderá ser descartada.

Propomos que nos somemos aos esforços que vêm sendo feitos pela intelectualidade colombiana e o Secretariado das FARC, através de cartas públicas. Pensamos que a nova carta que está sendo preparada pelos intelectuais, em resposta à sinalização construtiva da organização insurgente, não deve ter como destinatários apenas o povo e os atores locais.

Para forçar o governo fascista de Uribe a reconhecer o conteúdo político, econômico e social do conflito colombiano, devemos lutar para que a UNASUR chame para si a iniciativa de viabilizar o início de um processo de negociação política, como fez para evitar o acirramento do conflito boliviano, que também tem características de violência política. Uribe não poderá desconhecer o papel da UNASUR na solução de conflitos, nem alegar ingerência, pois compareceu pessoalmente à reunião deste organismo, em Santiago, para tratar da Bolívia.

Finalmente, camaradas, o PCB considera que, mesmo expressando a vontade majoritária do povo estadunidense por mudanças, o advento do governo Obama não mudará a essência do imperialismo ianque, sobretudo na política externa. O imperialismo se valerá desta mudança de fachada para iludir os povos e tentar afastá-los da necessária luta para enfrentar os efeitos da crise do capitalismo e para construir o socialismo.


Camaradas:

Mais cedo do que imaginamos e do que desejavam nossos inimigos, nossos Partidos estão voltando a ter vigência e atualidade.

Este Encontro precisa dar passos seguros para estreitar os laços entre nossos Partidos e a unidade de ação dos revolucionários, no âmbito mundial. A nossa responsabilidade aumenta, a partir de agora.


Vivam os Partidos Comunistas e Operários!

Viva o internacionalismo proletário!

Proletários de todo o mundo, uni-vos!

São Paulo, 22 de novembro de 2008

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O Petróleo é nosso!

Em defesa do petróleo brasileiro:Manifestantes ocupam hotel sede de seminário para empresários sobre pré-sal Fonte: Agência Petroleira de NotíciasVeja vídeo e fotografias do ato em www.apn.org.brDepois de hoje, os empresários estrangeiros e nacionais que estão de olho no pré-sal brasileiro ganharam uma grande preocupação. Por volta das 13 horas dessa terça, 18 de novembro, os integrantes do comitê Rio do Fórum contra a Privatização do Petróleo e Gás ocuparam por alguns minutos o saguão do Guanabara Palace. No luxuoso hotel da Avenida Presidente Vargas, Centro do Rio, acontecia o Seminário "Pré-Sal – desafios e oportunidades", em que a inscrição custava a bagatela de R$ 1.970,00, valor que define o público alvo do evento.
Nem o reforço da Polícia Militar foi capaz de segurar o ânimo dos manifestantes que avançaram para dentro do hotel com gritos pela re-estatização da Petrobrás e cobrando a não realização da 10ª rodada de leilões das áreas promissoras de petróleo e gás, marcada para 18 de dezembro. Depois de cerca de dez minutos lá dentro e algumas palavras de ordem, a coordenação orientou a saída pacífica e continuação da manifestação do lado de fora do Guanabara Palace."Os mesmos que já roubaram nosso ouro no passado, agora querem levar nosso petróleo. Não vamos deixar isso acontecer. Esses empresários que hoje se reúnem para negociar o nosso pré-sal podem ter certeza que estão tratando de uma moeda podre, pois ninguém vai levar o nosso petróleo e gás" – conclamou Emanuel Cancella, coordenador geral do Sindipetro-RJ e integrante do Fórum Nacional contra a Privatização do Petróleo e Gás.Além do Sindipetro-RJ, estavam presentes o Sindipetro-RS, a Frente Nacional dos Petroleiros, a CUT, a Conlutas, a Intersindical, o MST, o MTD, a FIST, dentre outras importantes organizações sociais. A concentração começou por volta das 11 horas, na Candelária, com um grande balão de gás, carro de som e faixas com a chamada da campanha "O Petróleo tem que ser nosso"! O diretor do Sindipetro Hélio Cunha coordenou esse momento inicial, chamando a população a participar dessa luta e do abaixo-assinado que pede o fim dos leilões e que a Petrobrás seja 100% estatal. Cunha ainda chamou a atenção das pessoas que passavam, alertando para o fato de que a privatização do petróleo pode aumentar o preço da gasolina, do gás de cozinha e até das passagens de ônibus.
"É errado vender o nosso petróleo. A luta que vocês estão fazendo aqui é justa, mas o povo ainda não acredita que pode vencer. Mas não podemos desistir. Temos que lutar como essa turma está fazendo aqui" – comentou Jorge Luis, 40 anos, morador de Duque de Caxias, que vende água e refrigerante pelo centro da cidade.Os coordenadores do Fórum Nacional contra a Privatização do Petróleo e Gás prometem que até 18 de dezembro vai ter muito movimento no Brasil inteiro para impedir a realização de mais essa rodada de leilões. Essa terça já sinaliza o que vem por aí.
É permitida (e recomendável) a reprodução desta matéria, desde que citada a fonte.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Obama foi eleito para defender os interesses dos Estados Unidos!


Nota da Comissão Política Nacional do PCB:

Após oito anos de domínio republicano, o povo norte-americano realizou um feito inédito: elegeu pela primeira em sua história um presidente negro, filho de pai africano e nascido fora do território continental dos Estados Unidos. Trata-se de um fato realmente histórico, levando-se em consideração que até meio século atrás o racismo era praticado nos Estados Unidos de modo muito semelhante ao que era realizado na África do Sul. Portanto, a eleição de Obama contém um simbolismo especial e representa um enorme desejo de mudanças por parte do povo dos Estados Unidos.

Nesse sentido, é natural que a eleição de um presidente negro num país racista desperte simpatia em todo o mundo. Nos Estados Unidos, com a possibilidade de derrotar o setor mais reacionário, belicista e parasitário do País, a eleição despertou enormes contingentes para a política e uma mobilização expressiva, especialmente dos jovens. O comparecimento às urnas, que variava desde a década de 70 até a última eleição entre 49% e 56%, desta vez aumentou para 64,1%, o maior índice de todos os tempos na história norte-americana. Era visível na população o desejo de mudança, mas também era claro que o sistema precisava de algo diferente para se legitimar, especialmente nestes tempos de crise.

Em todo o mundo, a grande maioria da opinião pública mundial, inclusive parte da esquerda, imagina que o novo presidente norte-americano representa uma mudança efetiva para os Estados Unidos e o mundo, fato que é estimulado pela euforia da mídia. Não está aqui em jogo a figura pessoal de Barack Obama ou suas convicções: o que as pessoas não devem se esquecer é que Obama foi eleito presidente dos Estados Unidos para defender os interesses norte-americanos, é parte da institucionalidade bipartidária e do sistema imperial do grande capital e não terá liberdade para se contrapor aos interesses desse sistema.

Poderá realizar algumas mudanças tópicas internas; afinal, não é preciso fazer grande coisa para se diferenciar de um governo tão desastroso como o de Bush. Mas Obama manterá a essência do sistema imperialista. Vale lembrar que Obama fez a campanha mais cara da história dos EUA, gastando US$ 650 milhões, teve o apoio maciço das grandes corporações e da grande mídia norte-americana, sem o que não poderia ter arrecadado tanto dinheiro. Não terá liberdade para realizar um programa de mudanças e, com certeza, passada a euforia inicial, virá a decepção para o povo norte-americano e para todos os que hoje reproduzem a euforia da mídia.

É necessário enfatizar ainda que o staff da campanha do novo presidente é composto pela fina flor do sionismo e do capital financeiro, inclusive estes últimos responsáveis pela implantação das políticas monetaristas e neoliberais no passado, tais como Paul Volcker, ex-presidente do FED, nos anos Carter e Reagan; Jamie Dimon, presidente do Banco de Investimentos J. P. Morgan; Timothy Geithner, ex-gerente do FMI e presidente do FED de Nova York; Laurence Summers e Robert Rubin, ex-secretários do Tesouro de Clinton e, especialmente, Warren Buffett, o maior especulador do cassino financeiro mundial em bancarrota e Rahn Emanuel, futuro chefe da Casa Civil e sionista fundamentalista, que serviu no Exército e na Inteligência de Israel.

Só os ingênuos poderiam acreditar que com gente desse naipe haverá mudanças de fundo nos Estados e no mundo. Vale lembrar ainda que a cor da pessoa não quer dizer nada, em termos políticos. A principal figura do governo Bush é negra e ultradireitista, Condolezza Rice. Quem comandou a invasão ao Iraque e mentiu sobre as armas de destruição em massa era também um negro, o secretário de Defesa Colin Powell, que por sinal apoiou Obama nestas eleições. Além disso, a burguesia que explora os trabalhadores na África é quase toda negra. Portanto, não é a cor da pele ou a etnia que definem a posição política das pessoas.

O PCB acredita que não é hora de vender ilusões para os trabalhadores ou tentar mascarar a realidade: Obama não vai realizar um governo com os sindicatos, os movimentos sociais, com os negros, os latino-americanos ou com os oprimidos em geral. Ele foi eleito em circunstâncias muito especiais, quando o sistema necessitava de um político que desse a impressão de um capitalismo com rosto humano. Mas será obrigado a defender essencialmente os interesses do sistema que o elegeu. Deverá cumprir papel semelhante ao que o líder operário Lula está cumprindo no Brasil. Aliás, é importante para o sistema ter alguém, neste momento, com capacidade de conter a indignação popular e o movimento de massas que vai emergir da crise, uma vez que os republicanos estavam completamente desmoralizados.

O novo presidente dos Estados Unidos deverá seguir com a mesma postura que caracterizou o seu mandato como senador. O próprio programa eleitoral de Obama não se difere substancialmente dos republicanos, não apresenta propostas no sentido de uma reestruturação da economia norte-americana para servir ao povo. Em seus discursos, Obama sempre procurou se colocar acima das classes; sua bandeira é a "América" e todos os valores que vêm com ela. Para os ingênuos, nunca é tarde lembrar que o novo presidente norte-americano representa o negro da classe média integrado ao sistema, muito longe das tradições de um Malcom X ou Luther King.

Por último, vale lembrar que a condição de democrata não significa um mundo de paz para a comunidade internacional. A tradição democrata é belicista, desde Woodrow Wilson, que invadiu o México, Panamá, República Dominicana e Haiti. Truman lançou as bombas atômicas contra Hiroshima e Nagasaki e Kennedy invadiu Cuba. Lyndon Johnson ampliou a guerra do Vietnã, invadiu o Cambodja e o Laos. Bill Clinton, apesar de fazer o estilo simpático, fez a primeira invasão do Iraque e o próprio Obama apoiou a fascista "Lei Patriótica" do governo Bush. Todas essas atrocidades foram cometidas nos períodos de governos democratas. Quem garante que Obama não seguirá o mesmo caminho?

Para os comunistas, Obama venceu as eleições com expressiva votação, mas os trabalhadores dos Estados Unidos, representados pelos brancos, negros, latinos, asiáticos terão que lutar muito para conquistar suas reivindicações, pois as estruturas do sistema de poder continuarão brecando qualquer mudança de fundo na sociedade estadunidense. E os povos do mundo terão que continuar resistindo à agressividade do imperialismo, que pode inclusive recrudescer, com a crise do capitalismo.

PCB – Partido Comunista Brasileiro
Comissão Política Nacional
novembro de 2008

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Obama venceu, o povo estadunidense não


Texto de Rodrigo Lima, sociológo e Secretário de Relações Internacionais da UJC
O dia 4 de novembro certamente entrará para a história. O país mais racista do mundo, que construiu toda a sua historia sobre a hipocrisia de um falso discurso democrático e de liberdade para os seus cidadãos, elege o primeiro presidente negro da sua história.A importância da data será muito mais lembrada pelo simbolismo que carrega esta vitória do que propriamente pelas "mudanças" que virão com ela. Obama é o presidente mais caro da história americana, nunca um candidato arrecadou e gastou tantos dólares em uma campanha presidencial quanto ele. E de onde saiu este dinheiro? De contribuições espontâneas de cidadãos comuns ávidos por mudanças em seu país, ou dos cofres das grandes corporações que, desde sempre, comandam o rumo que a política estadunidense irá tomar?
Obama vai responder aos interesses do sistema que o elegeu, e não aos interesses reais dos setores oprimidos dos EUA. É o rosto suave do capitalismo agressivo e selvagem que seguirá sendo produzido pelo imperialismo.A pintura de "progressista" como alguns comentaristas políticos tentam pintar não esconde o que vem atrás da máscara. Em seu programa de governo existem temas como a retirada das tropas ianques do Iraque, mas o que não é dito é que Obama vai manter e aumentar o contingente das tropas presentes no Afeganistão, que é hoje a frente de batalha onde os EUA mais sofrem baixas e onde não conseguiram dobrar a resistência talebã. É o cobertor curto, mata-se menos no Iraque, multiplicam-se as mortes no Afeganistão e dentro em breve possivelmente no Paquistão, país que está na mira de Obama, que declarou atacará caso o governo paquistanês não siga atuando em conjunto com os EUA na ocupação do território afegão.No cenário interno Obama fala em universalizar o sistema de saúde. Hoje nos EUA 40 milhões de pessoas não tem nenhum acesso ao sistema de saúde, já que no país mais rico do mundo, somente usufrui de cuidados médicos quem tem dinheiro para pagar por eles. Obama vai romper com a lógica mercantil vigente no seu país? Dificilmente o futuro presidente vai mexer com os interesses das grandes corporações ligadas ao mercado da saúde.O novo presidente vai enfrentar a maior crise que os Estados Unidos já viveram depois de 1929. A crise vivida pelo capital, não será superada em favor da classe trabalhadora com o "mini" new deal de Obama. Até porque o setor a ser privilegiado por Obama seguirá sendo a burguesia financeira, estendendo algumas concessões à classe média e deixando de fora os setores mais desfavorecidos da população, inclusive a classe trabalhadora.O novo presidente dos Estados Unidos seguirá muito provavelmente com a mesma postura conservadora que o caracterizou em seu mandato como senador. O próprio programa eleitoral de Obama não se difere substancialmente do programa republicano, não apresenta proposta no sentido de um controle sobre o sistema financeiro, ou de uma reestruturação da economia estadunidense.
Obama, com um apoio midiatico e com uma campanha que apelou para a comoção nacional é a resposta que o sistema produziu para uma "mudança" que mantenha as coisas no seu devido lugar. Os republicanos não tinham essa capacidade, visto que os oito anos da era Bush minaram qualquer possibilidade de continuidade deste partido no comando da Casa Branca.Em seus discursos, Obama, sempre se coloca como acima das classes, sua bandeira é a "América" e a defesa de todos os valores que vem com ela. Obama está muito mais para uma Condolezza Rice, do que para um Huey Newton. Representa o negro de classe média integrado ao sistema, muito longe da tradição de luta dos negros por ampliação de direitos, como foi o caso de Luther King, Malcom X ou os Panteras Negras.A ilusão criada em torno do nome de Obama não esconde os rumos que serão adotados nos próximos quatro anos. Para que realmente haja uma mudança, Obama deve "desprivatizar" os sistemas de saúde e educação dos EUA, distribuir renda, controlar o sistema financeiro, no plano interno. Parar com as ocupações estadunidenses em qualquer parte do mundo, acabar com o plano Colômbia, derrubar o nefasto bloqueio contra Cuba, não assinar nenhum novo TLC, eliminar a repressão conjunta com Israel ao povo palestino, no plano internacional.Estas transformações não virão com Obama. As estruturas e amarras do sistema seguirão bem sólidas, a mudança que traz a vitória de Obama é simbólica, não é política.Obama venceu, com uma expressiva votação. Mas o povo dos Estados Unidos, representado pelos membros da classe trabalhadora, brancos, negros, hispânicos, asiáticos, não.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

DEBATE

PCB (PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO)
CONVIDA:

DEBATE:

A CRISE FINANCEIRA E OS TRABALHADORES.

PALESTRANTES:

IGOR GRABÓIS ECONOMISTA (COMITÊ CENTRAL)
FÁBIO BEZERRA PROF: FILOSOFIA (COMITÊ CENTRAL)

LOCAL: RUA CARIJÓS Nº 244, 6º ANDAR- UNSP.
EDIFÍCIO WALMAP.
QARTEIRÃO DA PRAÇA SETE.

DIA 07 DE NOVEMBRO ÀS 19:00 HORAS

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Partido Comunista da Venezuela

PCB SOLIDÁRIO COM A REVOLUÇÃO BOLIVARIANA E O PARTIDO COMUNISTA DA VENEZUELA

O PCB (Partido Comunista Brasileiro) considera que a revolução antiimperialista que se desenvolve na Venezuela, que conta com nossa solidariedade, não seria possível sem a liderança do Comandante Chávez, que extrapola as fronteiras de seu país.

Provavelmente, os positivos processos de mudanças sociais que se desenvolvem na Bolívia e no Equador, e talvez no Paraguai, teriam dificuldade de vicejar, não fora o pioneirismo da "revolução bolivariana", que também tem contribuído para ajudar Cuba a romper o famigerado bloqueio que lhe impõe o imperialismo norte-americano.

Mas, se é verdade que a revolução venezuelana não se faria sem Chávez, é também verdade que ela não se faz apenas com Chávez nem apenas com seu partido, o PSUV.

As possibilidades de transição ao socialismo dependem da unidade das distintas organizações revolucionárias e dos movimentos sociais, respeitadas suas identidades e autonomias e as diferenças entre elas.

Nesse sentido, preocupam ao PCB reiteradas declarações desrespeitosas do Presidente Chávez ao PCV (Partido Comunista da Venezuela), desde que esse nosso partido irmão resolveu não abrir mão de seus princípios e de sua história singular, de mais de 70 anos de luta pelo socialismo.

Equivoca-se o companheiro Hugo Chávez ao afirmar de público que fará "o PCV desaparecer", o que não foi possível na Venezuela nem às mais cruéis ditaduras da burguesia. O Partido Comunista só deixará de existir no mundo quando, derrotado o regime burguês, os trabalhadores e oprimidos instalarem a sociedade comunista.

Diante do agravamento da crise do capitalismo – que gerará mais agressividade dos círculos imperialistas – esperamos que as declarações do Comandante Chávez tenham sido mera incontinência verbal, em razão do clima pré-eleitoral.

Afinal de contas, uma revolução social pode não ser comunista; mas não pode ser anticomunista.

PCB (Partido Comunista Brasileiro)
Comissão Política Nacional
24 de outubro de 2008
Um Partido indelével
PCV: Um partido indelével

Por: Jerónimo Carrera (*)

Alvaro Cunhal, um grande dirigente do Partido Comunista Português, de quem guardo a recordação de o haver conhecido durante seus longos anos de exílio em Praga, escreveu um extraordinário livro com o acertado título de O Partido com Paredes de Vidro, do qual tenho um exemplar (Edições Avante!, 5ª edição, Lisboa 1985).

Faço tal menção porque quando me disseram, na semana passada, que o chamado "alto governo" visa eliminar o Partido Comunista da Venezuela, claro que não pude acreditar. Porém, logo li tanto no oficial Jornal Vea como no semi-oficial Últimas Notícias, dirigidos respectivamente pelos meus admirados amigos e antigos dirigentes do PCV, Guillermo García Ponce e Eleazar Díaz Rangel, que a dita versão era verídica. Uma versão tão absurda que me soou, inicialmente, como originada nos mais incompetentes círculos dessa quinta coluna que, na Venezuela, se auto-denomina como "oposição".

Então me lembrei do livro do camarada Cunhal, cujo partido também sofreu ameaça de dissolução por Oliveira Salazar, um ditador fascista hoje esquecido, comparsa de Mussolini e de Hitler, mas que, em seguida, foi protegido pelas potências ocidentais até a sua morte, do mesmo modo que fizeram com o espanhol Francisco Franco. Durante quatro horríveis décadas, ambos ditadores praticaram barbaridades para acabar com os comunistas em seus países, algo que, naturalmente, nunca puderam alcançar.


Já se deveria saber muito bem que como seres humanos, nós, os comunistas, também somos mortais, porém não ocorre o mesmo com um partido dos comunistas, que é o partido de uma classe social, e não de uma ou umas determinadas pessoas. É essa a imensa diferença que existe entre o partido da classe operária e os partidos da burguesia, chamem-se como for.

Um partido comunista, em qualquer parte do mundo, tem mais ou menos as mesmas características. Isto se explica pelo fato de serem partidos nascidos da classe operária, do proletariado, que, como bem assinalaram Marx e Engels, é internacional por natureza.

No plano ético, um partido comunista tem "paredes de vidro", visto que nada tem a esconder, coisa que ocorre com freqüência nos partidos burgueses ou pequeno burgueses. Em troca, os fundamentos de todo partido comunista são do mais indestrutível aço: a teoria do marxismo-leninismo. Além do mais, no caso da Venezuela, ninguém nem nada poderá apagar o PCV da história nem do "mapa político".

(*) Presidente do Partido Comunista da Venezuela PCV

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

PARTIDÃO

O PCB e o segundo turno das eleições 2008 em Minas Gerais

O Comitê Regional do Partido Comunista Brasileiro (PCB), vem a público anunciar sua importante vitória eleitoral em Borda da Mata (Sul de Minas) e apresentar seu posicionamento político acerca da disputa do segundo turno em Juiz de Fora e Belo Horizonte.

I – O PCB conquistou o seu primeiro mandato de vereador em Minas desde 1992, a professora Cidinha Costa foi eleita com 3,3% dos votos válidos em Borda da Mata (Sul de Minas) e o camarada Sílvio Rodrigues foi eleito vice-prefeito da cidade na coligação (PT-PCB) que elegeu Edmundo do Partido dos Trabalhadores.

II – Em Juiz de Fora, o PCB apresentou juntamente com o Partido do Socialismo e Liberdade a candidatura do camarada Rafael Pimenta que obteve 2% dos votos válidos na disputa pela prefeitura da cidade. A campanha de Rafael Pimenta potencializou a construção do partido na cidade, construiu o campo da Oposição Socialista, apresentou um programa de Esquerda baseado na governança comunista dialogando com a juventude, o movimento sindical e outros movimentos sociais e populares. No segundo turno o PCB indica o voto em Margarida Salomão do PT em contraposição ao campo conservador representado por Custódio Matos do PSDB.

III – Na capital, o PCB apoiou e participou da coligação (PCB-PDT) da candidatura de Sérgio Miranda do Partido Democrático Trabalhista no primeiro turno, este obteve 3,4% dos votos válidos. A candidatura de Sérgio Miranda apresentou-se como uma alternativa às candidaturas do campo conservador, agregou várias organizações comunistas em torno do seu programa e se colocou no campo da Oposição Independente. Neste segundo turno o PCB não apóia nem indica o voto em nenhum dos dois concorrentes a prefeitura. Em BH, vote PARTIDÃO 21!

COMITÊ REGIONAL
PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO – PCB
Sede: Rua Curitiba – Nº 656 – 6º andar – Centro – Belo Horizonte – Minas Gerais
(31)32016478 – PCBMINAS@IG.COM.BR – EXPRESSOVERMELHO.BLOGSPOT.COM

terça-feira, 21 de outubro de 2008

PARTIDÃO

O RESULTADO DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS, O PCB E A ESQUERDA
Igor Grabois

O PCB participou ativamente das eleições municipais em 2008. Lançou 43 candidatos a prefeito e mais de 700 candidatos a vereador. Elaborou um programa de governo para todo o país, levantando a questão da participação popular nas prefeituras, a universalização dos serviços públicos e o fim das privatizações e terceirizações. Politizou o debate, pois não se limitou ao debate local, circunscrito pelo senso comum e pela mídia. As campanhas comunistas foram campanhas de denúncia política, onde houve espaço para a solidariedade internacional e latino-americana e para a discussão da organização dos trabalhadores.
A campanha eleitoral dos comunistas se deu em condições difíceis. O boicote da mídia foi ostensivo, onde só os candidatos dos grandes partidos tiveram espaço. A lei eleitoral é extremamente restritiva, onde a desigualdade mais gritante é a distribuição do horário público de rádio e tv. As máquinas governamentais têm um peso expressivo no resultado eleitoral, com a interferência direta dos governos estaduais e federal. Certamente, essas eleições de 2008 foram as mais desmobilizadas e despolitizadas desde a redemocratização.


O caráter das eleições municipais

As eleições no Brasil ocorrem nos anos pares, com eleições municipais e eleições gerais alternadamente. As eleições municipais assumem um caráter de preparação para as eleições gerais. Ou seja, a eleição dos prefeitos e vereadores se torna uma prévia da eleição dos governadores e do presidente da república. Este conteúdo, porém, fica velado pelo localismo das eleições de âmbito municipal. O clientelismo, a troca de favores, o papel de "lideranças" – que nada mais são do que cabos eleitorais remunerados – são os elementos determinantes para o sucesso nessas eleições. Haja vista a composição das câmaras de vereadores nas principais cidades. O voto de opinião, tanto à esquerda quanto à direita, é suplantado pelo voto mapeado pelas máquinas políticas. As eleições de 2008 confirmam, mais uma vez, este quadro.
Em 2010, será a primeira eleição presidencial sem Lula. Esta eleição ocorrerá após dois mandatos de um presidente com origem no movimento operário. O ambiente em que se prepara essa eleição é de crise econômica internacional. Essa crise é um elemento complicador do consenso burguês, que vem se consolidando desde a reeleição de Lula em 2006.
Este consenso burguês se dá em torno do crescimento econômico e do aumento da presença de empresas de capital de origem no Brasil no cenário internacional. Todos os setores importantes da economia brasileira têm se beneficiado do momento atual. Os bancos viram o crédito se expandir, elevando a sua lucratividade como nunca antes
na história do nosso país. O agronegócio, embalado nos bons preços, até o momento, dos produtos agrícolas, amplia sua influência, ditando inclusive a política agrária do governo. O setor imobiliário também se beneficiou da expansão do crédito. A indústria de transformação aumenta as suas vendas e investe na sua capacidade produtiva com o crédito subsidiado do BNDES. Esse crescimento tem reflexos no emprego e na renda – em um movimento insuficiente para desconcentrar renda e repor as perdas do passado. Portanto, o capitalismo no Brasil convive com a "alternância de poder", entre um partido de origem popular, de corte social-democrata, e partidos abertamente burgueses.

O resultado eleitoral e a sucessão presidencial

O panorama dos eleitos e dos segundos turnos na maioria das cidades importantes aponta uma vitória da base governista. O PMDB obteve o maior número de prefeituras. O PT viu crescer sua quantidade de prefeitos eleitos, ampliou sua presença nas regiões metropolitanas de Rio e São Paulo. O PC do B fez crescer a sua bancada de prefeitos, reflexo dos bons ventos do governo Lula, da diluição da sua política e do consenso burguês que se constituiu em torno do atual governo. As oligarquias tradicionais sofreram pesadas derrotas em diversos estados. Os dois candidatos que disputavam a herança do carlismo em Salvador ficaram de fora do segundo turno. No interior emerge a liderança de Geddel Vieira Lima e do governador Jacques Wagner, ambos à sombra do governo federal.
No Recife, o candidato do PT, apoiado pelo prefeito, pelo governador e pelo governo federal impôs uma derrota acachapante ao PMDB oposicionista. Em Fortaleza, o PSDB local, artífice do arranjo político do tucanato, foi fragorosamente derrotado. Apenas em Natal, o demo Agripino Maia foi vitorioso. DEM e PSDB se enfraquecem como representação burguesa e alternativa à Lula. Perderam um número significativo de prefeituras. Uma eventual vitória em São Paulo não contesta essa análise. O candidato demo foi para o segundo turno dentro do esquema Serra, no qual o DEM é linha auxiliar. Kassab, inclusive, evitou se apresentar como candidato oposicionista no plano federal. Em Minas, a unanimidade em trono de Aécio se quebra, em um segundo turno inesperado em Belo Horizonte. O PMDB, do Ministro Hélio Costa cresceu.
Ou seja, o debate em torno de 2010, até o momento, não se caracteriza por uma oposição a Lula. O que ocorre no Congresso Nacional, particularmente no Senado, não se reflete na política material, como demonstra o resultado das eleições. A discussão da sucessão presidencial gira em torno da crise e da manutenção do crescimento econômico. Em poucos momentos da história nacional houve tanta unidade nas classes dominantes. O resultado eleitoral reflete o consenso burguês que se consolida.
A concluir pelo resultado eleitoral, o governador Serra se fortalece frente ao grupo de Aécio e de Tasso Jereissati, este com sua reeleição ao senado em risco. O grupo arrivista-reacionário de Alckmin parece definitivamente derrotado. O desenho da sucessão parece se definir entre o PSDB de Serra e um candidato governista, não necessariamente petista. Ambos os grupos reivindicando um discurso de crescimento econômico, de obras de infra-estrutura, de desenvolvimento econômico. O discurso abertamente neoliberal da era FHC se torna residual. A crise põe de lado, pelo menos por enquanto, os ideólogos do estado mínimo. Os projetos pouco se diferenciam. Crescimento, mas retirando direitos dos trabalhadores e atacando a sua organização. O PT seguindo no trabalho de cooptação da classe operária e o PSDB conformando uma política para as camadas médias.

O resultado da esquerda

A esquerda, em geral, diminuiu sua representação nas Câmaras e prefeituras. No estado de São Paulo, o PSOL elegeu apenas quatro vereadores, a maioria em municípios de pouca expressão. Em Rio e São Paulo, seus candidatos a prefeito tiveram votação abaixo do esperado. Obteve significativas vitórias em Fortaleza e Maceió, mas com o peso de figuras públicas que transcendam o partido. O PSTU viu sua votação diminuir nas eleições de vereador em Rio e São Paulo e não logrou eleger um único vereador. A Frente de Esquerda não conseguiu se materializar nas principais cidades. Onde ela ocorreu, não conseguiu se firmar como alternativa de esquerda, muitas vezes se enredando nas discussões locais e abandonando o debate político mais profundo.
A esquerda do PT também diminuiu nessas eleições. Perdeu vereadores e a maioria esmagadora dos prefeitos eleitos é ligada ao campo majoritário. Figuras tradicionais da esquerda do PT, ligadas ao movimento operário e popular, perderam mandatos, substituídas por candidatos eleitos por máquinas políticas. O caso de São Paulo é emblemático.
O PC do B paga caro pelo seu crescimento, em termos de alianças, concessão de legenda e comprometimento do programa. Muitos dos eleitos não têm a sombra de comunistas, estando no PC do B por este ser um partido governista. Não conseguiu materializar a sua "tática audaciosa", de se descolar do PT e se apresentar como alternativa institucional-eleitoral. Em São Paulo, se contentou com a vice da candidata petista. Em Belo Horizonte e no Rio, viu seu eleitorado minguar e ficou fora do segundo turno. O PC do B aparece, na cena política, como coadjuvante do petismo.
Grande parcela da esquerda não está organizada em partidos. Mal participou do processo eleitoral. O abstencionismo é fruto da consolidação do PT como partido da ordem. Esse campo de esquerda não vê alternativa partidária no plano político, o que, por decorrência, leva ao abstencionismo. Superar o abstencionismo vai demandar a construção de uma alternativa política dos trabalhadores que se manifeste no plano institucional.
O PCB lançou candidatos próprios em diversas cidades importantes do país. Conseguiu expressivos resultados eleitorais em capitais e cidades médias, como Nova Friburgo, Juiz de Fora, Macapá, Franca, Teresina, Aracajú, dentre outras. Em São Paulo, Rio, Recife, Fortaleza, Manaus, apesar de obter menos de 1% dos votos, os comunistas qualificaram o debate, dialogaram com o movimento operário e popular e obtiveram importante saldo político e organizativo. Desde a sua reconstrução, o PCB não participava das eleições de maneira tão ampla, apresentando centenas de candidatos, ocupando espaços na mídia, realizando a interlocução política. Logrou eleger, ainda, 13 vereadores, em 9 Estados. No plano eleitoral, o Partido, em geral, manteve ou ampliou a votação em relação a 2004.
O PCB está correto na sua política de combinar o trabalho não-institucional com o institucional. As eleições terminaram e a responsabilidade dos comunistas aumentou. A tarefa dos comunistas é seguir firme na reorganização do movimento operário e na reconstrução do protagonismo da classe trabalhadora.

Igor Grabois, economista, é membro da Comissão Política Nacional do PCB.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

PARTIDÃO

O PCB E O SEGUNDO TURNO NAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS:

A Comissão Política Nacional do PCB (Partido Comunista Brasileiro) - reunida nesta data, levando em conta a linha política do Partido e as resoluções do Comitê Central sobre as eleições municipais em curso – adota as seguintes deliberações sobre o segundo turno, no caso das capitais em que o nosso Partido está organizado:

1 – O PCB não apóia qualquer candidato nas eleições em segundo turno nas capitais em que a disputa se limita ao campo conservador, como é o caso de Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Florianópolis (SC), Manaus (AM) e Rio de Janeiro (RJ);

2 – No caso de Macapá (AP), por não haver diferenças nítidas entre as duas candidaturas - que se situam num mesmo campo político progressista, com algum nível de preocupação social -, o PCB se absterá de indicar qualquer candidato;

3 – O PCB apoiará, de forma unilateral e independente, sem participação nos eventuais governos, candidaturas que se contrapõem ao campo conservador, nos casos de Porto Alegre (Maria do Rosário - PT), Salvador (Walter Pinheiro – PT) e São Luís (Flávio Dino – PCdoB);

4 – No caso de São Paulo (SP), as propostas apresentadas pelas duas candidaturas não apresentam diferenças de fundo. Aliás, os dois já governaram a cidade, com projetos semelhantes. Por isso, disputam nesta campanha a autoria das mesmas realizações. Por estas razões e pelo baixo nível da campanha de ambos, o PCB não indica o voto em nenhum deles;

5 – Nos Municípios do interior, com mais de 200 mil eleitores, em que haverá segundo turno, o posicionamento do Partido será decidido pelo Comitê Regional respectivo, ouvido o Secretariado Nacional, tendo como referência a presente resolução.

6 – Finalmente, a CPN determina aos Comitês Regionais dos Estados da Paraíba e do Piauí a abertura de processo disciplinar contra os vereadores eleitos pelo PCB, respectivamente, nas cidades de São José de Caiana e Madeiro, com indicativo de expulsão dos quadros partidários, tendo em vista que se mantiveram em coligações que contrariaram frontalmente resoluções do Comitê Central amplamente divulgadas para a militância e os organismos partidários.
Rio de Janeiro, 14 de outubro de 2008
PCB - Comissão Política Nacional

terça-feira, 14 de outubro de 2008

MINAS É PARTIDÃO!

AGENDA SEMANAL – PCB (PARTIDÃO) – Minas Gerais

Terça-Feira – 14 de outubro.
Debate – Comitê Mineiro do Fórum Social Mundial:
18 horas e 30 min – Faculdade de Direito UFMG

21 horas - Reunião da Base Universitária - BH.

Quarta-Feira – 15 de outubro.
Eleições DCE UFMG - Chapa 8 - Para além dos Muros

14 horas - Reunião do Núcleo mineiro do Instituto Caio Prado Junior - MG – Sede do PCB.
17 horas - Reunião da Base dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação - BH.

Quinta-Feira – 16 de outubro.
Eleições DCE UFMG - Chapa 8 - Para além dos Muros

Sexta-Feira – 17 de outubro.
Jornada Nacional de Luta:
INTERSINDICAL – CONLUTAS – ASSEMBLÉIA POPULAR.
Praça Sete - 12 horas

Sábado – 18 de outubro.
15 horas - Plenária dos militantes do PCB – Belo Horizonte

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

PARTIDÃO JUIZ DE FORA - 2ºTURNO

PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO – PCB/JF

Juiz de Fora, 13 de outubro de 2008.

Ilma. Candidata
Margarida Salomão

O Partido Comunista Brasileiro – PCB vem por meio desta parabenizá-la pelo desempenho de sua campanha à prefeitura de Juiz de Fora neste pleito de 2008, que alcançou o segundo turno por mérito de suas propostas e desempenho eleitoral do Partido dos Trabalhadores - PT.
Após o resultado eleitoral e divulgação dos números do primeiro turno, o PCB reuniu-se e decidiu que apoiará sua candidatura no segundo turno. Pensamos ser esta a alternativa mais adequada ao interesses populares e de acordo com as proposições que nos levaram a disputar este pleito de 2008. Pensamos que o PSDB representa o capital financeiro internacional dentro do Brasil, haja vista as privatizações de empresas lucrativas como Vale do Rio Doce, a telefonia e todas as siderúrgicas estratégicas para o país, bem como a internacionalização da Petrobras, que é do conhecimento de todos.
Agora mesmo, após a descoberta da camada pré-sal de petróleo estamos a discutir quanto nos restará de recursos em vista da sociedade com capitais e interesses estrangeiros na Petrobras. A Amazônia deixada nas mãos de inúmeras ONG´s estrangeiras, que praticamente controlam nosso território e riquezas naturais estratégicas.
Nossa cidade precisa aprofundar de modo crítico a participação popular na gestão municipal. O povo deve ser incluído na busca pelas melhores decisões para seus destinos. Seu governo deve de modo sério e responsável, encontrar os caminhos administrativos e diretivos que permitam esta participação popular efetiva, o que nada mais é que aprofundar nossa democracia. Saúde, educação, transporte, saneamento e desenvolvimento industrial e estratégico são as principais metas.
Apresentamos aqui nossa proposta que pode ser adotada pelo seu governo, caso caminhe também nesta mesma direção.
Saúde –
ampliar o programa de saúde da família, avaliando e ampliando o número de funcionários das equipes de saúde da família, através de concurso público.
Colocar em funcionamento efetivo todas as UBS´s, dotando-as de equipamentos e pessoal necessários a seu pleno funcionamento.
Incluir programas de assistência à saúde do idoso.
Ampliar a assistência à saúde da criança, do adolescente e da mulher.
Estimular programas de integração entre a saúde, educação, assistência social, cultura, esporte, etc.
Incluir no quadro de pessoal e no orçamento da saúde os médicos e demais funcionários que hoje são lotados na AMAC, capacitando-os e integrando-os no PSF.
Construir o Hospital da Zona Norte como forma de equilibrar a atenção ao município e à sua população.
Educação –
Realizar o Congresso Municipal de Educação como meio de disputar a consciência de todos os agentes de educação no município na direção da educação integral e integrada com a comunidade.
Abrir as escolas públicas nos finais de semana para prática de atividades esportivas e culturais pela comunidade, sempre orientada por monitores e estagiários das universidades e faculdades da cidade, por meio de convênios celebrados com a PJF.
Ampliar o número de escolas com horário integral de ensino, discutindo com a comunidade escolar o modelo e o formato desta ampliação.
Ampliar a atenção à população construindo novas creches, ampliando a oportunidade de trabalho, cultura e lazer para jovens e idosos.
Transporte –
Construir alternativas para nosso transporte coletivo. Criar linhas circulares por fora do centro da cidade e modificar o centro de troca de linhas da Avenida Rio Branco e Getúlio Vargas para novos locais, descongestionando o centro da cidade.
Viabilizar o VLT entre a Ponte Preta e o Retiro como meios de descongestionar o centro da cidade e criar novas alternativas de transporte e trânsito na cidade. Esta proposta nada modifica, no primeiro momento, o fluxo de transito da MRS, visto que pode ser implantada nos intervalos de tempo daquele meio de transporte de cargas, sem prejuízo para ambas as iniciativas.
Viabilizar novo centro de conversão de linhas que seja mais cômodo e inteligente para o usuário e que aproveite o bilhete único de transporte na cidade.
Saneamento –
Atacar de modo sério, sem evasivas, a captação de esgoto urbano, buscando desvia-la dos córregos que alimentam o Rio Paraibuna. Se isto não for possível numa primeira fase, sejam criadas pequenas estações de tratamento dentro dos córregos, de modo a ir reduzindo sua poluição até chegar ao rio com perda significativa de agentes poluidores. Tal iniciativa beneficia a todos e amplia a rede de empregos.
Implementar a despoluição do Rio Paraibuna por meio do financiamento já aprovado pelo Governo Federal.
Meio Ambiente –
Desapropriar o Sítio Malícia (Mata do Krambeck) pelo seu valor venal, sem incentivar o enriquecimento ilícito de seus proprietários e entrega-lo à comunidade por meio da Secretaria de Meio Ambiente, que pode incluir Cesama, Demlurb e Empav numa proposta de integração das ações destes institutos municipais de atenção ao meio ambiente, para que seja criado o Jardim Botânico Municipal, que pode ter o apoio da UFJF e demais faculdades da cidade.
Após a desapropriação do Sítio Malícia, integrá-lo com os outros dois sítios que integram a Mata do Krambeck num parque ecológico municipal.
Reativar as estações de tratamento de esgoto existentes e que se encontram desativadas, buscando a criação de novas unidades, tendo como meta de fundo o completo tratamento do esgoto municipal, objetivo possível de ser alcançado em alguns anos, se enfrentado sem subterfúgios.
Tornar o Conselho Municipal de Meio Ambiente instrumento de toda a coletividade em benefício de uma vida mais saudável, equilibrando as ações entre os setores público e privado.
Equipar Demlurb, Cesama e Empav, reativando seus equipamentos e valorizando seus funcionários.
Ampliar a coleta seletiva de lixo e educação da população nesta direção.
Desenvolvimento Estratégico e Industrial –
Convocar o Conselho Municipal de Desenvolvimento em caráter de urgência para debater as soluções para a cidade, a curto e longo prazo.
Criar novos distritos industriais e loteamentos populares, entregando a devida infra-estrutura pronta e acabada, como forma de redução de custos a longo prazo.
Estruturar o anel rodoviário e ferroviário da cidade como meio de ampliar o desenvolvimento regional da Zona da Mata.
Implementar o VLT nesta mesma perspectiva.
Criar política de incentivos fiscais para ampliação do nosso parque industrial e comercial.
Ampliar os meios de controle e fiscalização das ações públicas de modo que se amplie a transparência das ações municipais em benefício de todos.
Redefinir metas de desenvolvimento e reescrever o Plano Diretor e o Plano Estratégico visando o desenvolvimento regional.
Esporte, cultura, turismo, agricultura devem integrar esta atenção.

Desenvolvimento da Política Social –
Apoiar o funcionamento da Casa da Inclusão através dos Conselhos de Direitos existentes e incentivar a criação dos que ainda não foram efetivados.
Transferir a responsabilidade das creches que hoje se encontra com a AMAC para a Secretaria de Educação prevista pela LDB.
Rediscutir a razão social da AMAC tentando integrá-la na estrutura da Secretaria de Política Social
Criar programas Sócios Educativos para crianças de 07 a 14 anos.
Alocar os funcionários da AMAC das creches para atuar em programas de inclusão para a faixa etária de 07 a 14 anos.
Discutir uma política efetiva através dos Conselhos de Direitos que erradique o trabalho infantil, a exploração sexual, a mendicância, a violação de direitos e discriminação contra a criança, adolescente, portadores de deficiência, idosos, mulheres, população negra e para todos cidadãos em situação de vulnerabilidade. Estamos à sua disposição para discutirmos formas de implementação destas políticas públicas e outras mais que muito atenderão nossa população e desenvolverão nossa cidade de modo democrático e equilibrado para toda a coletividade.

Atenciosamente,

Rafael Sales Pimenta
Presidente do PCB-JF

Programas Futebol e Política do Canal do Jornal O Poder Popular.

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