sábado, 31 de julho de 2010

Agenda Deputado Estadual Daniel Cristiano 21210

01/08 Domingo

06:21 h Abordagens na portaria da fábrica Usiminas - Ipatinga/MG;

08:21 h abordagens no Parque Ipanema próximo ao estádio Ipatingão - Ipatunga/MG;

14:21

15:21 h Reunião com coordenação de campanha;

16:21 h

22:21 h Abordagens na portaria da fábrica Usiminas - Ipatinga/MG.

MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO – PCB

CONSTRUIR O PODER POPULAR

AVANÇAR NA LUTA PELO SOCIALISMO

O PCB apresenta sua candidatura à Presidência da República. Na campanha, apresentaremos propostas e caminhos de luta para a superação dos graves problemas que afligem a grande maioria da população. Muito mais que pedir votos, contribuiremos para os trabalhadores brasileiros fazerem uma reflexão sobre seu futuro e o futuro do país.

A crise econômica internacional revela a face real e crua do capitalismo. Ela desvendou o caráter de classe do sistema: enquanto os governos da burguesia injetaram trilhões de dólares para salvar os banqueiros e a elite parasitária, os trabalhadores estão perdendo seus empregos, direitos e salários. Mais e mais homens, mulheres e crianças passam a viver na miséria absoluta.

A continuidade do capitalismo é uma ameaça à própria vida, à natureza e à espécie humana. Este sistema está completamente falido; mas não cairá de podre, se os trabalhadores não o derrotarem. Fará de tudo para aprofundar a exploração e atacar mais os sindicatos e as organizações populares. De tudo farão para explorar as reservas de recursos naturais e a biodiversidade do planeta.

Mesmo ferido pela crise, o sistema imperialista afia suas garras para manter essa ordem envelhecida e desumana. Promove a guerra contra povos inteiros, como no Iraque e no Afeganistão, arma Israel para apoiar sua política genocida e a expulsão dos palestinos de suas terras, realiza provocações e campanhas permanentes contra os povos que decidem resistir aos seus interesses. Na América Latina, promove golpe militar em Honduras, mantém o embargo criminoso contra Cuba e reativa a IV Frota para ameaçar os povos e garantir o controle sobre as riquezas naturais da região. Bases militares são criadas em vários países para cercar os governos progressistas, principalmente da Venezuela.

O Brasil tem realizado ações no plano internacional que demonstram alguma autonomia e mesmo algum grau de conflito em relação aos interesses dos Estados Unidos e seus aliados. Mas é clara a vinculação da política externa brasileira aos interesses do capital, tanto no que diz respeito às empresas brasileiras, que participam de obras e empreendimentos por toda a América Latina, quanto às empresas estrangeiras que atuam no território brasileiro.

Do projeto burguês de inserção do Brasil, como potência, ao capitalismo internacional faz parte a estratégia brasileira de integração regional: se a proposta da ALCA (projeto agressivo do imperialismo para impor a dependência econômica e política às nações do continente) foi enterrada com ajuda do Brasil, não há interesse da parte do governo brasileiro em fortalecer a ALBA, integração soberana e anti-imperialista da América Latina, liderada por Cuba, Venezuela e Bolívia. E as forças militares brasileiras são mantidas no Haiti, a pedido dos EUA, para manter o domínio sobre aquele povo.

A política econômica de Lula é semelhante à política de FHC, adaptada ao atual quadro internacional. O Brasil se transformou no paraíso do grande capital. Enquanto banqueiros e grandes capitalistas enchem as burras de dinheiro, o governo deixa de realizar a reforma agrária, leiloa nossas reservas de petróleo, se omite diante da criminalização dos movimentos populares e da privatização da saúde e da educação.

A miséria e as precárias condições de vida que afligem a maioria da população brasileira têm uma causa central: o sistema capitalista, mantido pela dominação da classe proprietária dos meios de produção sobre o conjunto da classe trabalhadora. No Brasil, construiu-se um capitalismo desenvolvido, com relações sociais burguesas plenamente consolidadas.

Nesse quadro, somente uma grande frente anticapitalista e anti-imperialista - envolvendo organizações políticas, movimentos populares e setores progressistas da sociedade - será capaz de organizar e mobilizar os trabalhadores, não apenas para as eleições, como é praxe nos partidos burgueses e reformistas, mas principalmente para lutar pelas transformações sociais, econômicas e políticas necessárias para a superação do capitalismo.

A disputa entre as maiores coligações partidárias nestas eleições é apenas superficial, pois não coloca em jogo a natureza do Estado brasileiro, vinculado aos interesses do grande capital financeiro e industrial. O PCB rejeita a falsa polarização imposta pelos meios de comunicação, que querem transformar essas eleições em mera escolha de quem será o melhor gerente para o capitalismo brasileiro e tentar afastar a população de uma alternativa popular para o Brasil.

O PCB está lançando uma campanha política, não apenas uma campanha eleitoral. Será uma CAMPANHA MOVIMENTO, uma CAMPANHA MANIFESTO, em que não apresentaremos propostas para humanizar e moralizar o capitalismo, que é intrinsecamente desumano e corrupto. Denunciaremos a farsa da democracia burguesa. Deixaremos claro que nossas propostas somente poderão se tornar realidade com o apoio, a mobilização e a organização dos trabalhadores, reunidos em uma ampla Frente Anticapitalista e Anti-imperialista.

O PCB vai qualificar o debate, colocar o dedo na ferida. Apresentamos aqui os eixos políticos do nosso PROGRAMA ANTICAPITALISTA E ANTI-IMPERIALISTA PARA O BRASIL, para serem aprofundados durante e depois da campanha eleitoral.

1 – DEMOCRACIA DIRETA: O PODER POPULAR

· Construção do Poder Popular, para desenvolver a democracia direta e fortalecer a organização do povo.

· Plebiscitos e referendos sobre temas de interesse nacional; ampliação do direito de iniciativa legislativa popular.

· Congresso Nacional unicameral, com extinção do Senado.

· Reforma política, com financiamento público das campanhas; voto em lista; liberdade de organização partidária.

· Abertura dos arquivos da ditadura e criação de uma Comissão de Verdade; revogação da anistia aos torturadores.

· Democratização e controle social dos meios de comunicação.

2 – MUDANÇA RADICAL NA POLÍTICA ECONÔMICA E NO PAPEL DO ESTADO

  • Estatização e controle público das empresas estratégicas e das instituições financeiras.
  • Estado forte e eficiente, sob controle e a serviço dos trabalhadores.
  • Planejamento econômico estatal, com participação dos trabalhadores.
  • Produção em larga escala de produtos essenciais à vida, a preço de custo.
  • Incentivo à pesquisa para desenvolvimento social com qualidade de vida.
  • Reforma urbana; democratização do uso do solo e redução das desigualdades sociais.
  • Reforma agrária; prioridade à agricultura familiar e cooperativas, em detrimento do agronegócio; produção de alimentos para o mercado interno.
  • Ruptura com a política do FMI; suspensão do pagamento das dívidas interna e externa;
  • Fim da autonomia do Banco Central; recriação e fortalecimento dos bancos públicos estaduais e regionais.
  • Taxação dos lucros das grandes empresas, do sistema financeiro e das grandes fortunas; isenção de imposto de renda sobre salários.
  • Monopólio estatal do petróleo, com a reestatização plena da Petrobrás; extinção da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e anulação dos contratos de risco e leilões.
  • Utilização dos lucros com a exploração do petróleo vinculada ao enfrentamento dos problemas sociais.
  • Gerência dos recursos do pré-sal pela Petrobrás, garantida sua distribuição aos Estados na proporção inversa do IDH.
  • Reestatização da Vale do Rio Doce e de todas as empresas estatais estratégicas privatizadas.

3 – MAIS E MELHORES DIREITOS

  • Garantia de emprego e recuperação do poder de compra dos salários.
  • Redução da jornada de trabalho sem redução salarial; fim do banco de horas e elevada taxação das horas extras.
  • Elevação imediata do salário mínimo.
  • Previdência social universal; fim do fator previdenciário; aumento real dos proventos e pensões.
  • Universalização, através de progressiva estatização, do acesso à educação e à saúde; qualificação e melhor remuneração dos servidores públicos.
  • Erradicação do analfabetismo.
  • Reforma do sistema judiciário, com acesso universal à assistência jurídica.
  • Contra a mercantilização da arte, da produção intelectual e do conhecimento; liberdade de produção artística e intelectual.
  • Legalização do aborto; assistência à gestação, ao parto, ao pós-parto e ao desenvolvimento pleno da criança.
  • Direito à moradia, com financiamento público de habitações populares; universalização do saneamento básico.
  • Estatização e planejamento integrado dos transportes, com expansão da rede metroviária, ferroviária e aquaviária.

4 – FIM DA DESTRUIÇÃO CAPITALISTA DO MEIO AMBIENTE

  • Política sustentável de meio ambiente; recuperação das áreas degradadas, proteção aos biomas; reordenação da produção para uso racional de energia e dos recursos naturais.
  • Defesa das terras indígenas, quilombolas e ribeirinhas.
  • Suspensão imediata da construção da Usina de Belo Monte e revisão de todas as obras do PAC;
  • Defesa da Amazônia e do Aquífero Guarani, em conjunto com os países vizinhos que compartilham estas riquezas naturais.
  • Revitalização do Rio São Francisco como pré-requisito para a transposição de suas águas para as populações de regiões secas e não para o agronegócio.
  • Produção de energia a partir de fontes renováveis e alternativas, como o biodiesel, energias eólica e solar.
  • Tratamento estratégico para as reservas dos recursos minerais brasileiros, com ritmo de extração determinado pelas necessidades internas.

5 - SOBERANIA E SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL

  • Posição soberana e independente nas relações internacionais.
  • Luta pela substituição da ONU por um novo organismo mundial, democrático e voltado para a superação das desigualdades em nível planetário e para a paz entre os povos.
  • Política externa anti-imperialista, privilegiando relações de interesse recíproco com países periféricos e emergentes.
  • Respeito à autodeterminação dos povos e a seu direito de resistência frente à opressão interna e à dominação estrangeira.
  • Revogação do acordo militar Brasil/Estados Unidos e retirada das tropas brasileiras do Haiti, com sua substituição por médicos, engenheiros e professores.
  • Luta pela retirada da IV Frota e das instalações militares norte-americanas da América Latina.
  • Ingresso do Brasil na ALBA, integração solidária e soberana da América Latina.
  • Solidariedade irrestrita à Revolução Socialista Cubana e aos processos de mudanças na Venezuela, Bolívia e outros países.
  • Renegociação do acordo de Itaipu com o Paraguai e devolução de seu Arquivo Nacional.
  • Reconhecimento das FARC como organização política insurgente; iniciativas para assegurar negociações de paz com justiça social na Colômbia.
  • Rompimento do Tratado de Livre Comércio com Israel, baseado apenas em material bélico.
  • Apoio à construção do Estado Palestino democrático, popular e laico, sobre o solo pátrio palestino.
  • Reestruturação das Forças Armadas brasileiras e mobilização popular, para a defesa contra a agressividade imperialista.

PCB – Partido Comunista Brasileiro

Comissão Política Nacional

Agosto de 2010

PLENÁRIA REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE

CAMPANHA MOVIMENTO PARTIDÃO 2010

HOJE - 15 HORAS - SEDE DO PCB

RUA CURITIBA - 656 - 6 ANDAR



sexta-feira, 30 de julho de 2010

O candidato do PCB ao governo do Estado, professor Fábio Bezerra, abriu hoje a série de debates sobre programa de governo, promovida pela Casa dlo Jornalista. O candidato acabara de chegar do Rio de Janeiro onde participou da reunião do Comitê Central do Partido Comunista Brrasileiro que lançou oficialmente o programa nacional do partido para disputar a Presidência da República. O "Partidão" participa do processo eleitoral com a candidatura de seu secretário-geral, Ivan Pinheiro.
A reunião na Casa do Jornalista foi aberta por seu presidente, Eduardo Campos, que fez a saudação ao convidado e ementou com algumas perguntas dele próprio e do auditório. De forma serena, porém demonstrando forte determinação, Fábio Bezerra respondeu a todos, salientando o programa central do partido que é a construção de uma frente permanente de esquerda anti-imperialista e anticapitalista, que possam conduzir o país ao socialismo.
Fábio deu exemplos do descalabro da política educacional mineira, o que levou os trabalhadores em educação a uma greve vitoriosa de 47 dias. Um dos dados que citou foi que o governo investe pouco mais de 30% em educação e mais de 600 % em publicidade.
O candidato do PCB também contestou dados oficiais sobre emprego e desemprego no Estado e chamou a atenção para a situação do campo onde hoje impera o agronegócio enquanto setores do governo fazem tudo para incriminar órgãos do setor que buscam a justiça social como o MST e outros.
Ao final dos trabalhos Fábio Bezerra reuniu-se com um dos núcleos de sua assessoria quando foram traçados planos para as campanhas por rádio e TV que serão apresentadas a partir do dia 17 de agosto.
Texto: José Carlos Alexandre

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Estou com Ivan e Fábio



Eu, jornalista profissional, sindicalista, defensor dos Direitos Humanos, estou com Ivan Martins Pinheiro e Fábio Bezerra nestas eleições. Ivan Pinheiro, secretário geral do PCB, candidato a presidente da República e Fabinho Bezerra, secretário político do PCB em Minas Gerais, candidato a governador.
Também apoio o candidato do Partidão ao Senado, o advogado trabalhista Rafael Pimenta, bem como todos os candidatos do PCB a deputado federal e à Assembleia Legislativa. É hora de cada um assumir suas posições e suas responsabilidades. Vamos às urnas!
José Carlos Alexandre

quarta-feira, 28 de julho de 2010

A Casa do jornalista promove, a partir da próxima sexta-feira, um encontro entre candidatos ao Governo do estado e profissionais da imprensa mineira. A proposta é de um bate papo mais denso, que permita uma idéia geral sobre a concepção de cada um.
Os encontros serão divididos em duas partes. A parte inicial será para conhecer a concepção política do candidato: o que pensa da situação contemporânea, como pretende relacionar-se com as diversas esferas de poder (em plano local, estadual e nacional), com a imprensa, com os diferentes agentes sociais (trabalhadores, empresários etc). A segunda focalizará as propostas administrativas do candidato, nas diversas áreas (educação, saúde, meio ambiente etc).

DIA 30 DE JULHO DE 2010 - 09H30 - FÁBIO BEZERRA (PCB)

Fonte: Jornal Hoje em Dia.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Emanuel Bonfante apóia Fábio Bezerra - PCB



Apoiamos a candidatura do FABINHO - 21 - PCB, para Governador do Estado de Minas Gerais, por ser esta a MELHOR opção para eleger um candidato de lutas, comprometido com a classe trabalhadora, com os movimentos sociais e com os estudantes, em suas lutas do dia-a-dia, no sentido de construir uma sociedade mais justa e livre de preconceitos, ou seja, o SOCIALISMO.

Emanuel Bonfante Demaria Junior
Diretor de Imprensa e Divulgação
SINTAPPI-MG
www.sintappimg.org.br

Quarta-feira - 28 de julho

AGENDA DO PCB - Fábio Bezerra - Governador

Noite - Reunião com lideranças estudantis e com estudante brasileiro de medicina em Cuba.

Local - Rua Curitiba - 656 - 6º andar

Em Pernambuco, PCB, PSOL, PSTU e PCO juntos apesar terem candidatos diferentes

imagem
Na página nacional do PCB pode-se ler a matéria sobre a lançamento da chapa comunista em Pernambuco. No final da matéria o autor destaca que Ivan Pinheiro ficou satisfeito com uma novidade - a presença do PSOL, do PSTU e do PCO, apesar de terem candidatos próprios.

É um exemplo interessante de tática, que talvez nos leve a mais unidade que a experiência desastrosa de 2006.

Veja mais em http://pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=1841:chapa-vermelho-de-luta-mostra-porque-pcb-e-pra-lutar&catid=73:eleicoes-2010

segunda-feira, 26 de julho de 2010

AGENDA DO PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO
Professor Fabinho - Governador 21

15 HORAS
26 de julh0 - SEGUNDA-FEIRA

Encontro com diretores e associados no Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Assessoramento, Pesquisas, Perícias e Informações no Estado de Minas Gerais – SINTAPPI-MG

Rua dos Timbiras – Número 2595 – Santo Agostinho – Belo Horizonte

domingo, 25 de julho de 2010

AMÉRICA LATINA – O PRÓXIMO ORIENTE MÉDIO DOS EUA – COLÔMBIA, A PORTA DE ENTRADA

imagemCrédito: Laerte Braga


Laerte Braga

O mega traficante Álvaro Uribe encerra seu segundo mandato no dia 7 de agosto. Entrega o cargo ao novo presidente colombiano, seu aliado e de seu partido. Uribe tentou a todo custo um terceiro mandato. Não o conseguiu por duas razões simples. A primeira delas a fratura junto aos colombianos seria de tal ordem que as guerrilhas insurgente das FARCs e do ELN seriam fortalecidas pelo descontentamento popular. E segundo por conta dos documentos liberados por organismos do seu principal aliado, os EUA, ligando-o desde o início de sua carreira política ao tráfico de drogas.

Seria incômodo a qualquer presidente dos EUA ter que explicar aos acionistas e o entorno que habita o complexo empresarial e militar daquele país a presença de um traficante na presidência do maior aliado latino-americano.

A denúncia de Uribe sobre a presença de guerrilheiros das FARCs e do ELN em território da Venezuela tem dois aspectos também. Em setembro serão realizadas eleições na Venezuela e as pesquisas indicam vitória do partido do presidente Chávez. É sistemática a ação golpista dos norte-americanos em países que não se curvam (como se curva a Colômbia de Uribe) ao império terrorista de Washington. E segundo, no final do mandato, garantir um lastro de apoio político para evitar qualquer problema futuro com seu envolvimento no tráfico de drogas e assassinatos constantes de lideranças de oposição.

Para levantar a opinião pública colombiana basta apelar para o acendrado e canalha patriotismo dos militares (boa parte ligada ao tráfico de drogas) e contar com o apoio de Washington.

O império terrorista norte-americano vive uma de suas maiores crises e sob a perspectiva da História começa a encarar o declínio. As guerras constantes em sua trajetória se mostram hoje necessárias à sobrevivência de todo o conglomerado terrorista dos EUA.

Num contexto de tempo e espaço diversos se começa a viver a situação de bipolaridade mundial. Se antes era EUA versus UNIÃO SOVIÉTICA, hoje os EUA se defrontam com a China e os chineses descobriram o remédio capitalista para enfrentar o gigante da América.

Esse jogo é do agrado tanto dos EUA, como da China.

Manter o controle sobre países que consideram satélites, caso dos países latino-americanos, é fundamental. Já têm o domínio da totalidade da Europa, um continente falido e cercado de bases militares da farsa OTAN por todos os lados.

Uma guerra no Afeganistão, uma guerra no Iraque, o Oriente Médio sob o tacão nazi/sionista de seu principal aliado, Israel. E agora governos independentes de Washington na América Latina.

Anexaram o México como colônia de segunda categoria (historicamente fazem isso desde a tomada a Califórnia, do Texas e outros territórios mexicanos). Têm o Canadá como colônia de primeira categoria. Promovem golpes em países como Honduras, instalam bases militares na Costa Rica (“sem a polícia sem a milícia...”) e numa realidade sustentada por um arsenal nuclear capaz de destruir o mundo cem vezes, se impõem na chantagem da democracia, da liberdade que pode ser desmontada na versão armas químicas e biológicas de Saddam Hussein. Ao final não passavam de velhos fuzis de um exército brancaleônico de um ditador inventado pelos EUA.

Querem um novo Oriente Médio, recheado de bases militares, com o controle político e econômico da América Latina, um processo de recolonização que se materializa em governantes corruptos como Álvaro Uribe ou Pepe Lobo em Honduras e outros tantos.

Hoje, têm o controle da grande mídia nos países latino-americanos (“não queremos prejudicar os nossos amigos norte-americanos” – William Bonner explicando a alunos e professores de uma universidade paulista porque determinado fato não seria noticiado no JORNAL NACIONAL). Influenciam e comandam a maior parte das forças armadas de países latino-americanos (inclusive as brasileiras) e desnecessário dizer que o grande empresariado, banqueiros e latifundiários em qualquer país dessa parte do mundo é adereço desse modelo.

O que está em jogo é a sobrevivência do império terrorista norte-americano.

Se a América Latina e os povos latino-americanos não se curvarem um novo Oriente Médio está para ser criado. A Colômbia é a porta de entrada dessa barbárie.

A “classificação” de movimento “terrorista” aplicada às FARCs-EP foi uma decisão do presidente George Bush. As Nações Unidas enxergam as FARCs-EP como movimento “insurgente”.

A satanização de alguns países, seus governos e dos movimentos populares em todos os cantos do mundo foi o modo escolhido por um primata que presidiu os EUA por oito anos, Bush, a partir de uma fraude eleitoral, é a velha conversa de criar um fato irreal e a partir dele gerar uma verdade/mentira.

No caso da Colômbia, Enrique F. Chiappa, em “A NOVA DEMOCRACIA”, ano VIII, nº 65, maio de 2010, usa a expressão falso/positivo. Ilustra-a, para esclarecer, com o exemplo de um diagnóstico médico. Uma doença “infectocontagiosa potencialmente letal diagnosticada erroneamente.” O caso de uma pessoa que convive anos com um diagnóstico equivocado e num momento percebe o erro médico.

Falso/positivo é a realidade criada pelos EUA e sustentada pela mídia podre de países latino-americanos, no apoio a governos títeres e terroristas como o de Álvaro Uribe. O ser traficante de drogas é uma espécie de preço que cobra aos EUA, a tolerância silenciosa em função do interesse maior.

Quando o embaixador dos EUA no Brasil, durante o governo terrorista de Garrastazu Medice relatou ao presidente Nixon os horrores da tortura praticada por militares no País, ouviu em resposta – “é uma pena, mas temos que levar em conta que ele é um aliado importante” –.

Num determinado momento da história da Colômbia os movimentos insurgentes depuseram armas e transformaram-se em partidos políticos. Um acordo firmado entre o governo central e as forças rebeldes. Passadas as eleições onde conquistaram várias cadeiras no Congresso, em assembléias departamentais, prefeitos e autoridades outras, mais de três mil eleitos foram assassinados.

Contrariavam os interesses de elites e militares no grande negócio do estado terrorista da Colômbia, o tráfico de drogas.

No bombardeio de um acampamento de estudantes e insurgentes no Equador, em 2008, o governo colombiano afirmou ter encontrado um computador de Raul Reys, chanceler das FARCs-EP, onde estavam as provas das ligações do governo Chávez com a guerrilha.

Um mês depois não se falava no assunto. Peritos de todas as partes do mundo foram unânimes em afirmar que o computador fora alterado por agentes do governo colombiano.

As fotos de guerrilheiros em território venezuelano foram feitas por satélites norte-americanos. A tecnologia da mentira e da destruição permite a eles que, no arsenal que destrói o mundo cem vezes, coloquem os guerrilheiros em qualquer parte do mundo. Na Venezuela, no Brasil, onde quer que os interesses terroristas dos EUA falem mais alto.

Os últimos vagidos do governo Uribe mostram esse desespero em busca da sobrevivência política em seu país e o submundo terrorista dos EUA, que corre por baixo da Casa Branca, com a conivência da Casa Branca.

A Colômbia e um país governado pelo narcotráfico e por terroristas garantidos pelas bases militares dos EUA. Não é nem surpresa, pois militares norte-americanos estão envolvidos em tráfico de drogas e mulheres no Iraque, no Afeganistão e países do Leste Europeu, a denúncia ecoa entre os próprios governos colonizados da Europa, preocupados com eleições futuras.

Um narcotraficante incomoda muito menos que um insurgente. E além do que gera dinheiro para os cofres de banqueiros. Na lógica capitalista de exploração do homem pelo homem, diagnóstico de Marx, gera empregos, expande o comércio, etc, e tal.

O tráfico de drogas não é e nem nunca foi o Morro do Alemão no Brasil, ou qualquer morro colombiano. É o presidente de um país chamado Colômbia criado e gerado por Pablo Escobar e vai por aí afora, nessa dimensão.

Existem muitas “colômbias” nesse sentido.

Pode-se até fazer uso da frase de Paulo Maluf quando candidato a uma das muitas eleições que disputou – “quer estuprar estupra, mas não mata”. Quer traficar, trafica, mas patrioticamente em defesa da democracia e dos “negócios” dos EUA”.

Quando da guerra de invasão, ocupação e saque do petróleo iraquiano, diante da resistência inicial de alguns setores daquele país, o secretário de Defesa de Bush afirmou à imprensa que a “operação militar” mudaria de nome. Ao invés de “justiça e liberdade” passaria naquele momento à fase “choque e pavor”. “Negócios” para os norte-americanos pode ser também uma questão de terminologia.

Isso, para eles, é irrelevante. Soa ao mundo inteiro da mesma forma que soou aos iraquianos. Com a diferença que iraquianos viveram o “choque e pavor” na própria pele, vivem ainda. E o resto do mundo escutou o senso de “justiça e liberdade” dos EUA.

Ou já nos esquecemos das imagens de tortura em prisões do Iraque? Do saque das peças do museu babilônico? As tropas de Hitler tentaram colocar as mãos em várias peças do museu do Louvre, na ocupação durante a 2ª Grande Guerra, para exibi-las no Museu de Berlim. As peças do museu babilônico estão em museus privados de New York.

GUERNICA, o monumental painel de Picasso retratando a barbárie fascista de Franco na Espanha, só chegou aos espanhóis com o fim da ditadura.

Quando um paspalho como Índio da Costa, vice de José Arruda Serra, fala sobre envolvimento do governo brasileiro e seu partido com as FARCs-EP e com o narcotráfico, não o faz por iniciativa própria. É só um avião com diploma de primeiro, segundo e terceiro graus dos donos, tentando criar um debate irreal, mentiroso, dentro de uma lógica colonizadora (“para onde se inclinar o Brasil se inclinará a América Latina” – Richard Nixon) e no momento que os boss mandam.

Por ser um paspalho e empregado desse modelo, é mais cômodo para os de cima que ele fale.

Na Colômbia existe um estado de terror. Lideranças sindicais, camponesas, de partidos de oposição, são sistematicamente assassinadas. Estão dentro do que chamam mundo institucional. Da “ordem e da lei”. Mas não curvam à entrega do país aos colonizadores de Washington e tampouco aos grupos militares e para-militares que sustentam o governo do tráfico.

Felipe Zuleta em um documentários “UM CRIMEM QUE SE PAGA CON LA MUERTE”, mostra a história do terrorismo oficial. Toda a barbárie do governo colombiano contra a população civil indefesa.

Duas mães cujos filhos foram assassinados pelo terrorismo do tráfico de Uribe e que recebem a versão oficial que a guerrilha matou seus filhos. Perdura até que uma vala comum mostra que, ao contrário, o governo assassinou os rapazes. Esse mesmo governo muda a versão. “Os filhos eram guerrilheiros”.

O tráfico continua impune. Isso não vai sair nunca no JORNAL NACIONAL, ou na FOLHA DE SÃO PAULO, ou em VEJA, pois são cúmplices. Um dos papéis que lhes cabe cumprir é exatamente o de esconder fatos assim, corriqueiros na Colômbia e imputar aos resistentes, quaisquer que sejam, os crimes do tráfico.

O fato aconteceu na cidade de Soacha, próxima a Bogotá e com 400 mil habitantes.

Mario Montoya, general e democrata colombiano é um dos implicados em assassinatos de civis, trabalhadores escravos (no tráfico) e acaba tendo que renunciar. Como prêmio, virou embaixador.

Valas com corpos de desaparecidos são encontradas com freqüência em áreas não controladas pelas FARCs-EP ou pelo ELN. Uribe chegou a admitir que alguns militares estavam envolvidos “nesses assassinatos”. Escolheu os bodes expiatórios e pronto, tudo continua tranqüilo.

Envolver Chávez e gerar uma realidade mentirosa sobre as FARCs-EP e os ELN (última guerrilha criada por Chê Guevara) é uma jogada. Só isso. Nada além disso.

Um passo na sistemática política golpista contra o presidente da Venezuela, uma tentativa de criar um Oriente Médio na América Latina.

Por que? Para que possam, à semelhança do que fazem naquela parte do mundo, ocupar, saquear e controlar a partir de bases militares, governos servis e corruptos, o que fazem também na Europa, Ásia e África.

O complexo terrorista da empresa EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A não tem escrúpulo algum. Suas garras e tentáculos são maiores e bem mais cruéis do que se possa imaginar.

Não importa que um piloto do alto e de dentro da cabine de seu avião imagine que uma cerimônia de casamento no Afeganistão seja um aglomerado de “terroristas do Talibã”. Ele os mata e um pedido de desculpas é emitido em nota fria e insensível de uma organização terrorista – EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A –. Lido em todos os cantos pela mídia dócil e venal.

E enquanto isso, milhões de norte-americanos vivem na linha da miséria, desabrigados, sem educação pública, saúde, mas os grandes conglomerados que controlam a Casa Branca pagam, com dinheiro desses milhões, os tais bônus por desempenho.

O nome desse desempenho é terrorismo, com todas as suas implicações. Assassinatos, seqüestros, estupros, tortura, atentados, muros e campos de concentração, toda a barbárie que é intrínseca aos EUA e ao sionismo.

E no final são só “negócios”. Mas nesse caso nem há a frase clássica da máfia. “Nada pessoal, são só negócios”. Não consideram como seres humanos, pessoas, os de outros cantos que não os dos EUA e Israel e mesmo assim nem todos. Acreditam-se ungidos como povo eleito, superior.

Tudo igualzinho a Hitler.

A luta do povo e do governo venezuelano é a luta dos povos latino-americanos. E não tem essa de o Zorro chegar e salvar. Não.

Exige consciência, organização e capacidade de resistência, sob pena de nos transformamos em adereço da coroa imperial da organização terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.

Para quem acha que COLGATE resolve doze problemas bucais, fazer o que?

É o jeito deles de dizer que um desinfetante é mais inteligente que qualquer um de nós. Pode ser o desinfetante Uribe, ou Índio da Costa, Ana Maria Braga, Faustão, ou as “pesquisas” do DATAFOLHA ou IBOPE (GLOBOPE).

sábado, 24 de julho de 2010

TV PCB on line

Como podem notar na barra lateral, abaixo do link da União da Juventude Comunista, coloquei uma propaganda da TV PCB. Trata-se de um blog, com links para o youtube, os vídeos do google, e que deveria ter também links para copiar filmes e músicas.

Como devemos ter, com a propaganda eleitoral, muitos visitantes, temos que preparar para eles, de maneira fácil, um acervo de vídeos, clips etc. Se ficar muito pesado, podemos subdividir em diversos blogs. O importante é concentrar toda uma programação de TV, a maior possível, tirando as pessoas da frente da TV para assistirem coisas na Internet.

Quem quiser contribuir com a construção da TV PCB é bem vindo.

O link para ela é http://tvpcb.blogspot.com .

É importante lembrar que o PCB tem também um canal no Youtube, que também temos que divulgar ao máximo.
13ª Parada do Orgulho LGBT de Belo Horizonte Praça da Estação, a partir do 11h.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Manifesto à população de Minas Gerais

O PCB terá candidatos a todos os cargos nessas eleições. Faremos do processo eleitoral um grande debate político sobre os problemas que a população mais pobre enfrenta no seu dia- a- dia e que a grande mídia ( TV, rádios, jornais etc) não repassam.

Ao longo desses últimos oito anos de gestão do PSDB em Minas, Aécio Neves promoveu um conjunto de reformas, através do Choque de Gestão, que reduziu investimentos e retirou direitos do funcionalismo, estagnando os salários e precarizando os serviços públicos prestados. Aquilo que grande parte da mídia insistiu em esconder ao conjunto da população, esta sendo revelado a cada dia que passa, quando a população necessita de um atendimento digno nos hospitais públicos, quando foi revelado aos olhos de todos, o caos no qual se encontra a educação pública no Estado, onde os servidores da educação precisaram de uma greve de mais de 40 dias para conseguir negociar o piso salarial que não chegava a um salário mínimo, quando se evidencia a falta de políticas de habitação e reforma agrária que atendam as demandas de milhares de trabalhadores em todo o Estado e o aumento da concentração de renda.

A economia feita com o chamado: Choque de Gestão foi o que possibilitou o investimento da construção de uma verdadeira obra faraônica, o novo centro administrativo que custou mais de 1 bilhão e meio de reais, dinheiro suficiente para construir mais de 200 mil casas populares ou investir na abertura de novas vagas em dezenas de Hospitais Públicos ou melhoria nas escolas públicas em todo o Estado ou mesmo ter desapropriado dezenas de latifúndios em prol da reforma agrária!

É um compromisso dos comunistas do PCB nas eleições de 2010, fazer de nossa campanha um instrumento a serviço de todos aqueles que estão sendo atingidos pelo neoliberalismo ainda presente em nosso Estado. Todos os nossos recursos de campanha, panfletos, programas de rádio e TV, debates e palestras entre outros, estarão voltados para esse fim.

Os comunistas sabem que a luta contra a alienação política talvez seja a mais difícil e desgastante, pois esse processo atinge o centro da consciência dos trabalhadores (as) e consecutivamente a sua visão de mundo e a sua atitude política; mas estamos certos da necessidade de travar esse debate com a população. Defendemos a construção de uma Frente Anticapitalista e Anti-imperialista, que possibilite reunir em um só movimento, todos os segmentos sociais que travam lutas contra as contradições e os agentes do modo de produção capitalista.
Entre em contato:
PCB: Rua Curitiba 656, sala 64- Centro. Belo Horizonte. CEP: 30170120
Tel: (031) 3201-64-78
Email: pcbminas@ig.com.br
Sérgio Miranda do PDT fecha com Hélio Costa do PMDB

Hélio Costa recebeu o apoio de dissidentes do PDT e do PSB. Entre os apoios, está o do ex-deputado federal Sérgio Miranda (PDT), insatisfeito com o apoio de seu partido a Antonio Anastasia (PSDB).
Fonte: Jornal O Tempo - 22 de julho de 2010.
http://almeidaodopartidao.blogspot.com/
PCB APÓIA AMAURY SOARES A DEPUTADO ESTADUAL 16 Julho 2010

Santa Catarina

Amaury Soares - dirigente da APRASC (Associação dos Praças de Santa Catarina) e da CCLCP (Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes) - tinha tudo para ser uma grande referência comunista na Câmara dos Deputados. Mas seus compromissos com a luta dos praças da Polícia Militar de SC, reprimidos pelo governo catarinense, o obrigaram a se candidatar à reeleição a Deputado Estadual.

Amaury, mesmo como Deputado Estadual, participa de todas as lutas nacionais, como a campanha pela reestatização da Petrobrás, e internacionais, como a solidariedade à Palestina, a Cuba e a todos os povos em luta.

Em meio às grandes mobilizações contra o golpe que derrubou o Presidente Zelaya em Honduras, Amaury compartilhou com Ivan Pinheiro, Secretário Geral do PCB, uma delegação brasileira que esteve em Tegucigalpa para apoiar a luta popular.

Em Santa Catarina, o PCB não registrou candidato a Deputado Estadual, para contribuir com sua reeleição. Lá, Amaury Soares é o nosso candidato a Deputado Estadual

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Por: FARC-EP

Montanhas da Colômbia- Comunicado

Com o triunfo ilegítimo do continuísmo, repudiado pela abstenção da cidadania, o país entrou em um processo de radicalização da luta política no qual o povo será protagonista de primeira grandeza.

Toda a maquinaria do Estado, todos os recursos mafiosos do governo, suas manhas delitivas de fraude e corrupção, de chantagem e intimidação, foram postos a serviço da vitória do continuísmo, procurando desesperadamente por essa via um escudo que proteja Uribe da iminente acusação do povo e da justiça, diante de uma gestão criminosa e de lesa-pátria.

O regime de Uribe foi a mais séria tentativa de impor violentamente um projeto político da extrema-direita neoliberal baseado no paramilitarismo. Seu governo passará à história como o mais vergonhoso das últimas décadas, o mais assassino de sua população civil, o mais submisso à política dos EUA e, devido a esta circunstância, o mais compulsivo provocador de instabilidade nas relações com os países vizinhos.

Durante estes oito anos governou a mentira e a falsidade, a manipulação e o engano. Uribe e o continuísmo fizeram acreditar que sua política de segurança era de todos, quando na realidade somente assegurava, através da repressão, os lucros de privilegiados setores investidores, que aumentaram o desemprego e a pobreza. Fizeram acreditar que defender a soberania era entregar a pátria ao governo de Washington e transformar a Colômbia em um país ocupado militarmente por uma potência estrangeira. Arranjaram tudo para pousar de paladinos da luta contra o narcotráfico. Dizem ao país que não existem guerra nem conflito armado, mas não explicam porque há "Plano Patriota" e invasão ianque...

"Segurança democrática" são os falsos positivos e a impunidade. É poder eleger como Presidente o ministro da defesa que mais estimulou estes crimes de lesa-humanidade. É repartir terras à agro-indústria paramilitar porque essa tem sim fortaleza financeira e os pobres trabalhadores rurais não. E é subsidiar ou presentear de maneira segura verbas públicas aos empresários do agronegócio que financiaram as campanhas eleitorais. "Segurança Democrática" são as fossas comuns com mais de 2.000 cadáveres, como a que existe em um canto da base militar de La Macarena, e são mais de quatro milhões de camponeses refugiados pela violência do Estado. É mentir sobre o fim da guerrilha bolivariana das FARC-EP e preocupar-se com a vitalidade de uma organização que combate firmemente pela Nova Colômbia como confirmam suas atividades militares do mês de maio. "Segurança Democrática" é mudar a Constituição para adequá-la a um interesse particular quando for necessário e é ter uma espúria maioria no Congresso e socavar a autoridade do judiciário com o aplauso dos apoios incondicionais. Também é repartir cargos burocráticos, vantagens e contratos, e aproveitar o governo para enriquecer-se sem nenhum questionamento moral...

A abjeta defesa do militarismo oficializada por Uribe e seu chamamento a criar novas leis de impunidade castrense, anunciam o que virá durante o período presidencial de Juan Manuel Santos. Sua cínica queixa e seu lamento farisaico ao superproteger um torturador-assassino, como o coronel Plazas Vegas, os altos comandantes militares e o ex-presidente Belisario Betancourt, responsáveis pelo holocausto do Palácio da Justiça (bombardeado por tanques em 1985 quando a guerrilha do M-19 o invadiu), são patética evidência de seu esforço para oferecer desde já, prevenindo-se contra futuras acusações contra si. E, naturalmente, como forma de engrenar o narcoparamilitarismo na direção do Estado, com garantias legais para fazer desaparecer, torturar e assassinar opositores. O "foro militar" que Uribe reclama é patente de impunidade criminosa como demonstra a história recente da Colômbia.

A veemente defesa presidencial do ex-diretor da DIAN (impostos e aduana) e da "UIAF" (Unidade Administrativa Especial de Informação e Análise Financeira), senhor Mario Aranguren, que delinquiu a favor de Uribe e certamente por ordem sua, evidencia a índole de quem aspira transcender ocultando, não só seu passado criminoso, mas as vergonhosas baixezas de sua prática como governante.

Estamos às portas de outro quatriênio de ofensiva oligárquica contra o povo em todos os sentidos, manchado com suaves e enganosas promessas oficiais em torno de uma vitória militar como têm repetido sem cessar durante 46 anos, sem se preocupar, nem muito menos se comprometera superar, as causas que geram o conflito.

A profunda crise estrutural de que padece a Colômbia não tem solução no continuísmo. A extrema-direita neoliberal, acreditando que ainda pode resolver de cima para baixo, convocou a uma união nacional sem povo, na qual somente reinam as ambições dos mesmos que lucram com o investimento seguro: os grupos financeiros, o setor empresarial, os pecuaristas e latifundiários, os paramilitares, os partidos que, como piranhas, disputam os favores do poder, os grandes meios de comunicação que aplaudem os êxitos em litros de sangue da política guerreirista... Nessa "união" não se vê povo em parte alguma porque a prosperidade daqueles se sustenta na miséria e exploração dos de baixo, dos excluídos.

Este bicentenário do grito de independência deve abrir passagem para a luta do povo por seus direitos, pela pátria, pela soberania, justiça social e paz. A mudança das injustas estruturas é possível com a mobilização e a luta de todo o povo por sua dignidade. Nada se pode esperar dos criminosos montados no poder do Estado. Somente a luta unificada pode nos conduzir a uma Colômbia Nova. Como temos reiterado desde Marquetalia, em 1964: estamos dispostos a encontrar saídas políticas para o conflito, reiterando ao mesmo tempo que nossa decisão de entregar tudo pelas mudanças e pelos interesses populares é irredutível, sem importar as circunstâncias, obstáculos e dificuldades que nos imponham. A justiça social espera vencer na mobilização do povo.

Secretariado do Estado Maior Central das FARC-EP

Montanhas da Colômbia, junho de 2010

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Consciência de classe, eis a questão!

SOMOS O PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO – PCB - E EXISTIMOS DESDE 1.922, QUANDO FOMOS FUNDADOS POR HOMENS E MULHERES ATUANTES E CONSCIENTES DO FUTURO DE UM BRASIL JUSTO E DEMOCRATICO, SOCIALISTA.

APÓS REFLEXÕES E ESTUDOS, RETOMAMOS NOSSA INSERÇÃO EM PROCESSOS ELEITORAIS NO PAÍS E EM MINAS GERAIS, QUE BEM SABEMOS SÃO MOVIDOS PELO DINHEIRO DE CORRUPTOS E CORRUPTORES, QUE NUMA AÇÃO NEFASTA MANTÊM O POVO BRASILEIRO DOMINADO E EXPLORADO, LITERALMENTE NA “LONA”, MAS AINDA ASSIM SÃO UM ESPAÇO PRIVILEGIADO PARA O DEBATE E REAFIRMAÇÃO DE NOSSOS COMPROMISSOS E CONSCIÊNCIA DE CLASSE.

REFLITA CONOSCO: É NOSSO TRABALHO QUE CRIA RIQUEZAS, QUE FINANCIA O ESTADO, QUE IMPLEMENTA POLÍTICAS HABITACIONAIS ONDE OS GRANDES VENCEDORES SÃO AS PODEROSAS CONSTRUTORAS E A CAIXA ECONOMICA FEDERAL. É DO NOSSO TRABALHO, TRIBUTADO VORAZMENTE PELO LEÃO DO IMPOSTO DE RENDA E PELOS ICMS, CIDE, IPI, IPTUS, E OUTROS QUE O ESTADO RETIRA CAPITAIS PARA SE MANTER E FINANCIAR VIA BB E BNDS, CAPITALISTAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS, QUE NO AFÃ DE PRODUZIREM A QUALQUER CUSTO DEPREDAM E DEGRADAM O MEIO-AMBIENTE E AVILTAM O TRABALHO.

E COM TODOS ESSES RECURSOS EM MÃOS, AINDA ASSIM O ESTADO BRASILEIRO NEGA DIGNIDADE AOS APOSENTADOS, DESTROI A EDUCAÇÃO PÚBLICA E MASSACRA O SISTEMA DE SAÚDE QUE, BUROCRATIZADO, IMENSO E INEFICAZ ARRASTA-SE ANO APÓS ANO COM O SOFRIMENTO DE MILHÕES DE HOMENS, MULHERES E CRIANÇAS ABANDONADOS E ENTREGUES, QUANDO PRECISAM, À PROPRIA SORTE.

E O SALARIO MINIMO, SEMPRE AVILTADO, ESTÁ LONGE DE CHEGAR AO PROPOSTO PELO DIEESE: R$ 2.092,36 (JUNHO DE 2010) PARA UMA FAMILIA DE 04 PESSOAS, ENQUANTO A CLASSE TRABALHADORA, PRODUTORA DA RIQUEZA, SOFRE NO COTIDIANO A DEGRADAÇÃO DA SUA CONDIÇÃO DE VIDA.

TOMEMOS, COM CONSCIENCIA DE CLASSE, A HISTÓRIA NAS MÃOS!

VOTE 21! VOTE PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO!
Zocrato - Militante do PCB - Bétim

terça-feira, 20 de julho de 2010

PARTIDÃO RETORNA AO CENÁRIO POLÍTICO NACIONAL

Registrada a chapa do Partido Comunista Brasileiro – PCB – disputaremos pela quarta vez às eleições presidenciais no Brasil. A primeira vez foi através do Bloco Operário Camponês com o operário negro Minervino de Oliveira. O PCB é o partido mais antigo do Brasil, sendo fundado em 1922. O partido também terá candidaturas próprias na maioria dos estados do Brasil. Em 2009 o PCB realizou seu XIV Congresso Nacional marcando sua reconstrução revolucionária processo iniciado em 1992 devido a criação do PPS, grupo político ligado ao pernambucano Roberto Freire.

Os camaradas Ivan Pinheiro e Edmilson Costa, quadros comprometidos com a Reconstrução Revolucionária do Partido serão os candidatos comunistas nas eleições gerais de 2010 no Brasil. O PCB retorna ao cenário político nacional apresentando um Programa Político que diz que o único caminho para o Brasil é o socialismo.

UMA OPÇÃO PARA O SENADO FEDERAL

Irmão do comunista Gabriel Pimenta assassinado no Pará durante a Ditadura Militar, Rafael Pimenta é o candidato do PCB ao senado federal, tendo como um dos candidatos a suplentes o líder sindical José Francisco Neres. O PCB defende o modelo parlamentar unicameral, ou seja, a fusão da Câmara com o Senado Federal. A luta pelos direitos humanos no Brasil é uma das bandeiras e das ações políticas principais dos comunistas.

A NECESSIDADE DE OCUPAR ESPAÇO POLÍTICO NO PARLAMENTO BURGUËS

O PCB defende a necessidade de ocupar espaço político no parlamento burguês. Sabemos da imensa dificuldade e das impossibilidades de obter vitória nas eleições devido à forte ligação das campanhas eleitorais com o capital.

Em 1946, o PCB disputou as eleições gerais e conquistou uma vaga na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, com Armando Ziller, líder sindical dos bancários mineiros. A cassação dos mandatos dos comunistas na Câmara e no Senado Federal foi o pretexto utilizado para a cassação do mandato parlamentar de Ziller. A participação dos militantes, amigos e simpatizantes na CAMPANHA MOVIMENTO do PCB é o caminho para a retomada de espaços de denúncia, de defesa de direitos e de luta por conquistas para a classe trabalhadora.

ALTERNATIVA PARA A ESQUERDA NESTAS ELEIÇÕES

Nossa candidatura é fruto da necessidade de construir uma alternativa nestas eleições, e principalmente, construir uma Frente Anticapitalista e Antiimperialista. Compreendemos que a construção do PCB significa o fortalecimento da luta pelo socialismo em Minas e no Brasil.

Nossos candidatos são vinculados as lutas da classe trabalhadora e da juventude. A candidatura do professor Fábio Bezerra e do advogado sindical Sílvio Rodrigues são expressões políticas das lutas políticas, sociais e econômicas da classe trabalhadora em Minas Gerais. Reverter o quadro de conformismo político produzido pela elite mineira e construir uma alternativa de esquerda é o caminho para a classe trabalhadora retomar o horizonte socialista.


Texto publicado no Boletim Estadual de Organização - 016


Túlio Lopes

Secretário de Organização do PCB - Minas Gerais

Membro da Coordenação Geral Colegiada da UJC - Brasil

A novela do Centro de Internação de Adolescentes (CIA) de Ipatinga irá completar 4 anos!

Incompetência e descaso com a população infanto-juvenil de Minas Gerais... É o que tenho a dizer referente a não construção do CIA em Ipatinga e Região!

Adolescentes de Ipatinga teriam um centro para cumprir medidas de privasão de liberdade em caso de condenação por ato infracional (crimes praticados por adolescente de 12 a 18 anos)... Desde de Outubro de 2006, esta era na época a previsão para a finalização das obras!

A cidade doou uma área de aproximadamente 16 mil metros quadrados ao Estado (MG) e a mesma fica próximo ao Centro de Remanejamento de Presos (CERESP- Ipatinga/MG).

De acordo com o projeto, o CIA teria:

* duas oficinas de trabalho;
* alojamentos;
* escolas especializadas;
* quadras poliesportivas;
* palco para eventos.

E ao invês de irem para o CERESP, onde até hoje os adolescentes infratores costumam ficar recolhidos juntos com adultos, os mesmo teriam uma possibilidade maior de "recuperação" no CIA, mas como o adolescente não prioridade conforme preconiza a Constituição Federal e Estatuto da Criança e do Adolescente no nosso Estado e nos municípios, a novela se prolonga por 4 anos! E não tem previsão de solução!!!

Daniel Cristiano
Ipatinga/MG
31 8811 2121

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Veja o vídeo da entrevista de Ivan Pinheiro para a TV Sergipe

Ivan Pinheiro em quarto lugar na pesquisa Sensus

O candidato do PCB Ivan Pinheiro aparece em quarto lugar na pesquisa eleitoral divulgada pelo Jornal O TEMPO - Minas Gerais. A candidatura dos comunistas é uma importante alternativa nestas eleições.
FORÇA!

O Estatuto da Criança e do Adolescente completou 20 anos

Daniel Cristiano - Conselheiro Tutelar de Ipatinga/MG de 2006 a 2009 e Conselheiro Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente mandato 2009/2011

Rompendo com o conceito "menor e código de menores" o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foi implantado onde crianças e adolescentes são definidos como pessoas em condição peculiar de desenvolvimento e sujeitos de direito. Consolidando assim a necessidade da PROTEÇÃO INTEGRAL e PRIORITÁRIA de seis direitos fundamentais por parte da família, da sociedade e do Estado, como preconiza a Constituição Federal de 1988 e o Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990 em seu artigo 4º.

Esta mudança de paradigma e de mentalidade, completou 20 anos e está marcada diretamente à luta da sociedade civil organizada, para conscientizar órgãos governamentais e não governamentais a se comprometerem com o presente e o futuro da infância e adolescência do nosso país.

Sabemos que as desigualdades persitem, contudo temos o principal, a vontade da mudança e o instrumento legal para promovê-la.

Enfim, nestes 20 anos do ECA, buscamos a cada dia, fazer cumprir os preceitos contidos no estatuto da criança e a tão sonhada equidade social na área da Infância, Adolescência e de suas respectiavas FAMÍLIAS. O CONVITE NÃO É PARA O DIÁLOGO... O CONVITE É MAIS CONCRETO E PRÁTICO... É PARA A CONSTRUÇÃO DA REVOLUÇÃO NA SOCIEDADE, QUE DEFENDAM REALMENTE OS DIREITOS DA NOSSA BASE (CRIANÇA E ADOLESCENTE), com estudos verdadeiros referente aos reflexos da exploração do capital sobre os trabalhadores e suas famílias... com a participação na fiscalização sobre os trabalhos dos políticos (incompetência/corrupação... dos governantes e assessores)... Para sim conseguirmos mostrar a população que os mesmos estão para defender os interesses da "democracia/capital" e não da sociedade!

Com este marco histórico e com as lutas de pessoas empenhadas na garantias dos direitos da criança e do adolescente... que a Associação Beneficente Ágape (ABA) de Coronel Fabriciano/MG, juntamente com o Instituto Cenibra, homenagiaram no último dia 15 de Julho, o camarada do PCB de Ipatinga/MG (Daniel Cristiano), que é um dos multiplicadores do Projeto Conselhos Eficaz, implantado em 2006/2007 que tem como alvo o fortalecimento dos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente nas cidades de abrangência da CENIBRA/Celulose, com aproximadamente 90 municípios na Região do Vale do Aço e Leste de Minas.

E completo afirmando, que os avanços foram marcantes, mas é fato que nossas famílias, crianças e adolescentes não são prioridades dos governos Federais/Estaduais/Municipais (sociais democratas)... que na verdade defendem a política econômica como prioridade e não as pessoas que constroem e construirão nossa nação!!!

E viva a revolução socialista... Viva o comunismo... Viva o PCB... Viva a Base Luís Carlos Prestes de Ipatinga/MG

Daniel Cristiano 21210
PCB Ipatinga/MG
31 8811 2121

domingo, 18 de julho de 2010

A INTERSINDICAL realizou seu II Seminário Estadual em Belo Horizonte neste sábado. Sílvio Rodrigues e Fábio Bezerra apresentaram as propostas da corrente sindical UNIDADE CLASSISTA, ligada ao Partido Comunista Brasileiro.


FOTO - JOSÉ CARLOS ALEXANDRE

quinta-feira, 15 de julho de 2010

II SEMINÁRIO ESTADUAL DA INTERSINDICAL
BELO HORIZONTE - 17 DE JULHO DE 2010
RUA TRÊS PONTAS - 1422 - BAIRRO CARLOS PRATES
HORÁRIO - 09 ÀS 17 HORAS
Organizar a luta da classe trabalhadora brasileira na perspectiva de construir a Central Sindical Classista

Os trabalhadores brasileiros, em sua rica história de lutas, vivenciaram diversas experiências organizativas. Desde a Confederação Operária Brasileira, passando pelo Movimento de Unificação dos Trabalhadores e pelo Comando Geral dos Trabalhadores do Brasil, no período pré-golpe de 1964, chegando até a CUT, criada no ocaso da ditadura militar. Todas essas experiências refletiram o momento histórico vivido pela luta dos trabalhadores e o seu grau de organização. Tiveram o seu surgimento, existência e desaparecimento condicionados pela necessidade histórica de os trabalhadores construírem as suas organizações para enfrentar o capital, naquele estágio da luta de classes.
A superação dos limites organizativos impostos pelo Estado, com a circunscrição dos sindicatos à representação das respectivas categorias, sempre foi bandeira do movimento sindical em nosso país. A luta pela liberdade e autonomia sindicais sempre esteve presente na pauta da classe trabalhadora. A realização do Conclat em 1981 desafiou a proibição governamental e apontou para um patamar mais avançado da organização de classe.
A CUT surgiu em um marco de divisão no movimento sindical. Sua trajetória representou as aspirações imediatas dos trabalhadores e congregou, durante uma boa parte de sua história, grande parte dos setores mais avançados do movimento sindical. A CUT esgotou-se enquanto instrumento da luta da classe trabalhadora antes do governo Lula e atingiu os seus limites no advento desse governo. De símbolo da luta dos trabalhadores, a CUT se tornou numa correia de transmissão do governo no movimento operário. O esgotamento da CUT fez diversos setores romperem com essa central e buscarem novas formas de organização.
Do bojo da CUT surgem duas experiências organizativas dos trabalhadores no país: a Intersindical e a Conlutas. Fundada em 2003, na esteira da reforma da previdência, a Conlutas teve como base setores importantes do sindicalismo do setor público, com um grande peso do PSTU em sua direção e formulação política. Define-se como uma organização sindical e popular, em que convivem em uma mesma organização de massa sindicatos, movimentos sociais, estudantes e movimentos contra a opressão. Em 2008, a Conlutas fez o requerimento, junto ao Ministério do Trabalho, de seu registro como central sindical.
A Intersindical foi fundada pelos setores que romperam com a CUT no processo congressual dessa entidade no ano de 2006. A Intersindical surgiu como um instrumento de organização e luta dos trabalhadores. Participaram de sua fundação a Unidade Classista - PCB, a ASS e as correntes do PSOL que não faziam parte da Conlutas: a APS, o Enlace e o Csol. Mesmo sem organização em todos os estados, a Intersindical teve um papel relevante nas lutas do último período.
Em 2008, no II Encontro Nacional da Intersindical, em São Paulo, após um profundo debate sobre a oportunidade ou não de se criar a Central Sindical naquele momento, precipitou-se uma fissura nesse encontro, tendo como eixo norteador a continuidade da Intersindical ou a unificação com a Conlutas. As correntes do PSOL optaram pela estratégia de unificação com a Conlutas, o que redundou na convocatória para o Congresso de Santos, em 05 e 06 de junho deste ano. Por outro lado, os comunistas, a ASS e independentes optaram por reforçar a Intersindical como instrumento de organização e luta dos trabalhadores.
O Congresso de Santos, que teria como objetivo principal a unificação da Conlutas com as correntes do PSOL que reivindicam a Intersindical, terminou com a retirada dessas correntes, juntamente com Unidos pra Lutar e do Movimento Avançando Sindical. O fracasso da tentativa de unificação tem causas que transcendem o Congresso e evidenciam as contradições de concepção de central, da metodologia de sua construção e de condução do processo em si.

A questão da Central: as diversas concepções
A Conlutas se construiu como uma organização de sindicatos, oposições e coletivos sindicais, convivendo organicamente com diversos movimentos sociais, incluindo aqueles dedicados às lutas contra a opressão, além de estudantes. As relações entre as diversas expressões nos marcos de um mesmo espaço político e organizacional nunca foi resolvido pela Conlutas. A não resolução dessa questão favoreceu a hegemonia política, não necessariamente numérica, de um partido, o PSTU, sobre as demais correntes políticas. Mais: a diluição da representação política interna e das instâncias de direção fez aprofundar o hegemonismo e o aparelhismo. Em 2008, nas vésperas do congresso nacional da Conlutas, diversas correntes, todas participantes do Congresso de Santos, se retiram da Conlutas por esses motivos.
O PCB contrapôs a essa concepção de central sindical e popular a necessidade de uma organização que expresse a intervenção dos trabalhadores enquanto classe, tendo como mote a contradição capital-trabalho. Os movimentos contra a opressão – anti-racismo, gênero, diversidade sexual – devem ser entendidos pelo ponto de vista de classe. Essas questões são importantes, mas são dimensões da exploração e da opressão do capital sobre o trabalho. Sem essa compreensão, os movimentos contra a opressão se tornam movimentos de busca por melhores condições de participação na dinâmica do sistema capitalista.
A organização dos trabalhadores deve refletir todas as dimensões da luta de classes. Deve-se evitar o risco de se diluir a questão central, a exploração do trabalho pelo capital. As lutas contra a opressão devem, necessariamente, ser tratadas de acordo com as suas especificidades. A inclusão desses setores em uma organização sindical é prejudicial à sua própria dinâmica. E a inclusão dos estudantes se torna ainda mais complexa, tendo em vista que o conjunto dos estudantes não se constitui como classe. O movimento estudantil é transitório e policlassista por sua própria natureza.
Todas as experiências organizativas dos trabalhadores brasileiros refletiram uma necessidade colocada pelo grau de mobilização do movimento operário. Apesar de lutas significativas de diversos ramos e categorias, a mobilização da classe trabalhadora não possui ainda um caráter nacional. A necessária unidade de ação do conjunto da classe é uma tarefa para este momento. O ponto alto de uma ação unificada foi o Encontro Nacional de 25 de março de 2007, ocasião em que o Fórum Nacional de Mobilização, que deveria ter surgido daquele encontro, não vicejou. Também fracassaram as tentativas de elaboração de um programa comum.
O patamar da luta de classes no Brasil coloca para os trabalhadores a necessidade da construção de uma Central Sindical classista. Apesar das diferenças de concepção, da frágil unidade de ação e da ausência de um programa comum, a construção dessa Central não pode se dar apenas como um acordo entre correntes, mas deve ser encarada como tarefa dos diversos setores que lutam pela transformação da sociedade e têm, na luta contra o capital, a perspectiva de uma nova sociabilidade. Esse debate terá por tarefa a unificação das lutas específicas, a concepção de bandeiras gerais e o estabelecimento da solidariedade de classe como pontos básicos para a sustentação do projeto de construção da Central.
A recente tentativa de criação de uma central sindical e popular na cidade de Santos expôs as fragilidades do seu processo de convocação e de preparação, além de reproduzir os mesmos problemas de concepção existentes na Conlutas. Como resultado, ao invés de contribuir para a unidade, aprofundou a fragmentação. Urge a necessidade de se retomar a unidade de ação entre as diversas organizações dos trabalhadores. Esse exercício deve contribuir para a construção da luta da classe na perspectiva da unidade organizacional.

Pressupostos para a reorganização do movimento operário

Como afirmado anteriormente, a Central Sindical tem um papel de unificação das lutas dos trabalhadores. Para tal, a ação da central supera o puro e simples economicismo. Ultrapassa, também, as manifestações espontâneas dos trabalhadores. A ação econômica, sem politização, descamba no peleguismo e na adaptação do movimento operário ao jogo da concorrência capitalista. Ou seja, não bastam conquistas salariais e de melhores condições de trabalho. Também é importante superar o obreirismo, evitando a divisão entre setor público e privado, situação formal ou informal, lutas da cidade e do campo.
Nós, comunistas, não subestimamos o papel dos partidos e correntes no movimento operário. Organizamos o nosso partido, o PCB, que se propõe a ser um destacamento de vanguarda do proletariado. Temos clareza, porém, que a vanguarda não substitui a classe e a organização sindical, seja na Central, seja nas demais organizações sindicais. Portanto, devemos respeitar os mecanismos de mediação da classe trabalhadora.
O maior patrimônio do movimento operário é a sua unidade. Mas essa unidade não pode ser construída burocraticamente. Promover essa unidade de ação é responsabilidade dos setores que se reivindicam de vanguarda. Nós, comunistas do PCB, estamos dispostos a participar de todas as discussões necessárias à construção da unidade de ação e do programa capazes de nortear o caminho para a efetiva criação da Central Sindical Classista, uma central autônoma frente ao governo e ao patronato, que tenha centro nas organizações sindicais da classe trabalhadora. A construção dessa central não pode ser fundada por mero ato de vontade. Sua concepção tem que ser debatida a fundo entre as organizações da classe e não pode se submeter apenas às disputas entre partidos e correntes. A Central surgirá como uma construção da luta dos trabalhadores em nosso país, juntamente com a sua vanguarda, organizada na unidade de ação.
Nós, comunistas do PCB, trabalhamos pelo fortalecimento da Intersindical - instrumento de organização e luta dos trabalhadores - e conclamamos, para a unidade de ação e organização da luta, aqueles setores que, tendo divergido da condução hegemonista no Congresso de Santos, entendem a necessidade de construção de uma Central Sindical Classista que surja da ação e do debate entre as diversas organizações da classe trabalhadora e forças políticas que se dedicam de fato à unidade e à organização da classe no enfrentamento ao capital e na perspectiva da construção da sociedade socialista em nosso país.

OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Professor Fabinho - 21

A Grave Crise Pelo Qual Passa o Funcionalismo em Minas.

Hoje, 13 de Julho, diversos sindicatos que representam o funcionalismo público mineiro, fizeram um grande ato no centro de Belo Horizonte, denunciando os oitos anos de descaso e sucateamento do serviço público.

Estavam presentes as entidades ligadas aos educadores, policiais civis, judiciário, saúde, fiscais da receita estadual, servidores do IPSEMG entre outros e em todas as falações o sentimento de indignação era evidente.

Ao longo desses últimos oito anos de gestão tucana em Minas, Aécio Neves promoveu um conjunto de reformas que reduziu investimentos e retirou direitos do funcionalismo através de metas de produtividade condicionando o reajuste salarial a consecução destas metas.

O Choque de Gestão como ficou conhecido o conjunto de ações coordenadas pela secretaria de governo, tendo a frente o secretário Antônio Augusto Anastasia, promoveu o maior conjunto de medidas da administração do Governo no sentido de cortar investimentos e promover o congelamento salarial sob o conjunto do funcionalismo.

A economia feita com essas medidas foi o que possibilitou o investimento da construção de uma verdadeira obra faraônica, o novo centro administrativo que custou mais de 1 bilhão e meio de reais, dinheiro suficiente para construir mais de 200 mil casas populares ou investir na abertura de novas vagas em dezenas de Hospitais Públicos em todo o Estado ou mesmo ter desapropriado dezenas de latifúndios em prol da reforma agrária!

Esse investimento em obras foi o foco do investimento em marketing do Governo Aécio, que esperava lograr êxito na pretensa candidatura a presidência da república.

Porém o Estado que possui o 2º maior PIB e que cresceu mais que o país no último trimestre, insistiu em penalizar o funcionalismo público que estrangulado, sofre com a falta de investimento, resultando em um atendimento de má qualidade a população do Estado.

Enquanto o gasto direto com investimentos no setor público era de 60% da receita do Estado no Governo Itamar, nos governos Aécio/ Anastasia esse investimento caiu para pouco mais de 45% de investimentos diretos, ao contrário do que aconteceu com os gastos com propaganda, que aumentaram mais de 300% ao longo desse período.

Segundo dados do sindicato dos fiscais de Minas Gerais, houve um aumento da arrecadação do Estado, a receita total em 2002 era R$ 17,59 bilhões e em 2009 subiu para R$ 40,56 bilhões, um aumento de 130%, muito abaixo da inflação no período que ficou em torno de 47% (IGP-DI e IPCA-IBGE).

Segundo o sitio do SindFisco, a receita do (ICMS) em Minas Gerais, em maio, chegou a R$ 2,099 bilhões, incremento de 21,82% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação foi de R$ 1,723 bilhão, nesse mesmo período segundo dados do Sindute e do sindsaúde, os investimentos diretos com saúde e educação decaíram.

Os efeitos desse processo são nossos velhos conhecidos: sucateamento e arrocho salarial e a vítima direta é a população que depende do serviço público para o atendimento de suas demandas imediatas.

Nesse período eleitoral, muito há que se esclarecer à população sobre o (des) governo de Aécio Neves e o que significou de fato o “Choque de Gestão” neoliberal do PSDB.

É um compromisso dos comunistas do PCB nas eleições de 2010, fazer de nossa campanha um instrumento a serviço de todos aqueles que foram e estão sendo atingidos pelo neoliberalismo ainda presente em nosso Estado. Todos os nossos recursos de campanha, panfletos, programas de rádio e TV, debates e palestras entre outros, estarão voltados para esse fim.

Os comunistas sabem que a luta contra a alienação política talvez seja a mais difícil e desgastante, pois esse processo atinge o âmago da consciência dos trabalhadores (as) e consecutivamente a sua visão de mundo e a sua atitude política; mas estamos certos de que o custo do (des) compromisso falará mais alto e possivelmente, novas crises sociais e contradições revelaram a necessidade de se construir um novo patamar de luta e consciência que em nosso entender, passa nesse momento, pela construção de uma Frente Anticapitalista e antiimperialista, que possibilite reunir em um só movimento, todos os segmentos sociais que travam lutas contra as contradições e os agentes do modo de produção capitalista no Brasil assim como da nova fase de expansão imperialista que se estabelece em todo o mundo e na AL.

Nossa campanha terá como norte a denúncia e o combate não apenas as ações das elites representadas na Assembléia Legislativa e no Governo do Estado, mas também contra aqueles que de modo pusilânime, se abnegaram de cumprir o papel de lideranças sindicais e populares na perspectiva de conscientizar e organizar o povo para a luta pela construção de um Estado voltado para os interesses de classe dos trabalhadores do campo e da cidade.

Fábio Bezerra.

Fabinho é natural de Belo Horizonte e é membro da Direção Nacional do PCB desde 2000. Atua nos movimentos sociais desde o início dos anos 90 tendo sido líder estudantil no Colégio Estadual Central e na Universidade Federal de Minas Gerais atuando em diversas lutas em defesa da Universidade Pública com os demais segmentos da Universidade.
Em 2000, já como professor de filosofia e história na rede pública estadual, foi eleito para a Direção Estadual da CUT e em 2003 foi diretor da Sub- sede do Sindute na região de Venda Nova. Participa do movimento sindical em Minas ajudando a construir a luta dos educadores contra a precarização e o sucateamento do serviço público.

Programas Futebol e Política do Canal do Jornal O Poder Popular.

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