quinta-feira, 31 de março de 2011

30 de Março – Viva a Palestina livre!!


Em 30 de março, palestinos celebram Dia da Terra em todo o mundo

Todo 30 de Março o povo palestino e milhões de pessoas saem às ruas, em diversas partes do globo, para homenagear a resistência heróica de palestinos que relembram a data protestando contra a invasão e ocupação de suas terras por Israel na Galiléia. O exército israelense reprimiu violentamente a manifestação, atingindo de forma indiscriminada homens, mulheres e crianças. Como resultado, seis palestinos foram assassinados e centenas deles ficaram feridos ou foram presos. Isso aconteceu em 30 de março de 1976 e a data passou a ser conhecida como o Dia da Terra.

Por ocasião da sua passagem, neste ano, novamente os palestinos farão o mundo ouvir suas vozes pela liberdade. Assim, vão não apenas não deixar cair no esquecimento a morte dos cidadãos da Galiléia, mas bradar contra a ocupação da Palestina, a mais longa na era contemporânea, já durando quase 60 anos, a qual impõe a segregação e opressão diárias à população local.

No Brasil, e, em diversas partes do mundo, haverá iniciativas acompanhando esse calendário, organizadas pelos movimentos sociais e populares, com o apoio e participação ativa da comunidade palestina. Assim, os manifestantes vão clamar pelo fim do cerco a Gaza, pelo direito de retorno dos milhões de refugiados – direitos esses, aliás, já reconhecidos pela ONU (Organização das Nações Unidas) .

Dizemos não à tentativa brasileira de ratificação do Tratado de Livre Comércio Mercosul-Israel pelo Congresso Nacional. Ele foi assinado em 18 de dezembro último pelo Brasil durante a Cúpula do Mercosul em Montevidéu, capital do Uruguai. Deverá passar obrigatoriamente pelo Congresso para entrar em vigor.

Nós, defensores intransigentes dos direitos humanos no campo do direito e da política, defendendo a autonomia e soberania dos povos, nos opomos à aprovação do Tratado pelo nosso Congresso , uma vez que tal tratado representaria apoio à ocupação ilegal, imoral e opressiva, que se impõe à população palestina.

No Dia da Terra, cujo símbolo é a oliveira – árvore típica da costa mediterrânea, onde se situa a Palestina ocupada – reafirma-se, portanto, que a resistência e identidade de sua população, inclusive no exílio, permanecem vivas.

30 de Março – 2011


FRENTE PALESTINA LIVRE - Macapá


Mercedes Lima

quarta-feira, 30 de março de 2011

Quinta-feira - 19 HORAS - CASA DOS JORNALISTAS

Pablo Lima representará o PCB em debate sobre as mudanças no mundo árabe!

AS MUDANÇAS NO MUNDO ÁRABE NA PERSPECTIVA DAS ESQUERDAS

QUINTA-FEIRA - 19 HORAS - CASA DOS JORNALISTAS

AVENIDA ALVAREZ CABRAL - 400


O Prof. Dr. Pablo Lima coordenador do Instituto Caio Prado Junior em Minas Gerais representará o Partido Comunista Brasileiro - PCB. Além do PCB foram convidados outras organizações como a FEARAB, Partidos de esquerda (PSOL, PSTU) e também da ultra-esquerda como a LER-QI e o PCO.



Cresce rejeição à intervenção militar na Líbia na América Latina

Alba, mais Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina se opuseram. A favor: Colômbia, Peru, Chile e México

28/03/2011
Fabiana Frayssinet

Rio de Janeiro, IPS

A América Latina está dividida sobre a intervenção militar na Líbia, embora endureça paulatinamente suas posições iniciais na medida em que fica menos claro o objetivo das ações das potências do Norte, escudadas na resolução da Organização das Nações Unidas que visa a proteger os civis.
O Brasil, que se absteve na votação do Conselho de Segurança que autorizou o uso “de todas as medidas necessárias” para conter a violência na Líbia, hoje pede o cessar-fogo.
Segundo a presidente Dilma Rousseff, a intervenção militar está causando o que se temia quando o Brasil se absteve de apoiá-la: em lugar de proteger civis está causando vítimas entre eles. “Após lamentar a perda de vidas decorrente do conflito no país árabe, o governo brasileiro manifesta expectativa de que seja estabelecido um cessar-fogo efetivo o mais rápido possível, capaz de garantir a proteção da população civil e criar condições para solucionar a crise por meio do diálogo”, expressou o Ministério das Relações Exteriores.
“O Brasil reitera sua solidariedade com o povo líbio na busca por maior participação na definição do futuro político do país, em clima de proteção dos direitos humanos”, acrescenta o comunicado, atribuído pela imprensa brasileira a um acordo de bastidores no BRIC, bloco formado por Brasil, Rússia Índia e China.
O BRIC, mais a Alemanha, se abstiveram de votar no dia 17 a Resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU, de 15 membros, que estabelece para a missão de proteger civis a criação de um espaço de restrição aérea, mas exclui o envio de uma “força de ocupação” para o território líbio, governado há mais de 40 anos por Muammar Gadafi. Brasília se manifestou contra a guerra depois que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, colocou um pé no avião rumo ao Brasil, onde esteve de 18 a 20 deste mês.
Uma decisão que Antonio Alves Pereira, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, atribui não a uma diferença diplomática, mas ao recrudescimento da guerra. “Com as notícias de mortes de civis por bombardeios, o Brasil reafirmou sua posição contrária à continuidade da ação militar”, disse Antonio, após destacar que o voto inicial de abstenção “está coerente” com a política de sempre de Brasília, de privilegiar o “diálogo diplomático”.
Mauricio Santoro, especialista em assuntos internacionais da Fundação Getúlio Vargas, acrescenta que a abstenção inicial na ONU e o posterior endurecimento de posição foram decisões agora “mais fáceis” para o Brasil porque “os outros países do BRIC tiveram a mesma posição e isso fez com que não ficasse isolado”. Mauricio disse à IPS que esta é uma diferença com o passado, quando Brasília votou contra sanções ao Irã, junto com a Turquia, mas “isolado de Rússia e China, que as apoiaram. A tradição brasileira é nunca apoiar um ataque militar contra outro país nem uma intervenção coercitiva, e apoiar sempre a via pacífica na mediação de conflitos”, destacou.
Na vizinha Argentina, onde não houve um comunicado oficial de apoio ou rejeição à intervenção militar, a posição também começou a se definir na semana passada. Devido a uma consulta, o chanceler Héctor Timerman expressou sua posição na rede social Twitter, dizendo que no momento da intervenção “não estavam esgotados os meios diplomáticos disponíveis”. Também alertou que se deveria esperar o informe do enviado da ONU à Líbia antes de decidir por uma ação militar.
Khatchik Derghougassian, professor da Universidade de San Andrés, afirmou que tanto Argentina quanto Brasil “estão colocando um pouco de racionalidade e prudência em um fato internacional que pode se transformar em uma aventura imprevisível como a do Iraque”. O especialista em temas internacionais explicou que essa posição dos dois países “não é uma defesa de um regime que manda matar seu próprio povo, mas um questionamento da via militar quando ainda existiam outras opções. É um pronunciamento moderado, diferente dos de Cuba ou Venezuela, que têm um conteúdo mais anti-imperialista”, ressaltou.
Também os governos do Uruguai e Paraguai manifestaram posições afins às de Brasília e Buenos Aires. “Este ataque implica um retrocesso na ordem internacional vigente”, afirmou o presidente uruguaio, José Mujica, em entrevista ao jornal La República. “É muito pior o remédio do que a doença. Isso de salvar vidas com bombas é um contrasenso inexplicável”, ressaltou.
Os países integrantes da Alba (Aliança Revolucionária Boliviana para os Povos de Nossa América), solidários com a postura do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, condenam plenamente a intervenção militar aérea, que atribuem ao interesse dos Estados Unidos e de seus aliados europeus de se apropriarem do petróleo líbio, bem como evitar a expansão dos movimentos revolucionários árabes. A Alba é integrada por Venezuela, Antígua e Barbuda, Bolívia, Cuba, Equador, Dominica, Nicarágua e São Vicente e Granadinas.
Chávez, que antes da decisão do Conselho de Segurança tentou formar um grupo de países amigos para examinar a situação no terreno e mediar entre as partes, condena abertamente a operação Odisseia do Amanhecer e pede que se busque uma saída diplomática. Segundo afirmou, “simplesmente o império ianque tomou uma decisão: é preciso derrubar Gadafi, é preciso aproveitar o momento das revoltas populares. Não apenas derrubar Gadafi, mas matá-lo”. E acrescentou que “Venezuela e os países da Alba exigem o fim da agressão à Líbia e contra qualquer nação do mundo”.
Uma posição que, segundo disse à IPS o diretor da Escola de Estudos Internacionais da Universidade Central da Venezuela, Félix Arellano, “não tem sentido, nenhuma possibilidade no cenário internacional, porque não é uma proposta para mediar, mas para apresentar um discurso de defesa de apenas uma das partes e paralisar a outra”.
Na outra ponta, a favor da intervenção Líbia, estão Colômbia, Peru, Chile e México, cujo governo fez “um chamado às autoridades líbias para deter imediatamente as violações graves e maciças dos direitos humanos da população civil”. Os termos das resoluções do Conselho de Segurança devem ser acatados, diz um boletim divulgado há uma semana pelo Ministério das Relações Exteriores.
“A posição do governo de Felipe Calderón é não gerar conflitos com os Estados Unidos, ao apoiar a resolução do Conselho de Segurança e deixando de lado se há ou não uma intervenção armada”, explicou à IPS Adalberto Santana, diretor do Centro de Pesquisas sobre América Latina e Caribe da estatal Universidade Nacional Autônoma do México.
As discrepâncias registradas na região sobre o problema líbio são, segundo Félix, uma amostra da atual divisão que, inclusive, afeta a União Sul-Americana de Nações (Unasul). “A América Latina está dividida, e nisso muito influiu a ideologização na política regional exercida pela Alba, o que torna muito mais difícil chegar-se a uma posição comum”, afirmou.
Por sua vez, Khatchik entende que a posição da faixa andina abertamente a favor da intervenção, com exceção do Equador, “não ameaça” a unidade americana. “Pertencer à Unasul não implica que os países devem se expressar sempre com uma só voz. É um fórum que tende a unir forças, em geral com coincidências no princípio da não intervenção, mas onde cada país pode encontrar sua própria formulação, e isso não significa que haja divisões”, explicou. Envolverde/IPS

*Com as colaborações de Marcela Valente (Argentina), Emilio Godoy (México) e Humberto Márquez (Caracas).

terça-feira, 29 de março de 2011

Veja a razão oculta da guerra “aliada”: o petróleo líbio



A Líbia é o maior produtor de petróleo leve na região (o mais usado para o refinamento de combustíveis) e possui a maior reserva provada da África. A Líbia é um dos principais fornecedores de petróleo da Europa, foi o 16° exportador de petróleo do mundo em 2009 e atualmente produz cerca de 1,6 milhões de barris por dia, o que representa 2% da produção mundial.




Evo Morales pede a retirada do Prêmio Nobel de Obama

Bolívia



O presidente boliviano, Evo Morales, pediu a retirada do Prêmio Nobel da Paz de seu homólogo dos Estados Unidos, Barack Obama. A justificativa é o presidente norte-americano ter impulsionado uma invasão armada à Líbia.



"Há dois anos temos escutado que o presidente Obama foi Prêmio Nobel da Paz. No entanto, neste momento, está defendendo a paz no mundo ou está promovendo ainda mais violência? Por isso se deveria retirar o Prêmio Nobel da Paz do presidente dos Estados Unidos”, disse Morales para jornalistas.



Obama recebeu o Nobel da Paz em 2009 apenas pelo fato de assumir a presidência dos Estados Unidos. Na mesma premiação, também figurava como postulante o mandatário boliviano, auspiciado pelos movimentos sociais sul-americanos.



Morales, que se define como marxista e antiimperialista, questiona duramente o papel das potências no falho Conselho de Segurança das Nações Unidas que, na quinta-feira, aprovou uma zona de exclusão aérea na Líbia.



O governante boliviano reivindicou o fim imediato das operações aéreas sobre a Líbia e a formação de uma missão de paz integrada por delegações de alto nível da ONU, a Liga Árabe e a União Africana.



No sábado, já havia expressado sua “condenação, repúdio e rechaço à intervenção de potências na Líbia”.



“Não é possível que o Conselho de Segurança, sob pretexto de defender a vida dos civis, bombardeie e destrua, invada um país como a Líbia”, disse, nesta segunda-feira, ao condenar a violação dos direitos humanos.



“Como podemos entender, como é possível que um Prêmio Nobel da Paz promova uma invasão, um bombardeio? Isso é delinqüência, é um assalto, é uma agressão”, disse Morales.



“Não é possível que um Prêmio Nobel da Paz (como Obama) encabece uma quadrilha para assaltar e para invadir. Isso já não está de acordo com defesa dos direitos humanos”, finalizou.



Fonte: http://roseoftokio.blogspot.com/



Tradução: Maria Fernanda M. Scelza

segunda-feira, 28 de março de 2011

89 anos do PCB em BH - por José Carlos Alexandre

E a família comunista soube festejar os 89 anos do PCB



Por José Carlos Alexandre



Túlio Lopes





Pablo Lima



Fábio Bezerra



Restaurante da Bia: toda a simpatia da proprietária




A sede do PCB na Rua Curitiba, 656 foi pequena. Comunistas, familiares e amigos lotaram as istalações para os debates comemorativos do 89º aniversário do Partidão.
O professor Túlio Lopes, na União da Juventude Comunista, falou sobre o Congresso Mundial, realizado na África do Sul, juntamente com o encontro da juventude de 126 países, com 15 mil participantes.
Em seguida o professor Pablo Lima, da UFMG, abordou a questão das revoltas que pipocam no Oriente Médio e no Norte da África.Com destaque especial para a questão Líbia.
Já o professor Fábio Bezerra, que é secretário-político do PCB no Estado e membro do Comitê Central, abordou a crise mundial do capitalismo e a conjuntura econômica e política brasileira.
O auditório mostrou-se muito interessado por todos os temas e não economizou perguntas.
E aplaudiu a iniciativa do diretor do Comitê Municipal, Alaor Geraldo Mendes, de recordar os comunistas que morreram na militância, principalmente em consequência da ditadura militar de 1964.
Ao final desta parte do programa comemorativo, o secretário- político do PCB municipal, o tecelão e eletricista José Francisco Neres, tocou A Internacional, com a plateia de pé, cantando.
Minha intervenção ao final foi para elogiar a fala do representante do Comitê Central, dos demais oradores e da organização dos festejos, tendo a frente o secretário do Comitê Municipal, Geraldo Magela.
O encerramento foi com jantar festivo no Restaurante da Bia, na Rua Guarani, com a proprietária fazendo as vezes de anfitriã e circulando de mesa em mesa, com toda sua simpatia, zelando para que todos apreciassem as iguarias que preparou para a festa comunista.



domingo, 27 de março de 2011

Solidariedade às Ocupações

Agenda  da próxima semana:
  • 28/03/2011, 2a feira, 9:00, Auditório da Assembléia Legislativa de Minas Gerais - Audiência Pública da Comissão de Direitos Humanos da ALMG sobre as Comunidades Camilo Torres, Irmã Dorothy e Dandara,
     
  • 30/03/2011, 4a feira, 10:00 - visita oficial da Comissão de Direitos Humanos da ALMG às Comunidades Camilo Torres e Irmã Dorothy:  o onibus - que levará as entidades e movimentos de solidariedade às ocupações-  sairá da ALMG às 9:00 (encontrar na Praça da Assembléia, junto às bandeiras).


sábado, 26 de março de 2011

Atenção para os horários das atividades!

SEMINÁRIO ESTADUAL DE CONJUNTURA INTERNACIONAL E NACIONAL

14 HORAS - RUA CURITIBA - 656 - 6º ANDAR



JANTAR EM COMEMORAÇÃO AOS 89 ANOS DO PCB

18 HORAS - RUA GUARANI - 584 - RESTAURANTE DA BIA

sexta-feira, 25 de março de 2011

Resolução Política do Comitê Estadual do PCB – Minas Gerais


Comitê Estadual do Partido Comunista Brasileiro – PCB Minas Gerais

Belo Horizonte, 25 de março de 2011.

pcbminas@ig.com.br – (31)32016478 – www.expressovermelho.blogspot.com





Resolução Política do Comitê Estadual do PCB – Minas Gerais





Minas Gerais, é o maior exportador minério do país e que vem recebendo grande investimento industrial advindo da política de renúncia fiscal que foi campeã em todo o Sudeste, galgou seu crescimento sob a onda de expansão econômica que vem ocorrendo no país, conseguindo em menos de dois anos amenizar os efeitos da crise econômica mundial, dizemos amenizar, pois os efeitos da crise ainda se fazem presentes em todo o Estado com contornos mais acentuados em algumas regiões e menos acentuados em outras.

Mas o fundamental desse processo foi a combinação de uma ajustada na lógica burguesa, política de cerceamento das regiões do estado, combinando coação financeira com verbas do fundo de amparo as prefeituras e destrave no pré-período eleitoral, de verbas retidas na Assembléia para uma derrama de obras paliativas que promoviam os deputados da base governista e o executivo mineiro nos quatros cantos do Estado.

A mídia mineira que foi peça fundamental desse processo, pois nunca na história do Estado, se viu uma verdadeira cortina de ferra sob o palácio da liberdade, impedindo todo e qualquer tipo de crítica ou discordância, por mais pueril que fosse. Esse tipo de ação midiática funcionou muito bem, pois além de encobrir as desigualdades e contradições do Estado de Minas sob a gerência de Aécio e Anastasia, foi o carro chefe da propaganda mentirosa de austeridade fiscal e investimentos “sociais” do Governo tucano, fazendo uma verdadeira lavagem cerebral sobre o eleitorado mineiro. Mas não podemos deixar de destacar a ausência política de uma efetiva oposição tanto na Assembléia quanto nas ruas.

A chamada bancada da oposição, apenas teve esse contorno há pouco mais de dois anos, quando o PMDB decidiu se aliar ao PT acenando para uma composição entre os dois partidos no sentido da disputa do Palácio da Liberdade, leia-se agora Centro Administrativo. Praticamente durante mais de 2/3 do governo Aécio/ Anastasia a Assembléia Legislativa homologou sem nenhum empecilho todos os projetos e medidas do governo, inclusive as mais reacionárias como foi o caso do famigerado Choque de Gestão, que retirou recursos das áreas sociais, precarizou o serviço público e levou para o Estado a gerencia empresarial, forma sofisticada de privatização da função social do Estado.

Ao longo dos primeiros anos de Governo Aécio, PT e PSDB selaram um pacto de boa vizinhança frente aos recém eleitos governos Aécio e Lula. O que pode se verificar foi a mudança de postura do movimento sindical ligado ao funcionalismo público que priorizou as negociações de gabinete. Mas o efeito de desarme ideológico que vem se instaurando em nosso país, resultado da mudança de atitude do movimento sindical brasileiro tendo como carro chefe a Central Única dos Trabalhadores também contribuiu com a letargia que se acomodou junto ao funcionalismo público, pois esse tipo de política sindical não privilegia o debate de classe, não forma e nem protagoniza a organização do conjunto dos trabalhadores em ações que recoloquem em dia o sentido da luta de classes em nosso país e dessa forma não há como se esperar que pelo espontaneísmo das massas ou por epifanía divina a consciência de classe e a luta iriam brotar como cogumelos após a tempestade!

Se fosse dessa forma o efeito imediato da última grande crise econômica mundial desencadearia “naturalmente” revoluções socialistas em todo o mundo!



A esquerda e as eleições 2010 em Minas Gerais.

As Quatro candidaturas do campo da esquerda socialista (PCB, PSOL, PSTU E PCO) não conseguiram alcançar o 1% de intenções de votos e para piorar parte dos movimentos sociais se atrelaram ao campo social-liberal representado na candidatura Hélio e Patrus, numa clara perspectiva de se alcançar avanços através de pequenas alterações no modelo de gestão, neoliberal desenvolvido no governo Aécio e Anastasia.

Esses setores possuem forte presença nos movimentos urbanos e rurais e potencialidade de mobilização e equacionamentos políticos, por sua vez, assim como grande parte da esquerda brasileira, estão isolados em suas próprias reivindicações e não conseguiram efetivar nos últimos anos nenhuma grande campanha unificada devido às ilusões de classe que ainda vicejam na esquerda brasileira ou mesmo o grau de sectarismo e disputa que se estabeleceu nos movimentos sociais devido à capitulação da CUT, UNE e UBES frente ao Governo Federal e a ausência de um instrumento de vanguarda a altura de reconduzir os movimentos sociais às derradeiras lutas contra a ofensiva do capital.

Mas mesmo essa situação merece dos comunistas uma apreciação mais profunda, pois as raízes desse processo vão além de uma pseudo crise de direção, talvez caiba analisar com mais rigor a própria estrutura de classes no Brasil e as transformações ontológicas a qual os mais variados setores da classe trabalhadora vêem passando devido a diversos fatores nesses últimos anos.

A combinação de ausência de lutas mais amplas que educariam nosso povo, somado ao processo de alienação política profundo pelo qual passa grande parcela da classe trabalhadora e a sensação de bem-estar econômico motivado pelo consumismo de parcela da classe média e baixa, mesmo que a base de endividamento creditício colabore para a profunda crise política na qual nos encontramos nesse momento.



Nossa Participação.

O PCB participou pela 1ª vez em sua história com uma chapa própria as eleições regionais o que exigiu de sua direção grande desenvoltura para cumprir os desafios que uma chapa própria impõe. Esse processo fez com que a direção do Partido e aqueles que de fato se envolveram nesse processo, pudessem compreender melhor os limites de nossas forças e ao mesmo tempo nossas potencialidades.

O PCB conseguiu nos espaços onde participou (debates, entrevistas, panfletagens, reuniões com apoiadores) apresentar sua análise de conjuntura e principais propostas para a sociedade. E devido às críticas apresentadas a gestão do PSDB, o PCB foi perseguido judicialmente e não raro foram os boicotes dos meios de comunicação à nossa campanha.

Mas o resultado eleitoral deixou claro a pouca presença do Partido junto aos movimentos sociais e a pouca representatividade no conjunto do Estado. As parcas condições financeiras, as poucas bases organizadas no interior do Estado, a ausência de ação militante em diversas regiões de Minas Gerais e os poucos quadros envolvidos com a divulgação e estruturação da campanha, além de outras candidaturas da esquerda socialista que possuíam discursos e posições em comum em vários momentos, podem ser consideradas razões que explicam nossa desenvoltura a nível geral.

Os objetivos do PCB a longo prazo é conquista do poder político pelo proletariado e seus aliados fundamentais mais entende que esquerda precisa superar seu gral de fragmentação atual. O PCB propõem a todos os setores comprometido com as lutas dos trabalhadores a si somarem numa frente anti-capitalista e anti-imperialista, frente essa que deve se converter num pólo socialista de massas.



Viva os 89 anos do Partido Comunista Brasileiro – PCB!




PcdoB e seus colaboradores

PC do B fatura com parceiros de 2014 e 2016

Rodrigo Mattos



Patrocinadores da Olimpíada do Rio-2016 e da Copa de 2014 fizeram doações na eleição de 2010 para o PC do B, partido do ministro do Esporte, Orlando Silva Jr..



O ministério participa da elaboração de leis que darão benefícios aos parceiros comerciais dos dois eventos. Ainda atua em negociações com a Fifa e o COI (Comitê Olímpico Internacional).



Levantamento da Folha mostra que o PC do B recebeu R$ 940 mil de patrocinadores da Olimpíada e da Copa, contra nada no pleito de 2002.



Os doadores foram a Coca-Cola, o McDonald's e o Bradesco. As duas primeiras empresas são patrocinadoras dos dois eventos, e o banco, apenas dos Jogos do Rio.



O dinheiro foi dado ao Comitê Financeiro Único do PC do B em três Estados: Amazonas, São Paulo e Rio. O que faturou mais foi o da a capital fluminense, sede da Olimpíada e da decisão da Copa.



A Coca-Cola deu a maior fatia do dinheiro. Principal subsidiária da empresa no Brasil, a Recofarma Indústria do Amazonas Ltda. doou R$ 450 mil aos comunistas. A Rio de Janeiro Refrescos Ltda., distribuidora na capital do Rio, deu R$ 100 mil.



A empresa é a mais interessada nos eventos: está garantida no rol de patrocinadores principais da Fifa (até 2022) e do COI (até 2020).



O PC do B recebeu R$ 350 mil do Banco Alvorada, controlado pelo Bradesco.



No final do ano passado, o banco ganhou a concorrência para prestar os serviços financeiros e de seguros para a Olimpíada de 2016.



A Arcos Dourados Comercio Ltda., nome do McDonald's no Brasil, doou R$ 40 mil aos comunistas.



A rede de alimentação é patrocinadora oficial da Olimpíada desde 1976 e tem contrato até pelo menos Londres-2012. No caso da Copa do Mundo, seu contrato vem desde 1994 e está em vigor.



As doações dos três patrocinadores olímpicos representam em torno de um sétimo do total ganho pelo PC do B nos Estados de São Paulo, Rio e Amazonas (sede da Coca-Cola), os que mais arrecadaram na última campanha.



Feito em conjunto pelo Esporte e pela Casa Civil, a Lei do Ato Olímpico deu exclusividade a esses e outros parceiros do COI no uso de espaços de publicidade em áreas federais relacionadas aos Jogos-2016, como aeroportos. Foi aprovada no Congresso.



A versão em estudo da Lei Geral da Copa, da qual o Ministério do Esporte também participa da gestação, prevê também limites de áreas exclusivas para patrocinadores da Fifa. Ainda determina prisão para quem tentar fazer marketing pirata com a Copa.



Essas medidas estavam nas garantias dadas pelo governo à Fifa e ao COI em negociações das quais o ministério de Orlando Silva Jr. também participou. São imposições para receber os eventos.



Verba para comunistas dispara em 4 anos



As contribuições dos patrocinadores da Olimpíada e da Copa ao PC do B foram praticamente quintuplicadas da eleição de 2006 para a realizada no ano passado.



O cálculo leva em conta recursos aos comitês financeiros únicos, sem considerar dinheiro aos candidatos.



Há quatro anos, o partido recebeu R$ 194,6 mil da Coca-Cola, por meio das subsidiárias Recofarma Indústria do Amazonas Ltda. e da Rio de Janeiro Refrescos Ltda.



Foi o único patrocinador que deu dinheiro aos comunistas naquele pleito.



Para 2010, o valor da doação da Coca-Cola foi a R$ 550 mil, um aumento de 182% em relação à eleição anterior.



Como comparação, a contribuição eleitoral da empresa a todos os partidos apresentou um crescimento de 94% nesses quatros anos.



O McDonald's não deu dinheiro a partidos em 2006, mas, no ano passado, doou R$ 40 mil ao PC do B.



O Banco Alvorada, controlado pelo Bradesco, até deu R$ 60 mil ao partido, mas na época não tinha associação com Olimpíada ou Copa.



Em 2002, o PC do B não ganhou nada dos parceiros dos Jogos do Rio e da Copa.



Ainda houve salto na arrecadação do Comitê Financeiro Único do Rio, cidade-sede da Olimpíada-2016, multiplicada por oito em 2010 e chegando a R$ 3,2 milhões. (RM)



Ministério nega interesse partidário



As leis sobre a Copa-2014 e os Jogos-2016 são fruto de garantias governamentais dadas à Fifa e ao COI (Comitê Olímpico Internacional). Foi o que disse a assessoria do Ministério do Esporte, ao negar motivação partidária na atuação de Orlando Silva Jr..



"Ressaltamos que o ministro do Esporte toma decisões com base no interesse público, e não em interesses partidários", afirmou a assessoria do Ministério do Esporte.



Na edição de domingo passado, a Folha mostrou que, em cinco anos de gestão, Silva Jr. concentrou verbas do maior programa da pasta, o Esporte e Lazer na Cidade, em prefeituras aliadas do PC do B em São Paulo, que compõem sua base política.



A respeito das doações dos parceiros de Copa e Olimpíada, a pasta informou que tanto o Ato Olímpico como a Lei Geral da Copa foram ou são elaborados a partir dos compromissos do governo para sediar os eventos. "O Poder Executivo e o Poder Legislativo respaldaram as garantias governamentais perante o COI", declarou o ministério.



A assessoria, porém, não especificou o papel do ministério nessas legislações.



O presidente do PC do B, Renato Rabelo, declarou que apenas o Banco Alvorada, controlado pelo Bradesco, fez contribuições para a direção do partido. As outras doações foram enviadas para os comitês estaduais.



Mas ressaltou que o Bradesco e a Coca-Cola já apoiavam candidatos ou o partido em eleições anteriores.



"Sinceramente, nem sabia quem eram os patrocinadores da Olimpíada e da Copa", declarou Rabelo, que afirmou não influir em decisões do Ministério do Esporte.



"Não procuramos ninguém por ser patrocinador olímpico. Procuramos quem defende os princípios iguais aos do partido", ressaltou.



As empresas também negaram relação entre as doações ao PC do B e a presença do partido no ministério.



"A Coca-Cola faz doações para partidos políticos desde 1996, muito antes de o Brasil ter sido escolhido sede de Copa e Olimpíada", declarou a companhia, via assessoria.



De acordo com a assessoria do McDonald's, os contratos dos eventos são definidos mundialmente, "sem o envolvimento dos mercados onde serão realizados".



A empresa disse que acredita em "apoiar valores democráticos" e que, por isso, "apoiou alguns partidos políticos nas eleições de 2010".



A assessoria do Bradesco, ao negar elo entre doações e o patrocínio, afirmou que "eventuais contribuições aos partidos políticos observam todos os aspectos legais".



Fonte: http://www.chicobruno.com.br/lista.php?idC=30884

quinta-feira, 24 de março de 2011

Programação 89 anos do PCB em Belo Horizonte

ANIVERSÁRIO 89 ANOS DO PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO – PCB


BELO HORIZONTE – MINAS GERAIS

PROGRAMAÇÃO –

26 DE MARÇO – SÁBADO

14 HORAS – PALESTRA SOBRE CONJUNTURA INTERNACIONAL

REVOLTAS NO MUNDO ÁRABE

Pablo Lima – Instituto Caio Prado Junior

XVIIº FESTIVAL MUNDIAL DA JUVENTUDE E DOS ESTUDANTES – ÁFRICA DO SUL

Túlio Lopes – União da Juventude Comunista

15 HORAS E 30 MINUTOS – PALESTRA SOBRE A FRENTE ANTICAPITALISTA E ANTIIMPERIALISTA

Fábio Bezerra – Membro do Comitê Central do PCB

18 HORAS E 21 MINUTOS – JANTAR DE COMEMORAÇÃO DOS 89 ANOS DO PCB

Restaurante da BIA – Rua Guarani – 584 – Centro

R$21,00

BEBIDAS A PARTE

Vendas dos Convites para Jantar na Sede do Partido

quarta-feira, 23 de março de 2011

Ocupações Dandara, Camilo Torres e Irmã Doroty ameaçadas de despejo

Contra a invasão da Líbia e a guerra imperialista

(Nota política do PCB)

O Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB), reunido no Rio de Janeiro, manifesta o seu mais veemente repúdio aos ataques militares contra a Líbia e à aprovação pela ONU de uma zona de exclusão aérea sobre seu território, sob o pretexto de proteger as forças de oposição a Kadafi.
O PCB ressalta que, por trás da ofensiva bélica imperialista existe um objetivo muito claro: o controle das reservas de petróleo líbio pelas potências imperialistas e a tentativa de divisão do território da Líbia.
O pretexto de defender os direitos humanos e proteger a população do País é apenas uma cortina de fumaça para justificar esse ato infame contra o povo líbio, pois nem EUA nem a União Européia têm autoridade moral para defender essas bandeiras, uma vez que foram e são patrocinadores das ditaduras mais sanguinárias do planeta, dos governos mais sanguinários do Oriente Médio e das monarquias despóticas que dirigem grande parte da região. Além disso, esses países calam-se diante da invasão do Bahrein pelas tropas da Arábia Saudita e dos emirados Árabes Unidos.
O PCB condena a campanha de desinformação realizada pela mídia hegemônica mundial no sentido de justificar a invasão. Trata-se de mais uma ação do imperialismo no sentido de continuar a política de invasões a países soberanos, como aconteceu na Iugoslávia, Iraque e Afeganistão, com enorme banho de sangue, visando a se apropriar das riquezas naturais e do controle geopolítico da região.
O PCB, coerente com a política de respeito à autodeterminação dos povos, exige o imediato fim dos bombardeios e da intervenção militar e apela às forças progressistas e internacionalistas no sentido de cerrar fileiras na defesa da integridade do território líbio e contra as intervenções imperialistas.

Fora as tropas da OTAN da Líbia!

Pelo fim dos ataques militares à população!

Pela autodeterminação do Povo líbio!

PCB – Partido Comunista Brasileiro

Comitê Central

20 de março de 2011

terça-feira, 22 de março de 2011

VADE RETRO, OBAMA!


(Governo brasileiro se curva ao imperialismo)

(Nota Política do PCB)

A vinda de Obama ao Brasil foi um gesto forte que marcou, para o Brasil e o mundo, um claro movimento de estreitamento das relações entre os governos brasileiro e norte-americano. O governo Dilma aponta para a continuidade, em nova fase, das ações de defesa dos interesses do capitalismo brasileiro no exterior.

A agenda midiática da visita sinaliza claramente um realinhamento do Brasil ao imperialismo norte-americano. Obama, por decisão do novo governo, foi o primeiro estadista estrangeiro a visitar o Brasil após a posse de Dilma. Mas não foi uma visita qualquer.

O governo brasileiro montou um palanque de honra e um potente amplificador para Obama falar ao mundo, em especial à América Latina, para ajudar os EUA a recuperarem sua influência política e reduzir o justo sentimento antiamericano que nutre a maioria dos povos. Nem na ditadura militar, um presidente estadunidense teve uma recepção tão espalhafatosa como a que Dilma lhe ofereceu.

Os meios de comunicação burgueses do mundo todo anunciam hoje em suas manchetes “o carinho do povo brasileiro com Obama” e a “amizade Brasil/Estados Unidos”. Caiu a máscara de uma falsa esquerda que proclama a política externa brasileira como “antiimperialista”.

Em verdade, o Brasil esteve três dias sob intervenção do governo ianque, que decidiu tudo, desde os acordos bilaterais a serem assinados à agenda, à segurança, à repressão a manifestações, ao itinerário, ao alojamento, às visitas e até ao cardápio de Obama. No Rio de Janeiro, a diplomacia americana e a CIA destituíram o governador e o prefeito, que queriam surfar na visita ilustre, decidindo tudo a respeito da presença de Obama na capital do Estado. Até a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, que fica na Cinelândia, foi obrigada a suspender suas atividades na sexta-feira. Foi ocupada por agentes norte-americanos e militares brasileiros para os preparativos do comício de domingo, que seria na praça em frente.

No caso da América Latina, foi um gesto de solidariedade aos EUA em sua luta contra os processos de mudança, sobretudo na Venezuela, Bolívia e no Equador e uma vista grossa ao bloqueio a Cuba Socialista e à prisão dos Cinco Heróis cubanos.

A moeda de troca para abrirmos mão de nossa soberania foi um mero aceno de apoio norte-americano à pretensão obsessiva do Estado burguês brasileiro de ocupar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, um símbolo para elevar o Brasil à categoria de potência capitalista mundial. Tudo para expandir os negócios dos grandes grupos brasileiros no mercado norte-americano e mundial.

Enganam-se os que pensam que existe contradição entre a política externa do governo Lula e a de Dilma, ambas fundamentalmente a serviço do capital. Trata-se agora de uma inflexão pragmática. Após uma fase em que o Brasil expandiu e consolidou os interesses de seus capitalistas por novos “mercados” como América Latina, África, Ásia e Oriente Médio, a tarefa principal agora é dar mais atenção aos maiores mercados do mundo, para cuja disputa segmentos da burguesia brasileira se sentem mais preparados.

Vai no mesmo sentido a vergonhosa atitude de Dilma lavar as mãos para facilitar a extradição de Cesare Battisti ao governo italiano, dirigido pelo degenerado cafetão Berlusconi, entregando um militante de esquerda na bandeja do imperialismo europeu, no exato momento em que cresce na região a resistência dos trabalhadores.

O governo brasileiro, durante os três dias em que Obama presidiu o Brasil, não fez qualquer gesto ou apelo aos EUA, sequer de caráter humanitário, pelo fim do bloqueio a Cuba, o desmonte do centro de tortura em Guantánamo, a criação do Estado Palestino, o fim da intervenção militar no Iraque e no Afeganistão.

Debochando da soberania brasileira e da nossa Constituição - que define nosso país como amante da paz mundial e da autodeterminação dos povos -, Obama ordenou os ataques militares contra a Líbia a partir do território brasileiro, exatamente em Brasília, próximo à Praça dos Três Poderes, que se ajoelharam todos diante desta humilhação ao povo brasileiro. Não se deu ao trabalho de ir à Embaixada americana, para de lá ordenar a agressão militar. Fê-lo em meio a compromissos com seus vassalos, entre os quais ministros de Estado brasileiros que se deixaram passar pelo vexame de serem revistados por agentes da CIA.

O principal objetivo da vinda de Obama ao Brasil foi lançar uma ofensiva sobre as reservas petrolíferas brasileiras do pré-sal, uma das razões da reativação da IV frota naval americana nos mares da América Latina. No caso de alguns países, o imperialismo precisa invadi-los militarmente para se apoderar de seus recursos naturais. No Brasil, bastam três dias de passagem do garoto propaganda do estado terrorista norte-americano, espalhando afagos cínicos e discursos demagógicos.

Outro objetivo importante da visita tem a ver com a licitação para a compra de aviões militares, suspensa por Dilma no início do ano, justamente para recolocar no páreo os aviões norte-americanos. Além disso, os EUA garantiram outros bons negócios na agricultura, no setor de serviços, na maior abertura do mercado brasileiro e latino-americano em geral.

Obama só foi embora fisicamente. Mas deixou aqui fincada a bandeira de seu país, no coração do governo Dilma. Cada vez fica mais claro que, no caso brasileiro, o imperialismo não é apenas um inimigo externo a combater, mas um inimigo também interno, que se entrelaçou com os setores hegemônicos da burguesia brasileira. O pacto Obama/Dilma reforça o papel do Brasil como ator coadjuvante e sócio minoritário dos interesses do imperialismo norte-americano na América Latina, como tristemente já indicava a vergonhosa liderança brasileira das tropas militares de intervenção no Haiti.

O PCB, que participou ativamente das manifestações contra a presença de Obama no Brasil, denuncia o inaudito aparato repressivo no centro do Rio de Janeiro. Repudia a repressão exercida contra ativistas políticos e se solidariza de forma militante com os companheiros presos.

Desde a época da ditadura, nunca houve tamanha repressão e restrição à liberdade de expressão e ao direito de ir e vir. No domingo, o centro do Rio de Janeiro foi cercado por tropas e equipamentos militares. Uma passeata pacífica foi encurralada por centenas de militares armados, agentes à paisana, cavalaria e tropa de choque. Nunca houve tamanho aparato militar, mobilizado pelas três esferas de governo - Federal, Estadual e Municipal -, sob o comando da CIA e do Pentágono, em clara e desavergonhada submissão ao imperialismo.

A resistência do movimento popular teve uma vitória importante: a pressão exercida levou à suspensão de um comício de Obama em praça pública, na Cinelândia, local que simboliza as lutas democráticas e da esquerda brasileira. Obama fugiu do povo e falou em local fechado para convidados escolhidos a dedo, pelo consulado americano, a nata da burguesia carioca: falsos intelectuais, empresários associados, jornalistas de aluguel, artistas globais, políticos oportunistas, deslumbrados e emergentes, enfim, uma legião de puxa-sacos que se comportaram como claque de programa de auditório de mau gosto para o chefe dos seus chefes.



PCB (Partido Comunista Brasileiro)

Comitê Central – 20 de março de 2011

Contra os ataques militares Imperialistas à Líbia!


Os EUA e seus aliados na OTAN se aproveitam da aprovação de resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas estabelecendo uma zona de exclusão aérea e promovem ataques militares, preparando condições para uma invasão da Líbia.

Trata-se de flagrante violação do princípio da autodeterminação dos povos do mundo que fere a própria decisão do Conselho de Segurança da ONU que proibiu “qualquer tipo de ocupação estrangeira em qualquer parte do território líbio”. Através de ações militares tentam manipular a legitima revolta de um povo que luta por direitos democráticos e melhores condições de vida, visando o controle estratégico de suas jazidas de petróleo.

Mais uma vez, o imperialismo estadunidense se manifesta sob a forma de ataques militares que visam a ampliação da dominação econômica na região, sob a falsa bandeira da democracia para todos os povos.

Diante disso, é preciso denunciar e mobilizar contra a intervenção militar imperialista e defesa da autodeterminação do povo líbio.

São Paulo, 20 de março de 2011


Consulta Popular

FORA OBAMA


A Casa da América Latina repudia que o líder da nação mais covarde e sanguinária do planeta contamine nosso território com a sua nefasta presença e de sua comitiva espúria.

Não se trata de um visitante qualquer, estamos sob o incômodo de um representante do império do mal, que para manter o elevado padrão de vida do seu povo é capaz de impor à nossa América Latina ditaduras assassinas, como ocorreu, não só em 1964, com o Brasil, mas, praticamente em todo o continente.

Aquele país não é governado simplesmente por um mero Presidente, mas pelos poderosos senhores donos do complexo industrial militar e da Wall Street, onde a guerra imperialista se constitui no seu principal instrumento de acumulação.

Um grave exemplo da imoralidade e da falta de democracia interna Norte Americana se constitui no fato de as grandes corporações fazerem campanhas eleitorais diretamente ou financiarem, com vultosas quantias, candidatos; o que foi aprovado recentemente pelo atual Congresso em nome da “liberdade de expressão”, derrotando proposta de reforma política. Hoje, os EUA, com um modelo econômico e moral decadente, nada têm a nos oferecer mas muito a nos usurpar. Este país gerou, em 2008, uma das piores crises econômicas no mundo, ainda não saiu dela, nem sairá tão cedo. Internamente expõe quase trinta milhões de trabalhadores ao desemprego e outros tantos ao subemprego. As suas exportações para o nosso país geram lá 250.000 postos de trabalho. Eles exportam para a América Latina três vezes o que vendem para a China, cuja economia continua liderando o crescimento mundial, com 8 a 9%, apesar da crise internacional. O nosso déficit comercial com o país de Obama é crescente, passando de 4,5 bilhões de dólares em 2009 para 7,8 bilhões em 2010.



Segundo confissão da Hillary Clinton: “nossa segurança energética depende desse continente. O Brasil se tornará grande fornecedor de petróleo para nós graças às suas recentes descobertas em águas profundas”.



Em 2010 o Brasil já exportava 500mil barris por dia para os EUA, sendo o principal mercado desse precioso produto. São eles os maiores consumidores do mundo com 20,800 milhões por dia, enquanto a China consome 6,930 milhões de barris e o Brasil 2,100 milhões ( Index Mundi-2009 ). Desse elevado consumo, eles importam 58 %. Têm a 11ª reserva mundial ( 21 bilhões de barris), sendo os campeões em consumo ( Guia do Exportador ), enquanto o Brasil tem uma reserva estimada entre 70 e 120 bilhões de barris( Sérgio Gabriele em Internacional Press ).



A produção de energia nuclear após o acidente japonês sofrerá pressões que favorecerão o petróleo, principalmente, além das fontes de energia renováveis, nas quais o nosso país é pródigo e devemos valorizar isso.



As rebeliões instabilizantes no Norte da África e no Oriente Médio, associadas ao ódio justificado que a maioria daqueles países têm para com os EUA valorizam o petróleo da América Latina.



Estamos com Cesar Benjamim quando afirma que a natureza nos ofertou o pré-sal de maneira generosa ao nos impor tanto investimento em tecnologia e mão de obra para retirá-lo de camadas tão profundas; além de guardá-lo para quando o preço do petróleo explodir no mercado internacional, nos obrigará a crescer e gerar emprego.



A cadeia industrial a ser gerada pelo pré-sal empurrará o Brasil para um patamar produtivo de crescimento, geração de renda, de emprego e elevação do PIB que nos colocará como uma das principais economias do mundo.



Temos que dar um basta aos leilões e criar indústrias genuinamente nacionais para o nosso país capacitar-se a prospectar e produzir o óleo do pré-sal.



Não queremos os EUA como nosso principal parceiro; hoje exportamos para lá menos de 10% dos nossos produtos, sendo o petróleo a principal commoditie vendida para eles. Devemos exportar apenas os derivados, buscar incrementar o comércio latino-americano, atualmente com 80% de valor agregado nas exportações e negociar multilateralmente com diferentes países da Ásia, África, Oriente Médio e Europa.



Entendemos que só o povo organizado tem força para defender o nosso país e lutar pela união e emancipação econômica e política da América Latina, nos inspirando em Abreu e Lima, Simão Bolivar e José Marti.



Imperialismo nunca mais!




domingo, 20 de março de 2011

Obama, volte para casa!

20 de março, Dia Anti-imperialista de Solidariedade aos Povos em Luta. Obama, tire as garras do Pré-sal!



Principal representante das políticas imperialistas e das guerras contra os povos oprimidos de todo o mundo, o presidente dos EUA chega ao Brasil para falar de “democracia e inclusão social”. Apoiado por um mega show, vai se dirigir ao povo brasileiro utilizando como palco um símbolo das lutas populares, até então cenário exclusivo de grandes manifestações contra ditaduras e em respeito aos direitos humanos: a Cinelândia, no Rio.



O presidente dos EUA fala em direitos humanos, mas traiu uma de suas principais promessas de campanha, ao manter a prisão de Guantánamo, onde estão milhares de pessoas em condições desumanas e sob tortura, sem direito a um julgamento justo: no último dia 7, Obama revogou seu próprio decreto, permitindo que os presos de Guantánamo continuem a ser julgados por tribunais militares.



O presidente dos EUA fala em democracia e paz, mas apoiou o Golpe Militar em Honduras, mantém tropas no Iraque e no Afeganistão, mantém o bloqueio a Cuba e se arroga no direito de intervir militarmente em qualquer região do Planeta. Dá apoio à política terrorista de Israel enquanto sustenta as ditaduras monarquistas do Oriente Médio, calando-se frente à bárbara repressão às revoltas populares no Bahrein e na Arábia Saudita. O governo brasileiro se aproxima de tal postura ao manter a ocupação militar do Haiti, já castigado pela miséria do modelo neoliberal e refém de séculos de dominação imperialista. Depois do terremoto que devastou o país ano passado, os EUA enviaram marines e ocuparam militarmente parte do território haitiano, atrasando a chegada de ajuda humanitária.



A pretexto de “combater o terrorismo”, os Estados Unidos seguem e exportam políticas que criminalizam movimentos sociais, como fica claro nesta visita ao Rio de Janeiro: o que dizer do grande cerco que está montado, para impedir que os nacionalistas e anti-imperialistas se pronunciem contra as guerras e a entrega das riquezas nacionais aos estrangeiros, durante a visita de Obama?



Enquanto fala de paz, inclusão e direitos humanos no Brasil, o presidente dos Estados está prestes a provocar uma nova guerra, invadindo a Líbia. Ora, a Líbia está entre as maiores economia petrolíferas do mundo. A “Operação Líbia” pouco se importa com a repressão e o bombardeio à revolta popular líbia perpetrada por seu anacrônico governo. É parte de uma agenda militar no Médio Oriente e na Ásia Central, que almeja controlar mais de 60 por cento das reservas mundiais de petróleo e gás natural.



Depois da Palestina, Afeganistão e Iraque pretende uma nova guerra na Líbia. Que serviria aos mesmos interesses que levaram à invasão do Iraque, em 20 de março de 2003! Aliás, a escolha do “20 de março”, para fazer esse pronunciamento às massas, não acontece por acaso. Convocada no Fórum Social Mundial, nesta data estarão acontecendo manifestações em várias partes do mundo, em apoio às lutas dos povos oprimidos, contra as guerras que aprofundam a exploração dos ricos pelos pobres e que são movidas, exatamente, pelos Estados Unidos e pelos países da OTAN.



Também o Brasil, principal país da América Latina, não foi escolhido por acaso: eles estão de olho nas imensas riquezas do pré-sal e já falam em reativar a ALCA – uma proposta contrária aos interesses da maioria do povo brasileiro e que já havíamos derrotado nas urnas, em plebiscito popular.



Os governos esperam a comitiva composta por dezenas de empresários norte-americanos que, junto à Obama, negociarão contratos preferenciais de energia e infraestrutura, muitos aproveitando a “oportunidade” de lucros com mega eventos esportivos, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. É dinheiro público sendo gasto sem licitações e com amplas denúncias de superfaturamento e desvios, veiculadas tanto pela grande imprensa quanto pelos Tribunais de Contas. Podemos aceitar isso?



O ministro Antonio Patriota espera que tais acordos coloquem o Brasil na condição de “igual para igual” com os EUA. Em troca o capital norte-americano gozará de amplas vantagens em seus negócios no Brasil, com seus investimentos e lucros assegurados, dentre outras coisas, pelos financiamentos do BNDES à megaempreendimentos com participação de empresas transnacionais, com sede nos EUA.



A captação de dinheiro público brasileiro é vista como uma das fontes de recuperação da economia norte-america, ainda em crise. Em suma, Obama quer que o povo brasileiro financie o setor privado norte-americano, causador da mesma crise de 2008!



Como pode o governo brasileiro se curvar ao imperialismo estadunidense, reproduzindo o mesmo modelo de exploração e, agora com o agravante, de utilizar dinheiro do BNDES para sustentar e reproduzir tal modelo? O mesmo imperialismo que nos ameaça reativando a Quarta Frota, e que ainda fala em deslocar para o Atlântico Sul os navios de guerra da OTAN?



A soberania nacional está ameaçada. Os Estados Unidos vêm ao Brasil para negociar a compra antecipada das reservas do Pré-sal, o que é ainda pior do que leiloar as nossas riquezas. Rechaçamos os leilões e qualquer outra forma de entrega das riquezas nacionais! O Petróleo Tem que Ser Nosso! A história está cheia de exemplos de países que esgotaram suas reservas e permaneceram mergulhados num mar de corrupção e de miséria! Não queremos repetir esses exemplos. Campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso – RJ
Sindipetro-RJ
MST
Sintnaval-RJ
Sintrasef
Condsef
Ascpderj
Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino
PCB
PSOL
PCBR
UJR
Movimento Luta de Classes
Movimento de Lutas nos Bairros, Vilas e Favelas
Modecon
Intersindical
PACS
Jubileu Sul Brasil
MTD
DCE-UFF
DCE-UFRJ
Núcleo Socialista de Campo Grande e de Santa Tereza



Fonte: Agência Petroleira de Notícias do Sindipetro-RJ (www.apn.org.br)


sábado, 19 de março de 2011

Reunião do Fórum Permanente de Solidariedade às Ocupações-BH


Convocação URGENTE!

Dia: 22/03/2011, 3ª feira

Horário: 18:30

Local: SIND-REDE AV. Amazonas 491, 10º andar

FORA OBAMA DE NOSSO PAÍS!


AJUDE A AMPLIAR ESSA CONVOCATÓRIA! VAMOS MOSTRAR AO MUNDO NOSSA GARRA, NOSSA UNIDADE E NOSSA FIBRA : Fora Obama de nosso país!


Domingo é dia de luta, vamos para as ruas nos manifestar contra a presença do principal representante do imperialismo em nosso país: todos à Glória, na saída do Metrô (do lado do Amarelinho). A concentração começará às 10 horas.


A crise sistêmica do capital e a crise energética, provocada pelo início de um declínio da capacidade produtiva de petróleo da terra, faz com que o imperialismo se mova , com mais intensidade, para os saques às riquezas minerais e energéticas dos povos do Oriente Médio, da África, e da América Latina.


Sob o pretexto de levar "sua democracia", ou "ajuda humanitária" e o combate ao "terrorismo internacional" invadem e ocupam países; utilizam bombas de nêutron empobrecido, proibidas pelas convenções internacionais, que deixam seqüelas por gerações, contra os povos desarmados; devastam suas terras, casas e suas vidas: Uma verdadeira carnificina está sendo produzida no Afeganistão, no Iraque e na Palestina, onde Israel, base militar dos EUA no Oriente Médio e o exército americano cometem crimes de guerra, racismo e usurpação das terras do povo palestino e usurpação das riquezas do povo afegão e iraquiano.


Essas ocupações imperiais também visam fomentar a indústria da guerra e da segurança. Tudo vale na busca incessante do lucro e do espólio de guerra! Diferente da segunda guerra mundial, os exércitos dos EUA, de Israel e seus mercenários não lutam contra outros exércitos instituídos, não há disputa bélica inter burguesa. A principal característica do momento histórico atual é a agressão mais brutal, genocida e fascista aos povos. O Oriente Médio rico em petróleo é o principal alvo desta política, mas o pentágono já apresenta ao mundo uma nova agenda: “combater e vencer decisivamente em múltiplos cenários de guerra simultâneos”, conforme Relatório220 do Project of the New American Century.



Aqui na América Latina estão com as patas na Colômbia através das 8 bases militares e um cem números de assessoria militar da Cia e da Mossad. Neste país irmão, todos os dias, trabalhadores, dirigentes sindicais, camponeses, índios são assassinados pela Estado terrorista. No Haiti, desgraçadamente, o povo é abatido diariamente pela fome, miséria e pela ocupação militar americana e pelos soldados do exército brasileiro sob seu comando.



Mantém um bloqueio criminoso a Cuba, ameaçam a Venezuela e a Bolívia e financiam golpistas de direita, como foi o caso de Honduras. Suas tropas se movimentam na Costa Rica e no Panamá e, desde a descoberta de petróleo do pré-sal em nosso país, os EUA reativaram a Quarta Frota de marinha de guerra e ameaçam deslocar para o Atlântico sul, ou seja, para a costa brasileira, os navios de guerra da OTAN.



E pensar que o governo brasileiro está promovendo acordos comerciais e montando palco para um assassino de povos, tal qual seu antecessor. Rechaçamos firmemente tais acordos e denunciamos o comprometimento político e a aliança que se desenha entre o governo Dilma e o império norte americano.


Por tudo, neste domingo a Plenária dos Movimentos Sociais realizada ontem, dia 16 de março, no SINDIPETROS decidiu que vamos mostrar ao mundo que estamos lutando, em unidade, com todos aqueles que querem construir uma agenda anti imperialista e de solidariedade à rebelião dos povos árabes e a todos os povos oprimidos, rumo a nossa própria emancipação!


Fora imperialismo da América Latina!


Tire as patas do Afeganistão, Iraque, Haiti, Colômbia e Palestina!


Viva a rebelião árabe! Toda nossa solidariedade aos povos em luta!


Fora todas as ditaduras do Oriente Médio!


Tire as garras do Pré-sal !


Não a ocupação da Líbia!


Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro


sexta-feira, 18 de março de 2011

140 ANOS DA COMUNA DE PARIS: OS TRABALHADORES NO PODER!

Partido Comunista Brasileiro (PCB)



Em 18 de março de 1871 surgia em Paris o primeiro governo operário da História, resultante da resistência popular diante da eminente invasão das tropas prussianas à França, durante a guerra franco-prussiana, evento este decisivo para o processo de unificação da Alemanha. Após a rendição de Napoleão III e do exército francês em setembro de 1870, da consequente queda de seu império e da proclamação da Terceira República da França, a Assembleia Nacional, de maioria conservadora, e o novo governo buscaram uma negociação rebaixada com a Prússia de Bismarck, o comandante da estratégia vitoriosa da unificação alemã. Os trabalhadores de Paris, entretanto, recusaram-se a depor as armas e iniciaram a revolta popular, tomando de assalto a prefeitura da cidade.



O movimento popular francês era bastante heterogêneo, constituído por operários, republicanos, milicianos da Guarda Nacional, além de uma pequena burguesia em decadência econômica, devido à grave crise motivada pelo envolvimento da França com a guerra contra a Prússia. Os anseios do povo eram voltados, principalmente, para a resolução imediata dos sofrimentos decorrentes deste evento, do desemprego em crescimento e da falência de pequenos comerciantes. Além disso, almejava-se a mudança do regime político, até então controlado pela Assembleia Nacional conservadora.



O Comitê Central da Guarda Nacional, que havia substituído o exército em algumas regiões francesas e congregava, em sua maior parte, operários e membros da pequena burguesia, expulsou da prefeitura os representantes da Assembleia Nacional e do governo oficial, os quais foram obrigados a se instalar na cidade de Versalhes. Estes ainda tentaram promover o desarmamento da Guarda Nacional, sob o pretexto de que ela pertencia ao Estado. Por sua vez, a população parisiense se opôs ao desarmamento, pois as armas haviam sido compradas com dinheiro do povo. Diante da resistência, o chefe de gabinete francês decide invadir Paris e massacrar a oposição, mas o povo resistiu e venceu a batalha, forçando o governo a fugir de volta a Versalhes.



O governo revolucionário, formado por uma federação de representantes de bairro, declara, em 28 de março, a independência da Comuna de Paris frente ao poder burguês sediado em Versalhes. Até o dia 28 de maio de 1871, os operários franceses dirigiram a cidade de Paris e tiveram a ousadia de tomar medidas políticas que, seguramente, continuam servindo de exemplo e desafio ao movimento socialista mundial. Uma delas foi a promoção das eleições dos representantes do povo parisiense, com a condição de que poderiam ser destituídos a qualquer momento. Não se tratava de um parlamento no estilo tradicional, mas um grupo de trabalho com funções legislativas e executivas. Esse tipo de organização inovadora visava substituir o modo burguês de governar, introduzindo modificações revolucionárias nas relações políticas, militares, econômicas e de justiça.



A burguesia, por sua vez, pregou que a Comuna era uma regressão na forma de organização social do homem, como se tivesse ocorrido um retorno às comunidades primitivas. Disseminou-se ainda que os proletários eram contrários à República. O que assustava os membros da classe dominante era a prática de eleições seguindo a lógica da democracia direta em todos os níveis da administração pública. Ademais, a Comuna de Paris promoveu inúmeras reformas, buscando romper com o caráter burguês do Estado: a polícia foi abolida (substituída pela guarda nacional proletária), foi instituída a previdência social, declarado o caráter laico da educação e a igualdade dos sexos. Inúmeras medidas de interesse popular foram adotadas: abolição do trabalho noturno e dos descontos em salários, desapropriação de residências vazias para moradia popular, ocupação de oficinas fechadas para instalação de cooperativas, redução da jornada de trabalho, legalização dos sindicatos, duplicação do salário dos professores, eleição para o cargo de juiz, gratuidade para serviços advocatícios, testamentos, adoções e casamentos, fim da pena de morte. A bandeira vermelha foi adotada como símbolo, e o internacionalismo foi posto em prática (não havia distinção de nacionalidade para integrar a Comuna).



Nos pouco mais de 70 dias de sua existência, a Comuna de Paris representou de fato a primeira experiência socialista da história: os revolucionários procuraram combater a propriedade privada dos meios de produção, pois identificavam nesse tipo de propriedade a base da divisão de classes e das desigualdades sociais.



Em 28 de maio de 1871, o governo francês, com o apoio de mercenários belgas, invadia a cidade luz e derrubava a última barricada popular, prendendo e executando em seguida os principais líderes do movimento popular parisiense. Apesar da forte repressão que se seguiu, a experiência da Comuna de Paris motivou diversas lutas populares em outras regiões da Europa, assim como a consciência dos limites e das possibilidades da luta direta das massas em um contexto de crise econômica e de repressão aberta de classe promovida pelos governos burgueses, no período de consolidação mundial do capitalismo.



O exemplo de resistência e coragem dos revolucionários parisienses permanece como uma bandeira política, pela qual acreditamos ser possível a construção de uma sociedade igualitária, apesar de toda ação opressiva e ideológica dos Estados contemporâneos, a serviço da hegemonia burguesa, da expansão do capital e do imperialismo. O PCB, durante as comemorações dos 140 anos da Comuna de Paris, irá realizar palestras, atos e debates em todo o país resgatando o sentido do legado histórico desse importante episódio da luta e da resistência dos trabalhadores contra a ordem burguesa conservadora, acontecimento sempre atual para os comunistas e lutadores socialistas em todo o mundo.



Março de 2011.



Partido Comunista Brasileiro (PCB)

Programas Futebol e Política do Canal do Jornal O Poder Popular.

Programas Futebol e Política do Canal do Jornal O Poder Popular.  Camaradas; Segue os links dos Programas Futebol e Política do Can...