OBAMA NO BRASIL
Enquanto governo e imprensa preparam recepção, movimentos sociais não têm o que comemorar
Neste fim de semana o presidente dos EUA Barack Obama fará uma visita ao Brasil. Ele vai ser recebido com festa pelo governo brasileiro.
A população também recebe Obama com expectativa, e existe até disputa para ver quais comunidades do Rio de Janeiro ele vai visitar.
Mas será que devemos esperar algo de bom da visita de Obama? Será que ele veio para melhorar a vida da população e dos trabalhadores do Brasil e do mundo?
Nós acreditamos que não, pois apesar da aparente renovação que Obama representou, ele continua defendendo a dominação econômica, política e militar que os EUA exercem no mundo.
NÃO À INTERVENÇÃO IMPERIALISTA NA LÍBIA! FORA KADAFI!
Exemplo disso é a situação do Mundo Árabe. Nesta região o governo Obama mantém tropas de ocupação no Iraque, no Afeganistão, apoiou ditaduras como a do Egito, e agora ameaça invadir a Líbia.
O povo Líbio vem lutando bravamente para derrubar o ditador Muamar Kadafi, que está há 42 anos no poder. Estão seguindo o exemplo das revoluções que derrubaram as ditaduras na Tunísia e no Egito.
Nesta situação, Obama e os governos europeus dizem que é preciso invadir o país, ou criar uma “zona de exclusão aérea”, porque isso impediria um massacre contra a população. Mas perguntamos: se os EUA invadirem a Líbia, quem vai governar depois? O povo Líbio ou a Casa Branca? É claro que seria a Casa Branca.
Por isso, os trabalhadores brasileiros devem apoiar e cercar de solidariedade a luta do povo Líbio, exigindo a renúncia de Kadafi e seu governo. Mas devem também se posicionar contra a intervenção imperialista na Líbia.
DE OLHO NO PRÉ-SAL, NO LIVRE COMÉRCIO E NO HAITI
Obama tem 3 objetivos claros com sua visita ao Brasil: garantir o acesso das empresas petroleiras americanas, como a Exxon, ao Pré-Sal; fazer um acordo de livre comércio (TECA) para beneficiar as multinacionais americanas; e continuar com a ocupação do Haiti, que é chefiada pelo governo brasileiro.
Isso é uma verdadeira entrega do petróleo e das riquezas brasileiras ao imperialismo americano, e a continuidade da ocupação no Hati é um ato de submissão aos interesses dos EUA.
Por isso, os partidos de esquerda, sindicatos e movimentos sociais combativos exigem:
· Não à intervenção imperialista na Líbia – Fora as tropas do Iraque, Afeganistão e Barein;
· Todo apoio às lutas do povo líbio e árabe – Fora Kadafi!
· Pelo fechamento da base militar de Guantánamo, em Cuba, usada como centro de tortura pelos EUA
· Pela libertação dos 5 presos políticos cubanos nos EUA
· Não à entrega do petróleo e das riquezas brasileiras ao imperialismo. Fora as tropas brasileiras do Haiti!

2 comentários:
Esse negócio de Fora Kadafi é decisão do Partido? Espero que não, porque exigir isso agora só pode ser idéia dos trotskistas. Só eles são capazes de propor coisas assim - fora a sujeira, mas também fora a limpeza. Fora a escuridão, mas também fora a luz. Os líbios que estão pedindo aos estrangeiros que abatam aviões líbios são nesse momento os rebeldes monarquistas, não os republicanos. Os republicanos, agora, são Kadafi, e berram nas ruas: Ala, Muamar, Libia! Não sei se estão certos, mas no momento é o que defendem.
Estou de acordo com o Alex.
Como aprendemos com o marximo maduro, a derrubada de um presidente ,no caso um ditador, é só o momento final da revolução que por sinal é a etapa final da transição de um sistema para outro,no caso do capitalismo para o socialismo.
A líbia ,é um caso mais grave por que pode estar acontecendo uma contra-revolução.
E agora com a invasão externa não podemos ser ingênuo de adotar estes discursos sem primeiro debatermos, do ponto de vista principalmente estrutural e tático, o apoio a derrubada do Muamar Kadafi.
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