terça-feira, 31 de maio de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
CONVENÇÃO ESTADUAL DE SOLIDARIEDADE A CUBA SOCIALISTA
ABERTURA
10 de junho - CASA DOS JORNALISTAS - 19 HORAS
ATIVIDADES
11 de junho - CÂMARA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE - 09 HORAS

A Convenção Mineira preparatória para a XIX Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba já tem data marcada. Confira
Dia 10 de Junho ( sexta - feira)- Casa do Jornalista - Av. Álvares Cabral 400
18:30h - Video Sobre Cuba
18:45h - Apresentação da cantora Rosa Helena, homenagem a Mercedes Sosa
19:00h Abertura do Encontro Estadual
Coordenadora - Miriam Gontijo - Diretora da ACJM-MG
Rosa Helena- Cantando a Internacional Comunista
Conferência : - Painel sobre O VI Congresso do PCC e as mudanças
na Sociedade Cubana
Expositor : Lázaro Mendez - Cônsul Geral de Cuba
Debatedores: Dirlene Marques e Nelson Dantas
Coquetel e Confraternização
Dia 11 de Junho (sábado)- Câmara Municipal - Auditório Paulo Portugal
8:30 h - Solidariedade Latino Americana e as Brigadas (ACJM-MG)
Expositores: Beto Almeida - Telma Araújo
Coordenação: José Vieira
10:30h -Terrorismo do Estado Norte Americano - Vitória Playa Girón
5 Heróis Cubanos.
Expositores: Lázaro Mendéz - Cônsul Geral de Cuba
Coordenaçao: Paulo Cesar
12:30h - Painel sobre O Bloqueio Econômico e Midiático
Expositores: jornalistas José Carlos Alexandre (ex-editor Internacional do Diário da Tarde) e Miriam Gontijo
Coordenação: Aloisio Morais- Presidente do Sindicato do Jornalistas Profissionais de MG
Informes sobre a XIX CONVENÇÃO NACIONAL DE SOLIDARIEDADE A CUBA -
S.P. XIX Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba
23 a 26 de junho de 2011
13:30 h - Encerramento
domingo, 29 de maio de 2011
Espanha
As grandes mobilizações de “indignados” assumem como denúncia central a ausência de democracia autêntica. Neste início do século XXI, no contexto de uma gravíssima crise mundial de civilização, o capitalismo, em fase senil, cola o rótulo de democracia representativa a ditaduras da burguesia de fachada democrática.
Os acontecimentos da Espanha, pelo seu significado, estão a polarizar a atenção da Europa e de milhões de pessoas noutros continentes. Em Washington, Berlim, Paris e Londres, o acampamento da Puerta del Sol, inicialmente encarado como iniciativa folclórica de jovens pequeno burgueses frustrados, gera agora preocupação.
Quando o chamado Movimento M-15 alastrou a dezenas de cidades do país e nas capitais europeias centenas de pessoas se manifestaram frente às embaixadas espanholas, a indiferença evoluiu para um sentimento de temor.
Porquê?
O protesto espanhol insere-se na crise global de civilização que a humanidade enfrenta, cujas raízes arrancam da crise estrutural de um sistema de opressão: o capitalismo.
Seria um erro concluir que os jovens que criaram o Movimento «Democracia Real Ya » são revolucionários e o seu objectivo é a destruição do regime. O M-15 atraiu gente muito diferente. Alguns nem sequer rejeitam a obsoleta e corrupta monarquia bourbonica. Mas rapidamente a contestação popular excedeu as previsões. O Movimento, após a repressão do primeiro dia, foi olhado quase com benevolência pelo PP e pelo PSOE os dois grandes partidos da burguesia. Mas, ao assumir proporções torrenciais, o protesto adquiriu os contornos de uma condenação do regime na qual as massas emergiam como sujeito histórico.
Na Puerta del Sol começaram a ouvir-se brados inesperados: «No al FMI »; «No a la farsa electoral»; «PSOE y PP, la misma gente!»; «Noa las guerras de los EEUU!». Soou até a palavra «Revolução!»
Daí o medo.
Os jovens de Madrid sabem o que não querem, mas a grande maioria não tem uma ideia minimamente clara sobre o que fazer e como actuar. As reivindicações aprovadas a 20 de Maio, na Assembleia do acampamento, são moderadas, algumas ingénuas. Espontaneista, o M-15 não acampa no centro de Madrid em função de uma estratégia de Poder.
Quando aquilo principiou o que unia a multidão heterogénea de jovens pouco mais era que a recusa da caricatura de democracia. Terá sido uma surpresa para o pequeno núcleo inicial a adesão maciça de adultos, de desempregados, de reformados. Foi ainda numa atmosfera de confusão que surgiram as primeiras lideranças embrionarias, os porta-vozes do acampamento.
Jovens entrevistados por media internacionais manifestaram espanto ao tomar conhecimento da repercussão internacional da iniciativa e das concentrações de solidariedade em cidades espanholas e europeias.
DE TUNIS A MADRID
O protesto dos «indignados» de Espanha foi obviamente inspirado pelo modelo da Tunísia e do Egipto. Na época da comunicação instantânea, as redes sociais permitiram que em tempo rapidíssimo os apelos à concentração popular na Puerta del Sol fossem atendidos por milhares de jovens. A praça madrilena foi a Tahrir egípcia.
Tal como ocorrera no Norte de África, a exigência de «democracia» funcionou como motor da mobilização popular.
Mas enquanto nas rebeliões contra Ben Ali e Hosni Mubarak as massas reivindicavam liberdades, eleições livres, um parlamento tradicional, destruição de aparelhos repressivos, o fim de ditaduras ferozes e a sua substituição por regimes representativos similares aos da União Europeia, em Espanha a «democracia real ya» reclamada pelos «indignados» partia dialecticamente da recusa do figurino pelo qual se batiam os africanos.
O que para os árabes era ambição e sonho aparece hoje a muitos dos acampados da Puerta del Sol como caricatura da democracia, rosto de um regime cuja prática nega os valores e princípios que invoca, que concentra a riqueza numa ínfima minoria e promove o desemprego, amplia a desigualdade social.
Enquanto a burguesia tunisina e egípcia se solidarizava com os rebeldes que se manifestavam contra Ali e Mubarak e o imperialismo rompia com os seus aliados da véspera, a burguesia espanhola, os partidos tradicionais e os poderosos da União Europeia condenavam os «indignados» peninsulares, identificando neles arruaceiros de um novo tipo.
Merece reflexão a dualidade antagónica da posição assumida pelo imperialismo americano. Na Casa Branca, o presidente Obama compreendeu que as reivindicações dos rebeldes da Tunísia e do Egipto não colidiam com a sua estratégia para a Região e, agindo com rapidez e eficácia, estimulou e aplaudiu nesses países a instalação de Governos de transição ditos democráticos, sob a tutela de personalidades militares e civis que, com poucas excepções, tinham servido as ditaduras eliminadas. Na Líbia bombardeia Tripoli ; no Golfo pede à Arábia Saudita que afogue em sangue rebeliões incomodas como a do Bahrein, sede da V Esquadra da US Navy.
O imperialismo encara, naturalmente, com desconfiança e apreensão o alastramento do protesto inorgânico dos jovens «indignados». Obama e o Pentágono interrogam-se sobre as consequências imprevisíveis de um movimento que condena com dureza o envolvimento da Espanha nas guerras asiáticas dos EUA.
ADESÕES INTERNACIONAIS
A direita arrasou o PSOE nas eleições municipais de domingo. Os acampados da Puerta del Sol reagiram com indiferença aparente aos resultados. «Eles não nos representam», declararam porta vozes do M-15, sublinhando que na engrenagem do poder, o PSOE e o PP, embora com discursos, histórias , percursos e bases sociais diferentes, praticam no governo politicas neoliberais muito semelhantes, e politicas externas caracterizadas pela submissão às exigências dos EUA e de Bruxelas.
Significativamente, o espaço e o tempo que os media espanhóis dedicaram durante a última semana aos «indignados» diminuíram drasticamente desde sábado. O tema quase desapareceu das primeiras páginas dos grandes jornais e do programa dos canais de televisão. A vitória do PP e o avanço das Autonomias monopolizaram a atenção de políticos, analistas e jornalistas do sistema.
Oposta é a atitude assumida pela maioria dos intelectuais progressistas. Na Espanha e também na América Latina, personalidades de prestigio, em artigos e entrevistas publicados em revistas Web de informação alternativa como Resumen Latino Americano e Rebelión e outras, expressam a sua solidariedade com os jovens do M-15 e reflectem sobre o significado e as consequências da contestação.
Cito alguns exemplos expressivos.
O filósofo e escritor marxista Santiago Alba Rico, num artigo intitulado «La Qasba en Madrid» sublinhou que a Espanha «não é uma democracia». E acrescenta, realista: «Não haverá uma revolução em Espanha. Mas uma surpresa, um milagre, uma tormenta, uma consciência nas trevas, um gesto de dignidade na apatia, um acto de coragem na anuência, uma afirmação anti-publicitaria de juventude, um grito colectivo de democracia na Europa, não é já um pouco uma revolução?»
Carlos Taibo, professor da Universidade Autónoma de Madrid, esteve na Puerta del Sol levando solidariedade, e dirigindo-se aos acampados disse ao saudá-los: «Os que aqui estamos somos, obviamente, pessoas muito diferentes. Temos na cabeça projectos e ideais diferentes. Mas conseguimos, apesar disso, chegar a acordo quanto a um punhado de ideias básicas». E, parafraseando Santiago Alba Rico, afirmou: «Aquilo a que em Espanha chamam democracia, não o é!».
O escritor italiano Carlo Frabetti escreveu: «Desde o protesto dos Goya de 2003 que não se conseguira um aproveitamento tão eficaz de contestaçao interna do sistema e a sua expressão cultural do espectáculo».
Atilio Borón, um sociólogo marxista argentino de prestígio internacional, dedica aos jovens acampados um artigo entusiástico intitulado «Os indignados e a Comuna de Paris». Lembra que aquilo que a democracia de Moncloa propõe para enfrentar a «crise é o despotismo do mercado, irreconciliável com qualquer projecto democrático». E, cedendo a um impulso romântico, conclui o artigo com estas palavras: «Se persistirem (os indignados) na sua luta poderão derrotar a prepotência do capital e, eventualmente, iniciar uma nova etapa na história não só da Espanha, mas da Europa».
Angeles Maestro, a destacada dirigente de «Corriente Roja», da Espanha, mais realista, salienta que os acampamentos em dezenas de cidades espanholas «têm um conteúdo anticapitalista» e neles ondula «uma multidão de bandeiras republicanas». Enfatiza o descrédito da montagem eleitoral e afirma que «As mobilizações maciças que se iniciaram em numerosas cidades do estado espanhol a 15 de Maio e que tiveram continuidade em acampamentos, assembleias e convocatórias para novas manifestações expressam o alto nível de indignação e raiva de uma juventude que não tem qualquer esperança de chegar a ter os direitos básicos que a Constituição pomposamente proclama: direito ao trabalho, à habitação, à educação e saúde publica de qualidade, a uma pensão digna, etc.».
Quanto ao futuro do Movimento, adverte como revolucionaria experiente: «Nos processos sociais não há atalhos. Se é um facto que a faúlha da espontaneidade está sempre presente e serve para desencadear as mobilizaçoes, somente o avanço da organização é a medida da acumulação de forças, e sem acumulação de forças as lutas leva-as o vento.»
AMANHÃ INCERTO
Esperanza Aguirre, a reeleita alcaide de Madrid, não esconde a sua hostilidade aos acampados. Se dela dependesse, declarou, ordenaria à Policia que expulsasse da Puerta del Sol os acampados. A repressão inicial foi esclarecedora da sua posição. Mas carece de poderes para recorrer à força.
Qual o desfecho do protesto dos «indignados»?
Por ora é imprevisivel.
Vai persistir, transformando-se em desafio ao Poder?
Uma Assembleia, improvisada e tumultuosa como as anteriores, decidiu manter manter o acampamento até ao próximo domingo. Durante a semana os activistas irão aos bairros. Depois se verá.
Em Barcelona e noutras cidades, as concentrações de protesto também não se dissolveram, mas os próprios organizadores admitem que o número de participantes diminua nos próximos dias.
Repito: os jovens «indignados» sentem dificuldade em definir um rumo para a luta que iniciaram. A maioria talvez não tenha consciência da complexidade do desafio lançado ao Poder.
Volto a citar Angeles Maestro: «O processo de confluência múltipla em torno a um programa comum somente poderá abrir caminho se criar raízes nas lutas operárias e populares. Por outras palavras, se a construção do referente politico beber a seiva na luta de classes e demonstrar a sua utilidade para abordar um longo processo de acumulação de forças».
A consciência demonstrada pelos «indignados» de Madrid de que a «democracia representativa» é uma ficção no Estado Espanhol deve porém ser saudada como acontecimento importante no âmbito das lutas de massa europeias e não ignorada, subestimada ou mesmo criticada com sobranceria em atitudes irresponsáveis por alguns dirigentes de partidos de esquerda da União Europeia.
Não compartilho a euforia prematura de Atilio Boron, mas julgo oportuno reafirmar que a Espanha não é excepção na Europa. Não há democracia autêntica sem participação decisiva do povo. Na União Europeia um sistema mediático perverso e desinformador esconde a realidade. Os regimes existentes nos 27 diferenciam-se muito. Mas existe um denominador comum: a ausência de uma democracia autêntica. Neste início do século XXI, no contexto de uma gravíssima crise mundial de civilização, o capitalismo, em fase senil, cola o rótulo da democracia representativa a ditaduras da burguesia de fachada democrática.
Vila Nova de Gaia, 23 de Maio de 2011.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Infelizmente o que não está em discussão é a absoluta frouxidão das políticas fundiária e ambiental
27/05/2011
Guilherme C. Delgado
Uma consequência indireta da articulação ruralista-parlamentar para afrouxamento na legislação ambiental florestal é um tácito relançamento da questão agrária ao debate público dos grandes meios de comunicação, mesmo que os publicistas que tratam desses problemas não se deem conta. Na verdade o que está em jogo na discussão do Código Florestal é o controle público- privado do território, onde os direitos de propriedade fundiária não podem ignorar o caráter social e público dos recursos naturais que integram continuamente esse território.
Por seu turno, ao reduzir em geral as áreas de mata ciliar (no entorno dos rios) e dispensar as propriedades com até quatro módulos rurais das chamadas Áreas de Preservação Permanente (topos e encostas de morros e mata ciliar), ao mesmo tempo em que propõe forte descentralização estadual, municipal para cuidar de biomas nacionais – Amazonas, Cerrados, Caatinga, Pantanal etc (ou plurinacionais), o Relatório de Aldo Rebelo conseguiu a proeza desunir partes e peças do agronegócio, até bem pouco coesas e omissas na política agrária da função social da propriedade rural.
A Embrapa por intermédio de suas unidades de meio ambiente subsidiou fortemente a SBPC e a Academia Brasileira de Ciências, alertando e contestando as pretensões do Relatório de Rebelo, fazendo inclusive previsões nada lisonjeiras sobre a perda de biodiversidade e às consequências desastrosas sobre hidrologia e aumento do efeito estufa, das ações propostas pelos ruralistas.
A própria mídia televisiva, à frente a Rede Globo de Televisão, deu destaque e cobertura jornalística informativa profissional às questões levantadas pelo Relatório Rebelo, algo que já vinha sendo feito pela grande mídia impressa, permitindo aos telespectadores e leitores formar juízos sobre ação pública em curso na esfera parlamentar.
Ora, com o tratamento democrático da informação, num campo em que se lida com interesses classistas muito arraigados – o do agronegócio – produziu-se um curioso processo de formação de opinião pública, que de certa forma ameaça a estratégia ruralista original, que é de eliminar qualquer restrição social e ambiental aos direitos privados absolutos.
O governo federal, que até o presente se manteve na sombra, tem ou teria uma oportunidade de ouro para alterar as bases de sua aliança conservadora com os ruralistas, não estivesse ele próprio envolvido nas tratativas da “reforma” do Código Florestal, urdidas no governo Lula, sob a égide do então Ministro da Agricultura, Reynold Stephanes.
O que está ficando cada vez mais claro é uma pequena fratura no pacto do agronegócio, no qual a questão ambiental, seja por pressão urbana, oriunda da intuição dos riscos climáticos associados, seja pela legítima pressão externa, ligada aos impactos do efeito estufa, estariam recolocando na agenda política os novos componentes da velha questão agrária. Mas não tenhamos ilusões com a elite do poder, incluindo os novos sócios, agregados no último decênio. Não está em pauta reverter a aliança das cadeias agroindustriais, grandes proprietários fundiários e o Estado brasileiro para exportar “commodities” a qualquer custo, que é em essência a estratégia do agronegócio brasileiro. Mas talvez não se deixar engolir pelas extravagâncias deste pacto conservador.
De qualquer forma é muito didática a discussão do Código Florestal ora em curso, porque ela trata indiretamente mas essencialmente dos direitos de propriedade fundiária, aflorando até mesmo um conceito praticamente em desuso – o do minifúndio, que é utilizado pelos ruralistas como argumento para isenção de pequenos imóveis rurais de cumprir a exigência de Áreas de Preservação Permanente (APPs), tese inteiramente resolvida há 55 anos no Estatuto da Terra.
Infelizmente o que não está em discussão é a absoluta frouxidão das políticas fundiária e ambiental de cumprir e fazer cumprir as regras de direito agrário e ambiental, que são ponto de partida para se conviver civilizadamente no presente e muito mais ainda no futuro. Mesmo assim, o Relatório Rebelo pretende afrouxar ainda mais, aplicando provavelmente a estratégia de “por e tirar o bode da sala principal”.
Artigo originalmente publicado na edição impressa 428 do Brasil de Fato
Kim Jong Il e a época pela reunificação na Península Coreana
A partir de 2000 começa na Península Coreana uma nova época, chamada "época pró-reunificação de 15 de junho", que trouxe uma mudança transcedental para a conciliação, cooperação e reunificação entre o Norte e o Sul da Coreia, que permaneceram em estado de inimizade e confrontação durante mais de meio século. É uma realidade assombrosa que não se pode imaginar à margem de Kim Jong Il, presidente do Comitê de Defesa Nacional da República Popular Democrática da Coreia.
Com a política de Songun, ele manteve aberta e intacta a época pró-reunificação, .
Por causa dela, teve lugar a cúpula Norte-Sul da Coreia e foi adotada uma declaração conjunta em 15 de junho, um fato fundamental no caminho para a reintegração, quando se tornavam intensas a ofensiva de estrangulamento e a intenção de provocação de uma nova guerra pelos Estados Unidos contra o Norte da Coreia.
Se não tivesse existido a política de Songun, se não tivesse aumentado a potencialidade militar e o conjunto da capacidade do Estado dessa parte da Coreia, a Península Coreana, longe de acolher uma nova conjuntura favorável para sua reunificação pacífica como a de hoje, haveria corrido o risco de perecer, arrastadas ambas as partes a uma conflagração, imposta por forças estrangeiras.
A política de Songun tornou vãs as ininterruptas provocações norte-americanas e de outras forças estrangeiras para obstaculizar a colaboração e o intercâmbio intercoreano, levando a um ponto crítico a situação na Península Coreana.
Os méritos do dirigente Kim Jong Il ficarão eternamente vivos na história do movimento pela reunificação da Coreia, por ele ter posto em prática a política de Songun, que serve à nação, como uma via respiratória e garante a paz na Península.
O presidente do Comitê de Defesa Nacional orientou de forma dinâmica o cumprimento, com êxito, da Declaração Conjunta de 15 de Junho.
Os Estados Unidos e os elementos antirreunificação sul-coreanos fizeram objeções desde o início da Cúpula, e colocaram ainda mais obstáculos em cada passo.
Mas Kim Jong Il tomou medidas ativas e iniciativas para que as autoridades do Norte e do Sul repudiassem esses obstáculos e fossem fiéis a seu cumprimento. Em importantes ocasiões, enviou personalidades e delegações norte-coreana ao Sul, com o objetivo de resolver satisfatóriamente as questões relacionadas com a materialização da Declaração e o desenvolvimento das relações bilaterais.
Em abril de 2002, quando estas atravessavam uma crise devido ao alvoroço nuclear armado pela administração Buhs, se dignou a conceder uma audiência por um longo tempo ao enviado especial do presidente sul-coreano e sua comitiva em visita a Pyongyang, explicando a eles a necessidade de superar com forças conjuntas, "entre nossos compatriotas", a situação criada naquela época.
Em junho de 2005, encontrou-se outra vez com o grupo do emissário especial do presidente sul-coreano e autoridades que compareceram ao encontro anterior entre Norte e Sul, elucidando concretamente os problemas de princípio que se apresentavam para levar adiante as relações bilaterais e alcançar a reunificação pela própria força da nação, assim como as vias e maneiras para sua realização.
Seus esforços pungentes, dedicados a obter a confiança e a unidade entre o Norte e o Sul, em consonância com o ideal de "entre nossos compatriotas", espírito fundamental da Declaração de 15 de Junho, notam-se também por meio do gesto de Kim Jong Il, que pediu à delegação das autoridades do Norte, participantes do Grande Festival pela Reunificação Nacional, realizado em agosto de 21005 em Seul, que visitassem o cemitério onde se encontram os restos dos ex-presidentes sul-coreanos, que foram obstinados defensores da confrontação com o Norte.
Se nos últimos 11 anos a época pró-reunificação de 15 de Junho pôde seguir seu curso, apesar de toda a classe de obstáculos impostos por elementos anti-reunificação, dentro e fora do país, isso foi um valioso fruto da orientação dinâmica dada por Kim Jong Il.
O ex-presidente sul-coreano Kim Tae-jung, em discurso pronunciado em junho de 2006, afirmou: “Agradeço ao presidente do Comitê de Defesa Nacional Kim Jong Il, que conduz com êxito o cumprimento da Declaração Onjunta de 15 de Junho".
O dirigente Kim Jong Il reúne todos os integrantes da nação sob a bandeira do 15 de Junho, com seu amor incondicional à nação, sua firme vontade pela reunificação e sua política abrangente e de benevolência, que aglutina toda a nação.
Em cada visita feita por delegações e personalidades sul-coreanas a Pyongyang, Kim Jong Il as trata com magnanimidade, atenção e cálido compatriotismo. Em agosto de 2000 participou de um encontro de mais de 3 horas com representantes da imprensa sul-coreana. Deu, com sua singular visão política, ricas contribuições aos visitantes, com humor, respostas claras e sinceras às perguntas com as quais o bombardearam. Expressou convicção e esperança de que a imprensa e os homens de palavra cumprissem com sua responsabilidade e dever pelo bem da nação.
Kim Jong Il não distingue classe ou camada social aos que procuram seguir o caminho patriótico pela reunificação. Ao conceder uma audiência a Jong Ju Yong, ex-presidente de honra do Grupo Hyundai, da Coreia do Sul, ressaltou seu desejo patriótico de contribuir para a colaboração econômica Norte-Sul.
Quando Yong faleceu, enviou a Seul um telegrama de condolências e uma delegação, com oferendas florais. Ainda, quando se construiu um ginásio polivalente em Pyongyang, fez com que fosse batizado de Ginásio Ryugyong Jong Ju Yong.
Saudou também a Jong Mong-hon, ex-presidente da Hyundai Asean, sua esposa e seus filhos, para que seguissem seu progenitor no caminho patriótico pela reunificação e deu solução a todos os problemas que se apresentaram nesta ocasião.
A era pró-reunificação de 15 de Junho, que foi iniciada há 11 anos com a adoção da Declaração Conjunta, entrou em um novo processo de importância elevada, com a publicação, em 4 de outubro de 2007, da "Declaração para o Desenvolvimento das Relações Norte-Sul, a Paz e a Prosperidade", um novo fundamento com conteúdo mais detalhado e pormenorizado pela reintegração nacional. Por causa disso, demonstrou-se mais uma vez que o progresso da nação coreana no rumo de sua reunificação é uma corrente geral da história, que nada e ninguém poderá deter.
A reunificação da Coreia se verá realizada em um futuro próximo.
Embaixada da RPDC no Brasil
terça-feira, 24 de maio de 2011
CENOURA E CHICOTE AMASSAM AS UNIVERSIDADES
Prof. Wlamir Silva
Historiador
Professor e ex-vice-Reitor da Universidade Federal de São João del-Rei
Em meados de 2010 vazou na imprensa a proposta do Consórcio de sete universidades do estado de Minas Gerais: UNIFAL (Alfenas), UNIFEI (Itajubá), UFJF (Juiz de Fora), UFLA (Lavras), UFSJ (São João del-Rei), UFOP (Ouro Preto) e UFV (Viçosa). A intenção, tratada pela imprensa de superuniversidade ou megauniversidade, visaria integrar e potencializar aquelas instituições. Então, o prazo dado era de 15 de outubro, que foi abandonado após algumas reações nas universidades. Agora, depois de um arrefecimento, a primeira reunião de 2011, realizada na Universidade Federal de Viçosa no dia 18 de abril, definiu as linhas gerais do projeto e a data limite para a adesão já para 17 de junho deste ano.
A idéia de integração, de pesquisas e cursos, com a mobilidade de professores, técnicos e estudantes, é sedutora. Pergunta-se, no entanto, se esse Consórcio, já chamado por alguns de “fusão”, é necessário para tanto. Para políticas de mobilidade não seria adequada uma política nacional, desenvolvida pela CAPES? E, nesse caso, por que restringir àquelas sete? Quanto a pesquisas e cursos de pós-graduação, não podem ser feitas caso a caso, respeitando a dinâmica de grupos e programas? É necessária, e útil, a criação de uma estrutura burocrática paralela, com um conselho gestor próprio e, como veremos, mais espaços físicos?
Algumas pretensões do Consórcio são quase infantis. Como a de que a mera soma dos patrimônios acadêmicos das sete universidades a alavancaria em rankings acadêmicos internacionais das “melhores universidades do mundo”. Uma pretensão que levou um jornalista que cobriu o tema a afirmar, não sem conversas com reitores, que “a tendência é [de] que as áreas de excelência de cada universidade sejam maximizadas a longo prazo, enquanto as de menos destaque sejam suprimidas”. Princípio justo, mas historicamente pobre, pois nega justamente a maturação das novas e expandidas universidades da região.
Mas, o que encantou o MEC no pretendido Consórcio? A perspectiva de “otimização de recursos”, com o a “possibilidade de mais investimentos, com menos despesas”. É louvável que se busque eficiência com os recursos existentes, oxalá outros o fizessem. Mas soa estranho quando se somam tarefas onde há tantas carências e que se imagine que tal estrutura burocrática é que venha a proporcionar tal racionalidade. Mas o que preocupa é a imbricação dos gastos. A esse respeito, o alto burocrata do MEC, Samuel Feliciano afirmava, já em outubro de 2010, que “a distribuição de verbas ainda não está definida e dependerá da estrutura que for adotada”. Estrutura do Consórcio? Ou das universidades? É justo e eficaz que se confundam?
Lembre-mos que as universidades envolvidas, como outras federais no país, vivem um grande e recente processo de expansão, de novos campi e cursos. Para os quais já faltam recursos, como prédios, laboratórios, pessoal etc., e apresentam dificuldades, naturais, de integração dos novos professores, técnicos e alunos, novos grupos de pesquisa, cursos e demais projetos. Muitas vezes trazendo à tona condições que se mostram pouco profissionais e democráticas naquelas instituições. Será o Consórcio, uma forma de acirrar uma competição autofágica entre as sete co-irmãs, para contornar as despesas inevitáveis dessa expansão pouco planejada, sob a rubrica de “otimização de recursos”?
Segundo o encontro de Viçosa, o MEC disporá um orçamento de R$ 20 milhões, 350 bolsas destinadas à mobilidade acadêmica e possibilidades de auxílio complementar para alunos carentes, 175 bolsas para a Assistência Estudantil, 35 bolsas de mobilidade docente e 70 bolsas para professores visitantes, 35 bolsas para a mobilidade e outras para qualificação em cursos de pós-graduação para técnicos das universidades e 140 bolsas de mobilidade para alunos de pós-graduação.
Esses recursos, já necessários ou desejáveis naquelas instituições, não são, para as sete, tão impressionantes. Tornam-se extraordinários na extravagância do Consórcio.
Por que não apenas prover os recursos das universidades expandidas, e deixa-las consolidar-se autonomamente, no ritmo e características próprias das atividades acadêmicas? Sob a avaliação, mas não a condução, do MEC. Temos aqui, além do fato de que cumprir com a obrigação de prover o que foi criado prescindir de apelo político, o segundo encanto do Consórcio para o MEC. A reunião de Viçosa reafirma a criação de “áreas estratégicas” que nortearão programas de pesquisa, com foco em “inovação e empreendedorismo”. Chega-se mesmo a apontar a de “energias renováveis e bioenergia”. Assim, a pesquisa e a pós-graduação sofreriam interferência do Consórcio. Um grupo ou comissão de pró-reitores seria encarregado da criação de um Centro de Estudos Avançados e seria implementada uma “política de inserção internacional para os cursos de pós-graduação”.
Em notícia publicada no Portal do MEC, em 23 de maio, aponta-se o município mineiro de Caxambu como provável sede administrativa do Consórcio, além de espaço a receber um centro de excelência internacional em pesquisa. O curioso é que a integração de sete universidades, com sedes em sete municípios e espalhadas por outros tantos, busque um município excêntrico tanto a suas administrações quanto a suas capacidades instaladas de pesquisa. Parecem “ciúmes” de que uma delas seja a sede do consórcio, mais do que a integração alardeada, e uma dispersão de esforços e duplicidade de investimentos, mais do que a cooperação e a eficiência acadêmica sinalizadas.
Avança-se também na intervenção sobre as graduações das consorciadas. Com a criação de um Núcleo de Estudos Pedagógicos, que discutirá a forma de ingresso na universidade, evasão e retenção discente, sistema de avaliação, normas e o controle acadêmico e projetos pedagógicos dos cursos. Fala-se apenas em encontros para discussões, mas, somadas as distâncias, a incontornável assimetria e isolamento dos colegiados das sete instituições e as pressões do MEC, temos uma forte tendência de intervenção na dinâmica interna dos cursos. Lembremos que algumas dessas questões são caras ao MEC, tais como o ENEM, os 90% de aprovação exigida pelo REUNI e as ações afirmativas.
Também são apontadas “ações de cunho social e educativo em cidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que englobam o raio de localização das universidades”. Ações como o “Corredor Cultural” ou uma “rede de extensão cultural”, com corais e festival de bandas. Pondo no horizonte dessas universidades a execução de políticas públicas numa lógica que não necessariamente se originará de sua dinâmica acadêmica, na qual a extensão universitária surge articulada à pesquisa e não pelo atendimento de demandas imediatas da população e do governo.
Nenhuma das ações propostas pelos articuladores do Consórcio é, em si, ruim. O que é péssimo é um programa que retira das comunidades universitárias, em especial de seus professores e pesquisadores, o protagonismo educacional e científico. Com a inevitável sobreposição de verbas, vigorará uma inclinação aos pontos estratégicos oriundos do governo e das relações entre governo e iniciativa privada, mediada pelos reitores. Outras verbas, como emendas parlamentares e convênios, tenderão a migrar para esses pontos sinalizados de cima.
Quando retirada da lógica da ciência, da educação e da cultura, a direção a ser dada às universidades é tomada por forças estranhas ao desiderato acadêmico. Pela burocracia governamental e ministerial que deseja impor os seus programas e por articulações políticas de atendimento a setores econômicos e sociais. Deixada, claro, ao sabor de votos a serem conquistados e de carreiras a serem construídas, sob o argumento demagógico do desenvolvimento e da inclusão.
Rouba-se a autonomia universitária e com ela a perspectiva crítica da ciência e da cultura. A liberdade acadêmica que deve ser plural e contraditória e não alugada a mutirões para a solução de problemas não equacionados pelos setores do Estado que lhes são pertinentes. A ação da Universidade não pode ser balizada pelo velho método de amansar burro, que alterna a cenoura (verbas e bolsas) e o chicote (a ameaça da penúria), ao alvitre de políticas de governo.
Todas são propostas a ser desenvolvidas, mas as dificuldades de distância e da enorme variedade burocrática, além do papel preponderante de reitores e seus pró-reitores, apontam para uma centralização da direção acadêmica. Tendência que será ainda aumentada pelas já existentes dificuldades de integração das universidades expandidas e dos seus órgãos colegiados.
A própria origem do Consórcio já o denuncia. Na já citada notícia estampada no Portal do MEC, o Consórcio já é dado como realidade, com direito a Aula Magna, a despeito de não terem sido aprovados pelos conselhos superiores das universidades e pouquíssimo conhecidos das comunidades universitárias. Criando-se um fato consumado a ser enfiado goela abaixo daquelas instituições.
Mas o Consórcio de Universidades Mineiras Sul/Sudeste não é mera criação regional. Surge como um modelo de nova relação entre as universidades e o governo federal/MEC. Já foi anunciado o interesse de universidades do Sul do país. Logo as que não quiserem consorciar-se serão excluídas de milhões orientados para tal prática, e ficarão com as já instaladas carências. Instalando-se um novo modelo de relação entre as universidades públicas e o governo. Cenoura e chicote não podem amansar as universidades.
A idéia de integração, de pesquisas e cursos, com a mobilidade de professores, técnicos e estudantes, é sedutora. Pergunta-se, no entanto, se esse Consórcio, já chamado por alguns de “fusão”, é necessário para tanto. Para políticas de mobilidade não seria adequada uma política nacional, desenvolvida pela CAPES? E, nesse caso, por que restringir àquelas sete? Quanto a pesquisas e cursos de pós-graduação, não podem ser feitas caso a caso, respeitando a dinâmica de grupos e programas? É necessária, e útil, a criação de uma estrutura burocrática paralela, com um conselho gestor próprio e, como veremos, mais espaços físicos?
Algumas pretensões do Consórcio são quase infantis. Como a de que a mera soma dos patrimônios acadêmicos das sete universidades a alavancaria em rankings acadêmicos internacionais das “melhores universidades do mundo”. Uma pretensão que levou um jornalista que cobriu o tema a afirmar, não sem conversas com reitores, que “a tendência é [de] que as áreas de excelência de cada universidade sejam maximizadas a longo prazo, enquanto as de menos destaque sejam suprimidas”. Princípio justo, mas historicamente pobre, pois nega justamente a maturação das novas e expandidas universidades da região.
Mas, o que encantou o MEC no pretendido Consórcio? A perspectiva de “otimização de recursos”, com o a “possibilidade de mais investimentos, com menos despesas”. É louvável que se busque eficiência com os recursos existentes, oxalá outros o fizessem. Mas soa estranho quando se somam tarefas onde há tantas carências e que se imagine que tal estrutura burocrática é que venha a proporcionar tal racionalidade. Mas o que preocupa é a imbricação dos gastos. A esse respeito, o alto burocrata do MEC, Samuel Feliciano afirmava, já em outubro de 2010, que “a distribuição de verbas ainda não está definida e dependerá da estrutura que for adotada”. Estrutura do Consórcio? Ou das universidades? É justo e eficaz que se confundam?
Lembre-mos que as universidades envolvidas, como outras federais no país, vivem um grande e recente processo de expansão, de novos campi e cursos. Para os quais já faltam recursos, como prédios, laboratórios, pessoal etc., e apresentam dificuldades, naturais, de integração dos novos professores, técnicos e alunos, novos grupos de pesquisa, cursos e demais projetos. Muitas vezes trazendo à tona condições que se mostram pouco profissionais e democráticas naquelas instituições. Será o Consórcio, uma forma de acirrar uma competição autofágica entre as sete co-irmãs, para contornar as despesas inevitáveis dessa expansão pouco planejada, sob a rubrica de “otimização de recursos”?
Segundo o encontro de Viçosa, o MEC disporá um orçamento de R$ 20 milhões, 350 bolsas destinadas à mobilidade acadêmica e possibilidades de auxílio complementar para alunos carentes, 175 bolsas para a Assistência Estudantil, 35 bolsas de mobilidade docente e 70 bolsas para professores visitantes, 35 bolsas para a mobilidade e outras para qualificação em cursos de pós-graduação para técnicos das universidades e 140 bolsas de mobilidade para alunos de pós-graduação.
Esses recursos, já necessários ou desejáveis naquelas instituições, não são, para as sete, tão impressionantes. Tornam-se extraordinários na extravagância do Consórcio.
Por que não apenas prover os recursos das universidades expandidas, e deixa-las consolidar-se autonomamente, no ritmo e características próprias das atividades acadêmicas? Sob a avaliação, mas não a condução, do MEC. Temos aqui, além do fato de que cumprir com a obrigação de prover o que foi criado prescindir de apelo político, o segundo encanto do Consórcio para o MEC. A reunião de Viçosa reafirma a criação de “áreas estratégicas” que nortearão programas de pesquisa, com foco em “inovação e empreendedorismo”. Chega-se mesmo a apontar a de “energias renováveis e bioenergia”. Assim, a pesquisa e a pós-graduação sofreriam interferência do Consórcio. Um grupo ou comissão de pró-reitores seria encarregado da criação de um Centro de Estudos Avançados e seria implementada uma “política de inserção internacional para os cursos de pós-graduação”.
Em notícia publicada no Portal do MEC, em 23 de maio, aponta-se o município mineiro de Caxambu como provável sede administrativa do Consórcio, além de espaço a receber um centro de excelência internacional em pesquisa. O curioso é que a integração de sete universidades, com sedes em sete municípios e espalhadas por outros tantos, busque um município excêntrico tanto a suas administrações quanto a suas capacidades instaladas de pesquisa. Parecem “ciúmes” de que uma delas seja a sede do consórcio, mais do que a integração alardeada, e uma dispersão de esforços e duplicidade de investimentos, mais do que a cooperação e a eficiência acadêmica sinalizadas.
Avança-se também na intervenção sobre as graduações das consorciadas. Com a criação de um Núcleo de Estudos Pedagógicos, que discutirá a forma de ingresso na universidade, evasão e retenção discente, sistema de avaliação, normas e o controle acadêmico e projetos pedagógicos dos cursos. Fala-se apenas em encontros para discussões, mas, somadas as distâncias, a incontornável assimetria e isolamento dos colegiados das sete instituições e as pressões do MEC, temos uma forte tendência de intervenção na dinâmica interna dos cursos. Lembremos que algumas dessas questões são caras ao MEC, tais como o ENEM, os 90% de aprovação exigida pelo REUNI e as ações afirmativas.
Também são apontadas “ações de cunho social e educativo em cidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que englobam o raio de localização das universidades”. Ações como o “Corredor Cultural” ou uma “rede de extensão cultural”, com corais e festival de bandas. Pondo no horizonte dessas universidades a execução de políticas públicas numa lógica que não necessariamente se originará de sua dinâmica acadêmica, na qual a extensão universitária surge articulada à pesquisa e não pelo atendimento de demandas imediatas da população e do governo.
Nenhuma das ações propostas pelos articuladores do Consórcio é, em si, ruim. O que é péssimo é um programa que retira das comunidades universitárias, em especial de seus professores e pesquisadores, o protagonismo educacional e científico. Com a inevitável sobreposição de verbas, vigorará uma inclinação aos pontos estratégicos oriundos do governo e das relações entre governo e iniciativa privada, mediada pelos reitores. Outras verbas, como emendas parlamentares e convênios, tenderão a migrar para esses pontos sinalizados de cima.
Quando retirada da lógica da ciência, da educação e da cultura, a direção a ser dada às universidades é tomada por forças estranhas ao desiderato acadêmico. Pela burocracia governamental e ministerial que deseja impor os seus programas e por articulações políticas de atendimento a setores econômicos e sociais. Deixada, claro, ao sabor de votos a serem conquistados e de carreiras a serem construídas, sob o argumento demagógico do desenvolvimento e da inclusão.
Rouba-se a autonomia universitária e com ela a perspectiva crítica da ciência e da cultura. A liberdade acadêmica que deve ser plural e contraditória e não alugada a mutirões para a solução de problemas não equacionados pelos setores do Estado que lhes são pertinentes. A ação da Universidade não pode ser balizada pelo velho método de amansar burro, que alterna a cenoura (verbas e bolsas) e o chicote (a ameaça da penúria), ao alvitre de políticas de governo.
Todas são propostas a ser desenvolvidas, mas as dificuldades de distância e da enorme variedade burocrática, além do papel preponderante de reitores e seus pró-reitores, apontam para uma centralização da direção acadêmica. Tendência que será ainda aumentada pelas já existentes dificuldades de integração das universidades expandidas e dos seus órgãos colegiados.
A própria origem do Consórcio já o denuncia. Na já citada notícia estampada no Portal do MEC, o Consórcio já é dado como realidade, com direito a Aula Magna, a despeito de não terem sido aprovados pelos conselhos superiores das universidades e pouquíssimo conhecidos das comunidades universitárias. Criando-se um fato consumado a ser enfiado goela abaixo daquelas instituições.
Mas o Consórcio de Universidades Mineiras Sul/Sudeste não é mera criação regional. Surge como um modelo de nova relação entre as universidades e o governo federal/MEC. Já foi anunciado o interesse de universidades do Sul do país. Logo as que não quiserem consorciar-se serão excluídas de milhões orientados para tal prática, e ficarão com as já instaladas carências. Instalando-se um novo modelo de relação entre as universidades públicas e o governo. Cenoura e chicote não podem amansar as universidades.
sábado, 21 de maio de 2011
A DESORDEM/ORDEM GERAL
Laerte Braga
Uma das colunas do jornal O GLOBO revela que uma “madame” freqüentadora de requintados e refinados ambientes foi a uma exposição de lançamento de uma coleção numa joalheria no Rio. Coisas da Barra da Tijuca, aberração paulista/carioca que faz fronteira com o Rio de Janeiro.
A senhora em tela comprou uma pulseira e levou às escondidas um par de brincos avaliado em 20 mil reais. Câmeras de segurança revelaram o que o colunista chama de “larápia vip”. A joalheira Rose Leal foi à casa da socialité e resgatou as peças, isso porque a pulseira fora comprada e não fora paga. Com isso evitou o escândalo.
A prisão do diretor do FMI Strauss Kahn não tem nada a ver com a “larápia vip” do high society da Barra. Mas tem a ver com as eleições para a presidência da França ano que vem.
A imprensa norte-americana e a policia de New York condenaram Strauss antes de qualquer decisão do Judiciário. Strauss é – era – uma pedra nos interesses de EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A. Isso apesar de dirigir uma quadrilha de estupradores, o FMI – FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL –. Estupram nações.
EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A na condição de sucessores de SPETRE – aquela que infernizava a vida de James Bond – não foge à prática de seus princípios. Chantagem, extorsão, vingança, assassinato, tortura, etc.
Com a diferença que EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A não é ficção. Mais ou menos como o peixe espada atravessando o abdômen de Jerry Lewis. “Só dói quando eu tento rir”.
O Bush da Casa Branca, sede da organização, hoje chamado Obama, vai cantar sua música e recitar seus poemas em mensagem ao povo sobre o que pretende implementar no Oriente Médio.
Ou seja. Reforço do tacão nazista contra os ditadores inimigos e silêncio em relação aos ditadores amigos. O esporte preferido de sionistas, tiro a palestinos vai continuar impune e sem qualquer restrição.
Nero escapou pela porta dos fundos e lamentou que o mundo se visse privado de suas poesias e suas canções.
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Anthony Patriot, chama a política externa do governo Dilma em relação aos EUA de “pragmatismo econômico”. Substitui o caráter ideológico que atribuiu à política do ministro anterior, Celso Amorim.
Os dois governos são do mesmo partido e Dilma é uma extensão eleitoral de Lula, uma escolha do ex-presidente. Ou mudou um, ou mudaram os dois.
Mas para falar isso é preciso ter cuidado e se expor a chuvas e trovoadas. As críticas geralmente levam o senhor absoluto do partido de Dilma a suspender as grades e soltar na arena feras ipanemianas, com grandes garras e presas, ávidas de devorar críticos em nome do centro do palco e muito ar para encher os bonecos chapas brancas.
O que não quer dizer que esteja tudo em desordem. A ministra da Cultura é atingida por fogo amigo por não aceitar as regras do jogo a moda Barra da Tijuca. Reage aos donos da verdade absoluta e cai no centro da tal arena. É típico dessa conformação. Os domadores e seus cãezinhos amestrados rosnando a um simples olhar em função de interesses que não têm nada a ver com cultura.
É difícil julgar o caso Strauss Kahn a partir da “vítima”. Não se pode afirmar que necessariamente seja uma agente infiltrada para derrubar o diretor do FMI que, em abril, no jornal LA LIBERACIÓN havia escrito um artigo prevendo esse tipo de ataque. Esse tipo de chantagem. Mas é possível detectar mais uma operação do conglomerado terrorista para afastar e matar politicamente um adversário.
A idéia de reciclagem de excedentes de países desenvolvidos não deficitários para países desenvolvidos ou não deficitários – proposta de Kahn – não agradou aos acionistas do conglomerado. Querem todos os excedentes e ainda o direito de cobrar a conta.
A “vítima” é uma imigrante e a oportunidade é de ouro para regularizar situações pendentes e garantir um futuro tranqüilo a toda a família no território em volta dos castelos do conglomerado.
Já tem até porta-voz, um dos irmãos. Falou a jornalistas na linguagem cinematográfica das séries tipo LAW AND ORDER. O trauma sofrido pela irmã, as conseqüências dele a luta da família para sobreviver dentro da lei, trabalhar, o duro que deram desde que chegaram ao entorno do conglomerado, coisas do gênero.
A indignação francesa procede e talvez possa ajudar a França a acordar de um pesadelo. Países da Comunidade Européia são colônias – propriedades – do conglomerado. Imensas bases militares. Bélgica e Holanda, por exemplo, tidas como nações e independentes, abrigam e guardam armas nucleares de EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.
A chegada do comboio que levou o ex-diretor geral do FMI a audiência sobre seu “caso”, tinha até soldados da SWAT e de metralhadora. Presumo que tenham descoberto a identidade de Jack o Estripador.
Nem tudo no Brasil, no entanto, se resume a uma socialité da Barra da Tijuca que, naturalmente traumatizada por não ter sido convidada, por exemplo, para o almoço com Obama, se viu presa de forte compulsão e afanou os brincos.
Agentes da CIA e da MOSSAD, serviços secretos – boa parte da CIA privatizada – trabalham livremente em Foz do Iguaçu, Brasil, onde vigiam a colônia árabe – trabalhadores do comércio, da indústria, serviços –. Já chegaram a sugerir em tempos recentes, que bin Laden passou por lá.
O governo do Brasil sabe disso desde os tempos de FHC e fica por isso mesmo. Casa da mãe Joana. Como sabe que a colônia árabe na região trabalha, trabalha e o dinheiro enviado a seus países de origem se destina às suas famílias diante da brutal realidade imposta pelo conglomerado àqueles povos. É para o pão, o leite, o mínimo indispensável à sobrevivência.
Para o governo de Israel, entre um assassinato e outro de palestino, um estupro e outro de palestina, uma tortura e outra de palestinos, são “terroristas”. Para o governo brasileiro... Bem, está olhando para o lado fazendo de conta que não é com ele.
Por maiores que tenham sido os eventuais avanços sociais o Brasil vai tomando feições de entreposto dos grandes bancos, do complexo empresarial que controla o mundo (a indústria de armas brasileira é na verdade controlada por Israel), da praga do latifúndio e seu agronegócio.
Em pauta os leilões do petróleo, privatização de aeroportos, um código florestal – com ou sem os ajustes de Aldo Rebelo – que assegure às subsidiárias nacionais do terror a impunidade e os privilégios que dispõem.
Não adianta nem chorar, o aqüífero Guarani, onde os caras estão de olho, já está contaminado por agrotóxicos na delirante viagem capitalista do agronegócio. Abastece algumas cidades do País.
Nessas ordens e desordens, ou desordens e ordens, a GLOBO tem várias opções. Quando for hora de colocar o povo de castigo tasca Miriam Leitão, versão televisiva e radiofônica do monstro que rouba balas e pirulitos de crianças e assombra adultos ávidos de passeios em shoppings. O sanduíche da rede McDonald’s pode ficar mais caro diante da perspectiva de pique da inflação em agosto segundo especialistas do governo.
Haja vaga em consultórios de psiquiatras, psicanalistas e que tais. Síndrome de privação de catchup e mostarda nos sanduíches McDonald’s.
Se, por outro lado, for a hora de destacar o papel cultural da rede – principal braço midiático do terror internacional no Brasil – basta colocar Xuxa em entrevista à tevê argentina falando que dorme com travesseiro de “pênis de ganso”.
A oração vem em várias etapas durante o dia. As duas principais com os dois reverendos Willians. O Bonner e o Waack.
Que nem o padre que mandou os fiéis enfrentarem um eventual ataque de pitt bull com um olhar determinado e preces, que a fera daria meia volta. Em experiência própria, ao se deparar com cães em situação assim, baixou hospital para atendimento de emergência, cheio de mordidas.
Mas tudo cash.
In casu é resistência pura e simples. Ou se achar que vale a pena seguir a manada.
Tem a “vantagem” de poder optar entre o Gugu e o Faustão.
Ou assistir às entrevistas do técnico Muricy Ramalho falando em trabalho “sério” e em “lealdade”.
Estão tentando ressuscitar José Neves e Aécio Serra para assombrar incautos e platéia de um modo geral. Pretendem abolir qualquer limitação a vampiros e o bafômetro.
Uma das colunas do jornal O GLOBO revela que uma “madame” freqüentadora de requintados e refinados ambientes foi a uma exposição de lançamento de uma coleção numa joalheria no Rio. Coisas da Barra da Tijuca, aberração paulista/carioca que faz fronteira com o Rio de Janeiro.
A senhora em tela comprou uma pulseira e levou às escondidas um par de brincos avaliado em 20 mil reais. Câmeras de segurança revelaram o que o colunista chama de “larápia vip”. A joalheira Rose Leal foi à casa da socialité e resgatou as peças, isso porque a pulseira fora comprada e não fora paga. Com isso evitou o escândalo.
A prisão do diretor do FMI Strauss Kahn não tem nada a ver com a “larápia vip” do high society da Barra. Mas tem a ver com as eleições para a presidência da França ano que vem.
A imprensa norte-americana e a policia de New York condenaram Strauss antes de qualquer decisão do Judiciário. Strauss é – era – uma pedra nos interesses de EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A. Isso apesar de dirigir uma quadrilha de estupradores, o FMI – FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL –. Estupram nações.
EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A na condição de sucessores de SPETRE – aquela que infernizava a vida de James Bond – não foge à prática de seus princípios. Chantagem, extorsão, vingança, assassinato, tortura, etc.
Com a diferença que EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A não é ficção. Mais ou menos como o peixe espada atravessando o abdômen de Jerry Lewis. “Só dói quando eu tento rir”.
O Bush da Casa Branca, sede da organização, hoje chamado Obama, vai cantar sua música e recitar seus poemas em mensagem ao povo sobre o que pretende implementar no Oriente Médio.
Ou seja. Reforço do tacão nazista contra os ditadores inimigos e silêncio em relação aos ditadores amigos. O esporte preferido de sionistas, tiro a palestinos vai continuar impune e sem qualquer restrição.
Nero escapou pela porta dos fundos e lamentou que o mundo se visse privado de suas poesias e suas canções.
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Anthony Patriot, chama a política externa do governo Dilma em relação aos EUA de “pragmatismo econômico”. Substitui o caráter ideológico que atribuiu à política do ministro anterior, Celso Amorim.
Os dois governos são do mesmo partido e Dilma é uma extensão eleitoral de Lula, uma escolha do ex-presidente. Ou mudou um, ou mudaram os dois.
Mas para falar isso é preciso ter cuidado e se expor a chuvas e trovoadas. As críticas geralmente levam o senhor absoluto do partido de Dilma a suspender as grades e soltar na arena feras ipanemianas, com grandes garras e presas, ávidas de devorar críticos em nome do centro do palco e muito ar para encher os bonecos chapas brancas.
O que não quer dizer que esteja tudo em desordem. A ministra da Cultura é atingida por fogo amigo por não aceitar as regras do jogo a moda Barra da Tijuca. Reage aos donos da verdade absoluta e cai no centro da tal arena. É típico dessa conformação. Os domadores e seus cãezinhos amestrados rosnando a um simples olhar em função de interesses que não têm nada a ver com cultura.
É difícil julgar o caso Strauss Kahn a partir da “vítima”. Não se pode afirmar que necessariamente seja uma agente infiltrada para derrubar o diretor do FMI que, em abril, no jornal LA LIBERACIÓN havia escrito um artigo prevendo esse tipo de ataque. Esse tipo de chantagem. Mas é possível detectar mais uma operação do conglomerado terrorista para afastar e matar politicamente um adversário.
A idéia de reciclagem de excedentes de países desenvolvidos não deficitários para países desenvolvidos ou não deficitários – proposta de Kahn – não agradou aos acionistas do conglomerado. Querem todos os excedentes e ainda o direito de cobrar a conta.
A “vítima” é uma imigrante e a oportunidade é de ouro para regularizar situações pendentes e garantir um futuro tranqüilo a toda a família no território em volta dos castelos do conglomerado.
Já tem até porta-voz, um dos irmãos. Falou a jornalistas na linguagem cinematográfica das séries tipo LAW AND ORDER. O trauma sofrido pela irmã, as conseqüências dele a luta da família para sobreviver dentro da lei, trabalhar, o duro que deram desde que chegaram ao entorno do conglomerado, coisas do gênero.
A indignação francesa procede e talvez possa ajudar a França a acordar de um pesadelo. Países da Comunidade Européia são colônias – propriedades – do conglomerado. Imensas bases militares. Bélgica e Holanda, por exemplo, tidas como nações e independentes, abrigam e guardam armas nucleares de EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.
A chegada do comboio que levou o ex-diretor geral do FMI a audiência sobre seu “caso”, tinha até soldados da SWAT e de metralhadora. Presumo que tenham descoberto a identidade de Jack o Estripador.
Nem tudo no Brasil, no entanto, se resume a uma socialité da Barra da Tijuca que, naturalmente traumatizada por não ter sido convidada, por exemplo, para o almoço com Obama, se viu presa de forte compulsão e afanou os brincos.
Agentes da CIA e da MOSSAD, serviços secretos – boa parte da CIA privatizada – trabalham livremente em Foz do Iguaçu, Brasil, onde vigiam a colônia árabe – trabalhadores do comércio, da indústria, serviços –. Já chegaram a sugerir em tempos recentes, que bin Laden passou por lá.
O governo do Brasil sabe disso desde os tempos de FHC e fica por isso mesmo. Casa da mãe Joana. Como sabe que a colônia árabe na região trabalha, trabalha e o dinheiro enviado a seus países de origem se destina às suas famílias diante da brutal realidade imposta pelo conglomerado àqueles povos. É para o pão, o leite, o mínimo indispensável à sobrevivência.
Para o governo de Israel, entre um assassinato e outro de palestino, um estupro e outro de palestina, uma tortura e outra de palestinos, são “terroristas”. Para o governo brasileiro... Bem, está olhando para o lado fazendo de conta que não é com ele.
Por maiores que tenham sido os eventuais avanços sociais o Brasil vai tomando feições de entreposto dos grandes bancos, do complexo empresarial que controla o mundo (a indústria de armas brasileira é na verdade controlada por Israel), da praga do latifúndio e seu agronegócio.
Em pauta os leilões do petróleo, privatização de aeroportos, um código florestal – com ou sem os ajustes de Aldo Rebelo – que assegure às subsidiárias nacionais do terror a impunidade e os privilégios que dispõem.
Não adianta nem chorar, o aqüífero Guarani, onde os caras estão de olho, já está contaminado por agrotóxicos na delirante viagem capitalista do agronegócio. Abastece algumas cidades do País.
Nessas ordens e desordens, ou desordens e ordens, a GLOBO tem várias opções. Quando for hora de colocar o povo de castigo tasca Miriam Leitão, versão televisiva e radiofônica do monstro que rouba balas e pirulitos de crianças e assombra adultos ávidos de passeios em shoppings. O sanduíche da rede McDonald’s pode ficar mais caro diante da perspectiva de pique da inflação em agosto segundo especialistas do governo.
Haja vaga em consultórios de psiquiatras, psicanalistas e que tais. Síndrome de privação de catchup e mostarda nos sanduíches McDonald’s.
Se, por outro lado, for a hora de destacar o papel cultural da rede – principal braço midiático do terror internacional no Brasil – basta colocar Xuxa em entrevista à tevê argentina falando que dorme com travesseiro de “pênis de ganso”.
A oração vem em várias etapas durante o dia. As duas principais com os dois reverendos Willians. O Bonner e o Waack.
Que nem o padre que mandou os fiéis enfrentarem um eventual ataque de pitt bull com um olhar determinado e preces, que a fera daria meia volta. Em experiência própria, ao se deparar com cães em situação assim, baixou hospital para atendimento de emergência, cheio de mordidas.
Mas tudo cash.
In casu é resistência pura e simples. Ou se achar que vale a pena seguir a manada.
Tem a “vantagem” de poder optar entre o Gugu e o Faustão.
Ou assistir às entrevistas do técnico Muricy Ramalho falando em trabalho “sério” e em “lealdade”.
Estão tentando ressuscitar José Neves e Aécio Serra para assombrar incautos e platéia de um modo geral. Pretendem abolir qualquer limitação a vampiros e o bafômetro.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
PLENÁRIA DA UNIDADE CLASSISTA/INTERSINDICAL
PLENÁRIA METROPOLITANA DA CORRENTE SINDICAL
UNIDADE CLASSITA/INTERSINDICAL
21 DE MAIO DE 2011
SÁBADO - 13 HORAS
TEXTO BASE - NOTA POLÍTICA SINDICAL DO PCB
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Programação do Seminário 140 anos da Comuna de Paris
Seminário aberto ao público, realizado pela Faculdade de Educação da UFMG, o Instituto Caio Prado Jr., a Associação dos Geógrafos do Brasil, o DAFAE, PCB, PSOL, PSTU e o Fórum Social Mineiro
19:00hs - A comuna e a atualidade do a luta pelo socialismo
Chico Alencar - Partido Socialismo e Liberdade PSoL
José Maria - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado PSTU
Zuleide Faria de Melo - Partido Comunista Brasileiro PCB
domingo, 15 de maio de 2011
Programação do Seminário 140 anos da Comuna de Paris
Seminário aberto ao público, realizado pela Faculdade de Educação da UFMG, o Instituto Caio Prado Jr., a Associação dos Geógrafos do Brasil, o DAFAE, PCB, PSOL, PSTU e o Fórum Social Mineiro
Programação:
18/05/2011 - Local: Teatro da Cidade (R. da Bahia, 1341, Centro, Belo Horizonte, MG)
19:00hs - A Comuna de Paris de 1871 e a luta pelo socialismo
João Antônio de Paula - Faculdade de Ciências Econômicas UFMG
Milton Pinheiro - CEMARX Universidade do Estado da Bahia
Valério Arcary - CEFET São Paulo
19:00hs - A Comuna de Paris de 1871 e a luta pelo socialismo
João Antônio de Paula - Faculdade de Ciências Econômicas UFMG
Milton Pinheiro - CEMARX Universidade do Estado da Bahia
Valério Arcary - CEFET São Paulo
19/05/2011 - Local: Arena Fafich - UFMG (Av. Antônio Carlos, 6627, Pampulha, Belo Horizonte, MG)
11:00hs - Trabalho, educação e poder popular
Filipe Raslan - UNICAMP
Pablo Lima - Faculdade de Educação UFMG
Pedro Otoni - Fafich UFMG
19:00hs - A comuna e a atualidade do a luta pelo socialismo
Chico Alencar - Partido Socialismo e Liberdade PSoL
José Maria - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado PSTU
Zuleide Faria de Melo - Partido Comunista Brasileiro PCB
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Código Florestal. A “esquerda” atrasada e oportunista
Aldo Rebelo é de uma certa esquerda que pensa da mesma forma que a direita.
10/05/2011
Cesar Sanson
Em todo o processo da Reforma do Código Florestal que será aprovada nos próximos dias, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB) desempenhou papel decisivo como relator da alteração da legislação. Desde o início, os ruralistas o tiveram como um importante aliado na defesa de suas teses.
Aldo Rebelo é de uma certa esquerda que pensa da mesma forma que a direita. O deputado comunista defende uma concepção de marxismo que se aproxima do liberalismo da senadora Kátia Abreu (DEM) – liderança maior dos ruralistas. O marxismo de Rebelo e o liberalismo de Kátia Abreu bebem na mesma fonte da racionalidade produtivista que vêem a natureza como fonte inesgotável de crescimento econômico.
Quando do primeiro parecer na Comissão especial que avaliava as mudanças Código Florestal, os ruralistas aplaudiram Aldo Rebelo. Dezenas de manifestantes ligados aos grandes sindicatos rurais patronais gritaram seu nome. Depoimento do deputado Luiz Carlos Heinze (PP/RS), um dos expoentes da bancada ruralista, direcionado a Aldo Rebelo, confirma o reconhecimento: "Vossa excelência defende o comunismo. Eu sou de outro espectro político, defendo o capitalismo, mas tenho que reconhecer que fez um bom trabalho."
Numa das audiências públicas mais concorridas e tensas na discussão sobre as alterações no Código Florestal realizada Ribeirão Preto, Aldo Rebelo, contestando as vozes de oposição às suas propostas, afirmou que “o ambientalismo transformou-se em uma trincheira por onde se escondem os interesses das multinacionais e dos países ricos". Na oportunidade, o deputado comunista foi aplaudido de pé pelo agronegócio e vaiado intensamente pela militância do movimento social.
O parlamentar do PCdoB chegou afirmar que a agricultura não tem relação com as mudanças climáticas. Segundo ele, as emissões de CO2 “não tem nada a ver com a agricultura do país. O que tem a ver é com queimada. Eu não sei onde é que a agricultura entra nisso”, disse o deputado revelando ignorância.
A proposta que o Rebelo encampou para mexer no Código Florestal foi a proposta do agronegócio. Essa tese ficou ainda mais evidente na medida em que o relatório com as mudanças no Código foi elaborado com a participação de uma consultora jurídica oficial da frente ruralista do Congresso Nacional. A advogada Samanta Piñeda recebeu R$ 10 mil pela "consultoria", pagos com dinheiro da verba indenizatória de Rebelo e do presidente da comissão especial, Moacir Micheletto (PMDB-PR), um dos expoentes da bancada do agronegócio.
O triste papel a que vem se prestando o deputado Aldo Rebelo nada tem de ingenuidade. A sua convicção de reformar o Código deve-se a uma visão conservadora, atrasada e tributária da sociedade industrial de que os recursos naturais são um entrave para o desenvolvimento do país. Por outro lado, alia à sua convicção ideológica ultrapassada as vantagens financeiras como se pode perceber nos recursos que recebe do capital do agronegócio para suas campanhas eleitorais. O parlamentar comunista junta suas convicções à expertise político-financeira.
Publicado originalmente na Radioagência NP
quarta-feira, 11 de maio de 2011
AGENDA POLÍTICA DO PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO – PCB
14 de maio – Reunião do PCB em Ribeirão das Neves (Metropolitana) e São João Del Rey (Campo das Vertentes).
18 de maio – Abertura do Seminário sobre os 140 anos da Comuna de Paris – Teatro da Cidade - Belo Horizonte.
19 de maio – Seminário sobre os 140 anos a Comuna de Paris – UFMG – Belo Horizonte.
20 de maio – Palestra sobre Cuba – Casa dos Jornalistas – Belo Horizonte.
21 de maio – Plenária Metropolitana da Corrente Sindical UNIDADE CLASSISTA – Belo Horizonte.
27 de maio – Atividade da UNIDADE CLASSISTA/INTERSINDICAL em Ipatinga (Vale do Aço).
28 de maio – Plenária Estadual da UNIÃO DA JUVENTUDE COMUNISTA.
04 de junho – Reunião do Comitê Estadual – Belo Horizonte.
11 de junho – Convenção Estadual de Solidariedade a Cuba.
18 e 19 de junho – 42º Congresso da UNIÃO ESTADUAL DOS ESTUDANTES – Minas Gerais.
23 a 26 de junho – Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, Reunião da Fração de Professores Universitários e reunião da Coordenação Nacional da UJC – São Paulo – SP.
18 de maio – Abertura do Seminário sobre os 140 anos da Comuna de Paris – Teatro da Cidade - Belo Horizonte.
19 de maio – Seminário sobre os 140 anos a Comuna de Paris – UFMG – Belo Horizonte.
20 de maio – Palestra sobre Cuba – Casa dos Jornalistas – Belo Horizonte.
21 de maio – Plenária Metropolitana da Corrente Sindical UNIDADE CLASSISTA – Belo Horizonte.
27 de maio – Atividade da UNIDADE CLASSISTA/INTERSINDICAL em Ipatinga (Vale do Aço).
28 de maio – Plenária Estadual da UNIÃO DA JUVENTUDE COMUNISTA.
04 de junho – Reunião do Comitê Estadual – Belo Horizonte.
11 de junho – Convenção Estadual de Solidariedade a Cuba.
18 e 19 de junho – 42º Congresso da UNIÃO ESTADUAL DOS ESTUDANTES – Minas Gerais.
23 a 26 de junho – Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, Reunião da Fração de Professores Universitários e reunião da Coordenação Nacional da UJC – São Paulo – SP.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Sobre a indiferença da esquerda "revolucionária" brasileira com a reforma política
Praticamente toda a esquerda brasileira que não está no governo está em silêncio sobre a reforma política em debate no Congresso Nacional. Como afirmou um camarada dissidente, tratamos de todos os problemas que acontecem em todos os países do mundo, e por vezes passamos dos limites, acrescento eu, mas desprezamos a reforma política em curso no próprio Brasil como se não fosse nada.
Os argumentos para essa indiferença são da ordem das verdades gerais, macro-históricas, desprezando o conselho de Lênin, que "utilizar-se do critério da história universal para uma questão de política prática constitui o mais gritante erro teórico". A verdade geral nesse caso é que a democracia brasileira é controlada pelo capital, e o capital não produzirá reformas políticas eleitorais que o prejudiquem.
Porém, na prática, a reforma política em debate pode instituir o voto em lista fechada, que modificará bastante as eleições. Por exemplo, a compra de votos para vereadores e sobretudo deputados se tornará mais difícil e problemática, e não será do interesse da maioria dos candidatos, ou exigirá a associação dos primeiros candidatos da lista, em negociações sempre difíceis e arriscadas. O voto será nos partidos, portanto político, e até as propagandas eleitorais terão que se politizar em busca de diferenciação.
A reforma política também pode proibir as coligações para vereadores e deputados, o que modificará por completo as relações em toda a esquerda brasileira.. Mas nem por isso as dezenas de organizações que reivindicam serem revolucionárias estão debatendo o assunto.
Hoje em dia virou moda discutir se astronautas pisaram na Lua ou não, mas ninguém discute que alguns brasileiros vivem lá.
Os argumentos para essa indiferença são da ordem das verdades gerais, macro-históricas, desprezando o conselho de Lênin, que "utilizar-se do critério da história universal para uma questão de política prática constitui o mais gritante erro teórico". A verdade geral nesse caso é que a democracia brasileira é controlada pelo capital, e o capital não produzirá reformas políticas eleitorais que o prejudiquem.
Porém, na prática, a reforma política em debate pode instituir o voto em lista fechada, que modificará bastante as eleições. Por exemplo, a compra de votos para vereadores e sobretudo deputados se tornará mais difícil e problemática, e não será do interesse da maioria dos candidatos, ou exigirá a associação dos primeiros candidatos da lista, em negociações sempre difíceis e arriscadas. O voto será nos partidos, portanto político, e até as propagandas eleitorais terão que se politizar em busca de diferenciação.
A reforma política também pode proibir as coligações para vereadores e deputados, o que modificará por completo as relações em toda a esquerda brasileira.. Mas nem por isso as dezenas de organizações que reivindicam serem revolucionárias estão debatendo o assunto.
Hoje em dia virou moda discutir se astronautas pisaram na Lua ou não, mas ninguém discute que alguns brasileiros vivem lá.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
DIA DAS MÃES, UMA REFLEXÃO TRABALHISTA.
O Dia das MÃES é um dia comemorativo em todos os países do mundo e é um dia especial para todas as mães, onde se comemora sua existência e a homenageia por tudo que passou e viveu para criar seus filhos.
Dados históricos comprovam que esta é uma das comemorações mais antigas do mundo. Na Grécia Antiga, já se comemorava o DIA DAS MÃES, quando se festejava no início da primavera em honra à Rhea, a Mães dos deuses gregos. Essa data é comemorada em todos os países, porém com algumas datas diferentes como, por exemplo, em países como Albânia, Rússia, Sérvia, Montenegro, Bulgária, Roménia, Moldavia, Butão, a data é comemorada no dia 8 de março. Na África do Sul, Austrália, Bélgica, China, Dinamarca, Alemanha, Grécia, Itália, Japão, Canadá, Nova Zelândia, Áustria, Peru, Suíça, Formosa, Turquia, EUA, Venezuela, inclusive no Brasil, a data é comemorada no sempre no segundo Domingo do mês de Maio, e em outros países as datas são diversas.
Essa data teve surgiu no século XX, quando a jovem norte-americana chamada Anna perdeu sua mãe e conseqüentemente ficou muito mal, chegando a entrar em depressão profunda. Vendo aquela situação suas amigas revolveram fazer uma festa em homenagem a memória de sua mãe, e então Anna estendeu aquele comemoração a todas as mães do mundo, estando elas vivas ou mortas.
Este é um dia também para homenagearmos todas as mulheres trabalhadoras, mães aguerridas na luta contra toda forma de opressão e exploração. Um dia para relembrar sua força e sua organização no mundo do trabalho, como já dizia Alexandra Kollontai.
História
Em 1910, na II Conferência Internacional das Mulheres Socialistas a professora comunista Clara Zetkin apresentou a proposta de se fixar um dia específico para destacar as lutas e o protagonismo histórico das mulheres. No entanto, é só a partir de 1922 que o 8 março vai se constituir como data unitária mundial, referenciada na greve das operárias têxteis de Petrogrado em 1917, que tomaram as ruas exigindo pão e paz. Esta luta das operárias russas inaugura um ciclo revolucionário na Rússia czarista que culminará no maior acontecimento político do século XX, a revolução soviética. O 8 de março, Dia Internacional da Mulher assinala pois, a grandeza de nossa participação e a positividade de nossas lutas, reafirmadas por nossa coragem, ousadia e irreverência.
Presente
A primeira divisão do trabalho teve como base a divisão sexual do trabalho, onde o homem foi direcionado à caça e a mulher à reprodução e aos cuidados da casa. No capitalismo, a divisão do trabalho adquire uma nova dimensão: a exploração da classe trabalhadora pela classe dos capitalistas, a classe burguesa. Homens, mulheres e crianças, então absolutamente livres de capital, precisam entregar-se a ele para sobreviverem. Mas esta entrega não foi, e não é, uma entrega voluntária, ao contrário, realiza-se mediante a coerção e a violência organizadas pelo estado capitalista e suas instituições, ao que respondemos com nossa luta.
Desde o início dos anos 90 a correlação de forças na luta de classes tem sido tão favorável aos capitalistas quanto dramática para o conjunto da classe trabalhadora. Enquanto mulheres e mães testemunhamos isto diariamente, ao vermos como as exigências do capital dificultam nossa vida familiar e como desorganizam a vida escolar de nossos filhos, ao recrutá-los prematura e covardemente para o mercado de trabalho. Enquanto trabalhadoras e companheiras percebemos a regressão acelerada dos nossos direitos, sofremos com o desemprego e a constante degradação salarial. Por isto, adotar-se a reivindicação por direitos iguais entre homens e mulheres como foco central de nossa luta, como quer o feminismo liberal, não é outra coisa senão exigir que nos conformemos com a precarização da vida, que nos basta ser tão escravas quanto os nossos companheiros, enfim, que nos resignemos com a generalização da escravidão assalariada.
Estas duas últimas décadas foram muito dolorosas, mas também muito ricas em lições. Aprendemos que no capitalismo não há direito assegurado de antemão; que mesmo com a luta, muitas vezes os resultados são insatisfatórios; que o nosso trabalho diário, que parece correr para o ralo, é de fato o que sustenta a corrupção e engorda multinacionais e banqueiros. Estas lições demonstram que para compreendermos o mundo, condição essencial para transformá-lo, precisamos enxergar as contradições que estão além das diferenças de gênero. De fato, o antagonismo essencial do capitalismo está nas diferenças de classe, nas diferenças entre os trabalhadores, que produzem as riquezas, e os capitalistas, que se apropriam delas por deterem os meios de produção. As feministas socialistas sabem a quem interessa que mulheres e homens se consumam numa luta interminável entre si. Por isso, o movimento feminista socialista afirma que é integrando as lutas de mulheres e homens que seremos capazes destruir o poder do capital, abolir as classes e de vencer os desafios colocados pela vida.
Futuro
Vivemos a época da globalização imperialista, da integração monopolista, da supremacia de uma poderosa oligarquia financeira internacional, cujos tentáculos abarcam todo o planeta. A aplicação planetária das fórmulas neoliberais, que conhecemos bem, é o sinal mais evidente da existência de um governo dos governos, acima de povos e nações. Os princípios da soberania e da auto-determinação foram já redefinidos: tornaram-se soberania e auto-determinação do capital financeiro. Nesta nova ordem, os povos e países que a contestaram foram catalogados como pertencentes ao “Eixo do Mal”, e constam de uma lista de espera pela ira do senhor... a guerra imperialista.
A entrega da soberania pelos governos nacionais, uma vez que os torna ainda mais incapazes de responder às demandas de seus povos, implicará a utilização, com freqüência crescente, da repressão e da fraude contra as trabalhadoras e os trabalhadores, através da polícia e da mídia. No capitalismo é este o futuro que nos espera!
Companheiras! A luta das mulheres só pode ser uma luta revolucionária, uma luta contra os monopólios, contra o imperialismo e suas guerras. Reafirmamos também as bandeiras levantadas pelas mulheres na II Internacional Socialista: pelo direito à creche, a salários iguais, pelo direito de decisão sobre o nosso corpo (aborto legal e seguro) e pelo fim da violência doméstica e sexual. A nossa luta é a luta de todas as mulheres do mundo, a nossa luta é internacional. A emancipação plena da mulher só será alcançada na sociedade socialista.
Nossa solidariedade a todas às mães e mulheres trabalhadoras de todo o mundo!
Esta é nossa homenagem a todas vocês.
FELIZ DIA DAS MÃES!!!
Coletivo Ana Montenegro - Unidade Classista – RS e MA.
domingo, 8 de maio de 2011
Reunião histórica em Atenas
ALEKA PAPARIGA SE REÚNE, EM ATENAS, COM O SECRETÁRIO GERAL DO PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO (PCB)
(tradução de matéria publicada no jornal diário do KKE, cujo título em português é “O RADICAL”, edição de hoje)
O Secretário Geral do PCB (Partido Comunista Brasileiro), Ivan Pinheiro, encontra-se na Grécia, a convite do KKE, desde 30 de abril a 8 de maio.
Durante sua permanência em nosso país, Ivan vem mantendo inúmeros encontros com membros do Comitê Central, responsáveis pelos diversos Departamentos do KKE, com o Secretariado da Juventude Comunista (KNE) e bem como com as direções de diversas organizações populares gregas, notadamente com as organizações sindicais classistas, de vários níveis, da cidade e do campo.
Durante o encontro com a Secretária Geral do KKE, Aleka Papariga, discutiu-se a situação política mundial, sobretudo nos dois países. Esteve em pauta também a atuação e intervenção dos Partidos Comunistas e a situação atual e as perspectivas do Movimento Comunista Internacional.
O camarada Pinheiro notou, entre outras questões, que o Brasil é um país capitalista desenvolvido, a oitava economia mundial nos marcos do sistema capitalista. Segundo ele, a burguesia brasileira tem tido êxito na colaboração de classes internamente e no âmbito internacional, reforçando seu papel no nível regional e mundial.
O camarada deu informes detalhados sobre a situação na América Latina e a luta dos comunistas brasileiros.
Os dois Partidos coincidiram na avaliação comum sobre a necessidade de formação de um pólo revolucionário no seio do Movimento Comunista Internacional, com a intensificação da cooperação entre os Partidos que defendem o marxismo-leninismo.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Festival de Caldos do PCB em SÁBARA
FESTIVAL DE CALDOS
19 horas na Casa do Joaquim - Centro Sábara.
Convite é R$10,00 com direito à caldos de feijão, mandioca e mocotó, musica, poesia e prosa à vontade.
A cerveja latão será R3,00 e o refri R$ 2,00
ALDO REBELO E O CÓDIGO FLORESTAL: SÍNTESE DO ENTREGUISMO
José Roberto Silva *
“Frente a tais condições, que a transformaram em parte integrante do capital monopolista ou em um apêndice deste, a atividade agrícola nos países de economia de mercado teve somente duas opções, duas propostas para pretender solucionar os seus problemas: a primeira delas foi a “reforma agrária”....A segunda proposição, ou opção, foi a “estratégia de modernização conservadora”, chamada assim porque, diferentemente da reforma agrária, tem o objetivo do crescimento da produção agropecuária mediante a renovação tecnológica, sem que a estrutura agrária seja tocada ou alterada substancialmente...O Brasil optou pelo segundo caminho...O trágico desta opção, é que agora está de acordo com a estratégia agrícola mundial liderada pelo agrobusiness, ou seja, o complexo agroindustrial, estratégia que leva em seu manancial os milagres da “revolução verde”. “
(Alberto Passos Guimarães, Agricultura: la estrategia de la modernizacion conservadora, 1976 - Arquivo Lyndolpho Silva, UFRRJ – TR. José Roberto)
A ditadura militar, implantada em abril de 1964, para além da tarefa de perseguir e eliminar do cenário político os comunistas, inclusive fisicamente, objetivava cumprir as suas tarefas no concerto do imperialismo (mudanças na geopolítica mundial reafirmando a hegemonia americana, nova divisão mundial do trabalho e primeiros indícios de crise econômica estadunidense), que exigia o aprofundamento e consolidação da estrutura capitalista brasileira em todas as áreas de produção, notadamente na agropecuária, com aumento de produção e, principalmente, produtividade – mecanização e super exploração do trabalho.
Dentre as medidas tomadas no campo econômico e legal, entre 64 e 65, apresenta-se a segunda montagem de um Código Florestal (o primeiro ocorrera em 1934, sob Vargas), que traz em seu bojo as normas para o estabelecimento de uma propriedade agropecuária totalmente capitalista, definindo, territorialmente, pequena propriedade e, por exclusão, a grande propriedade, base para a concessão de crédito agrícola, (eliminando o rentismo e a posse), com algumas preocupações preservacionistas – APP´s e Reservas Legais - com regras, por exemplo, de que a reserva legal em terras da Amazônia seria de 50% da propriedade, enquanto no resto do país a de 30%.
Evidentemente estas restrições preservacionistas não foram fiscalizadas, enquanto nas áreas de atuação governamental, no programa de colonização da Amazônia do INCRA, o colono assentado deveria provar sua habilidade produtora com o desmatamento de 50% da propriedade, basicamente, para áreas de pasto. Em boa parte dos casos houve desmatamento de 100% da área repassada. Para manter os princípios da lei, o colono recebia um outro tanto de área com mata, que mantivesse o percentual de 50% de reserva legal. No sul e sudeste, principalmente, onde o capital privado, nacional e internacional, mais investia, a regra dos 30% foi simplesmente inobservada.
O crescimento econômico e a aplicação da política da “revolução” verde, vai modernizar e internacionalizar a agropecuária brasileira nos quarenta anos seguintes à lei, mas não impede uma luta intra-burguesa que colocou de um lado os ruralistas e de outro, principalmente a partir da Rio Eco – 92, ambientalistas organizados em ONGs, que aliam a preservação ao desenvolvimento sustentável da economia. Os primeiros formaram um forte bloco parlamentar, a UDR, que com o tempo vai retalhando o Código Florestal e criando legislação paralela de apoio ao capital do campo, enquanto os segundos, notadamente no início do século XXI, a partir do Ministério do Meio Ambiente e da criação do CONAMA, vão criando normas ambientais, muitas delas, a contra gosto do capital.
O ápice desta luta se dá quando o então Ministro Carlos Minc, em julho de 2008, faz Lula aprovar um decreto sobre Crimes Ambientais (engavetado pela Ministra Marina Silva durante sua gestão), que exige, dos produtores rurais, a averbação em cartório das áreas de reserva legal de suas propriedades, baseados nas determinações do Código Florestal, no prazo de 180 dias da publicação do mesmo. Na prática, esse processo resultaria na redução de área de propriedades e a utilização da parte ilegal para fim social.
A reação dos ruralistas, baseado na impossibilidade de aplicação da lei no prazo descrito e apontando problemas para os pequenos produtores, faz com que Lula assine outros decretos prorrogando a vigência da lei, o último deles, adiando-a para julho de 2011. No campo parlamentar, os ruralistas convencem o presidente da Cãmara, Michel Temer (PMDB – atual vice-presidente da República), a criar uma comissão especial para reforma do Código Florestal, abarcando todos os projetos tramitando na câmara sobre o assunto. A comissão é criada com a proposta de nomes para presidente e relator de dois grandes produtores rurais, criando um impasse com os ambientalistas. A solução encaminhada, com a participação da então ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, foi a apresentação de um nome de consenso para relator: o do deputado Aldo Rebelo, do PC do B.
Aldo, representante do “partido do socialismo”, recolhe todos os projetos e apresenta um substitutivo de projeto de lei de Código Florestal, em cujo arrazoado para justificar a sua proposta, utiliza-se inclusive de frases de Marx (sic), apresenta as mesmas razões defendidas pelo CNA, que, nas palavras do deputado Reinold Stefhanes, defendidas neste mês de abril, num evento ruralista em Londrina:
- não há diálogo possível com ONGs ambientalistas, financiadas pelo capital estrangeiro, que jogam contra o produtor nacional. Há que se fazer uma defesa nacionalista da agropecuária brasileira;
- a discussão é técnica e não ideológica, assim, “entidades como o Greenpeace, que tem representante ligado ao Partido Comunista Brasileiro”, não tem contribuição nenhuma a dar;
- o Código Florestal de 1965 foi importante para aquela época, mas deve ser alterado em face do atual desenvolvimento agroindustrial, principalmente porque a sua aplicação, nos termos do decreto de julho de 2008, fará desaparecer 90% da pequena propriedade agrícola.
- o Brasil precisa de apenas mais 10% de área para atingir 100% de sua capacidade produtiva e isso se dará como se deu no sudeste, mais precisamente em SP, por sobre as áreas pecuárias (como sabemos, em sua maior parte na Amazônia).
Com base nisso, Aldo Rebelo constrói um projeto em que acata basicamente dois pontos muito importantes para a agropecuária e a agroindústria: o primeiro é o da redução dos limites de preservação junto aos cursos hídricos, associado a mudanças no caráter das APP´s e RL´s. O segundo, o do perdão dos crimes ambientais cometidos até julho de 2008. Estes dois itens preservam em sua totalidade os investimentos do capital realizados até agora e a sua forma predatória de inserção, garantindo o tamanho da propriedade e o desenvolvimento do complexo agroindustrial lastreado, de forma importante, no capital estrangeiro.
Em suma, Aldo Rebelo, sintetiza a política nacional desenvolvimentista do PC do B, da defesa dos investimentos do capital no campo, associando-se aos seus setores mais atrasados e entreguistas. Apoiado pelo governo em seu intuito de votar rápido o seu substitutivo, desde que com a construção de um consenso, Aldo articulou, recebeu e se aliou ao apoio de: DEM, PSDB, PMDB, PR, CNA e Rede Globo, conforme divulga “vitoriosamente” em seus sítios e no principal noticiário desta emissora.
Para além do apoio dos setores conservadores do campo brasileiro, Aldo se submete às exigências do imperialismo, na lógica da internacionalização do capital. Mais importante que isso, retiradas as restrições e descriminalizando o capital agrário, lança as bases para o acirramento das propostas de criminalização dos movimentos de resistência dos trabalhadores rurais sem terra e assalariados.
Em 1964 Aldo, e seu partido, seriam chamados de “lacaios do imperialismo”, hoje, nem isso é possível, pois, cumprindo o seu papel no pacto burguês, ele se metamorfoseou num de seus parceiros.
* José Roberto Silva é membro do Comitê Central do PCB
quarta-feira, 4 de maio de 2011
O Comunismo Jovem do Partidão
Ele está no inconsciente afetivo de todos os militantes de esquerda. Figura nas mais belas páginas dos melhores livros de História. Permanece como referência histórica nos mais distintos debates de diferentes setores progressistas. E continua à esquerda, sob qualquer conjuntura. O partidão, ou Partido Comunista Brasileiro (PCB), sofreu muito com os revezes históricos. Os rachas das décadas de 1980 e 1990, e a devastação neoliberal do mesmo período, o fragilizaram bastante. Entretanto, um processo lento de recuperação já toma fôlego há alguns anos. O que encanta, sobretudo, no período atual, é o crescimento de uma juventude combativa e bem posicionada vinculada ao partido. A União da Juventude Comunista (UJC) soma ao crescimento em número de militantes o crescimento de politização, e um projeto sério de inserção nas lutas sociais sob a ótica do novo comunista jovem.
“É impensável pensar essa rearticulação da UJC, dentro dessa linha revolucionária, separada do próprio processo de reconstrução do PCB. A UJC só consegue se reorganizar em 2006, quando o partido formaliza uma posição sobre sua visão estratégica da sociedade brasileira”, afirma Luís Fernandes, integrante da coordenação nacional da UJC. Vencidos os processos autofágicos internos, o PCB volta a se estruturar, principalmente no início deste século. E volta a visualizar a necessidade de se organizar a juventude. Em 2006, depois de muitos anos, a UJC consegue organizar um congresso nacional. Viria a se articular novamente, em 2009, para dar vida a novo congresso.
A partir dessa melhor organização, com linha estratégica definida e militância ativa, a UJC começa a ganhar corpo novamente, e formar quadros qualificados. Ivan Pinheiro, secretário-geral do PCB e candidato à Presidência da República em 2010, avalia com otimismo o crescimento da organização. “A UJC não garantirá apenas um futuro burocrático para o PCB, mas um futuro revolucionário e internacionalista. É a primeira geração de comunistas que não viveram as deformações do reformismo que prevaleceu no PCB em décadas passadas e que entrou no Partido em pleno processo de sua reconstrução revolucionária”. Hoje, a UJC está organizada em, pelo menos, 15 estados, com boa intervenção, fazendo discussões específicas da juventude.
Em alguns estados, é mais forte entre a juventude trabalhadora. Em outros, articula-se com maior consistência dentro do movimento estudantil, ou mesmo junto ao movimento cultural – uma tradição entre os comunistas. Devido às dificuldades financeiras, e à ausência no universo institucional – o que não consideram problema –, os jovens não conseguem manter militantes voltados exclusivamente para a organização. No entanto, têm uma preocupação crescente com a qualificação de seus quadros. “A gente tem hoje uma linha estratégica bastante coerente e coesa. Não queremos virar uma organização inchada, sem intervenção qualitativa na sociedade. A gente quer crescer, ganhar capilaridade, mas o que a gente mais preza é ter uma intervenção qualitativa”, afirma Luís.
Uma das estratégias da UJC para ampliar sua atuação política, com ganhos qualitativos, é a parceria com a sociedade organizada. Seus jovens militantes estão, cada vez mais, articulados com os movimentos sociais, buscando protagonismo nas lutas da cidade e do campo. Maurício Souza, integrante da coordenação estadual da organização no Rio de Janeiro, vê na cidade um grande palco de lutas para os próximos anos. “No Rio, estão varrendo tudo o que não interessa. O objetivo é sustentar esse modelo de crescimento, esse desenvolvimento tardio que no Brasil se tem apregoado por todos os cantos, inclusive por certos setores que se dizem de esquerda. A UJC tem clareza de quem são os movimentos populares que lutam contra essa ordem, e está se unindo a eles”, diz. A luta por moradia e pelos direitos humanos têm sido os principais focos de atuação dos jovens comunistas.
Recentemente, tiveram importante atuação na organização do II Seminário da Plenária dos Movimentos Sociais. O espaço é uma articulação de movimentos populares mais combativos, em oposição ao modelo de desenvolvimento em curso no Estado do Rio, de forte ação predatória, e aos projetos elitistas relacionados aos megaeventos esportivos a ser recebidos no Brasil. O Seminário reuniu centenas de militantes interessados em dar unidade à difícil resistência prevista para os próximos cinco anos. “O diagnóstico coletivo, na Plenária, foi correto, sobre essa agenda econômica de estruturação do capital – a ideia de que existe um consenso burguês, e de que o Rio está no centro dele. Mas a gente não pode ter a ilusão de que, porque o diagnóstico está correto, a gente vai ganhar as lutas. A correlação de forças, aqui no Rio, infelizmente é bastante desfavorável para os movimentos e partidos de esquerda”, defende Luís.
Outra luta importante em que a UJC esteve presente foi a resistência dos moradores do Complexo do Alemão aos saques, agressões, humilhações e estupros promovidos pelas forças policiais e militares, após a ocupação de 2010. A organização esteve presente na coleta de denúncias, na sistematização dos dados, na publicização das informações, e na divulgação de uma nota pública. “A partir das denúncias que estavam sendo feitas, a gente foi até as comunidades. A cobertura oficial estava homogeneizando as coisas, como se a operação tivesse sido um sucesso. No Complexo do Alemão, a gente ouvia os policiais dizendo que era um modelo a ser levado para todo o Brasil. Achavam um sucesso”, afirma Fernanda Macharet, que também integra a coordenação estadual. “Surge, então, a partir da articulação com entidades de direitos humanos, a necessidade de fazer alguma intervenção. Divulgamos o relatório e a nota pública. Foi a partir disso que a imprensa começa a denunciar policiais envolvidos com corrupção. Geramos algum movimento do Estado”, completa.
Mais do que um partido de bermudas
Talvez devido ao doloroso processo de fragmentação que sofreram ao longo de vários anos, os jovens comunistas têm uma visão madura de sua nova inserção no processo político. Afirmam que reivindicam tanto os acertos quanto reconhecem os erros da organização, e do PCB, ao longo da História. Até porque, como fazem questão de frisar, a UJC esteve envolvida nas mesmas polêmicas do partidão – como o posicionamento quanto à adesão ou não à luta armada, nos anos 1960. “A gente não tem mais aquela ilusão de que os partidos comunistas sejam os portadores da verdade no processo revolucionário”, explica Luís Fernandes. “Mas permanece o sentimento de que o socialismo é uma necessidade concreta do movimento da humanidade. A solução para os problemas sociais, econômicos, ambientais, culturais perpassa pela criação de uma nova fórmula de organização da vida”, diz.
Por isso, uma nova forma de atuação da UJC é construir projetos de intervenção em conjunto com os movimentos sociais. No universo acadêmico, eles estão desenvolvendo o Universidade Popular. “Estamos construindo esse projeto ouvindo os mais diversos setores”, explica Fernanda Macharet. Entretanto, inserem seu planejamento num tipo de militância que, dizem, se diferencia da linha de outras organizações ligadas a outros partidos. “A nossa diferença de intervenção é tentar construir um projeto para além das demandas imediatas do estudante”, explica Luís. Dessa articulação com outros setores, sonham construir a mesma frente antiimperialista e anticapitalista, de caráter contra-hegemônico, que o PCB tem defendido desde as eleições presidenciais de 2006.
Mesmo na maneira como se articulam com os movimentos, não buscam o mesmo protagonismo do passado. “A gente não tem a pretensão de ser o dono do processo. Temos que conhecer essas lutas, e fazer a mediação com a nossa linha estratégica, que é de ruptura. É assim que tentamos nos articular com os movimentos sociais nas diversas frentes”, defende Maurício Souza. Os jovens se organizam de forma diferente do partido. Não têm um secretário geral, mas uma secretaria geral colegiada, nacional. “Não é um minipartido político. A gente tenta ter outro formato. Temos os nossos núcleos, e as lutas transversais – o militante que atua junto ao MST, o que está na luta pela moradia, pelos direitos humanos, etc”, afirma Luís. A julgar pela alegria como expõe sua estratégia, seu avanço político não tende a ser um voo de galinha.
A tradição do jovem
Fundada em agosto de 1927, a UJC foi a primeira organização da juventude de esquerda da História do Brasil. Com influencia crescente, vai ter uma atuação importante no processo de formulação da União Nacional dos Estudantes (UNE). Basta dizer que o único fundador vivo da UNE é Irun Santana, ex-integrante da UJC. A juventude comunista começa, então, a elaborar um esboço de formulação sobre a realidade brasileira. Logo em 1928, organizam seu primeiro congresso. Já era, desde o início, tempo de forte repressão por parte do Estado contra o comunismo. Os anos se seguem e a história da juventude do partidão será sempre de altos e baixos. Ora governos reprimem e levam a organização à fragmentação, ora eles ser articulam e retomam força.
O momento de maior estrangulamento é a década de 1970. Após a forte repressão por parte da ditadura civil militar (1964-1985), o partido tem grande dificuldade de se manter – sobretudo de organizar sua juventude. Nos anos 1960, a formação do PCdoB – e sua União da Juventude Socialista (UJS) – já fragmentara a luta comunista. E em 1992, com o revés soviético, a maioria dos dirigentes do PCB decide fundar um novo partido. Surge o Partido Popular Socialista (PPS) – que hoje, na oposição ao governo Dilma, se alinha com o PSDB e o DEM. Debilitado, o PCB começa a articular seu erguimento. O consenso neoliberal do período, entretanto, freia maiores voos. É apenas na década de 2000 que ele se reestrutura. A UJC ganha fôlego novo a partir de 2006. Para o próximo congresso, em 2012, prevêem mais de 300 delegados. Estão convictos de que dias melhores estão guardados para o futuro.
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