Praticamente toda a esquerda brasileira que não está no governo está em silêncio sobre a reforma política em debate no Congresso Nacional. Como afirmou um camarada dissidente, tratamos de todos os problemas que acontecem em todos os países do mundo, e por vezes passamos dos limites, acrescento eu, mas desprezamos a reforma política em curso no próprio Brasil como se não fosse nada.
Os argumentos para essa indiferença são da ordem das verdades gerais, macro-históricas, desprezando o conselho de Lênin, que "utilizar-se do critério da história universal para uma questão de política prática constitui o mais gritante erro teórico". A verdade geral nesse caso é que a democracia brasileira é controlada pelo capital, e o capital não produzirá reformas políticas eleitorais que o prejudiquem.
Porém, na prática, a reforma política em debate pode instituir o voto em lista fechada, que modificará bastante as eleições. Por exemplo, a compra de votos para vereadores e sobretudo deputados se tornará mais difícil e problemática, e não será do interesse da maioria dos candidatos, ou exigirá a associação dos primeiros candidatos da lista, em negociações sempre difíceis e arriscadas. O voto será nos partidos, portanto político, e até as propagandas eleitorais terão que se politizar em busca de diferenciação.
A reforma política também pode proibir as coligações para vereadores e deputados, o que modificará por completo as relações em toda a esquerda brasileira.. Mas nem por isso as dezenas de organizações que reivindicam serem revolucionárias estão debatendo o assunto.
Hoje em dia virou moda discutir se astronautas pisaram na Lua ou não, mas ninguém discute que alguns brasileiros vivem lá.
Os argumentos para essa indiferença são da ordem das verdades gerais, macro-históricas, desprezando o conselho de Lênin, que "utilizar-se do critério da história universal para uma questão de política prática constitui o mais gritante erro teórico". A verdade geral nesse caso é que a democracia brasileira é controlada pelo capital, e o capital não produzirá reformas políticas eleitorais que o prejudiquem.
Porém, na prática, a reforma política em debate pode instituir o voto em lista fechada, que modificará bastante as eleições. Por exemplo, a compra de votos para vereadores e sobretudo deputados se tornará mais difícil e problemática, e não será do interesse da maioria dos candidatos, ou exigirá a associação dos primeiros candidatos da lista, em negociações sempre difíceis e arriscadas. O voto será nos partidos, portanto político, e até as propagandas eleitorais terão que se politizar em busca de diferenciação.
A reforma política também pode proibir as coligações para vereadores e deputados, o que modificará por completo as relações em toda a esquerda brasileira.. Mas nem por isso as dezenas de organizações que reivindicam serem revolucionárias estão debatendo o assunto.
Hoje em dia virou moda discutir se astronautas pisaram na Lua ou não, mas ninguém discute que alguns brasileiros vivem lá.
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