quinta-feira, 29 de agosto de 2013

MANIFESTO DE APOIO E SOLIDARIEDADE AO CDC-UFOP

 
Manifestamos nosso apoio e nossa irrestrita solidariedade ao Centro de Difusão do Comunismo da Universidade Federal de Ouro Preto - CDC-UFOP. E, repudiamos a decisão da Justiça Federal do Maranhão sobre a Ação Judicial contra o Programa de Extensão da UFOP: Centro de Difusão do Comunismo (CDC-UFOP), determinando a suspensão de todas as atividades. O CDC-UFOP é um programa vinculado à Pró-reitoria de Extensão da UFOP, com quatro ações de extensão articuladas para estudar, debater e realizar a crítica à ordem do capital. Tem como objetivo lutar por uma sociedade para além do capital.
O CDC-UFOP articula suas ações em dois projetos e dois cursos de extensão e conta com a participação de 20 bolsistas e vários estudantes. 1 – Liga dos Comunistas - Núcleo de Estudos Marxistas (CNPQ) (projeto). 2 – Mineração e exploração dos trabalhadores na região da UFOP. Em parceria com o Sindicato METABASE Inconfidentes (curso). 3 – Equipe Rosa Luxemburgo. Grupo de debate e militância anticapitalista. Responsável pela coordenação do CDC (projeto). 4 – Relações sociais na ordem do capital. As categorias centrais da teoria social de Marx (curso). As atividades são gratuitas, abertas à comunidade e realizadas duas vezes ao ano no ICSA (Mariana), com editais no início de cada período. o CDC-UFOP mantém uma grupo de estudantes ligados ao Diretório de Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Em 2012 o centro recebeu o Prêmio de Melhor Programa de Extensão da UFOP.
No dia 13 de agosto, o Juiz José Carlos do Vale Madeira da Justiça Federal do Maranhão acatou o pedido de suspensão das atividades do CDC-UFOP, feito no dia 05 de julho de 2013, pelo advogado Pedro Leonel Pinto de Carvalho que também solicitou o pagamento de multas pela Universidade, que foi indeferido pelo juiz.
Esta ação é claramente uma manifestação política anti-comunista e fere os princípios da Autonomia Universitária. O Art. 207 da Constituição estabelece que: "As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão".
 
Minas Gerais - Brasil, 27 de agosto de 2013.
Os signatários:

Partido Comunista Brasileiro – PCB.
Partido Socialismo e Liberdade - PSOL
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados - PSTU
Brigadas Populares
Coletivo de Mulheres Ana Montenegro.
Comitê de Apoio ao Jornal A Nova Democracia em BH
CSP-CONLUTAS
Fundação Dinarco Reis.
Instituto Caio Prado Junior.
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.
Liga Operária.
Movimento Marxista 05 de Maio – MM5.
Sindicato METABASE Inconfidentes.
SINDUTE-Subsede Sabará.
União da Juventude Comunista.
União da Juventude Socialista.
União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais.
Unidade Classista.
Aldrin Castellucci (UNEB)
Alexandre Arbia  (UFOP)
Alexandre Gustavo Melo Franco Bahia (UFOP)
Ana Maria Ferreira(UFOP)
Anderson Deo (UNESP)
Angélica Lovatto (UNESP)
Antonio Carlos Mazzeo (UNESP)
Antonio Julio de Menezes Neto (UFMG)
Antonio M Claret  ( UFMG)
Bruno Bechara (UFMG)
Camila Ramos da Cunha (UFOP)
Cristiano Costa de Carvalho (UNA)
Daniel do Val Cosentino (UFOP)
Dirlene Marques (UFMG)
Eduardo Eugênio Pessoa Ramos (UFOP)
Eduardo Serra (UFRJ)
Fábio Bezerra (IFSEMG)
Gustavo Giovanny dos Reis Apóstolos (UFOP)
Ivan Pinheiro (Advogado)
José Paulo Netto (UFRJ)
Luiz Bernardo Pericás (USP)
Luiz Eduardo Motta (UFRJ)
Marcelo Braz (UFRJ)
Marcos Del Roio (UNESP)
Marly Vianna (UFSCar)
Marta Maia (UFOP)
Mauro Iasi (UFRJ)
Milton Pinheiro (UNEB)
Muniz Ferreira (UFRRJ)
Pablo Lima (UFMG)
Paulo Barsotti (FGV/SP)
Paulo Ribeiro da Cunha (UNESP)
Ricardo Costa (FFSD)
Ricardo Silvestre da Silva (UFOP)
Rodrigo Castelo (UNIRIO)
Ronaldo Coutinho (UFF)
Rubesn Ragone (IF-MG)
Sofia Manzano (USJT)
Túlio Lopes (UEMG/FHA)
Vanderlei Martini  (MST/MG)
Viviane Souza Pereira (UFOP)

Voltamos às ruas, pela construção do Poder Popular

Nos últimos meses, manifestações ganharam as ruas de todo o país. Questionavam não só a política econômica do governo federal como também as alianças políticas que sustentam governos (também os municipais e estaduais) e seus principais partidos: PMDB, PT, PCdoB, PSB, PTB, PDT e PP, entre outros.
Essas siglas hoje são porta-vozes de grandes grupos empresariais; algumas abandonaram um passado de lutas para, em nome do dito “pragmatismo”, fazer valer interesses pessoais e de grupos empresariais.
Tal prática aparenta quase um “empreendedorismo” político, no qual vale mais o político que, para garantir sua eleição, conseguir mais financiamento por parte do empresariado.
Esse modelo, que num primeiro momento atraiu os trabalhadores com a promessa de aumento do consumo através de facilidades no crédito, mostra agora - após uma década - sua perversa consequência de endividamento dos trabalhadores.
Para piorar, assim que a população iniciou os protestos os defensores da ilusão de que vivemos uma democracia (a base de sustentação do governo), seus chefes nos palácios colocaram todo o aparato de repressão em atividade. Desde então, o “castelo de cartas” que sustenta esse projeto político e econômico passou a ser posto em xeque.
...Outros, de forma oportunista, pretendiam pegar carona na insatisfação popular e se apresentarem como a solução dos problemas (PSDB e DEM), mas logo foram rechaçados nas ruas por seu posicionamento de classe e suas práticas corruptas. Mas continuam fazendo ouvido de mercador e buscam se articular com os “antigos novos” políticos, que se apresentam como “defensores da moralidade”, como é o caso do partido que se busca criar (REDE), mas escondem que seu principal financiador é o banco Itaú.
...Tudo isso demonstra a fragilidade do modelo político vigente, que possibilita as manobras de políticos oportunistas e carreiristas,e que agem à serviço da burguesia, dos patrões, do empresariado.
 Um partido diferente, com uma política diferente
  ...Por isso o PCB defende a organização e a mobilização dos trabalhadores nas ruas, como a forma legítima e educativa de construção de um modelo político alternativo - que garanta o interesse dos que constroem a riqueza, os trabalhadores.
  ...A falência da “democracia representativa”, que tem no poder econômico sua condição e legitimação, transforma a maioria dos parlamentares e dirigentes em meros despachantes dos interesses de quem os financiou. Contra isso, propomos o Poder Popular.
Defendemos:
- Livre direito de manifestação,
- Livre direito de organização por local de trabalho, estudo e moradia,
- Trabalhadores e classes populares decidam as políticas públicas,
- Política econômica voltada para os interesses dos trabalhadores,
- Educação voltada para a formação e emancipação intelectual,
- Saúde pública de interesse social,
- Congelamento da dívida interna, auditoria com controle popular;
- Recomposição das perdas salariais dos trabalhadores (da ativa e aposentados)
- Reestatização do patrimônio público entregue ao setor privado;
- Radical democratização dos meios de comunicação;
- Transporte público voltado ao interesse dos usuários,
- Desmilitarização da Polícia, com o fim da PM,
- Pelo Poder Popular!
Isso é a Democracia Direta. Isso é o Poder Popular! Essas são as propostas do Partido Comunista Brasileiro (PCB).

domingo, 4 de agosto de 2013

Reforçar o internacionalismo, combater o reformismo e criar uma alternativa revolucionária na América Latina


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(Pronunciamento do PCB – Partido Comunista Brasileiro, no Encontro do Foro de São Paulo, 30/07 a 04/08/2013)
O futuro da América Latina está sendo jogado na Colômbia e na Venezuela
A ofensiva imperialista na América Latina recrudesceu na presente década, diante do avanço do processo heterogêneo de mudanças que experimenta nossa região. Depois da reativação da IV Frota e da instalação de mais bases militares na Colômbia, o imperialismo, em conluio com as oligarquias locais, já derrubou governos progressistas em Honduras e no Paraguai, através de “golpes institucionais”.
A constituição da Aliança do Pacífico é parte dessa ofensiva, destinada a fragilizar as alianças regionais progressistas, como a ALBA, a CELAC, a UNASUL. A mafiosa Sociedade Interamericana de Imprensa impulsiona campanha contra a democratização e o controle social da mídia. Denúncias recentes mostram que a espionagem estadunidense em nossos países é mais profunda e descarada do que imaginávamos. A empáfia colonial chega ao ponto de desrespeitar a soberania boliviana e atentar contra a vida de Evo Morales, emblemático exemplo da resistência dos povos originários.
Além da necessidade de reforçar nossa solidariedade à Revolução Cubana, aos processos na Bolívia e no Equador e à resistência dos povos, a ação dos internacionalistas latino-americanos deve estar concentrada hoje na luta de classes que se desenvolve na Colômbia e na Venezuela.
O futuro da América Latina está sendo jogado nesses dois países de povos irmãos. A derrota do povo venezuelano para a oligarquia e o imperialismo impactaria negativamente a Mesa de Diálogos de Havana. Da mesma forma, a frustração desses diálogos, além de fragilizar e ameaçar o vigoroso e unitário movimento de massas colombiano, também influiria negativamente na Venezuela. Em ambos cenários, a correlação de forças se tornaria desfavorável.
Na Venezuela, segue a ofensiva da direita, valendo-se do desaparecimento físico do Comandante Hugo Chávez e do resultado modesto na vitória legítima de Nicolas Maduro. A simbiose entre as questões colombiana e venezuelana é tão forte que é exatamente neste momento de afirmação de Maduro que Santos recebe o candidato derrotado na Venezuela e ameaça com a integração da Colômbia à OTAN.
É preciso reforçar nossa firme solidariedade ao Presidente Maduro, ao Grande Polo Patriótico Simon Bolivar, em especial ao Partido Comunista de Venezuela, e ao proletariado venezuelano, cujo protagonismo será decisivo para garantir o destravamento do processo bolivariano e seu necessário avanço ao socialismo.
O êxito da Mesa de Diálogos de Havana não é apenas um problema dos colombianos, mas de todos os povos da América Latina e do mundo. Para o desenvolvimento das lutas populares em nosso continente, é preciso radicalizar a revolução bolivariana e desmontar o plano imperialista de atribuir à Colômbia o papel que joga Israel no Oriente Médio.
A oligarquia colombiana quer uma paz dos cemitérios, rápida, sem custos, para criar um ambiente favorável ao desenvolvimento capitalista. Tenta desestabilizar a Venezuela para impor um acordo rebaixado à insurgência. Não nos iludamos com o “pacifismo” da oligarquia e do imperialismo que a dirige. Só recorreram ao diálogo porque fracassou sua guerra contra a insurgência, apesar de todos os imensos recursos militares e financeiros investidos no Plano Colômbia, dos paramilitares, das bases estadunidenses, da assessoria da CIA e da Mossad.
Já os interesses do povo colombiano e das insurgências, que se fundem na mesa de diálogo, são de uma solução política com justiça social e econômica, consolidada através de uma Assembléia Constituinte soberana, com ampla participação popular.
Há dois fatores decisivos para a viabilidade dos entendimentos. Um deles, sem o qual talvez o diálogo não tivesse sequer começado, é o avanço do maior movimento de massas das últimas décadas na América Latina, plural e unitário, congregando milhares de organizações políticas e sociais, que têm na Marcha Patriótica sua maior expressão.
O segundo é a solidariedade internacional a todas as expressões políticas e sociais colombianas progressistas e revolucionárias, nomeadamente à Delegação das Farc em Havana. Mas é preciso respeitar as decisões e o tempo do movimento de massas e da insurgência e combater a ansiedade dos reformistas em pressionar as guerrilhas a se desmilitarizarem, a pretexto de que está atrapalhando a governabilidade e a integração latino-americana. Nossa pressão tem que ser no sentido da ampliação do diálogo e por um necessário cessar fogo bilateral.

Documento do Comitê Central do PCB ao Fórum de São Paulo

JORNAL IMPRENSA POPULAR - EDICAÇÃO ESPECIAL - AGOSTO DE 2013


Programas Futebol e Política do Canal do Jornal O Poder Popular.

Programas Futebol e Política do Canal do Jornal O Poder Popular.  Camaradas; Segue os links dos Programas Futebol e Política do Can...