Nos
últimos meses, manifestações ganharam as ruas de todo o país.
Questionavam não só a política econômica do governo federal como
também as alianças políticas que sustentam governos (também os
municipais e estaduais) e seus principais partidos: PMDB, PT, PCdoB,
PSB, PTB, PDT e PP, entre outros.
Essas
siglas hoje são porta-vozes de grandes grupos empresariais; algumas
abandonaram um passado de lutas para, em nome do dito “pragmatismo”,
fazer valer interesses pessoais e de grupos empresariais.
Tal
prática aparenta quase um “empreendedorismo” político, no qual
vale mais o político que, para garantir sua eleição, conseguir
mais financiamento por parte do empresariado.
Esse
modelo, que num primeiro momento atraiu os trabalhadores com a
promessa de aumento do consumo através de facilidades no crédito,
mostra agora - após uma década - sua perversa consequência de
endividamento dos trabalhadores.
Para
piorar, assim que a população iniciou os protestos os defensores da
ilusão de que vivemos uma democracia (a base de sustentação do
governo), seus chefes nos palácios colocaram todo o aparato de
repressão em atividade. Desde
então, o “castelo de cartas” que sustenta esse projeto político
e econômico passou a ser posto em xeque.
...Outros,
de forma oportunista, pretendiam pegar carona na insatisfação
popular e se apresentarem como a solução dos problemas (PSDB e
DEM), mas logo foram rechaçados nas ruas por seu posicionamento de
classe e suas práticas corruptas. Mas continuam fazendo ouvido de
mercador e buscam se articular com os “antigos novos” políticos,
que se apresentam como “defensores da moralidade”, como é o caso
do partido que se busca criar (REDE), mas escondem que seu principal
financiador é o banco Itaú.
...Tudo
isso demonstra a fragilidade do modelo político vigente, que
possibilita as manobras de políticos oportunistas e carreiristas,e
que agem à serviço da burguesia, dos patrões, do empresariado.
Um
partido diferente, com uma política diferente
...Por
isso o PCB defende a
organização e a mobilização dos trabalhadores nas ruas,
como a forma legítima e educativa de construção de um modelo
político alternativo -
que garanta o interesse
dos que constroem a riqueza, os trabalhadores.
...A
falência da “democracia representativa”, que tem no poder
econômico sua condição e legitimação, transforma a maioria dos
parlamentares e dirigentes em meros despachantes dos interesses de
quem os financiou. Contra isso, propomos o Poder Popular.
Defendemos:
-
Livre direito de manifestação,
-
Livre direito de organização por local de trabalho, estudo e
moradia,
-
Trabalhadores e classes populares decidam as políticas públicas,
-
Política econômica voltada para os interesses dos trabalhadores,
-
Educação voltada para a formação e emancipação intelectual,
-
Saúde pública de interesse social,
-
Congelamento da dívida interna, auditoria com controle popular;
-
Recomposição das perdas salariais dos trabalhadores (da ativa e
aposentados)
-
Reestatização do patrimônio público entregue ao setor privado;
-
Radical democratização dos meios de comunicação;
-
Transporte público voltado ao interesse dos usuários,
-
Desmilitarização da Polícia, com o fim da PM,
-
Pelo Poder Popular!
Isso é a Democracia Direta. Isso
é o Poder Popular! Essas são as propostas do Partido Comunista
Brasileiro (PCB).
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32016478 - www.pcb.org.br
– www.expressovermelho.blogspot.com
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