sexta-feira, 3 de junho de 2011

Reta final acirra eleição peruana



Internacional

Debate de presidenciáveis é marcado por clima de tensão e troca de acusações

31/05/2011
Da redação

Os candidatos à Presidência do Peru, Ollanta Humala e Keiko Fujimori protagonizaram neste domingo (29) o último debate antes da eleição do segundo turno, que ocorre no dia 5 de junho. O clima de tensão e de troca de acusações marcou a disputa entre os concorrentes.

Os candidatos apresentaram suas propostas para os temas luta contra a pobreza, segurança e narcotráfico, instituições democráticas e economia e inclusão social. Ao todo, aproximadamente 20 milhões de peruanos estão aptos a votar.

O bloco dedicado a discussão sobre instituições democráticas foi o mais tensionado. Humala acusou a candidata de querer restabelecer no país o regime “corrupto e violador de direitos humanos”, assim como seu pai, o ditador Alberto Fujimori . “Digo isto porque as mesmas pessoas que trabalharam naquele regime são as mesmas que acompanham agora Keiko”, afirmou o líder da coligação Gana Perú (Vence Peru), aliança do Partido Nacionalista Peruano com partidos de esquerda.

Keiko respondeu que se for eleita à Presidência, será ela, e não seu pai, quem irá governar e que sua equipe é capaz “de reconhecer nossos erros e pedir as desculpas necessárias”. Já Humala destacou seu compromisso com a defesa da democracia e da liberdade e conclamou aos indecisos a votarem sem medo e com memória no próximo domingo.

Indecisão

As últimas pesquisas indicam que pelo menos 12% do eleitorado peruano ainda está indeciso e que existe uma pequena margem favorável à eleição de Fujimori.

Em entrevista à Telesur, Humala pediu os votos dos eleitores indecisos em defesa da democracia na nação andina. “Eu peço que esses 12% tenham mais informações, sobretudo os novos cidadãos que entrem nas redes sociais, que entrem na internet e vejam o que se trata o projeto (do Governo)”, conclamou.

Humala venceu o primeiro turno com cerca de 31,7% dos votos, vencendo as quatro forças da direita nacional, incluindo Keiko, que conquistou 23,5% dos votos. Ele tem o apoio dos movimentos sociais de esquerda. Apesar de não existir uma identificação plena com o candidato, diversas vezes acusados de envolvimento com o governo de Alberto Fujimori, os movimentos sociais veem em Keiko o retorno das políticas ditatoriais e corruptas do ditador Fujimori.

Humala tem criticado o desenvolvimento da campanha presidencial e disse que tem sido vítima da propaganda do medo, por isso pediu o voto sem medo e com memória. “Nós precisamos recuperar nossa autoestima e nossos peruanos que foram injustamente expulsos na década de 1990, durante a ditadura Fujimorista”, disse Humala.

Com agências

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