O governo federal anunciou, hoje, a privatização dos aeroportos do Galeão (RJ) e de Confins (MG). No Olhar Comunista dessa quinta.
A receita esperada pelo governo é de
cerca de R$ 15,4 bilhões, e a razão alegada para a operação é a melhoria
dos serviços. Foram anunciados, ainda, a criação da Infraero Serviços,
para prestar serviços especializados, e investimentos de R$ 7,3 bilhões
para construir e reformar 270 terminais de pequeno porte.
Galeão e de Confins seguem a trilha da
privatização realizada com os terminais de Brasília, Viracopos e
Guarulhos. É uma transferência de propriedade para empresas privadas que
não investiram um centavo na construção dos terminais.
E, ao que tudo indica, vai se repetir o
que ocorreu na grande maioria das privatizações realizadas pelos
governos Collor, FHC e Lula: redução das escalas de operação, tarifas
mais elevadas, baixo investimento em manutenção e quase nenhum gasto com
expansão.
No limite, as concessionárias alegarão
que não dispõem de recursos para investir e o Estado será chamado a
financiar as obras. Os exemplos do setores elétrico e de transportes
confirmam esta tendência.
Este é mais episódio que comprova a
interligação direta entre o Estado brasileiro e os interesses privados,
que acenam com serviços de luxo para os segmentos de alta renda – como
no caso dos serviços de saúde – e deixam à míngua a grande maioria da
população, da classe trabalhadora.
Em tempo: aeroviários e aeronautas de
todo o país paralisaram o trabalho e realizaram manifestações, hoje,
exigindo reajuste salarial de 11,4% (as empresas ofereceram de 1,5 a
6%).
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